Os conflitos religiosos na França

Martin Lutero - Fondo Antigio de la Universidadad de Sevilha

 Os conflitos religiosos

Francisco I

No começo do século XVI, após um longo período de turbulências em que os reis estiveram afastados de Paris, Francisco I resolveu adotá-la como residência. Como não havia na cidade nenhum palácio digno de acolher o soberano, ele ordenou ao arquiteto Pierre Lescot que derrubasse a antiga torre medieval no Louvre, que não mais era necessária, erguesse em seu lugar um palácio e construísse um novo Hôtel de Ville (Prefeitura). Lescot cumpriu à risca a ordem do rei, presenteando Paris com duas obras-primas da arquitetura renascentista.

A Reforma Protestante e os conflitos religiosos

A relativa tranquilidade foi novamente interrompida com a Reforma Protestante de Calvino, quando distúrbios, desta vez de natureza religiosa, abalaram a cidade. Em 1521, a Sorbonne já havia condenado as teses de Lutero. Como em outros conflitos desse tipo, motivações políticas e econômicas influenciaram os acontecimentos. De um lado, os huguenotes protestantes eram geralmente oriundos de segmentos econômica e culturalmente mais favorecidos, perfeitos para servirem de bodes expiatórios face à situação miserável de um povão ignorante e manipulado pelo clero. De outro lado, a ardilosa Catarina de Medici, mãe de Carlos IX, não via com bons olhos a influência dos setores protestantes da nobreza sobre seu filho.

Catarina de Médicis e “A Noite de São Bartolomeu”

Foi ela quem o convenceu a autorizar o traiçoeiro massacre dos huguenotes (inclusive de amigos pessoais do rei!) na sangrenta madrugada de 24 de agosto de 1572, quando cerca de dois mil protestantes foram assassinados em Paris. O episódio ficou conhecido como a “Noite de São Bartolomeu”.
Alguns dias antes do massacre, Catarina havia casado sua filha Marguerite (apelidada Margot) com o protestante Henrique de Navarra. Fingia, assim, estar agradando os protestantes quando, na verdade, a festa de casamento era um pretexto para atrai-los até Paris e pegá-los de surpresa.

O tiro que saiu pela culatra

O tiro saiu pela culatra: esse casamento acabou fazendo com que a coroa mudasse mais uma vez de mãos pois, mortos os quatro filhos homens de Catarina, seu genro Henrique herdou o reino da França. Com o título de Henrique IV, tornou-se o primeiro dos Bourbons, dinastia dos “Luíses”. Foi ele quem, em 1598, promulgou o Édito de Nantes, que outorgou liberdade de culto aos protestantes.

Dica:  Assista ao filme La Reine Margot, protagonizado por Isabelle Adjani, para conhecer o contexto e as repercussões da violenta Noite de São Bartolomeu.  

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