Atrações turísticas no Quartier Latin

Atrações turísticas no Quartier Latin

O QuartierLatin  é um bairro para ser percorrido sem pressa. Embora possua diversas atrações, como o Phantéon, o Jardin de Luxembourg, Cluny, igrejas da idade média, perambular pelo bairro já é um ótimo programa. Saiba mais sobre oQuartier Latin

Mapa do Quartier Latin

Principais pontos de interesse em Paris

Quai de Montebello e Square Viviani

O Quai de Montebello é o nome da margem do Sena entre a Petit Pont e a Pont de l’Archevêché. Justamente do outro lado do rio está a Notre-Dame, na Île de la Cité. Esse lugar privilegiadíssimo tem uma das mais lindas vistas do mundo. Na calçada ao lado do Quartier Latin, muitos de seus pequenos prédios são antigos, anteriores a Haussmann. Compare-os com os do Bd. St-Michel para entender a transformação que aconteceu em Paris na segunda metade do século XIX e a diferença de estilo entre eles. A pracinha que se vê bem próxima à Pont au Double (que começa em frente à Notre-Dame) é a Square Viviani. Pequena e graciosa, é outro ótimo ponto para se admirar a catedral. Aproveite para visitar a igreja de St-Julien-le-Pauvre e a rue Galande, bem interessante, com traçado medieval e casas antigas.

Boulevard St-Michel

Chamado carinhosamente de Boul’Mich, é uma das ruas mais conhecidas de Paris — e do mundo. Repleta de livrarias, cafés, hotéis e comércio variado, tem movimento intenso, principalmente durante o verão. Do lado esquerdo de quem sobe do Sena, após cruzar com o Bd. St-Germain, ficam a place de la Sorbonne e a sede da própria universidade; do lado direito está o Jardim de Luxemburgo. A bela Fontaine St-Michel é a porta de entrada do Quartier Latin. Construída no século XIX, mais do que uma fonte, é um monumento rebuscado, com colunas de mármore, baixos relevos e, claro, a estátua de St-Michel de espada na mão. Essa mesma imagem pode ser vista em vários lugares da França, pois Miguel, o arcanjo que teria vencido o demônio com sua espada, é um dos santos preferidos dos franceses desde a Idade Média. No começo do Boul’Mich, perto da fonte, placas com os nomes dos resistentes registram as datas e os locais onde vários deles morreram durante os combates para a libertação de Paris na Segunda Guerra.

Vídeo sobre o Quartier Latin

St-Séverin

Muito antiga, a igreja foi destruída pelos normandos e reconstruída, na Idade Média, em estilo gótico-flamboyant, com gárgulas, arcobotantes e vitrais. Em razão de ampliações e reformas, acabou incorporando elementos de diferentes épocas. Na torre do século XIII está o sino mais velho de Paris, de 1412. Os belos vitrais são do século XIV. A igreja é utilizada para concertos de música clássica, sobretudo de órgão. Confira a programação.

St-Julien-le-Pauvre

Esta minúscula igreja perto do Sena, ao lado do Square Viviani, foi erguida em 1250 sobre os restos de uma ainda mais antiga, do século VI, destruída pelos invasores normandos. Sua história é bem interessante: ela fez parte de um conjunto de albergues de peregrinos que iam para Santiago de Compostela e foi sede de agitadas reuniões de estudantes da Sorbonne (no século XVI, bem antes da UNE…). Durante a Revolução Francesa, a igreja serviu como depósito de sal. Sua arquitetura mistura traços góticos com românicos. A atual fachada é do século XVII e o interior é bem simples, todo de pedra. Hoje, a igreja é destinada ao culto católico ortodoxo e nela são realizados concertos de diversos gêneros musicais, desde música clássica até negro spirituals. Confira a programação.

Musée de Cluny, termas e hotel de Cluny

 -Quem se interessa por História, em particular pela Idade Média, não pode perder este museu. Saiba mais sobre Cluny.

