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Carnaval na Quebrada de Humahuaca
Carnaval na Quebrada de Humahuaca

 

Festas da Quebrada de Humahuaca

Fiesta de Pachamama

No dia primeiro de agosto se comemora a festa de Pachamama, a mãe-terra dos índios quéchuas e aymaras, reverenciada no Noroeste da Argentina, no Peru e na Bolívia. Nesse dia são feitas oferendas a Pachamama, seguidas de preces em quéchua pedindo colheitas abundantes: “Pachamama kusilla kusilla” (“Mãe-terra, ajuda-me, ajuda-me…“). Um recipiente de barro com alimentos cozidos, vinho, folhas de coca e chicha (bebida fermentada feita com milho) é colocado em um poço escavado no solo e coberto com uma pedra branca chamada apacheta. É comum que cigarros também sejam oferecidos à divindade.

Mapa da Quebrada de Humahuaca

O Carnaval de Humahuaca

Animadíssimo e famoso em toda a Argentina, com muita gente fantasiada, danças, máscaras e música andina. Uma das canções mais conhecidas, que muita gente considera “boliviana”, é na verdade originária da Quebrada:

Llegando está el carnaval quebradeño, mi cholita
Llegando está el carnaval quebradeño, mi cholita
Fiesta de la quebrada humahuaqueña para bailar
Erke, charango y bombo carnavalito para bailar
”.

Se você estiver por lá na época do Carnaval, não perca. Uma das cerimônias mais importantes do carnaval quebradenho é o desentierro y el entierro del diablo del carnaval. Já uma semana antes de seu início oficial acontecem bailes e danças tradicionais.

As procissões

No carnaval grande começam as procissões de pessoas mascaradas e fantasiadas de diabo, comemorando o “desentierro del diablo carnaval”, o sol vermelho, que fecunda Pachamama (a mãe-terra), gerando boas colheitas. Um boneco feito de trapos representando o capeta é desenterrado e o diabo fica literalmente à solta. Sente-se no ar o perfume da albahaca (manjericão), considerada afrodisíaca, oferecida ao diabo. Foliões fantasiados e às vezes meio “altos” jogam uns nos outros (e nos turistas…), água, serpentinas, talco ou farinha; por isso, se quiser voltar para o hotel ileso, não se aproxime demais. Ou então, relaxe, tome um drinque e caia na bagunça. No Domingo de Tentación termina o carnaval, com a cerimônia de enterrar o diabo no seu leito de pedras, rodeado de folhas de coca, garrafas com bebida alcoólica e cigarros. (O básico para mantê-lo tranqüilo até o carnaval do ano seguinte…)

O Êxodo 

Uma das principais festas de Jujuy é o Êxodo, que comemora o maior acontecimento histórico da cidade. Quando as forças espanholas, bem equipadas e armadas, aproximaram-se de Jujuy, o comandante argentino Belgrano determinou que o povo de San Salvador de Jujuy abandonasse a cidade e não deixasse para trás nada que pudesse ser aproveitado pelas tropas coloniais. Tudo o que não pode ser transportado foi destruído ou queimado quando a população abandonou a cidade, em 23 de agosto de 1812, inclusive as casas.

O Êxodo é comemorado todos os anos com desfiles de grande número de gauchos em trajes típicos, que chegam de todos os cantos da província de Jujuy e mesmo de províncias vizinhas.

Fiesta Nacional de los Estudiantes

Outra festa importante é a Fiesta Nacional de los Estudiantes, que ocorre em setembro, para comemorar a chegada da primavera, atraindo estudantes de todo o país. O ponto alto é o desfile de carros alegóricos adornados com flores de papel, ao final do qual é eleita a reina (rainha), a mais bela estudante de toda a Argentina. Para mais informações, consulte o site oficial da festa:  Fiesta de los Estudiantes.

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SumárioÍndice remissivo

Uquia, Quebrada de Humahuaca, Argentina
Uquia, Quebrada de Humahuaca, Argentina

Onde comer na Quebrada de Humahuaca

Tilcara

Los Angeles Restaurante da pousada. Ambiente acolhedor e ótima cozinha. Aberto apenas para o jantar. Aconselha-se reservar. Goritti, s/nº

Los Puestos Um dos lugares mais simpáticos e com melhor comida de Tilcara. Carnes, massas e pratos regionais. Música ao vivo à noite. Belgrano esq. c/ Padilla

Pachamama Cozinha regional e internacional. Música ao vivo à noite.
Belgrano, 590 (esq. c/ Padilla)

El Pátio Cozinha regional. Lavalle, 352

Bar Esperanza Cozinha regional e internacional. Belgrano, 547

La Casa de Champa Casa de chá. Lanches, doces. Belgrano, 249

La Chacana Resto Bar Boa cozinha andina, vinhos. Belgrano, 472

Don Chalú Cozinha variada. Na praça principal.

Peña Altitud Cozinha regional. Shows folclóricos. Belgrano, 319

Kanka Huasi Cozinha regional. Na praça principal.

El Pucará Cozinha variada. Rivadavia esq. c/ Lavalle

El antigal Boa relação preço/qualidade. Carnes, empanadas. Rivadavia, s/nº

Ruta 9 Cozinha regional, trutas, cabrito. RN 9, na entrada da cidade.

Purmamarca

El Manancial del Silencio Restaurante do hotel de mesmo nome. Cozinha regional e internacional de qualidade. Se ficasse em Paris, viveria lotado. Experimente gnocchi de ricota de cabra e o corderito de Santa Catalina (pura carne sem ossos nem gordura). Na sobremesa, prove a sopa de pêras cozidas no vinho com sorvete de queijo bleu… RN 52, Km 3,5

El Rincón de Claudia Vilte Cozinha regional e espetáculos de música folclórica à noite. Libertad, s/nº

Parrillada entre Amigos Cordeiro, lhama, carne bovina. Libertad, s/nº (a 100m da plaza).

La Posta de Purmamarca Cozinha andina, lhama, quinoa. Rivadavia, s/nº (junto à praça)

Sabor a Tierra Pratos regionais, massas, boa carta de vinhos. Lavalle, s/nº

Humahuaca

La Cacharpaya Cabrito assado, cazuela de cabrito, locro, empanadas. Jujuy, 295

Inti Huasi Cozinha regional. Libertad, s/nº

El Colonial Pratos regionais. Tucumán, 22

Casa Vieja Estofado de cordeiro, filé de lhama. Buenos Aires esq. c/ Salta

Susques

Pastos Chicos A única cozinha decente nesse “fim de mundo”. RN 52, uns 2 km depois da entrada da aldeia.

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Vicunha na Salina Grande, Puna argentino
Vicunha na Salina Grande, Puna argentino

Passeios nos arredores da Quebrada de Humahuaca

Há em toda essa região uma série de lugares interessantes para se visitar, seja a pé, pelos amantes de caminhadas, seja de carro. Alguns sítios são de difícil acesso para carros sem tração 4X4, principalmente em épocas de chuvas; informe-se.

Há pequenos povoados de cultura índia como Coctaca (a 8 km a nordeste de Humahuaca), onde fica o sítio arqueológico de mesmo nome. Embora seja menos divertido do que ir por conta própria, é possível contratar excursões em agências de Jujuy e na Quebrada.

A maioria dos hotéis organiza excursões ou tem os contatos certos. Informe-se na recepção. Há lugares mais afastados, acessíveis de carro, com paisagens de cair o queixo, como a Laguna de Pozuelos, na estrada de montanha entre La Quiaca e Abra Pampa, a 4.000m de altitude e o circuito pela RN 52 e a RN 40, até reencontrar a RN 9, cortando uma paisagem de altitude com montanhas nevadas e pampas onde pastam lhamas e guanacos. Alguns trechos são bem ruinzinhos; informe-se em Humahuaca. Leve roupas quentes, lanche, água e combustível.

