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Hotel Bellavista, Frascati - foto: Slayer CCBY
Hotéis na Itália: Hotel Bellavista, Frascati – foto: Slayer CCBY

Como escolher seu hotel na Itália

Na Itália, via de regra, mesmo os hotéis mais simples e baratos são limpos e têm os confortos básicos. Porém, é importante saber se o quarto que você está reservando possui ou não banheiro privativo, ou seja, se ele é con bagno ou senza bagno.

Boa localização é essencial

Para o bom aproveitamento de sua viagem, a localização do hotel pode ser mais relevante do que o número de estrelas que ele ostenta. Não menospreze esse fator: procure sempre saber exatamente onde fica o estabelecimento em que você pretende ficar (ou que seu agente de viagens está lhe propondo).

Por que os preços das diárias em um mesmo hotel variam tanto?

O valor da diária em um mesmo estabelecimento pode sofrer variações superiores a 100% em razão da época do ano em que você está viajando, do dia da semana em que chega, do aposento escolhido e do número de dias que ficará hospedado no hotel. É a lei da oferta e da procura.

Escolha e reserve  seu hotel na Itália

Reserva pelo Booking.com

O Booking.com é um meio fácil e seguro de reservar seu hotel ou apartamento em cidades no mundo todo. Você não tem praticamente trabalho algum e não paga nada a mais por isso. Você pode pesquisar ofertas entre uma enorme variedade de estabelecimentos. Muitas vezes acaba pagando menos do que negociando com o próprio hotel.

Listagens de hotéis classificados por destinos nas principais regiões italianas

Sul da Itália

Sicília
Cefalù • Érice • Palermo • Siracusa • Taormina

Região de Nápoles (Campânia) e Costa Amalfitana
Amalfi Capri •  Hercolano  •  Nápoles • Pompéia
Positano • Sorrento  • Ravello • Reggio di Calabria

Centro da Itália

Lácio (região de Roma)
 Cerveteri  •  Cortona  •  Ostia Antica  RomaTarquinia • Tuscania • Viterbo

Marche
Ancona  •  Ascoli Piceno •  Pesaro  San Léo   • Urbino

Toscana (região de Florença)
Arezzo •   Cortona  •  Florença •  Lucca  •  Pisa •  Pistoia  • San Gimignano • Siena

Umbria
Assis  Gubbio • Montefalco • Orvieto •  Perugia • Spoleto

Norte da Itália

Emilia-Romagna (região de Bolonha)
Bolonha  Ferrara Lerice  Modena • Parma  Piacenza  Ravenna  Rimini 

Ligúria (região de Gênova e Riviera Italiana)
Cinque Terre  Gênova • Portofino • Portovenere •  San Remo • Santa Margherita Ligure

Lombardia (região de Milão)
Bellagio  Bergamo  Brescia   Como  Cremona • Iseo  Mantova  Milão  Pavia  Sirmione

Piemonte
Asti • Novara • Turim

Trentino-Alto Adige
Bolzano • Brunico • Merano • Rovereto Trento

Veneto
Cortina d’Ampezzo • Veneza •  Verona • Vicenza

Hotel na Itália - Foto JohnPicken CCBY
Hotel na Itália – Foto JohnPicken CCBY

Opções de hospedagem

Hotéis

A importância relativa das estrelas – Na Itália, os hotéis (albergo, no singular; alberghi, no plural) são classificados de uma estrela a cinco estrelas “luxo”. Embora os de quatro e cinco estrelas, bem como os de cinco estrelas “luxo” correspondam quase sempre ao que se espera de sua categoria, na Itália existe uma “zona cinzenta” entre os hotéis das demais categorias. Digamos que há algumas estrelas meio esquisitas… Talvez estrelas cadentes… Isso se deve à burocracia oficial, cujos critérios para classificação por estrelas nem sempre são muito justos.

Mapa da Itália

Quartos com diferentes padrões de conforto – Como em outros países europeus, boa parte dos hotéis italianos que funcionam em prédios antigos (alguns ainda da Idade Média!) tiveram os chamados confortos modernos (elevador e banheiro no quarto, por exemplo) instalados posteriormente. Portanto, os quartos podem ser bem diferentes uns dos outros em tamanho e no conforto de suas instalações.

O café da manhã – A prima colazione (café da manhã em italiano) nem sempre está incluído no valor da diária, devendo ser pago à parte. A qualidade desse café da manhã varia muito. Mesmo que você pague uma diária não muito barata, não espere ter necessariamente um café da manhã decente. Muitas vezes será apenas uma xícara de café com leite ou capuccino e um croissant. Se pedir mais (porque, afinal, nesses capuccinos há mais espuma que qualquer outra coisa!) é capaz que cobrem à parte.

Não gostou da prima colazione? – Quem está acostumado, no Brasil, a tomar um café mais caprichado em qualquer pousadinha pode se decepcionar. Faça a experiência e tome o primeiro café da manhã. Caso não goste, se ele for pago à parte, não tenha o menor pudor em comunicar à recepção que durante o restante de sua estada não vai querer a prima colazione. As opções são o bar da esquina ou comer no quarto. A refeição, nesse caso, pode ser completada com pão, queijos, frios, frutas e iogurte – comprados na véspera em qualquer mercadinho.

 Hosetelling International

Quase sempre dormitórios coletivos – É o nome atual dos Albergues da Juventude (Ostelli per la Gioventù em italiano). São uma boa solução para quem viaja sozinho ou em um grupo de amigos, não exige grandes confortos e possui espírito aberto para novas amizades e orçamento restrito. Geralmente os dormitórios são coletivos. O inconveniente para casais é que, nesses dormitórios, homens e mulheres ficam em quartos separados. Conseguir um quarto duplo é questão de sorte porque, embora você possa reservar uma vaga, será alojado de acordo com a disponibilidade no momento em que chegar.

Poucos albergues reservam quartos para casais Os albergues fornecem cobertores, mas cada um deve levar a própria toalha e lençóis, caso contrário terá que alugar um kit de roupa de cama e banho. Nos albergues não tem mordomia: você mesmo deve arrumar sua cama e muitas vezes há um horário-limite (“curfew”) para entrar à noite: se você bobear e ficar na balada até altas horas, dorme na rua! Para se hospedar e fazer reservas é preciso ter a carteirinha de alberguista, que pode ser obtida no Brasil.
Albergues da Juventude italianos – Site oficial. Informações sobre todos os albergues e reserva on-line. www.aighostels.com

Soggiorni e B&B

Na prática é tudo mais ou menos a mesma coisa: algo parecido com nossas pensões ou pousadas. Há estabelecimentos que se autodenominam de hotel pensione… e talvez nem eles mesmos tenham decidido o que preferem ser!

O soggiorno  – Em princípio se trata de uma espécie de pousada que aluga quartos individuais ou para duas ou mais pessoas com banheiro privativo ou no corredor e não serve café da manhã.

O B&B– Evidentemente, no B&B há o breakfast (senão não teria esse nome!). Em ambos os tipos, os quartos são muitas vezes comparáveis aos dos hotéis de duas estrelas e quase sempre equipados com TV e telefone externo. Muitas vezes não há porteiro nem recepção, mas eles lhe fornecem uma cópia da chave da porta principal.

Uma boa surpresa – A moçadinha mochileira pode ter uma grata surpresa ao descobrir que, com sorte, um B&B ou um soggiorno pode oferecer mais privacidade que os Albergues da Juventude por uma diária praticamente igual. Ou seja, vocês podem chegar à hora que quiserem e também podem dormir juntinhos…

A relação preço/qualidade – Ela é bem variada e acertar na escolha de um bom endereço é um pouco uma questão de sorte. Os escritórios de turismo nas cidades por onde você vai passar possuem listas de B&B e de soggiorni, e muitas vezes cuidam também da reserva.

O aquecimento funciona? – Procure saber se o sistema de aquecimento funciona. No início da primavera e no final do outono, quando ainda faz um pouco de frio, esses estabelecimentos costumam desligar o aquecimento (não o da água, é claro, mas do ambiente) para economizar energia.

www.anbba.it – B & B e quartos para alugar em toda a Itália.
www.bedandbreakfast.it – Rol de B&Bs em todo o país, divididos por região, com acesso aos sites e e-mails dos estabelecimentos.

Residenze

Nas grandes cidades italianas existem residenze (flats) de tamanho e padrão de conforto variado, geralmente bem equipadas (com TV, frigobar, microondas etc.), com ou sem serviços de hotelaria. Muitas dessas residenze têm preços interessantes quando alugadas por períodos mais longos. Diversas agências de viagens no Brasil oferecem pacotes que incluem a passagem de avião e a estada no flat por preços convidativos, mas é exigido um período mínimo de permanência.

