Da Primeira Guerra aos Anos 1930

Paris Primeira GuerraDa Primeira Guerra aos Anos 1930

Taxistas levam soldados para o front

Declarada a guerra, os alemães conseguiram chegar a poucos quilômetros de Paris e a cidade passou a ser bombardeada. No primeiro ataque por zepelins, em 1916, morreram 26 pessoas. Paris sofreu também ataques por aviões e pela artilharia de grande alcance. O potente canhão apelidado La Grosse Bertha provocou várias mortes. A capital francesa foi salva por pouco de ser invadida, graças em parte aos taxistas, compelidos a transportar às pressas os soldados para o front. Essa foi a única vez em que soldados tomaram táxis para ir à guerra!

Mulheres nas fábricas

Com muitos trabalhadores convocados para a frente de batalha, começou a faltar mão-de-obra e as mulheres foram chamadas para substituí-los nas fábricas e até para guiar bondes. Importou-se também mão-de-obra estrangeira. Você vai notar que existem em Paris vários restaurantes chineses: eles foram fundados pelos descendentes dos 1700 chineses levados para trabalhar numa fábrica de blindados da Renault em 1916.

Os benefícios da paz

Com a paz na Europa, já a partir de 1919 começaram a funcionar as primeiras linhas aéreas comerciais do mundo, ligando Paris a Londres e a Bruxelas.
A Cidade-Luz tornou-se um pólo de atração para artistas, cineastas, pintores e escritores do mundo inteiro: Dos Passos, Hemingway, Henry Miller, Anaïs Nin, Gertrude Stein, Max Jacob, Guillaume Apollinaire, Blaise Cendrars… Todo mundo se encontrou em Paris! Nos anos 20, e principalmente nos 30, os lugares preferidos por artistas, escritores e boêmios foram Montmartre, Montparnasse e St-Germain-des-Prés.

O antagonismo político

Nos anos 30, o mundo começava a se dividir entre duas forças antagônicas — o comunismo e o fascismo — e a conviver com a crescente ameaça de guerra. Em 1937, enquanto Paris ainda vivia um momento de grande criatividade artística e cultural, em Munique era organizada uma exposição do que Hitler considerava “arte degenerada” e Goebbels mandava queimar em praça pública as telas de Chagall. Isso fez com que diversos artistas, principalmente judeus e eslavos, deixassem seus países, buscando na França mais liberdade de expressão artística e segurança. Chagall, Modigliani, Sonia Delaunay e Foujita, entre outros frequentadores de Montparnasse, iriam constituir a Escola de Paris, formada por aqueles que não se consideravam exatamente cubistas, expressionistas ou outros “istas”.

Paris: a festa dos artistas

Para muitos artistas, Paris havia se tornado um porto seguro; para outros, era simplesmente uma festa. Para Pablo Picasso — um dos maiores artistas do século XX — era as duas coisas. É notório o fato de que ele morava em Paris (no nº 7 da rue des Grands Augustins) quando pintou Guernica, em 1937, mas pouca gente sabe que Picasso já havia instalado seu ateliê na capital francesa desde 1904. Picasso criou uma profusão de obras em território parisiense. Durante sua longa estada em Paris, conviveu com outros grandes artistas, alguns dos quais influenciou, e esteve presente no nascedouro do cubismo, do fauvismo e do surrealismo.
Às vésperas da Segunda Guerra, os parisienses pareciam mais uma vez levar suas vidas normalmente. Em junho de 1940, sua dolce vita foi interrompida e a cidade foi ocupada pelo exército de Hitler.

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