Salinas Grandes

A 67 km de Purmamarca, pela RN 52 (estrada que vai até São Pedro do Atacama, no Chile). É uma vasta extensão branquíssima, por ser coberta de sal, que ao longe parece neve. É fácil ir de carro, mas existem excursões, algumas até à noite, durante a lua cheia. A vista durante o trajeto é muito bonita e a estrada é boa, toda asfaltada, embora cheia de curvas. Alguns trechos estão a mais de 4.000m sobre o nível do mar.

Susques

A 195 km de Jujuy, saindo da RN 9 e pegando a RN 52. No meio da Puna, Susques, com suas ruazinhas de terra e construções de adobe, é o último povoado argentino antes da fronteira com o Chile. Sua igreja colonial coberta de sapé merece uma olhada… e é só. O mais interessante é o trecho da estrada entre as Salinas Grandes e Susques. Você verá em alguns locais pastores índios cuidando de grandes rebanhos de lhamas. Alguns desses camelídeos ficam parados no meio da estrada, olhando-o com curiosidade. Você terá, portanto, que passar entre os bichos bem vagarosamente, em primeira, ou eventualmente até sair do carro para espantá-los. (Com lhamas, é preciso ser enérgico!). É possível chegar a poucos metros dos bichos, uma boa ocasião de tirar belas fotos.

Iruya

A 74 km de Humahuaca. Pegue a RN 9 direção norte e entre à direita na RP 13. Os últimos 50 km são em estrada de cascalho. Há ônibus a partir de Humahuaca, mas são bastante simples. A pequena aldeia indígena de 1.200 habitantes fica na região montanhosa conhecida como Pré-Puna. Formada por ruazinhas estreitas, é diferente de outras da região, por estar praticamente encravada entre paredões de pedras e canyons. Isolada de tudo, Iruya conservou seus costumes; até hoje seus habitantes usam vestimentas tradicionais. Dê uma olhada no Cristo de sua igrejinha, esculpido por nativos em 1780 em madeira de cactos.

Mapa da Quebrada de Humahuaca

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San Antonio de los Cobres
San Antonio de los Cobres

Passeios nos arredores de Salta

San Antonio de los Cobres

A 140 km de Salta, San Antonio de los Cobres é um pequeno vilarejo mineiro a 3.744m de altitude, no meio de uma paisagem árida, que parece cenário de antigos “westerns spaghetti”. A uns 10 km ao norte de San Antonio pela RN 51 ficam as fontes termais de Pompeya, com propriedades medicinais, e 5 km mais adiante está o famoso viaduto La Polvorilla, por onde passam os trilhos do Tren de las Nubes, de 65m de altura e quase 2,5 km de comprimento, a 4.200m sobre o nível do mar. Embora seja possível pernoitar na aldeia, as opções de hospedagem são limitadas.

Mapa de Salta e arredores

Tren a las Nubes

A linha férrea, uma obra-prima da engenharia da década de 1920, levou 27 anos para ser concluída. Agências de turismo em Salta oferecem excursões que partem cedo de Salta, vão a San Antonio de los Cobres e retornam à cidade à noite.

A viagem, que toma umas 15h no total, é uma aventura espetacular. Você verá paisagens absolutamente incomuns, com um deserto de altitude desolado que corresponde ao prolongamento meridional do Altiplano Andino, montanhas de tons amarelados e vermelhos e picos nevados.

O trem  passa por túneis, roda junto a abismos e pára um momento sobre o viaduto La Polvorilla, a 4.200m de altitude.

Site oficial do Tren a las Nubes.

San Lorenzo

A 10 km de Salta. Esse distrito abastado, a 1.450m de altitude, encanta pela bela paisagem de colinas verdes cobertas por florestas, com trilhas propícias a caminhadas e passeios a cavalo. Para o turista é um lugar agradável, mas não “imperdível”. Uma de suas curiosidades é o Castelo de San Lorenzo, construído em estilo florentino pela família abruzzina Bartoletti no final do século XIX. Restaurado pelo americano John Johnston, o castillo, convertido atualmente num elegante hotel-restaurante, foi cenário, nos anos 1960, do filme Taras Bulba, com Yul Bryner.

Site oficial do castelo-hotel-restaurante San Lorenzo

Santa Rosa de Tastil

O minúsculo povoado a 3.080m de altitude fica a 100 km de Salta pela RN1, passando pela Quebrada del Toro, uma garganta com paredões de pedras quase a pique. Bem próximo ficam as ruínas dos muros da cidadela pré-incaica do século XIV, que deve ter tido, no seu apogeu, 2.000 habitantes. Escavações realizadas no local resultaram na descoberta de muitas peças de cerâmicas e outros objetos de uso diário.

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Dança folclórica, Salta
Dança folclórica, Salta

Atrações turísticas em Salta

Mercado de artesanato

Av. San Martín, 2555. Está instalado em um edifício de meados do século XVIII. Nele você pode ter um contato mais direto com os artesãos, conhecer seu trabalho e fazer compras.

Plaza 9 de Julio

É o centro histórico da cidade. Enfeitada por palmeiras e rodeada de arcos, é uma das mais lindas praças argentinas. Nela ficam a catedral e outros edifícios coloniais, como o Cabildo, o mais antigo de todos, erguido em 1582 quando da fundação da cidade.

Catedral

Plaza 9 de Julio. Essa linda catedral tem uma fachada em estilo italiano clássico e rico interior barroco, com esculturas de Cristo e da Virgen del Milagro, do século XVI. Começou a ser construída partir de 1858, depois que a antiga catedral foi destruída por um incêndio e por terremotos. A construção foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1947.

Mapa de Salta

Museo Historico del Norte

Caseros, 549. Exibe móveis e objetos do período colonial e republicano, que permitem ao visitante ter uma idéia do que foi Salta no passado. Pode-se ver carruagens e até um Renault 1910 que pertenceu ao governador da província. A visita vale também pela arquitetura do prédio, do século XVI.

Museo de Arte Etnico Americano

20 de febrero, 838. Exibe coleções de objetos e artesanatos de diferentes culturas pré-colombianas.

Vídeo sobre Sala, Argentina

Cerro San Bernardo

Há um teleférico na esquina da San Martín com a Hipolito Irigoyen, perto da rodoviária, que leva ao topo dessa colina, de onde se tem vista panorâmica de Salta e arredores. No local existe um bar que serve drinks e pratos leves no terraço aberto; é muito agradável nos dias quentes. Quem tiver coragem e disposição pode subir a pé,  opção recomendada para aqueles que tiverem abusado das empanadas. A subida começa em frente ao Museo Antropologico.

Igreja de San Francisco

Caseros esq. c/ Córdoba. Com paredes de terracota, esse templo é muito diferente do original ali erguido durante o século XVI. A linda construção atual, uma das mais belas igrejas do país, data de meados do século XVIII, mas passou por várias reformas e melhorias introduzidas por arquitetos italianos, que “deram um trato” na fachada a partir da década de 1860. A torre de 70m de altura foi construída em separado do edifício da igreja, como os campanários italianos.

Museo Antropologico “Juan Martín Leguizamón”

Ejército del Norte esq. c/ Polo Sud. Possui um bom acervo de peças pertencentes às tribos que habitaram o noroeste da Argentina, muitas delas oriundas do antigo povoado de Tastil, como a famosa Bailarina de Tastil.

Museo de Bellas Artes

Florida, 20  Funciona em um edifício do século XVIII que serviu de residência ao general Félix Árias Rengel, conquistador do Chaco. Reúne importante coleção de arte religiosa e de obras de artistas latino-americanos contemporâneos.

Museo de Arqueologia de Alta Montanha

Mitre, 77.  Esse museu foi criado especialmente para abrigar peças de interesse arqueológico e os corpos mumificados e extremamente bem preservados de três crianças incas encontrados em 1999, a 6.700m de altitude, no cume no vulcão Llullaillaco. Assim como Juanita e as demais crianças cujos corpos mumificados foram encontrados perto de Arequipa, os Niños de Llullaillaco – um menino de sete anos, uma menina de seis e uma jovenzinha de quinze, possivelmente uma “Virgem do Sol” – foram escolhidos por sua destacada beleza e origem nobre e sacrificados em oferenda aos deuses em rituais relacionados à agricultura. O frio intenso e o ar seco auxiliaram tanto na preservação dos corpos quanto das roupas e artefatos encontrados junto com eles, que constituem valioso material para pesquisas sobre os costumes e crenças incaicos.

