San Gimignano

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San Gimignano: povoado etrusco do século III

Em uma elevação sobre o Valle d’Elsa, a meio caminho entre Florença e Siena, San Gimignano tem sua origem em um povoado etrusco do século III a.C.. Para ter uma ideia da sua importância no passado, basta dizer que Florença teve lá um embaixador… Ninguém menos que Dante Alighieri! Depois, na segunda metade do século XIV, apeste contribuiu para a decadência da cidade, que caiu, como tantas outras, sob o domínio dos florentinos.

Mapa de San Gimignano

San Gimignano: como ir

Carro

Partindo de Florença (40 km) ou de Siena (28 km), pegue a S22 até Poggibonsi e depois acompanhe as placas. Deixe o carro no estacionamento ao lado da muralha.

Ônibus

Vários ônibus partem diariamente de Florença e de Siena e param perto do muro da cidade, próximo à porta que dá acesso à Via San Giovanni. Na ida ou na volta, dependendo do horário, talvez você seja obrigado a trocar de ônibus em Poggibonsi – o que não é complicado. A viagem, quando direta, demora aproximadamente 1h15.

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Vídeo de turismo sobre San Gimigano

Atrações turísticas em San Gimignano

San Gimignano, Patrimônio da UNESCO, ainda é completamente medieval, com ruelas, praças, igrejas, palácios e, o que é muito curioso, diversas torres construídas pelas grandes famílias rivais, o que faz com que seja conhecida como “a Nova York da Idade Média”. (A diferença é que as “torres gêmeas” de San Gimignano, que ficam na Piazza del Duomo, têm resistido melhor aos acontecimentos históricos que as nova-iorquinas…) As torres eram dezenas; hoje, as poucas existentes se destacam pela altura em relação aos demais edifícios, criando um cenário incomum quando vistas de longe.

Além de visitar as principais atrações, o melhor a fazer em San Gimignano é simplesmente passear a pé. A cidade é minúscula: entrando nela pela Porta San Giovanni chega-se à Via San Giovanni, longa e estreita rua que leva ao “centrinho”, que nada mais é que Piazza della Cisterna e a Piazza del Duomo, uma ao lado da outra. Em todo esse trajeto, e também na Via San Matteo, ao norte da Piazza del Duomo, há restaurantes, cafés e muitas lojas de produtos locais, como o Vernaccia, excelente vinho branco fabricado em San Gimignano, o delicioso salaminho de javali e irresistíveis doces típicos.

San Gimignano foi uma cidade fortificada, mas sua fortaleza (a “Rocca”) e as torres de defesa foram destruídas, provavelmente pelos florentinos. Atrás do Duomo dá para ver um pouco do que restou. Nos limites da cidade ainda existem as antigas Porta San Matteo (a noroeste) e Porta delle Fonti (a nordeste).

Piazza della Cisterna

Para quem não sabe, “cisterna” é poço. Nessa pracinha rodeada de torres e outras construções medievais, as pessoas iam buscar água; isso tornou-a um ponto de encontro dos habitantes, que iam lá também para saber das novidades, fofocar (pois não existiam jornais nem TV!) e trocar seus produtos.

Duomo 

Piazza del Duomo. O Duomo de San Gimignano, em estilo românico, é antiquíssimo (de 1148) e foi sede de uma das mais importantes e ricas paróquias da Toscana, na época em que a cidade era uma poderosa república independente. Seu interior tem belas e interessantes obras de arte; veja os afrescos que retratam o Juízo Universal, de Taddeo di Bartolo (sua visão do inferno chega a ser divertida; confira pessoalmente); o Martírio de São Sebastião, de Benozzo Gozzoli, e São Gregório, de Domenico Ghirlandaio. Há ainda esculturas de Jacopo della Quercia. Nessa igreja estão as relíquias de San Gimignano, o santo padroeiro da cidade, que a teria salvo de uma invasão de bárbaros. Ele é festejado no dia 31 de janeiro.

Palazzo Comunale

Também chamado de Palazzo del Popolo, é um lindo edifício medieval, construído em 1288. Nele funciona o Museu Civico, com obras de grandes artistas dos séculos XIII e XIV. Entrando nesse palácio, os mais decididos poderão encarar os 54 metros de subida até o topo da Torre Grossa, de 1311. É menos cansativo do que se imagina, pois há trechos planos que ajudam a recuperar o fôlego… A vista é esplêndida; dá para observar bem a cidade, apreciar sua arquitetura, avistar os campos que a rodeiam e tirar boas fotos.

Sant’Agostino

 No extremo norte da cidade, pela Via San Matteo, chega-se a uma igreja de arquitetura bem singela, construída em uma só nave, famosa pelos afrescos da segunda metade do século XV, de Benozzo Gozzoli (um mestre nessa arte, embora pouco conhecido pela maioria dos brasileiros). O claustro medieval ao lado da igreja, bem típico, é uma gracinha.

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