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Lago di Como, Lombardia, Foto Pedro, CCBY
A melhor época para ir a Milão e à Lombardia. Lago di Como, Lombardia, Foto Pedro, CCBY

A melhor época para ir a Milão e à Lombardia

Por Lúcio Martins Rodrigues

Quando ir

O clima na Lombardia é de tipo continental, com sensíveis diferenças de temperaturas entre as regiões baixas e lugares de altitude. Os invernos lombardos são frios, sobretudo entre dezembro e fevereiro, meses que é melhor evitar. Também é o caso de evitar os meses de verão, com temperaturas próximas aos 30 graus e com tudo caro e lotado de turistas. As variações térmicas do clima continental são mais expressivas: o verão mais quente e o inverno mais frio. Na região dos lagos, protegida pela cadeia andina, o clima é mais úmido, mas as temperaturas são mais amenas.

De qualquer modo, para toda a Lombardia, o outono e a primavera sãos as época ideais para sua viagem.

Mapa da Lombardia

Primavera

A primavera é uma época de ouro para um roteiro pela Lombardia.  No começo da primavera,  as temperaturas são  um pouco mais frescas, mas o frio costuma ser leve e fácil de encarar. Os melhores meses são abril e maio, com temperaturas bastante agradáveis. Além das temperaturas moderadas, a primavera é uma época bonita, colorida, cheia de flores. A estação oferece ainda duas vantagens importantes: tudo é mais em conta. Uma viagem na baixa temporada (primavera e o outono) sai uns 40% mais em conta do que na alta estação. Há promoções tentadoras, as passagens aéreas não são salgadas, e podem ser parceladas. Há menos hotéis abertos, mas os preços das diárias estão mais em conta.

Vídeo sobre a Lombardia

Verão

Evite o verão, se for possível. O verão lombardo é longo. E o calor pode ser intenso. Não é raro que em alguns dias os termômetros indiquem temperaturas superiores a 30 graus. Junho e agosto são meses sufocantes, principalmente em Milão e outras grandes cidades. Na região dos lagos o clima é um pouco mais suave, embora também chova mais. As chuvas, entretanto, não incomodam tanto quanto as altas temperaturas, que inibem o prazer de caminhar. Logo você está com a camisa ensopada de transpiração. O auge do verão (agosto), além do calor desagradável, corresponde à época de férias escolares no hemisfério norte. Tudo está lotado e caro. Se não reservar hotel arrisca-se a não encontrar onde dormir. E vai pagar muito mais caro pelo quarto. E, convém saber: as passagens do Brasil para a Itália também estão bem mais caras. É a lei da oferta e da procura… Portanto, se possível evite julho e agosto.

Outono

O começo do outono, que inclui o final de setembro, estende-se até dia 23 de dezembro, quando começa o inverno. Faz um frio moderado (para os não friorentos…). Em novembro a média máxima fica em torno de 11 graus.  O outono é igualmente uma época muito bonita. Não é particularmente florida, mas as tonalidades amarelas e vermelhas que dominam a paisagem são lindas. O outono corresponde também à baixa temporada. Todas as ponderações relativas à primavera valem para o outono: a viagem sai mais barata, há menos turistas. Outubro é um mês ótimo se considerarmos a beleza da paisagem e as temperaturas. A umidade é maior mas, muitas vezes,  as chuvas são  fracas e intermitentes. Um pequeno guarda-chuva pode ser útil.

Inverno

No inverno, os meses de dezembro e janeiro são mais frios do ano. Não faz aquele “frio do cão”, como no norte da Europa, mas as baixas temperaturas incomodam. Pode ocorrer nevascas, quem alugar carro precisará ter pneus com correntes, sobretudo se for visitar regiões mais elevadas. Aliás, neva também em Milão e outras cidades lombardas. É altamente recomendável ter roupas adequadas ao frio, casaco forrado, sapatos impermeáveis, meias quentes, cachecol, luva etc. Se puder, evite viajar pela Lombardia no auge do inverno.

Chuvas na Lombardia

As chuvas são distribuídas de modo um tanto irregular, sem longos períodos secos ou chuvosos. Há picos de maior pluviosidade em qualquer estação do ano, mas as chuvas dificilmente vão atrapalhar sua visita à Lombardia, sobretudo se estiver de carro. Um pequeno guarda-chuva dobrável, que caiba numa bolsa ou no porta-luvas, pode ser um uma precaução inteligente. Outubro, no outono, é o mês mais chuvoso do ano. Mas no verão chove quase a mesma coisa em agosto, na região dos lagos e, em junho, no centro da Lombardia e em Milão. Os índices pluviométricos assinalados são apenas uma orientação. Há anos em que chove muito mais ou muito menos. O ideal é consultar a previsão do tempo quando for embarcar.

Médias históricas de temperaturas (°C) e precipitações (mm) em Milão

Temperaturas máximas em Milão

Jan 6  | Fev 9 | Mar 14 | Abr 19 | Mai 24 | Jun 28 | Jul  30 | Ago 29 | Set  25 | Out 18 | Nov 11 | Dez 7

Temperaturas mínimas em Milão

Jan | Fev 3 | Mar |  Abr 11 |  Mai 15 |  Jun 18 | Jul 21 | Ago 20 | Set  17 | Out 12 | Nov 7  | Dez 3

Chuvas

Jan 43 | Fev  59 | Mar 76 | Abr  93 | Mai  75 | Jun 117 | Jul 63 Ago 90 | Set 68 | Out 124 | Nov 121 | Dez 76

Médias históricas de temperaturas (°C) e precipitações (mm) na região dos lagos da Lombardia

Temperaturas máximas nos lagos

Jan 8  | Fev  91 | Mar 14 | Abr 16 | Mai 22 | Jun 25 | Jul  28 | Ago 27 | Set  22 | Out 17 | Nov 11 | Dez 7

Temperaturas mínimas nos lagos

Jan -3 | Fev -3  | Mar 1 |  Abr 5 |  Mai 10 |  Jun 13

Jul  15 | Ago 15 | Set  11 | Out 8 | Nov 2  | Dez -2

Chuvas nos lagos

Jan 75 | Fev  65 | Mar 85 | Abr  85 | Mai  105| Jun  95

Jul  90 | Ago 115 | Set 90 | Out 120 | Nov 105 | Dez 70

Informações práticas

Como ir

Avião 

Há voos diretos do Brasil. Milão tem voos para toda a Itália e principais destinos europeus.