Site oficial: Museo de Arqueologia de Alta Montanha

Museo de la Ciudad

Florida, 91. Instalado em um palacete do século XIX, o acervo compreende principalmente móveis e objetos dos séculos XVIII e XIX, mostrando como era a vida em Salta da época colonial.

Convento de San Bernardo

Caseros esq. c/ Santa Fé. A primeira construção erguida no local provavelmente data de 1620. Destinada a servir como hospital, acabou destruída por sucessivos terremotos. O edifício passou por muitas modificações e na segunda metade do século XIX foi transformado em convento de freiras carmelitas. A passagem de acesso ao hospital foi emparedada e abriu-se uma nova entrada, que recebeu o lindo portal que tinha sido entalhado por artistas nativos para a casa da família De La Cámara em 1762.

Museo Presidente José Evaristo Uriburu

Caseros, 41. Está instalado em um palacete do século XIX, a “Casa de Uriburu”, presidente da Argentina na no início do século XX. Exibe também um acervo de móveis e roupas de época.

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Quebrada de Cafayate, no Noroeste da Argentina
Quebrada de Cafayate, no Noroeste da Argentina

Atrações nos arredores de Cafayate

Visitas às bodegas (vinícolas)

Bodegas (vinícolas) não faltam na região. As principais são a Etchart, que produz o branco Etchard Privado e o tinto Don David; a La Banda, na entrada da cidade; a El Esteco, de Michel Torino, em cuja propriedade fica o luxuoso Patios de Cafayate Hotel & Spa; a Domingo Hermanos, que fabrica um ótimo Torrontés, e a San Pedro de Yacochuya, de Arnaldo Etchart (antigo proprietário da Etchart, que hoje pertence ao grupo francês Pernod Ricard), a 8 km de Cafayate.

As bodegas podem ser visitadas, mas no auge da estação é melhor reservar com antecedência. As uvas até hoje são amassadas com os pés.

Mapa dos arredores de Cafayate

O passeio permite ver as instalações, como os vinhos são feitos, degustá-los (principalmente!) e, quem sabe, comprar umas garrafas.

Os vinhos de Cafayate ainda não são encontrados com facilidade no Brasil; se você curte a bebida de Baco, não perca a oportunidade. A uva espanhola Torrontés se deu muito bem com o clima seco e de grande amplitude térmica de Cafayate, a ponto de se tornar emblemática da região. Repare no tom claríssimo desses vinhos e sinta seu aroma inconfundível de uva passa branca.

Quebrada de Cafayate (Quebrada de las Conchas)

É uma das mais curiosas formações geológicas da Argentina, na Ruta 68, entre Salta e Cafayate, com grande variedade de formas criadas pela erosão eólica (provocada pelos ventos, aquela aula que você perdeu…) e cores avermelhadas em razão da alta concentração de óxido de ferro.

São imperdíveis o Anfiteatro, uma formação natural com uma acústica incrível e a Garganta del Diablo, um canyon profundo e estreito. Outras formações rochosas levam nomes curiosos, como El Sapo, El Fraile, El Obelisco e Los Castillos. Todas essas paisagens são particularmente misteriosas e belas sob a lua cheia. Você vai se sentir em outro planeta. O lugar é ainda mais bonito sob o sol da tarde.

Los Médanos são dunas de areia muito branca, perto de Cafayate.

Relatos de viagem

De carro pelo Noroeste da Argentina | A Patagônia de Moto

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San Miguel de Tucumán, Argentina
San Miguel de Tucumán, Argentina

Tucumán

A cidade de Tucumán, fundada em 1565, teve muita importância na história argentina, uma vez que lá foi proclamada a independência do país após a derrota dos espanhóis frente às tropas de San Martín em 1816. Hoje, é simultaneamente a mais importante cidade do Noroeste e a capital da menor província argentina.

Com mais de meio milhão de habitantes, Tucumán é um grande centro agrícola, de clima extremamente quente, propício ao cultivo da cana de açúcar, cujas plantações  se espalham em torno da cidade.

Seus edifícios históricos ficam na Plaza Independencia e arredores. A bela Casa de Gobierno merece uma olhada. Também são interessantes a Catedral neoclássica, a igreja de San Francisco e a Casa Histórica de la Independencia onde, no Salón de la Jura, foi assinado o tratado que transformou a Argentina num país livre do domínio espanhol.

Por causa da latitude e da baixa altitude, Tucumán tem um clima abafado e quente que no verão pode alcançar temperaturas superiores a 35ºC: você não tem vontade de sair de perto do ar condicionado do seu quarto do hotel! Por isso, a cidadezinha de Tafí del Valle, a 100 km dali, localizada em um vale de clima muito agradável às margens de uma represa, fica lotada de tucumanos.

Enfim, embora por si só não tenha atrativos para justificar uma visita, a cidade é um ótimo ponto de partida para visitar o Noroeste Argentino. Alugue um carro ou tome um ônibus e… pé na estrada!

Site oficial de turismo de Tucumán.

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Avião

O aeroporto de Tucumán fica a 15 km da cidade. Há voos diretos de Buenos Aires (2h).

Ônibus

No terminal rodoviário chegam ônibus de Buenos Aires (16h), Córdoba (8h) e Mendoza (13h). Há ônibus direto da estação rodoviária de Retiro, em Buenos Aires. A viagem é longa; se puder tome um ônibus-leito noturno.

Carro

De Buenos Aires (1.200 km) ou Córdoba (550 km), pegue a RN 9.

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Um roteiro para visitar de carro o noroeste da Argentina (NOA)

Uma das mais belas viagens que você poderá fazer no país vizinho é percorrer de carro o Noroeste Argentino, indo de Tucumán à Quebrada de Humahuaca. A viagem também pode ser feita de ônibus, mas nesse caso será difícil visitar algumas das atrações pelo caminho.

Para fazer o roteiro completo que sugerimos, comece sua aventura na cidade de Tucumán, capital da província de mesmo nome. Há voos diretos de Buenos Aires para lá.

O ideal é já ter o carro reservado, retirá-lo no aeroporto e pegar a estrada. Se você chegar a Tucumán de ônibus ou carro, durma uma noite lá, senão será cansativo, pois há lugares para conhecer já durante a primeira etapa da viagem.

Mapa da Quebrada de Humahuaca

Precauções antes de tomar a estrada

Geralmente as locadoras entregam o carro ao cliente com o tanque completamente cheio mas, se esse não for o caso, complete-o.

A cada vez que sair de carro para qualquer passeio durante toda a viagem (exceto dentro das cidades), abasteça-se de água mineral e sanduíches ou empanadas, pois praticamente não há onde comer, beber ou completar o tanque nas estradas. Leve também papel higiênico. É possível, para não dizer provável, que você precise fazer pit stops improvisados.

O primeiro trecho, até Cafayate, de uns 200 km, pode ser percorrido em meio dia. Considerando que você terá que parar para almoçar, que irá visitar lugares pelo caminho e que longos trechos da estrada são cheios de curvas e bandenes (valetas), calcule umas quatro ou cinco horas de estrada. Se você curte fotografar, deixe a máquina ou smartphone carregado e bem à mão: as paisagens o deixarão de boca aberta.

Tafí del Valle

Após atravessar parte da planície repleta de canaviais próxima a Tucumán, você verá a indicação para Tafí del Valle, a 100 km da capital provincial. Não se iluda; a viagem toma pelo menos 2h. Olhe o mapa para entender. Você irá encarar uma estrada tortuosa montanha acima mas, provavelmente, dará graças a Deus por estar escapando do calor úmido e entrando em uma serra que o levará a uma floresta tropical de rara beleza, repleta de cachoeiras e abismos.

A estrada é estreita e cheia de curvas; se parar para tirar fotos, muito cuidado!

