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Peru, Machu Picchu, vista panorâmica
A melhor época para ir a Machu Picchu

A melhor época para sua viagem a Machu Picchu

Quando ir: temperaturas, chuvas, clima

Por Lúcio Martins Rodrigues

Acostumadas com Cusco, a base de todos os que desejam conhecer Machu Picchú, a maioria das pessoas não considera que Cusco fica em pleno Altiplano, a uma altitude média de 3.400 metros, enquanto Machu Picchu fica a 2.400 metros, a meio caminho entre o Altiplano e a floresta amazônica. Há, portanto, uma sensível diferença de clima entre a antiga capital do Império Inca e a cidade perdida que, escondida pela floresta, só foi descoberta em 1911.

O trem de Cusco a Machu Picchu, parte logo cedo, pela manhã, quando o frio é mais intenso em Cusco. Então, todo mundo já sai do hotel vestindo casaco forrado, pulôver e gorros de lã. Ao descer do trem, dá para sentir a diferença. O sol já está mais alto no céu, e a altitude é de mil metros a menos que em Cusco. Você não sentirá falta do gorro de lã, mas de um chapéu de sol, porque a insolação é brava. É bom lembrar igualmente que, no verão, às vezes, as temperaturas beiram os 25 graus centígrados. Ninguém aguenta roupas de inverno com temperaturas assim.

Mapa de Machu Picchu

A melhor época para visitar Machu Picchu

A melhor época para ir a Machu Picchu é da segunda quinzena de abril, até setembro. Isso inclui o final do outono, o inverno e o começo da primavera. No inverno as temperaturas são mais frias, mas o principal fator que influencia o clima, nesse caso é mais a altitude do que a longitude. Junho e julho, em pleno inverno, são meses perfeitos. O importante é que chove pouco, e o clima invernal não é rigoroso como o europeu, por exemplo. Nevascas não existem por lá. E as temperaturas mínimas ocorrem de madrugada, quando todo mundo está dormindo e bem aquecido em seu quarto de hotel. Durante o dia, o clima seco e ensolarado tem temperatura possíveis de serem encaradas facilmente com um blusão forrado.

Vídeo sobre Machu Picchu

Dica

E quem estiver em Cusco no dia 24 de junho poderá assistir à famosa Festa do Sol, a Inti Raymi. A cidade fica lotada, e você sofrerá para encontrar um hotel! Reserve com antecedência.

As chuvas

Esqueça a tradicional classificação climática, primavera, verão, outono e inverno. É mais correto dividir o clima do Altiplano, no Peru, em duas estações apenas: a chuvosa e a seca. Afinal, há grande diferenças nos índices pluviométricos: o período chuvoso corresponde a cerca de 80% das precipitações anuais.

O período chuvoso começa em outubro e se estende até março. Dezembro e janeiro são os meses mais chuvosos. Já houve casos em que turistas ficaram isolados em Machu Picchu durante alguns dias, sem condições de voltar a Cusco, por causa da queda de barreiras, em um ano especialmente pluvioso. Diria que foi muita falta de sorte! Já estive no Peru duas vezes na estação chuvosa. Diria que as chuvas incomodaram um pouco, mas não chegaram a impedir o prazer da viagem. Ou seja, se der, escape do período de chuvas, mas se não puder viajar em outra época, encare, que vale a pena! De qualquer modo, um casaco impermeável e um pequeno guarda-chuva portátil são itens que é bom você ter na sua bagagem.

Machu Picchu, Peru
Machu Picchu, Peru

Atrações turísticas no Peru

Mapa do Peru

Lima 

É a capital do país. Lima tem um centro histórico, museus importantes e bairros modernos e agradáveis, como San Isidro e Miraflores, os mais indicados para se hospedar. Saiba mais sobre Lima.

Cusco

Um destino turístico imperdível no Peru. Capital do império Inca, com um rico acervo de construções coloniais e vestígios arqueológicos pré-colombianos. Enfim, há atrações para todos, mesmo a gastronomia é incomum. Saiba mais sobre Cusco.

Machu Picchu

Machu Picchu, a mais importante descoberta arqueológica das Américas no século XX, é destino obrigatório em qualquer roteiro turístico pelo Peru. Percorrer a Trilha Inca é algo reservado aos mais aventureiros. Saiba mais sobre Machu Picchu.

Vale Sagrado dos Incas

O vale do rio Urubamba, a nordeste de Cusco, é conhecido como Vale Sagrado dos Incas. Lá se espalham cidadezinhas pitorescas e diversas ruínas de santuários e fortalezas construídas com gigantescas pedras. Saiba mais sobre o Vale Sagrado dos Incas.

Puno e o Lago Titicaca

O Titicaca é o maior lago de altitude do mundo e uma das mais importantes atrações turísticas do Peru. Junto ao Lago fica a cidade de Puno. Saiba mais sobre Puno e o Lago Titicaca.

 Arequipa

Conhecida como “cidade branca”, a colonial e bela Arequipa fica aos pés de vulcões de cumes nevados. Sua riqueza histórica e arquitetônica é espetacular. Saiba mais sobre Arequipa.

Vale do Colca

A cidadezinha de Chivay é a porta de entrada para o Vale do Colca, onde estão algumas das maiores belezas naturais da América do Sul. O vale é habitado há séculos pelos índios Cabanas e Collaguas, que têm por principal atividade a agricultura, desenvolvida em terraços que formam intrigantes paisagens, com altas montanhas ao fundo. Saiba mais sobre o Vale do Colca.

Pisco, Paracas e Ilhas Ballestas

As Islas Ballestas, na costa norte do Peru, perto de Pisco, são uma reserva de vida selvagem marinha, com lobos-marinhos e cormorões. Saiba mais sobre Pisco, Paracas e Ilhas Ballestas.

Nazca (Nasca)

O principal interesse turístico de Nazca são as famosas linhas, a 20 km da cidade, que formam desenhos geométricos e figuras estilizadas de animais, como macaco, baleia e aranha. Saiba mais sobre Nazca (Nasca)

Ayacucho

 Além da paisagem natural dos vales vizinhos, a cidade colonial de Ayachucho possui uma belíssima Plaza de Armas, um importante patrimônio arquitetônico composto por igrejas e casarões coloniais e um mercado popular. Saiba mais sobre Ayacucho.

Cajamarca

Foi em Cajamarca, cidade de grande importância histórica, que o imperador incaico Atahualpa, atraído para uma armadilha montada pelo espanhol Pizarro, foi aprisionado aos 16 de novembro de 1532. Saiba mais sobre Cajamarca.

Trujillo

Embora a populosa Trujillo seja uma cidade colonial bonita e agradável, a maioria das pessoas que a visita o faz atraída pelas ruínas de Chan Chan, pertinho dali. Saiba mais sobre Trujillo.

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Cultura e informação para sua viagem ao Peru

Leia sobre a História do Peru e da sociedade incaica

O Peru antes dos incas • As origens dos incas •  A civilização inca • Os espanhóis chegam ao Peru • A lei e a moral inca • Curiosidades sobre os incas • A estrutura social incaica  • A expansão do Império Inca • Huáscar e Atahualpa • A captura de Atahualpa pelos espanhóis • O fim do Império Inca • As consequências da conquista espanhola 

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O Peru em imagens Fotos dos lugares de especial interesse turístico.

Lima, Plaza de Armas - Foto Christian Córdova CCBY
Lima, Peru, Plaza de Armas – Foto Christian Córdova CCBY

Lima

Sobre Lima

Lima, conhecida como “Ciudad de los Reyes” até o final do século XVI, é ainda hoje um dos maiores centros urbanos sul-americanos. Possui museus importantes e um centro colonial relativamente bem conservado, mas não é uma cidade propriamente turística.
Com aproximadamente um terço da população do país, um trânsito que não fica nada a dever ao de São Paulo e problemas comuns às grandes metrópoles da América Latina, Lima é, para o turista brasileiro, ponto de partida de uma das rotas possíveis para chegar a Cusco e a outras localidades peruanas de maior interesse.

Mapa de Lima

Como ir

Avião

Há voos diretos de São Paulo (5h); de Arequipa; de Juliaca (1h); de Trujillo (1h)); e de Cusco (1h15). O aeroporto Jorge Chávez fica a 15 km do centro de Lima. Há ônibus de turismo que levam ao centro e a Miraflores. O mesmo trajeto, de táxi, custa mais ou menos o dobro.

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Ônibus

O terminal rodoviário fica bem no centro da cidade. Evite circular a pé com sua bagagem nessa região. Existe ônibus direto de São Paulo a Lima. São cinco dias para percorrer quase 6 mil km. Veja mais informações: Via Trolebus. De Lima há ônibus para Cusco.

Onde se hospedar

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Melhor época

Embora esteja situada ao lado do mar, onde fica o porto de Callao, Lima não é uma cidade que prime por um clima agradável: de maio ou junho até outubro ou novembro, a umidade vinda do oceano mantém o céu permanentemente encoberto. Brasileiros que não se enganem: a latitude de Lima é quase a mesma de Salvador, mas o clima na cidade não é muito quente. No verão, a temperatura máxima varia em torno de 28ºC e durante o inverno a mínima varia entre 11ºC e 15ºC. Isso se explica pela corrente fria de Humboldt, que acompanha a costa do país.

Um dos pilares do Império Espanhol

A cidade fundada por Pizarro em 18 de janeiro de 1535 foi um dos pilares do império espanhol na América do Sul. Nos séculos XVI e XVII, tornou-se repleta de luxuosos palacetes e mansões. Com a independência do Peru em 1821, passou a ser a capital do país.

Vídeo de turismo sobre Lima

Lima hoje

A capital peruana se parece em muitos aspectos com grandes cidades brasileiras: de um lado favelas, um centro antigo um tanto decadente e áreas ocupadas por cortiços; de outro, pequenas “ilhas de riqueza”, lojas sofisticadas, prédios suntuosos, residências elegantes, restaurantes finos; parece que você está no Primeiro Mundo!
Nas áreas pobres se concentra a maior parte da população mestiça, bem como daquelas de origem indígena e africana (descendentes de escravos trazidos durante o período colonial).

Já nos bairros ricos, como San Isidro e Miraflores, veem-se moradores predominantemente brancos (às vezes com uma pitada de sangue índio), bem vestidos, em carros de luxo, vivendo com conforto, e a juventude dourada limenha falando ao celular dentro de shoppings centers bem protegidos onde são vendidos artigos de luxo.
O mais interessante em conhecer tanto o centro de Lima quanto bairros como Miraflores ou San Isidro é ver os dois lados do Peru, um país com tantos contrastes sociais quanto o Brasil: esta é nossa América Latina, tão diversificada e ao mesmo tempo tão igual…

O Centro Histórico

Plaza de Armas – (Plaza Mayor) A praça está intimamente ligada a acontecimentos importantes da história peruana: para começar, consta que ali Pizarro fundou Lima. Durante muito tempo, a Plaza Mayor foi utilizada como palco de execuções públicas dos condenados pela Inquisição introduzida pela Igreja através das mãos da coroa espanhola, nos mesmos moldes do que ocorria na Europa. Finalmente, a independência do país foi proclamada nessa mesma praça. É pena que das construções originais da época colonial não tenha sobrado praticamente nada; grandes terremotos abalaram a cidade nos séculos XVII e XVIII, destruindo a maior parte de seu patrimônio arquitetônico. Os edifícios hoje existentes na Plaza de Armas são na verdade neocoloniais (de construção relativamente recente, mas em estilo colonial), como o Palácio do Governo, a Catedral, o Palácio do Arcebispo e o Portal dos Botoneiros. A fonte no centro da praça e o pilar de bronze foram colocados ali em meados do século XVII.

San Isidro

O rico bairro de San Isidro possui casas luxuosas, prédios modernos, comércio sofisticado e áreas verdes, como o parque El Olivar, que tomou esse nome em razão de seu bosque de oliveiras centenárias. No bairro há palacetes antigos como a Casa de Los Condes e a histórica Casa de El Olivar, que conserva boa parte de seus móveis coloniais, transformada hoje em restaurante turístico. Em San Isidro ficam ainda a Huaca Huallamarca, uma enorme construção pré-incaica de adobe, e a bonita Basilica de la Virgen del Pilar.

Miraflores

Vizinho a San Isidro, o bairro de Miraflores, tradicionalmente chique e animado, é bem mais agradável do que o centro da cidade. É onde ficam os melhores restaurantes, bares e lojas de Lima, parques como o Kennedy e o Salazar, o elegante shopping center Larcomar e as praias de Lima (que, comparadas às brasileiras, têm águas frias e não impressionam os nossos turistas). Em Miraflores há outra construção pré-incaica do século V, a Huaca Pucllana, mais interessante que a de San Isidro.

Barrancos

Lugar preferido de moradia da antiga aristocracia limenha, cheio de casarões “republicanos”, Barrancos tornou-se há alguns anos, após um período de relativo esquecimento, novamente um bairro da moda, descoberto inicialmente por intelectuais e artistas, depois por donos de butiques mais criativas, notívagos e boêmios que frequentam seus bares e picanterias. Hoje, é um dos melhores lugares para sair à noite em Lima, concorrendo com Miraflores.

Museus

Os museus de Lima (como aqueles do restante do Peru, aliás) têm quase sempre por temas os achados arqueológicos de civilizações pré-colombianas e as pinturas do período colonial. São muito numerosos, merecendo uma página a parte, e interessantes. Conheça os museus de Lima.

Outras atrações em Lima

Limas tem várias outras atrações que merecem ser visitadas. Veja atrações em Lima.

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A Trilha Inca  Viagem pelo Valle del Colca

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Artesão em Arequipa, Peru
Peru: habla espanhol ?. Na foto artesão em Arequipa, Peru

Peru: habla espanhol ?

Curiosamente, é mais fácil encontrar brasileiros que se expressem bem em inglês do que compatriotas que falem espanhol corretamente. Porém, já que temos uma admirável capacidade nata para o “portunhol”, não há risco de grandes dificuldades de comunicação para quem viaja pelo Peru e pela Bolívia. É bem mais tranquilo do que percorrer o interior da Lituânia sem falar lituano, isso podemos garantir.

Com um “portunhol” meia-boca você já consegue se fazer entender no Peru e na Bolívia

Em ambos os países, as pessoas que lidam com turismo já estão habituadas com nosso “portunhol” e sabem que “chave” significa llave, que “quarto” quer dizer habitación e assim por diante.
Das línguas latinas, o espanhol é o que mais se assemelha ao português. Nos dois idiomas existem muitas palavras idênticas ou de som igual ou muito parecido. Falar “portunhol” é fácil, mas falar bem espanhol não é simples. Pode ser que você perca muita coisa do que lhe dizem; peça para seu interlocutor falar devagar: “Puede usted hablar despacio, por favor?”.

Cuidado para não se confundir com expressões ou palavras que são semelhantes em ambas línguas, mas com significados diferentes. Por exemplo, em espanhol, pegar significa “bater em alguém” e cojer, que literalmente significa “pegar” ou “tomar”, pode ser uma expressão chula em determinados contextos.

