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Carro na Salina Grande, Argentina

Viajar de carro na na Argentina: uma experiência e tanto em paisagens deslumbrantes

Viajar de carro pela Argentina, cruzando o país, descendo até a Patagônia, tomando a lendária Ruta 40 ou fazendo outras travessias é uma aventura que exige enorme disposição, muito tempo e, é claro, alguma plata.
O ideal em qualquer caso é ter com quem dividir o volante e as despesas, quer você alugue um carro lá, quer utilize veículo próprio.

Dicas sobre carro na Argentina

Mapas

Estude bem os mapas, o tempo que levará para realizar cada percurso, quantos quilômetros rodará em média por dia e quanto gastará de combustível. Não exagere para menos ao estimar a média horária diária: em algumas estradas de cascalho e/ou em áreas montanhosas você não poderá rodar a mais de 40km por hora. Pense, portanto, quando tempo ficará dentro de um carro durante sua viagem, no desgaste do automóvel e no tempo que sobrará para visitar os lugares.

Equipamentos e provisões

Tenha equipamentos adequados no carro que, eventualmente, deverá ter pneus de neve. Em algumas regiões, sobretudo na Patagônia e no Noroeste, o movimento de veículos é pequeno e há raros postos de combustível ou lugares onde parar para comer e beber algo. Por isso mesmo, tenha consigo água; uma garrafa térmica com café ou chocolate quente, no inverno; e sanduíches.

Como são as estradas

As estradas (rutas ou carreteras) argentinas são, em geral, comparáveis às melhores dentre as brasileiras. No país vizinho, somente em regiões afastadas há trechos em cascalho (rípia). Nessas estradas é fácil derrapar ou levar uma pedrada no para-brisa ao cruzar com outro veículo. (Um velho truque: apoie a mão contra o para-brisa nessa hora). Nas regiões de montanhas, durante os meses mais frios, você poderá ter problemas com a neve. Nos pampas e na Patagônia (exceto nos Andes), a viagem pode se tornar um tanto entediante em razão da paisagem monótona com grandes extensões planas que parecem intermináveis.
As estradas argentinas podem ser “nacionais” (RN) e “provinciais” (RP). A maioria das nacionais são boas e asfaltadas, mas algumas, como a famosa RN 40, que corta o país de norte a sul, têm alguns trechos em cascalho. As provinciais são estradas secundárias, mas muitas estão em bom estado. Como acidentes são comuns em ambos os países, dirigir com cautela é essencial.

Combustível

A boa notícia é que o combustível é mais barato do que no Brasil, custando um pouco mais do que meio dólar o litro, com variação segundo a octanagem. Na Patagônia, no Noroeste e em regiões de baixa densidade demográfica você pode rodar vários quilômetros até encontrar combustível: abasteça seu carro sempre que possível. Lembre-se de que carro a álcool, pelo menos atualmente, não é utilizável na Argentina. Você se surpreenderá ao ver em vários lugares do país postos da Petrobrás; a presença internacional da companhia é notável. Costuma-se, como no Brasil, ao abastecer, principalmente se for pedir para encherem os pneus ou limparem os vidros, deixar uma gorjeta para o frentista.

Carro alugado

É uma ótima ideia alugar carro para percorrer circuitos regionais de particular interesse como, por exemplo, A Ruta de los Siete Lagos ou a Península Valdés.

Carro próprio

Sair com carro próprio do Brasil, principalmente se você mora no sul ou sudeste, pode ser mais vantajoso do ponto de vista financeiro do que alugar um veículo lá. Veja informações e dicas sobre viajar com carro próprio pela Argentina. O “possante” sofrerá um pouco numa viagem assim e, inevitavelmente, ganhará alguns arranhões, gastará pneus etc.. É provável, portanto, que você venha a ter despesas de manutenção com seu carro ao voltar. Antes de se decidir, calcule os riscos.

Assistência técnica
CHEVROLET
FIAT
FORD
HONDA
MITSUBISHI
PEUGEOT
RENAULT
VOLKSWAGEN

Equipamentos

Antes de partir, você terá que fazer uma boa revisão no automóvel e checar todos os equipamentos de segurança. Deverá ainda ter, obrigatoriamente, os seguintes acessórios:
• Cabo de aço de pelo menos 2m com sistema de engate (para o caso de precisar ser rebocado…)
• 2 espelhos laterais e encosto para a cabeça
• Caixa de primeiros socorros
• Ferramentas básicas, chave de roda, lanterna

São recomendáveis: cabo para ligar bateria de dois carros diferentes (“chupeta”); mapas, caneta, caderneta de anotações; canivete tipo suíço multi-uso; um saco de dormir para ser usado em uma emergência.

Atenção

O uso de equipamentos não originais que resultem no aumento do comprimento (ou largura) normal do veículo é expressamente proibido. O artigo 29 da Lei Nacional de Trânsito, de nº 24.449, proíbe “defensas, ganchos y todo aquello que exceda en las dimensiones laterales y de longitud del vehículo”. Isso inclui o engate de reboque que muitos brasileiros adoram colocar na traseira de seus veículos, embora nunca tenham pensado concretamente em rebocar algo.

Normas de trânsito e segurança

Não há diferenças muito significativas entre as normas e sinais de trânsito na Argentina e no Brasil. Tendo bom senso, atenção e educação, dificilmente o motorista brasileiro enfrentará problemas nesse quesito. A polícia rodoviária argentina não costuma parar turistas sem necessidade, menos ainda quando se trata de inofensivos casais de brasileiros. Se você cometer algum erro, desculpe-se de forma amigável e evite qualquer discussão. Em geral deixarão para lá, lhe farão uma advertência e o liberarão.

Não se esqueça!

1) É proibido circular com garrafa de qualquer bebida alcoólica aberta na cabine do carro. Não basta enfiar uma rolha na garrafa para fechá-la: ela não pode ter sido aberta. Guarde no porta-malas a garrafa de vinho que eventualmente tiver aberto.

2) É obrigatório circular com os faróis ligados, mesmo durante o dia.

Perto das fronteiras

Se você chegou muito próximo à fronteira boliviana saiba que, na volta, passará por barreiras da polícia federal argentina, onde, eventualmente, poderão inspecionar o veículo (para ver se há talco derramado no porta-malas ou algo assim…). O mesmo poderá ocorrer se você cruzar ou chegar junto à fronteira paraguaia, mas nesse caso estarão procurando algum produto parecido com mate… Aliás, tome cuidado com seu veículo junto às fronteiras mencionadas. É onde mais ocorrem furtos de automóveis. No restante da Argentina, furtos de veículos são raros. Mesmo assim, confie em Deus, mas à noite guarde o veículo em um estacionamento e não deixe bagagem visível dentro dele.

Distâncias rodoviárias aproximadas (em km)

De Bariloche a:
Bahia Blanca, 1.010 | Comodoro Rivadavia, 850 | El Calafate, 1400 | Neuquén, 450 | Puerto Madryn, 997 | Puerto Montt (Chile), 390 | Rio Gallegos, 1650 | Trelew, 860 | Viedma, 980

De Buenos Aires a:
Bariloche, 1.630 | Bahia Blanca, 660 | Comodoro Rivadávia, 1.780 | Córdoba, 710 | Corrientes, 970 | El Calafate, 2.790 | Jujuy, 1.610 | La Rioja, 1.170 | Mar del Plata, 400 | Mendoza, 1.050 | Neuquén, 1.180 | Paraná, 500 | Posadas, 1.010 | Puerto Iguazú, 1.300 | Puerto Madryn, 1.320 | Rosário, 300 | Rio Gallegos, 2.600 | Salta, 1.540 | San Juan, 1.140 | Santa Fé, 470 | | Tucumán, 1.200 | Ushuaia, 3.150 | Viedma, 940

De Comodoro Rivadávia a:
Puerto Deseado, 290 | Trelew, 860

De Córdoba a:
Corrientes, 900 | Jujuy, 880 | Rosário, 400 | Salta, 840 | Santa Fé, 350 | Tucumán, 550

De Corrientes a:
Jujuy, 862 | Mendoza, 1.500 | Salta, 830 | Santa Fé, 540 | Tucumán, 800

De El Calafate a:
El Chaltén, 215 | Comodoro Rivadávia, 980 | Ushuaia, 920

De La Rioja a:
Jujuy, 720 | Salta, 690 | San Juan, 450

De Mendoza a:
Córdoba, 680 | Jujuy, 1.330 | La Rioja, 610 | Neuquén, 800 | Salta, 1.300 | San Juan, 170 | Tucumán, 1.000

De Puerto Iguazú a:
Córdoba, 1.450 | Corrientes, 610 | Jujuy, 1.470| Mendoza, 2.050 | Posadas, 300 | Rosário, 1.300 | Salta, 1.450

De Puerto Madryn a:
Comodoro Rivadavia, 450 | El Calafate, 1.388 | Esquel, 674 | Río Grande, 1.580 | Trelew, 67 | Ushuaia, 1.800 | Viedma, 430

De Río Gallegos a:
El Calafate, 300 | Puerto Madryn, 1.240 | Ushuaia, 600 | Viedma, 1.680

Hotel em Buenos Aires • Hotel em Bariloche •  Hotel em Cafayate  
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centolla-www.sabrosia.com
Argentina: pratos e especialidades regionais, centollas,
caranguejos gigantes

Especialidades regionais

Terra do Fogo

Centollas

A carne desse caranguejo gigante das profundezas, na opinião de muitos, é mais saborosa que a da lagosta. Desfiada, ela pode ser preparada à la provençale (ao alho e óleo), em forma de guisado e das mais diferentes maneiras. O bom é que, na maioria das receitas, é servida somente a carne das enormes patas do bicho, já limpa, sem que você tenha que ficar quebrando a casca do caranguejo com algum alicatinho especial.

