As Grandes Navegações

Caravela da Ordem de Cristo

As Grandes Navegações, História de Portugal

Dom Henrique, de fato impulsionou as Grandes Navegações e o domínio português nos mares. Foi quem estabeleceu as base de um império marítimo lusitano. O curioso, porém é que, chamado “o Navegador”, em toda sua vida raramente pisou um convés de navio!

As Grandes Navegações e a expansão comercial lusitana

A vocação portuguesa para o comércio marítimo começou cedo e foi influenciada pela localização estratégica do reino, junto ao Mediterrâneo, mas de frente para o Atlântico, “onde a terra se acaba e o mar começa”, nas palavras de Camões. Já no século XI, navios portugueses não apenas comerciavam no Mediterrâneo e Norte da África, mas levavam vinho, frutas e azeite para Antuérpia, Amsterdã, Bruges e Londres, portos atlânticos, voltando carregados de cereais. Portugal já dispunha naquela época de feitorias comerciais em algumas dessas cidades.

A Europa do século XV

A Europa do século XV era ainda um mundo quase fechado em si mesmo. Somente os venezianos comerciavam com a Ásia, de onde, pelo Mar Vermelho, uma rota arriscada, chegavam as especiarias e outros produtos exóticos.
Era preciso encontrar um caminho marítimo para as Índias. No final do século XV já se desconfiava que a terra era redonda e que girava em torno do Sol, um conceito considerado herético durante muito tempo pela Igreja, pronta a mandar para a fogueira os defensores da teoria, como aconteceu com o padre italiano Giordano Bruno.

A vantagem portuguesa

Situado na extremidade ocidental da Europa, Portugal saiu na frente. O que essa pequena nação fez foi realmente extraordinário e transformou o mundo de então.
Naquela época os portugueses já dominavam suficientemente a arte da navegação, conheciam a bússola e tinham acesso a cartas marítimas elaboradas por italianos e árabes. Apesar de já saberem que a Terra era redonda, não tinham ainda noção de seu tamanho e acreditavam que a Índia ficasse muito mais perto do que de fato era. Somando os conhecimentos náuticos ibéricos aos adquiridos no contato com os mouros que ocuparam o Algarve, aprenderam também a construir navios cada vez mais robustos, velozes e manobráveis.

Preparados para a grande aventura dos oceanos

Tinham tudo para encarar a aventura, inclusive o incentivo proporcionado pelo rico imaginário popular, que incluía míticos reinos, como o do Preste João, situados em algum ponto da costa da África, na Ásia ou no misterioso Atlântico, que guardavam riquezas fabulosas.

A colonização da África

Começaram pelo norte da África, com a tomada de Ceuta, cidadela muçulmana no Marrocos, em 1415, e continuaram com a ocupação das ilhas da Madeira e dos Açores, ainda desabitadas, colonizando-as e destinando-as à cultura de trigo, cereal que o país não conseguia produzir em quantidade suficiente para atender à demanda interna. Uma técnica que utilizavam para ocupar ilhas desabitadas era, anos antes de tentar colonizá-las, soltar nelas alguns animais, como carneiros, cabritos e porcos, que, em estado selvagem e sem predadores naturais, iam se multiplicando, servindo posteriormente como uma fonte de alimento para os futuros colonizadores.

As experiências colonizadoras portuguesas

Os portugueses prosseguiram sua expansão marítima descendo o litoral da África e estabelecendo feitorias comerciais. Alcançaram o Cabo Bojador em 1434, em seguida São Tomé, onde foi introduzida a cultura do algodão. Treze anos mais tarde chegaram a Cabo Verde (1457), com clima propício à produção da cana-de-açúcar, que passou a ser cultivada por escravos trazidos da costa da África, não muito distante. Essas experiências colonizadoras, cobertas de êxito, permitiram ao país desenvolver um importante know-how no cultivo de produtos tropicais de grande procura na Europa, como o açúcar. Elas serviriam de modelo para a política colonial escravagista que seria mais tarde implantada no Brasil. Portugal desde o século XV já importava escravos da África; a maioria revendida aos reinos espanhóis.

As conquistas na África

No continente africano os objetivos eram o controle das rotas das caravanas que transportavam ouro através do Saara e a conquista das planícies marroquinas propícias ao cultivo do trigo, onde já existia uma mão de obra camponesa “escravizável”. Infelizmente, os árabes recusaram-se a colaborar… Com relação ao comércio do ouro tiveram mais sucesso. Desceram a costa da África ao sul do Saara, alcançando as regiões produtoras no Senegal e em Gana, onde passaram a controlar parte do mercado do metal, monopólio da coroa.

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