A pronúncia

No espanhol, não há muitos sons difíceis para um brasileiro pronunciar, embora a pronúncia tenha algumas peculiaridades. Veja as pronúncias aproximadas:
j = aproximado a rr. Ex: pájaro (pássaro) = párraro
ll = lh. Ex: Yo me llamo Maria (Eu me chamo Maria) = Io me lhamo Maria
ñ = nh. Ex: baño (banheiro) = banho
s entre duas vogais = ss. Ex: pasatiempo (passatempo) = passatiempo
y = i. Ex: yo (eu) = io
z = ç. Ex: mozo (garçom) = moço

Regras de cortesia

Embora peruanos e bolivianos sejam quase tão informais quanto os brasileiros, sempre é bom iniciar qualquer diálogo com um Buenos dias, Buenas tardes ou Buenas noches. Pode-se usar também Que tal? (Como vai?) ou Hola! (Oi!) em situações pouco formais.

O pronome usted, formal, é o mais usual. Diferentemente do que pode parecer à primeira vista, embora sua origem seja a mesma, ele não tem o mesmo uso que a palavra “você”; corresponde a “o senhor” ou “a senhora”. Já o pronome tu – que tem o mesmo uso de “você” no Brasil – só é empregado com pessoas com quem se tem intimidade ou bem jovens. O vos, corrente na Argentina, não é utilizado em nenhum dos países.

Um Por favor ao pedir uma informação é essencial, bem como o agradecimento: Gracias ou Muchas gracias. Como em português, ao pedir algo, não é delicado usar o presente do indicativo (“Eu quero”), que soa autoritário. A forma mais gentil é Quisera ou Me gustaria. É bastante frequente, ao entrar e sair de um restaurante ou bar, saudar as pessoas que estão nas mesas vizinhas com Buenas noches ou Buen provecho (“Bom apetite”).

Frases e expressões úteis

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O Peru em imagens Fotos dos lugares de especial interesse turístico.

O Peru em imagens

Selecionamos os  fotos de alguns dos lugares de maior interesse turístico no Peru: conheça o Peru em imagens.

Mapa do Peru

População

Cusco

Cusco foi a capital do império inca, que se entendia do norte da Argentina até o Equador.  Quando os espanhóis desembarcaram no Peru, o império incaico contava com doze milhões de súditos. A cidade, com um belo centro histórico colonial é animada, sobretudo durante a alta temporada. É cheia de barzinhos e restaurantes frequentados por visitantes de todo os cantos do planeta.

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 Machu Picchu

Machu Picchu só foi descoberta em 1911. Situada no pico de uma montanha, nunca foi, durante séculos de colonização, encontrada pelos espanhóis. Machu Picchu é, provavelmente, o maior sítio arqueológico das Américas e um dos mais importantes no mundo. Sua descoberta permitiu aos arqueólogos compreenderem melhor a cultura inca, como viviam, como dividiam a cidades por setores, como resolviam o problema de abastecimento de água etc. Atrai tantos turistas do mundo todo que o governo peruano, pressionado pela UNESCO, passou a limitar o número de pessoas que podem visitar diariamente Machu Picchu.

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Vale Sagrado dos Incas

Ao lado de Cusco, pode ser visitado por conta própria se você contratar um motorista de táxi para acompanha-lo. Conhecer o Vale Sagrado dos Incas exige um dia todo porque há muito a se visitar. O ideal é dormir uma noite no Vale Sagrado e ter pelo menos dois dias para percorrer as ruínas do período incaico. Sacsuayaman, a mais impressionante delas, pode ser visitada até mesmo a pé, de Cusco. Sacsuayaman, um centro religioso fortificado ocupa uma enorme área. Só foi quase totalmente preservado porque os espanhóis não conseguiam transportar suas pedras que pesavam muitas toneladas.

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Arequipa

Arequipa,  apelidada de “la Ciudad Blanca“, é de fato toda branca e colonial. Da bela Plaza de Armas com suas palmeiras que lhe conferem um ar andaluz, pode-se ver o vulcão El Misti, com seu pico nevado, um dos muitos nessa região.  Arequipa é famosa por seus mosteiros, que podem ser visitados. O mais famoso deles, o de Santa Catalina é uma verdadeira cidade dentro de Arequipa, com ruas, jardins, e passagens. Para os interessados em conhecer mais sobre a cultura inca, são imperdíveis alguns do museus locais. Finalmente, Arequipa é ponto de partido das excursões a caminho do Vale do Colca e de seus canyons espetaculares de onde, pela manhã levantam voos um sem número de côndores gigantescos.

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Lima

Por ser uma cidade moderna, em franco crescimento, Lima atrai menos visitantes do que a região andina, mais pitoresca para uma estrangeiro. Nem por isso Lima é uma cidade sem graça. O centro histórico conserva ainda algumas construções coloniais, museus e pontos de interesse. Animado durante o dia, à noite e finais de semana é bem tranquilo. Muitos estrangeiros, porém, preferem os bairros novos de Miraflores (hoje não tão em moda) San Isidro e outros, mais seguros e beneficiados pela brisa marinha.

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Vale do Colca

O Vale do Colca, (ou Valle del Colca, em espanhol) pode ser visitado a partir de Arequipa. Não é impossível de ser visitado por conta própria, mas isso não é nada cômodo. Em geral os visitantes acabam pegando uma excursão que os leva de Arequipa a Chivay, a principal cidade do Vale onde há mais opções de hotéis. No dia seguinte os conduzem até os canyons (não há meio de transporte até lá). Depois seguem de volta a tarde para Arequipa. A própria estrada de Arequipa atá o Valle del Colca já é um espetáculo, pois é salpicada de vulcões com picos nevados. Possui trechos onde se concentram rebanhos de lhamas e áreas onde pode nevar, a 4.900 metros de altitude.

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“Putzgrila!” Aventuras e amores insólitos de uma jovem brasileira mundo afora nos anos 1980 pela Europa, Índia, Nepal, Sri Lanka, Tailândia e Oriente Médio

Mochileira, deite comigo esta noite
E conte aquela boa velha história
De como as noites são claras em Machu Picchu
E os dias dourados na Califórnia.

(Geraldo Roca, Mochileira)
“…só me arrependo das coisas que não fiz, do que deixei de fazer por preconceito ou neurose.”

(Leila Diniz)

Querida Regina,
Algumas pessoas têm que contar sua história e você é uma delas. Lembro-me bem de ter lhe falado, meio em tom de brincadeira, meio sério: Se você não transformar suas histórias em um livro, eu o farei. Poucas mulheres passaram, como você, por experiências tão variadas e às vezes até perigosas.
Bem, agora, enfim, você se decidiu. Disse que não escreveria nada, mas que me contaria tudo. Disse-me: O escritor é você; eu conto a história, você escreve. Manda ver. Só não cite meu nome; tenho filhos, sou conhecida na minha área e tenho uma imagem a zelar. Se algum curioso insistir demais em saber quem é Regina, diga que uma maluca como essa só pode ser um personagem fictício.
Conversamos horas sobre cada uma de suas viagens. Cuidei, conforme combinamos, de falar de sexo, sem transformar sua história em um livro pornô. Resolvemos, de comum acordo, manter a linguagem e expressões usadas nos anos 1980. Gostei quando você me disse que o livro ficou a sua cara.. Um mergulho em nosso passado. Disse-me: Duvido que você não tenha aprendido mais sobre as mulheres. Espero que os leitores homens tentem nos entender melhor.
Regina, só quero agora agradecer a você pela história e lhe garantir que não precisará se esconder dos paparazzi.
Com carinho,
Lúcio

Trechos do livro

A rádio anunciava o assassinato da Primeira Ministra Indira Gandhi por seus guarda-costas sikhs. Era uma quarta-feira, dia 31 de outubro de 1984. Integrantes da seita eram degolados no meio das ruas e praças. Delhi mergulhara no caos. O dono da loja, um hindu esclarecido, estava horrorizado. Mandou que o motorista muçulmano abrisse o porta-malas e disse ao meu amiguinho sikh, Nirvikar, para entrar e se encolher. O carro saiu em um arranque. Se por um azar extremo descobrissem que havia um sikh naquele porta-malas, acho que seríamos todos linchados. Gelei, estava em pânico.

Há coisas das quais me lembro muito bem nessa viagem pela Itália, como a cara espantada da camareira, em Roma, quando deparou com a cama de solteiro intacta e a de casal toda bagunçada. É óbvio que percebeu que Kiko, Zé Paulo e eu havíamos dormido juntos na mesma cama. Recordo-me de que olhou para mim com o canto dos olhos e sei lá o que deve ter pensado – brasiliana pecatrice, putana, ou algo assim.

Eles passaram a mão em nós, disse Michelle.
Demos um toque para o resto do pessoal. Ingrid também tinha sido bolinada. Martín virou-se para Jacques.
– Vamos voltar para os carros sem demonstrar medo. É melhor ficarmos juntos.
Essa foi a parte mais difícil. Estávamos cercados por uma dúzia de soldados jordanianos semianalfabetos, em pleno deserto, armados com metralhadoras e convictos de que toda ocidental é puta?

Senti tristeza. Achava, como de fato aconteceu, que   nunca mais veríamos Johannes e Tuula. Fomos para nossa cabine, que estava vazia. Encostei-me no ombro de Vitor e chorei. Ele estava com os olhos molhados. Conformamo-nos. Os amoresde estrada, chegam e se vão.

No meio da noite um dos vagões do Tren de la Muerte descarrilou. Ninguém pareceu se espantar; parecia que isso era comum. Só algumas horas depois o problema foi resolvido e pudemos partir. Com isso a viagem demorou 36 horas enfadonhas, calorentas e inesquecíveis.

Patrícia virou-me de frente para ela e me ensabou de alto a baixo, parando para passar a esponja sobre meus seios, em movimentos circulares. Era delicioso e excitante. Cheguei a ficar arrepiada. Pedi a ela:
– Agora sou eu.
Foi sua vez de se apoiar na parede, lânguida. Ensaboei suas costas sem pressa, subindo dos quadris até o pescoço.

Havia uma magia cor de prata no ar. As taxas de testosterona disparavam sob a ação do luar. Acabamos por transar com os italianos junto da fogueira sobre mantas de algodão. Meu feminismo é desse tipo, o de assumir meu desejo sem culpa.

Visitei com Mike, de barco, os canais de Thomburi e adorei sentir a brisa. O fato é que Bangkok é uma cidade quente e sufocante. Isso me incomodava. Logo estávamos com a camiseta empapada de suor. Quando eu vestia uma túnica indiana leve ou uma camiseta, o molhado da transpiração marcava meus mamilos inchados pelo calor. Os tailandeses não davam a mínima bola, mas os europeus não tiravam os olhos…

O tailandês fez sinal a um barqueiro e logo nos aboletávamos em uma embarcação comprida com motor de popa, dotado de um longo eixo que, erguido, permitia navegar em águas rasas. A uns cem metros da praia víamos o fundo, primeiro areia muito branca, depois corais, onde nadavam peixes de todas as cores. Quando o barco tomou a direção da costa vimos o conjunto de chalés em torno de uma grande cabana que servia de administração e restaurante. A uns 20 metros da praia já se notava que o topless era comum por ali. Depois eu viria a descobrir que o nudismo era permitido em áreas mais afastadas. – É que ninguém reclama de mulher de seios de fora, mas podem não gostar de homens nus por aqui – explicou o belga

Flanamos por Bhaktapur,a mais linda cidade do Nepal, enquanto eu admirava as tangkas.
– As verdadeiras não são meros objetos decorativos. Devem ser pintadas por monges ou aspirantes a monge. Você quer ir comigo comprá-las na fronteira com o Tibete amanhã? São quatro horas de estrada meio perigosa. Mesmo com medo de viajar de moto, topei.

Ficha técnica

1ª edição
288 páginas
ISBN 978-85-99081-22-8

Sobre o autor

Lúcio Martins Rodrigues, graduado pela Seção de Ciências Econômicas e Sociais da École Pratique des Hautes Études de la Sorbonne, em Paris, é escritor, editor, co-autor de títulos da série GTB de guias de viagem e administrador de sites de turismo. Para escrever O Ouro Maldito dos Incas, Lúcio, que não é um historiador, mas um ficcionista, realizou ampla pesquisa em fontes da época, como os relatos de Pedro Cieza de León, Felipe Guaman Poma de Ayala e Garcilaso de la Vega, nas principais biografias de Francisco Pizarro e em obras acadêmicas sobre a civilização incaica.

Viajante inveterado, já percorreu mais de 60 países nos cinco continentes, entre eles Peru e Bolívia. A história da conquista do Império Inca pelos espanhóis motivou o antigo projeto, hoje realizado, de escrever a respeito desses fatos. Sua principal aventura foi uma viagem de carro de Paris ao Nepal na década de 1970, atravessando a Turquia, o Irã, o Afeganistão, o Paquistão e a Índia. Essa e outras viagens pelo Oriente deram origem a outro livro: A Vaca na Estrada, um relato de viagem que aborda os costumes e a cultura desses países.

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Trilha Inca, foto Rat Racer _files

Trilha Inca: as novas dificuldades para percorrê-la

 

Percorrer a Trilha Inca está cada vez mais caro e complicado. A reserva deve ser providenciada com antecedência mínima de 30 dias por meio de uma agência de turismo credenciada. As autoridades limitaram o número de pessoas que podem transitar diariamente pela trilha, em razão dos danos causados ao patrimônio e do lixo que os visitantes deixam.

Como ir:

O governo peruano está limitando cada vez mais o número de pessoas autorizadas a percorrer a Trilha Inca. Por isso mesmo procure fazer uma reservar com uma companhia que oferece esse tipo de programa. Veja em “Operadoras”, em “Preparando a sua Viagem”

Você primeiro precisa chegar a Cusco para reservar.

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Mapa da Trilha Inca

A melhor época:

Evite se possível o verão, época de chuvas torrenciais na região.

Nos locais mais baixos há mosquitos nos meses mais quentes, a estação chuvosa, o verão, a ser evitado, se possível. . Há carregadores que transportam o material de camping e comida, mas não a sua mochila, que será você (Si, usted, por supuesto!) quem terá que carregar morro acima.

Ver/conhecer

Agora, o lado bom. Ah, tem isso? Sim, tem. Você percorrerá um caminho construído antes que a tataravó de Colombo tivesse nascido e conhecerá a única verdadeira estrada inca inteiramente conservada, vivenciando a emoção de pisar nas mesmas pedras muitas vezes trilhadas pelos guerreiros do imperador. Verá, por todo o caminho, ruínas que a maioria dos turistas nunca chegará a conhecer. Será uma experiência inesquecível, que o fará conhecer seus próprios limites, ter contato com uma natureza quase intocada e avistar paisagens de tirar o fôlego. Finalmente, você entrará em Machu Picchu cedinho pela manhã, e poderá curtir a magia de um lugar especial, antes que ele seja invadido por uma multidão.