Patagônia

Cordero patagónico

Delicioso e tenro, é assado durante muitas horas na brasa. Suas costeletas grelhadas são suculentas e muito macias, de qualidade excepcional. Recomendamos.

Distrito dos Lagos

Truta

Embora você possa comer truta em Buenos Aires e em outras regiões do país, as trutas são uma especialidade do Distrito dos Lagos, cujas águas frias são favoráveis à procriação desse peixe. A truta é servida ao molho de limão, com manteiga e amêndoas e de diversas outras formas.

Frios, defumados e patês

A influência germânica na região se manifesta na produção artesanal de frios, patês e carnes defumadas (ahumados) de caças como o javali e o cervo.

Noroeste (NOA)

São comuns nessa região os pratos da culinária andina que lembram muito a boliviana e a peruana.

Lhama

Sua carne, em geral tenra e de baixo teor de colesterol, é mais saudável que a bovina. O único problema em consumi-la é cultural: talvez você ache estranho comer uma priminha do camelo.

Quínoa

O cereal, um dos mais nutricionalmente completos que existem (incorporado pela NASA aos menus dos astronautas) lembra o arroz ou o trigo moído. É preparado cozido como arroz, em sopas, saladas e até como doce, em forma de pudim.

Tamale

Massa de milho semelhante a pamonha, com pedacinhos de carne seca misturada à farinha, que é cozida no vapor e embrulhada na palha de milho.

Humita

Parecida com o tamale, é preparada com farinha de milho; pode ser tanto salgada, com alho, cebola, pimentão, sal e canela, quanto doce.

Saiba mais sobre a gastronomia argentina

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A melhor maneira de saber se um destino turístico lhe interessa é ver imagens do lugar.

Selecionamos fotos de alguns dos lugares de maior interesse turístico no país: conheça a Argentina em imagens.

Mapa da Argentina

Bariloche e Distrito dos Lagos

Bariloche e o belíssimo Distrito dos Lagos ocupam o centro da Patagônia Andina. É uma região de lagos, montanhas nevadas e paisagens que enchem os olhos. No inverno é o destino ideal para quem quer esquiar. No resto do ano é a base ideal para você visitar a região.

Deu vontade de conhecer? Veja as dicas e informações para você organizar sua viagem pela Região de Bariloche

Buenos Aires

Bariloche é um destino interessante até mesmo para passar uns feriados. A cidade é uma graça, plena de atrações, ótima gastronomia, bons vinhos e preços incomparavelmente mais suaves do que os praticados na Europa e USA.

Ficou com vontade de dar uma chegada a Buenos Aires? Veja as informações e dicas para sua viagem.

Sul da Patagônia e Terra do Fogo

Rudes e belas paisagens de clima frio, montanhas nevadas, lagos de altitude,  variada fauna marinha, excelente gastronomia.

Vamos para a Terra do Fogo? Veja informações e dicas

Noroeste Argentino e Quebrada de Huahuaca

O Noroeste Argentino, paisagens grandiosas que poucos brasileiros conhecem.

Veja dicas e informações para preparar sua viagem.

Mendoza e Centro-Oeste

A Província de Mendoza é a mais importante região vinícola argentina. Muitos estabelecimentos organizam degustação e palestras sobre vinhos. Outras vinícolas possuem restaurante de alta cozinha, cada prato sempre acompanhado pelo vinho certo.
A região possui ainda bonitas paisagens  como a do Parque Nacional do Aconcágua, perfeito para caminhadas, curiosidades naturais como a Ponte del Inca e outros atrativos.

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Ficou com vontade de conhecer Mendoza e sua região? Veja as dicas e informações.

Informações práticas

Hotéis

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Hotel Llao-llao, Bariloche
Hotel na Argentina, Hotel Llao Lao, em Bariloche

Hotéis e pousadas na Argentina

A Argentina tem uma hotelaria com boa relação preço qualidade, especialmente nesses tempos em que o valor da moeda brasileira perdeu seu valor devido a incompetência governamental.

Em Buenos Aires, com exceção dos hotéis elegantes, muitos hotéis, sobretudo no centro antigo têm ar velhusco, (elevadores às vezes dos tempos de nossos avós, carpetes dom design da década de 1050…) embora limpos. A grande vantagem do centro velho de Buenos Aires é a localização. São hotéis perto de tudo, com transporte fácil, bem no centro comercial. Há bairros agradáveis para se hospedar, como San Telmo (um tanto boêmio), Palermo e la Recoleta.

No resto da Argentina há, é claro, hotéis de luxo, mas muitas opções de pousadas de excelente qualidade, além de hostals para a moçada mochileira, com preços interessantes, embora raramente centrais.

Os hotéis na Argentina são classificados por estrelas, mas não se fie demais nesse conceito.  Há hotéis de duas estrelas com padrão superior ao dos hotéis de três estrelas.

Também é importante saber que há grandes diferenças de preços entre a alta e a baixa estação. Julho e janeiro são meses sempre mais caros. Isso vale principalmente para Bariloche e boa parte da Patagônia Andina.

Mapa da Argentina

Reserva pelo Booking.com

O Booking.com é um meio fácil e seguro de reservar seu hotel ou apartamento em cidades no mundo todo. Você não paga nada a mais por isso. Você pode pesquisar ofertas entre uma enorme variedade de estabelecimentos, provavelmente pagando menos e sem ter trabalho algum.

Classificação por ordem alfabética – principais localidades turísticas

Hotel em Buenos Aires • Hotel em Bariloche •  Hotel em Cafayate  
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Hotel em Junin de los Andes •  Hotel em Las Leñas •  Hotel em Mendoza

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Vinhos argentinos: a quinta produção mundial

Por Chico Spagnuolo
Chico Spagnuolo, colaborador dos guias GTB, é um advogado apaixonado por vinhos e viagens.

Aproximadamente 70% dos vinhos argentinos provêm da região de Mendoza, mas há também ótimos tintos em La Rioja e San Juan e brancos de qualidade em Cafayate, na província de Salta.

As uvas mais utilizadas para os tintos são Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Malbec. Nos últimos quinze ou vinte anos, os vinhos feitos com esta última variedade tornaram-se tão bons que se transformam em símbolo da vinicultura argentina.

Já dentre os brancos predominam as uvas Chardonnay e Sauvignon Blanc, bem como a Torrontés, menos conhecida dos brasileiros, cultivada em Cafayate e Mendoza.

Mapa de Mendoza, principal região produtora de vinhos na Argentina

As uvas que desapareceram na Europa e só existem agora na Argentina

O curioso é que todas essas uvas são originárias da Europa, mas algumas praticamente desapareceram em seus países de origem, e só existem na Argentina. A uva Torrontes, de sabor e aroma bem particulares, pode não agradar a todos, mas tem seus apreciadores (nosostros, por ejemplo…). Suas cepas trazidas da Espanha desapareceram do território espanhol. A Malbec, proveniente da França, hoje só é cultivada na região de Cahors, no sudoeste; sua produção é apenas local e tão inexpressiva que muitos franceses acham que ela nem existe mais no país.

Argentina, quinto produtor mundial de vinhos

A Argentina é hoje o 5º maior produtor mundial de vinhos. Além de importantes exportadores da bebida, os argentinos são também grandes consumidores: bebem 40 litros per capita por ano, enquanto a média  brasileira não alcança 2 litros anuais. (Os franceses, os maiores consumidores mundiais, bebem 60 litros per capita a cada ano!)

Apesar de a Argentina produzir vinhos finos desde 1860, foi a partir dos anos 1980, devido à mudança de mentalidade dos produtores locais, aliada à vinda de produtores estrangeiros, que o produto argentino ganhou fama internacional.

O Malbec

A Argentina cultiva diversas variedades de vinhas, mas pode-se dizer que a uva emblemática do país é a tinta malbec, que produz vinhos aromáticos, frutados e macios. São também características as varietais torrontés (branca) e a bonarda (tinta), bem como as tintas cabernet sauvignon, merlot, syrah, pinot noir, barbera e tempranillo, além das uvas brancas chardonnay, sauvignon blanc e chenin blanc.

Na região de Mendoza (no oeste do país) em razão do tipo de solo, da grande insolação e da amplitude térmica, ideais para a viticultura, são produzidos os melhores vinhos argentinos. Suas vinícolas, que podem ser visitadas, têm infra-estrutura adequada para receber turistas. Dentre os mais expressivos produtores, podemos citar Terraza de Los Andes, Leôncio Arizu (Luigi Bosca), Catena Zapata, Alto las Hormigas, Valentin Bianchi, Salentein, Norton, Finca Flichman, Trapiche e Etchart. As safras nos últimos 10 anos foram ótimas na região de Mendoza.

É barato tomar vinho na Argentina. Mesmo nos restaurantes, uma garrafa sai por metade do preço do mesmo vinho comprado em uma loja aqui no Brasil. Portanto, ouse pagar um pouco mais e experimente os Terrazas de los Andes ou um Luigi Bosca. Custam aproximadamente US$ 18, os mais simples.

Em Buenos Aires há muitas casas que vendem vinho e acessórios para seu serviço. Não deixe de conhecê-las e de trazer algumas garrafas para o Brasil. E viva Baco!!!

Mendoza: a terra dos vinhos

Quando se ouve falar em Mendoza, a primeira coisa que vem à cabeça são seus vinhos, cada vez mais famosos depois que a uva Malbec passou a ocupar seu merecido lugar entre as preferidas dos enólogos. Aliás, a própria Prefeitura de Mendoza anuncia com uma ponta de orgulho: 70% dos vinhos argentinos saem das vinícolas locais.

Vinhos e Bodegas

Nem todo mundo é ligado em vinho, mas cada vez mais brasileiros (como os autores deste guia e quase todos da equipe GTB…) engrossam as legiões dos apreciadores. Se você faz parte desse time, obviamente irá aproveitar sua estada em Mendoza para visitar bodegas (vinícolas) da região e provar alguns dos melhores vinhos da América ou, quem sabe, do mundo.