Veja passagens aéreas e pacotes

Isola Bella, Lago Maggiore, Lombardia. Foto Ed Webster CCBY
Isola Bella, Lago Maggiore, Lombardia. Foto Ed Webster CCBY

Roteiro pela Lombardia

Nesse roteiro pela Lombardia selecionamos apenas as mais apetitosas cerejas do bolo. A Lombardia tem muito mais. Calculamos, grosso modo, para este roteiro lombardo entre 20, e 30 dias. Claro, essa viagem pode ser feita em muito menos tempo pelos mais apressados. Quem decide é você: quer curtir com calma os maravilhosos lagos italianos, visitar de barco pitorescos povoados, conhecer castelos e ilhas floridas ou só dar uma olhada no lugar e pegar novamente a estrada? É altamente recomendável que você organize um cronograma de viagem, mesmo que flexível. Há neste post links para todas as localidades constantes do roteiro. Veja informações, vídeos ou fotos para decidir os lugares que mais lhe agradam.

Dicas de como circular pela Lombardia

Alugar carro não é obrigatório. Mas é o meio de transporte ideal para se percorrer a região. Entretanto, para visitar os vilarejos às margens dos lagos, o barco é muito mais indicado e as vistas são deslumbrantes. Anote outra dica importante: em Milão esqueça o automóvel, tome táxi ou  utilize os transportes públicos, que funcionam muto bem. Deixe Milão para o começo de sua viagem, antes de alugar um carro. Ou, então para o final. Devolva o carro no aeroporto e pegue um trem para Milão. Uma última dica: entrar e sair de grandes cidades que você não conhece pode ser estressante. Procure pegar e devolver o carro no aeroporto. É muito mais fácil para você se orientar

Mapa da Lombardia

Milão

Milão, a capital Lombarda, é a segunda maior cidade da Itália, e o principal centro industrial do país. A cidade, que possui cerca de 1 400 000 habitantes na sua área municipal, se acrescida de sua periferia, abriga uma população de 4.300.000 habitantes. Milão foi fundada pelos bárbaros celtas no século V a.C. Em 222 a.C. foi anexada pelos romanos. No fim do período medieval passou por um período de especial prosperidade quando governada pela família Sforza. Depois caiu novamente sobre domínio estrangeiro. De 1535 a 1706 foi ocupada pelos espanhóis, em seguida pelos austríacos e depois pelos franceses, no apogeu do Império Napoleônico. Milão não é a mais turística das cidades italianas, mas possui um bom número de atrações, que justifica conhecê-la. Saiba mais sobre Milão.

Vídeo de turismo sobre o Lago di Garda, na Lombardia

Lago Maggiore

A cidade de Stresa, um dos principais centros à beira do lago fica a pouco mais de 90 km de Milão pela E62.

Junto dos dos Alpes, num magnífico quadro natural;  os povoados e pequenas cidades às margens do Lago são encantadores e românticos. Seus predinhos coloridos decoram o lago. O lago Maggiore pode ser percorrido por linhas regulares de barcos que servem à população local e fazem a alegria dos turistas. Uma cidade perfeita para servir de base para a exploração das redondezas é Stresa, já na Região do Piemonte.  Saiba mais sobre o Laggo Maggiore.

Lago di Como

Como fica a 95 km de Stresa pela E 62, a A36 e a A9. De Milão, a distância é a aproximadamente a mesma pela A9.

O principal centro urbano do lago de Como é a cidade de Como. O grande lago lombardo tem a forma de um “Y” invertido, que se bifurca ao sul, em duas extremidades. A cidade de Como é considerado o mais elegante centro da região dos lagos italianos. O lago pode igualmente ser percorrido de barco. Suas margens são salpicadas de luxuosas vilas, palácios e pequenas cidades.  Saiba mais sobre o Lago di Como.

Bérgamo

Bérgamo fica a aproximadamente a 80 km de Como pela Via A4 e SS36

Bérgamo é uma cidade antiga, já existente na época dos gauleses. Foi incorporada ao Império Romano romanos no século II a.C. Já no final da Idade Média foi anexada à República Marinara de Veneza.  Posteriormente, em 1797 caiu em mãos dos austríacos e só foi libertada pela tropas de Garibaldi quando da Unificação Italiana.  Saiba mais sobre Bérgamo

Brescia

Brescia fica a 53 km de Bérgamo pela via A4/E64

Brescia impressiona o visitante pela variedade de estilos e pela imponência de seus palácios e construções, resultado de sua rica herança histórica. Brescia foi inicialmente um centro romano, depois comuna livre lombarda no século XII, até ser, finalmente, anexada pelos venezianos. É  a segunda mais importante cidade da Região Lombarda.  Saiba mais sobre Brescia (pronúncia Brestcia)

Lago di Guarda

O Lago di Garda fica a 45 km de Brescia pela Via SP11

O Lago di Garda, de origem glaciar, tem mais de 300 m de profundidade. Possui forma alongada, é mais estreito ao norte, onde é rodeado por altas montanhas e rochedos abruptos que mergulham nas águas. Sua parte sul, onde as encostas são planas, é mais largo. É o maior dos lagos italianos. Saiba mais sobre o Lago di Garda.