Vídeo sobre a Trilha Inca

Dicas : o que você precisa ter consigo

Para percorrer a Trilha Inca, leve lanterna, cantil, sapatos adequados, blusão impermeável, gorro, luvas, pastilhas de cloro para dissolver na água, remédio contra soroche, antiespasmódico, analgésico, antitérmico, anti-inflamatório, protetor solar, papel higiênico, lenços de papel, repelente contra insetos e toalha de banho. Se não tiver saco de dormir, alugue um em Cusco. Deixe sua bagagem no hotel (obviamente, se o local for seguro; caso contrário veja com a agência se há meios de guardá-la) e leve consigo apenas o que for realmente necessário. Embora as agências preparem as refeições nos acampamentos, biscoitos, chocolate e queijo podem ser úteis. Na primeira parte do caminho você pode encontrar alguns locais onde comprar água mineral e outros produtos; depois, complica. Informe-se com seu guia. Evite afastar-se demasiadamente do acampamento e não marque bobeira com suas coisas.

Uma aventura cada vez mais cara 

As agências (em princípio) se encarregam de comprar o bilhete de trem de Cusco até o começo da trilha (o famoso Km 88) e cuidam de tudo, mas os preços estão disparando.

Verifique se o programa combina com seu bolso, pois não é uma aventura muito barata: sai por uns US$ 380, eventualmente um pouco menos, e a entrada em Machu Picchu. Peça por escrito o que está de fato incluído no preço da expedição e o que você deve pagar à parte. Dê preferência a agências cadastradas no escritório oficial de turismo.

Conselhos de quem já a percorreu

É uma experiência única (ou para se fazer uma vez na vida apenas…). Em primeiro lugar: quem não tem competência, que não se estabeleça. Não é programa para qualquer um, e mais difícil do que percorrê-la é ter um chato do lado reclamando o tempo todo! Trata-se de uma marcha a pé de 40km, das proximidades de Cusco até Machu Picchu, com 3 noites passadas em acampamentos (nada de água quente ou de banheiros na maior parte do trajeto). A comida não é lá essas coisas e as subidas são cansativas em diversos trechos, em um dos quais se alcança uma altitude de mais de 4.100m, com todos os problemas que isso acarreta.

Você estará percorrendo um local histórico que pertenceu a uma civilização extinta: respeite-o. Não jogue lixo no chão. Para suas necessidades, inspire-se nos gatos: cave um pequeno buraco e cubra-o depois com terra.

Veja relato de viagem sobre a Trilha Incas

Matérias especiais sobre a conquista do Peru pelos espanhóis de Francisco Pizarro

Informação e cultura enriquecem sua viagem

Ouro Maldito com legenda

 

 

 

 

Antes dos Incas | A origem dos incas |   A estrutura social incaica

Lei e Moral incaicas | Curiosidades sobre os Incas |   O segredo do corte das pedras incas |

Ayullus, a base da sociedade incaica | A e xpansão do Império Inca

Os espanhóis chegam ao Peru | Huáscar e Atahualpa, os príncipes inimigos 

A tomada de Sacsayhuamán

O fim do Império Inca

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Informações práticas

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Veja mais dicas e informações para sua visita a Machu Picchu.

Dicas sobre Machu Picchu

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O Peru em imagens Fotos dos lugares de especial interesse turístico.

Ceviche, prato típico pruanao, foto de Shosicarelax CCBY_files
Gastronomia peruana. Ceviche, prato típico pruanao, foto de Shosicarelax CCBY

Gastronomia peruana: um show de sabores.

Embora no Peru certos pratos, como o cuy (porquinho da índia) ou a carne de lhama, causarem estranheza, os  peruanos comem basicamente arroz, batata, peixes, carnes e legumes, bem ao gosto brasileiro, e em qualquer cidade de tamanho médio é possível encontrar, com facilidade, restaurantes que servem cozinha “internacional”.

Há muitas churrascarias, mas se você está acostumado a um bife de lomo argentino ou a um bom filé mignon na brasa, encontrará poucas a seu gosto: a maioria dos restaurantes que anuncia “carnes argentinas” não sabe cortá-las nem prepará-las adequadamente. Geralmente servem os churrascos demasiamente assados. Para comer carne mal passada, insista que venha “a la inglesa”.

É comum em muitas regiões do Peru encontrar carne de lhama e de alpaca. Esta última é superior e mais cara, mas ambas são saborosas e mais saudáveis do que a carne de vaca ou de porco, por terem pouquíssimo colesterol. A barreira é unicamente cultural: você pode achar estranho comer um bicho que é primo do camelo. Ou um animal bonitinho como uma alpaca.

Existem muitos restaurantes de cozinha italiana, mas as massas costumam ser demasiadamente cozidas, e não al dente. Nas pizzas, a massa tem a consistência de biscoito. Não é ruim, mas também não é a pizza que você come no Brasil, mesmo porque certos recheios também são inusitados: abacate, alpaca…

No Peru há muitos restaurantes chineses (“chifas”), razoáveis, mas que não se comparam aos “nossos” chineses, nem na qualidade, nem na variedade dos pratos.
Os peruanos consomem uma enorme diversidade de sopas, algumas leves, simples caldos, outras espessas e cremosas. Experimente. Vai bem com o frio. Em toda parte há salteñas e empanadas. Na Bolívia, alguns pratos são bastante apimentados com aji, uma pimenta forte.
Em ambos os países encontram-se com frequência truta e pejerrey (peixe-rei), mas escolha um bom restaurante, pois nem todos sabem prepará-los; algumas receitas “criativas” são um desastre!

As porções individuais são realmente para uma pessoa. Uma opção econômica são os equivalentes aos “pf’s” (pratos feitos) brasileiros, que nos países andinos são chamados de almuerzos ao meio-dia e ceña à noite. Consistem de uma sopa e, depois, de um segundo prato – carne ou frango com legumes, arroz e batata. Há almuerzos muito baratos, mas nesse caso trata-se do tipo de refeição para quem está empenhado em emagrecer rapidamente (como em um spa de luxo, mas muito barato!). Quem procura uma refeição farta e não quer gastar muito pode ir aos pequenos restaurantes dos mercados. Neles nem sempre existem mesas separadas; cada um se instala onde existir assento livre.

Pratos típicos peruanos

Aji de gallina: galinha com molho branco picante
Ceviche de pescado: peixe cru marinado no limão
Cuy: porquinho-da-Índia, geralmente preparado na brasa
Lomo saltado: bife picado e frito na frigideira, acompanhado de batatas, cebolas e tomates
Ocapa: batatas cozidas com molho de amendoim branco
Seco de res: carne bovina com molho e temperos típicos
Tallarin saltado: macarrão com legumes e pedacinhos de carne, com molho de tomate, passado na frigideira
Tamales: massa à base de farinha de milho, recheada geralmente de frango e cebolas
Anticuchos: espetinhos, geralmente de coração de boi
Chairo: sopa de carne-seca
Chicharrón: carne muito bem passada, quase torrada
Pejerrey: peixe de lago, geralmente frito e temperado com limão e azeite
Pollo dorado: frango assado
Quinoa: cereal muito rico em proteínas, de sabor semelhante ao do arroz (tão nutritivo que a NASA o adota na alimentação dos astronautas)

E as bebidas?

Pisco O famoso pisco peruano é uma aguardente de uva. Cuidado com falsificações e não exagere na dose: é forte como cachaça. Experimente o coquetel pisco sour (pisco, clara de ovo, gelo, limão e açúcar). Na Bolívia, o equivalente do pisco, mais frutado e saboroso, é o singani.
Chicha No Peru bebe-se chicha, uma bebida feita de milho que existe com e sem álcool. O api é outra bebida típica: bastante nutritiva e não alcoólica, feita de milho, possui coloração curiosamente avermelhada. Dizem que cura ressaca de pisco…
O mate de coca  É ideal para amenizar efeitos da altitude. Não espere, porém, nenhuma sensação “diferente” ao tomá-lo. As folhas de coca, quando mascadas, provocam apenas um ligeiro amortecimento na boca e inibem a fome. (É para esta última finalidade que os índios as mascam…).
Cervejas São razoáveis. As mais conhecidas são a Cusqueña, a Arequipeña e a Paceña. O problema é o péssimo costume de serví-las na temperatura ambiente, como fazem também com refrigerantes. Se quiser cerveja gelada, peça-a fria.
Vinhos Quanto a vinhos, o Tacama é o mais renomado. Nada muito especial. Se quiser algo melhor, escolha um chileno ou argentino, mas peça para o garçom abrir a garrafa na sua frente, exibindo-a a você com o lacre intacto. Recebemos relato de brasileiros que, em um restaurante de bom padrão, toparam com um Casillero del Diablo de rótulo e rolha verdadeiros… mas conteúdo falsificado.

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Cultura e informação tornam sua viagem ao Peru muito mais fascinante:

Leia trechos do GTB Peru e Bolívia sobre a História do Peru e da sociedade inca.

O Peru antes dos incas • As origens dos incas •  A civilização inca
Os espanhóis chegam ao Peru • A lei e a moral inca  • Curiosidades sobre os Incas
A estrutua social incaica  • A expansão do Império • Huáscar e Atahualpa
A captura de Atahualpa pelos espanhóis • O fim do Império Inca

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Pousada em Cusco
Hotel no Peru, pousada em Cusco

Os hotéis no Peru

Hotel ou hostel ?

No Peru existem tanto hotéis de alto padrão, como pousadas e pensões que dispõem de quartos com banheiro coletivo no corredor.

Hotéis melhores e também mais caros

Nos últimos anos a qualidade dos hotéis no Peru tem melhorado muito, seguindo a política de implantação de turismo de luxo adotada pelo país andino.  Também é fato que que os preços não são mais tão baratos.

Onde se hospedar no Peru

O centro histórico é o melhor lugar para se hospedar em quase todas cidades peruanas. Em Lima, entretanto há bairros melhores, mais simpáticos e mais seguros para se hospedar. como Miraflores e San Isidro. Geralmente, porém, mais caros.

O Booking.com é um meio fácil e seguro de reservar seu hotel ou apartamento em cidades no mundo todo. Você não paga nada a mais por isso. Provavelmente conseguirá preços melhores. Você pode pesquisar ofertas entre uma enorme variedade de estabelecimentos e efetuar sua reserva.

Principais destinos por ordem alfabética

Ayacucho  • Arequipa  • Cajamarca • Chivay • Cusco  • Lima
Machu Picchu • Nazca • Pisac   Pisco •  Puno • Tacna • Trujillo 

Preços das diárias

A localização e a categoria do hotel não são os únicos fatores que determinam o preço da diária. Existe um outro fator de peso: a lei da oferta e da procura. Se a cidade estiver lotada de turistas, o preço dispara; se estiver vazia, despenca. Para tornar a coisa um pouquinho mais complexa, as diárias num mesmo hotel entre a alta e a baixa estação variam demais. Um hotel de três estrelas pode ser mais barato do que um de duas… É também comum que os hotéis tenham quartos de diferentes preços, seja porque alguns aposentos são maiores, mais bem equipados, têm varanda etc.

Tipos de aposentos

Habitación con baño privado = quarto com banheiro privativo

Habitación con baño compartido = quarto com banheiro coletivo (no corredor)

Habitación double = quarto duplo (com duas camas de solteiro)

Habitación de matrimónio = quarto com cama de casal

Como ir ao Peru

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Peru: como ir

Avião

O avião é o melhor meio de locomoção para aqueles que não têm muito tempo ou querem viajar com mais conforto. As principais cidades do país são servidas por voos diários pela LAN, TACA e Aeroperu.

Tempos aproximados de voo

De Lima a: Arequipa, 1h10 | Juliaca, 1h | Trujillo,  1h | Cusco, 1h15
De Cusco a: Arequipa, 1h20 | Juliaca, 0h55

Roteiros mistos via Bolívia

Não há mais vôos diretos de São Paulo para La Paz, mas somente até Santa Cruz de la Sierra. Dessa cidade há vôos locais para La Paz. Há também ônibus de São Paulo e do Rio de Janeiro pela Viação Andorinha até Corumbá, no Mato Grosso.  Do lado boliviano, onde você pode chegar de táxi, fica Puerto Suarez. De Puerto Suarez há trens (o famoso Tren de la Muerte) para Santa Cruz de la Sierra. Em Santa Cruz há ônibus e voos locais até La Paz. Depois você pode tomar um ônibus de La Paz até Puno, no Peru e em seguida outro ônibus ou trem até Cusco, de onde partem os trens para Machu Picchu, o objetivo final de 99% dos turistas que visitam o Peru.

Dicas – O tempo de viagem entre Puerto Suárez a Santa Cruz é de aproximadamente 20 horas.
Prefira o Expreso Oriental, mais confortável que o Regional. O Super Pullmann, mais confortável que a primeira classe, tem ar condicionado e é bem razoável. A melhor das opções é o Ferrobus (litorina) É muito mais caro do que o Tren de la Muerte, mas oferece o asiento cama que lhe permite dormir mais confortavelmente.

Leve repelente e use uma camisa leve de mangas compridas, pois os mosquitos nessas regiões baixas da Bolívia são um inferno.  Ferrovia Expresso Oriental

Transportes internos no Peru

Avião

Há vôos internos da Lan, da Taca e outras companhias entre todas as principais cidades peruanas, como Lima, Cusco, Arequipa e Puno (aeropoto de Juliaca). É um meio de transporte mais caro, mas uma ótima opção quando você tem pouco tempo

 Trem

As linhas férreas peruanas, antes pertencentes ao Estado, encontravam-se em lamentável estado de conservação, viviam no vermelho e precisavam ser modernizadas. Talvez necessitassem mesmo ser privatizadas para receber investimentos. Porém, acabaram por perder a função de principal meio de transporte da população pobre do Altiplano.

O preço da classe Backpacker não é para bolso dos nativos da região, que agora devem se aboletar em caminhões. A linha regular de Arequipa para Cusco foi extinta.Os ossos do libertador Simon Bolívar, idealizador da ferrovia (cujos trens, na concepção original, seriam puxados por mulas), devem estar em brasa em sua cova, já que o trem com o qual sonhou para servir a seu povo não existe mais.

De Puno a Cusco – A passagem de trem de Puno para Cusco, até alguns anos atrás baratíssima, tornou-se bem cara depois que a companhia inglesa Orient Express comprou a ferrovia e criou uma primeira classe de alto luxo, a Andean Explorer. O almoço, incluído no preço da passagem, é excelente e dá direito a aperitivo e sobremesa. O preço, porém, é extorsivo para um país como o Peru, e tem subido de forma abusiva. É claro que certos brasileiros podem pagar por essa viagem, mas não é essa a globalização esperada nem pelos turistas nem pelos peruanos.

Que pena ! A segunda classe, chamada Backpacker (mochileiro), não existe mais. Só existe agora a primeira classe, muito mais cara.
A viagem, que toma aproximadamente 10h, será provavelmente uma das mais lindas que você fará em sua vida. O trem sai pela manhã de Puno, corta o Altiplano, tendo montanhas nevadas como pano de fundo, passa ao lado de fazendas onde pastam rebanhos de lhamas e vicunhas e atravessa vales onde corre o rio Huatanay. Faz também uma rápida parada na estação de La Raya, o ponto mais elevado da estrada (4.319m) para que se possa apreciar a vista. Nessa estação há uma mostra de artesanato local.

Para não ter surpresas, confira os preços vigentes à época de sua partida no site www.perurail.com, pelo qual também se fazem reservas para a classe Andean Explorer.