La Sorbonne

Em 1257, Robert de Sorbon fundou, aos pés da colina Ste-Geneviève, uma escola de teologia, inicialmente destinada aos seminaristas pobres, que acabaria por se tornar uma das mais renomadas universidades do mundo. Sua fama atraiu grande número de estudantes e professores para o bairro e seu poder era imenso; lá funcionava até um tribunal eclesiástico, com poderes quase equivalentes aos do Papa. Os estudantes, todos do sexo masculino, recebiam alojamento e alimentação, mas a disciplina era severa: eles tinham de acordar muito cedo, rezar e depois estudar até à noite… Bem diferente da vida dos universitários atuais, ou seja, moçada, nada de baladas! Como o ensino era dominado pela Igreja Católica, a universidade foi fechada durante a Revolução. Foi Napoleão que, em 1806, a reabriu como instituição leiga. Os prédios atuais da Sorbonne foram reconstruídos em 1883. Na capela, única construção do século XVII está o túmulo do cardeal Richelieu.

Panthèon

Essa imponente construção em estilo clássico, que mais parece, por fora, um templo grego da época de Péricles, foi construída por ordem de Luís XV em 1758 para ser uma nova igreja de Ste-Geneviève, sobre o mesmo lugar da original: no topo da colina, no Quartier Latin. Ela é obra do arquiteto Soufflot, irmão de Madame de Pompadour, a famosa amante do rei. (Parece que o nepotismo e o tráfico de influências eram então comuns…). Em 1791, com a Revolução, a igreja foi transformada em um Panthéon, mas enquanto o original, em Atenas, era um templo erguido em honra dos deuses, o parisiense passou a ter uma cripta destinada a receber os restos mortais de franceses ilustres. Seu imenso interior é ricamente decorado com afrescos e, no frontão, está gravada a frase: “Aux Grands Hommes, la Patrie Reconnaissante” (“Aos Grandes Homens, a Pátria Agradecida”). Estão enterrados ali Jean-Jacques Rousseau, Voltaire, Émile Zola, Jean Jaurès, Jean Moulin, Condorcet, Louis Braille, Victor Hugo, Pierre e Marie Curie e André Malraux, dentre outros. Site oficial: Panthèon

St-Étienne-du-Mont

A igreja no alto da colina de Ste-Geneviéve, bem atrás do Panthéon, foi construída no século XIII para os servos da Abadia de Ste-Geneviève, que ficava ali ao lado. O edifício passou por várias reformas que se estenderam de 1492 a 1624. Talvez pelas diferentes influências arquitetônicas, a St-Étienne-du-Mont é bem diferente de qualquer outra igreja parisiense. Sua fachada tem três frontões superpostos; há uma só torre, do lado esquerdo, e uma só nave. A igreja é muito conhecida pela beleza de sua jubé (tribuna) renascentista, a única no gênero que ainda existe na cidade.

Val de Grâce

A abadia fundada em 1621 por Ana da Áustria, mulher de Luís XIII, tem uma igreja cuja planta é atribuída a Jules Hardouin-Mansart, construída entre 1645 e 1665. A rainha mandou construir a igreja para cumprir uma promessa, quando, depois de mais de vinte anos de casamento, deu à luz seu primogênito, Luís XIV, que viria a ser conhecido como o “Rei-Sol”. Além dos rumores que já corriam sobre a masculinidade de Luís XIII, a gravidez da rainha fez surgir outros quanto à paternidade da criança, que alguns atribuíram a Mazarin, ministro do rei. Com todo o poder e fortuna dos monarcas da época, não é de se estranhar que a Val de Grâce seja uma das obras-primas do século XVII. Sua cúpula em estilo barroco, toda decorada com afrescos, é inspirada na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Durante a Revolução, a abadia foi transformada em hospital militar. O claustro original ainda existe.

Grande Mosquée de Paris

A mesquita de Paris começou a ser construída a partir de 1926 em estilo mourisco espanhol. O arquiteto do projeto foi o francês Maurice Mantou, mas 450 artesãos árabes participaram ativamente da obra. Embora não possa ser comparada às grandes edificações islâmicas antigas, a mesquita de linhas harmoniosas adornada com bonitos mosaicos é um bom exemplo da arquitetura árabe. Seu minarete (torre) de 33 metros de altura pode ser avistado de longe. As construções ficam em volta de jardins e pátios inspirados no Alhambra de Granada. Podem ser visitados a mesquita, o minarete e o Museu de Arte Islâmica que funciona no local. A simpática casa de chá árabe, aberta a todos, é muito procurada; sua especialidade é o chá de menta. Há também uma lojinha de artigos árabes, principalmente de decoração. Site oficial: Grande Mosquée de Paris