Mântua (Mantova, em italiano)

Mântua fica a aproximadamente 70 km de Sirmione (no Garda) pelas  vias A4/E70  e A22/E45

Mântua é uma cidade antiga, já existia na época dos etruscos. Posteriormente foi incorporada ao Império Romano. Sem descartar sua importância atual como centro industrial moderno, Mântova é uma cidade atraente, com um centro histórico repleto de construções de diferentes épocas, palácios, antigas igrejas e praças de traçado medieval. Boa parte dessa elaborada arquitetura, bem como quase todo o legado artístico de Mântua, corresponde ao período em que foi governada pelos Gonzaga, durante a Idade Média. Saiba mais sobre Mântua.

Sabbioneta

Sabbioneta fica a  35 kde Mântua pela via SP420

Sabbioneta tem uma característica urbanística única: é uma cidade planejada, uma espécie de Brasília italiana. A diferença é que Sabionneta foi construída a partir do século XVI. Quem curte arquitetura vai se apaixonar por seu estilo Renascentista. Também chama a atenção o ardiloso sistema de muralhas que protege a cidade obrigatório em uma época de permanente instabilidade. Saiba mais sobre Sabbioneta

Cremona

Cremona fica 50 km de Sabbioneta pela via SP87 e a a 55 km de Brescia pela  via A21/E70

Cremona, como outras cidades da Lombardia, foi inicialmente um centro romano. Durante a Idade Média foi incorporada a Milão. A cidade é famosa pela qualidade de seus violinos, considerados os melhores do mundo. É na sua linda Piazza del Comune, que fica o famoso Duomo, do começo do século XII, em estilo românico com elementos góticos. Saiba mais sobre Cremona.

Pavia

Pavia, centro urbano da época dos romanos, já foi capital da Lombardia. Rival de Milão durante a Idade Média, é famosa principalmente por sua Certosa, uma catedral que é uma obra de arte, com um estilo próprio. Mas Pavia não é só sua Certosa: seu patrimônio artístico e arquitetônico, igrejas e palácios impressiona os visitantes. Algumas das torres existentes na cidade  são obras de Michelangelo. Saiba mais sobre Pavia.

Dicas
  • Agora que você sabe a época do ano em que vai visitar a Costa Amalfitana veja a bagagem que deve levar.

Informações práticas

Como ir

Avião 

Há voos diretos de São Paulo para Milão, ponto de partida para este roteiro pelas Lombardia.

Veja passagens aéreas e pacotes

A melhor época para ir à Itália

Informe-se sobre a melhor época para ir à Itália.

Ponte Coperto, Pavia, Itália - Foto Groume CCBY SA
Pavia, Itália. Ponte Coperto- Foto Groume CCBY SA

Pavia

Muita gente quando vai a Pavia só pensa em visitar sua famosa Certosa, mas a cidade, da época dos romanos, reserva boas surpresas aos seus visitantes em razão do rico patrimônio arquitetônico, composto por palácios, igrejas e várias torres, algumas construídas por Leonardo da Vinci.

Capital da Lombardia durante a Idade Média (mesmo que isso nos dias de hoje pareça surpreendente), Pavia era uma poderosa rival de Milão. Tentar entender porque alguns lugares se desenvolvem tanto enquanto outros permanecem parados no tempo é um bom tema para uma tese de História!

Pavia Turismo: site oficial.

Mapa de Pavia

Como ir

Veja pacotes e passagens aéreas na Itália

Trem

A partir da estação central de Milão a viagem demora 23 minutos.

Carro

A partir de Milão (30 km), pegue a S35 em direção a Pavia.

Vídeo sobre Pavia

Principais atrações turísticas de Pavia

Certosa de Pavia

Fica fora da cidade, entre Pavia e Milão. Há ônibus direto de Pavia e de Milão (Viale Bligny/Farmagosta). Fecha às segundas-feiras.

A Certosa (em português, “cartuxa”) de Pavia, um mosteiro da ordem dos cartuxos, é um conjunto arquitetônico enorme, dominado pela imponente igreja, que hoje constitui um dos mais importantes pontos turísticos do norte da Itália. Fundada no fim do século XIV por vontade de Gian Galeazzo Visconti, da poderosa família milanesa, a cartuxa teve sua construção concluída apenas no século XVI. A fachada harmoniosa da igreja, riquíssima em detalhes, é uma obra-prima da arquitetura renascentista lombarda. Seu interior, gótico, é repleto de obras de arte: pinturas, esculturas e até mesmo mosaicos feitos com pedras semipreciosas.

O transepto – No lado esquerdo do transepto está o monumento funerário de Ludovico Sforza (conhecido como “il Moro”), e de sua esposa Beatriz d’Este, onde há estátuas de ambos, representados deitados lado a lado. Do lado direito fica o túmulo de Gian Galeazzo Visconti.

Os claustros – Muito interessantes são o pequeno claustro, onde há um bem cuidado jardim, e o grande claustro, um amplo espaço ladeado por um corredor com colunas. Repare no telhado as chaminés das celas dos monges.

Certosa de Pavia: Site oficial.

Castello Visconteo

Viale XI Febbraio, 35 Abre de terça a domingo das 10h às 17h50h. Em julho, agosto, dezembro e janeiro, somente das 9h às 13h30.