Ônibus

Linhas de ônibus servem praticamente todas as localidades bolivianas e peruanas, com raras exceções (como Puerto Suárez, ligada somente por via férrea ou por avião com o restante do país).
Apesar de os preços dos transportes rodoviários não serem tabelados e das variações entre as tarifas praticadas pelas diversas companhias (geralmente em razão do grau de conforto oferecido), não é caro viajar de ônibus pelo Peru e pela Bolívia. Você pode calcular, em média, em torno de US$ de 5 a U$ 8  por cada 100 km rodados.

Antes de comprar sua passagem – Dê uma olhada nos ônibus, pois a qualidade dos veículos varia muito. Algumas empresas têm ônibus muito bons e mais caros, com nomes pomposos como Royal Class ou algo do gênero. Mas na hora de embarcar, quando percebem que não há passageiros suficientes, podem tentar enfiar as pessoas em outro veículo de categoria inferior que parte mais tarde. Em alguns casos é preciso reclamar firmemente com o responsável pela agência para conseguir, ao menos, o reembolso da diferença.

Manutenção inadequada – Embora de fato alguns ônibus sejam excelentes, vê-se que nem sempre têm manutenção adequada. Ora é a porta do banheiro que está estourada e amarrada com arame (sabe-se lá há quanto tempo), ora é uma lâmpada que queimou e não foi trocada, ora é o aquecimento que não funciona… Também é preciso ficar meio de olho durante as paradas para ver se a bagagem que estão levando embora não é a sua. Se você tiver uma bolsa de mão com máquina fotográfica e coisas de valor, não a coloque no compartimento de carga do ônibus em nenhuma hipótese. Conserve-a com você.
As paradas são curtas e raras; os motoristas são apressados e não esperam por ninguém, tornando frequente que pessoas que desceram para usar o banheiro sejam deixadas para trás… Há ônibus com banheiros, mas como as estradas são cheias de curvas e buracos, é preciso ter habilidade e determinação para utilizá-los.

Vans

Vans modernas, velozes e confortáveis, muitas vezes pertencentes a agências de viagens ou hotéis, são utilizadas para trajetos turísticos mais curtos. Finalmente, há os chamados calleteros, automóveis que operam como “táxis coletivos”, transportando até cinco passageiros. São mais caros que os ônibus e o conforto não é lá grande coisa: como só partem com a lotação completa, assemelham-se a latas de sardinhas… Porém são um meio de transporte veloz, que pode servir de quebra-galho (e que assegura fortes emoções aos viajantes!).

Cientes da importância do turismo para a economia, Peru têm melhorado bastante suas estradas que, todavia, ainda não estão em condições ideais. Viajar por terra ainda é demorado e a infraestrutura de apoio – como as instalações sanitárias dos lugares onde os ônibus param – deixa muito a desejar. Evite, nas rotas mais isoladas, viajar à noite, quando é maior o risco de acidentes e assaltos.

Estradas

No Peru, a rodovia Panamericana, que acompanha o litoral, está, em sua maior parte, bem razoável. É o caso também das estradas entre Arequipa, Cusco e Puno. Outras estradas importantes, porém, continuam sem pavimentação, como a que liga Lima a Cusco pela cordilheira. Para esse trecho, compensa tomar avião.

Ocorre com frequência, no Peru, que estradas sejam bloqueadas em consequência de greves e manifestações. Nessas situações, os trens também param. Mantenha-se informado, pois você pode ficar “preso” em uma cidade por alguns dias.

Atenção  – A diferença de preço entre alta e baixa estação é grande. Os períodos de alta e de baixa estação variam de ano para ano e de uma companhia para outra. Informe-se junto a seu agente de viagens.

Companhias aéreas

TACA  |  TAM   | LAN   | GOL 

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A Trilha Inca  Viagem pelo Valle del Colca

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Vulcão El Misti em Arequipa, Peru
Porque ir ao Peru

Peru: uma viagem diferente

Mapa do Peru

Uma das boas razões – embora não a principal – para conhecer o Peru, é que, mesmo viajando com certo conforto, o custo da viagem é relativamente baixo. Quem não tem dinheiro para passagens aéreas (mas tem disposição!) pode partir de mochila e tomar trens e ônibus, gastando muito pouco.

A primeira aventura no exterior – Mas se, há alguns anos, o Peru e a Bolívia representavam principalmente a primeira aventura no exterior, “a primeira fronteira”, atraindo a moçadinha mochileira

A melhoria da infraestrutura – O incremento do turismo no Peru resultou na melhoria da infraestrutura turística e está tornando o país destino cada vez mais interessante também para o viajante convencional, que já conhece Veneza e Paris e agora busca algo diferente. É possível chegar a diversas cidades de avião; hotéis e restaurantes de bom padrão já existem em praticamente todos os pontos turísticos importantes do Peru; é fácil contratar excursões e passeios para tudo quanto é canto. Até mesmo o turismo de luxo chegou lá: a Peru Rail opera hoje com vagões sofisticados, em dois dos trechos mais lindos da viagem: o trajeto entre Puno e Cusco e aquele entre Cusco e Machu Picchu, no Peru.

O exotismo faz parte de sua viagem– Evidentemente, turismo de luxo ou mochileiro, não importa; em razão da forte presença índia e das paisagens andinas, o exotismo está sempre presente em qualquer viagem ao Peru. O Peru atrai igualmente os apaixonados por esportes radicais e roteiros-aventura poderão fazer rafting nas redondezas de Cusco e de Arequipa; fazer trekking na Trilha Inca e em dezenas de outros lugares; surfar nas praias ao norte de Lima. Uma boa dica para quem pretende fazer turismo econômico ou mochileiro: o Peru não é um país caro. Em suma, anote e não perca esta viagem: o Peru é do Peru!

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Onde se hospedar no Peru: reserva pelo Booking.com

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Chan Chan, Trujillo, Peru
Trujillo, Chan Chan

Sobre Trujillo

Por ser fora de mão, sobretudo para quem chega ao Peru vindo da Bolívia, Trujillo é pouco visitada pelos brasileiros. Mas quem pensa em visitar o país passando por Lima e tem algum tempo pela frente, deve incluir a cidade em seu roteiro.

Trujillo foi fundada em 1534 por Diego de Almagro Almagragro, que a batizou com o nome da cidade natal de seu sócio Francisco Pizarro. Por ironia, pouco depois, ambos tornaram-se inimigos (literalmente!) mortais.

Embora a populosa Trujillo seja uma cidade colonial bonita e agradável, com ruelas lotadas de pequenos comércios, lindas igrejas e belas plazas, a maioria das pessoas que a visita o faz atraída pelas ruínas de Chan Chan, pertinho dali.

Mapa de Trujillo

Como ir

Avião

De Lima (1h de voo). Há táxis até o centro

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Ônibus

De Lima (8h); de Cajamarca (7h30)

Hospedagem

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Melhor época

Primavera e outono são as épocas mais agradáveis.

Atrações em Trujillo

Merecem ser vistas a Plaza de Armas, onde fica a catedral, e as igrejas e casas coloniais do centro histórico.
Também vale a visita o Museo de Arqueologia  Calle Junin, 682).

Chan Chan

A 5 km de Trujillo. Abre diariamente das 9h às 16h. A opção mais prática é tomar um táxi ou uma van. A capital da civilização Chimú, que chegou a ser a maior cidade da América pré-colombiana antes de cair nas mãos dos incas, foi erguida inteiramente com blocos de adobe, madeira e palha. Com área de 20 km2, a cidade era composta por nove cidadelas. O estudo de suas impressionantes ruínas ajudou a desvendar o modo de organização política e social dos chimús.

O clima seco da região ajudou a preservar Chan Chan, mas como o adobe é um material pouco resistente, o sítio arqueológico tem sido constantemente monitorado e restaurado, merecendo especial atenção da UNESCO, que o declarou Patrimônio da Humanidade. Podem ser visitados palácios, templos e edifícios com notáveis decorações em alto relevo que, felizmente, têm resistido às intempéries – e até a El Niño. O Palácio Tschudi corresponde à area fortificada cercada por muros e passagens estreitas que levam ao centro cerimonial.

Huacas

A Huaca Esmeralda e a Huaca Arco-Íris (também chamada “do Dragão”), construções da era chimú, são outros importantes pontos a visitar. Nas proximidades de Trujillo existem ainda as Huacas do Sol e da Lua, as mais interessantes pirâmides peruanas, que se acredita serem obra dos mochicas, anteriores à cultura chimú.

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Cajamarca
Cajamarca, Peru

Cajamarca, a cidade que mudou a história do Império Inca

Mapa de Cajamarca

Cidade de origem pré-incaica

Situada a 2.750m de altitude, no norte do país, Cajamarca, de clima agradável, cidade raramente visitada por brasileiros, conserva um dos mais belos patrimônios coloniais do Peru. É um lugar a ser visitado por aqueles que dispõem de bastante tempo e podem viajar sem pressa.
De origem pré-incaica, a região foi anexada aos territórios do império incaico durante o governo de Pachacutec, em 1465, quando a cidade, que possui fontes termais, tornou-se lugar favorito do imperador e ganhou lindos palácios e templos. Quase tudo foi destruído, mais tarde, pelos espanhóis.

O lugar onde se decidiu a sorte do Império Inca

Foi em Cajamarca, cidade de grande importância histórica, que Atahualpa, atraído para uma armadilha montada por Pizarro, foi aprisionado aos 16 de novembro de 1532. Com isso foi selada a sorte do Império Inca. O centro histórico é formado pela Plaza de Armas e pelas ruas Amalia Puga e 2 de Mayo, nas suas vizinhanças.

Dica

Saiba mais sobre a conquista do Peru; leia o romance histórico “O Ouro Maldito dos Incas“, o relato de um soldado espanhol engajado por Pizarro, que conta como 187 espanhóis mal-armados e maltrapilhos conseguiram conquistas um riquíssimo império de 12 milhões de pessoas.

Como ir

Avião

O aeroporto fica a 3 km da cidade. Há voos de Lima (1h20), pela LAN. Há taxis até o centro.

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Ônibus

De Lima (11h).

Hotéis em Cajamarca

O centro histórico é uma boa localização.

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Pontos turísticos

Plaza de Armas

Na era incaica, a praça tinha forma triangular, bem diferente da atual. Nela fica a catedral, erguida com pedras vulcânicas obtidas da demolição de edifícios incas. A obra, iniciada no século XVII, teve sua construção arrastada durante séculos. Sabendo que o rei da Espanha esperava a catedral ficar pronta para taxar a cidade, e considerando os impostos extorsivos, os habitantes de Cajamarca não se apressaram. A catedral (que só foi concluída na segunda metade do século XX!) era conhecida como “igreja dos espanhóis”, uma vez que era vedado o acesso de índios a seu interior. Na mesma praça está a Igreja de San Francisco, antes reservada aos índios (que deviam se perguntar se no Paraíso persistiria essa distinção…).

El Cuarto del Rescate

Jirón Amalia Puga, 750. É uma das raras construções incas remanescentes na cidade. Apesar do nome, esse foi o local onde Atahualpa ficou aprisionado e não o quarto que ele mandou encher de ouro e prata em troca de sua libertação (modestos 4.500 kg de ouro e 130 kg de prata). Mesmo com o pagamento do resgate, o Inca não foi libertado, mas sim executado na Plaza de Armas (do que se conclui que a palavra de Pizarro tinha menos valor do que a de chefes das atuais quadrilhas de sequestradores…).
Colina de Santa Apolônia No final da Calle 2 de Mayo. Oferece vista panorâmica da cidade.
Nos arredores da cidade

Baños del Inca

A 6 km de Cajamarca. As fontes termais que fluem do solo com temperaturas em torno de 72oC eram utilizadas por Atahualpa. Segundo a lenda, o imperador desfrutava as águas quentes do lugar quando os espanhóis desembarcaram. Hoje há chalés com águas termais que podem ser alugados por uns US$ 20. (O programa é indicado para as dores lombares de nossos leitores que percorrerem a Trilha Inca…).

Ventanillas de Otuzco

A 8 km de Cajamarca. Os nichos escavados em um rochedo em Otuzco parecem de fato janelinhas (ventanillas, em espanhol). Na realidade, o local foi uma imensa necrópole usada por uma civilização anterior aos incas e os buracos na pedra alinhados como se fossem janelas de um prédio foram câmaras mortuárias.

Cumbemayo

A 21 km de Cajamarca. Sítio arqueológico composto por aquedutos escavados no rochedo há mais de mil anos por uma civilização anterior aos incas. Alguns trechos dessa notável obra de engenharia hidráulica formam verdadeiros túneis. Em uma gruta foram encontrados petroglifos ainda não decifrados. Nas proximidades há curiosas formações rochosas conhecidas como Los Frailones (“Os frades”).

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Paracas, Peru
Paracas, Peru

Como ir para Pisco, Paracas e ilhas Ballestas

Mapa de Pisco

Ônibus

De Lima (3h30); de Nazca (3h).

Pisco

No passado um porto exportador de bebidas

Pisco foi um importante porto, pelo qual escoava boa parte da produção nacional de… pisco, é claro! Os colonizadores espanhóis não gostavam nem um pouco dessa exportação de produtos semi-manufaturados e chegaram a proibir o transporte de vinhos e derivados pelos navios que partissem da costa peruana

Pisco: base para visita às atrações próximas

A cidade em si não possui atrativos turísticos, mas é ponto de partida e, muitas vezes, de hospedagem, para quem vai visitar a península de Paracas e as Ilhas Ballestas, que fazem parte da Reserva Nacional de Paracas. Agências que promovem esses passeios podem ser encontradas no centro de Pisco, em torno da Plaza de Armas.

As Ilhas Ballestas

(Chamadas por alguns de “as Galápagos dos pobres”…) formam um pequeno arquipélago de fauna interessante, que compreende, além de lobos-marinhos e golfinhos, diversas espécies de aves, como os pinguins de Humboldt. O excremento de certas aves, chamado guano, que forma camadas de vários metros de espessura, é usado como adubo. Os animais nadam ao lado das embarcações e se deixam fotografar sobre os rochedos. A impressão que você terá é que posam expressamente para os turistas… Provavelmente você não terá outra oportunidade de ver animais como esses em liberdade tão de perto.

O candelabro

A caminho das ilhas avista-se, na península, a figura de um candelabro de aproximadamente 50m de altura, desenhado no rochedo pelo povo que deu nome ao lugar: os Paracas. Ninguém sabe exatamente o significado e a função dessa figura, mas desconfia-se que tenha relação com os conhecimentos astronômicos dessa tribo pré-incaica e com as linhas de Nazca.

As curiosas formações rochosas de cavernas e arcos

O passeio para as Ilhas Ballestas, que dura em torno de 4h, é feito em barcos pequenos, que sacodem bastante. Quem é sujeito a enjoos deve evitar um café da manhã copioso e tomar um comprimido de Dramin antes de embarcar. Também é recomendável levar um blusão impermeável para não se molhar com respingos do mar, bem como um boné e protetor solar.

