Cidade Alta, Salvador, Bahia
Centro Histórico de Salvador
Centro Histórico de Salvador

Cidade Alta (Centro Histórico)

O Centro Histórico de Salvador é o maior conjunto arquitetônico barroco fora da Europa e abrange o Pelourinho, o Terreiro de Jesus e a Praça da Sé. Classificado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1985, foi objeto de um sério trabalho de restauração a partir de 1991.

Mapa de Salvador

Como ir

Se você estiver na Cidade Baixa utilize o elevador Lacerda. Outra opção é pegar o  bondinho do Plano Inclinado Gonçalves, que liga a Sé à Rua Conselheiro Lafayette.

Melhor época

Qualquer uma, mas evite o auge da temporada turística.

Vídeo sobre a Cidade Alta, em Salvador

Atrações turísticas

Pelourinho

O Largo do Pelourinho tomou esse nome por ser o local onde se aplicavam castigos públicos; ali os condenados, acorrentados a uma coluna, eram açoitados. A partir do século XVIII, a área foi habitada pela “nata” da sociedade soteropolitana: grandes empresários, políticos, altos representantes do clero e das forças armadas. Nela funcionavam instituições de poder e prestígio como a Câmara Municipal, a Assembléia Legislativa e a Prefeitura.

O lugar acabou se tornando ponto de prostituição. A restauração, no final do século passado, devolveu-lhe a glória. O Largo do Pelourinho passou a acolher grupos musicais, associações de capoeiristas, museus, lojas de artesanato, barzinhos e restaurantes de comida típica. Obviamente é um lugar turístico, mas não deixa de ser um dos principais points da vida noturna de Salvador.

Olodum

O famoso grupo de percussão instalado no Pelourinho atraiu o interesse de músicos estrangeiros como Michael Jackson e Paul Simon, que vieram ao Brasil especialmente para gravar músicas com o Olodum um patrimônio musical brasileiro e símbolo da Bahia.

O imóvel por ele adquirido em 1985 foi restaurado segundo um projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, com patrocínio de entidades governamentais. Nele funciona a Escola Criativa Olodum, que desenvolve importante trabalho social e sedia uma loja de produtos da marca Olodum e uma exposição de pinturas. Tel. R. Gregório de Matos, 22.

Museu Tempostal

O acervo compreende cartões postais antigos e novos do mundo todo e fotografias antigas. É uma das maiores coleções do gênero no país. Tel. R. Gregório de Matos, 33

Solar do Ferrão

O solar que começou a ser construído em 1790 pertenceu inicialmente aos jesuítas, que ali instalaram um seminário. Mais tarde o imóvel foi arrematado por Joaquim Inácio Ferrão de Aragão, que lhe deu o nome atual. Tel. R. Gregório de Mattos, 45

Fundação Mestre Bimba

Mantém cursos de capoeira regional, dança afro, samba de roda, berimbau e atabaque e abriga o projeto social Capoerê, que dá assistência a meninos de rua. No prédio há uma loja com produtos relacionados à capoeira. A apresentação da “roda de capoeira” para o público acontece aos sábados às 11h. R. Gregório de Matos, 51

Afoxé Filhos de Gandhy

O bloco Filhos de Gandhy (com y mesmo!) criado por um grupo de estivadores do porto de Salvador com a intenção de homenagear Mahatma Gandhi e a paz mundial, saiu no carnaval pela primeira vez em 1949. Os trabalhadores se vestiram de branco e caíram na folia. Hoje o bloco é formado por mais de quatro mil homens que fazem a alegria do carnaval baiano. Gilberto Gil desfilou com o bloco durante 13 anos seguidos a partir de 1972 e compôs em 1975 a música Filhos de Gandhi, dedicada ao bloco. O afoxé se reúne no Pelourinho aos domingos a partir das 16h. End. R. Gregório de Matos, 53

Fundação Casa de Jorge Amado

Instalada em um sobrado do século XVII no Pelourinho, um recanto azul guardado por Exu, a fundação possui um núcleo de estudos e pesquisas sobre a obra do mais famoso escritor brasileiro e a cultura baiana. No acervo da instituição, criada em 1987, estão originais de romances de Jorge Amado (1912-2001) e de escritos de sua esposa Zélia Gattai (1916-2008), bem como filmes e fotografias que ilustram sua vida, inclusive algumas em que o escritor aparece acompanhado por figuras famosas da literatura mundial, como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, que o visitaram no Brasil em 1961. A casa tem espaço para cursos, palestras e reuniões, um café-teatro e uma livraria-loja de produtos e livros relacionados à Bahia e ao escritor. End. Lgo. do Pelourinho. Fundação Casa de Jorge Amado

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

A construção, iniciada em 1704 por escravos e por negros livres, levou quase um século para ser concluída. Na linda e interessante igreja foram ordenados padres negros. Os painéis de azulejos roxos, amarelos e azuis foram trazidos de Portugal. Os altares são neoclássicos; no exterior, predomina o rococó. Tel. Lgo. do Pelourinho.