Prosseguindo, quase que repentinamente, como num passe de mágica, a floresta desaparece e você desemboca num vale a 1.976m sobre o nível do mar, de vegetação raquítica, tendo no centro um enorme lago artificial.

Um pouco mais adiante, junto ao lago, fica Tafí del Valle, uma cidadezinha simpática. Para os argentinos da região, é um ponto turístico. Para você, é apenas um bom lugar para comer e abastecer o carro  – não perca seu tempo em Tafí, mas também não deixe de comer, usar o banheiro, repor estoque de água e lanches e de encher o tanque!

Ao sair de Tafí del Valle, tenha como meta chegar a Cafayate antes do anoitecer, já que esse roteiro por regiões ermas não deve ser feito à noite; a infraestrutura é mínima e não há praticamente onde dormir pelo caminho. Se a tarde estiver muito adiantada, durma em Tafí. (Na entrada da cidade, fica a Hosteria Lunahuana; um lugar decente para comer e dormir, com diária de US$ 65 para dois).

Rumo a Cafayate

Você atravessará uma região rude e acidentada, com vistas magníficas, marcadas pela presença de cactos gigantes e largos rios, na maior parte do ano completamente secos.

Chegando a um enorme vale, você passará pelas ruínas de Quilmes, cidadela pré-colombiana que merece ser visitada. Há apenas uma discreta placa na estrada indicando a entrada; fique atento.

Cafayate

Em Cafayate, durma pelo menos duas ou três noites para visitar as vinícolas dos entornos, a Quebrada de Cafayate e as cidades dos Valles Calchaquíes. Se puder, fique três ou quatro noites… Ou até mais, caso tenha tempo, se hospede em um hotel confortável e queira descansar, comer e beber bem!

Se pensa em visitar Cachi e voltar a Cafayate no mesmo dia, saia bem cedo. Calcule umas 8 horas de viagem, ida e volta, sabendo que a estrada não é boa; informe-se sobre as condições, já que, principalmente em época de chuvas, algumas passagens são complicadas. Você poderá optar por pernoitar em Cachi.

Salta

De Cafayate, pode seguir direto para Salta pela RN 68, atravessando a Quebrada de Cafayate (ou Quebrada de las Conchas) e suas impressionantes formações rochosas. Em termos de pista, a estrada é muito boa, mas a infraestrutura é quase nula.

Em Salta, a próxima etapa, vale a pena ficar ao menos três noites. O famoso Tren a las Nubes, passeio imperdível, leva um dia inteiro, o que já equivale a duas noites.

Jujuy

A próxima cidade é Jujuy, a aproximadamente 120 km de Salta. A autoestrada é boa; você percorre isso rapidamente.

Jujuy não se compara com Salta, embora tenha seus atrativos. Caso você esteja muito apertado de tempo, pode servir de base para visitar – de relance e parcialmente – a Quebrada de Humauaca. Nesse caso, saia bem cedinho de Jujuy. O ideal, entretanto, é hospedar-se em uma – ou mais – das cidades da Quebrada, durante vários dias.

Vídeo de turismo sobre a Quebrada de Humahuaca

Quebrada de Humahuaca

A Quebrada de Humahuaca pode ser facilmente visitada por quem está de carro. Você ficará impressionado com os paredões rochosos que formam verdadeiros mosaicos coloridos nas encostas, como a Paleta del Pintor, em Maimará, e sobretudo o Cierro de las Siete Colores, em Purmamarca. Tilcara é a que oferece mais opções de hospedagem. Essas três “cidades” são minúsculos povoados indígenas, que conservam toda sua autenticidade.

Humahuaca não chega a ser muito maior… Interessantíssima, também!

Uma pequena joia a não ser perdida é Uquia.

De Purmamarca até a fronteira chilena

Purmamarca é, para nós do Manual do Turista, a mais charmosa das cidades da Quebrada de Humahuaca. Fica na RN 52, toda asfaltada, que leva à fronteira com o Chile, atravessando parte da Puna argentina e as Salinas Grandes, um enorme campo de sal. No caminho você cruzará com rebanhos de lhamas e vicunhas; não é raro encontrá-las paradas em grupos no meio da estrada.

Enfim, se são paisagens grandiosas e diferentes que você espera de sua viagem pela Argentina, no NOA você encontrará o que busca.

O final da viagem

Devolva o carro à locadora em Jujuy e, de lá, tome seu avião para Buenos Aires.

Mas se estiver cansado de toda essa aventura ou tiver uns dias de sobra, antes de devolvê-lo vá até as Termas de Reyes, um pouco ao norte de Jujuy, e passe uns dias de relax. Depois, nos agradeça pela dica… Essa é boa, garantimos!

Hotel Termas de Reyes

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Os Valles Calchaquíes

Ao norte de Cafayate

Para visitar a porção norte dos Valles Calchaquíes, utilize Cafayate como base. O ideal é ir de carro, mas existem ônibus para os mais aventureiros e passeios guiados para os que não querem dirigir. Não é preciso alugar um 4×4 para ir à maior parte dos lugares.

Para conhecer a parte ao norte de Cafayate, pegando a RN 40 (a maior parte de cascalho) na direção dos Valles Calchaquíes, você passará por  cidadezinhas “típicas”, como San Carlos e, desfrutará de paisagens rudes mas grandiosas, como a Quebrada de las Flechas, junto à aldeia de Angastaco. O nome deriva das pedras pontiagudas que parecem brotar do solo e acompanham a estrada por muitos quilômetros.

Mais adiante, rumo ao norte pela RN 40, você passará por Molinos, uma aldeia colonial de ruas de terra batida que conserva uma igreja de 1720, San Pedro Nolasco, classificada como monumento histórico nacional. Na cidade funciona uma criação de vicunhas e uma associação de artesãos que fabricam ponchos e mantas com a lã desses camelídeos. De Molinos, você pode dar uma esticada até Colomé, onde fica a vinícola de mesmo nome, cujos vinhos são encontrados no Brasil.

Cachi

Cachi, a 165 km de Cafayate pela RN 40, é uma aldeia de cultura índia, a 2.280m de altitude, em meio a uma bela paisagem natural. Situada junto ao Nevado de Cachi, cordilheira cujo pico mais alto atinge 6.380m, a aldeia de apenas 1.800 habitantes conserva brancas construções coloniais do século XVIII. A região é grande produtora de pimenta, sobretudo em Cachi Adentro, a 5 km de Cachi. No verão, quando a colheita é colocada para secar, a paisagem fica colorida por intensas manchas vermelhas.

Vídeo sobre os Valle Calchaquíes (imagens bem interessantes, mas som péssimo, desligue-o!)

Parque Nacional Los Cardones

Perto de Cachi pela RP 33 (direção Salta) fica o Parque Nacional Los Cardones, salpicado de enormes cactos de até 8m de altura e cortado pela Recta del Tin Tin, a 3.000 m de altitude, um trecho de estrada sem curvas, de 16 km de extensão. A Piedra de Molino, a 3.348m, é o ponto mais alto do caminho, onde começa a descida pela Cuesta del Obispo, uma serra com rica vegetação tropical que conduz ao Valle de Lerma e à RN 68.

Ao sul de Cafayate

Para conhecer a região dos Valles Calchaquíes ao sul de Cafayate, se você vier de carro de Tucumán a Cafayate, já passará por lá.

Tomando a RN 40 a partir de Cafayate em direção ao sul, a 6 km da cidade há um moinho construído pelos jesuítas há 350 anos. Movido a água e com um sistema de grandes pedras circulares, ele funciona até hoje.