Campings

Para quem gosta de acampar há diversos campings bem equipados e confortáveis na Itália. Muitos deles oferecem também quartos e apartamentos a preços convidativos, uma opção interessante para quem viaja de carro.   Dezenas de campings em toda a Itália. Muitos têm chalés. www.camping.it

Reservar hotel na Itália é necessário?

Em lguns casos sim, mas não sempre. Saiba mais

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Amalfi à noite, Itália
Amalfi à noite, Itália

De quanto tempo você dispõe?

A Itália não é um país de grandes extensões territoriais (em termos brasileiros, pelo menos…). Por outro lado é uma península alongada que, no sentido norte-sul tem um comprimento de 1300 k. Sua largura, entretanto, é apenas 600 km. Por isso mesmo, é preciso, principalmente se o seu tempo é limitado, estabelecer um roteiro sensato por região. Querer visitar ao mesmo tempo em uma mesma viagem o Trentino Alto-Adige no extremo norte, e a Sicília, a região mais meridional da Itália, não é impossível. Para isso existe o avião. Mas não é o roteiro ideal, mesmo porque encarece sua viagem.

A melhor coisa a fazer se você possui apenas 2  semanas, por exemplo é escolher ou o sul, ou o centro, ou o norte do país e, se possível, regiões vizinhas que frequentemente são totalmente diferentes entre si), como a Toscana e a Riviera Italiana, por exemplo, lado a lado, mas muito diferentes.

Mapa da Itália

Entenda as macrorregiões italianas

A grande maioria dos brasileiros não têm a menor noção das macro-regiões italianas (Norte, Centro, Sul), não sabem onde ficam as regiões e cada cidade na Itália, mesmo quando são destinos turísticos badalados. Por isso mesmo, insistimos: quer conhecer um lugar? Descubra primeiro onde fica!

Umas dicas en passant:-
Milão, Gênova e a Riviera , Veneza, Bolonha, Verona, os grandes lagos italianos ficam no norte do país.
Roma, Florença, Assis, Siena, Lucca, Pisa ficam no centro
Nápoles, a Costa Amalfitana, Capri, a Sicília ficam no sul.

Veja o que cada macro-região lhe reserva:

Sul da ItáliaCentro da ItáliaNorte da Itália

Organize-se

O fato é que, na Itália, o tempo sempre é curto para visitar tudo aquilo que se tem vontade. A razão é fácil de adivinhar: a Itália do ponto de vista de atrações – de todo tipo – é inesgotável! Tenha como parâmetro os seguintes períodos de permanência para que sua viagem não se torne uma correria:

Principais regiões turísticas – É o caso da Toscana, Campânia, Lombardia, Sicília, Vêneto): de uma semana a dez dias para cada uma.

Regiões menores – São normalmente regiões com menos atrações: cinco dias a uma semana talvez bastem para cada uma.

Grandes cidades – São cidades como  Roma, Veneza, Florença, Nápoles): no mínimo de três a cinco dias para cada uma.

Cidades de porte médio: De um a dois dias para cada uma. É o caso, por exemplo de Assis, na Úmbria ou Siena, na Toscana.

Cidades pequenas: Normalmente meio a um dia para cada uma. Estamos nos referindo a aldeias como Monteriggioni ou cidadezinhas como San Gimignano.

O conceito de cidade-base – Quem vai visitar a fundo uma região pode, em muitos casos, hospedar-se em uma cidade central e a cada dia ir a um lugar diferente nos arredores. Você não precisa necessariamente dormir em cada cidade que for conhecer, o que, aliás, pode se tornar cansativo. Alguns vilarejos são minúsculos e podem ser visitados em poucas horas. Ficar arrumando e desarrumando malas e fazendo check-in e check-out de hotel a cada um ou dois dias não é nada divertido. Dá perfeitamente, por exemplo, para se hospedar em Florença e passar um dia em Pisa ou em Siena; hospedar-se em Nápoles e passar um dia em Pompeia ou em Sorrento, e assim por diante.

Nos grandes centros – Em cidades grandes, estabeleça uma programação com itinerários lógicos, indo hoje ao bairro “X”, amanhã ao bairro “Y”… Veja onde fica cada lugar que você quer conhecer e os dias e horários em que está aberto ao público.
Não espere aproveitar o dia da sua chegada à Itália, porque você vai perder tempo para retirar a bagagem, passar pelo serviço de imigração, pela alfândega, ir do aeroporto até a cidade e fazer o check-in no hotel. Depois disso vai querer (ou até mesmo precisar) descansar um pouco. O mesmo acontece no dia da partida: arrumar as malas, fazer o check-out e chegar com a antecedência necessária no aeroporto é algo que vai tomar um bom tempo.

 Sugestões de roteiros clássicos

A Itália “básica” (Roma, Florença e Veneza)
De Milão a Veneza (passando pelos lagos e por cidades históricas, como Bergamo, Cremona, Mântua, Pádua, Verona etc.)
A Riviera Italiana (Riviera di Levante e Riviera di Ponente, na Ligúria)
Toscana e Umbria (Florença, Lucca, Pisa, Siena, Assis, Gubbio etc.)
Nápoles, arredores e Costa Amalfitana (Pompeia, Herculano, Sorrento, Positano, Amalfi, Ravello, Capri etc.)
Sicília (tour pela ilha: Palermo, Cefalù, Ilhas Eólicas, Taormina, Etna, Siracusa, Agrigento, Erice etc.)
Roma e arredores (Ostia Antica, Castelli Romani, Tivoli, Viterbo, Tuscania, Tarquínia, Cerveteri etc.)
De Milão a San Marino (passando por Parma, Modena, Bolonha, Ferrara, Comacchio, Ravenna e Rimini)

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Festa do Callendimaggio, roupas medievais

Parla italiano?

Não parla? Não faz mal. O importante é ter pelo menos conhecimentos básicos. Nas recepções da maioria dos hotéis, nos escritórios de turismo e nos restaurantes que têm fregueses do mundo todo, é fácil encontrar quem fale inglês, francês ou espanhol – ou até entenda um pouco de português.

Que tal aprender um pouquinho de italiano antes de viajar para a Itália?

Quem tem algum tempo pela frente pode considerar a possibilidade de fazer um curso intensivo de italiano antes de embarcar. É uma delícia assistir a um filme estrelado por Mastroianni sem precisar acompanhar as legendas, ler Manzoni no original ou entender as letras das canções de Sergio Endrigo.

Algumas palavras são muito semelhantes ao português

O italiano é uma língua latina, como o português. Por isso, a maioria das palavras têm raízes latinas ou gregas e pode ser fácil descobrir seu significado (na linguagem escrita principalmente) prestando um pouco de atenção e comparando com o próprio português. Algumas palavras são muito semelhantes ou até mesmo idênticas: porta = porta, amore = amor; outras são um pouquinho menos óbvias: giardino = jardim; cipolla = cebola; há palavras mais difíceis de traduzir, mas cujo significado você consegue decifrar se pensar um pouco: letto = cama ou leito, cantante = cantor. Às vezes, uma pequena modificação é suficiente para transformar a palavra portuguesa em italiana, como no caso daquelas que terminam em “dade” no nosso idioma e em “tà” no italiano: università = universidade, varietà = variedade etc.

Fonética parecida com a nossa, estrutura gramatical semelhante à francesa

Quem fala francês notará que as conjugações verbais francesas são muito parecidas e encontrará diversas palavras extremamente semelhantes nas duas línguas latinas, como manger e mangiare (comer), vouloir e volere (querer), fourchette e forchetta (garfo). Mas nem tudo é tão simples. Por exemplo, a palavra tomate, que é igualzinha ao português em francês, em espanhol e até em alemão, em italiano é… pomodoro!

Não estamos fazendo a transcrição fonética das palavras – nem pretendemos ensinar ninguém a falar italiano. A intenção é ajudar você, caso não fale essa língua, a tomar contato com as expressões mais básicas. A pronúncia sugerida, indicada entre parênteses, é aquela que acreditamos ser a mais fácil para os brasileiros.