Hoje a enorme fortaleza retangular da época dos Visconti só tem duas de suas torres: todo o lado norte do castelo foi destruído pelos franceses em 1527. Nele funciona atualmente um museu com coleções municipais de pintura, escultura e arqueologia. Na sua área central, em volta do grande pátio aberto, fica o corredor em arcos, fechando os três lados do castelo que permaneceram intactos.

Duomo

Piazza Vittoria. A catedral renascentista de Pavia começou a ser construída em 1488 por Leonardo da Vinci e Bramante a mando do cardeal Ascanio Sforza, irmão de Ludovico, il Moro. Os Sforza estavam então com a bola toda! Sua cúpula, um trabalho extraordinário para a época, tem 82 metros de altura e é uma das maiores da Itália. Por isso mesmo, depois que desmoronou a torre do século XI, que ficava ao lado, o templo está sendo alvo da atenção dos engenheiros.

Palazzo Comunale

Na Piazza Vittoria, além do Duomo, há outra obra arquitetônica de primeira grandeza: o medieval Palazzo Comunale, ou Broletto, do século XIII, um dos mais antigos palácios comunais da Itália.

San Pietro in Ciel d’Oro

Piazza San Pietro in Ciel d’Oro, 2. A igreja foi construída para abrigar o corpo de Santo Agostinho, oferecido no século VIII pelos piratas sarracenos aos cristãos, que pagaram um preço salgado pela relíquia. Na época não havia exame de DNA, mas os piratas (gente, como todos sabem, da maior confiança) garantiram que aqueles eram os restos mortais do santo. O nome dessa igreja se deve ao fato de ter, no passado, um mosaico todo em ouro em sua abside, representando o céu. Infelizmente, os revolucionários franceses que ocuparam Pavia no fim do século XVIII, um tanto anticlericais, levaram o ouro embora e utilizaram a igreja como depósito militar. O túmulo de Santo Agostinho foi poupado e está lá até hoje.

San Michele

Piazza San Michele. Construída na primeira metade do século XI com blocos de arenito que lhe dão um tom bege-rosado, a igreja românica de San Michele é uma das mais antigas da Itália e teve tanta importância nos tempos de glória da cidade que Federico Barbarossa foi coroado imperador ali. A grande fachada tem muitos – e curiosos – relevos com temas bíblicos e mitológicos, dentre os quais sereias e leões alados. Sobre a porta principal, São Miguel pisoteia o dragão. No seu interior, o que mais chama a atenção são os detalhes esculpidos e os mosaicos.

Ponte Coperto

Uma das grandes curiosidades de Pavia é sua ponte coberta. Há hoje poucos exemplares desse tipo de ponte, muito comuns durante a Idade Média, quando nelas se construíam residências e lojas. Enquanto na Ponte Vecchio de Florença existem joalherias, na ponte de Pavia há uma igrejinha. A ponte atual é uma reconstrução baseada no modelo da original, parcialmente destruída pelos bombardeios aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Sabbioneta, Lombardia, Itália
Sabbionete, Lombardia, Itália

Sabioneta, uma cidade planejada no século XVI

Mapa de Sabbioneta

Só mesmo os italianos poderiam criar algo tão original: Sabbioneta é uma cidade planejada, como Brasília. A diferença é que sua construção começou em 1558, na região italiana da Lombardia, e foi uma das primeiras experiências urbanísticas da história.
A idéia foi de Vespaziano de Gonzaga, general de Felipe II da Espanha, que resolveu erguer o que seria, na sua visão, a cidade ideal.

Como a sobrevivência de qualquer centro urbano dependia, na época, de sua defesa, ele construiu antes de mais nada um conjunto de muralhas em forma hexagonal, dentro das quais traçou os planos das ruas e edifícios. Tranquila e bela, Sabbioneta é hoje uma pequena cidade 100% renascentista, um bom lugar para perambular sem pressa e um prato cheio para os amantes de arquitetura.

Vídeo sobre Sabbioneta

Como ir

Sabbioneta fica na província de Mântua (Mantova), a 30 km ao norte da cidade de Mântova.

Veja passagens e pacotes par a Itália

Melhor época

Em qualquer época do ano.

Principais atrações turísticas em Sabbioneta

Palazzo Giardino

Construído para guardar a coleção de mármores dos Gonzaga. Tem belos afrescos nas paredes e tetos e uma galeria de impressionantes 96 metros de comprimento, também decorada com afrescos.

Teatro All Antica

É provavelmente o primeiro teatro italiano coberto, muito mais próximo dos contemporâneos do que os antigos teatros romanos.

Palazzo Ducale

Antiga residência oficial dos duques de Sabbioneta.

Incoronata

Linda igreja que abriga o túmulo de Vespaziano, idealizador da cidade.

Museo di Arte Sacra

Museu com interessantes paramentos litúrgicos e com o Tosão de Ouro, condecoração dada pelo rei espanhol Felipe II a Vespaziano.

Sinagoga

Erguida em 1824 no mesmo local onde havia uma outra sinagoga bem mais antiga, é prova da presença dos judeus na cidade. A tipografia era uma das principais atividades da colônia hebraica de Sabbioneta. O primeiro livro impresso por eles em Sabbioneta, datado de 1551, foi Il Commento al Deuteronomio, de Isaac Abravanel. (Esse sobrenome não lembra alguma coisa?)

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Duomo de Brescia, Itália
Duomo de Brescia

Brescia, uma cidade de grande riqueza arquitetônica

Só o agitado passado de Brescia pode explicar a variedade e a riqueza arquitetônica dessa cidade. Primeiro romana, depois anexada ao reino lombardo no século XII, em seguida comuna livre da Liga Lombarda e, a partir de 1426, anexada à República de Veneza, Brescia, com seu castelo, suas muralhas e construções em diferentes estilos, é hoje a segunda cidade mais populosa da Lombardia.