Há diversas vinícolas que podem ser visitadas, com degustação de vinhos, passeio pelas instalações e, muitas vezes, almoço. Boa parte das bodegas fica no Departamento de Maipú, a 11 km de Mendoza. Elas podem ser visitadas por conta própria, de carro ou táxi, ou tomando uma excursão. De modo geral, as agências situadas na Av. Las Heras são sérias, mas por “excesso de zelo” você pode solicitar uma indicada pelo escritório oficial de turismo ou, se for por conta própria, escolher uma das que listamos mais abaixo e pedir na recepção de seu hotel para confirmarem horários e agendarem uma visita. Algumas bodegas mantêm restaurantes e umas poucas possuem acomodações para hóspedes. Se degustar bons vinhos é uma das razões de sua viagem, organize-se e procure dar uma entrada nos sites das vinícolas.

Para você entender Muita gente ouve falar em vinhos “varietais” e se pergunta: “Que diabo vem a ser isso? Um tipo de vinho, uma técnica?” É muito fácil, você não precisa ficar sem graça na frente dos amigos. Os varietais são aqueles produzidos com um só tipo de uva (Malbec, Syrah, Chardonnay etc.). Eles predominam na Argentina e no Chile. Os vinhos produzidos a partir de diferentes tipos de uvas, chamados “cortes”, são mais comuns na Europa.

Principais vinícolas

Saiba mais sobre vinhos na Argentina e conheça as principais vinícolas

Fiesta de la Vendimia

Canta, baila, sigue corazón,
Mendoza tiene vida en tu voz.
Canta, baila, sigue corazón.
Mendoza del buen vino y del sol.

Uma das mais importantes festas mendocinas teve sua origem no século XIX: a Fiesta Nacional de la Vendimia. Crescendo a cada ano, tornou-se na década de 1930 uma grande comemoração popular. Hoje os pontos altos do evento são a La Bendición (bênção) de los Frutos pelo bispo de Mendoza, que acontece na cidade no final de fevereiro ou no início de março, quando os mendocinos agradecem a Virgen de la Carrodilla pela boa colheita. A festa, que dura vários dias, inclui desfiles de carros alegóricos e de gauchos a cavalo. O Ato Central ocorre no primeiro sábado de março no Anfiteatro Griego Frank Romero Day, no Parque San Martín, quando é coroada a nova rainha: La Reina Nacional. Esta festa, com muita alegria (e muito vinho…), fogos de artifício e a participação de artistas e músicos, é um acontecimento imperdível se você estiver em Mendoza no momento certo.

Duas outras regiões vinícolas merecem ser mencionadas: San Rafael (na Província de Mendoza) e Cafayate, no Noroeste do país, que produz aos brancos muito especiais, como o torrontês e outros.

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Patagônia Atlântica: o litoral sul da Argentina

Na Patagônia Atlântica, o principal atrativo é a fauna marinha. Na costa, você pode ver lobos e leões marinhos, pingüins, baleias, orcas, golfinhos, focas e muitos outros animais. Puerto Madryn é um balneário que atrai argentinos durante o verão, quando faz bastante calor, mas a água do mar é fria. Se, como praia, o lugar não agrada ao brasileiro, o mar ali tem outra qualidade: é excepcionalmente bom para mergulho (em castelhano, buceo). Em cidades patagônicas costeiras e próximas à costa, existe uma curiosa influência galesa (do País de Gales) no tipo físico das pessoas, nas construções e nos costumes: lá, a yerba mate é substituída pelo chá da cinco.

Mapa da região de Puerto Madryn, na Patagônia Atlãntica

Na Península Valdés, visitável a partir de Puerto Madryn você assiste um impressionante espetáculo: orcas chegam praticamente na praia para abocanhar filhotes de lobos -marinhos e devorá-los.

Vídeo: cenas impressionantes de orcas caçando, quase na praia, filhotes de focas

Trelew, a 8 km de Rawson, a capital da Província de Chubut, como outras cidades próximas, é fruto da colonização de galeses ocorrida na segunda metade do século XIX. Seu curioso nome significa, em galês, “cidade” (tre, em galês) “de Lew” (Lewis Jones, ganhador de uma concessão para construir uma ferrovia na região).

A importância turística de Trelew se deve à localização que permite tomá-la como base para visitas às principais atrações da Patagônia Atlântica, como a Península Valdés e Punta Tombo, e para atividades de ecoturismo.
A cidade é sede de um renomado museu de paleontologia, que agrada a adultos e crianças com seus fósseis de dinossauros.

Museo Paleontológico Egidio Feruglio

End Av. Fontana, 140 Um dos mais importantes museus de paleontologia do mundo. Se você gosta de assistir ao Nat Geo, sabe que, durante o Período Triássico, há aproximadamente 230 milhões de anos, a Patagônia era ligada à África e possuía características geofísicas muito diferentes das atuais, constituindo um habitat perfeito para os grandes répteis que dominavam a terra. Por isso mesmo, a região tem regalado os paleontólogos com fósseis de dinossauros de todos os tipos, dentre eles o esqueleto praticamente completo de um dinossauro carnívoro do período Jurássico, uma raridade. Quem se interessa pelo assunto não deve perder: tem dinos para todos os gostos. Museo Paleontológico Egidio Feruglio

Museo Pueblo de Luis

Av. Fontana esq. c/ Av. 9 de Julio. O pequeno museu instalado na antiga estação ferroviária reúne fotos, móveis e objetos que contam a história da cidade desde sua fundação por colonos galeses.

Passeios e excursões nos arredores

Punta Tombo

A 110 km ao sul de Trelew. Pode-se alugar carro ou, mais fácil, pegar uma excursão a partir de Porto Madryn (180 km)  ou Trelew (120 km)  Pela RN 3 (uns 70 km), depois pela Provincial 1. Parte da estrada, que está em obras, é de rípia: não abuse. O lugar é uma espécie de maternidade de pingüins de Magalhães, que chegam para botar seus ovos no final de setembro. Em abril, depois que “as crianças” nascem e trocam de plumagem, as aves desaparecem para só voltar na temporada seguinte.

Você pode andar no meio das aves; há mais ou menos 1,5 milhão delas (pode conferir!). Se estiver com seu filho, diga-lhe para não bulir com os pingüins (principalmente com os filhotes) nem se aproximadar demais dos ninhos para não se arriscar a levar umas bicadas. Aliás, esses bichos barulhentos (você ficará meio zonzo com sua gritaria) “discutem” muito entre si, trocando bicadas. Para distinguir os machos das fêmeas (sem bisbilhotar na intimidade dos bichos), saiba que “los varones” são maiores (pesam entre 4 e 5 kg) e têm bicos mais compridos e largos. Os machos, nada machistas, participam da incubação dos ovos e da defesa do ninho. Quando um dos pais sai para buscar alimento, o outro toma conta da casa. Dentro da pingüinera você verá guanacos (da mesma família das lhamas, alpacas, vicunhas e camelos) que perambulam livremente no meio da colônia.

Gaimán

A 20 km de Trelew. O vilarejo, colônia galesa como Trelew, conserva muitas construções de tijolinhos da época de sua fundação e alguns dos costumes do País de Gales, entre eles o chá da tarde acompanhado de bolos e doces que são verdadeiras tentações. As casas de chá já viraram atração turística; a mais famosa delas é a Try Nain, na praça principal. O Museo Regional Galés que funciona na antiga estação ferroviária de Gaimán.

Geoparque Bryn Gwin

A 8 km de Gaiman. Abre das 11h às 17h (durante o verão fecha uma hora mais tarde). Situado no Vale do Rio Chubut que, há 40 milhões de anos era ocupado pelo mar, o parque possibilita ao visitante observar as diferentes camadas geológicas e fósseis de exemplares da flora e fauna patagônicas naquela época.

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Guia de viagem GTB, sobre a Argentina

Olá!

Os guias GTB impressos não estão mais à venda…

Enquanto isso, confira todo o conteúdo completo e atualizado do guia impresso, substituído pelo  Guia GTB ON Line Argentina, gratuito, e com dezenas de fotos. Basta ter sinal de internet no local onde você estiver.

Acesse o sumário do Guia GTB On-Line Argentina

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Em breve, todos eles estarão disponíveis como e-books que você poderá baixar e ter consigo onde quer que esteja, tenha ou não sinal de internet, e a preços muito mais interessantes do que os dos guias em papel comprados em livrarias.

E, caso deseje conhecer separadamente cada tópico do GTB Argentina Online, clique aqui.

Viagem de moto pela Argentina
René Miragaia, viagem de moto pela Argentina

Acessar o sumário | Acessar o Índice remissivo

A Patagônia de moto: Buenos Aires, ponto de partida para a grande aventura

Parti de moto para a Patagônia Atlântica, tendo como ponto de partida a capital portenha,  descendo pela orla do Atlântico, enfrentei os fortes e frios ventos oceânicos que varriam toda aquela região dos pampas, com suas planícies imensas, monótonas, inexpressivas.
De Bahia Blanca para o extremo sul estende-se, até o final do continente, a imensa Patagônia, com suas mesetas e terraços, plantas raquíticas e rasteiras, pastos duros e espinhosos onde pastam ovelhas e guanacos sob um vento permanentemente forte e gelado.

A Patagônia de moto: dois mil e quinhentos quilômetros de paisagem desértica

São 2.500 quilômetros, de uma paisagem acinzentada e nostálgica. Dizem os habitantes dessa região que para conhecer a Patagônia não é preciso percorrê-la de ponta a ponta; basta ficarmos parados e esperar que ela passe por nós, arrastada pelo vento.