Península de Paracas

É a parte continental da reserva, onde podem ser avistados flamingos cor de rosa e outras aves. Perto da entrada da reserva, fica o pequeno Museo Arqueologico Julio Tello, onde são expostos objetos e múmias encontrados em túmulos e escavações na região, da época em que o local era habitado pelos Paracas.
A localidade de Huacachina, próxima a Pisco, merece ser visitada por quem tiver tempo: lembra um oásis saariano com enormes dunas de areia branca, palmeiras e um lago de águas sulfurosas que possuem propriedades terapêuticas.

Hospedagem em Pisco e região

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Nazca, Peru
Nazca, Peru

Mapa de Nasca

Nasca: como ir

Avião

Há excursões a partir de Lima. Você desce em Nazca, embarca num pequeno avião e retorna à capital peruana no final do dia.

Ônibus

Há ônibus de Lima (6h); de Arequipa (9h); de Ica (2h); e de Pisco (3h).

Vídeo sobre as linhas de Nasca

As linhas de Nazca

Porque visitar Nasca

O principal interesse turístico de Nazca (ou Nasca) são as famosas linhas, a 20 km da cidade, que formam desenhos geométricos e figuras estilizadas de animais, como macaco, baleia e aranha.
As gigantescas linhas, que ficam em um pampa de altitude média de 550m, não são visíveis do solo. Você só pode vê-las de avião ou do alto de uma colina. Esse foi o caso do espanhol Cieza de León que, em 1547, as viu pela primeira vez (deve ter levado um susto!).

As linhas de Nazca: anteriores à era cristã

Esquecidas, as linhas só foram “redescobertas” em 1927. É possível que as primeiras delas tenham sido desenhadas por volta do ano 200 ou 300 anos a.C.. A maioria deve ter sido elaborada entre 200 e 650 d.C. As linhas de Nazca já foram exaustivamente analisadas por diversos arqueólogos, dentre os quais se destacam Paul Kosok e a alemã Maria Reiche, que se mudou para a região para melhor estudá-las.

Como as linhas de Nazca foram construídas

A maioria dos cientistas concorda que as linhas foram feitas com o uso de estacas e cordas a partir de um modelo em escala menor, o que explica sua perfeição. Isso ocorreu sem a ajuda de nenhum ET, como pretendia o escritor Erick Von Daniken. Aliás, após a publicação de seu livro Eram os deuses astronautas?, em 1968, um bando de malucos vindos de todas as partes do mundo passou a percorrê-las de motocicleta e a cavalo, causando sérios danos ao sítio arqueológico. Avise aquele seu conhecido esotérico-radical que quem for pego hoje em dia perambulando pelo local poderá ser multado ou até preso: não é permitido estragar um patrimônio da UNESCO!

As características das linhas de Nazca

Sabe-se que os sulcos dos desenhos tinham uma profundidade máxima de 30cm e no máximo 3m de largura e que foram escavados num solo formado por duas camadas: uma de pedregulhos avermelhados, resultado da oxidação, acima de outra amarelada. Ao se retirar a camada superior, a que está logo abaixo aparece, revelando as linhas. Como praticamente nunca chove nessa região desértica, os desenhos assim executados se mantiveram perfeitos durante séculos.

Para que serviam as linhas de Nazca?

O consenso, porém, termina aí. Quando se discute para que foram feitas as linhas, as opiniões divergem. Muitos acreditam que tinham significado religioso de apelo ou oferenda aos deuses, já que a época em que se acentuou o trabalho de elaboração das linhas coincide com a de uma grande seca que durou cerca de 40 anos.

Maria Reiche acreditava que as figuras eram um gigantesco calendário astronômico, reproduções de constelações, enquanto outros afirmam que não correspondem às posições das estrelas da abóbada celeste daquela época, mesmo que os habitantes de Nazca tivessem, como se sabe, bons conhecimentos de astronomia.

A American International Explorer Society, por exemplo, acredita que os nazcas não fariam desenhos que não pudessem ver eles mesmos e que provavelmente teriam na época condições de (está sentado?) voar em balões de ar quente construídos com os materiais que dispunham. Cientistas dessa organização, tentaram, diga-se de passagem, sem muito sucesso, construir um balão assim.

O mistério continua

Porém, estudiosos ligados ao GTB garantem que os antigos nazcas produziram essas linhas simplesmente pelo prazer de encucar futuros turistas… Se você tiver a resposta, nos avise a tempo de incluirmos na próxima edição!

Maria Reiche

A matemática alemã Maria Reiche saiu de seu país em razão da ascensão do nazismo e chegou ao Peru em 1932, onde trabalhou como professora. Em 1946, visitou Nazca pela primeira vez e imediatamente se apaixonou pelas misteriosas linhas, passando a devotar sua vida a estudá-las.
Maria percorreu por terra todas as figuras, examinou o terreno e achados arqueológicos, mediu cada linha, sobrevoou-as, filmou-as, trocou ideias com numerosos outros cientistas. Pesquisou o assunto durante quarenta anos, até o fim de sua vida, em junho de 1998, quando, aos 95 anos de idade, já era conhecida como a Dama de los Pampas. Por seu trabalho recebeu reconhecimento internacional. Viktoria Nikitzki, sua assistente, prossegue nas pesquisas.

Para conhecer as linhas

No auge da estação, é provável que os voos estejam sujeitos a filas de espera. Procure, portanto, reservar imediatamente ao chegar a Nazca ou fazê-lo em Lima antes de embarcar. Os aviões, que sobrevoam as linhas voam a baixa altitude, são pequenas aeronaves a hélice, sujeitas a turbulências. Se você costuma enjoar, tome um Dramin e evite comer demasiadamente antes de embarcar. Excursões a partir de Lima ou pacotes com hospedagem e outros passeios incluídos são, evidentemente, bem mais caros. É muito provável que você seja abordado na rua por supostos intermediários que lhe proporão um voo. Evite-os e trate diretamente com agências de viagens.

Excursões e voos sobre as linhas de Nazca

Aeroparacas Lima:   www.aeroparacas.com
Aeroica Nazca: Hotel Maison Suisse  Lima: Av. Diez Canseco, 480  www.aeroica.net

Para quem tem medo de avião… Existe um mirante a 30 km de Nazca, onde você pode ir de táxi. Dali são avistadas apenas algumas das figuras e não o conjunto, que ocupa uma enorme área.

Outras atrações

Museu Antonini

Av. de la Cultura, 600   Abre das 9h às 19h. Especializado na civilização nazca.

Aqueduto de Cantallo

Construído pelos nazcas, funciona até hoje trazendo água dos Andes.
Casa de Maria Reiche <end./>  Av. los Espinales, 300. A residência (e local de trabalho) da cientista pode ser visitada. O pequeno museu tem fotos que ilustram seu trabalho, tecidos, cerâmicas e múmias nazcas.

Chaucilla

A 25 km ao sul de Nazca. Antigo cemitério índio, com tumbas que foram saqueadas. Os corpos eram enterrados com objetos de valor e cerâmicas, hoje revendidos no mercado negro. Você caminha entre pedaços de ossos humanos e cacos de cerâmica. Esqueletos e dezenas de múmias podem ser vistos. Não é para os mais sensíveis.

Planetarium do Hotel Nasca Lines

Interessantes palestras baseadas nas teorias de Maria Reiche sobre astronomia e arqueologia.

Onde se hospedar: Nazca (Nasca):

hotel, hostel, pousada em Nazca (Nasca)

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Vale do Colca

Mapa de Chivay e do Vale do Colca

Como ir

Por conta própria

Possível mas reservada aos viajantes experientes e aos mochileiros ultrarradicais.

Excursão

Inúmeras agências de viagens organizam excursões para o Valle del Colca. Provavelmente o hotel onde você vai se hospedar em Arequipa vai lhe indicar uma com a qual tem parceria. Os preços das excursões variam bastante, dependendo da duração (de um a vários dias) e do conforto dos hotéis escolhidos. Evite a excursão de um só dia, sem pernoite: é muita correria. A não ser que precise economizar, escolha os melhores hotéis. Mesmo assim, eles não serão muito bons… Ao contratar a excursão, peça quarto com calefacción. Faça isso constar do voucher.

Hotéis no Valle del Colca

A cidade mais prática para você se hospedar no Valle del Colca é Chivay

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Chivay, a porta de entrada do Valle del Colca

A cidadezinha de Chivay, a 160 km de Arequipa (em torno de 5h30 de viagem), é a porta de entrada para o Vale do Colca, onde estão algumas das maiores belezas naturais da América do Sul. O vale é habitado há séculos pelos índios Cabanas e Collaguas, que têm por principal atividade a agricultura, desenvolvida em terraços que formam intrigantes paisagens, com altas montanhas ao fundo. A estrada que acompanha o vale possui miradores (mirantes) nos melhores pontos de observação. De um deles podem ser vistas as chamadas lagunas misteriosas, assim chamadas porque seus tons vão mudando em razão das algas existentes em suas águas.

Entre fevereiro e junho, bandos de flamingos e outras aves podem ser avistados. Em La Calera, pertinho de Chivay, em meio a montanhas e vulcões, existem fontes termais. Há povoados interessantes às margens do Rio Colca, com construções coloniais e belas paisagens, como Ianque, Achoma, Maca, Pinchollo, Cabanaconde, Coporaque, Ichupampa, Madrigal e Lari.

As igrejas barrocas do Valle

Algumas das igrejas desses lugarejos encerram em seu interior um formidável patrimônio de peças barrocas, pinturas, altares policromados e esculturas religiosas: algo que normalmente não se esperaria encontrar em aldeiazinhas perdidas como essas. A partir de Pinchollo, o vale se torna cada vez mais estreito e profundo, transformando-se em um canyon de 3400m de profundidade, o segundo maior do mundo, menor apenas que o de Cotahuasi, também no Peru.

Mirador Cruz del Condor

Chegando ao Mirador Cruz del Condor, a paisagem é simplesmente grandiosa. Com sorte, você verá condores planando com suas asas de 3m de envergadura, sobrevoando sua cabeça e subindo em círculos até virarem pontinhos que desaparecem no espaço. As aves, que têm seus ninhos nas encostas do canyon, começam a planar utilizando as corrente de ar quente ascendentes por volta de 8h30 ou 9h da manhã.

Estando hospedado em Chivay, você terá que levantar por volta das 5h para chegar lá nesse horário (Despierta, muchacho! El condor pasa!). O caminho entre Arequipa e Chivay também possui trechos muito interessantes, passando por pastagens com rebanhos de alpacas e lhamas e bandos de vicunhas (logo você aprenderá a distinguir a diferença entre elas…) e por um imenso santuário repleto de apachetas (oferendas a Pachamama que consistem em pedras empilhadas em forma de pequenas pirâmides).

Cuidado com o soroche

O vale tem altitude média de 3.550m e há trechos no caminho em que se atinge quase 5.000m. Ao descer do ônibus nesses locais, evite esforços. Antes de iniciar a viagem, tome um comprimido contra o soroche – e continue tomando de 8 em 8 horas. Há uma taxa de US$ 7 para entrar no Vale do Colca, que se paga ao chegar a Chivay. É melhor, por várias razões, pagá-la em soles.

Uma excursão para os mais aventureiros

Esse não é o passeio mais confortável do mundo: frio, altitude, muitas horas dentro do ônibus, raros pit-stops, dormir pouco, comer mal… Mantenha o bom humor!
Leve gorro, luvas, óculos escuros, roupas quentes, água mineral, um lanche para tomar no ônibus.

Experiência de viagem

Como é participar de uma viagem pelo Valle del Colca (relato de viagem)

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Mapa de Arequipa

Sobre Arequipa

Arequipa, região habitada desde a pré-história

Antes de ser integrada ao império incaico, Arequipa já fora habitada pelos índios aimarás. Segundo os arqueólogos, há provas de atividade humana paleolítica na região há mais de 8.000 anos. Mas a origem lendária do nome Arequipa seria quéchua: diz-se que quando o governante inca Mayta Capac ali chegou, encantou-se com o lugar e exclamou “Are quipay!” (“Fiquemos aqui!”).

Chegam os espanhóis

Os primeiros espanhóis que ali estiveram eram padres dominicanos. Como o Inca, ficaram tão deslumbrados que resolveram se estabelecer. À cruz seguiu-se a espada: com uma centena de homens, o capitão Carbajal fundou a Villa Hermosa de Arequipa em 15 de agosto de 1540. No ano seguinte, Arequipa já foi elevada à categoria de cidade pelo rei espanhol Carlos V. Durante o século XIX, Arequipa foi importante centro de difusão ideológica da luta pela independência do Peru. Talvez esse lado rebelde de seus habitantes explique a vocação política da cidade, reduto da izquierda peruana.

Uma cidade rodeada de vulcões

Envolvida por um quadro natural de rara beleza, Arequipa fica aos pés dos vulcões El Misti (5.825m), Chachani (6.075m) e Picchu Picchu (5.664m). Mas a cidade fica a 2.300m, altitude que não incomoda a maioria das pessoas. Nas redondezas, há vales, montanhas, canyons e outros vulcões.

A ciudad blanca

Arequipa é conhecida como “Cidade Branca”, nome que se costuma atribuir ao fato de muitos de seus edifícios serem construídos com uma pedra clarinha denominada sillar, retirada do vulcão Chachani. Mas a cidade não era assim no período colonial; os imóveis eram pintados com cores fortes, como se pode ainda ver, por exemplo, no Mosteiro de Santa Catalina. O mais provável é que a cidade fosse chamada de “branca” por causa de sua população predominantemente espanhola.

Um centro colonial em estilo andaluz

Seu lindo centro colonial, com edifícios dos séculos XVI a XVIII, de rica arquitetura barroca, obra de mestres espanhóis e índios, lhe vale o título de Patrimônio da Humanidade, outorgado pela UNESCO. A brancura e a limpeza de suas ruas e o cenário natural também a tornam especial entre as cidades peruanas. Na opinião da maioria dos visitantes estrangeiros, Arequipa é a cidade mais interessante e bonita do Peru depois de Cusco. Há quem a prefira a Cusco: confira pessoalmente.

Arequipa: como ir

Avião

Não há voos diretos do Brasil. O Aeroporto Rodriguez Ballon fica a 20 minutos da cidade . Há voos para Lima (1h), Cusco (0h30), Juliaca (0h30) e Tacna (0h30).

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Ônibus

Há ônibus de Cusco (520 km, 10h); de Nazca (566 km, 9h); de Lima (1010 km, 14h); de Juliaca (280 km, 4h); de Puno (305 km, 6h); e de Tacna (368 km, 5/6h). Existem dois terminais rodoviários na cidade: o antigo Terminal Terrestre e o novo Terrapuerto. Quando for deixar Arequipa, informe-se sobre qual é o terminal de onde parte seu ônibus, que não será necessariamente o mesmo em que você comprou a passagem.

Hospedagem

A Plaza de Armas e seus arredores são localizações ideais para você se hospedar. Há bairros tranquilos mais afastados do centro, mas pouco práticos.

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Melhor época

Veja dicas sobre a melhor época para ir a Arequipa

 Atrações turísticas

As atrações são diversificadas: além de percorrer a cidade a pé, apreciar o centro colonial e visitar museus e igrejas, os mais aventureiros e dispostos a algum esforço físico podem optar por fazer trekking ou rafting nos arredores. Um meio termo é a excursão para curtir as belíssimas paisagens do Vale do Colca. Há diversas agências de viagens no centro histórico e, eventualmente, no seu próprio hotel você poderá contratar um tour para conhecer as redondezas.

