História de Portugal: a ocupação romana
Ruínas de templo romano em Évora, Alentejo
História de Portugal: a ocupação romana

História de Portugal: a ocupação romana

Empenhados em transformar toda a Península Ibérica em província de Roma, os romanos tiveram que enfrentar a resistência dos lusitanos, comandados por Viriato. Este, vítima de uma traição, foi derrotado e morto em 139 a.C.

Roma não paga a traidores

Diz a lenda que quando os lugares-tenentes que o entregaram foram reclamar sua recompensa ao general romano Servílio Cipião, tiveram como resposta: “Roma não paga a traidores”. A derrota custou caro aos lusitanos, que tiveram suas aldeias saqueadas e arrasadas. Milhares de prisioneiros foram degolados.

A resistência

Durante décadas os invasores enfrentaram revoltas, sufocadas com dificuldade, até que Júlio César, à frente de um exército de 15 mil homens, conseguiu em 60 a.C. consolidar o poder de Roma sobre a Lusitânia (o nome do oeste da Península Ibérica).

A ocupação romana

Como costumavam fazer nos territórios conquistados, os romanos construíram uma rede de estradas, pontes de pedra e viadutos para facilitar a circulação de suas tropas. Algumas obras daquela época eram tão sólidas e tecnicamente tão perfeitas que existem até hoje; a estrada que ligava Lisboa e o Norte de Portugal, por exemplo, foi utilizada durante séculos.

As colônias romanas na Lusitânia

Os romanos quando estabeleceram guarnições e colônias na Lusitânia impuseram igualmente suas leis, cultura e língua. Olissipo (Lisboa), com uma localização estratégica, tornou-se a capital da nova província. Imensas áreas de terra foram distribuídas entre veteranos de guerra que serviram o império e cidadãos romanos. No centro da extensa propriedade ficava a villa, construções em estilo clássico de alto padrão, rodeada de belos jardins, utilizada pelo proprietário, sua família, agregados e visitantes. O sistema rural escravagista implantado na Lusitânia deu origem a latifúndios nos quais escravos cultivavam oliveiras, videiras e cereais ou criavam gado e cavalos.

A influência da cultura romana

O mesmo modelo agrário romano da região do Alentejo, herdado pelos portugueses, foi séculos mais tarde, com poucas modificações, transferido para o nordeste do Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. A casa grande substituiu a villa.
A ocupação romana, que duraria cerca de 400 anos, influenciou profundamente a formação do país, a composição étnica de seu povo, seu sistema jurídico, sua estrutura fundiária, a disposição de suas cidades. Isso, sem esquecer que foi o triunfo romano sobre a Lusitânia que deu origem à lingua portuguesa, a última flor do Lácio, na expressão de Olavo Bilac. Não fossem os romanos talvez estivéssemos falando fenício, grego ou celta…

As cidades de origem romana

Entre as cidades portuguesas fundadas pelos romanos estão Santarém (Acallabis), Évora (Ebora), Beja (Pax Julia), Braga (Bracara Augusta), Santiago do Cacém (Mirobriga), Mértola (Myrtillis) e Coimbra (Conimbriga). Bases avançadas do império, elas dispunham de bastante autonomia administrativa e, como qualquer cidade romana, possuíam templos, arenas, fóruns, mercados, termas e fontes abastecidas por sofisticados aquedutos. Os edifícios mais ricos e os locais sagrados eram construídos com mármore extraído de pedreiras locais.

A destruição do patrimônio arquitetônico romano pela Igreja

Ruínas de magníficos templos, como o de Évora, ilustram a importância de certas cidades naquela época. Muitos antigos templos foram completamente arrasados pela Igreja Católica após a introdução do cristianismo em Portugal e esse magnífico patrimônio em boa parte se perdeu.

A introdução de novas culturas agrícolas

Os romanos foram responsáveis pela introdução de novas culturas, como a azeitona, o figo e outras frutas, ciosos de que a vida é muito curta para tomar vinho vagabundo, aperfeiçoaram a bebida, melhorando a qualidade das videiras e das técnicas de produção. Foram eles também que introduziram a produção de sal, do pescado (obviamente, do peixe seco…) e desenvolveram a cerâmica.

A ligação com a Igreja Católica

A profunda ligação de Portugal com a Igreja ainda foi uma influência romana. Bispados foram estabelecidos, primeiramente em Braga e depois em cidades como Lisboa, Évora e Faro. Por isso a conhecida expressão que se refere a coisas muito antigas: “Mais velha que a Sé de Braga!”.

O fim da dominação romana

A decadência da cultura romana em Portugal foi consequência do enfraquecimento de Roma acuada pelas invasões bárbaras na Itália. Foi a vez de suevos e godos, que já ocupavam a maior parte da Península Ibérica, estenderem seu domínio sobre a Lusitânia. Sua influência foi, porém, menos expressiva do que a romana e resta pouco evidente quando se visita Portugal.

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