Puerto Madryn

Após rodar mais de 700 quilômetros contra uma vento fortíssimo que soprava do oceano, cheguei a Puerto Madryn, a capital subaquática da Argentina. Conheci ali uma pessoa muito especial, o comandante Jako, mestre na arte de mergulho e muito gentil, que me convidou para ir em seu lindo barco ver as baleias francas com seus filhotes, em pleno mar, ao largo do Golfo Nuevo. O barco era movimentado com a máxima precaução, pois elas poderiam, com seus malabarismos, atingir nossa pequena embarcação, destroçando-a num piscar de olhos. Puerto Madryn

Navegando ao lado de baleias

Conseguimos, chegar a 10 metros desses gigantescos cetáceos de 100 a 150 toneladas. Vimos seus corpos escuros, imensos, cheios de manchas e aderências, espadanando água por todos os lados, quando uma delas, como um torpedo, emergiu num salto descomunal, explodindo na queda como uma bomba, provocando ao redor de si ondas de mais de um metro de altura que se abriam em círculos concêntricos, balançando nosso barco como se fosse de brinquedo.
Nessa fria costa atlântica, as baleias vêm para procriar e amamentar seus filhotes com cerca de 300 litros de leite lançados na água, que, por ter uma composição mais densa não se misturam. Durante seus primeiros meses de vida, os baleotes engordam cerca de 100 quilos por dia!

Caleta Valdés

No dia seguinte fui à Caleta Valdés, uma graciosa península em cuja costa setentrional centenas de elefantes marinhos se aquecem em longas praias de areia branca. Lentos e fortes, os machos vivem cada qual com seu harém de fêmeas e vários filhotes.

O interior da Patagônia

 Deixando o litoral embrenhei-me no interior da Patagônia, onde quer que você estacione a moto, terá a impressão de estar no centro da Terra, pois para qualquer lado que se olhe somente se verá o horizonte distante: sem nenhuma árvore, nenhum morro, nenhum vestígio de civilização. Tudo plano, árido e absolutamente silencioso. Às vezes vê-se, ao longe, um guanaco ou uma lebre patagônica saltando de um para outro tufo de esturricados arbustos de, no máximo, 50 centímetros de altura; de vez em quando surge uma perdiz e, dificilmente, um avestruz.

Os ventos perigosos da Patagônia

O fortíssimo vento obrigava-me a pilotar a moto sempre inclinada contra ele, a fim de não ser lançado ao solo. Estava lutando contra um inimigo de infinita superioridade, dentro de um gigantesco campo de batalha – o deserto da Patagônia. E o pior de tudo: esse inimigo era invisível e caprichoso. Quando queria, apenas me acariciava com delicadeza e, ao mesmo tempo que me mimava, subitamente rugia enlouquecido e, com um violentíssimo golpe, arremessava-me com a moto, com a bagagem e com toda minha experiência às bardas esturricadas da estrada. E, para zombar da minha fraqueza diante de seu poder, zumbia em meus ouvidos como que sorrindo, num gozo frenético, fazendo-me rastejar como víbora, lentamente, pelas empoeiradas trilhas, humilhando-me até onde minha resistência permitia suportar.

O sentimento de se percorrer a Patagônia

Costuma-se dizer que “a região patagônica é uma grande quantidade de nada que se prolonga até o horizonte”. Mas não é bem assim. Devemos procurar na solidão e na paz daqueles 2.500 quilômetros de deserto as coisas que a maioria das pessoas não consegue ver:os dóceis e elegantes guanacos, as espertas lebres, os enormes rebanhos de ovelhas, os graciosos tatus e perdizes; é preciso aprender a amar a solidão e a ouvir a voz do silêncio que tantas vezes nos fala mais eloquentemente do que mil palavras; é preciso ver a pureza do céu, sentir a liberdade do vento que zune pelos raquíticos arbustos, partilhar a nostalgia do cinzento que a tudo envolve; é preciso admirar as pequeninas flores que enfeitam a aridez do solo e respeitar o esforço sobrenatural daquelas retorcidas plantas na busca perseverante da sobrevivência!
Quando se consegue ver e, principalmente, sentir essa “grande quantidade de nada”, então sentiremos ânimo no lugar do desalento, alegria no lugar da tristeza e vida no lugar da morte que espreita de perto os seres dessa brava região.

Punta Tombo e sua gigantesca colônia de pinguins

Ao atingir Punta Tombo, deparei com a maior colônia continental de pingüins do mundo, depois da Antártida. Ali vivem cerca de 500 milhões desses animaizinhos, entre centenas de aves marinhas, num ambiente muito frio e de absoluta paz.

As perigosas orcas

Lá pelos lados de Piedra Buena, presenciei uma enorme quantidade de lobos-marinhos tomando sol sobre as pedras que emergiam do mar, próximas à praia. Inesperadamente, orcas saltaram sobre eles, engolindo-os, numa cena de impressionante violência!

Uma tempestade inesperada

Pouco mais adiante, rodando tranquilamente, fui surpreendido por uma fortíssima tempestade que desabou com trovões e relâmpagos saltando sobre mim qual demônios enfurecidos. Nem houve tempo de colocar a roupa para chuva. O céu transformou-se num inferno e a Terra num campo de batalha.

O perigo dos raios

Subitamente, um clarão esverdeado me envolveu, provocando um som agudo em meus ouvidos, com milhares de agulhadas em minha cabeça e nas costas… E não vi mais nada. Quando voltei a mim concluí que havia desmaiado e caído juntamente com a moto que, por sorte, não me quebrou a perna, pois quando caí já estava inconsciente. Estava muito dolorido, e apenas percebi que minha perna sangrava quando o sangue me encharcou o pé esquerdo, por dentro da bota. Depois de pensar um pouco, cheguei à conclusão que havia sido atingido, de raspão, por um raio. Soube, mais tarde, por informações de pessoas da região, que aquela repentina tempestade era um raro fenômeno chamado monzones, caracterizado pelos ventos quentes que se deslocam dos pampas e que chegam a atingir a velocidade de 100 quilômetros por hora, fazendo soçobrar embarcações, destruindo casas e espalhando a morte entre homens e animais.

Rio Gallegos

Sempre rumo sul, passei por Río Gallegos e por Laguna Azul, atingindo, nesse ponto de integração austral do lado argentino com o chileno, o agitado estreito de Magalhães. Havia chegado à última escalada para o extremo sul do continente: a Terra do Fogo!

Resumo publicado no GTB Argentina, extraído do 3º capítulo do livro MINHA MOTO, EU E A AMÉRICA, de Miragaia René Angelino (www.miragaia.com.br), o Gaia, que já percorreu a Patagônia de Moto, quatro continentes de moto e está em vias de viajar pelo quinto.

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Província de Mendoza
Centro-Oeste da Argentina. Província de Mendoza

Centro-Oeste da Argentina: principais atrações

CórdobaMendozaSan Rafael •  San JuanParques do Cuyo  La Rioja

Mapa do Cuyo e Província de Mendoza

Perfil

Província de Córdoba

A província de Córdoba, no centro-oeste da Argentina, e o território aos pés dos Andes conhecido por “Cuyo”, que compreende as províncias de Mendoza, San Juan e La Rioja, são destinos bastante atraentes para o turismo esportivo, de aventura, enogastronômico e cultural.
Em Córdoba, a segunda maior cidade da Argentina, e em Mendoza, a quarta (depois de Rosário), há bons museus, edifícios históricos, excelentes restaurantes e vida noturna. As duas cidades servem igualmente de base para visitar atrações próximas, sobretudo as históricas estancias jesuítas, as serras vizinhas a Córdoba, a região do Aconcagua e as vinícolas nos arredores de Mendoza, onde se produzem os melhores vinhos argentinos, dentre eles os famosos varietais feitos com a uva Malbec. Certas bodegas da região não apenas são abertas para a degustação de seus melhores vinhos como também hospedam turistas aficcionados pela nobre bebida.

Província de Mendoza

Ainda na Província de Mendoza, perto de Malargüe, fica uma das mais procuradas estações de esportes de inverno da América do Sul: Las Leñas.
Junto aos Andes estão ainda as Províncias de San Juan e de La Rioja, que têm produzido vinhos cada vez melhores. Na Província de San Juan fica o Parque Provincial Ischigualasto (ou Valle de la Luna) e bem perto dele, em La Rioja, o Parque Nacional de Talampaya. Ambos, com paisagens absolutamente espetaculares produzidas pela erosão eólica, integram o Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Em seus territórios hoje semi-desérticos havia, há milhões de anos, ricas flora e fauna, inclusive diversas espécies de dinossauros. A descoberta de fósseis desses grandes répteis fizeram a fama dos parques, que têm atraído a atenção de cientistas e turistas do mundo todo.

Cruzando fronteiras

Há onibus diretos e diários da rodoviária de Mendoza para Santiago do Chile. A passagem custa um pouco menos de US$ 20. É necessário um documento de identidade para adquiri-la. (O Chile não exige passaporte dos brasileiros que viajam a turismo; basta o RG em bom estado). As paisagens são lindas e os ônibus, confortáveis. A viagem toma um tempo variado, entre 5h30 e 7h ou até mais, dependendo da época do ano, do fluxo de turistas e da burocracia da fronteira. Mesmo no verão, agasalhe-se, pois a fronteira fica a quase 3.000m e o frio é bravo. Tenha consigo sanduíches e água, mas não entre no país com plantas ou frutas cruas, que são proibidas. De carro, utilize a RN 7. São aproximadamente 380 km em ótima estrada, toda asfaltada e com lindas vistas.

Informações práticas

Como ir para o Centro-Oeste argentino

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Estancia Santa Catalina, Foto Beatrice Murch CCBY
Estancia Santa Catalina, Foto Beatrice Murch CCBY

 

Provincia de Misiones

Mapa da Província de Missiones

Como ir

Avião

O Aeroporto Internacional de Iguazú, em território argentino, fica a 17 km da cidade. Há vôos para lá a partir de Buenos Aires (1h30). Para quem parte do Brasil é mais barato voar até a cidade brasileira de Foz de Iguaçu (1h45 a partir de São Paulo) e de lá tomar um ônibus no Terminal de Transportes Urbanos até o terminal rodoviário de Puerto Iguazú (0h30). A freqüente existência de passagens aéreas promocionais de algumas capitais brasileiras para Foz do Iguaçu torna o avião o meio de transporte mais recomendado.