Museu da Cidade

Exibe objetos representativos da história de Salvador e de seu povo, uma coleção de pinturas de importantes artistas baianos, esculturas, imagens religiosas, cerâmicas, tapeçarias, bonecas de pano, trajes de baiana e objetos que pertenceram ao poeta Castro Alves. Tel. Lgo do Pelourinho

Museu das Portas do Carmo

Conserva parte das muralhas defensivas da cidade. O acervo compreende armas, bandeiras e canhões do período colonial. End. Lgo. do Pelourinho, Prédio do Restaurante SENAC

Casa do Benin

Expõe peças artesanais de metal, cerâmica e cestaria, em grande parte trazidas pelo fotógrafo Pierre Verger do Golfo de Benin. Inaugurada em 1988, a instituição funciona em um antigo sobrado reformado por Lina Bo Bardi. Conta com restaurante, auditório e biblioteca. End. R. Pe. Agostinho Gomes,

Museu de Azulejaria e Cerâmica Udo Knoff

A coleção que pertenceu ao artista alemão Udo Knoff (1912-1994), radicado na Bahia, está exposta nesse museu, que possui azulejos produzidos desde o século XVII na Europa e no Brasil, alguns dos quais, usados como acabamento de construções coloniais requintadas, são verdadeiras obras de arte. End. R. Frei Vicente, 3

Museu Erótico

Instalado nas dependências do Grupo Gay da Bahia, tem em seu acervo gravuras etruscas e japonesas, reproduções em terracota de arte pré-colombiana, arte pop francesa e peças utilitárias (abajures, cortinas e outros objetos) de diferentes partes do mundo. Tudo com temas eróticos, claro. End. R. Frei Vicente, 26

Casa de Angola

Exposição de objetos provenientes de Angola, representativos da cultura do país. End. Pça. dos Veteranos, Baixa dos Sapateiros

Associação de Capoeira Mestre Bimba

Liderada por Mestre Bamba, (com “a” mesmo, pois Mestre Bimba já é falecido), segue métodos da Capoeira de Angola. End. R. das Laranjeiras, 1

Atelier Percussivo Mestre Lua Rasta

Capoeirista de grande projeção, Mestre Lua Rasta foi discípulo de Mestre Bimba e de Mestre Canjiquinha. Nesse ateliê, ele dá aulas de capoeira e de ritmos afro, faz experiências usando a capoeira como linguagem teatral e fabrica instrumentos musicais como atabaques, berimbaus, caxixis e pandeiros, colocados à venda. End. R. Inácio Accioly, 3 .  Mestre Lua

Largo do Terreiro de Jesus

O Terreiro parece envolto numa aura mística. Pare, olhe para as fachadas dos sobrados e sinta a vibração dessa praça repleta de história – e de appeal turístico. No local há barracas de acarajé, restaurantes e botecos. Na praça ficam a Catedral Basílica do Salvador, a Igreja da Ordem Terceira de São Domingos, a Igreja de São Pedro dos Clérigos, o Edifício da Antiga Faculdade de Medicina e um lindo chafariz francês de ferro fundido do século XIX.

Catedral Basílica do Salvador

Construída por padres jesuítas para substituir uma capela erguida em 1604, a Catedral de Salvador é mais uma testemunha da riqueza da cidade nos tempos do ouro. Concluída em meados do século XVIII, no estilo tradicional português, a basílica é inteiramente revestida de pedra de Lioz. Em seu interior está a imagem de Nossa Senhora das Maravilhas que teria operado um milagre ao salvar o padre Antônio Vieira de uma grave doença. End. Terreiro de Jesus.

Antiga Faculdade de Medicina

Em 1552 começou a funcionar no local um colégio de padres jesuítas que, em 1795, passou a ser um hospital militar, com uma escola de enfermagem que, por sua vez, se transformou, em 1832, na primeira faculdade de medicina do país.

Museu Afro-Brasileiro

No mesmo edifício funcionam o Museu Afro-Brasileiro, inaugurado em 1982, que expõe peças das culturas africana e afro-brasileira e as esculturas de cedro entalhado de Carybé, que representam orixás; o Museu de Arqueologia e Etnologia, onde são expostos os achados do Sambaqui da Pedra Oca, na Bahia, e outras peças. End. Terreiro de Jesus, 17. Museu Afro-Brasileiro

Igreja da Ordem Terceira de São Domingos

A principal atração dessa igreja rococó do século XVIII são os belos painéis atribuídos a José Joaquim da Rocha, fundador da escola baiana de pintura e um dos mais importantes pintores clássicos brasileiros. End.Terreiro de Jesus.