Mapa de Brescia

Como ir a Brescia

Veja pacotes e passagens aéreas

Carro

A partir de Milão (85 km), pegue a A4

Trem

Da estação central de Milão, a viagem leva 45 minutos; de Veneza, pouco mais de 2h.

Onde se hospedar em Brescia

Escolha e reserve seu hotel em Brescia

Grande riqueza arquitetônica

Só o agitado passado de Brescia pode explicar a variedade e a riqueza arquitetônica dessa cidade. Primeiro romana, depois anexada ao reino lombardo no século XII, em seguida comuna livre da Liga Lombarda e, a partir de 1426, anexada à República de Veneza, Brescia, com seu castelo, suas muralhas e construções em diferentes estilos, é hoje a segunda cidade mais populosa da Lombardia.

Atrações turísticas em Brescia.

Piazza della Loggia

Nessa praça de arcadas renascentistas ficam o Palazzo del Comune, edifício do começo do século XVI, o Museo Civico Cristiano, o Palazzo della Torre dell’Orologio, o Palazzo Monte di Pietà e o Palazzo Monte Nuovo.

Piazza Paolo VI

Outra linda praça de Brescia, onde estão algumas das construções mais importantes da cidade, como La Rotonda, ou Duomo Vecchio, construído no século XI e, ao lado, o Duomo Nuovo, que começou a ser erguido em 1600. Sua cúpula só foi terminada em 1825. Ao lado do Duomo fica o Broletto, palácio do século XIII.

Piazza del Foro

É onde estão o antigo fórum romano, o teatro e o templo capitolino, que abriga o Museo Civico Romano. Ao lado está San Salvatore, um conjunto de edifícios da Alta Idade Média formado pelo antigo mosteiro de San Salvatore e Santa Giulia, do século VIII, pela basílica de San Salvatore, do século IX, e pela igreja de Santa Giulia.

Via dei Musei

Como o nome diz, nessa rua e nas suas proximidades funcionam diversos museus. O Museo della Città (Via dei Musei, 81b) reúne objetos e pinturas dos períodos romano e medieval. O Museo delle Armi (<end./> Via Castello, 9) funciona no Mastio Visconteo, uma fortaleza construída no século XIV sobre as fundações de um templo da época romana, e apresenta uma coleção de mais de mil armas antigas de todos os tipos (Brescia foi muito famosa na Idade Média pela qualidade das armas que fabricava). O Museo del Risorgimento (Via Castello, 9) mostra objetos, pinturas, documentos, bandeiras e outras peças relativas a esse turbulento período da história italiana. Por fim, a Pinacoteca Tosio Martinengo ( Piazza Moretto, 4) tem pinturas de artistas de Brescia, do Renascimento ao século XVIII.

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Lago d'Iseo, Itália
Lago d’Iseo, Itália

 

O lago de Iseo, o menor dos lagos lombardos

O lago d’Iseo, comparado com os demais, é bem pequeno; seu comprimento máximo é de apenas 25 km, e sua largura média é de 2,5 km. Ele já era habitado no período mesolítico por populações que viviam em palafitas. Apesar de bonito, é o menos frequentado por turistas.

Mapa do Lago d’Iseo

Como ir para o lago de Iseo

Veja preços de pacotes e passagens aéreas para a Itália

Carro

Até a cidade de Iseo, partindo de Milão (83 km), pegue a A4 (direção Veneza) até Palazzolo e siga em direção a Iseo.

Ônibus

Há linhas diretas de Brescia, Verona, Mântua, Milão e Veneza.

Trem

De Milão ou Veneza, você terá que trocar de trem em Brescia. De Brescia, a viagem até Iseo demora uns 40 minutos.

Onde se hospedar

Escolha e reserve seu hotel em Iseo

A melhor época

Mais uma vez: primavera e outono, um período muito agradável com preços de baixa estação.

Video sobre o Lago d’Iseo

Atrações turístias no lago d’Iseo

Iseo

Foi uma cidade romana e teve importância histórica durante a Idade Média na luta entre Federico II e a cidade de Brescia. Na era renascentista foi um próspero centro comercial e já tinha até seu próprio banco, em uma época em que não existia um em cada esquina. Leonardo da Vinci fez planos para a construção de um canal navegável ligando-a à cidade de Brescia. A cidade, com ruelas e uma pracinha com uma igreja românica, é hoje um local agradável para uma caminhada de algumas horas ou como base para visitar o lago.

Pisogne

É outro lugarejo charmoso à beira do lago; uma boa opção para dar uma parada para almoçar e curtir a paisagem.

Monte Isola

Essa ilha montanhosa e toda verde, com pequenos portos pesqueiros, bosques de castanheiras, plantações de azeitonas e vinhas, é a principal atração do lago. Ela é bem grande em relação ao tamanho do lago e, vista de lado, tem a forma de uma rampa com 600 metros na extremidade mais elevada, onde fica o santuário da Madonna della Ceriola. Do alto se tem uma excelente vista panorâmica. Com um perímetro de 9 km, a ilha pode ser percorrida a pé ou de bicicleta. Não se pode circular de automóvel pela ilha; apenas um pequeno ônibus local passa por suas estradinhas.

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Lago di Garda, Itália
Lago di Garda, Itália

 

Lago di Garda, o maior dos lagos lombardos

Garda é um lago glacial, com mais de 300 metros de profundidade e forma alongada, mais estreito ao norte, onde é rodeado por altas montanhas, e mais largo na sua parte meridional, onde as encostas são planas. Seu contorno lembra vagamente o de um arcabuz e ele é o maior dos lagos italianos.

