Córdoba, Argentina
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Córdoba, a segunda maior cidade Argentina

A cidade de Córdoba, hoje a segunda mais populosa da Argentina, foi fundada em 1573 na rota entre o chamado “Alto Peru” (que hoje corresponde à Bolívia) e o Rio de la Plata. O interesse dos espanhóis à época era criar um centro produtor de alimentos e animais de carga para abastecer as minas de prata de Potosí, principal tesouro da colônia (veja o capítulo Potosí do GTB Peru e Bolívia).

Mapa de Córdoba

Como ir a Córdoba

 Avião

O Aeroporto Internacional Taravella fica em Pajas Blancas, a 15 km da cidade. Há vôos diretos de Buenos Aires (1h15) pelas Aerolineas Argentinas e de São Paulo (3h) pela GOL.

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 Carro

De Buenos Aires (710 km), pela RN 9; de Mendoza (680 km), pela RN 142 e RN 20.

 Ônibus

Há ônibus diretos de Buenos Aires (10h) e de Mendoza (11h).

Hospedagem

Procure ficar no centro, é o mais prático.

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Melhor época

Córdoba pode ser visitada o ano todo

Atrações turísticas em Córdoba

Embora seja pouco visitada por brasileiros, Córdoba é um importante ponto turístico para os argentinos, que a tomam como base para passeios pelas sierras, regiões de montanha com lindas paisagens, perfeitas para serem percorridas de automóvel. O verão quente é ligeiramente chuvoso, enquanto as demais estações, mais secas e frescas, são perfeitas para atividades ao ar livre. No inverno, é possível ver neve nos picos e nas localidades mais altas, como La Cumbre.

Na cidade em si, o maior atrativo é o centro histórico, na Plaza San Martín e arredores, onde há diversos edifícios coloniais, boa parte deles obras dos jesuítas, que chegaram a Córdoba em 1599 e foram expulsos do país em 1767.

Dentre as heranças deixadas pelos jesuítas está a Universidade de Córdoba, que tem sua origem em um colégio onde os noviços estudavam filosofia e teologia. Em razão dela, Córdoba é até hoje um importante centro universitário, o que lhe vale o epíteto de La Docta (“A Douta”).

Manzana Jesuítica

 End. Entre as ruas Obispo Trejo, Caseros e Duarte Quirós e a Av. Vélez Sársfield. A manzana (quarteirão) corresponde ao local outrora ocupado pelos jesuítas, um conjunto de construções do século XVII formado pela Igreja da Companhia de Jesus (1640), a Universidade Nacional de Córdoba (1622), com seu Museu Histórico, e o Colégio Nacional de Monserrat (inaugurado em 1687 e reformado no fim do século XVIII). De fachada simples, a igreja em forma de cruz latina é o mais antigo templo jesuíta da Argentina. Seu interior elaborado tem detalhes em barroco-rococó. A Capela Doméstica era de uso exclusivo da irmandade. Já as capelas laterais eram destinadas uma aos índios e outra aos colonos brancos. Algumas das faculdades que compõem a universidade ainda funcionam no quarteirão que, assim como seu equivalente portenho, é conhecido como “Manzana de las Luces”.

Catedral

End. Pl. San Martín (27 de Abril esq. c/ San Martín) A catedral de Córdoba, cuja construção iniciada em 1574 arrastou-se por duzentos anos, possui múltiplas influências arquitetônicas: neoclássica, andaluza, barroca e nativa. Repare nas torres, decoradas com figuras de índios com saiotes de plumas e trombetas.

Cabildo

Pl. San Martín (San Martín esq. c/ Deán Funes) Construído em 1588, é um dos mais bem preservados dentre os imóveis que sediaram centros administrativos espanhóis durante o período colonial. É utilizado atualmente para concertos e exposições culturais.

Museo de Arte Religioso Juan de Tejeda

End. Independencia, 122. Funciona em um dos claustros do Monastério das Carmelitas Descalças de Santa Teresa de Jesus, provavelmente o segundo mosteiro das Américas, fundado em 1628. Seu acervo inclui uma riquíssima coleção de arte sacra, com esculturas, pinturas cusquenhas e objetos de culto.