Igreja de São Pedro dos Clérigos

Apesar de sua planta ter características do início do século XVIII, com detalhes rococó, o templo de fachada neoclássica foi construído no começo do século XIX. End. Terreiro de Jesus.

Igreja e Convento de São Francisco

O convento franciscano de Salvador, concluído no século XVIII, possui uma linda igreja barroca – possivelmente a mais bonita da cidade – que guarda preciosidades como esculturas atribuídas a Manuel Inácio da Costa. Seus magníficos altares são revestidos de ouro, ou melhor, foram. Desse precioso metal, só restou o tom dourado. O povo comenta que certos fiéis arrancavam folhas de ouro das paredes enquanto diziam “Venha a nós o Vosso Reino”… End. Lgo. do Cruzeiro, ao lado do Terreiro de Jesus

Praça da Sé

  Mesmo antes da chegada de Tomé de Souza, quando era ocupado por indígenas, a colina já era um ponto estratégico, pois dali se avistava a Baía de Todos os Santos. (Avistava. Hoje, um monte de prédios prejudicam parcialmente a visão). A capela erguida em 1553 deu origem no século XVII à Igreja da Sé, uma das mais belas e suntuosas de Salvador, com fachada voltada para o mar. O templo, infelizmente, foi demolido em 1933 para permitir a passagem de bondes.

Belvedere da Cruz Caída

Hoje, em seu lugar, existe o Belvedere da Cruz Caída, escultura em aço de Mário Cravo Jr. Dali se avista a Cidade Baixa, bem como grande parte da Baía de Todos os Santos e da Península de Itapagipe.

Museu da Misericórdia

Instalado no prédio da Santa Casa de Misericórdia, este museu, que expõe uma rica coleção de arte sacra, pinturas e esculturas dos séculos XVII e XVIII, possui um majestoso salão nobre com mobiliário do século XIX. A varanda, formada por uma sucessão de arcos, tem vista para a baía. End. R. da Misericórdia, 6

Paço Municipal

A mais antiga Câmara Municipal do País, construída primeiramente em taipa e coberta de palha em 1549, abrigava o Conselho de Vereança, composto por dois juízes, três vereadores e um procurador. O prédio atual, erguido em 1660 em estilo renascentista, tem fachada com arcadas e colunas toscanas, torre central e cúpula. End. Pça. Tomé de Souza

Palácio Rio Branco

Da rusticidade da casinha de taipa original à suntuosidade do palácio, aquele pedaço de chão abriga muita história desde 1549, quando ali se instalou a primeira sede do Governo Geral e moradia de Tomé de Souza e dos governadores subseqüentes até 1979. Foi tomado pelos holandeses em 1624; hospedou D. João VI e toda a família real em 1808; e sofreu bombardeios em janeiro de 1912, em conseqüência de uma intervenção federal no Estado. O edifício abriga atualmente a Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória da Bahia, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o Memorial dos Governadores. Ao longo dos séculos, o edifício passou por reconstruções até assumir o atual aspecto que incorpora elementos barrocos e neoclássicos. A belíssima escadaria de ferro e cristal que leva à Sala dos Espelhos encontra-se preservada e o palácio mantém uma exposição de móveis, pratarias e faianças dos séculos XVIII e XIX. End. Pça. Tomé de Souza

Museu Casa de Ruy Barbosa

A Associação Bahiana de Imprensa fundou e mantém este museu na casa em que, aos 5 de novembro de 1849, nasceu Ruy Barbosa. Nela estão expostos objetos e móveis que pertenceram a ele, assim como cartas e documentos relativos à sua vida. Museu Casa de Ruy Barbosa

Elevador Lacerda

O famoso elevador que liga a Cidade Alta à Cidade Baixa, um dos mais conhecidos cartões-postais de Salvador, funciona 24h por dia. Sua construção, iniciada em 1869, foi concluída em 1873. Após uma reforma em 1930, passou a ser movido a eletricidade e recebeu o nome de Elevador Lacerda, em homenagem ao comerciante Antônio Lacerda, seu criador e idealizador da Companhia de Transportes Urbanos de Salvador. Foi novamente reformado na década de 1980. Hoje suas quatro cabines transportam uma média mensal de oitocentos mil passageiros.

Informações práticas

Como ir a Bahia

Compare preços de passagens aéreas e faça sua reserva

Onde se hospedar em Salvador

Escolha e reserve seu hotel em Salvador

Maquina fotografica

A Bahia em imagens

Dezenas de fotos sobre os lugares mais interessantes da Bahia.  Acessse “A Bahia em Imagens