Regras de pronúncia

O italiano tem uma fonética em geral muito parecida com a nossa, ou seja, não há sons que sejam difíceis para um brasileiro pronunciar, embora a pronúncia das consoantes tenha algumas peculiaridades:
l ce, cce, ci, cci = tche, tchi. Ex: cena (jantar) = tchena (e não sena); cibo (comida) = tchibo (e não sibo)
l ch = k. Ex: chiesa (igreja) = kieza (e não xieza)
l ghe, ghi = gue, gui. Ex: ghiaccio (gelo) = guiatchio
l gl = lh. Ex: biglietto (bilhete) = bilhieto (e não big-lieto)
l ge, gi = dje, dji. Ex: geloso (ciumento) = djeloso
l gn = nh. Ex: giugno (junho) = djúnho (e não giug-no)
l l final = sempre pronunciado como em “lua”, com a ponta da língua no céu da boca, e nunca transformado em “u”, como pronunciamos Brasil (“Brasiu…”)
l que, qui = cue, cui. Ex: questa (esta) = cuesta (e não questa)
l r, rr = sempre fraco, como em “aroma” (e nunca forte, como em “rato”), mesmo que seja no início da palavra
l sce, sci = xe, xi. Ex: scivolare (escorregar) = xivolare
l z, zz = é a única pequena dificuldade de pronúncia, pois não tem equivalente em português; é um som similar a “ts”. Ex: zucchero (açúcar) = tsúquero (e não zúquero)

Vamos aprender italiano ?

Órgãos culturais do governo italiano no Brasil promovem cursos de italiano para todos os níveis, do básico ao de obtenção do diploma de “Certificazione della lingua Italiana”, bem como intensivos para quem quer aprender, em pouco tempo, o mínimo necessário para viajar pela Itália.

Istituto Italiano di Cultura de São Paulo • Centro Cultural Brasil-Itália
Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro 
Colégio Danthe Alighieri

Centro da Itália em imagens

Mapa da Itália

Conheça o Centro da Itália

Centro da Itália em imagens: a Toscana

Na Toscana, cuja capital é Florença (Firenze) ficam algumas das mais fascinantes cidade medievais italianas. Algumas são bem grandinhas, como Siena, Lucca, Pisa e, principalmente a própria Florença, um museu a céu aberto, com magníficas fontes, estátuas e repleta de palácios e construções medievais.  Afinal, a região foi o berço do Renascimento, centro de arte e cultura que abrigou alguns dos mais famosos artistas e arquitetos italianos, como Leonardo da Vinci e Michelangelo. Além das cidades maiores, a Toscana possui também aldeias como Monteriggione e cidadezinhas como San Gimignano, ambas rodeadas por muralhas dos tempos medievais.

Centro da Itália em imagens: Umbria, Marche

No centro da Itália ficam também duas belíssimas regiões um pouco ofuscadas pela fama que a Toscana alcançou. Estamos falando da Umbria, onde fica Assis, cidade de São Francisco, e centros como Urbino, Spoleto, Gubbio, e outras cidades do período medieval. São regiões perfeitas para se percorrer de carro, curtindo suas estradinhas pitorescas. Quase sempre você será obrigado a estacionar junto das velhas muralhas, já que o acesso ao centro histórico é restrito. Como são cidades pequenas, isso geralmente não é um problema. Toda a região possui boa infraestrutura hoteleira e ótima gastronomia.

© Manual do Turista/Editora Conteúdo. Todos os direitos reservados.

Havendo interesse em reproduzir essas imagens, fale conosco.

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Deu vontade de conhecer? Então veja informações e dicas para organizar sua viagem ao Centro da Itália

Veja também álbuns fotográficos com dezenas de imagens de outras regiões italianasFacilita muito quando você não sabe ainda o que deseja visitar!

Sul da Itália em Imagens | Centro da Itália em Imagens

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Todas as principais cidades do norte da Itália são servidas por linhas aéreas

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Veja também o Norte da Itália em imagens e Sul da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Mapa da Itália

Sul da Itália em imagens: Puglia, Molise, Basilicata, Calábria

Essa região da Itália, predominantemente rural, é menos conhecida dos brasileiros do que as demais, mas possui lindas paisagens, ótima gastronomia e cidades com um doce sabor provinciano, que conservam suas tradições e costumes. É perfeita para ser percorrida de automóvel.

Sul da Itália em imagens: Nápoles, Pompéia, Capri,

Esta região do sul da Itália (Campania), que tem Nápoles por capital, possui uma enorme variedade de atrações de todo tipo: a beleza da Costa Amalfitana, obras de arte, Pompeia, o mais importante sítio arqueológico europeu, surpreendentes painéis eróticos encontrados nas escavações de Pompeia e Herculano e o charme de lugares como Capri e Ravello.

Costa Amalfitana

Sul da Itália em imagens: Sicília

É surpreendente tudo o que a Sicília tem a oferecer. São dezenas de sítios arqueológicos do período grego, cidades medievais, castelos, paisagens de rara beleza. Além de belas são também bastante variadas: mar verde-esmeralda, praias douradas, o Etna, um vulcão com o pico sempre nevado, um magnífico anfiteatro romano em Taormina, cidadezinhas esquecidas no tempo, o charme de Palermo… E a Máfia? Uma coisa podemos assegurar: é muito mais seguro andar por uma cidade siciliana à noite do que em qualquer grande cidade brasileira!

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A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Norte da Itália em imagens

 

spaghetti-bolognese

As especialidades da cozinha italiana em cada região do país

Especialidades do norte

Especialidades do Norte As massas recheadas, as carnes e a polenta reinam soberanas. Você não pode imaginar o que eles conseguem fazer com uma polenta! Em toda a área fronteiriça com a Suíça, a França e a Áustria existe influência da culinária desses países.

Emilia-Romagna

Embora spaghetti com o molho que nós, brasileiros, chamamos de “à bolonhesa” seja consumido em toda a Itália, os bolonheses torcem um pouco o nariz ao ver esse tipo de molho ser utilizado numa massa fininha, para eles sem “superfície” suficiente; preferem-no na lasagna. Uma característica das massas dessa região, como os tortellini in brodo, os ravioli di ricotta, os passatelli, os orecchioni e os capelletti, são seus deliciosos recheios. Muitas dessas paste vão ao forno, como as lasagne que tanto emplacaram no Brasil. Outras especialidades são as cotolette alla bolognese, preparadas com presunto e queijo; os stufati, vários tipos de carne cozidas em molho; os bocconotti, espécie de vol-au-vent recheado e, no litoral, pratos à base de peixe. Para saborear as saladas, usa-se o famoso aceto balsamico de Modena. Da Emilia-Romagna vêm também o conhecido presunto de Parma e combinações simples e saborosas como o melão com presunto, além de queijos como o parmigiano (parmesão) e o gorgonzola. Como sobremesa são comuns a zuppa inglese, o mascarpone e a ciambella, um bolo meio duro, bom para ser molhado em vinho adocicado.

Ligúria

Molho pesto (feito com manjericão, queijo parmesão, azeite de oliva e pinoli, um tipo de pinhão menor que um grão de feijão), usado em diversos tipos de massas, como o trenette; coelho ensopado; pissaladiera (torta de tomates, aliche e azeitonas, que se come também no sul da França); peixes, fritos ou grelhados; e frutos do mar. Lombardia Tortelloni di zucca (massa recheada com abóbora); casoncelli (massa recheada, geralmente servida com manteiga e sálvia); minestrone (sopa com macarrão); carnes à milanesa (empanadas); risotto giallo ou alla milanese (com açafrão); ossobuco; manzo brasato (uma peça de carne bovina cozida em fogo baixo no vinho ou na cerveja); quaglie (codornas); zuppa pavese (caldo de carne com pão e ovos). Na região dos lagos existem diversos tipos de massas recheadas com peixes de água doce, além de trote (trutas), preparado de diversas maneiras. Destacam-se ainda vários doces e tortas, como o panettone e o tiramisù. O torrone fez sua primeira aparição oficial em um banquete de casamento, realizado na cidade de Cremona em 25 de outubro de 1441.

Piemonte

Agnolotti (massa recheada com carne de vaca, de porco e toucinho); costata di manzo al Barolo (carne ao molho de vinho tinto Barolo); tacchino ripieno (peru recheado). Como sobremesa, o saboroso zabaione (creme de ovos com vinho Marsala); o chocolate Gianduia e os bombons feitos com esse chocolate, os gianduiotti.

Trentino-Alto Adige e Friuli-Venezia Giulia

Cozinha de forte influência germânica e veneziana; canerdeli (tipo de knödel, bolinho de pão); goulash; caccia in salmì (caça temperada no vinho e ervas aromáticas); frios diversos, como o speck; uma boa variedade de queijos. Em Trieste, há ótimos peixes.