Ruínas de Quilmes

A aproximadamente 55 km ao sul de Cafayate, 50 km dos quais pela ruta 68, ficam as ruínas de Quilmes. Quem for de ônibus deverá descer na estrada e caminhar 5 km até a entrada das ruínas. O sítio conserva os alicerces da cidade pré-incaica erguida nas encostas de uma colina pelos índios quilmes. O povoado, que chegou a ter no seu apogeu cerca de 3.000 habitantes, é considerado o mais importante sítio arqueológico da Argentina. Sabe-se que os quilmes detinham conhecimentos de hidráulica, criavam lhamas, dominavam a tecelagem e o corte das pedras que utilizavam em suas construções em terraço. Depois de intensa resistência, foram vencidos pelos espanhóis em 1664. Os sobreviventes, deportados para áreas próximas a Buenos Aires, contaminados pela varíola, acabaram extintos.

Serenata de Cafayate 

Na segunda quinzena de fevereiro, acontece a Serenata de Cafayate, uma das mais tradicionais festas folclóricas do noroeste argentino, alegrada pelo vinho Torrontés.

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Cafayate

A graciosa Cafayate, a 1.660m acima do nível do mar, com alguns edifícios coloniais, rodeada por belas e rústicas paisagens, está se tornando famosa por suas vinícolas. Alguns dos vinhos regionais, os brancos principalmente, produzidos por diferentes bodegas, são de excelente qualidade. A cidadezinha (bem interiorana… Uma delícia!) pode ser ponto de partida para uma visita aos vales formados pelo rio Calchaqui e seus afluentes, onde ficam os povoados índios de Angastaco, Molinos e Cachi, o mais interessante deles.

As tribos indígenas calchaquíes, fixadas em Cafayate – “la tierra donde vive el sol” – deram muito trabalho aos incas vindos do Peru em 1480. Ofereceram severa resistência aos conquistadores espanhóis em 1535 e, posteriormente, aos argentinos. Em toda região há resquícios arqueológicos deixados por seus antigos habitantes: cerâmicas, muros de pedra e pinturas rupestres, como as que existem na Finca San Isidro.

Mapa de Cafayate

Como ir  a Cafayate

Avião

Você terá que voar até Salta; não há aeroporto em Cafayate.

Passagens aéreas e pacotes

Carro

Olhe o mapa para entender: de Salta há dois caminhos para chegar a Cafayate. Se for visitar os Valles Calchaquíes (220 km), pegue a RN 68, desça 40 km rumo ao sul e entre à direita em El Carril, utilizando a RP 33, um pedacinho da RP 42 e a RN 40, onde você deve entrar à esquerda. Informe-se sobre as condições do caminho antes de deixar a RN 68. Há trechos bem ruinzinhos. Se houver risco de tempestade, não o faça. Reserve o dia inteiro para essa viagem, saindo cedo de Salta. A outra opção (190 km) é seguir em frente pela RN 68, em bom estado, passando pela Quebrada de Cafayate.

De Tucumán (230 km), tome a RN 38, depois a 307 e a 40.

Ônibus

Há ônibus diretos de Salta (3h) e de Tucumán (3h30).

Melhor época

Cafayate pode ser visitada em qualquer época do ano.

Atrações turísticas

Ruta 68

É possível que você demore umas quatro horas para percorrer os quase 200 km entre Salta e Cafayate pela RN 68. Apesar de boa e asfaltada, essa estrada é cheia de curvas e as paisagens farão com que você deseje parar muitas vezes no caminho para apreciá-las e tirar fotos. No trecho da Quebrada de Cafayate, irá deparar com dunas, gargantas de pedra e formações rochosas incomuns. Nem todas são visíveis da estrada.

Há trilhas (mal indicadas) saindo da rodovia. No verão, é indispensável ter um carro com ar condicionado, já que as temperaturas podem ultrapassar os 40°C. Além de encher o tanque antes de partir, leve água e sanduíches, pois há poucas opções de abastecimento no caminho. A rodovia tem muitas valetas (bandenes) que permanecem secas a maior parte do ano, mas que na verdade são leitos de rios, por onde escoam verdadeiras torrentes por ocasião das tempestades que costumam ocorrer entre dezembro e fevereiro. Não corra nesses trechos.

Museo Regional y Arqueológico Rodolfo Bravo

Colón, 191. O pequeno museu exibe achados arqueológicos relacionados a povos indígenas que habitaram a região nos períodos pré-incaico e incaico. Foi Rodolfo Bravo quem, durante mais de seis décadas, escavou, estudou e classificou o material.

Plaza Principal

A praça de Cafayate inova ao chamar-se simplesmente Plaza Principal (e não “de la Independencia” ou “San Martín” como em tantas cidades argentinas). É o centro da cidade, onde todo mundo passa ou vai tomar vinho ou cerveja e comer empanadas num dos bares com cadeirinhas na calçada. Do outro lado, escondida pelo arvoredo da praça, fica a Catedral de Nuestra Señora del Rosário. No seu interior está a estátua mostrando Nossa Senhora sentada; os cafayateños a batizaram de “La Sentadita”.

Museo de la Vida y del Vino

Av. Güemes, s/nº (RN 40) A visita a esse museu é uma oportunidade de conhecer melhor os vinhos locais, as uvas utilizadas e os métodos de produção e ver máquinas, tratores e utensílios utilizados antigamente na fabricação do vinho.

Finca San Isidro

A 5 km de Cafayate. Ali podem ser vistas pinturas rupestres feitas pelas tribos que habitavam a região. De interesse relativo para quem viu outras mais importantes. (Esse tipo de pintura existe em outras regiões da Argentina).

Cerro San Isidro

Vinte minutos de caminhada seguindo o rio  Chusca na direção oeste. É possível (e cansativo!) subir até o alto da colina para apreciar a magnífica vista dos Valles Calchaquíes. Pense em colocar sapatos adequados e avise sua amiga chique para não ir de salto alto.

Tambo

A 5 km da cidade. Em um agradável lugar acessível a pé ou de bicicleta, fica um tambo (curral) de criação de cabras, onde são fabricados queijos com seu leite. Você pode degustar os diversos tipos e escolher alguns para saborear mais tarde no hotel com um bom vinho da terra. É possível visitar as instalações e ver como os queijos são feitos. Visando aprimorar a produção, o proprietário importou cabras da Suíça. Elas são mansas e você pode tocá-las, mas se facilitar as gracinhas roerão sua manga ou comerão um botão de sua camisa.

Atrações nos arredores de Cafayate

Os arredores de Cafayate oferecem boas surpresa. Veja mais.

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Como ir

Passagens aéreas e pacotes

A Quebrada de Humahuaca

Quem tiver disposição para fugir um pouco dos destinos mais conhecidos e passar uns dias na Quebrada de Humahuaca verá uma Argentina da qual poucos brasileiros ouviram falar e que nada tem a ver com Buenos Aires ou Bariloche. São lugares de montanha, de paisagem rude, com cactos gigantes, leitos de rios secos que, nas épocas de chuvas, se transformam em torrentes que descem com fúria das montanhas e paisagens grandiosas, com formações geológicas de cores e formas absolutamente incomuns.

A Quebrada de Humahuaca nada mais é que o estreito vale do Rio Grande, de 155 km de comprimento, que se estende em sentido sul-norte até a fronteira com a Bolívia. O rio, largo e de águas barrentas, permanece quase seco boa parte do ano.

A ocupação humana da Quebrada de Humahuaca

Há indícios de ocupação humana na região há pelo menos 11.000 anos, quando caçadores e coletores nômades fixaram-se ali e desenvolveram a agricultura. De 9.000 a. C. até 1480, quando foram submetidos aos incas, povos como os tilcaras, os humahuacas e os maimaras ocupavam a Quebrada. Desde a época dos incas o vale já era percorrido por caravanas que ligavam o Altiplano ao norte da Argentina. Em 1535, chegaram os espanhóis e com eles surgiram na região os primeiros povoados (“pueblos”) coloniais, coabitados pelos índios e pelos conquistadores. Os pueblos tinham inevitavelmente como centro uma igreja erguida defronte a uma praça retangular ou quadrada, como até hoje se vê. Por menor que fosse a aldeia, lá estava a Igreja Católica catequizando os nativos e tentando impor religião e costumes europeus.