Musée du Monde Arabe

O Instituto do Mundo Árabe foi criado em 1980 pela França em conjunto com vinte nações árabes. Seu edifício, inaugurado em 1987 à beira do Sena, concilia modernidade com motivos tradicionais da cultura islâmica. A estrutura é toda de vidro e alumínio. Na face sul, 240 painéis abrem e fecham de acordo com a luminosidade externa graças a células fotoelétricas. O museu que ali funciona reúne um bom acervo de peças provenientes de diversos países árabes: objetos da Idade do Bronze, cerâmicas e mosaicos de escavações originárias da antiga Cartago (atual Tunísia), astrolábios usados na avançada astronomia árabe, artefatos de madeira, tecidos, cofres marchetados, vasos, objetos de arte, bijuterias, bronzes, moedas, peças de vidro e esculturas. Visitá-lo é uma boa oportunidade para conhecer um pouco da cultura islâmica, à qual se tem pouco acesso no Brasil. No Instituto fica o restaurante Ziryab, de comida árabe, claro, de onde se tem vista panorâmica das ilhas e da Rive Droite. Site oficial: Musée du Monde Arabe

Arènes de Lutèce

“Il n’est pas possible que Paris, la ville de l’avenir, renonce à la preuve vivante qu’elle a été la ville du passé”. (“Não é possível que Paris, a cidade do futuro, renuncie à prova viva de que foi a cidade do passado”). Assim começava a carta que Victor Hugo endereçou ao presidente do Conselho Municipal de Paris em 1883, em defesa do anfiteatro ameaçado de destruição, do qual uma parte já fora derrubada. A iniciativa do escritor surtiu resultado: o que restava das arenas foi preservado e classificado como monumento histórico. As Arenas de Lutécia, que remontam aos tempos do Império Romano, foram o maior anfiteatro da antiga Gália. Construídas entre os séculos I e II, com 130m de comprimento e 100m de largura, podiam receber mais de 15 mil pessoas. Pouco sobrou além de algumas ruínas e o lugar é hoje uma área de lazer onde crianças brincam e os mais velhos jogam boules (pelota basca).

Jardin des Plantes e Grande Galerie de l’Évolution

Criado por Luís XIII em 1626, para estudo e plantio de plantas medicinais e ensino da medicina, esse é o mais antigo jardim de Paris. Ele é, na verdade, um grande parque, muito agradável para passear, onde funcionam atualmente, além do jardim botânico, um zoológico e o Museu de História Natural. O jardim botânico tem uma diversidade enorme de plantas vindas de todo o mundo, ao ar livre ou em serre (estufas). Seus belos canteiros, floridos na primavera, têm mais de 400 variedades de rosas. No Museu de História Natural fica a Grande Galeria da Evolução, que faz muito sucesso entre o público infantil. Instalada em um prédio moderno, a enorme exposição sobre a evolução das espécies, que conta, dentre outros atrativos, com uma interessante e variada coleção de animais empalhados e réplicas, pode agradar também aos adultos. Site oficial: Jardin des Plantes e Grande Galerie de l’Évolution

A rue Mouffetard

Outro ponto movimentado do Quartier Latin e que merece uma página especial. Mouffetard

Musée des Collections Historiques de la Préfecture de Police

Esse curioso museu tem por tema a atividade policial em Paris desde o século XVII até os dias de hoje. Entre suas peças estão objetos que serviram de provas para a condenação de personagens históricos e mandados de prisão expedidos contra os revolucionários Danton e Desmoulins e contra Ravaillac (o assassino de Henrique IV). Há ainda antigos uniformes, cartazes, armas, fotos, reportagens e dados sobre criminosos famosos, como o macabro Dr. Petiot, que no começo da década de 1940 matou diversas pessoas e incinerou seus corpos. Uma das maiores curiosidades do acervo é uma autêntica lâmina de guilhotina. O museu é dividido em seções dedicadas a diferentes eras, como o Antigo Regime, a Revolução Francesa e a Resistência, da qual participaram muitos policiais.
Musées des Collections Historiques de la Préfecture de Police

Catacombes de Paris

È um subterrâneo formando um labirinto de corredores cujas  paredes são feitas de ossos de pessoas enterradas nos Halles, cujo cemitério não conseguia armazenar mais corpos e o cheiro se tornou insuportável.

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