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Ônibus

De São Paulo (Terminal Barra Funda) a viagem demora 17h em ônibus da Expresso Kaiowa ( 11 3392-7606) ou da Pluma ( 11 3392-1716/3657). De Buenos Aires (Terminal Retiro), o trajeto toma entre 16 e 18h.

Carro

De São Paulo, siga até Ourinhos pela Castelo Branco ou pela Raposo Tavares. Depois pegue a direção Maringá (no Paraná) e prossiga na direção de Campo Mourão, onde você deve pegar a BR 369 até Cascavel e prosseguir pela BR 277 até Foz do Iguaçu. De Curitiba, tome a BR 277 até Foz do Iguaçu. Atravessando a Ponte Internacional Tancredo Neves, você estará em Puerto Iguazú.

A cidade de Puerto Iguazú está situada na região conhecida como “Três Fronteiras”, onde se limitam territórios do Brasil, da Argentina e do Paraguai, separados pelo Rio Iguaçu. Do lado brasileiro, fica a cidade de Foz do Iguaçu; no Paraguai está Ciudad del Este, a Babilônia dos sacoleiros, acessível pela Ponte da Amizade.

Embora Puerto Iguazú em si não tenha interesse turístico, é ponto de partida para visita às Cataratas do Iguaçu, tanto do lado argentino quanto do brasileiro.

Onde se hospedar para visitar o Nordeste da Argentina

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Nordeste da Argentina

Pontos turísticos

Parque Nacional Iguazú e Cataratas

Ônibus partem a cada 45 minutos do terminal rodoviário da cidade, do amanhecer ao anoitecer. Veja fotos, informações e dicas.

As Missões (misiones ou reducciones)

As Missões (misiones ou reducciones) foram criadas pelos jesuítas na área que hoje corresponde à zona fronteiriça entre o Estado brasileiro do Rio Grande do Sul e o território da Argentina, com o intuito de converter os índios guaranis ao cristianismo. Saiba mais sobre as Missiones.

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Ônibus na fronteira entre a Argentina e o Chile
Ônibus na fronteira entre a Argentina e o Chile

Transportes na Argentina, as opções

Avião

O avião costuma ser  a melhor opção de transportes, quando se viaja por países de grande dimensões territoriais. Na Argentina, porém, isso nem sempre é verdade.
Saiba mais sobre o avião na Argentina.

Trem

Se você adora andar de trem, sentimos desanimá-lo: esse não é o melhor meio de transporte na Argentina. A Argentina teve, no passado, como aconteceu com o Brasil, uma boa rede ferroviária direcionada ao transporte de passageiros, bem mais importante do que a atual.

Hoje, restam pouquíssimas linhas com trens de passageiros: entre Buenos Aires e Mar del Plata; entre Buenos Aires e Santa Fé; a nova linha de Buenos Aires a Tucumán (um trem por semana apenas); o Tren Mesopotámico, entre Buenos Aires e Posadas; e uma rede com três ramais no Chaco. São baratos, relativamente confortáveis, mas vagarosos. Não conseguem, portanto, concorrer com os ônibus.

Há ainda trens turísticos: oLa Trochita, na Patagônia, entre El Maitén e Esquel; o Expresso Patagónico, entre Viedma e Bariloche; e o Tren del Fin del Mundo, em Ushuaia. O famoso Tren de las Nubes – é realmente uma pena! teve seu serviço suspenso, sem previsão de ser retomado. retomou suas atividades.

Ônibus

Se fomos críticos ao nos referir aos vôos domésticos, o transporte rodoviário só merece elogios. Os ônibus na Argentina, modernos e rápidos, são, por várias razões, o meio de transporte interno mais utilizado.
Informe-se sobre o ônibus na Argentina

Carro

Viajar de carro pela Argentina, cruzando o país, descendo até a Patagônia, tomando a lendária Ruta 40 ou fazendo outras travessias é uma grande aventura que exige enorme disposição, muito tempo e, é claro, alguma plata.

Mapas

Estude bem os mapas, o tempo que levará para realizar cada percurso, quantos quilômetros rodará em média por dia e quanto gastará de combustível. Não exagere para menos ao estimar a média horária diária: em algumas estradas de cascalho e/ou em áreas montanhosas você não poderá rodar a mais de 40km por hora. Pense, portanto, quando tempo ficará dentro de um carro durante sua viagem, no desgaste do automóvel e no tempo que sobrará para visitar os lugares.

Mapa da Argentina

Automóvel Club Argentino  O automóvel clube argentino (A.C.A) possui mapas e informações úteis para o viajante. Automóvel Club Argentino

Estradas

• As estradas (rutas, ou carreteras) argentinas são, em geral, comparáveis às melhores dentre as brasileiras. No país vizinho, somente em regiões afastadas há trechos em cascalho. Nessas estradas é fácil derrapar ou levar uma pedrada no pára-brisa ao cruzar com outro veículo. (Um velho truque: apóie a mão contra o pára-brisa nessa hora).

•  Nas regiões de montanhas, durante os meses mais frios, você poderá ter problemas com a neve. Tenha equipamentos adequados no carro que, eventualmente, deverá ter pneus de neve.

• Em algumas regiões, sobretudo na Patagônia e no Noroeste, o movimento de veículos é pequeno e há raros postos de combustível ou lugares onde parar para comer e beber algo. Por isso mesmo, tenha consigo água; uma garrafa térmica com café ou chocolate quente, no inverno; e sanduíches.

•  As estradas argentinas podem ser “nacionais” (RN) e “provinciais” (RP). A maioria das nacionais são boas e asfaltadas, mas algumas, como a famosa RN 40, que corta o país de norte a sul, têm alguns trechos em cascalho. As provinciais são estradas secundárias, mas muitas estão em bom estado. Como acidentes são comuns em ambos os países, dirigir com cautela é essencial.

<comp./> www.vialidad.gov.ar Site da Dirección Nacional de Vialidad, equivalente argentino de nossso Depto. Nacional de Estradas de Rodagem. Nele você pode fazer download de mapas rodoviários de todo o país (em .zip) e obter informações sobre as estradas argentinas.

Combustível

•  A boa notícia é que o combustível é mais barato do que no Brasil, custando um pouco mais do que meio dólar o litro, com variação segundo a octanagem.
• Na Patagônia, no Noroeste e em regiões de baixa densidade demográfica você pode rodar vários quilômetros até encontrar combustível: abasteça seu carro sempre que possível. Lembre-se de que carro a álcool, pelo menos atualmente, não é utilizável na Argentina.
• Você se surpreenderá ao ver em vários lugares do país postos da Petrobrás; a presença internacional da companhia é notável. Costuma-se, como no Brasil, ao abastecer, principalmente se for pedir para encherem os pneus ou limparem os vidros, deixar uma gorjeta para o frentista.

Locação

É uma ótima idéia alugar carro para percorrer circuitos regionais de particular interesse como, por exemplo, A Ruta de los Siete Lagos ou a Península Valdés. Alugar um veículo para “percorrer a Argentina” sai bem caro, além de, como já dissemos, demandar muito tempo e disposição. As diárias variam, evidentemente, de acordo com os modelos.

Para alguns circuitos pode ser necessário um veículo de tração 4X4. Mencionamos os endereços e telefones de locadoras em cada destino turístico. Para alugar um carro você precisa ter mais de 21 anos, um cartão de crédito internacional e carteira de habilitação.

As pequenas empresas locais costumam cobrar diárias mais baratas, mas se você tem intenção de alugar o veículo em uma cidade e devolvê-lo em outra, terá que recorrer às grandes locadoras internacionais como Avis, Hertz, Budget etc..

Há um custo extra para devolução em outra cidade, que não chega a ser abusivo. Se pretender entrar em território chileno com o carro, avise a locadora ao fazer a reserva, pois eles terão que providenciar a documentação adequada. É interessante, caso você resolva alugar um carro, entrar nos sites das locadoras, ver os veículos com os quais cada uma trabalha e escolher o ideal para você.

Principais locadoras de veículos na Argentina

Avis | Budget | Dollar | Hertz | Localiza

Carro próprio

Sair com carro próprio do Brasil, principalmente se você mora no sul ou sudeste, pode ser mais vantajoso do ponto de vista financeiro do que alugar um veículo lá. O “possante” sofrerá um pouco numa viagem assim e, inevitavelmente, ganhará alguns arranhões, gastará pneus etc.. É provável, portanto, que você venha a ter despesas de manutenção com seu carro ao voltar. Antes de se decidir, calcule os riscos. Veja adiante os itens Documentos e Equipamentos.

Assistência técnica

Chevrolet  | Fiat  | Ford | Honda | Mitsubishi
Peugeot  | Renault Volkswagen

Documentos

A Argentina não exige dos brasileiros Carteira Internacional de Motorista, mas você precisará da Carta Verde, fornecida pelas seguradoras, um seguro específico para rodar na Argentina. Informe-se com seu corretor de seguros: algumas seguradoras já incluem essa carta no preço de seu seguro, outras cobram à parte. No Chile a Carteira Internacional de Motorista é, pelo menos “oficialmente”, obrigatória, mas dificilmente pedirão para vê-la.

 Equipamentos

Antes de partir, você terá que fazer uma boa revisão no automóvel e checar todos os equipamentos de segurança. Deverá ainda ter, obrigatoriamente, os seguintes acessórios:

• Cabo de aço de pelo menos 2m com sistema de engate (para o caso de precisar ser rebocado…)
• 2 espelhos laterais e encosto para a cabeça
• Caixa de primeiros socorros
• Ferramentas básicas, chave de roda, lanterna

São recomendáveis: cabo para ligar bateria de dois carros diferentes (“chupeta”); mapas, caneta, caderneta de anotações; canivete tipo suíço multi-uso; um saco de dormir para ser usado em uma emergência.