El camiño real

Não foi tão bem sucedida, porém, em seu desiderato quanto em outros pontos da América. Durante o domínio espanhol a Quebrada tornou-se conhecida como Camiño Real, rota de escoamento da prata produzida em Potosí, na Bolívia, que seguia em lombo de mulas até Buenos Aires.

Com a independência dos países latino-americanos e o consequente fim da exportação de metais preciosos para a Espanha, o Camiño Real perdeu muito de sua importância e a Quebrada de Humahuaca tornou-se uma das zonas mais pobres da Argentina, onde a maior parte da população vive da agricultura de subsistência.

Felizmente, a Quebrada parece ter encontrado no turismo sua oportunidade, depois de ser declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2003 (para você não se esquecer disso, cada aldeia por onde você passa tem uma placa com essa informação!).

A infraestrutura turística

Beneficiada pelas excelentes estradas que levam ao Chile e à Bolívia, a infraestrutura turística melhorou muito recentemente, com a abertura de hotéis e restaurantes, a maioria deles inaugurada a partir de 2005. Embora alguns sejam estabelecimentos simples, outros são bem confortáveis: hotéis com padrão de Primeiro Mundo e restaurantes de gastronomia sofisticada. A região está sendo descoberta não só pelos argentinos de outras regiões, mas também por europeus, franceses principalmente. Infelizmente, com exceção de certos grupos de motoqueiros, os turistas brasileiros que visitam a Argentina continuam ignorando essa região de rara beleza.

Uma região de cultura índia

De cultura índia e com uso de idiomas nativos até hoje nas aldeias mais afastadas, a Quebrada lembra muito o Altiplano boliviano e peruano: aldeias com casinhas e igrejas de adobe e população de índios e mestiços vestindo roupas típicas de forte colorido.

Como ir

Avião

O aeroporto mais próximo é o de Jujuy, a 65 km de Purmamarca, onde chegam voos de Buenos Aires (2h30). A outra opção é Salta.

Passagens aéreas e pacotes

Ônibus

Há vários ônibus diários de Jujuy para Purmamarca (1h30), Tilcara (2h) e Humahuaca (3h), as cidades mais interessantes da Quebrada de Humahuaca. Alguns seguem até La Quiaca, na fronteira com a Bolívia. Se você for de ônibus para a Quebrada, procure se sentar do lado direito do veículo, de onde se tem as melhores vistas. Há ônibus também de Salta para La Quiaca e para as demais cidades da Quebrada. De Salta, a viagem demora 2h a mais do que se você tomar o ônibus em Jujuy.

Carro

O carro é a maneira ideal de visitar a região. Se você não estiver chegando do Brasil com veículo próprio, alugue um em Jujuy ou em Salta. Para ir de Jujuy à Quebrada, utilize a RN 9.

Mapa da Quebrada de Humahuaca

Como visitar a Quebrada de Humahuaca

Embora a Quebrada possa ser visitada de ônibus por aqueles que têm muito tempo, nem sempre os horários são cômodos e é possível que você fique horas “preso” em algum lugar. O carro lhe fornecerá a mobilidade necessária.

Vídeo sobre a Quebrada de Humahuaca

Pontos turísticos na Quebrada de Humahuaca

Purmamarca

A 65 km de Jujuy na RN 52 e a  3 da RN 9. A principal atração de Purmamarca (“Pueblo de la Tierra Virgen”), uma aldeia índia com casinhas brancas, é o Cerro de los Siete Colores, “cartão postal” da Quebrada. O impressionante colorido de seus paredões rochosos de diversos tons, com a predominância do vermelho e do ocre, é ainda mais vívido sob a luminosidade do sol da manhã. O Paseo de los Colorados, trilha de terra de aproximadamente 3 km que pode ser percorrida a pé ou de carro, é o melhor lugar para apreciar os deslumbrantes e variados tons dos morros. Não deixe também de ver a igreja do século XVIII e o mercado de artesanato que funciona diariamente na praça. À noite, durante a alta estação, alguns bares-restaurantes oferecem música regional ao vivo. Só isso quebra o silêncio das ruas desertas.

Tilcara

A 84 km de Jujuy pela R 9 e a 20 km de Purmamarca. A 2.400m de altitude, Tilcara é um dos principais centros da Quebrada, e também aquele que oferece mais opções de hospedagem e restaurantes. Mesmo assim, não se iluda: as ruas são de terra, as casas, de adobe, e a população, composta por gente simples. Na pracinha, como de costume, há uma bonita igreja colonial, mas a principal atração de Tilcara são as ruínas da Pucará de Tilcara, aldeia construída numa colina pelo povo que habitava a região. Adivinhe quem? Os tilcaras, claro. A Pucará foi em parte restaurada e visitando-a dá para ter uma boa ideia de como era antes da chegada dos espanhóis, com suas casas de pedra. Para visitar a Pucará (acessível de carro ou táxi a partir de Tilcara, ou mesmo a pé se você for bem disposto) é recomendável usar sapatos de sola não escorregadia. Na entrada, fica o inusitado Jardin Botánico de Altura, com curiosos espécimes da flora local: cactos de tudo quanto é tipo, que provavelmente você não verá em nenhum outro lugar. Na cidade, funciona um pequeno Museu Arqueológico (End. Belgrano, 445) com um bom acervo de peças pré-colombianas; um dos mais ricos da Argentina, no gênero. A 8 km do pueblo (para arriba!), fica a Garganta del Diablo, mini-desfiladeiro com uma cascata de 14m de altura. É possível chegar até lá a pé, pois o passeio é bonito e, na volta (para abajo), todo santo ajuda… O lugar também é acessível de automóvel, desde que não tenham caído barreiras e o motorista seja ultracuidadoso, pois a estrada é estreita e à beira de abismos – sem guardrail.

Maimará

A 75 km de Jujuy pela RN 9. O pequeno povoado é famoso porque ao lado dele fica a Paleta del Pintor, um paredão rochoso de formas coloridas e arredondadas, visível da estrada. O melhor horário para vê-lo é à tarde, quando está iluminado pelo sol. A cidadezinha em si não tem atrativos, exceto pelo fato de ser uma aldeia típica da região, mas na entrada existe um curiosíssimo cemitério índio-cristão na encosta de uma colina, onde se destaca uma placa com os dizeres: Bienvenidos a Maimará…

Humahuaca

A 127 km de Jujuy pela RN 9. Fundado pelos espanhóis em 1591, esse lugarejo a 40 km norte de Tilcara, a 3.000m de altitude, verdadeira “metrópole” da Quebrada, tem o nome da tribo que habitava o local. Tranquila, de ruas estreitas e calçadas de pedra, Humahuaca parece uma cidade perdida no tempo (ou, se você visitá-la durante o horário da sesta, uma cidade fantasma do Velho Oeste). A Catedral de Nuestra Señora de la Candelaria y San Antonio, considerada Monumento Histórico Nacional, data de 1641 e conserva no seu interior obras em madeira entalhada, como uma imagem da Virgem, e quadros como Os 12 profetas, obra de Marcos Sapaca, da Escuela Cusqueña. Mas o que mais se vê no interior da igreja não é madeira extraída de árvores, e sim lâminas de troncos de cactos (cardónes). Pudera, quantas árvores você viu no caminho?

Outra curiosidade é o Relógio del Cabildo, no Palacio Municipal da praça central da cidade. Diariamente, às 12h (sem muita precisão…), uma porta se abre na fachada do edifício, mostrando a imagem em tamanho natural de San Francisco Solano, que se move e abençoa os presentes. Uma pequena multidão de curiosos e turistas se reúne na praça esperando o acontecimento – o mais emocionante que você pode esperar nessa cidade. Quem pensa em pernoitar em Humahuaca pode aproveitar e visitar o Museo Folclórico Regional, um museu particular bem completo sobre os costumes e a vida das tribos que habitaram a região antes da chegada dos espanhóis. Seu acervo compreende cerâmicas, objetos da vida diária dos índios e instrumentos musicais. A visita, guiada pelo proprietário do museu, é bem interessante. Na Av. San Martín (que de avenida não tem nada…) funciona um mercado de artesanato. No ponto mais elevado da cidade encontra-se o Monumento à Independência, de bronze e pedra, de um gosto mais do que duvidoso (quando você vê pela primeira vez, fica se perguntando: “Que diabo é isso?”).