Mapa do Lago di Garda

Como ir (para a cidade de Sirmione)

Consulte preços de passagens aéreas e pacotes

Carro

A partir de Milão (126 km), pegue a A4 em direção a Veneza até Desenzano e depois siga em direção a Sirmione.

Ônibus

Há linhas a partir de Brescia, Verona, Mântua, Milão e Veneza.

Trem + ônibus

Partindo de Milão ou Veneza, desça na estação ferroviária
de Desenzano del Garda e, de lá, tome ônibus até Sirmione. A viagem de Milão até Desenzano demora pouco mais de 1h e, de Veneza, mais ou menos 2h. De Desenzano a Sirmione, são apenas uns 15 minutos.

Onde se hospedar

Escolha e reserve seu hotel no lago di Garda  (Sirmione)

Melhor época

Primavera e outono. O verão geralmente tem temperaturas agradáveis. Uma brisa fresca sempre sopra do lago.

Video de turismo sobre o Lago di Garda

Atrações turísticas

O vale em que se situa, protegido dos ventos frios pelos Alpes, surpreende por seu clima relativamente suave, com vegetação mediterrânea. Rodeado de pitorescos povoados, dentre os quais se destaca Sirmione, o Garda apresenta um cenário deslumbrante. O passeio de barco pelo lago, aproveitando as maravilhosas vistas e parando em um dos povoados para almoçar ou saborear um vinho em uma mesa ao ar livre, é um programa inesquecível. Embora faça parte de três regiões italianas (Vêneto, Trentino-Alto Adige e Lombardia), a maior parte do lago fica em território lombardo.

Sirmione

Desde o século IV Sirmione destacou-se como posto fortificado no sul do Garda, por ter uma situação geográfica especial: é uma península que se projeta dentro do lago. Sua importância estratégica consolidou-se com a construção de uma espetacular fortaleza pela família Scaligeri, de Verona, no século XIII. Mais tarde a cidade caiu sob o domínio veneziano, que durou até o fim do século XVIII. Hoje, Sirmione atrai muitos turistas por seus aspectos histórico e natural e também é uma reputada estação termal, cujas águas provêm de uma fonte do fundo do lago, de onde fluem a mais de 60ºC. Os tubos de captação foram instalados por escafandristas em agosto de 1889.

A cidade tem um centro histórico bem preservado e o enorme castelo-forte da era medieval, chamado Rocca Scaligera, ainda existe; à noite, todo iluminado, fica ainda mais bonito. Perto dali existem ruínas de uma imensa villa romana, denominada Grotte di Catullo, onde possivelmente teria morado o famoso – e rico – poeta do século I a.C

Desenzano del Garda

É a cidade onde você desembarcará se partir de trem de Milão ou Veneza. Uma das mais bonitas do lago, com um centro antigo. Note a influência veneziana na arquitetura. Perto do claustro do mosteiro de Santa Maria del Carmine, funciona um pequeno museu arqueológico que mostra a ocupação do lago desde os tempos neolíticos.

Salò

Conhecida desde a época romana sob o nome de Salodium, Salò teve sempre uma grande importância regional, mesmo quando governada pelos venezianos (entre 1425 e o fim do século XVIII). No século XX, tornou-se um dos últimos refúgios do decadente governo fascista que, em outubro de 1943, ali estabeleceu a efêmera Repubblica Sociale Italiana (a famosa República de Salò), enquanto os aliados, que já ocupavam boa parte do país, avançavam rumo ao norte da Itália. A cidade, com belos edifícios, como o Palazzo della Magnifica Patria, tem também um antigo duomo. <comp./> www.comune.salo.bs.it Salò. Oficial. Clicar em Guida della Città.

Gardone Riviera

Balneário de luxo onde viveu e morreu Gabrielle d’Annunzio. Na Villa La Priora, em estilo neoclássico, funciona um pequeno museu dedicado ao poeta.
Gargano Conserva suas plantações de laranjas e limões, introduzidos pelos franciscanos. Até mesmo a igreja de San Francesco é decorada com esculturas de laranjas e limões no seu capitel. Nas proximidades fica a Villa Feltrinelli, última morada de Mussolini.

Limone sul Garda

Como o nome indica, essa aldeiazinha pitoresca é cercada de perfumados limoeiros plantados em terraços.

Riva del Garda

No extremo norte do lago e com algumas das melhores vistas dos Alpes, Riva conserva um centro histórico medieval dentro da cidadela, com o Palazzo Pretorio, o Palazzo Municipale e a Torre Apponale, do século XIII. Na Rocca Scaligera, onde se chega atravessando uma ponte elevadiça, funciona um museu. No seu pátio estão reunidos sarcófagos romanos e medievais.

Malcesine

Quando o barco se aproxima de Malcesine, você já pode ver o Castello Scaligero e o Palazzo dei Capitani, em volta dos quais a cidadezinha se desenvolveu. Para apreciar uma vista panorâmica do lago e das montanhas, suba pelo teleférico ao Monte Baldo. Não esqueça sua máquina fotográfica!

Punta di San Virgilio

É uma minúscula península com uma das mais belas vistas do lago.
Garda Embora tenha dado nome ao lago, é hoje apenas mais uma de suas cidadezinhas e conserva em sua arquitetura traços da época veneziana, como o Palazzo Fregoso e o Palazzo dei Capitani del Lago.

Bardolino

Famosa em razão do vinho tinto que produz, a cidade, muito antiga, tem uma bela igrejinha do século XI.

Peschiera

A localidade, recuperada dos austríacos que dominavam a região, conserva uma fortaleza medieval.