Atenção: O uso de equipamentos não originais que resultem no aumento do comprimento (ou largura) normal do veículo é expressamente proibido. O artigo 29 da Lei Nacional de Trânsito, de nº 24.449, proíbe “defensas, ganchos y todo aquello que exceda en las dimensiones laterales y de longitud del vehículo”. Isso inclui o engate de reboque que muitos brasileiros adoram colocar na traseira de seus veículos, embora nunca tenham pensado concretamente em rebocar algo.

Normas de trânsito e segurança

Não há diferenças muito significativas entre as normas e sinais de trânsito na Argentina e no Brasil. Tendo bom senso, atenção e educação, dificilmente o motorista brasileiro enfrentará problemas nesse quesito. A polícia rodoviária argentina não costuma parar turistas sem necessidade, menos ainda quando se trata de inofensivos casais de brasileiros. Se você cometer algum erro, desculpe-se de forma amigável e evite qualquer discussão. Em geral deixarão para lá, lhe farão uma advertência e o liberarão. Não esqueça que:

1) É proibido circular com garrafa de qualquer bebida alcoólica aberta na cabine do carro. Não basta enfiar uma rolha na garrafa para fechá-la: ela não pode ter sido aberta. Guarde no porta-malas a garrafa de vinho que eventualmente tiver aberto.

2) É obrigatório circular com os faróis ligados, mesmo durante o dia. Se você chegou muito próximo à fronteira boliviana saiba que, na volta, passará por barreiras da polícia federal argentina, onde, eventualmente, poderão inspecionar o veículo (para ver se há talco derramado no porta-mala ou algo assim…). O mesmo poderá ocorrer se você cruzar ou chegar junto à fronteira paraguaia, mas nesse caso estarão procurando algum produto parecido com mate… Aliás, tome cuidado com seu veículo junto às fronteiras mencionadas. É onde mais ocorrem furtos de automóveis. No restante da Argentina, furtos de veículos são raros. Mesmo assim, confie em Deus, mas à noite guarde o veículo em um estacionamento e não deixe bagagem visível dentro dele.

Distâncias rodoviárias aproximadas (em km)

De Bariloche a: Bahia Blanca, 1.010 | Comodoro Rivadavia, 850 | El Calafate, 1400 | Neuquén, 450 | Puerto Madryn, 997 | Puerto Montt (Chile), 390 | Rio Gallegos, 1650 | Trelew, 860 | Viedma, 980

De Buenos Aires a: Bariloche, 1.630 | Bahia Blanca, 660| Comodoro Rivadávia, 1.780 | Córdoba, 710 | Corrientes, 970 | El Calafate, 2.790 | Jujuy, 1.610 | La Rioja, 1.170 | Mar del Plata, 400 | Mendoza, 1.050 | Neuquén, 1.180 | Paraná, 500 | Posadas, 1.010 | Puerto Iguazú, 1.300 | Puerto Madryn, 1.320 | Rosário, 300 | Rio Gallegos, 2.600 | Salta, 1.540 | San Juan, 1.140 | Santa Fé, 470 | | Tucumán, 1.200 | Ushuaia, 3.150 | Viedma, 940

De Comodoro Rivadávia a: Puerto Deseado, 290 | Trelew, 860

De Córdoba a: Corrientes, 900 | Jujuy, 880 | Rosário, 400 | Salta, 840 | Santa Fé, 350 | Tucumán, 550

De Corrientes a: Jujuy, 862 | Mendoza, 1.500 | Salta, 830 | Santa Fé, 540 | Tucumán, 800

De El Calafate a: El Chaltén, 215 | Comodoro Rivadávia, 980 | Ushuaia, 920

De La Rioja a: Jujuy, 720 | Salta, 690 | San Juan, 450

De Mendoza a: Córdoba, 680 | Jujuy, 1.330 | La Rioja, 610 | Neuquén, 800| Salta, 1.300 | San Juan, 170 | Tucumán, 1.000

De Puerto Iguazú a: Córdoba, 1.450|Corrientes, 610 | Jujuy, 1.470|Mendoza, 2.050 | Posadas, 300|Rosário, 1.300 | Salta, 1.450

De Puerto Madryn a: Comodoro Rivadavia, 450 | El Calafate, 1.388 | Esquel, 674 | Río Grande, 1.580 | Trelew, 67 | Ushuaia, 1.800 | Viedma, 430

De Río Gallegos a: El Calafate, 300 | Puerto Madryn, 1.240 | Ushuaia, 600 | Viedma, 1.680

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Argentina: quando é bom para visitar o país?

Por estar situada no hemisfério sul, como o Brasil, a Argentina tem estações do ano correspondentes às nossas. E quando é bom ir para a Argentina? As melhores épocas para se visitar a maior parte do país são, em princípio, a primavera e o outono: abril, maio, setembro e outubro.

Mapa da Argentina

Porém, como o extenso território argentino tem latitudes que variam de 22º a 55º, a melhor época para visitar uma região do país pode apresentar temperaturas pouco agradáveis em outra. Quanto maior a latitude (quanto mais para o sul se vai), mais frio faz.

A altitude também influi: nosso vizinho possui territórios baixos e outros de alta montanha, cujos climas são bem diferentes entre si. Nas regiões andinas de altitude e serras centrais, não somente as temperaturas são mais frias, mas é grande a amplitude térmica diária durante todo o ano: as noites e as primeiras horas da manhã são frias (no sul) ou frescas (mais ao norte); as tardes são quentes ou agradáveis.

Grande parte da Argentina se encontra em zona temperada, mas o país possui também climas frios, tropicais e subtropicais.

Enfim, frio e calor são algo muito pessoal. O que é “gelado” para uns é “agradavelmente fresco” para outros; um “calor insuportável” pode ser considerado “uma delícia”… Veja na tabela de temperaturas o que você considera frio ou calor e descubra quando é bom ir par a Argentina.  Não se assuste em demasia com as temperaturas assinaladas como “médias mínimas”; as horas mais frias são as da madrugada, quando você muito provavelmente estará sob as cobertas, bem aquecido (e, quem sabe, bem acompanhado).

Embora temperaturas muito elevadas ou muito baixas possam incomodar, o que não combina mesmo com viagem é chuva, principalmente em um país onde as principais atrações são as belíssimas paisagens. A Argentina, felizmente, não é um país particularmente chuvoso.

Tenha em mente que, com temperaturas próximas a 0º C, as precipitações são em forma de neve – o que a maioria dos brasileiros acha uma festa! Lembre-se porém, que fica impossível ou ao menos muito complicado circular sob fortes nevascas.

A Argentina nas quatro estações

Primavera

Buenos Aires – Temperaturas diurnas amenas, com noites frias. Chove um pouco. A cidade fica animada e há muita coisa acontecendo.

Nordeste – Nessa região, próxima ao Brasil, a primavera é quase tão quente e chuvosa quanto o verão.

Noroeste A primavera é bem quente em Tucumán, agradável em Salta e Jujuy e fria (sobretudo à noite) na Quebrada de Humahuaca, que fica a mais de 3.000m. Em dezembro, começa a estação chuvosa; evite.

Centro-Oeste e Cuyo – Em Córdoba e Mendoza, as temperaturas estarão amenas, as vezes com oscilações; um dia meio quente, outro um pouco frio. Lindas vistas da Cordilheira. Em Córdoba, é o começo da estação chuvosa, mas em Mendoza, como sempre, chove pouco.

Distrito dos Lagos Começo de estação bastante frio; as temperaturas máximas tornam-se mais amenas no final da primavera, mas as mínimas permanecem baixas. Friozinho seco, com céu azul e espetaculares paisagens de montanhas e lagos.

Patagônia – No começo da estação, faz bastante frio no sul. A região se torna mais agradável no final da primavera. As temperaturas vão se tornando mais amenas à medida em que você sobe a costa rumo ao norte. Como sempre, o clima é seco.

Terra do Fogo Clima frio; chove um pouco.

Verão

Buenos Aires – É a época chuvosa mas as precipitações não chegam geralmente a atrapalhar a viagem. O calor, porém, pode incomodar. A cidade fica cheia de turistas; os portenhos estão de férias.

Nordeste – Quente e chuvoso.

Noroeste – Faz calor de dia. Noites agradáveis. Época chuvosa. Na Quebrada de Humahuaca, que fica a mais de 3.000m, as temperaturas são agradáveis. As chuvas podem ser um problema até fevereiro, quando caem intensos aguaceiros, tornando algumas estradas intransitáveis, sobretudo entre Tucumán e Cafayate e nos Valles Calchaquíes.

Centro-Oeste e Cuyo – Em Córdoba, calor à tarde, noites temperadas. Época chuvosa. Em Mendoza, pode chover um pouquinho, mas faz calor. Bom período para caminhadas no Aconcagua, onde é sempre mais fresco, ou até frio, dependendo da altitude.

Distrito dos Lagos – Ótima época, principalmente para quem não gosta de frio. Mesmo assim, a temperatura pode alcançar mais de 30ºC e no dia seguinte estar beirando os 10ºC. Quase não chove.

Patagônia – É a melhor época para se visitar a região. Em Puerto Madryn e Comodoro Rivadavia, faz calor. Mesmo em El Calafate as temperaturas são agradáveis.

Terra do Fogo – Frio de dia, noites bem frias. Chove pouco. É a melhor época para ir para lá, se não for para praticar esportes de inverno.