Uquía

A 120 km de Jujuy pela RN 9. A aldeia é minúscula, mas você se surpreenderá ao entrar na pequena igreja de San Francisco de Paula, erguida no século XVII, e deparar com um altar ricamente entalhado e recoberto por folhas de ouro. Explica-se: no passado, uma grande quantidade de prata passou pela região e muita gente ganhou dinheiro criando mulas para o transporte do metal que saía das minas bolivianas a caminho de Buenos Aires. O pequeno templo, todo branco por fora, foi erguido com adobe e suas paredes possuem um metro de espessura. Uma curiosidade: a torre é separada do conjunto. As paredes no interior da igreja são decoradas com interessantíssimos quadros no estilo cusqueño, representando arcanjos arcabuzeiros.

Conta-se que o artista, um nativo, a quem tinham sido encomendadas as pinturas, não tinha ideia do que vinha a ser um “arcanjo” e onde conseguir um modelo (você sabe, não é fácil encontrar arcanjos à solta por aí). Na falta de uma explicação melhor, disseram-lhe que arcanjos eram como os espanhóis, mas com asas… Como os conquistadores andavam armados, o artista mestiço retratou os arcanjos portando arcabuzes e vestindo roupas como aquelas utilizadas na época pelos colonizadores.

Festas

Na quebra da de Humahuaca há diversas festas regionais bem interessantes. Saiba mais sobre as Fiestas de la Quebrada de Humahuaca.

Passeios

Para aqueles dispostos a rodar mais cem ou duzentos quilômetros, há diversos passeios que podem ser feitos a partir da Quebrada de Humahuaca.

Onde comer na Quebrada de Humahuaca

Endereços de restaurantes nas principais localidades da Quebrada de Humahuaca.

Cruzando fronteiras

Para o Chile

Pelo noroeste argentino tem-se acesso, via RN 52, ao Chile, chegando a São Pedro do Atacama. Os que se ressentem dos efeitos da altitude devem se prevenir. Um bom trecho da estrada está situado numa altitude superior a 4.000m! Agasalhe-se bem, mesmo se for verão. É proibido entrar no Chile com frutas ou qualquer alimento fresco.

Em princípio, o Chile exige carteira internacional de habilitação, mas raramente ela é pedida. Se o carro for alugado, solicite a documentação apropriada para cruzar a fronteira. Há ônibus de Salta (12h30) e Jujuy (10 h) até São Pedro do Atacama, mas são poucas partidas semanais e a passagem deve ser reservada com alguns dias de antecedência. Depois de Purmamarca, o único lugar onde há gasolina, restaurante e hotel é em Susques. De lá até a fronteira são 125 km; da fronteira até San Pedro de Atacama, 175 km. De ambos os lados da fronteira, a estrada é boa e meio deserta. Cuidado com a presença de animais na estrada. Normalmente o posto de fronteira fecha às 23h mas, dependendo das condições meteorológicas, pode fechar mais cedo. Informe-se no PASTOS CHICOS se a passagem está aberta antes de seguir viagem.

Para a Bolívia

Ha ônibus de Jujuy e de localidades da Quebrada para La Quiaca, na fronteira. A cidade boliviana de Villazón é acessível por uma ponte internacional. De Villazón, há transporte para outras cidades da Bolívia.

Informações práticas

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Como ir

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San Salvador de Jujuy
San Salvador de Jujuy

 

Jujuy

San Salvador de Jujuy foi fundada pelos espanhóis em 1593 em uma região outrora dominada pelos incas e conhecida como Jujuy, talvez em razão do nome de seu governador Chuchuyok. A denominação espanhola não “pegou”; ninguém chama a cidade de San Salvador, mas sim de Jujuy (pronuncia-se “rurrúi”), nome também da província da qual ela é hoje a capital. Situada na confluência de dois rios, o Xibi-Xibi ou Rio Chico e o Rio Grande, Jujuy é conhecida pelo apelido de “Tacita de Plata”.

Jujuy foi uma importante escala da rota de escoamento da prata extraída da Bolívia e carregada em lombo de mulas do Altiplano até o porto de Buenos Aires. Durante a guerra de independência, o comandante argentino Belgrano mandou evacuar o povoado para evitar que o povo sofresse represálias dos realistas. Esse episódio, conhecido como El Exodo, é comemorado anualmente no dia 23 de agosto.

Embora conserve belas construções coloniais, Jujuy é, do ponto de vista turístico, principalmente o ponto de partida para visitar as demais atrações da província, sobretudo a Quebrada de Humahuaca. Agências de turismo locais organizam excursões variadas.

A principal referência da cidade é a Plaza Belgrano. O centro, onde fica a maioria dos restaurantes, lojas e hotéis, infelizmente sofre com a poluição visual decorrente do excesso de placas e cartazes publicitários

Mapa de Jujuy

Como ir para Jujuy

Avião

Há vôos diretos de Buenos Aires (2h30) pela Aerolíneas Argentinas/Austral. O Aeroporto Horacio Guzmán (ou “Cadillal”) fica a aproximadamente 30 km da cidade.

Passagens aéreas e pacotes

Carro

Jujuy fica a 120 km ao norte de Salta. De lá, o caminho mais rápido (mas não o mais curto) é pela autoestrada, tomando a RN 9 e a RN 9/34 em direção a General Güemes e depois a RN 66. Outra opção é a chamada Ruta de la Cornisa, uma estrada turística (trecho da RN9) com lagos, uma exuberante floresta tropical e muitas curvas. Calcule ao menos 2h para percorrê-la com calma.

Distâncias de Jujuy a…

Humahuaca, 127 km | Iruya, 70 km | La Quiaca, 289 km | Maimará, 75 km | Paso de Jama, 350 km | Purmamarca, 65 km | Salta, 120 km | San Pedro do Atacama (Chile), 515 km | Susques, 195 km | Tilcara, 84 km | Tucumán, 330 km

Ônibus

Diariamente, vários ônibus ligam Jujuy a Salta (1h30) e a Buenos Aires (22h).

Melhor época

Jujuy pode ser visitada o ano todo.

Atrações turísticas

Plaza Belgrano

Nessa praça ficam os principais edifícios do período colonial, como a Catedral de 1753, cujo púlpito folhado a ouro merece ser visto. Outro prédio histórico importante é a Casa de Gobierno, em estilo barroco francês, que abriga a primeira bandeira argentina. Na esquina com a Belgrano, no prédio do Cabildo, fica um Museu Policial com armas, uniformes e uma seleção de fotos de acidentes e crimes capaz de chocar até a Família Addams! Os mais sensíveis devem evitar a visita.

San Francisco

(igreja) Lavalle esq. c/ Belgrano. O edifício atual foi erguido no mesmo lugar em que, em 1599, construiu-se a primeira igreja franciscana de Jujuy. O rico púlpito gera controvérsias: alguns acreditam que tenha sido esculpido na Bolívia, mas os jujeños garantem ser obra de artistas locais.

Santa Barbara

(igreja) San Martín esq. c/ Lamadrid. Igreja colonial  típica da segunda metade do século XVIII, construída em adobe. Seu interior abriga quadros da escola cusquenha.

Museo Histórico Provincial Juan Lavalle

Lavalle, 256. Abre de segunda a sexta-feira das 8h às 12h e das 16h às 20h e aos sábados das 9h às 12h.  Objetos que pertenceram a Belgrano e armas e documentos relativos à luta pela independência do país travada pelo Ejército del Norte contra os espanhóis.

Museu Arqueológico Provincial

Lavalle, 434. Abre das 9h às 12h e das 15h às 20h. Objetos e cerâmicas das culturas índias da região, além de duas múmias pré-colombianas.

