Valles Calchaquíes

Os Valles Calchaquíes

Ao norte de Cafayate

Para visitar a porção norte dos Valles Calchaquíes, utilize Cafayate como base. O ideal é ir de carro, mas existem ônibus para os mais aventureiros e passeios guiados para os que não querem dirigir. Não é preciso alugar um 4×4 para ir à maior parte dos lugares.

Para conhecer a parte ao norte de Cafayate, pegando a RN 40 (a maior parte de cascalho) na direção dos Valles Calchaquíes, você passará por  cidadezinhas “típicas”, como San Carlos e, desfrutará de paisagens rudes mas grandiosas, como a Quebrada de las Flechas, junto à aldeia de Angastaco. O nome deriva das pedras pontiagudas que parecem brotar do solo e acompanham a estrada por muitos quilômetros.

Mais adiante, rumo ao norte pela RN 40, você passará por Molinos, uma aldeia colonial de ruas de terra batida que conserva uma igreja de 1720, San Pedro Nolasco, classificada como monumento histórico nacional. Na cidade funciona uma criação de vicunhas e uma associação de artesãos que fabricam ponchos e mantas com a lã desses camelídeos. De Molinos, você pode dar uma esticada até Colomé, onde fica a vinícola de mesmo nome, cujos vinhos são encontrados no Brasil.

Cachi

Cachi, a 165 km de Cafayate pela RN 40, é uma aldeia de cultura índia, a 2.280m de altitude, em meio a uma bela paisagem natural. Situada junto ao Nevado de Cachi, cordilheira cujo pico mais alto atinge 6.380m, a aldeia de apenas 1.800 habitantes conserva brancas construções coloniais do século XVIII. A região é grande produtora de pimenta, sobretudo em Cachi Adentro, a 5 km de Cachi. No verão, quando a colheita é colocada para secar, a paisagem fica colorida por intensas manchas vermelhas.

Vídeo sobre os Valle Calchaquíes (imagens bem interessantes, mas som péssimo, desligue-o!)

Parque Nacional Los Cardones

Perto de Cachi pela RP 33 (direção Salta) fica o Parque Nacional Los Cardones, salpicado de enormes cactos de até 8m de altura e cortado pela Recta del Tin Tin, a 3.000 m de altitude, um trecho de estrada sem curvas, de 16 km de extensão. A Piedra de Molino, a 3.348m, é o ponto mais alto do caminho, onde começa a descida pela Cuesta del Obispo, uma serra com rica vegetação tropical que conduz ao Valle de Lerma e à RN 68.

Ao sul de Cafayate

Para conhecer a região dos Valles Calchaquíes ao sul de Cafayate, se você vier de carro de Tucumán a Cafayate, já passará por lá.

Tomando a RN 40 a partir de Cafayate em direção ao sul, a 6 km da cidade há um moinho construído pelos jesuítas há 350 anos. Movido a água e com um sistema de grandes pedras circulares, ele funciona até hoje.

Ruínas de Quilmes

A aproximadamente 55 km ao sul de Cafayate, 50 km dos quais pela ruta 68, ficam as ruínas de Quilmes. Quem for de ônibus deverá descer na estrada e caminhar 5 km até a entrada das ruínas. O sítio conserva os alicerces da cidade pré-incaica erguida nas encostas de uma colina pelos índios quilmes. O povoado, que chegou a ter no seu apogeu cerca de 3.000 habitantes, é considerado o mais importante sítio arqueológico da Argentina. Sabe-se que os quilmes detinham conhecimentos de hidráulica, criavam lhamas, dominavam a tecelagem e o corte das pedras que utilizavam em suas construções em terraço. Depois de intensa resistência, foram vencidos pelos espanhóis em 1664. Os sobreviventes, deportados para áreas próximas a Buenos Aires, contaminados pela varíola, acabaram extintos.

Serenata de Cafayate 

Na segunda quinzena de fevereiro, acontece a Serenata de Cafayate, uma das mais tradicionais festas folclóricas do noroeste argentino, alegrada pelo vinho Torrontés.

Informações práticas

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