Quanto mais para o sul da Argentina, mais compridos são os dias durante o verão e mais curtos durante o inverno. Em lugares como Ushuaia, ou no sul da Patagônia, o sol se põe somente às 22h no verão, permitindo que se aproveite ao máximo o dia. Tenha isso em conta ao organizar passeios e viagens de carro. Mesmo em Buenos Aires e em outras regiões da Argentina, no verão o sol se põe tarde. Como em todo o país a hora nacional é aquela de Buenos Aires, o oeste vive em permanente horário de verão. Ou seja, os relógios marcam a mesma hora de Buenos Aires, pero es más tarde…

Outono

Buenos Aires – O início do outono tem dias quentes e noites frescas. Ao longo da estação, as temperaturas máximas caem. Boa época. Muita coisa para se fazer.

Nordeste -Temperaturas elevadas no começo da estação e amenas no final. Noites frescas. Chove.

Noroeste – Durante o dia, temperaturas agradáveis em Salta e em Jujuy,  com noites frescas. Chove um pouco no início da estação, no final não cai uma gota. Na Quebrada de Humahuaca, dias frescos, noites frias.

Centro-Oeste e Cuyo – Boa época: temperaturas amenas, podendo esfriar um pouco à noite. Em Córdoba, o início da estação pode ser úmido. No restante, ar seco e céu claro, com belíssimas vistas da cordilheira próxima a Mendoza.

Distrito dos Lagos – O começo da estação é relativamente seco, mas o final é mais úmido, com possibilidade de chuva e nevascas. Dias e noites bem frios. As paisagens tornam-se lindas e as florestas assumem um belo tom avermelhado.

Patagônia – Dias temperados, esfriando à medida em que a estação avança. Noites frias.Final de estação bastante frio e ventoso, mas geralmente sem neve.

Terra do Fogo – Faz muito frio, principalmente à noite e no final da estação. Pode nevar.

Inverno

Buenos Aires –O auge do inverno pode ser desagradável à noite para aqueles que detestam frio, mas raramente é “insuportável”. É a época mais seca do ano.

Nordeste – Temperaturas amenas e (como sempre!) bastante chuva.

Noroeste – Frio seco em Salta e Jujuy; muito frio na Quebrada de Humahuaca.

Centro-Oeste e Cuyo – Faz um frio administrável em Mendoza e Córdoba. Gelado nas montanhas. Bom para esportes de inverno. Las Leñas fica lotada de esquiadores. Tempo seco.

Distrito dos Lagos – Faz bastante frio e neva. O inverno é boa época para quem quer ver neve e esquiar. Se puder, evite julho: a região fica lotada.

Patagônia – Faz muito frio em toda a região,as tempraturas poem estar abaixo de zero. Não é uma época boa.

Terra do Fogo – O frio é intenso, sobretudo à noite. Costuma nevar.

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Las Leñas, estação de esportes de inverno
Esportes de inverno na Argentina – Las Leñas, estação de esportes de inverno

A Argentina: esportes de inverno

As estações, as pistas

A Argentina, assim como o Chile, é um país que tem ótimas pistas de esqui para todos os níveis, com as vantagens de não ficar longe do Brasil e possuir infra-estrutura adequada que compreende meios de elevação (lifts), bons hotéis e escolas de esqui para aqueles que querem se iniciar. Acompanhando a Cordilheira dos Andes, de Norte a Sul há uma sucessão de estações de esportes de inverno. Porém, diversamente do que ocorre na Europa ou na América do Norte, nem todas as estações têm neve garantida todos os anos.

Por isso, ao se decidir por uma estação, escolha aquela que tenha maior chance de ter neve. Las Leñas e Usuhaia são boas opções; esta última tem a temporada mais extensa da Argentina.

Mapa da Argentina

Principais estações argentinas de esportes de inverno

Chapelco

A 20 km da charmosa San Martin de los Andes, com vistas para o Lago Lácar e o vulcão Lanín, é menos agitada do que Bariloche, mas tem boa infra-estrutura de serviços e ótima gastronomia. O inconveniente é que os alojamentos não ficam próximos à pista.
www.cerrochapelco.com

Cerro Catedral

A mais famosa estação de esportes de inverno da América do Sul, com 70 km de pistas esquiáveis, fica a menos de 20 km de Bariloche. Na qualidade de principal centro turístico da região dos lagos, sua infra-estrutura é excelente, quase européia, mas a cidade fica lotada na alta estação.  www.cerro-catedral.com.ar

Cerro Bayo

A apenas 9 km de Villa La Angostura, é situada, como Bariloche, às margens do lago Nahuel Huapi, com vistas maravilhosas do lago e da Cordilheira. Muito procurada pelos adeptos de snowboard, mais “exclusiva,” menos lotada e bem menor do que Bariloche, Villa La Angostura tem bons hotéis e restaurantes, mas as opções são menos numerosas. Cerro Bayo

Cerro Castor

É uma estação nova. A 27 km de Ushuaia, tem 18 km de pistas para todos os níveis e com ótima qualidade de neve. A base está 195m acima do nível do mar e o cume, a 1.057m. A vantagem é que, em baixa altitude, você se cansa menos. Por estar a 75º de latitude sul, possui a temporada mais longa da Argentina. Seus meios de elevação são modernos. Ushuaia tem bons hotéis e restaurantes, mas quando a cidade lota, você pode não achar onde se hospedar se não tiver reservado com antecedência. Cerro Castor

La Hoya

 A 15 km da cidadezinha de Esquel, na Província de Chubut, com lindas vistas dos lagos Futalaufquen e Menéndez e do Parque Nacional Los Alerces. Tem pistas para todos os níveis de dificuldade e um centro para a prática de esqui e de snowboard fuera de pista. As pistas convergem para o anfiteatro natural na base da encosta. La Hoya (Clicar em La Hoya)

Las Leñas

A maior estação de esqui da América do Sul. Chique, afastada de tudo e super badalada, possui cerca 60 km de pistas. São 27 delas, com um comprimento máximo de 7 km e 13 meios de elevação. Há opções para todos os níveis de dificuldade e, em razão do clima seco, sua neve é considerada uma das melhores da América do Sul. Las Leñas tem até um moderno sistema de fabricação de neve artificial, para evitar surpresas nos anos em que neva menos. É cara, mas vale o que você paga. Mesmo esquiadores profissionais europeus e americanos treinam em Las Leñas quando não há neve na Europa. Las Lenãs é também cenário de lançamento de coleções de grifes famosas. www.laslenas.com

Agências de viagens brasileiras especializadas em esportes de inverno

Ski Brasil  www.skibrasil.com.br

Maktur www.ski.com.br

Interpoint  www.interpoint.com.br

Point da Neve  www.pointdaneve.com.br

Chamonix  www.chamonix.com.br

Todas oferecem pacotes e vôos fretados. A maior parte dos turistas pega um pacote de uma semana que inclui hospedagem, avião, traslado e uso dos lifts. O aluguel de equipamentos é sempre à parte, portanto reserve verba para isso.

Dicas de um esquiador veterano

Por Adriano Fromer Piazzi

Na maior parte do país, a temporada vai de meados de junho a final de agosto, mas cheque no site oficial de cada estação as informações atualizadas.

Julho é infernal, evite. Os preços disparam, a qualidade dos serviços decai e tem fila para tudo, até para pegar o lift. As melhores semanas são a primeira ou a segunda de agosto, quando os preços são de média temporada e a chance de nevar é maior. Mas atenção; tudo depende do ano e de sua sorte.

Se essa é a primeira vez que você vai esquiar, tome aulas. É um pouco caro, mas faz toda a diferença, mesmo que você não tenha como sonho na vida tornar-se um esquiador profissional. Saber esquiar corretamente torna sua experiência mais divertida e é mais seguro do que aventurar-se sem nenhum preparo. Há aulas individuais e em grupo. Talvez nas aulas individuais você aprenda mais rapidamente, mas elas custam bem mais caro. Saiba que as pessoas que estarão aprendendo com você também não entendem muita coisa de esqui. Se nos primeiros dias você cair muito, não desanime: é assim mesmo, não há nada errado com sua coordenação motora… Todos levam tombos. Aulas em grupo são também boas oportunidades para você se enturmar.

Praticar esqui ou snowboard? Enquanto o esqui já se tornou um esporte tradicional, o snowboard é uma modalidade recente, praticada com uma prancha de aproximadamente 1m, sem o uso de bastões, ou seja, uma espécie de skate ou surf sobre a neve. O esqui parece mais fácil, o snowboard mais difícil, mas neste último, depois que você ganha alguma prática, a evolução das técnicas é mais rápida. Praticantes de skate ou surf tendem a aprender snowboard mais rapidamente. Há o mito de que o snowboard é mais “radical” e o esqui mais “clássico”, porém é possível fazer piruetas no esqui e descer a montanha tranqüilamente no snowboard.

Não deixe de se informar sobre o estado das pistas e a data de abertura oficial da temporada de esportes de inverno que variam de um ano para outro e de estação para estação.

Adriano Fromer Piazzi, paulistano e praticante de esportes de inverno desde a infância, é sócio e administrador da Editora Aleph (www.editoraaleph.com.br).

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Para entender a Argentina, o segundo maior país sul-americano

Com 2,7 milhões de quilômetros quadrados (ou 3,7 milhões, incluindo territórios reivindicados como a Antártida Argentina e as ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul) a Argentina é o segundo maior país da América do Sul e o oitavo do mundo em área. Sua extensão latitudinal também impressiona: de La Quiaca, na Província de Jujuy, no extremo norte, a Ushuaia, a cidade mais meridional, são mais de 3.700 km!

Mapa da Argentina

Os Andes, uma fronteira natural

A oeste, a Argentina tem como fronteira natural a cordilheira dos Andes, que acompanha o país de norte a sul. Nos Andes, em território argentino, fica o mais alto ponto da América do Sul: o Aconcagua. Servindo de barreira para a massa de ar úmido do Pacífico, os Andes tornam o noroeste e o centro-oeste da Argentina, onde a influência do Atlântico não se faz presente, locais de clima seco, que chega a ser árido em alguns pontos. Sorte dos amantes de bons vinhos, que encontram nas zonas de Mendoza e Salta sua bebida favorita produzida em condições climáticas ideais! A região mais elevada, nos contrafortes da cordilheira, conhecida como Puna, corresponde a um altiplano, com paisagens similares àquelas encontradas na Bolívia.