Valle d’Aosta

Fonduta (tipo de fondue feito com queijo fontina); frios; pappardelle (massa) com lebre; caças, em especial a camurça; trufas brancas empregadas em vários pratos; polenta com queijo.

Vêneto

Peixes, em especial o baccalà (bacalhau); frutos do mar em geral; grancevola ou granseola, um caranguejo enorme; brodetto alla veneziana (sopa de peixe); spaghetti con le vongole veraci; spaghetti col nero di seppia ou camicia nera (com molho de tinta de lula, que é negro; o nome – meio indigesto – vem de camicia nera, que fazia parte da farda dos fascistas); fegato (fígado) alla veneziana; risotti de diversos tipos, especialmente de frutos do mar, e risi e bisi (arroz preparado com ervilhas, cuja consistência assemelha-se à de uma sopa); gnocchi preparado de diferentes formas. Como sobremesa, o delicioso tiramisù.

Especialidades do Centro

A região central da Itália é a que apresenta maior variedade de pratos e ingredientes.

Abruzzo

Sopa de lentilhas; maccheroni alla chitarra (macarrão em forma de um violãozinho com molho bem temperado); queijos; cordeiros preparados de diversas formas; melanzane alla parmigiana (beringela coberta com queijo e gratinada no forno).

Lácio

Suppli di riso (bolinhos de arroz recheados com queijo fundido); gnocchi alla romana (feito com trigo em vez de batatas, receita da época do império); abbacchio (carneiro de leite assado); saltimbocca alla romana (escalopinhos de vitela envoltos em fatias de presunto cru e cobertos de sálvia) e cabrito ao forno.

Toscana

A famosa bistecca fiorentina (T-bone extremamente malpassado na brasa); ribollita (que significa cozido duas vezes; é uma sopa de legumes com toucinho); sogliola (linguado) alla fiorentina; risoto com cogumelos e vinho branco; caracóis à moda de Siena, cozidos no vinho branco e servidos com molho de tomate picante; cogumelos com molho de tomate e alho; faisão aromatizado com cravo, canela e vinho tinto; feijões cozidos no molho de tomate, azeite de oliva e ervas; faisão grelhado com trufas, vinho branco e conhaque; stracotto di manzo (carne de boi com molho de tomate e vinho tinto). Entre os queijos destacam-se alguns excelentes, como o pecorino e o marzolino, ambos fabricados com leite de ovelha, e a caciotta. Bons frios e enorme variedade de doces, sobretudo na região de Siena, terra do gostoso panforte.

Umbria e Marche

Porchetta (leitão recheado, assado e cortado em fatias); frios; queijos.

Especialidades do Sul e das ilhas

Peixes, frutos do mar, massas secas, cabrito e carneiro são pratos constantes dos cardápios em todo o sul. Na costa do Adriático é comum o brodetto (sopa de peixes e frutos do mar).

Basilicata

Capretto cacio e uovo (cabrito com queijo e ovos); gran ragù lucano (carnes de boi e de porco moídas e temperadas). Como sobremesa, torta di ricotta; taralli (biscoitos de mel).

Calábria

Cabrito ao forno com batatas; doces diversos; embutidos variados (como a famosa linguiça calabresa).

Campânia

Peixes e frutos do mar, como cozze gratinate (mexilhões gratinados); mozzarella de búfala; pomodorino (um tomate miúdo); pizza; massas com frutos do mar; spaghetti alla carbonara (à moda dos carvoeiros, com ovos e toucinho); spaghetti alla puttanesca (à moda das prostitutas… com tomate, aliche, azeitonas e alcaparras); spaghetti al sugo (um prato super simples, mas você nunca comerá um sugo como o que fazem lá, por causa da qualidade dos tomates); fritto misto di mare (frutos do mar fritos); insalata caprese (salada de tomates, mozzarella de búfala e manjericão); peperonata (beringela e pimentões recheados).

Molise

Spaghetti del pescatore (com frutos do mar); zuppa di pesce con piselli (sopa de peixe com ervilhas); pescatrice ripiena (peixe recheado com ovos, queijo e presunto); coniglio alla molisana (coelho com linguiça).

Puglia

Penne alle zucchine (massa com abobrinhas) e orecchiette alla pugliese (massa com brócolis e sardinha).

Sardenha

Malloreddus campidanesi (pequenos gnocchi que levam açafrão na massa); porceddu (leitão assado no espeto); peixes, lagostas e lulas; javali, carneiro e cabrito; linguiças; sopas de favas e de peixe; e uma boa variedade de queijos brancos e de doces.

Sicília

Caponata (antepasto feito com beringelas e azeitonas); arancine (bolinhos de arroz); cazzilli (croquetes de batata); panelle (massa de grão de bico frita); massas secas com sardinha ou frutos do mar; o gigantesco peixe-espada ao forno; pratos à base de melanzane (beringelas, que por lá são gigantescas e roxas, você nunca viu nada igual), além de patês e conservas excelentes, alguns apimentados (de alcachofra, beringela, tomate etc.). Entre as sobremesas podemos citar a cassata siciliana (sorvete de ricotta com frutas secas) e os cannoli (tubinhos de massa doce recheados com ricota, mel e amêndoas).

Saiba mais sobre a gastronomia italiana:

Sobre a gastronomia italiana • Os diferentes tipos de estabelecimentos onde comer
Dicas sobre a cozinha italiana • As especialidades regionais • Entenda o menu italiano
Dicionário gastronômico 

Como ir à Itália

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Maquina fotografica

A Itália em imagens

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Vinhos italianos

A Itália tem uma tradição vinícola muito antiga, mas só mais recentemente, na década de 1960, começou a colocar ordem na sua produção, classificando seus vinhos por origem e características (como a França já faz há muito mais tempo). Os vinhos classificados são os DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), os DOC (Denomi­na­zio­ne di Origine Controllata) e os IGT (Indicazione Geografica Tipica). Estes últimos são os vinhos de mesa, ou seja, com rigor de qualidade e preço inferiores aos demais.

A predominância dos varietais

A maioria dos vinhos italianos é varietal, isto é, recebe o nome da uva com o qual é fabricada, mas há exceções. Alguns devem ser bebidos jovens e destacam-se por sua cor violácea ou, com um mínimo de envelhecimento, por seu tom rubi. Os mais velhos assumem uma coloração granata, como dizem os italianos, isto é, um vermelho ligeiramente amarronzado. Um vinho não precisa ser DOCG ou DOC para ser bom, mas pedir uma garrafa de origem controlada é, a princípio, uma garantia de estar tomando um vinho decente. Alguns IGT, vinhos locais de comercialização restrita, bem como os vinhos da casa (às vezes produzidos pelo próprio dono do restaurante), podem também ser bons, embora nem sempre tenham uma qualidade regular.

A relação abaixo inclui os principais DOCG e DOC de cada região e, excepcionalmente, vinhos não classificados que são muito bons. Essa lista pode servir de referência para você fazer suas escolhas durante a viagem.

A tendência é que um vinho seja melhor – e tenha também menor preço – na própria região em que é produzido, pois quanto menos ele for transportado, menos suas características se alterarão. Um vinho local tende ainda a ser o melhor para acompanhar as especialidades regionais. Se estiver na dúvida, observe em volta o que os italianos (não os outros turistas estrangeiros!) estão tomando, mas nunca peça uma garrafa de vinho antes de ver seu preço na carta.

Vinhos italianos: as regiões produtoras e seus principais vinhos

Abruzzo

O Montepulciano d’Abruzzo, tinto, é seco e encorpado, enquanto o Trebbiano d’Abruzzo, branco, é tão leve que pode ser tomado como ­aperitivo.

Basilicata

 Tem apenas um DOC, o Aglianico del Volture (tinto).

Calábria

 São classificados o Cirò, o Donnini, o Lamezia, o Pollini e o Savuto (tintos), além do Greco di Bianco (branco). O vinho Ciro conserva a velha tradição helênica: era o vinho utilizado nas comemorações das antigas Olimpíadas.

Campânia

O mais renomado é o Taurasi DOCG, tinto, feito com uvas regionais. Há também o Aglianico del Taburno, o Capri, o Castel San Lorenzo, o Cilento, o Falerno del Massico, o Fiano di Avellino, o Greco di Tufo, o Ischia, o Solopaca e o Vesuvio. Dentre as variedades do Vesuvio, o licoroso Lacryma Christi se destaca como vinho de sobremesa.