Dicas: circulando pelo Lago de Garda

Barco – Há linhas regulares entre as principais cidades costeiras, mas as viagens podem ser longas. É bom lembrar que o lago de Garda tem 52 km de comprimento e sua largura máxima, no sul, atinge 17 km. O trajeto entre Desenzano, no sul, até Riva, no norte, mesmo em aliscafo (o barco mais veloz), demora 2h30. Em traghetto, a mesma viagem dura aproximadamente 5h. Organize-se, sabendo que para aproveitar a paisagem, o traghetto é melhor. Alguns barcos têm restaurante a bordo.

Carro – Você pode fazer uma volta por todo o lago em apenas um dia (embora o tempo seja pouco para visitar os encantadores vilarejos), bem como passear pelas estradas panorâmicas das montanhas vizinhas.

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Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

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Cremona, Itália

Cremona, a cidade dos violinos

Cremona teve uma história parecida com a de muitas outras cidades lombardas: foi um centro romano na Idade Média, tornou-se posteriormente uma comuna livre e acabou anexada a Milão. Há séculos a cidade é conhecida pela alta qualidade de seus instrumentos musicais, tradição iniciada por Andrea Amati (que, no século XVI, era fornecedor da corte francesa) e mantida por sua família. Nicola Amati, neto de Andrea, foi mestre de Antonio Stradivarius (1644-1737), mundialmente consagrado na arte de fabricar violinos.

Mapa de Cremona

Como ir a Cremona

Veja preços de passagens e pacotes para a Itália

Carro

De Milão (86 km) pela A1, depois pela A21.

Trem

Pelo trem mais rápido, partindo da estação central de Milão, a viagem demora pouco mais de 1h.

Hotéis em Cremona

Escolha e reserve seu hotel em Cremona.

Melhor época para ir a Cremona

Qualquer época, se possível evitando o pico da alta estação de verão  e o auge do inverno. Cremona teve uma história parecida com a de muitas outras cidades lombardas: foi um centro romano na Idade Média, tornou-se posteriormente uma comuna livre e acabou anexada a Milão. Há séculos a cidade é conhecida pela alta qualidade de seus instrumentos musicais, tradição iniciada por Andrea Amati (que, no século XVI, era fornecedor da corte francesa) e mantida por sua família. Nicola Amati, neto de Andrea, foi mestre de Antonio Stradivarius (1644-1737), mundialmente consagrado na arte de fabricar violinos.

Atrações turísticas em Cremona

Piazza del Comune

É a principal atração da cidade. Toda simétrica, é de cair o queixo! Nela fica o Duomo, cujas obras se iniciaram em 1107 em estilo românico; posteriormente foram acrescentados elementos góticos. A fachada, com uma enorme rosácea do século XIII, é toda em mármore branco com detalhes cinzelados. No interior da igreja, a decoração com afrescos inspirados no Antigo Testamento data dos séculos XIV e XV.

Torrazzo

Torrazzo, ao lado do Duomo, é uma torre medieval de 111 metros de altura, possivelmente a mais alta da Itália no gênero. Se os seus 487 degraus desanimam muita gente, a vista do alto compensa. Símbolo da cidade, o Torrazzo tem um relógio astronômico da segunda metade do século XV com os signos do zodíaco. O Battistero, que completa a harmonia da praça, é de 1187, mas foi modificado durante a Renascença.

Loggia dei Militi e o Palazzo del Comune

Do lado oposto ao Duomo, ficam as arcadas da Loggia dei Militi e o Palazzo del Comune, onde estão expostos alguns preciosos violinos.

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Isola Bella, Lombardia
Isola Bella, Lombardia

Sobre a Lombardia

A próspera Lombardia tem por capital Milão, principal centro cultural, financeiro e industrial italiano. Grosso modo, a cosmopolita Milão está para a Itália como São Paulo está para o Brasil. O nome da região deriva das tribos que ali se fixaram após a queda do Império Romano – os longobardos ou lombardos, que fizeram de Pavia sua capital. Os romanos tinham ocupado Milão em 222 a.C.

Pavia

É perto de Milão, fácil de ser visitada e tem muitas atrações. Saiba mais.

Patrimônio arquitetônico romano, medieval, renascentista

Apesar de muitas cidades lombardas datarem da era romana, elas são repletas de construções medievais e renascentistas, suas maiores atrações. Bergamo, Mântua e outras passam quase despercebidas do turismo de massa, mas quem percorre a Lombardia fica estarrecido com os tesouros artísticos e históricos espalhados por todo canto.

A planície do Rio Pó

Boa parte do território lombardo corresponde à planície do longo rio Pó. Ao norte, nos contrafortes dos Alpes, existem belíssimas regiões de montanha e graciosas cidadezinhas à beira dos lagos de Como, Maggiore, d’Iseo e de Garda. Todos eles têm aquele tipo de paisagem que olhamos babando ao folhearmos revistas especializadas em turismo. Não há quem não se deslumbre ao visitar os lagos lombardos, cujas margens e ilhas estão repletas de lindos palacetes e jardins. Pelos atrativos naturais, culturais e – por que não? – gastronômicos, cada vez mais pessoas têm se interessado, depois de conhecer os lugares mais badalados da Itália, em visitar a Lombardia.

Mapa da Lombardia

Como ir

Há voos diretos de São Paulo para Milão, a capital da Lombardia, pela Alitalia e pela TAM.