Dica

Arequipa é um bom lugar para fazer compras. A variedade de artigos é um pouco menor do que em Cusco, mas a produção local é quase sempre de primeira qualidade.

Plaza de Armas

A grande praça principal de Arequipa, ótimo exemplo da arquitetura espanhola colonial, é encantadora. Branca e enfeitada por palmeiras que lhe conferem um ar andaluz, ela abriga a catedral da cidade. Como pano de fundo, lá está o imponente El Misti, com suas neves eternas. É um cartão postal; em todo lugar você vê essa foto! Na Plaza de Armas tudo acontece, para o turista e para o arequipenho: ali há lojas, restaurantes, hotéis, agências de viagens, confeitarias e a sede da Prefeitura. Em seus bancos estudantes leem, em seus jardins crianças brincam, nas ruas que a contornam são realizadas as festividades (e as manifestações políticas!). Para ter vista panorâmica, suba até o terraço onde fica o restaurante do hotel Arequipa Suites Plaza (aliás, uma das melhores cozinhas da cidade). À noite, a Plaza de Armas, toda iluminada, é ainda mais linda.

Catedral

Plaza de Armas. A construção do século XVII foi abalada por terremotos e parcialmente reconstruída diversas vezes. A última foi em 2001, quando uma das torres desabou no meio da praça e a outra rachou ao meio. A catedral impressiona por seu tamanho e imponência: ocupa todo o lado norte da praça. O relógio, de fabricação inglesa, data de 1854. Seu interior ricamente trabalhado tem incrustações em ouro e objetos de inestimável valor. Os destaques são o altar maior, fabricado na Itália, em mármore e bronze; o gigantesco órgão belga; e as doze enormes estátuas de madeira dos apóstolos na nave central, também feitas na Bélgica. Na catedral funciona um museu de arte sacra.

La Compañia

 General Morán esq. c/ Álvarez Thomaz (Plaza de Armas). A igreja jesuíta de Arequipa é um lindo exemplo da arquitetura do século XVII. Seu portal esculpido em pedra é uma obra de arte e o rico interior também merece ser visitado.

Mosteiro de Santa Catalina

  Calle Santa Catalina, 301. O Monasterio de Monjas Privado de la Orden de Santa Catalina de Siena, no centro da cidade, fundado em 1579 por uma viuva rica, forma uma verdadeira cidadela de quase 20.000m2, com ruas (com nomes de cidades espanholas, como Córdoba, Sevilha, Toledo), praças e claustros. A clausura foi mantida até 1970 quando, após uma visita do papa, parte do mosteiro foi aberta ao público e as monjas foram autorizadas a circular fora do convento em três situações: morte dos pais, tratamento médico e eleições. (No, para bailar no se puede salir!). Durante a era colonial, era uma honra para qualquer família ter uma filha no Santa Catalina. As monjas passavam a vida enclausuradas em celas muitas vezes luxuosas. As moças que queriam ingressar no mosteiro mas não tinham dinheiro para o dote podiam ser aceitas para serviços braçais. Serviçais e escravas – aproximadamente duzentas delas – também moravam no convento (o que demonstra que com certa mordomia pode-se alcançar a salvação mais facilmente).

A arquitetura colonial do mosteiro é espetacular: cores e formas são usadas de modo surpreendente nos pátios, corredores e cômodos. Não deixe de levar sua máquina fotográfica. Você pode visitar alguns dos aposentos que pertenceram às freiras mais ricas, a lavanderia ao ar livre com seu engenhoso sistema hidráulico, um enorme banheiro onde duas freiras por vez tomavam banho juntas e outros lugares curiosos, como a sala de velório, em cujas paredes há retratos das irmãs, pintados enquanto eram veladas.

Hoje, apenas umas duas dezenas de religiosas habitam o convento. A riqueza de muitas famílias possibilitou a decoração do mosteiro com valiosas obras de arte, pinturas das chamadas escolas cusqueña, quiteña e outras, assinadas por mestres italianos e espanhóis. Calcule pelo menos 1h30 para a visita. O local tem cafeteria e sanitários. Mosteiro de Santa Catalina

Museo de Arte Colonial (Monasterio de Santa Teresa)

Melgar, 330. Foi apenas em junho de 2005 que, convencidas da necessidade de arrecadar fundos para a conservação de seu patrimônio e de mostrar ao mundo um tesouro que permaneceu escondido por séculos, as freiras carmelitas de Arequipa decidiram abrir ao público uma ala de seu mosteiro, inaugurado em 1710, onde agora funciona um museu de arte colonial.

O acervo, composto em grande parte de obras sacras, compreende valiosas pinturas, esculturas, pratarias e objetos decorativos de rara beleza, dados como dote pelas abastadas famílias que faziam suas filhas ingressar na ordem. Além das salas que compõem o museu, em torno de um dos pátios, pode-se visitar a igreja do mosteiro. A visita guiada é bastante didática e fornece informações inclusive sobre a confecção das pinturas e esculturas. As monjas permanecem totalmente isoladas, em obediência às normas da ordem. Na entrada do museu são vendidos doces e sabonetes feitos por elas.

Museo Arqueologico de la Universidad San Agustín

Álvarez Thomas esq. c/ Palacio Viejo 28-8881. eu acervo compreende achados arqueológicos da universidade: ossadas humanas (algumas, de crianças sacrificadas aos deuses), cerâmicas das culturas Nazca, Tiwanaku, Wari e Inca, e objetos de ouro e prata das épocas inca e colonial.

Museo de los Santuarios Andinos de la Universidad Santa Maria

 La Merced, 110  O museu, que tem por tema o estudo dos achados dos santuários localizados nos vulcões da região, foi criado em razão da descoberta da múmia de uma menina que, aos 12 ou 14 anos, no fim do século XV, foi sacrificada aos deuses no cume do vulcão Ampato, perto de Arequipa. Seu corpo foi encontrado em 1995 em excelente estado de conservação, em razão das baixíssimas temperaturas e do clima seco da região.

A múmia, que recebeu o nome de Juanita, é a mais bem preservada dentre todas aquelas encontradas até hoje no território do antigo império inca. No museu, ela é exposta dentro de uma câmara de vidro refrigerada, mas nem sempre é possível vê-la; Juanita é retirada de exibição em certos períodos, seja para ser estudada, seja para ser mantida algum tempo fora da luz (que pode prejudicar sua conservação), seja para participar de mostras em outros museus. A garota não tem um instante de sossego: quando não está rodeada de turistas, está cercada de cientistas…

A visita ao museu começa com um vídeo da National Geographic Society sobre a história de Juanita. Os tecidos de suas roupas, os adornos que portava e o próprio corpo da jovem forneceram aos especialistas um rico material sobre a vida, a alimentação e a saúde dos incas. Sabe-se, por exemplo, pelo estudo de seu DNA, que a menina era originária de Quito, de onde foi levada para Cusco, depois para Arequipa. Depois da subida duríssima do vulcão, ela fez sua última refeição aproximadamente 8h antes de ser sacrificada e foi drogada com uma mistura de vegetais alucinógenos, entre eles a mescalina, antes de ser golpeada na cabeça. Sua morte não foi instantânea; sabe-se hoje que Juanita permaneceu viva ainda durante algumas horas. É impossível saber quanto ela sofreu. No museu são exibidos tecidos e objetos encontrados com Juanita e com outras crianças que morreram de modo similar, cujas múmias também foram encontradas nos cumes de vulcões e montanhas das redondezas. www.ucsm.edu.pe/santury

Os sacrifícios

Os incas eram politeístas: tinham um deus principal, o Sol, cuja encarnação na Terra era o imperador – o Inca –, mas idolatravam outros, como Viracocha ou Huiracocha (o criador), a lua, as estrelas, o raio, o arco-íris, o planeta Vênus, a terra (Pachamama ou “Mãe-Terra”) e o mar (Cochamama ou “Mãe-Água”). Os vulcões e montanhas (apus) também constituíam poderosas divindades; em seu topo, estava-se perto do Sol…

Em uma região de vulcões ativos e frequentes terremotos, às vezes era preciso “acalmar” os apus com oferendas e sacrifícios. Acredita-se que o sacrifício de Juanita (bem como os de outras crianças na mesma época) ocorreu em razão da atividade do vulcão El Misti, no fim do século XV. As crianças sacrificadas eram de ambos os sexos, originárias de diferentes classes sociais e nascidas em diversos pontos do Império. A hipótese mais aceita é que fossem escolhidas desde tenra idade em razão de sua beleza e perfeição física, sendo então levadas a Cusco, onde eram criadas. Era uma honra para a família ter um de seus filhos oferecido aos deuses e abandonado no alto de uma montanha para ser mumificado naturalmente, imortalizando-se.

Veja também atrações nos arredores de Arequipa, afastadas do centro ou para o Valle del Colca

Nas vizinhanças de Arequipa há um grande número de atrações que vale a visita. Conheça as atrações fora de Arequipa. Outro passeio espetacular, mas para ser feito em dois dias é para o Valle del Colca.

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Sobre Puno, a maior cidade às margens do lago Titicaca

Região de Puno já habitada por tribos anteriores aos incas

A região da atual cidade de Puno já era habitada por povos anteriores aos incas, os Pucaras, que depois foram integrados à civilização Tiwanaku. Os espanhóis utilizaram o lugar como acampamento para suas tropas. Em aimará (como você sabe…) puño pampa significa “lugar de acampar ou dormir”. A cidade só veio a ser fundada em 1668.

Mapa de Puno e Lago Titicaca

A descoberta de prata em Laykakota

Esse lugarejo, ao lado do povoado de San Luis de Alba, a poucos quilômetros dali, reforçou a importância estratégica de Puno, que era ponto de parada das caravanas que se dirigiam de Cusco para Potosí, na Bolívia, outro rico centro de extração de prata. A relevância história de Puno é reforçada pelo fato de ter servido como base dos revoltosos que, em 1780, comandados por Tupac Amaru, se levantaram contra o domínio espanhol.

Como é Puno?

Apesar da sua agradável Plaza de Armas e da linda fachada de sua catedral, Puno não é uma cidade bonita: a arquitetura, com feias construções de adobe, não tem nada de excepcional. Torna-se, entretanto, importante do ponto de vista turístico em razão de estar localizada exatamente às margens do Titicaca, um lago navegável a quase 4.000m de altitude, com área aproximada de 8.530km2 e mais de 40 ilhas, tão largo que lembra o mar; na maior parte de suas margens, não se avista o lado oposto.

Melhor época

Em Puno, o frio é mais intenso do que em Cusco e em Arequipa e a sensação térmica ao ar livre é agravada pelos ventos fortes e úmidos que vêm do lago ao entardecer. É importante, ao se hospedar, pedir um quarto com calefacción. Veja dicas sobre a melhor época para ir ao Peru.

Puno, ótima base para visitar a região do Titicaca

A cidade serve de base para a visita às atrações nas vizinhanças e às ilhas do lago e é também passagem obrigatória para quem vai de La Paz para Cusco por terra. É de Puno que parte o famoso trem que corta o altiplano andino rumo à antiga capital incaica.
O agito de Puno se concentra na Jirón Lima, rua reservada a pedestres que começa na Plaza de Armas, e na Calle Libertad. Boa parte dos restaurantes, cafés, lojas, agências de viagens e casas de câmbio fica por ali. Veja atrações, passeios e ilhas do Lago Titicaca.

Como ir

Avião

O aeroporto mais próximo fica em Juliaca, a 45 km. Voos de Cusco (0h55), de Arequipa (0h50) e de Lima (1h30).

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Trem

De Cusco, 10h de viagem no trem Andean Explorer. Reserve com antecedência. Procure um lugar do lado esquerdo, na janela.

Ônibus

Puno ganhou há alguns anos uma estação rodoviária de verdade (Terminal Terrestre). Há ônibus diretos, comuns, a partir de Cusco (8/9h) e também ônibus luxuosos com direito a visitas rápidas pelo caminho, bem mais caros. Há ônibus de linha de Arequipa (5h); de Juliaca (0h45) e de Copacabana, na Bolívia (2h30/3h). Desta última cidade há também vans de hotéis e agências, mais caros e velozes. De La Paz, há pacotes que incluem o ônibus até Copacabana, um almoço nessa última cidade e o ônibus de Copacabana para Puno. O tal almoço não compensa; a truta servida é tão pequena que deixaria esfomeada uma criança. O mais simples é comprar a passagem até Copacabana, reservar o trecho até Puno, almoçar e voltar para tomar o ônibus. O único risco é de, se estiver ocorrendo alguma fiesta regional, você não encontrar ônibus no mesmo dia para Puno.

Hospedagem

A região próxima da Jirón Lima, da Plaza de Armas e da Calle Libertad são uma boa pedida.  É onde ficam os restaurantes, cafés, lojas, agências de viagens e casas de câmbio.

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Pontos Turísticos em Puno

Mirantes

 -Para ter vista panorâmica do lago Titicaca e da cidade, pode-se subir ao Cerro Huajsapata ou aos mirantes (miradores) Kuntur Wasi ou Puma Uta.

Mercado

No animado mercado de Puno é possível comprar artigos de artesanato e roupas de lã a preços bastante interessantes, geralmente melhores do que em Arequipa e Cusco. Não é demais insistir: barganhe. O mercado fica aberto até a noite.

Plaza de Armas

 Nela ficam também a sede da Prefeitura e o Palácio de Justiça, mas o que se destaca é a bela catedral construída em 1757 em homenagem à Virgen de la Candelaria (padroeira da cidade). Sua arquitetura mistura elementos barrocos com renascentistas e mestizos, visíveis na fachada, como sereias com feições indígenas nativas tocando charango… No interior, veja o altar.

Museo Carlos Dreyer

Deustua esq. c/ Conde de Lemos. Abre de segunda a sexta-feira das 9h às 13h e das 14h30 às 20h e domingo das 11h às 19h. No acervo, joias, múmias, cerâmicas e tecidos pré-colombianos.

Casa del Conde de Lemos

 Deustua esq. c/ Conde de Lemos. Foi local de moradia do fundador da cidade, o Conde de Lemos. Sua importância é principalmente histórica.

Yavari

Fora do centro, no atracadouro do hotel Sonesta Posada del Inca. Vá de táxi.Esta é uma visita curiosa para aqueles que já se cansaram de ver cerâmicas incaicas e santos barrocos. Trata-se de um navio construído na Inglaterra em 1862, ancorado no lago Titicaca. Pare e pense: Inglaterra, do outro lado do Atlântico… Ora, o lago está quase 4.000m de altitude e bem longe do mar! O Yavari foi construído com peças como as de um quebra-cabeças e levado até o porto de Arica (que, antes da guerra com o Chile, pertencia ao Peru). Na falta de uma ferrovia, as peças foram carregadas por mulas até o Altiplano, onde chegaram em janeiro de 1869. Ali, o navio foi remontado por engenheiros ingleses. Utilizado durante décadas, depois semi-abandonado, o Yavari estava em péssimo estado de conservação até que foi comprado da Marinha boliviana por uma ONG que o restaurou e tem planos de fazê-lo navegar novamente pelo Titicaca. A visita é gratuita, mas contribuições para a conservação do navio são bem-vindas. www.yavari.org

Fiesta de la Virgen de la Candelaria

Essa festa, a mais importante de Puno, em honra à padroeira da cidade, acontece durante a primeira semana de fevereiro. Boa parte da população participa de danças, como a Diablada (“a dança do Diabo”) e veste fantasias e máscaras, desfilando em ruidosos grupos com pelo menos metade dos participantes completamente embriagados de pisco. Apesar de ser chamado também de “Carnaval de la Candelaria”, durante muito tempo foi uma festa bem comportadinha, com danças mais ritualísticas do que outra coisa.