Arredores de Jujuy

Termas de Reyes

As termas funcionam no hotel de mesmo nome, a uns 20 km de San Salvador de Jujuy, mas você não precisa estar hospedado ali para usar as piscinas de águas quentes. O estabelecimento, num belo vale, é antigão, construído no final de 1938. Evita Perón esteve hospedada nesse hotel. (Os funcionários lhe mostrarão, orgulhosos, até a poltrona favorita da ex-primeira dama argentina.) Todo reformado, tem restaurante e funciona também como spa. Se for se hospedar no hotel, saiba que mesmo os aposentos mais econômicos (mas bem confortáveis!) são caros para os padrões argentinos.

Informações práticas

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Salta, a muy Noble y Leal Ciudad de San Felipe de Lerma en el Valle de Salta

A cidade, fundada em 1582 pelos espanhóis, originalmente chamava-se Muy Noble y Leal Ciudad de San Felipe de Lerma en el Valle de Salta, mas acabou virando apenas “Salta”. Seu nome seria uma corruptela da palavra indígena aymará sagta, que significa “bonita”. Até hoje os argentinos costumam chamá-la de Salta, la linda. Apesar de a influência indígena ser menos visível do que em Jujuy, em Salta ela também existe.  Aliás, você notará que quanto mais perto da fronteira boliviana, mais expressiva é a parcela da população de origem aymara.

Mapa de Salta

Salta teve muita importância no século XVIII em razão de sua posição estratégica como parte da rota comercial entre Buenos Aires e as ricas minas de prata da Bolívia. Datam dessa época as belas construções coloniais de seu centro histórico. Situada a 1.200m sobre o nível do mar, além de ser uma cidade muito simpática, é um ponto de partida para se conhecer Cafayate, Quilmes e os Valles Calchaquíes.

É de Salta que parte o famoso Tren a las Nubes, que leva até San Antonio de los Cobres em uma viagem na qual se atinge a altitude de 4.200m.

Na Calle Buenos Aires, na quadra para baixo da praça (do lado oposto da Catedral), há agências de viagens, cafés e boas lojas. Na mesma quadra fica o escritório de turismo. O agito noturno, por sua vez, ocorre na Calle Balcarce, onde há animadas peñas  (casas de shows folclóricos), restaurantes e barzinhos. A Caseros é uma espécie de divisor de águas; ao sul dela, as ruas mudam de nome.

Como ir a Salta

Avião

Há voos diretos de Buenos Aires. O aeroporto Martín Miguel de Güemes fica a aproximadamente 10 km da cidade. Microônibus e táxis levam ao centro.

Veja preços de pacotes e passagens aéreas

Carro

De Buenos Aires End. 1.540 km ) utilize a RN 9. Do sul do Brasil, vá até Corrientes e pegue a RN 16 e a RN 9.

Distâncias de Salta a:

Córdoba, 840 km | Jujuy, 120 km | Mendoza, 1.300 km | Puerto Iguazú, 1.450 km | Tucumán, 300 km

Ônibus

O terminal rodoviário recebe ônibus diretos de Buenos Aires (20 h); de Tucumán, (4h); Jujuy, (2h15, vários ônibus por dia); de San Pedro de Atacama, no Chile, (12h). Há ônibus das cidades brasileiras de Florianópolis, Itapema e Camboriú para Salta, com baldeação na cidade argentina de Paraná ,ao lado de Santa Fé), pela Empresa Flecha Bus. A pequena porém moderninha rodoviária de Salta tem lanchonete e depósito de bagagem.

Hotéis em Salta

A Plaza 9 de Julio e vizinhanças corresponde ao centro, a melhor região da cidade para se hospedar em Salta.

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Melhor época

Salta pode ser visitada o ano todo

Veja o que deve levar em sua bagagem.

Atrações turísticas em Salta e passeios nos arredores

Veja atrações turísticas em Salta

Passeios e excursões nos arredores de Salta

O artesanato salteño

Se você for a Salta aproveite pra conhecer o rico artesanato local, uma atividade tradicional dos povos da região desde os tempos pré-colombianos. Nas lojas espalhadas pela cidade você encontrará aquele “algo diferente” que procurava. As opções são diversa: camisas de algodão bordadas, bijuterias finas de prata, artigos de couro, esculturas de madeira, instrumentos musicais, como charangos, tambores, flautas etc e variadas peças de lã. Colchas de cama, mantas e o tradicional poncho salteño vermelho e negro são feitos com as excelentes lãs de ovelha, lhama e vicunha dos Valles Calchaquíes. A cerâmica regional tem decoração com motivos geométricos, ligados à mitologia indígena ou com formas humanas, de flores ou de animais.

Onde comer

Não deixe de provar as especialidades saltenhas, em especial as empanadas. Quem quer pratos leves pode optar por um dos cafés da Plaza 9 de Julio. Uma boa ideia é jantar numa peña (restaurante-bar com música regional ao vivo). Embora as peñas sejam turísticas, come-se bem, bebe-se bem e a diversão é garantida.

Doña Salta Cozinha regional: empanadas, tamales, humitas, locro e churrascos. Córdoba, 46

Frida Cozinha regional sofisticada em casa que se inspira em Frida Kahlo. Balcarce, 935

José Balcarce Restaurante tradicional de cozinha andina, que utiliza ingredientes regionais como carne de lhama, quinoa e milho para criar pratos elaborados. Boa carta de vinhos. Mitre esq. c/ Necochea

El Solar do Convento Boa cozinha variada: peixes, massas, carnes e pratos regionais. Caseros, 444

El Charrua Cozinha regional. Caseros 221 esq. c/ Catamarca

La Terraza Ótimo restaurante do Hotel Solar de la Plaza. Cozinha variada, bons vinhos. J. M. Leguizamón, 669

La Vieja Estación (Peña) Bastante procurada por turistas e por moradores locais pela cozinha salteña, shows de música e dança folclóricas e pela boa carta de vinhos regionais. Balcarce, 885

La Casona del Molino Culinária típica (entenda-se empanadas, tamales, humitas…), animação e boa música. Luis Buriella, 1

El Rastro Grande, com ambiente alegre e boa cozinha regional. San Martín, 2555 (Mercado Artesanal)

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O Noroeste da Argentina (NOA)

No passado colonial, o Noroeste Argentino (ou NOA), foi rota das caravanas carregadas de prata que desciam do Alto Peru (atual Bolívia) rumo ao porto de Buenos Aires. Igrejas e outras construções dessa época estão presentes em cada vilarejo.

O NOA tem relevo em boa parte acidentado, repleto de formações rochosas de formas bizarras e paredões de pedra multicores, além de uma área semidesértica de altitude: a Puna, prolongamento do Altiplano Andino. Embora haja também florestas tropicais, a região é ocupada principalmente por áreas secas, com vegetação rasteira e incríveis cactos gigantes, os cardones.

Paisagens como as da Quebrada de Humahuaca, tão espetacular que é classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, ainda pouco visitadas pelos brasileiros, atraem viajantes europeus e americanos que, tradicionalmente, têm espírito mais aventureiro. Mas mesmo os turistas de perfil convencional voltam maravilhados tanto pela beleza quanto pelo grau de conforto e a boa infraestrutura encontrados no NOA.

A influência nativa

Do ponto de vista humano e cultural o NOA também é muito particular: em nenhum outro lugar da Argentina a presença da cultura nativa é tão visível. A influência indígena está presente nos traços físicos da população, nos costumes, nas festas folclóricas e na culinária regional.

As cidades de maior interesse para o turista são Jujuy, porta de entrada para a imperdível Quebrada de Humahuaca; Salta, conhecida, com muita justiça, como “la linda”; e Cafayate, na Província de Salta, que está se tornando famosa por seus vinhos de altitude e pela beleza das paisagens de seus arredores.

O NOA é também via de acesso a San Pedro do Atacama, no Chile. No caminho que atravessa a Puna, a mais de 3.000m sobre o nível do mar, você cruzará com rebanhos de lhamas e pelas Salinas Grandes, planície de sal de um branco ofuscante, até atingir o Paso de Jama, onde cruzará a fronteira com o Chile, atravessando os Andes.

Mapa do Noroeste Argentino

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