A Patagônia

Já mais ao sul, na Patagônia, onde os Andes são mais baixos e o Atlântico é mais próximo, a umidade é maior. Ali, na chamada Patagônia Andina, encontram-se lindas paisagens de florestas, lagos, picos nevados e geleiras milenares. A Terra do Fogo, composta por uma grande ilha e dezenas de ilhotas, é a região mais meridional da Argentina, da América do Sul e, se não considerarmos a Antártida, do mundo.

O Nordeste

No nordeste do país, as paisagens são subtropicais úmidas. O Chaco, território de vegetação abundante, bem quente (para não dizer: desagradavelmente abafado!), de clima similar ao do Pantanal mato-grossense, vai da fronteira com o Paraguai até Santa Fé, compreendendo a zona que os argentinos chamam “Mesopotâmia” (que, como você sabe, quer dizer “entre rios”). Neste caso os rios são o Paraná e o Uruguai, em meio aos quais fica a região histórica de Misiones. No extremo norte, bem na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, estão a Hidrelétrica de Itaipu e as Cataratas do Iguaçu. Na zona lindeira ao Rio Paraná, também conhecida como El Litoral, ficam grandes cidades como Rosário, Santa Fé e Paraná.

Os pampas

A região que vai de Buenos Aires ao sul das Províncias de Santa Fé e de Córdoba e se estende até o centro do país é predominantemente ocupada pelos Pampas, planícies intensamente cultivadas, onde a pecuária bovina tem papel de destaque. A monotonia do relevo é quebrada pelas Serras de Córdoba, a leste da cidade homônima, uma das principais do país.

O litoral do Plata à Patagônia Atlântica

O leste da Argentina é banhado pelo Oceano Atlântico desde seu extremo sul até o Rio de la Plata, nome dado ao larguíssimo estuário dos Rios Paraná e Uruguai, em cujas margens está Buenos Aires. O Atlântico não apenas traz da Antártida correntes frias de água e de ar, mas também define condições para a existência de uma fabulosa fauna marinha no litoral argentino, sobretudo na chamada Patagônia Atlântica.

Com país com grandes recursos e terras férteis

País em boa parte plano, com terras férteis, perfeito para a agricultura, a Argentina tornou-se um dos maiores exportadores de alimentos do mundo – carne e trigo, principalmente. Aliás, o boom das exportações de carne ocorreu quando entraram em cena navios com compartimentos refrigerados, que permitiram o escoamento da mercadoria para os portos europeus. Isso fez com que o país fosse durante muito tempo um dos mais ricos do Hemisfério Sul nas primeiras décadas do século XX, com um invejável qualidade de vida, e o primeiro a industrializar-se em toda a América Latina.

 “El país es muy rico, lo que nos mata son los gobiernos.”

Embora rica em recursos naturais, com quase 100% da população alfabetizada e um enorme potencial de desenvolvimento econômico, a Argentina foi muito prejudicada pelas desastrosas políticas adotadas por sucessivos governos, inclusive ditaduras sanguinárias e corruptas que (como aconteceu também com o Brasil, Chile e Uruguai) assumiram o controle da nação. Conseguiram o “milagre”, em um país tão promissor, de sucatear o parque industrial nacional e desestabilizar a economia, que passou por graves crises. Como nos disse um amigo argentino: “El país es muy rico, lo que nos mata son los gobiernos.” Pois é, Brasil e Argentina têm diversos pontos em comum…

Enfim, é preciso reconhecer que ultimamente a Argentina parece ter encontrado o rumo da recuperação e obtido taxas de crescimento significativas. Aliás, no que tange à distribuição de renda e às desigualdades sociais, embora a Argentina não seja nenhuma Suécia, está em situação bem melhor que a nossa.

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Por que ir à Argentina

Não é à toa que a Argentina é o principal destino turístico dos brasileiros na América Latina. Vários motivos levam a isso, a começar pela facilidade de acesso e pelo custo relativamente baixo da viagem: trata-se de um país ao qual se pode chegar de avião em poucas horas, ou seja, em menos tempo do que se leva para ir, por exemplo, de São Paulo a certas cidades do Nordeste brasileiro.

Mapa da Argentina

Fácil de chegar, não precisa de visto nem de passaporte

A terra de los hermanos pode ser visitada até mesmo de carro ou de ônibus. Quanto mais ao sul do Brasil estiver seu ponto de partida, mais rápida e barata será a viagem.

Para visitar a Argentina, você não precisa implorar por um visto nem suportar filas na porta de um consulado. Aliás, não precisa nem tirar passaporte.

Um povo acolhedor

Viajando por lá, você se sente à vontade, convivendo com um povo bem educado e acolhedor com o qual temos muitas afinidades culturais, a começar pelas semelhanças entre os idiomas, o que garante facilidade de comunicação mesmo para quem não domina o espanhol.

Um país seguro

Na Argentina, o turista sente-se em segurança – muito mais que no Brasil! – e desfruta de boa mesa, excelentes vinhos e todo tipo de diversão. As “comprinhas”, das quais brasileiros não costumam abrir mão em viagens, são uma atração à parte: roupas, sapatos, bolsas, itens decorativos de design arrojado, artesanatos tradicionais, pratas, livros, chocolates e vinhos figuram entre as melhores pedidas.

Paisagens diferentes

O brasileiro costuma ser atraído pelo ambiente “europeu” de Buenos Aires, pelas paisagens com montanhas nevadas e lagos glaciais e pelas estações de esqui; de certa forma, os argentinos têm o que não temos e vice-versa (razão pela qual eles “invadem” o sul do Brasil em busca de boas praias…). Há imensa quantidade e diversidade de atrativos naturais, que podem ser explorados tanto em passeios curtos e ultra-confortáveis quanto em esquemas radicalmente aventureiros: canyons, geleiras, desertos, salinas, estepes, florestas, cataratas, vales… Você poderá também ver de perto animais como focas, pingüins, baleias, vicunhas, flamingos, lhamas e guanacos.

A Argentina é muito mais do que Buenos Aires e Bariloche

Embora a maioria dos compatriotas visite apenas a capital e, talvez, Bariloche (quantos amigos seus conhecem a Quebrada de Humahuaca ou a Terra do Fogo?), a Argentina tem regiões de grande interesse turístico com muito a oferecer. As possibilidades são extremamente variadas, como visitas a vinícolas, a parques onde há fósseis de dinossauros, a ruínas de missões jesuítas da era colonial ou a pueblitos que conservam a cultura pré-colombiana.

Por todos esses motivos, a Argentina merece não uma, mas muitas viagens!

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Patagônia Andina e sua beleza selvagem

A região denominada Patagônia abrange toda a porção meridional da América do Sul, do paralelo 42 até a Terra do Fogo. Uma parte dela está em território argentino; a parte oeste pertence ao Chile. Esparsamente habitada e de clima ultra-seco (exceção feita à área montanhosa dos Andes na qual há umidade significativa, geralmente precipitada em forma de neve), a Patagônia evoca a idéia de paisagens desoladas, um mundo desconhecido, um deserto perdido na imensidão do extremo sul do continente.

Mapa da Patagônia

De fato, a Patagônia Central tem vastas áreas planas, de estepe, que correspondem exatamente a esse clichê, onde só costumam se aventurar, de carro ou moto, viajantes que não fazem questão de qualquer infra-estrutura turística – insuficiente, aliás – procurando em sua jornada justamente o isolamento e o contato com natureza.

A Patagônia que mais interessa à maior parte dos turistas é bastante diferente e, ao contrário, oferece incontáveis meios de hospedagem, restaurantes e estrutura bem organizada para se fazer passeios e excursões.

Na Patagônia Andina, encontram-se paisagens que figuram dentre as mais espetaculares do mundo, como a geleira Perito Moreno e o monte Fitz Roy. São lugares que valem, por si, a viagem à Argentina. Duas cidades servem de base pra você visitar o melhor da Patagônia Andina: Bariloche, na região dos lagos, e El Calafate, na porção sul da Patagônia Andina.

Como ir para a Patagônia Andina

Dois aeroportos modernos na Patagônia Andina recebem voos de Buenos Aires, o de Bariloche e o de El Calafate.

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Melhor época na Patagônia Andina

Para quem vai esquiar, é claro que a época certa é o inverno. Mas evite julho, mês de férias escolares, altíssima estação… A Patagônia andina é também agradável no verão, na primavera e no outono.

Bariloche

Bariloche fica na Região dos Lagos, na opinião de muitas a parte mais bonita da Patagônia. A partir de Bariloche há dois circuitos com paisagens soberbas, o Circuito Chico, e o Circuito Ancho. Outro passeio imperdível para quem tem mais tempo, é percorrer a Rua de los Siete Lagos.  Leia nossa página sobre Bariloche.

El Calafate

A cidade em si, não tem interesse turístico particular. Mas nos seus arredores há muito o que se ver, principalmente o famoso Glaciar Perito Moreno, visita absolutamente imperdível se você visitar essa parte da Patagônia.  Leia nossa página sobre El Calafate.

El Chaltén

É uma cidadezinha minúscula e recente (criada em 1985) junto do acesso norte ao Parque Nacional Los Glaciares, em razão do interesse turístico representado pelas belíssimas paisagens de montanha, sobretudo o famoso Fitz Roy (3.450m), que os índios da região chamavam de “chaltén” – “a montanha que fuma”.   Leia nossa página sobre El Chaltén.

El Bolsón

É também uma pequena cidade, mas situada ao sul de Bariloche, mais afastada um pouco. El Bolsón é bonita, animada, e também famosa por suas cervejas artesanais. Leia nossa página sobre El Bolsón.

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