Os novos tempos, o marketing turístico ou ambos introduziram mudanças. Agora as cholitas estão produzidas e de pernas de fora. Não espere, entretanto, dançarinas semi-nuas como no Carnaval carioca, pois isso não combina com o jeito de ser do povo local, com o clima frio, nem com a festa, de natureza religiosa. O Carnaval da Candelaria reúne tradições andinas, com homenagens a Pachamama (a Mãe-Terra) e católicas, com a Virgem sendo conduzida numa procissão.

O marketing quíchua

 Não há dúvida de que, assim como as baianas que vendem acarajé nas ruas do centro histórico de Salvador, as índias e cholas se vestem com roupas “tradicionais” que não usariam normalmente no dia-a-dia, porque assim atraem turistas para comprar seus produtos. Da mesma forma, elas vestem seus filhos com primor e os deixam ali, junto com filhotes de alpaca fofíssimos, adornados com fitas de cores vivas. O marketing indígena desenvolveu-se muito nos últimos anos! Você mal chegou, está pensando em pedir licença para tirar uma foto, e as crianças, às vezes bem novinhas, já estendem a mão: “Soles….”. (Antes pediam un sol mas, com a inflação, passaram a pedi-los no plural.).

Endereços e telefones úteis

Emergências
Polícia Turística

Deustua, 538

Agências de viagens

Há diversas na Jirón Lima e redondezas que oferecem desde passeios às ilhas até passagens de trem e de avião. Não contrate serviços na rua.

Informações práticas

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Cultura e informação tornam sua viagem ao Peru muito mais fascinante:

Leia trechos do GTB Peru e Bolívia sobre a História do Peru e da sociedade inca.

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Relatos de viagem

A Trilha Inca  Viagem pelo Valle del Colca

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Todos dos lugares de especial interesse turístico no Peru. 

Sobre Machu Picchu

Mapa de Machu Picchu

 O sítio arqueológico

Machu Picchu (que em quéchua significa “Montanha Velha”) é tão fascinante que aconselhamos você a conhecer as ruínas de Pisac e Ollantaytambo antes, pois nada mais o impressionará depois.

Os espanhóis nunca conseguiram encontrar Machu Picchu – Desde a época da conquista do império incaico, os espanhóis escutaram vagas menções a uma cidade perdida entre as montanhas, mas nunca conseguiram localizá-la. Situada no alto de um pico, a 2.400m acima do nível do mar, Machu Picchu é invisível do vale. À época de sua descoberta, estava totalmente tomada pela vegetação. Ela só foi revelada ao mundo em 1911, pelo arqueólogo americano norte-americano Hiram Bingham, muito depois de o Peru ter se tornado uma república. Na verdade, o conjunto arqueológico pertencia a uma fazenda, cujos proprietários já sabiam da existência das ruínas visitadas pelo peruano Enrique Palma, 9 anos antes, em 1902.

Um saque consentido

Com a anuência do governo peruano – e sem nenhuma preocupação com o patrimônio arqueológico do país – o material encontrado nas primeiras escavações de Machu Picchu foi simplesmente levado para os EUA, o que provocou sérios protestos, inicialmente no porto de Mollendo e depois em Puno e Arequipa.

Machu Picchu, uma cidade inca intacta

A grande importância da descoberta de Machu Picchu é o fato de ter sido encontrada intacta, fornecendo valiosos dados sobre a cultura inca, uma vez que todas as demais cidades foram destruídas ou muito modificadas pelos espanhóis.

Uma cidade separada por setores distintos 

Os arqueólogos descobriram que Machu Picchu era composta por duas partes distintas: o Setor Urbano, onde ficavam templos, residências e outros edifícios, e o Setor Agrícola, formado basicamente por terraços de plantio com muros de arrimo de pedra e um engenhoso sistema de irrigação. Dá para notar que neste último as construções são mais grosseiras, com o ajuste das pedras e o acabamento mais rudimentares (como em um condomínio de casas populares atual em comparação a um de luxo).

Como ir a Machu Picchu

Veja pacotes e passagens aéreas para Machu Picchu

Trem + ônibus

É o único meio de ir a Machu Picchu sem percorrer a pé a Trilha Inca. Há trens a partir da estação de Poroy, próxima a Cusco (3h15), e de Ollantaytambo (1h30). Desembarca-se na estação de Aguas Calientes, onde se toma um ônibus até a entrada do sítio arqueológico (0h30). Os trens que vão de Cusco a Machu Picchu partem bem cedo. Nos últimos anos, os serviços ferroviários tornaram-se sensivelmente melhores e muito mais caros. De Cusco (estação Poroy) a Machu Picchu há a classe Expedition, mais simples, e a Vistadome, em vagões confortáveis, com bebidas e lanches a bordo incluídos.

A partir de Ollantaytambo – Há três classes: a Backpacker (Mochileiro), a Vistadome e a 1a classe, no luxuoso trem Hiram Bingham. Se for escolher esta última, prepare o bolso; esse trem é caríssimo. A passagem inclui brunch, lanche, jantar, ônibus, ingresso e guia. Na ida, procure reservar sua poltrona do lado esquerdo do trem. A paisagem com rio o Urubamba como pano de fundo é mais bonita.

Em excursão

O ideal, como já foi dito, é contratar os serviços de uma operadora de turismo brasileira, com bastante antecedência. Em Cusco diversas agências oferecem o passeio, mas há o risco de não conseguir ingresso sem ter feito reserva antecipada. Quanto antes você reservar, mais chance terá de conseguir lugar no trem e obter seu ingresso para visitar as ruínas. Com a limitação do número de visitantes, na alta estação (ou às vezes, mesmo na baixa!) o acesso ao sítio arqueológico é disputado. Os pacotes geralmente incluem o trem em classe Expedition, o ônibus para subir da estação de Aguas Calientes até Machu Picchu, o ingresso, um folheto com mapa e o acompanhamento de um guia. Você sai de Cusco bem cedo e volta à noite. No Brasil, as operadoras Ambiental (www.ambiental.tur.br) e Calcos (www.calcos.com.br) cuidam de todas as reservas para você.

Por conta própria

Não recomendamos, a não ser para viajantes experientes. Mas, se você quiser providenciar tudo sozinho terá que comprar o ingresso ao sítio arqueológico pelo site www.machupicchu.gob.pe e a passagem de trem pelo site www.perurail.com. Deverá ainda comprar passagem de ônibus até Machu Picchu quando chegar a Aguas Calientes.

Importante – O governo peruano limitou o acesso a Machu Picchu a 2.500 pessoas por dia. A reserva e a compra do bilhete de trem e do ingresso ao sítio arqueológico podem, em tese, ser feitas pela internet, mas o processo é complicado e têm ocorrido fraudes com cartões de crédito. O mais aconselhável é fazer tudo por meio de uma operadora de turismo aqui no Brasil. A reserva, principalmente para viagens durante a alta estação, deve ser feita com antecedência de pelo menos três meses.

Onde se hospedar em Machu Picchu

A maioria das opções de hospedagem fica, na realidade, em Água Calientes, o vilarejo aos pés da montanha.

Escolha e reserve seu hotel em Machu Picchu

Melhor época

O período mais chuvoso se estende de dezembro a fevereiro. Não é a época ideal para se visitar Machu Picchu, mas é a única em que muita gente pode viajar, uma vez que corresponde ao período de férias escolares.

Alguns mistérios sobre Machu Picchu

A grande maioria da população era de mulheres

Dos 164 esqueletos encontrados em tumbas existentes no local, 102 eram de mulheres adultas, 7 de meninas e 24 estavam deteriorados demais para que se determinasse seu sexo. Esses dados suscitaram a hipótese (não comprovada) de que o local teria servido de refúgio para as Virgens do Sol quando os espanhóis invadiram e saquearam Cusco. Vestígios de objetos manufaturados na Europa demonstram que Machu Picchu foi habitada até 1540, portanto, após a chegada dos espanhóis. Depois, foi simplesmente abandonada, ninguém sabe exatamente porque.

O local já era habitado antes dos incas

Mas estes seriam os responsáveis pela magnífica cidade construída provavelmente em meados do século XV que, com exceção dos telhados de madeira e palha que desapareceram, está intacta. Os telhados eram não apenas térmicos, mas também mais seguros numa região sujeita a terremotos; no caso de um abalo, se algo for desabar na cabeça dos moradores, melhor que seja um tufo de palha do que uma telha de barro! Algumas das casas tiveram seus tetos de madeira e palha reconstituídos, o que permite ao visitante imaginar como seria a cidade quando habitada.

Aguas Calientes

A estação de trem de Machu Picchu fica em Aguas Calientes, um vilarejo espremido entre a montanha, o rio e a via férrea. O lugar foi reurbanizado com a ampliação e modernização da estação ferroviária, a racionalização do espaço e uma “ajeitada” no mercado de artesanato que acompanhava os trilhos.

Dica

Acorde cedo. Sem nenhuma atração além de suas piscinas termais de interesse relativo, Aguas Calientes serve de base para quem quer seguir para Machu Picchu bem cedo pela manhã, antes que o lugar seja invadido por multidões de visitantes que chegam de Cusco. Os primeiros ônibus que levam ao sítio arqueológico saem por volta de 6h da manhã. Não perca o último, que volta no final da tarde.
As fontes, a uns 700m da aldeia, têm águas não exatamente “quentes”, mas mornas, de cheiro esquisito, pois são sulfurosas.

História do Peru

Antes dos Incas | A origem dos incas |   A estrutura social incaica

Lei e Moral incaicas | Curiosidades sobre os Incas |   O segredo do corte das pedras incas |

Ayullus, a base da sociedade incaica | A expansão do Império Inca

Os espanhóis chegam ao Peru | Huáscar e Atahualpa, os príncipes inimigos 

A tomada de Sacsayhuamán | O fim do Império Inca

Informações práticas

Sobre o Vale Sagrado dos Incas

O vale do rio Urubamba, a nordeste de Cusco, é conhecido como Vale Sagrado dos Incas. Lá se espalham cidadezinhas pitorescas e diversas ruínas de santuários e fortalezas construídas com gigantescas pedras. Essa é uma das partes mais importantes da viagem e você não pode perdê-la. As paisagens são espetaculares, com picos nevados, vales e aldeias rodeadas de plantações em terraço, uma técnica de irrigação avançada herdada dos incas.

Mapa de Cusco e do Vale Sagrado dos Incas

Como ir ao Valle Sagrado

Para visitar o Vale Sagrado, sobretudo se estiver com mais uma ou duas pessoas, contrate um táxi em Cusco (tendo o cuidado de observar as condições do veículo – e do motorista). A vantagem é que você pode ficar mais ou menos tempo em cada lugar e parar onde quiser. Uma outra opção é contratar uma excursão em qualquer agência na Plaza de Armas e arredores. Apesar da maior afluência de visitantes, se puder faça esse passeio às terças, quintas-feiras ou domingos, quando poderá conhecer os mercados de Pisac e de Chinchero. Cusco tem o aeroporto mais próximo.

Veja passagens aéreas e pacotes

Hospedagem no Valle Sagrado

No Vale Sagrado dos Incas há inúmeras cidadezinhas com boas opções de hospedagem, como Pisac, Ollantaytambo e outras.

Escolha e reserve seu hotel no Vale sagrado dos Incas

 Melhor época no Valle Sagrado

De abril a novembro o clima é mais seco e ensolarado, mesmo que as temperaturas em razão da altitude (4.000m) sejam frias o ano todo. Veja mais detalhes sobre a melhor época no Peru.

Vídeo sobre o Vale Sagrado dos Incas

Pontos turísticos no Valle Sagrado

Os principais centros de interesse são Pisac (o mercado e as ruínas), Ollantaytambo e Chinchero.
Pisac A 33 km de Cusco. Os dias certos para ir a Pisac são domingo, terça e quinta-feira, quando o mercado índio está funcionando. Pisac é uma cidadezinha conhecida por seu mercado de artesanato e também pelo complexo arqueológico, o mais importante do Vale Sagrado.

É possível, de táxi, chegar até Quanchisraquay, um ponto relativamente elevado das ruínas. Os mais decididos podem encarar a subida, cansativa também em razão da altitude; os mais práticos, mas que fazem questão de fazer o caminho a pé, podem simplesmente descê-lo. Muito melhor! Outra opção é alugar cavalos: informe-se na Plaza de Armas.

Pisac

O conjunto de Pisac compreende restos de muralhas, túneis e centros cerimoniais espalhados pela encosta da montanha. No alto fica o monumento de maior importância de Pisac, o Templo do Sol (Intihuatana). A vista, vale insistir, é maravilhosa. Repare no calendário solar, esculpido na rocha, na parte central do santuário.

Você verá, ao passear pela área arqueológica, um curioso cemitério, um dos maiores do Peru pré-hispânico. No lugar de enterrar os mortos, os incas os colocavam em buracos de paredões rochosos. A maioria desses túmulos foi saqueada. O mercado de Pisac é bastante animado e colorido, com tendas onde se vendem pratas, cerâmicas, roupas, reproduções de peças arqueológicas, estatuetas de madeira, objetos de couro etc.

Awana Kancha

 Km 23 da estrada entre Cusco e Pisac. O empreendimento visa resgatar e manter técnicas tradicionais de fiação, tingimento e tecelagem de lãs de camelídeos. Você poderá ver artesãos de diferentes comunidades andinas executando as diversas fases da produção de belíssimos tecidos. No curral, passeia-se entre lhamas, alpacas e vicunhas. Os artigos fabricados no Awana Kancha são vendidos ali mesmo. Os preços relativamente elevados são compatíveis com a alta qualidade dos produtos. <comp./>  www.awanakancha.com

Ollantaytambo

A 97 km de Cusco. O conjunto monumental é composto por uma fortaleza, um centro religioso e uma área residencial situados em local estratégico, dominando o Vale Sagrado do alto de um desfiladeiro. O acesso se dá por uma escadaria de pedra. Aos seus pés, junto da aldeia atual, corre o rio Urubamba.

A subida pela escadaria pode ser cansativa, mas a vista do alto compensa. De importância histórica, Ollantaytambo foi uma das bases da resistência das forças de Manco Cápac contra os espanhóis, embora não estivesse completamente acabada quando estes invadiram o império. A prova disso é que blocos enormes estão espalhados entre a fortaleza a e a pedreira, a 10 km dali. Na aldeia de Ollantaytambo vivem os descendentes dos antigos habitantes da fortaleza, que conservam até os dias de hoje costumes herdados de seus ancestrais. Por isso mesmo o lugar é conhecido como Pueblo Inca Vivo.