Emilia-Romagna

O Sangiovese di Romagna, feito apenas com a uva Sangiovese, é exclusivamente tinto. Dentre os brancos, destacam-se o Bianco di Scandiano, o Pagadebit di Romagna, o Trebbiano di Romagna e o Montuni del Reno, que existem também na variedade frisante. O Cagnina di Romagna DOCG, adocicado e de baixo teor alcoólico, e as diversas variedades de Lambrusco, tintos frisantes, são característicos da região. O Bosco Eliceo, o Colli Bolognesi, o Colli di Parma e o Colli Piacentini existem em diversas variedades.

Friuli-Venezia Giulia

Os vinhos dessa região são predominantemente brancos, elaborados na maior parte das vezes com uvas Pinot, Sauvignon, Cabernet, Traminer ou Riesling. São DOC o Aquileia, o Carso, o Collio, o Colli Orientali del Friuli, o Grave del Friuli, o Isonzo e o Latisana.

Lácio

A região se destaca pelos brancos, muitas vezes espumantes ou frisantes, como o Aleatico di Gradoli, o Bianco Capena ou o Colli Albani, mas o mais conhecido deles é, sem dúvida, o Est!! Est!! Est!! di Montefiascone Frascati (isso é que é nome de vinho!).

Ligúria

 Os DOC da Ligúria são predominantemente brancos, mas alguns existem na variedade tinta. São eles: o Cinqueterre, o Colli di Luni e o Riviera Ligure di Ponente. O Rossese di Dolceaqua é exclusivamente tinto.

Lombardia

É grande a diversidade de vinhos lombardos; há muitos tintos e brancos varietais, como os mais de dez tipos de Oltrepò Pavese, além do Franciacorta e do Riviera del Barda Bresciano, que também abrigam rosados e espumantes, e até mesmo o licoroso San Martino della Battaglia.

Marche

Grata surpresa: essa pequena região tem vários vinhos DOC! O Lacrima di Morro d’Alba, o Rosso Conero, o Rosso Piceno e o Sangiovese dei Colli Pesaresi são tintos, enquanto o Bianchello del Metaura, o Bianco dei Colli Maceratesi, o Falerio dei Colli Ascolani e os Verdicchios (que podem ser espumantes) são brancos. Vernaccia di Serrapetrona é um vinho tinto, adocicado e espumante.

Molise

O Biferno e o Pentro di Isernia podem ser tintos ou brancos.

Piemonte

É a principal região produtora de vinhos na Itália, não só pela enorme variedade, mas pela alta qualidade, sobretudo dos tintos. Fica difícil até mesmo citar os principais, porém o maior destaque fica para o Barbaresco, o Barolo, os Barberas, os Dolcettos e o Boca. São vinhos que você não pode deixar de provar.

Puglia

Podemos citar, dentre alguns classificados, o Castel del Monte, tinto; o Gravina Bianco, branco; e o Aleatico di Puglia, um vinho adocicado, de sobremesa.

Sardenha

Dentre os tintos, o mais conhecido é o Cannonau di Alghero, feito com a uva cannonau. A ilha produz ainda variados vinhos licorosos, como, por exemplo, o Giro di Cagliari, os Moscatos e a Vernaccia di Oristano.

Sicília

 O branco Alcamo e o tinto Cerasulo di Vittoria, bem como variedades brancas e tintas do Etna, são classificados, mas não podemos esquecer do Corvo di Salaparuta, que não o é. O Marsala e o Moscato são grandes vinhos doces, de sobremesa.

Toscana

 Os tintos Brunello di Montalcino e Chianti são alguns dos mais famosos vinhos italianos, mas além deles a Toscana tem outros dois DOCG: o Vino Nobile de Montepulciano e o Carmignano. Diversas denominações incluem brancos e tintos, como o Colline Lucchesi e o Montescudaio. O Vernaccia di San Gimigniano, branco ou rosado, é mais conhecido em sua versão licorosa.

Trentino-Alto Adige

Similarmente ao que ocorre em Friuli-Venezia Giulia, nessa região predominam os brancos varietais, como os diversos tipos de Alto Adige, Trentino e Teroldego Rotaliano. Há ainda alguns tintos, como o Caldaro, o Meranase e o Colli di Bolzano.

Umbria

 A região, uma das mais tradicionais no que diz respeito à produção de vinhos na Itália, tem bons tintos, como o Torgiano Rosso Riserva e o Montefalco. O Colli Altoteberini, o Colli Amerini, o Colli Perugini podem ser tintos ou brancos, e o ótimo branco Orvieto merece destaque.

Valle d’Aosta

 O DOC Valle d’Aosta existe em diversas variedades, de acordo com a uva utilizada, podendo ser tinto, branco, seco, adocicado e até mesmo frisante.

Vêneto

Dentre os tintos, há o Bardolino e o Valpolicella. O Piave, o Colli Euganei e o Colli Berici existem também na versão brancos, mas o principal branco é o Soave. Um vinho característico da região é o espumante branco Prosecco di Conegliano, um excelente aperitivo hoje bastante consumido no Brasil.

Dicas

Site italiano especializados em vinhos:

www.vinit.net Portal de enogastronomia. Dezenas de links, inclusive sobre roteiros turísticos enogastronômicos.

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Calábria, sol e mar

Reggio di Calabria • Tropea • Gerace • Locri Epizephiri • Stilo • Rossano • Parque Nacional da Calábria • Aspromonte

Terra da deliciosa linguiça calabresa e de avós e bisavós de incontáveis brasileiros, a Calábria teria dado origem ao nome da Península Itálica, que derivaria do rei calabrês Ítalo, e, consequentemente, ao nome do país. No mapa, a Calábria corresponde à ponta do pé da bota que parece estar dando um chute na Sicília.

A região, como todo o sul da Itália, foi colonizada pelos gregos e fez parte da Magna Grécia. Depois de ser conquistada pelos romanos, caiu sucessivamente sob domínio bizantino, normando, suábio, angevino e aragonês. Esse tumultuado passado deixou espalhada pelo território calabrês uma herança cultural e artística significativa.

Poucos brasileiros já puseram os pés na Calábria. É uma pena, pois, embora esquecida pela maior parte dos turistas, ela revela paisagens ainda selvagens, incomuns na Itália. Seu território, formado por montanhas e vales, possui um litoral banhado por dois mares, o Tirreno e o Jônico, onde se escondem belas praias. Apesar de não ter o apelo arquitetônico de outras regiões italianas, a pouco urbanizada Calábria oferece a oportunidade de descobrir uma cultura rural autêntica, uma culinária saborosa, bons vinhos e lugarejos que parecem ter parado no tempo.

Catanzaro é a capital, mas o centro econômico é Reggio di Calabria, a mais modernizada e populosa das cidades calabresas. Reggio di Calabria, fica à beira-mar, exatamente na pontinha da bota, no estreito de Messina, que separa a Península Itálica da Sicília. A cidade foi muito destruída pelo terremoto ocorrido há pouco mais de 30 anos.
Calábria: turismo. Oficial.

Mapa da Calábria

Como ir

Do Brasil você terá que passar por Roma ou Milão e, em um desses aeroportos, pegar uma conexão para a Reggio di Calábria

A outra opção é o trem, mas é uma viagem um tanto cansativa.

Passagens aéreas e pacotes para a Itália

Onde se hospedar

Há todo tipo de opção de hospedagem na Calábria, desde pensões e hostéis simples, até hotéis de padrão superior. Reggio di Calabria fica na ponta da boa italiana, m frente à Sicilia. Uma opção de viagem é tomar um avião até Reggio di Calábria e ir subindo a região por terra, de preferência de carro.

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Melhor época

A Calábria possui um clima mediterrâneo suave e pode ser visitada em qualquer época do ano. No inverno o frio e suportável, mas um casaco de couro e um pulôver de lã podem ser necessários, sobretudo nas montanhas e à noite.

Como conhecer a Calábria

O trem na Calábria não é um meio de transporte muito cômodo. De Reggio di Calabria para Cosenza são mais ou menos 3h de viagem e, para Crotone, de 3 a 4h. Alguns trajetos implicam em baldeações cansativas, como no caso das ligações entre Cosenza e Rossano (via Sibari) e entre Cosenza e Crotone. Existe ainda uma ferrovia que acompanha a costa do Mar Jônico e que liga Crotone a Rossano.

Muitos lugarejos nas montanhas são servidos por linhas de ônibus, mas em razão das poucas partidas diárias, essa também não é uma opção cômoda. A principal companhia calabresa é a SAJ, que tem linhas regionais e nacionais para Veneza, Milão, Roma e outras grandes cidades.

A Calábria, portanto, é perfeita para ser percorrida de carro, o que permite visitar vilarejos perdidos nas montanhas e descobrir as belezas naturais de uma região quase intocada pelo turismo. A autoestrada A3 é a espinha dorsal rodoviária da Calábria e liga a região a Nápoles e a Roma.

