Chelsea, New York
High Line, New York - Foto John Gillespie CCBY
Chelsea, New York, High Line, New York – Foto John Gillespie CCBY

Chelsea, New York

Chelsea, um bairro da moda, um dos preferidos pelos nova-iorquinos para jantar fora ou tomar um drink, estende-se do Hudson River, a oeste, à Broadway, a leste, e da 34th Street, ao norte, à 14th Street, ao sul.

Mapa de Chelsea, NYC

A ocupação da região

Um dos primeiros europeus a ocupar a área foi o capitão aposentado Thomas Clarke, que no século XVIII adquiriu terras na região, disposto a implantar em Manhattan uma versão do bairro londrino de Chelsea. Foi porém seu neto Clement Clarke Moore quem loteou a propriedade. Sua intenção era criar um bairro destinado à alta burguesia, com praças agradáveis e casas elegantes, mas a abertura das avenidas 8th e 9th em1820 e de numerosas ruas paralelas atraiu principalmente a classe média.

A linha férrea que desvalorizou o bairro

Na segunda metade do século XIX, a inauguração de uma linha férrea elevada da Hudson River Railroad, cortando a 11th Avenue, afastou muitos moradores pequeno-burgueses e fez de Chelsea uma região comercial cheia de depósitos, habitado principalmente por operários. Diversos teatros e casas de espetáculos se estabeleceram na 23rd Street, até que o bairro foi desbancado pela Broadway nos anos 1930.

Vídeo de turismo sobre Chelsea

Uma nova mudança de perfil

Nova mudança no perfil foi provocada pelo fim das atividades da ferrovia no começo da década de 1980. Moradores de classe média começaram a voltar, novos cafés e restaurantes foram abertos. Um passo importante para a “reabilitação” definitiva de Chelsea foi o estabelecimento na região do centro cultural The Kitchen, fundado em 1971 por um grupo de artistas, direcionado para apresentações de música, dança e artes cênicas e incentivo a novos talentos (End. 512 W 19th St. / www.thekitchen.org).

O Joyce Theater

Em 1982, o Joyce Theater (End. 175 8th Ave.  www.joyce.org), voltado para apresentações de dança contemporânea, iniciou suas atividades em Chelsea e reforçou a reputação cultural do bairro. O Joyce funciona no prédio do antigo Elgin Theater, cinema da década de 1940, em estilo Art Deco, que foi fechado depois de se tornar um porno-theatre na época da decadência. Restaurado com decoração de época, foi adaptado para a exibição de espetáculos.

Dia Center of Arts

Finalmente, instalou-se em Chelsea uma filial do Dia Center of Arts, outra instituição artística de proposta inovadora. Com todos esses trunfos, Chelsea é hoje a principal referência de Nova York na área das artes plásticas.

Quem está mais certo?

Até pouco tempo discutia-se sobre qual bairro seria “o mais gay”: Greenwich Village ou Chelsea? Hoje já não se tem dúvida: é Chelsea. Só convém lembrar que em ambos os bairros a população de heterossexuais é ainda mais numerosa – você só não nota porque eles são discretos…

A 8th Avenue

A 8th Avenue está para Chelsea como a pracinha com coreto está para qualquer cidadezinha do interior do Brasil: é ali que todo mundo desfila. Quer entender melhor os nova-iorquinos? Sente-se num café, se possível num sábado, e observe o movimento: boêmios, artistas, old-hippies de butique, yuppies, modelos, gays sofisticados (ou a fim de serem percebidos como tal), vez ou outra, um nome badalado da música ou do cinema, namorados de mãos entrelaçadas e até, quem sabe, um padre passeando à paisana.

O patrimônio arquitetônico

Chelsea tem diversos imóveis interessantes. Perambule por ali e prepare-se para algumas surpresas. Além da 8th Avenue, algumas ruas merecem uma olhada se você deseja conhecer um pouco mais sobre os estilos arquitetônicos que marcaram época nos Estados Unidos nos últimos duzentos anos. The Church of the Holy Communion (End. 49 W 20th St.), em estilo neo-gótico, por exemplo, foi transformada em casa noturna: primeiro a Limelight, depois a Avalon.

