Bom Jesus da Lapa, Bahia

Romaria, Bom Jesus da Lapa Bahia -Foto-Rita-Barreto

Bom Jesus da Lapa, Bahia

Situada no médio São Francisco, a 820 km de Salvador, no polígono das secas, uma região pobre, Bom Jesus da Lapa é conhecida como a “Capital Baiana da Fé”. O Santuário de Bom Jesus da Lapa, local de peregrinação religiosa, fica dentro de um complexo de grutas no topo de uma elevação de aproximadamente 100m, que se destaca na planície.

Mapa de Bom Jesus da Lapa

A “alta estação” religiosa

A “alta estação” religiosa vai de julho a setembro, quando a cidade é visitada por centenas de milhares de pessoas, atingindo seu ápice no dia 6 de agosto, dedicado ao Bom Jesus da Lapa, cuja imagem é carregada em procissão. Durante esse período, deslocam-se até a cidade romeiros, turistas e estudiosos que, independentemente de crença, querem tentar entender o mistério da fé. Mesmo que você visite o lugar por mera curiosidade, seja discreto e respeitoso.

Infra estrutura turística insuficiente

A estrutura turística local compreende grande número de hotéis, pousadas e restaurantes; mesmo assim, é insuficiente para todos os romeiros em algumas ocasiões. Alguns deles alugam quartos em casas de moradores ou acampam às margens do rio. Há raros banheiros públicos, construídos pela diocese.

Vídeo sobre Bom Jesus da Lapa

Uma cidade que vive do turismo religioso

Bom Jesus da Lapa não tem atividade agrícola nem industrial; vive do turismo religioso. Entre procissões, rezas e ofícios, há licença para tomar uns tragos nos bares que se concentram na praça principal e para diversão na boate (Rezam aqui, divertem-se acolá…).
O Rio São Francisco e seus afluentes, que atravessam a cidade, são atrações à parte. É possível sair de barco, navegar pelo Velho Chico, pelo Rio Corrente e alcançar Santa Maria da Vitória e suas pedreiras. A região também é favorável à prática do ecoturismo e de esportes radicais.

O artesanato regional

O artesanato regional consiste em esculturas de barro, talhas de madeira, carrancas e imagens de santos, peças de crochê e bordados, artesanato em palha de milho.

Atrações

Vale do Rio Corrente – Um passeio pelo Velho Chico pode ser uma grande pedida. O ideal é contratar um barco e descer o São Francisco até o rio Corrente para alcançar Santa Maria da Vitória, ligada a São Félix do Coribe por uma ponte. As paisagens ribeirinhas são pitorescas; não esqueça a máquina fotográfica. A viagem toma quase o dia inteiro. Leve água, lanches, protetor solar e repelente de insetos.

Santa Maria – É uma típica cidade interiorana, com arquitetura do final do século XIX e início do XX, visível nas casinhas de suas ruas calmas, com calçamento de pedras. O Memorial Francisco Guarany (End. R. Professor Oliveira Magalhães) expõe obras de artistas locais.
São Félix do Coribe Em São Félix do Coribe, cidadezinha pacata onde há lindo artesanato feito de palha de milho, você pode pernoitar em uma das pousadas e hotéis e depois estender o passeio à Pedreira do Cantagalo e à Gruta do Padre, de mais de 15 km de extensão, que abriga o sítio arqueológico com inscrições rupestres da Pedra Escrevida (não é “escrita”, é “escrevida” mesmo!).

Esportes radicais

A próxima etapa da aventura é indicada para apreciadores de esportes radicais: descendo o rio em direção a Correntina estão as corredeiras do Jaborandi, as cachoeiras do Saco Comprido e do Formoso e o arquipélago das Sete Ilhas. O cartão postal da cidade é a Ilha do Ranchão, que possui restaurante e área de lazer, palco dos principais eventos locais. Correntina fica a 50 km de Santa Maria da Vitória e a 106 km de Bom Jesus da Lapa. As três cidades estão ligadas pela BR-349 e por linhas regulares de ônibus da empresa Novo Horizonte.

O Santuário de Bom Jesus da Lapa

As belas grutas que compõem o santuário são decoradas com motivos religiosos. Há ao todo 15 delas. As principais são as do Bom Jesus e da Virgem de Soledade, onde estão suas respectivas imagens, levadas por Francisco de Mendonça Mar em 1691, e a de Santa Luzia. O pintor português Francisco foi contratado em 1688 para pintar o palácio do Governador Geral em Salvador. Porém, ao terminar o trabalho, em vez de ser pago, foi preso e açoitado junto com seus dois escravos. Decidiu depois disso dedicar sua vida a Deus e saiu a perambular pelo sertão até encontrar o morro permeado de grutas onde passou a morar, tornando-se um monge eremita. Naquele tempo não havia estradas na região; o único meio de locomoção eram os barcos que navegavam o São Francisco. O sopé do morro tornou-se ponto de parada de viajantes. Doentes eram deixados aos cuidados do monge. Não demorou para que os sertanejos, de natureza mística, passassem a encarar a imagem do Bom Jesus como milagrosa. A fama de Francisco chegou ao conhecimento do Arcebispado que, em 1706, ordenou-o com o nome de Padre Francisco da Soledade. Desde então, o local é destino de romarias. Do complexo das grutas, com aproximadamente 1.500m² de extensão, tem-se vista panorâmica do rio, da cidade e da vegetação das cercanias, misto de caatinga e cerrado. Bom Jesus da Lapa

Vale do São Francisco: tem muita coisa para se conhecer

O Vale do Rio São Francisco tem cidades interessantes e belezas naturais diferentes do resto do Estado da Bahia, principalmente da faixa litorânea, e que vale a pena conhecer. Não deixe de fazer um passeio de barco pelo Velho Chico. Veja Vale do Rio são Francisco

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