História de Portugal

História de Portugal: as perseguições religiosas

Inquisição

As perseguições religiosas

Para se casar com a filha de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, os Reis Católicos, que expulsaram 60 mil judeus da Espanha, Dom Manuel, seguindo o exemplo de seus sogros, endureceu o tratamento dispensado a muçulmanos e judeus, proibindo-os de praticar seus cultos.

Os cristãos-novos

Para isso contribuiu o forte peso da Igreja Católica e mesmo da burguesia urbana, que temia concorrentes. Os judeus forçados a se converter ao cristianismo durante o reinado de Dom Manuel tornaram-se “cristãos-novos”, em sua maioria mercadores de classe média. Os demais foram expulsos e seus filhos menores de 14 anos foram impedidos de sair do país e distribuídos às famílias cristãs. Mesmo assim, em 1506, uma multidão composta de desordeiros e fanáticos, incentivados por religiosos dominicanos, promoveu um dos piores massacres da história de Portugal, assassinando, violando, pilhando e linchando judeus e cristãos-novos, acusados de serem responsáveis pela seca e pela peste que assolava Lisboa.

A Inquisição chega a Portugal

O filho de Dom Manuel, Dom João III, cujo reinado se estendeu de 1523 a 1557, foi além e insistiu que o papado instalasse a Inquisição em Portugal, inaugurando um período de terror no país. Para entender o novo monarca é interessante conhecer seu histórico. Ele ia se casar aos 16 anos com Dona Leonor da Áustria quando seu pai, que era viúvo, pensando bem, considerou que a noiva em questão era muita areia para o caminhãozinho (ou a caravela) do filho e casou-se com ela. Verdadeiro enredo de novela mexicana: o príncipe teve que se contentar com Catarina, a ex-futura cunhada. Teve nove filhos com ela, mas todos, sem exceção, morreram com menos de 20 anos. Influenciado pela Companhia de Jesus, atribuiu sua desgraça a um castigo divino por sua “complacência” com infiéis e pagãos. Qualquer denúncia anônima e infundada conduzia à tortura.

A perseguição às mulheres

As mulheres foram as principais vítimas de religiosos doentios que se divertiam torturando-as, antes de mandar queimá-las em fogueiras. Nesse ponto a Igreja Católica foi a mais criminosa instituição da Idade Média. Bastava ter um gato preto para ser suspeita de feitiçaria ou ser torturada por ter um antepassado judeu.

Dom João III, o “Piedoso”

Conhecido como “o Piedoso” por seu fanatismo religioso e por combater, em nome da fé, tudo o que considerava heresia, mandou muita gente para a fogueira. Na primeira metade do século XVI a Inquisição tornara-se tão poderosa que as decisões de seus juízes estavam acima do poder real e até do papado. As acusações eram vagas; qualquer um poderia ser denunciado por qualquer bobagem e preso e torturado por heresia, sem sequer saber do que estava sendo acusado. Quando condenado, seus bens eram simplesmente confiscados. Muitos dos cristãos-novos perseguidos abandonaram o país, indo para a Holanda ou refugiando-se no Brasil, em São Paulo, cidade de acesso difícil, habitada por “desordeiros insubmissos”, onde tanto o poder real quanto o da Igreja eram pouco exercidos. Muitos cristãos-novos deram origem às famílias tradicionais paulistas, os “quatrocentões”.

Chegam os concorrentes

O milionário comércio português com as Índias, como não podia deixar de ser, atraiu concorrentes interessados a participar da festa, além de corsários e piratas, dispostos a esvaziar as naus lusitanas que voltavam do Oriente carregadas de preciosas mercadorias. Ao mesmo tempo que os lucros no Oriente diminuíam, produtos como o açúcar ganhavam importância no comércio internacional. No reinado de Dom João III tornou-se necessário pensar o que fazer com seu território de além-mar, de riquezas ainda inexploradas, que já começava a atrair a cobiça de outros países europeus.

Nota

Sabemos que em alguns casos, nos capítulos de História dos países constantes neste site/guia, há imagens que,, para muitos podem ser consideradas “pesadas”. Porém, diferentemente de outros guias de viagem, que procuram apresentar apenas o lado róseo de uma sociedade, procuramos mostrar o mundo como ele é, e não omitir fatos históricos. Nosso turismo não se limita a mostrar tão somente fotos de belos monumentos, mas é, principalmente didático, instrutivo. A Inquisição, como o nazismo, na nossa opinião, têm de ser denunciados sempre que o tema abordado tenha a ver. Para quebarbaridades como essas que isso nunca mais se repitam!

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