Vídeo sobre Tropea, na Calábria

Atrações em Reggio di Calabria

Museo Nazionale della Magna Grecia

End. Piazza De Nava, 26 É a principal atração de Reggio e se tornou famoso depois que buscas submarinas descobriram, em 1972, os magníficos Bronzi de Riace. São duas figuras masculinas em bronze, de origem grega, atribuídas a Fídias, o maior escultor da Antiguidade clássica helênica. Essas estátuas foram encontradas nas proximidades da Marina de Riace – daí o nome dados às peças.

Castello Aragonese

End.  Piazza Castello. Embora seu nome atual derive da época do domínio espanhol, sob a casa de Aragão, a construção é provavelmente do século VI e passou por diversas reformas e ampliações nos séculos seguintes.

Atrações na vizinhanças de Reggio di Calabria

À três ou quatro dias, partindo de carro de Reggio di Calabria, você pode conhecer as localidades indicadas a seguir.

Tropea

A 92 km ao norte de Reggio di Calabria pela S18. Tropea é uma cidadezinha graciosa nas encostas de uma colina entre os golfos de Sant’Eufemia e de Gioia Tauro, no Mar Tirreno. De origem romana, a cidade passou em seguida pelas mãos de sarracenos, bizantinos e normandos. No topo do rochedo fica a igreja de Santa Maria dell’Isola, do século IV. Do alto tem-se uma bela vista panorâmica do litoral.

Gerace

A menos de 70 km de Reggio di Calabria pela S106. Próxima do Mar Jônico, Gerace é uma minúscula cidade fundada no século IX. Com menos de três mil habitantes, equilibra-se no alto de um rochedo a quase 500 metros de altitude e conserva vestígios das antigas muralhas e dos belos edifícios medie­vais em seu centro histórico, entre eles numerosas igrejas e um enorme Duomo do século XII.

Locri Epizephiri

 Este importante sitio arqueológico greco-romano está localizado próximo à cidade de Gerace. Ocupando uma área de aproximadamente 320 hectares, conserva as ruínas de um teatro, templos e casas. No Museo Nazionale di Locri
Epizephiri
 estão expostas peças encontradas durante escavações realizadas no local.

Stilo

Perto de Gerace, nas encostas do monte Consolino, a pouco menos de 10 km do mar, fica Stilo, que foi no passado uma das mais importantes cidades bizantinas da Calábria, e que conservou um importante patrimônio arquitetônico desse período. A mais bela construção bizantina de Stilo é a Cattolica, uma igreja do século X, toda de tijolinhos. Essa igreja tem uma planta curiosa, com uma cúpula central maior e outras menores, uma em cada ponta. Stilo tem também um Duomo cujas origens remontam ao século XIII, mas que foi bastante restaurado ao longo do tempo em razão de terremotos.

Rossano

No meio das montanhas, cortada pela S106 e muito próxima do Mar Jônico, Rossano teve sua época de glória durante o período bizantino, entre os séculos VIII e XII, e conserva ainda igrejinhas nesse estilo. O Museo Diocesano local possui um bom acervo, inclusive um precioso evangelho grego, todo ilustrado.

Parque Nacional da Calábria (Parco della Sila)

Entre Rossano e Cro­tone, formado por florestas, lagos e desfiladeiros, o parque, com aproximadamente 15.000 hectares, abriga variadas flora e fauna. Ele é divido em três partes: Sila Greca, Sila Grande e Sila Piccola, com belas paisagens como a do Lago Cecita e da Montanha Santa di Rossano.

Aspromonte

Localizada no sul da Calábria, essa área de montanhas é uma opção para quem deseja conhecer a natureza ainda “selvagem” da região permeada de vales profundos e picos rochosos. Do alto da cadeia montanhosa é possível avistar o Mar Tirreno e quase toda a Calábria.

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A Itália de carro
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Guiar na Itália: vivendo e aprendendo

Automóvel

Onde e como alugar um automóvel

A locação de um carro pode ser feita por meio de qualquer boa agência de viagens. O preço é o mesmo da locadora. Grandes locadoras aceitam reservas até pela Internet. Na Itália, nos grandes aeroportos e estações de trem, no centro de qualquer cidade relativamente grande ou mesmo localidades pequenas, mas de interesse turístico, é facílimo encontrar uma locadora de veículos. Para alugar um carro, você precisa ter pelo menos 25 anos de idade e um cartão de crédito internacional. A carteira internacional de habilitação não é obrigatória. Mas não esqueça de levar sua carteira brasileira.

Informe-se sobre as características do carro antes de efetuar a reserva

Os automóveis cuja locação é mais barata são modelos como o Smart, desenhado para circular em cidades e não para viajar. Seu porta-malas é tão pequeno que nem merece esse nome. Por menores que sejam suas malas, não caberão nele! Explique que você precisa de um porta-malas maior: “Vorrei un bagagliaio più grande!” (vorei un bagalhiaio piu grande).

Mapa da Itália

Quando o automóvel não vale a pena

Em toda grande cidade italiana, o carro não só é inútil como também desaconselhável. Em Roma, Florença e Nápoles, por exemplo, há zonas a traffico limitato (precisa traduzir?), onde você não poderá estacionar e terá até dificuldades em circular. Em Veneza… bem, seu carro não é anfíbio! Os centros históricos (onde está quase tudo o que você deseja visitar) são pequenos e podem ser percorridos a pé. Só vez ou outra você necessitará de transportes públicos que, aliás, funcionam muito bem. Você poderá desperdiçar dias de aluguel, pois não poderá usar o automóvel e ainda terá de pagar para guardá-lo em um parcheggio (estacionamento) – vá decorando essa palavra, pois se alugar um carro, a usará muito!

Há quem pense em conservar o automóvel ao chegar a uma cidade grande, utilizando-a como base para visitar as proximidades. O problema é que cada passeio pelas redondezas significa ter de sair e entrar em um centro urbano, enfrentar congestionamentos, perder-se, irritar-se com as contramãos e ainda ter de achar onde estacionar… Para visitar cidades antigas, muitas das quais ainda são cercadas por muralhas medievais, você será obrigado a deixar o carro estacionado “do lado de fora”. É provável que você conclua que pegar um trem ou um ônibus é muito mais prático!

Procure hotéis com garagem

Outro problema sério é descobrir um hotel de preço acessível que tenha garagem. Isso é raro! A maioria dos estabelecimentos se limita a indicar o estacionamento mais próximo (que pode não ficar tão perto do hotel quanto você gostaria). Já nos hotéis mais finos, mesmo nos que não têm garagem própria, costuma haver manobristas que levam e buscam o carro para você. Salvo raríssimas exceções, o estacionamento é cobrado à parte. Quanto mais caro o hotel, mais caro o estacionamento. Por falar nisso, vale lembrar que a gasolina é mais cara do que no Brasil e os pedágios não são baratos, sem falar no custo da locação. Por isso, o carro é indicado para quem viaja acompanhado, e não sozinho.

Congestionamentos não são privilégio brasileiro

Você provavelmente sabe (ou já ouviu falar) o que é pegar a Marginal Tietê no fim da tarde de uma sexta-feira chuvosa ou ir de São Paulo ao Guarujá no dia 31 de dezembro. Na Itália não é diferente: as vias principais e as de acesso aos grandes centros urbanos e às regiões litorâneas (sobretudo no verão) costumam ter um trânsito insuportável.

Quando vale a pena alugar um carro em viagem

O carro é sempre desaconselhável para viajar pela Itália? Claro que não. Alugar automóvel pode ser muito bom em duas situações: para quem tem pouco tempo e vai passar apenas um dia ou dois em cada cidade, dando um giro pelo centro histórico e seguindo viagem (aquele esquema meio rally); e para quem, pelo contrário, pretende passar um período mais longo em uma determinada região, percorrendo-a com calma, apreciando paisagens e indo até encantadores lugarejos distantes dos grandes centros urbanos. É o caso, por exemplo, da região dos lagos, no norte do país, da Toscana, da Costa Amalfitana, das Rivieras da Ligúria, da região litorânea próxima de Ravenna, da Sicília e da Calábria. Além disso, o carro proporciona uma grande liberdade de seguir viagem para qualquer lugar na hora que quiser e o leva até os mais remotos recantos, onde o acesso por outro meio é complicado.

