Castelo Garcia D’Avila
Ruinas do castelo Garcia dAvila
Ruínas do Castelo Garcia D’Avila

Castelo Garcia d’Avila, o maior latifúndio de todos os tempos

O castelo concluído em 1624 por Francisco Dias D’Ávila Caramuru, neto de Caramuru e de Garcia D’Ávila, recebeu, ao longo dos anos, várias denominações, como Casa da Torre, Castelo Garcia D’Ávila, Torre de Tatuapara. Sua torre permitia a vigilância do litoral contra navios corsários.
As ruínas do Castelo Garcia D’Ávila encontram-se a 2 km da Praia do Forte. O que restou do edifício-sede do maior latifúndio brasileiro de todos os tempos foi tombado pelo IPHAN em 1938 e transformado em Centro Cultural e Museu Histórico.

Mapa do Castelo Garcia d’Ávila

O único castelo com características medievais europeias existente nas Américas

O castelo é o único com características medievais européias existente nas Américas e sua história está intimamente ligada à de Salvador e ao desbravamento dos sertões da Bahia. Sua construção iniciou-se em 1551 na sesmaria doada a Garcia de Souza D’Ávila pelo primeiro Governador Geral, Tomé de Souza. Era o início de um morgado propriedade transmitida por herança ao filho mais velho) de catorze léguas  (1 légua=6.600m) que se estendia de Itapuã até o Rio Real e Tatuapara, lugar hoje conhecido como Praia do Forte. Ao que parece, Garcia era filho bastardo de Tomé de Souza, mas ambos não alardeavam o parentesco pois aos governadores era proibido doar sesmarias a familiares…

Os Ávila

Com a criação de gado, os domínios da família, que possuía sua milícia particular, aumentaram rapidamente. Os Ávila organizaram caravanas de exploração que chegaram até as minas de ouro de Minas Gerais, dominaram tribos indígenas e levaram a colonização para além das margens do São Francisco. Dez gerações da família detiveram a posse do latifúndio, que chegou a ter uma área de 800.000 km2.

Membros da família Garcia D’Ávila participaram da história da Bahia. Em 1624, o Coronel Francisco Dias D’Ávila Caramuru comandou a Legião da Torre e recuperou o Convento do Carmo, tomado pelos holandeses. Ele teve papel de destaque na recuperação de Salvador durante as batalhas travadas após a chegada da esquadra luso-espanhola Jornada dos Vassalos. Repeliu, com suas milícias e tropas lusitanas aquarteladas no Forte da Torre, novas tentativas de invasão.

Os D’Ávila, que providenciavam salvamento de sobreviventes de navios naufragados, construíam fortes às próprias expensas, a pedido do governo. Poderosos, sempre se opuseram aos jesuítas, contrários à escravização de índios, e influenciaram a expulsão dos religiosos do Brasil.

Sua participação na Guerra de Independência

Combateram na Guerra da Independência, para a qual armaram e uniformizaram contingentes. Após a independência, os três irmãos senhores da Casa da Torre receberam, em reconhecimento pelos serviços prestados ao Império, a Medalha de Ouro da Independência e títulos de nobreza. O Visconde de Pirajá, da família D’Ávila, lutou contra a Revolta de Guanais e a Sabinada. Com os vultosos gastos na Guerra da Independência, a propriedade definhou. A morte do Visconde da Torre de Garcia D’Ávila em 1852 sem descendentes resultou no fim do morgado. Hoje o local pertence à Fundação Garcia D’Ávila. Fundação Garcia D’Ávila.  Alameda do Farol, Praia do Forte  www.fgd.org.br

Informações práticas

Como ir

Compare preços de passagens aéreas e faça sua reserva

Onde se hospedar

Escolha e reserve seu hotel em Salvador