Outra curiosidade é que lá se manteve a tradicional organização dos ayllus incas, com a divisão do povoado em duas partes, uma de cada lado do rio. Em Ollantaytambo funciona um pequeno mas interessante museu, que aborda de forma didática a cultura local. Pelo interesse que representa, a cidade pode ser um lugar onde passar uma noite. Além disso tem, de trem, acesso a Machu Picchu (Águas Calientes).

Chinchero

A 28 km de Cusco. A cidadezinha conserva um sítio arqueológico inca, de interesse relativo depois que você viu outros. No entanto, compensa conhecê-la, pelas paisagens do caminho, pela arquitetura em adobe e o mercado super colorido, mais autêntico que o de Pisac. Não deixe de ver a catedral, em boa parte construída com adobe, e sinta o clima místico de seu interior. Bem ao lado há ruínas incas. Na Plaza de Armas funciona um pequeno museu arqueológico.

Dica

Se você for visitar o Vale Sagrado durante o período chuvoso, de dezembro a fevereiro, é bom ter consigo uma capa impermeável, ou mesmo um guarda-chuva

Informações práticas

Onde se hospedar em outras cidades do Peru

O Peru em imagens

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Álbum com dezenas de fotos de todos dos lugares de especial interesse turístico no Peru.

Ayacucho, no Peru
Ayacucho, no Peru

Mapa de Ayacucho

Ayacucho como ir

Há voos diretos de Cusco e de Lima (0h35). A corrida de táxi do aeroporto até a cidade custa em torno de US$ 2.
De Lima (8h30). Não é recomendável ir de ônibus a partir de Cusco: a estrada não é asfaltada, pode haver assaltos e a região foi, no passado recente, centro de atividade de narcotraficantes.

Veja passagens aéreas e pacotes

Ayacucho, uma cidade de importância histórica

Ayacucho é uma cidade colonial de grande importância histórica. Fundada em 1539, está situada a 2.760m sobre o nível do mar e tem um clima bastante agradável, seco a maior parte do ano.
Foi em Ayacucho que o general Sucre, numa memorável batalha, surrou os espanhóis, provocando o desmoramento do poder colonial.

Onde se hospedar em Ayacucho

Escolha e reserve seu hotel em Ayacucho

Melhor época

As épocas mais agradáveis são a primavera e o outono. Saiba mais sobre a melhor época para ir ao Peru

As atrações turísticas em Ayacucho

Plaza de Armas

(Parque Sucre) Praça colonial onde se encontra a catedral, erguida em 1612 no estilo barroco-renascentista.

Barrio Santa Ana

Visitá-lo é uma oportunidade de conhecer um pouco da cultura quéchua. Trata-se de um bairro de artesãos, na encosta da montanha, cheio de pequenas lojas de artesanato e butiques que vendem tapeçarias de lã de alpaca e de vicunha, esculturas de pedra e artigos de prata.

Igrejas

Ayacucho tem 33 delas. As de San Francisco e de San Cristóbal estão entre as mais antigas do Peru. Também merecem visita as de Santo Domingo, de La Merced e da Compañia de Jesus.

Ayacucho se recupera 

Recuperada depois dos sofrimentos causados pelas arbitrariedades dos dois lados – militares e senderistas –, Ayacucho volta a atrair turistas. A cidade tem motivos para isso: além da paisagem natural dos vales vizinhos, possui uma belíssima Plaza de Armas, um importante patrimônio arquitetônico composto por igrejas e casarões coloniais e um interessante mercado popular. Seus festejos da Semana Santa, atraem sempre um enorme público.

Cidade pouco visitada pelos brasileiros

Por ser meio contramão para quem parte de Cusco, e também em razão da precariedade da estrada de terra que une as duas cidades, é uma cidade pouco visitada por brasileiros.

Informações práticas

Onde se hospedar em outras cidades do Peru

Relatos de viagem

A Trilha Inca | Viagem pelo Valle del Colca

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Todos dos lugares de especial interesse turístico no Peru.

Cusco, o umbigo do mundo

O ponto alto de toda viagem ao Peru, a cereja do bolo: Cusco foi capital de um dos maiores impérios que o mundo conheceu.  Os incas a chamavam de “umbigo do Mundo”.

Mapa de Cusco

Como ir

Veja pacotes e passagens aéreas para o Peru

Avião

Para Cusco – Não há voos diretos a partir do Brasil. É preciso fazer conexão em Lima. Se quiser voar pela mesma companhia, a TACA tem voos São Paulo-Lima-Cusco. Se você tem milhas da TAM que deseja aproveitar, voe São Paulo-Lima por essa companhia, mas o trecho até Cusco terá que ser feito pela peruana LAN ou pela colombiana TACA.

Há voos de Lima (1h15); de Arequipa (45min); e de Juliaca (0h45).

Trem

Há trens a partir de Puno, três vezes por semana. A classe econômica (Backpacker) foi suprimida (queremos registrar: achamos um desaforo!). Os trens de Puno para Cusco são agora reservados apenas ao turismo de luxo. As passagens são caras, mas incluem refeições e bebidas. Procure sentar-se do lado direito, se possível na janela. Horários e preços sofrem frequentes alterações: confirme-os no site www.perurail.com.

Ônibus

Pode ser uma surpresa para alguns, mas agora existe ônibus direto de São Paulo a Lima. São cinco dias para percorrer quase 6 mil km. Veja mais informações: Via Trolebus. De Lima e de Puno há ônibus para Cusco. Há ônibus a partir de Lima (uma viagem bastante cansativa: 1.643 km; 18 a 20h); de Arequipa (520 km, 10h); e de Puno (390 km, 8 a 9h).

Calcule na ponta do lápis o que é mais vantajoso para você.

Atenção

Os períodos de alta e de baixa estação variam de ano para ano e de uma companhia para outra. Informe-se junto a seu agente de viagens.

Veja passagens aéreas e pacotes

História: uma região habitada há mais de 3.000 anos.

A cidade está situada numa região habitada há mais de 3.000 anos. Sua história se confunde com antigas lendas. Quando os espanhóis ali chegaram no ano de 1533, ficaram de queixo caído. Cusco rivalizava em tamanho com as maiores cidades europeias da época, com a diferença de que tinha ruas e belas praças com calçamento de pedra e era muito mais limpa e organizada. Num primeiro momento os espanhóis trocaram o nome da cidade para Nova Toledo, mas a escolha não pegou. Ficou Cusco mesmo. Pedro de Cieza de León observa que Cusco era uma cidade “cosmopolita”, habitada por povos de todas as partes do império, separados por bairros e reconhecíveis por sua vestimenta, que os incas quiseram que conservassem. Se você prestar atenção notará que até hoje cada grupo de índias utiliza um tipo de chapéu diferente.

Hospedagem

A Plaza de Armas e arredores é, sem dúvida a região mais agradável e prática para você se hospedar em Cusco. O bairro de San Blás, no alto de uma ladeira, é descontraído e agradável, mas a subir várias quadras de ladeira íngrime para chegar lá, incomoda.

Escolha e reserve seu hotel em Cusco

Melhor época em Cusco

Se puder evitar a estação chuvosa de dezembro a fevereiro, melhor. As temperaturas dependem mais da altitude do que das estações e costumam ser frias o dia todo.
Saiba mais sobre a melhor época para ir a Cusco

O que é essencial conhecer

Embora o Peru tenha muito mais a oferecer, se o seu tempo ou seu dinheiro lhe impuserem uma escolha (uma dura escolha, diríamos!), concentre-se em Cusco, em Machu Picchu e no Vale Sagrado. Se você não conhecer essa região, nem comente com os amigos que esteve no Peru, pois ninguém o levará a sério… Em Cusco e em suas vizinhanças está o melhor do patrimônio colonial espanhol e do que restou da civilização inca. Machu Picchu, por exemplo, é classificado pela UNESCO como o mais importante sítio arqueológico da América do Sul. Está bom ou quer mais?

Uma cidade inca de arquitetura colonial espanhola

Cusco conserva vestígios de construções incas aproveitadas pelos espanhóis para construir suas igrejas e palácios. Além de, na sua sede por ouro, saquearem a cidade, em nome da Igreja, destruíram o mais fabuloso patrimônio arquitetônico sul-americano. Mesmo assim, no Vale Sagrado e nas proximidades de Cusco subsistem gigantescas edificações.

Um triste consolo é que, apesar de ter perdido seus templos incaicos, Cusco herdou um importante patrimônio arquitetônico barroco, o que faz dela a mais famosa cidade colonial do Peru; o equivalente às nossas cidades históricas mineiras.

Noite animadas – Cusco é bastante animada e possui boa infraestrutura hoteleira, restaurantes, bares, casas noturnas, agências de viagens, casas de câmbio e escritórios de companhias aéreas. Por outro lado, a presença maciça de estrangeiros atraiu também marginais, fazendo com que você tenha que andar de olhos bem abertos, evitando perambular sozinho em horários tardios e em ruas desertas e tomando especial cuidado nos mercados e estações. Ao desembarcar com sua bagagem, tome um táxi até o hotel.

Importante

 Cusco está situada a 3.400m de altitude. Quem começa a viagem ao Altiplano por lá, sem ter passando antes pela Bolívia, deve ter cuidados com a aclimatação.

A atrações em Cusco

Cusco possui um grande número de atrações, como muros incas, bairros pitorescos, igrejas coloniais, museus. Conheça as atrações em Cusco.

Atrações nos arredores

Há talvez mais atrações fascinantes nos arredores de Cusco, em particular, no Valle Sagrado. Algumas são imperdíveis. Para visitar as atrações nos arredores pode-se contratar uma excursão ou tomar um táxi. Conheça as atrações nos arredores de Cusco

Onde ir à noite

Macondo – Misto de bar e café em ambiente transado. <end./>  Cuesta San Blás, 571
Los Perros Lounge, uns dos lugares preferidos dos viajantes para drinques, papos e paqueras. Calle Tecseqocha, 436

Kamikase – Música ao vivo e agito que, no auge da temporada, avança noite adentro. Portal Cabildo (Plaza Rigocijo)

Blas – Café Bar Lounge Apesar de fora do centro é bem animado. Fecha aos domingos. Tandapata, San Blás

Hibrido – Um dos melhores lounges bar de Cusco. Calle Suecia, 385

Cross Keys  – Estilo pub irlandês, fundado por um inglês casado com uma peruana. Boa opção de cervejas. Calle Triunfu, 350, 2º andar

Endereços e telefones úteis

Servicio de Protección al Turista

Portal Carrizos, 250 (Plaza de Armas). Atende das 8h às 20h. Tel.    25-2974

Urgências médicas

Hospital Regional   Av. de la Cultura, s/n° Tel.   22-3691
Hospital Antonio Lorena   Plaza Belén <Tel   22-6511
Centro Médico Pardo   Calle Ayacucho, 222 Tel   24-0387

Companhias aéreas

TACA  Av. El Sol, 602
Lan Peru Av. El Sol, 627

Agências de viagens

Existem em Cusco, em profusão, agências de viagens que oferecem todo tipo de excursão. A qualidade dos serviços é variável. Compare preços. Solicite as informações por escrito. Se realizar algum pagamento como sinal, peça recibo. Lo que es combinado no es caro…

Peruvian Andes  – Treks Trilha Inca e outros passeios. Av. Pardo, 705 Tel.  22-5701 | 23-8911

Kantu  – Organiza passeios a cavalo e aluga motos, veículos 4×4 com e sem motorista e mountain bikes.   Portal Carrizos, 258 (Plaza de Armas)

Top Vacations  – Especializada em trekking. Portal de Panes, 109 (Plaza de Armas) www.hikingperu.com

United Mice Trilha Inca, rafting e outros passeios.  Av. Pachacuteq, 424 A5www.unitedmice.com

Cusco Travel Organiza excursões de 2 a 7 dias de duração, com opções de esportes radicais. Av. de la Cultura – Pasaje Constancia, 102 – Edif. Santa Fé Oficina 308

Aeroporto

Velasco Astete, s/nº Tel.   22-2611 | 22-2601

Dicas

Você pode adquirir no escritório de turismo o boleto turístico único que permite o ingresso às seguintes atrações: Catedral, Museo del Palacio Municipal, Museo de Sitio del Coricancha, Santa Catalina, San Blas, Museo Histórico Regional, Museo de Arte Religioso, Sacsahuamán, Quenqo, Tambomachay, Pisac, Ollantaytambo, Chinchero, Tipón e Pikillaqta

Maquina fotografica

O Peru em imagens Fotos dos lugares de especial interesse turístico.

Sobre o Peru

Este é o mais exótico país sul-americano, foi sede de um dos mais fabulosos impérios que já existiram sobre a Terra: o Império Inca. Ruínas de suas antigas cidades, entre elas a misteriosa Machu Picchu, encontram-se espalhadas por todo o território peruano.

Em número crescente, os brasileiros estão descobrindo o país, suas fascinantes e variadíssimas belezas naturais, sua grande riqueza arquitetônica e histórica resultante do encontro das culturas ibérica e incaica e um fabuloso patrimônio arqueológico composto por legados de culturas pré-colombianas.

Geografia

O Peru, terceiro país sul-americano em área (menor apenas do que o Brasil e a Argentina), possui três zonas geográficas distintas: a andina (onde está parte dos Andes, a segunda maior cordilheira do mundo), a amazônica e a litorânea. A região andina é composta por montanhas escarpadas e vulcões, muitos dos quais ainda em atividade, e pelo Altiplano, um planalto de grande altitude, que chega a ultrapassar 4.000m.

Mapa do Peru

População

No Altiplano (onde  fica o Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo), vive 37% da população do país, na maioria índios e mestiços de índios e brancos, conhecidos como cholos. A quente e úmida região amazônica, fronteiriça com os estados brasileiros do Amazonas e do Acre, é habitada por apenas 11% dos peruanos. Na estreita e desértica faixa costeira entre os Andes e o Oceano Pacífico, onde vive 52% da população, está Lima, a capital peruana, uma moderna metrópole de mais de 6,5 milhões de habitantes, com tudo de bom e ruim que uma cidade desse porte pode conter. Em Lima, a presença índia é menos marcante, embora também presente.

Estima-se que 45% dos peruanos sejam índios, 37% sejam mestiços de índios e brancos e 15% tenham origem europeia ou predominantemente europeia. Uma pequena parcela de aproximadamente 3% dos peruanos descende de africanos (escravizados pelos espanhóis na era colonial) e de imigrantes asiáticos – como o ex-presidente Fujimori, aquele que, acusado de corrupção, fugiu para o Japão!

Atrações turísticas

O Peru é um dos países mais fascinantes da América Latina. Conheça suas atrações.

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Leia sobre a História do Peru e da sociedade inca.

Antes dos incas • As origens dos incas •  A civilização inca
Os espanhóis chegam ao Peru • A lei e a moral inca  • Curiosidades sobre os Incas
A estrutura social incaica  • A expansão do Império • Huáscar e Atahualpa
A captura de Atahualpa pelos espanhóis • O fim do Império Inca