Alugar um carro só quando no momento certo

Uma ideia é alugar o carro lá, só nas ocasiões em que for realmente precisar dele. Outra é reservar o automóvel por períodos intermitentes, de modo a devolvê-lo cada vez que chegar a uma cidade grande e pegá-lo de novo ao seguir viagem. Nesse caso, você deve prever com precisão que poderá retirar o carro na manhã de tal dia e devolvê-lo até o fim da tarde na data prevista, seguindo um cronograma que não deverá ser muito apertado.

Esqueça o ditado “em Roma, faça como os romanos”.

Você, que não é dali, verá em todo o país gente barbarizando no trânsito. Eles sabem quando podem fazê-lo… Você, não. Nas grandes cidades (onde, a princípio, deve-se evitar guiar), pedestres e motoristas são indisciplinados, principalmente em Roma e no sul do país, onde muita gente não respeita o farol vermelho. A faixa de pedestres parece ser uma mera sugestão decorativa de que talvez seja ali o lugar certo para atravessar uma rua, mas que ninguém leva a sério — nem os motoristas, que não a respeitam, nem os pedestres, que atravessam onde bem entendem. Pare sempre para o pedestre, mesmo que ele esteja errado. E tome cuidado também com motos e lambretas, que ziguezagueiam entre os carros de forma alucinante.

Sobre estacionar na rua

Nunca estacione na rua sem saber se é permitido e como se paga. Todo mundo estaciona numa determinada rua; você estaciona também e é multado. Por que só você? Ora, porque os outros carros são de moradores que têm o direito de parar ali! Há uma pequena identificação no carro deles que você não notou… E a placa na rua — riservato ai residenti — nem sempre está visível. Preste atenção nas placas. Por exemplo: uma cadeirinha significa que aquele lugar é reservado para deficientes físicos. Nos poucos lugares onde você pode estacionar na rua sem ser habitante da cidade, saiba que, via de regra, deve pagar.

Os parcheggi – (estacionamentos)

Em certas cidades há parquímetros pagos com moedas; em outras, há sistemas semelhantes à Zona Azul paulistana: você deve comprar um cartão. Isso varia de uma cidade para outra. A expressão zona di rimozione lhe diz alguma coisa? Aprenda: “Sujeito a guincho”! Em muitas cidades grandes há estacionamentos públicos e privados nas regiões mais centrais, quase sempre subterrâneos, identificáveis por placas com a letra “P”. Atualmente a grande maioira dos estacionamentos na Itália (parcheggio) funciona com parquímetros à base de moedas. Tenha sempre consigo moedas em quantidade suficiiente para as maquininhas existentes nos estacionamentos. Evite economias arriscadas. É melhor gastar alguns euroa mais e ter tempo suficiente para visitar com calma um povoado ou almoçar com tranquilidade, sem ter que sair correndo até o estacionamento para abastecer o parquímetro.

Cuidado com as curvas

Em muitas regiões de relevo acidentado (como a Costa Amalfitana), as estradas são estreitas e perigosas. Para conseguir fazer curvas que chegam a ter 180º, os ônibus são obrigados a dar várias marchas à ré bem complicadas. Mantenha distância! Em curvas onde só cabe um veículo, às vezes há um grande espelho para você ver se vem carro no sentido contrário. Dependendo da posição do sol (e da quantidade de poeira acumulada…), os espelhos podem ser úteis para a sua segurança.

As autoestradas

Uma reta nem sempre é o trajeto mais rápido entre dois pontos. A diferença entre a distância que você consegue percorrer por hora em uma autoestrada (designada pela letra A, seguida de um número) e em uma estradinha secundária pode ser imensa. Pegar a secundária é tentador quando se olha o mapa, mas não se iluda. É o que acontece na região dos lagos, nos Apeninos, na Costa Amalfitana, na Sicília e em algumas regiões costeiras. O pedágio nas autoestradas funciona assim: você entra, pega um bilhete, percorre tantos quilômetros e, ao sair, entrega o bilhete e paga a quantia correspondente àquele trecho. Mas pode ser que, além de a cabina estar vazia, a cancela esteja levantada e vários carros estejam passando direto… E você resolva fazer o mesmo. Quando for deixar a estrada, parará em um posto de pedágio onde perguntarão pelo seu biglietto. “Ma che biglietto, mamma mia?”, é o que você vai se perguntar se já estiver pensando em italiano. Sabe por que você não tem biglietto (e será multado…)? Porque não apertou aquele botão vermelho no posto de entrada para retirar o seu – como se faz na entrada de qualquer estacionamento de shopping no Brasil! Os outros carros estavam passando direto? Ora, é porque eles são usuários de um tipo de “Passe Fácil” italiano. A cancela estava levantada? Não interessa! Retire seu bilhetinho e guarde-o com cuidado, para evitar ser jogado aos leões no Circus Maximus…

Abasteça!

Se for cruzar de carro regiões menos povoadas (como o interior da Sicília ou da Sardenha), encha o tanque. Você pode andar dezenas de quilômetros sem encontrar um só posto de gasolina. Em muitos postos italianos, o sistema é self-service. Conforme o carro que alugar, a locadora irá lhe orientar para que utilize determinado tipo de combustível; escolha a bomba certa.

Perguntar não ofende

 Ao alugar um carro peça na locadora um mapa e explicações para chegar à estrada. Se for devolver o veículo na mesma agência, pergunte qual é o melhor caminho de volta. Há incontáveis artérias de mão única e, em alguns casos, se pegar a rua errada, você pode ir parar do outro lado da cidade.

Conheça seus limites

Guia-se à direita e, como no Brasil, a prioridade é também à direita. Os limites máximos de velocidade na Itália são: 50 km/h nas áreas urbanas, 90km/h nas estradas secundárias, 110km/h nas estradas principais e 130 km/h nas autoestradas. Há controles de velocidade e as multas são caras. A polícia é especialmente rigorosa com motoristas que excederam na bebida – o que pode causar enormes problemas. Se você cometer alguma barbeiragem (acontece nas melhores famílias…) e for parado, seja respeitoso, não esqueça do buongiorno, peça desculpas… E não tente subornar os carabinieri!

Moto

Embora seja mais fácil estacionar uma moto do que um carro, na Itália você também terá problemas para conseguir um lugar seguro onde parar e provavelmente terá que pagar estacionamento, principalmente à noite. As motos e lambretas são úteis para percorrer uma pequena região, mas se tornam cansativas para longas distâncias. Em diversas cidades italianas existem empresas que alugam motos – geralmente lambretas e motos de baixa cilindrada. Confirme se a moto que você está escolhendo pode ser utilizada em autoestradas; há restrições em relação aos modelos menos potentes. O mais prático é fazer os grandes percursos de trem e alugar novamente outra moto na próxima cidade que for visitar.

Alugar moto é opção reservada aos motoqueiros experientes

É bom se lembrar de que moto é para quem está acostumado com esses engenhos, que muitos consideram que foram mesmo feitos para cair… O trânsito italiano não é fácil e nem sempre os motoristas respeitam os motociclistas. Se você for cuidadoso e tiver experiência, uma moto pode ser uma boa opção durante o verão, sobretudo se estiver viajando pelo litoral, e para percorrer algumas ilhas, como a Sicília e a Sardenha. Previna-se com uma boa capa de chuva. O clima pode lhe reservar surpresas.

Custos de locação de motos

As diárias cobradas para o aluguel de motos dependem do modelo, do período de locação e da época do ano. Para efetuar a locação você precisará de sua carteira de habilitação para motos, do seu passaporte e de um cartão de crédito internacional.

www.happyrent.com Locação de scooters, motos e carros em Roma, Milão, Florença e Sorrento. Possibilidade de reserva on-line.

Como ir à Itália

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Site úteis para quem está de carro

www.parcheggi.it Endereços de estacionamentos no país inteiro.
www.viamichelin.com Percursos rodoviários e urbanos, mapas de cidades, localizador de endereços.

www.kwmappe.kataweb.it Percursos rodoviários e urbanos, mapas de cidades, localizador de endereços.

www.tuttocitta.it Percursos rodoviários e urbanos, mapas de cidades, localizador de endereços.

www.interlandia.net/network/italia Bons mapas rodoviários da Itália toda.

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Conheça o Centro da Itália

No centro da Itália estão algumas das mais belas cidades medievais do país. Em geral, quando se fala de regiões italianas, o turista se sente meio perdido. Campânia? Ligúria? O que é isso? Mas, regiões do centro da Itália, como a Toscana, por exemplo, já estão se tornando familiares ao brasileiro.