Museo Historico Provincial Marqués de Sobremonte

End. Rosario de Santa Fé, 218. Tão interessante como suas coleções é o imponente imóvel que foi residência de Don Rafael Nuñez, Marquês de Sobremonte e Governador de Córdoba de 1784 a 1797. Conservado em seu estado original, é provavelmente o mais antigo imóvel residencial existente na cidade. Possui diversos pátios e mais de vinte quartos. No interior há uma sucessão de cômodos (sala de jantar, cozinha, salões e quartos) com móveis e uma enorme variedade objetos de época e instrumentos musicais.

Parque Sarmiento

Inaugurado em 1911, o parque situado na parte mais alta da cidade é obra do paisagista francês Thays, que também projetou os parques de Palermo, em Buenos Aires. O parque, que porporciona vista panorâmica da cidade, conta com um roseiral e um Jardim Zoológico.

Estancias jesuíticas

Leia sobre as Estâncias Jesuíticas de Córdoba.

O que é isso, companheiro?

Alta Gracia é conhecida por seu clima particularmente saudável. Foi para tentar uma solução para a asma crônica de Ernesto “Che” Guevara que sua família mudou-se para lá quando ele ainda era garoto. Che viveu em Alta Gracia entre 1932 e 1943. Uma historinha que os outros guias não contam: em julho de 2006, a Museo Casa de Ernesto “Che” Guevara  – End. Avelladenda, 501 foi visitada por Fidel Castro. Algum sentimento de culpa em relação ao velho companheiro de Sierra Maestra? Afinal, por pressão dos russos que, nos tempos da Guerra Fria, temiam um conflito aberto com os Estados Unidos, o dirigente cubano deixou Che (considerado demasiadamente “aventureiro e gauchiste” pelos soviéticos) entregue à própria sorte quando este tentou implantar uma guerrilha na Bolívia. Como se sabe, Che foi morto nessa ocasião, aos 9 de outubro de 1967, em uma pensão na cidade de La Higuera.

Candelaria

A 220 km a noroeste de Córdoba pela RN 38 e a 73 km de Cruz del Eje.Bem mais afastada da cidade de Córdoba que as demais, a estancia jesuíta de Candelaria pode ser visitada por quem tiver mais tempo para permanecer na região e estiver disposto a conhecê-la a fundo. Foi construída em 1683 para ser um centro produtor de animais de carga, principalmente mulas utilizadas no transporte de bens que iam e vinham do Alto Perú, nome então dado à atual Bolívia. As muralhas da estancia demonstram que sua sede não era apenas uma residência, mas tinha também características de fortificação, provavelmente visando proporcionar defesa contra eventuais ataques de habitantes nativos, nem sempre contentes com a presença dos padres europeus. Subsistem na sede uma capela, os quartos e o pátio central; as dependências anexas começaram a ser restauradas desde que o conjunto passou a integrar o Patrimônio da UNESCO.

Atrações nos arredores de Córdoba

Valle de Punilla

A oeste e noroeste de Córdoba pela RP 38, entre as Sierras Chicas e as Sierras Grandes, estende-se uma região de belas paisagens onde amadores de trekking e paragliding (parapente) poderão se divertir. Isso em localidades menores, como La Cumbre e Capilla del Monte; fuja de Villa Carlos Paz, cidade sem graça e meio brega onde o único atrativo é ser ponto de partida para excursões à montanha Los Gigantes.

Valle de Calamuchita

O vale entre as Sierras Chicas e as Sierras Grandes, a sudoeste de Córdoba, é uma região de grande beleza natural cortada por diversos rios e permeada de lagos. Na vegetação, predominam os pinheiros. A localidade turística mais importante do vale é a Villa General Belgrano, que lembra ao mesmo tempo Blumenau em Santa Catarina e Campos de Jordão em São Paulo, com casinhas em estilo enxamel alemão de telhados vermelhos. Não é de surpreender, já que a vila tem origem na imigração alemã, que precedeu a chegada à região de outros europeus, como suíços e austríacos. É nessa cidade de clima privilegiado que ocorre a Oktoberfest argentina. Santa Rosa de Calamuchita e La Cumbrecita, outras pequenas cidades turísticas do vale, servem de base para a prática de trekking e cavalgadas ou simplesmente para descansar.

Valle Traslasierra

Quem tem tempo e está de carro pode conhecer esta região a sudoeste de Córdoba, a começar pelo Parque Nacional Quebrada del Condorito, onde, com sorte, se vêem condores e outros espécimes da fauna local. Seguindo pelo lindo Camiño de las Altas Cumbres chega-se a Mina Clavero, balneário bastante procurado pelos argentinos durante o verão.

Informações práticas

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