Ainda na 20th Street, assim como na 21st, na 22nd e na 23rd streets, sempre entre a 9th e a 10th Avenue, podem ser vistas elegantes residências de tijolinhos do século XIX, em estilo Greek Revival, bem como construções em estilo italiano. O conjunto mais famoso é o Cushman Row (End. 406-418 W 20th St.), de 1840. Também é conhecido o London Terrace, prédio de apartamentos em estilo Tudor da década de 1920 que foi, na época de sua construção, o maior do mundo (End. 485 W 23rd St.).

Vida noturna em Chelsea

O bairro é famoso por sua vida noturna. A quantidade de danceterias, bares, cafés e restaurantes estabelecidos na região é surpreendente. Na sexta-feira e no sábado à noite, uma espécie de febre toma conta de Chelsea e invade a madrugada. Tem para todo mundo, de todas as idades e cabeças. É só descobrir onde você se encaixa; dê uma sondada para não tentar entrar na festa errada. Chelsea combina com um visual descontraído, mas de bom gosto.

O Garment District

O “Distrito das Roupas” recebeu esse nome por ser a parte do bairro de Chelsea conhecido por suas confecções. No início eram feitas em larga escala roupas para os escravos, vendidas para todo o país; depois, começaram a ser confecionados uniformes para os soldados da Guerra Civil. No final do século XIX o lugar era mal afamado, uma zona de meretrício, até que foi novamente se transformando e tornou-se o mais importante centro têxtil do país. Hoje, é uma área comercial cheia de butiques, confecções e armarinhos.

Chelsea Market

Esse irresistível mercado de alimentação funciona em um imóvel de tijolinhos onde era a fábrica de biscoitos Nabisco, erguido no começo da década de 1930, que ocupa todo o quarteirão. São mais de 20 lojas com produtos deliciosos: vinhos, queijos, pães, especialidades importadas, frutas. Ali você pode passear, sentir o cotidiano do bairro, fazer compras. É difícil resistir; há muita coisa para se comer na hora, como sanduíches, brownies, pãezinhos e doces. End.  9th Ave. entre a 15th e a 16th Sts.

Chelsea Piers

Imenso complexo poliesportivo com piscina coberta, pista de patinação no gelo e mil outras atividades.
End. às margens do Rio Hudson na altura da 17th St. até a 23rd St. / Chelsea Piers

Chelsea Hotel

O hotel de arquitetura de múltiplas influências e balcões de ferro fundido é quase mitológico. Foi mencionado em canções e serviu como cenário dos filmes Chelsea Girls, de Andy Warhol, e 9 ½ Weeks (9 Semanas e Meia de Amor), de Adrian Lyne. Apenas cenário? O hotel existe de verdade desde 1884 e foi residência de Mark Twain, Arthur Miller, Sara Bernhardt, Tenessee Williams, Dylan Thomas, William S. Burroughs, Charles Bukowski, Gore Vidal, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Bob Dylan.

“Odisséia no Espaço”, escrita em Chelsea?

Diz a lenda que Arthur C. Clarke escreveu em 2001 A Space Odissey ali, bem como Jack Kerouac teria esboçado On the road em um de seus quartos. Mas isto não é lenda: foi ali que Sid Vicious, da banda Sex Pistols, assassinou a namorada a facadas. Ele, que estava drogado (ambos sempre estavam out), afirmou à polícia que não lembrava do que acontecera. End. 222 W 23rd St. esq. c/ 7th Ave. M 23rd St.

Chelsea Art Museum

O museu inaugurado em 2002 exibe obras de artistas abstracionistas americanos e europeus, a maioria deles desconhecida do grande público. É ainda sede da Miotte Foundation, fundação proprietária do legado artístico de Jean Miotte, também um abstracionista do século XX. End.  556 W 22nd St. esq. c/ 11th Ave. M 23rd  / Chelsea Art Museum

Flower District

No “distrito das flores” concentra-se grande parte das floriculturas da cidade; é um lugar agradável e colorido para passear. End. 28th St. entre a 6th Ave. e a Broadway M 28th St.

High Line

A linha férrea que funcionou a partir da década de 1930 sobre um viaduto, com trens passando na altura do segundo andar dos prédios, causou incômodo aos moradores. Após a desativação da ferrovia em 1980, o viaduto quase foi demolido. Hoje, a idéia é transformá-lo em um jardim suspenso, inspirado na Promenade Plantée parisiense, projeto que contribuirá para valorizar o bairro. End.  Da W 12th St. até a W 30th St. M 23rd St. ou 14th St.

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