 Toscana

A zona rural toscana tem paisagens espetaculares. Procure visitá-la de carro. As cidades de maior interesse são as magníficas  Florença, Siena, Pisa, Lucca, San Gimignano e a Ilha de Elba. Mas há um sem-fim de pequenas cidades imperdíveis, como Monteriggioni, Montefalco, Chianti, Montepulciano e muitas outras.  Toscana

 Umbria

A Umbria é menos conhecida do que a Toscana, mas tem igualmente paisagens e cidades que deixam o visitante de boca aberta. Procure visitá-la de carro. As cidades de maior interesse são: Assis, PerugiaOrvieto, Gubbio, Spello, Spoleto, Todi.  Umbria

Vídeo sobre a Umbria

Lácio

É onde fica Roma. Reserve pelo menos uns cinco dias para conhecer a capital italiana. Perto dali fica Ostia Antica,que foi um importante porto na era romana.  Lácio

Marche 

Antigo território papal, tem cidades espetaculares como Ancona e UrbinoMarche

Abruzzo

Esta região fica em parte sobre a cadeia dos Apeninos. Da capital, L’ Aquila, você visita o Parque Nacional do Abruzzo e o Parque Nacional do Gran Sasso.  Abruzzo

Informações práticas

Como ir

As principais cidades do sul da Itália possuem conexões aéreas com os grandes centros do país.

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Onde se hospedar

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Principais atrações turísticas no norte da Itália

No norte da Itália ficam cidades e lugares mais visitados em todo o país. Há tanto para ver que fica até difícil fazer uma listagem dos que são realmente atrações turísticas de visita obrigatória.

Emilia-Romagna

É nessa região industrial da Itália onde ficam algumas belas de suas cidades, como Ravenna, Bologna, Módena e Ferrara. Sobre a região Emilia-Romagna

Ligúria

É nessa região, cuja capital é Gênova, que poucos brasileiros conhecem pelo nome que fica a chique Riviera Italiana di Levanti : A capital da Liguária guarda diversas atrações, com seu Aquário e seu Cenro Histórico repleto de Palácios e museus. Ligúria

Lombardia 

Milão, a capital lombarda é também a capital econômica da Italia. É onde desembarcam a maioria dos brasileiros que visita o país. Ficam na Lombardia alguns dos maiores e mais belos lagos do país: Lago di Como e Lago Maggiore. A Lombardia têm ainda outas belas cidades de interesse turístico:  Bergamo e Mantova (Mantua), Brescia. Sobre a reigão: Lombardia

Vídeo sobre a Lombardia

Vêneto

Veneza uma das principais atrações turísticas não sou da Itália, mas de toda a Europa. Veneza não dá para comprar com nada. É única. Mas temos também Verona, a cidade de Romeu e Julieta, Padova (Padua) e outras. Sobre a região Vêneto

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A Itália em imagens

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Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

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O Sul da Itália, principais atrações turísticas

O sul da Itália tem atrações que atraem turistas do mundo todo, como Pompeia, Herculano, Capri, muitas cidades da Sicília e um patrimônio arqueológico de deixar qualquer um de boca aberta.

Mapa da Itália

Basilicata

Pouco povoada, a Basilicata é uma região turística devido principalmente a importância de Matera com seus famosos sassi, considerados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.  No passado, com o nome de Lucânia, fazia parte da Magna Grécia. Depois foi ocupada por romanos, bizantinos e normandos. Matera, Castelmezzano, Melfi, Venosa. A região Basilicata.

Campania

Na Campania ficam as principais atrações do sul italiano: Nápoles (Napoli), Costa Amalfitana, Pompeia, Herculano e o Vesúvio, Capri, Ravello,  etc. A região Campania.

Puglia

A Puglia possui cidades grandes, como sua capital, Bari. Fértil e pouco acidentada, a região oferece a seus visitantes uma paisagem de grandes áreas cultivadas, olivais a se perder de vista e um extenso litoral banhado simultaneamente pelo Adriático e pelo Jônico.  Bari, Polignano a MareAlberobello, OstuniLecce etc.  A região Puglia

Vídeo sobre Alberobello, na Puglia

Sardenha

(Em italiano “Sardegna”), segunda maior ilha do Mediterrâneo, menor apenas do que a também italiana Sicília, tem resquícios arqueológicos que comprovam a presença do homem desde 1.700 a.C.. A partir da Antiguidade, foi ocupada por fenícios, cartagineses, romanos, pisanos e espanhóis, povos que imprimiram sua marca na cultura local. Cagliari, Costa Esmeralda etc.  A região Sardenha

Sicília

or ser uma ilha bem próxima à Península Itálica e, ao mesmo tempo, ficar relativamente perto da África, a meio caminho entre a Península Ibérica e o Oriente Médio, a Sicília ocupa uma posição estratégica do ponto de vista militar e comercial. Isso a tornou, ao longo dos séculos, alvo da cobiça dos mais diversos povos. Ela foi ocupada desde a Antiguidade por fenícios, gregos, romanos, bizantinos, árabes, normandos, franceses, espanhóis e, finalmente, passou a integrar a Itália. Palermo, Cefalù, Piazza Armerina, Erice, Agrigento, Siracusa, Taormina, o Etna, as Ilhas Eólicas etc.  A região Sicília.

Informações práticas

Como ir para o Sul da Itália

As principais cidades do sul da Itália possuem conexões aéreas com os grandes centros do país.

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Matérias especiais sobre a Itália: bagagem cultural

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Ostia Antica, Itália
Ostia Antica

Lazio, berço do Império Romano

A palavra Lazio soa estranha para você? Que tal Lácio, sua tradução em português? Ela é familiar para quem aprendeu na escola a poesia de Olavo Bilac sobre a língua portuguesa: “Última flor do Lácio, inculta e bela…”. As pessoas não costumam se lembrar de que o latim, língua dos latinos, e tudo o que devemos à civilização “latina”, floresceu na região italiana que leva o nome desse povo. Isso é compreensível, pois o nome Lácio foi ofuscado pelo de sua capital: Roma, a Cidade Eterna.

A história do Lácio se confunde com lendas sobre a origem de Roma: o rei Latinus teria acolhido em suas terras Enéas, o príncipe troiano vencido pelos gregos, e lhe concedido a mão de sua filha Lavínia, iniciando, assim, a geração que daria ao mundo Rômulo, fundador da gloriosa Roma. O que se sabe de concreto é que os latinos habitavam o local desde aproximadamente o segundo milênio antes de Cristo. Foram dominados pelos etruscos e, com a queda destes, passaram a sofrer ataques dos sabinos e de outros povos, repelidos pela Liga Latina. Em 338 a.C., depois de várias guerras, Roma consolidou seu poder na região.

Situado entre o mar Tirreno (parte do Mediterrâneo) a oeste e pela cadeia dos Apeninos, a leste, o Lácio foi no passado uma área de intensa atividade vulcânica, fato que lhe deu o aspecto geográfico atual. Apesar de ter como capital uma grande metrópole, o Lácio ainda é uma região predominantemente agrícola, que produz bons vinhos e um excelente azeite de oliva.

Não há dúvida de que, embora a principal atração dessa região seja mesmo Roma, existem outros lugares agradáveis, ricos em história, localizados em meio a belas paisagens de colinas, lagos e florestas, às vezes negligenciados pelos turistas brasileiros por mero desconhecimento. Dentre esses lugares podemos citar Ostia Antica, Tivoli, Viterbo, Tuscania, Cerveteri, Tarquínia, os Castelli Romani e até mesmo uma estação de esqui, em Terminillo.

Como ir

A porta de entrada do Lácio é Roma. Há voos diretos do Brasil para a capital italiana.

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Melhor época no Lácio

Veja a melhor época para ir a Roma

Como conhecer o Lácio

Todos os pontos de interesse turístico da região ficam relativamente próximos de Roma. Em pouco tempo é possível chegar de trem a lugares como Viterbo, Cerveteri ou Tarquínia. Alguns trajetos podem exigir uma baldeação. A principal estação de trem de Roma é a Termini, mas há outras ­menores.

O carro também pode ser uma boa maneira de visitar a região, embora não seja uma boa opção para circular dentro de Roma. Evite pegar estradas nos feriados e fins de semana, quando ficam lotadas de romanos indo e voltando da praia e do campo. As principais estradas de alta velocidade do Lácio são a A1, que atravessa o território no sentido norte-sul; a A24, que vai para o leste; e a A12, que acompanha o litoral no noroeste. Roma é rodeada por um grande anel rodoviário, o GRA.

No Lácio, as linhas de ônibus interurbanos oferecem muitas opções de horários e destinos. A grande maioria parte da Autostazione Tiburtina, em Roma.

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