Passagens aéreas e pacotes para a Itália

Onde se hospedar na Lombardia

Escolha e reserve seu hotel na Lombardia (Milão, Mântova, Como, Bérgamo, Brescia etc)

Melhor época

Evite o inverno. Leia sobre melhor época na Itália

Principais localidades turísticas da Lombardia

MilãoLago MaggioreLago de ComoBergamo • Lago d’IseoBresciaVal CalmonicaLago de Garda • CremonaMântuaSabbioneta

Vídeo de turismo sobe a Lombardia

Como conhecer a Lombardia, atrações

Milão é ponto de partida quase inevitável de sua viagem pela Lombardia. Para começar, é provavelmente o lugar onde você desembarcará ao chegar do Brasil.
A região é particularmente bem servida por linhas de trem. Há ligações diretas de Milão para as maiores cidades da região. A capital lombarda tem três grandes estações ferroviárias: Centrale, Cadorna (Nord) e Porta Garibaldi.

A Lombardia possui muitas linhas de ônibus que servem diversas localidades, como a região dos lagos e as cidades do Vale do rio Pó. A maioria deles parte da estação rodoviária (autostazione) da Piazzale Freud, em frente à estação ferroviária de Porta Garibaldi, mas há ônibus que partem da Piazza Castello e de outros locais. Os da companhia SITA que saem da Piazza Castello passam também pela estação Centrale.

Quem vai ficar apenas em Milão não tem nenhuma necessidade de alugar um carro. Aliás, seria até um estorvo. Entretanto, um automóvel pode ser bastante útil para percorrer a região dos lagos (onde não é muito prático depender de transportes públicos). Muitas vezes há neblina nas estradas próximas aos lagos. Apesar de existirem trechos lindos, nem todos o são, e perde-se algum tempo para contornar os lagos e visitar cidades que ficam em margens opostas.
Quando se toma uma cidade à beira do lago como base para conhecer as demais, o barco é o meio de transporte perfeito. Confortáveis e seguras, as embarcações oferecem várias opções de horários e itinerários, bem como paisagens capazes de deixar qualquer um de boca aberta.

Sugestão de roteiro circular pela Lombardia

Veja roteiro de viagem circular pelas mais belas regiões e cidades da Lombardia

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Mantova, Italia
Mantova, Itália

Mantova: um rico patrimônio arquitetônico

Muito mais que um dinâmico centro industrial, Mântua (em italiano, “Mantova”) é uma linda e agradável cidade com edifícios antigos, igrejas e palácios espalhados por suas praças medievais. Primeiro etrusca, depois romana, terra natal do poeta Virgílio (o autor da Eneida), tornou-se independente durante a hegemonia da família Gonzaga, que colocou fim às lutas que abalaram a vida da cidade durante a Idade Média. A exemplo dos Medici de Florença, os Gonzaga sempre incentivaram a atividade artística e enriqueceram Mântua com edifícios e obras de arte, em especial durante o século XV.

Mapa de Mantova

Como ir a Mântua

Veja preços de passagens aérea e pacotes para a Itália

Trem

Da estação central de Milão são aproximadamente 2h de viagem. Nem todos os trens são diretos. De Veneza não há trens diretos: a viagem demora cerca de 2h30 e você terá que fazer baldeação em Verona.

Carro

A partir de Milão (176 km), pela A4 até Brescia; em seguida, pela SS236. A partir de Bolonha, Florença ou Roma, utilize a A1 até Modena e, em seguida, a A22.

Hotéis em Mantova

Dê preferência a hotéis situados no centro histórico, se possível não longe do Palazzo Ducale. A região é agradável e bem situada.

Escolha e reserve seu hotel em Mantova (Mântua)

Melhor época

A época ideal é a primavera e o outono. Veja mais sobre a melhor época na Itália

Mântua teve a quase vizinha Verona como sua grande inimiga durante a Idade Média e a Renascença; a cidade é mencionada por Shakespeare como o lugar onde Romeu foi buscar “asilo político” quando matou o primo de Julieta e teve que fugir de Verona às pressas.
A posição geográfica de Mântua é interessante; apesar de os mantovanos se referirem às águas que beiram a cidade como “lagos”, elas são na verdade margens de um afluente do rio Pó, o Mincio. A cidade tem forma quadrangular, projetando-se sobre o rio, e é cercada de água por todos os lados, menos ao sul. <comp./> www.turismo.mantova.it Província de Mântua: turismo. Oficial. Fotos. www.liberatiarts.com Mântua: atrações turísticas, fotos, câmera 360º.

Atrações em Mântua

Piazza delle Erbe

Corresponde à antiga praça do mercado onde, durante a Idade Média, os camponeses levavam sua produção para vender. Ainda hoje conserva o jeitão medieval, com seu Palazzo della Ragione e a Rotonda di San Lorenzo. Ao lado está a Torre dell’Orologio.
Palazzo del Broletto  O medieval Palazzo del Podestà (conhecido também como Palazzo del Broletto), dividido entre a Piazza del Broletto e a Piazza delle Erbe, é um dos mais antigos edifícios de Mântua, construído em 1227. Na fachada se vê uma estátua do poeta Virgílio.

Piazza Sordello 

Nessa grande praça, a principal do centro histórico, estão os mais belos edifícios de Mântua: o Duomo; o Palazzo Bonalcosi, que tem ao lado a Torre della Gabbia (“da gaiola”, onde os prisioneiros ficavam literalmente engaiolados, ou seja, expostos como canarinhos à população); o Palazzo dei Capitani e a Magna Domus. Estes últimos fazem parte do Palazzo Ducale.

Palazzo Ducale

O palácio dos duques de Mântua é um magnífico conjunto de 34 mil metros quadrados formado por vários edifícios diferentes e interligados: o Castello di San Giorgio, a igreja di Santa Barbara, a Magna Domus e o Pallazo dei Capitani. Os Gonzaga contrataram os melhores artistas de sua época (Donatello, Leon Battista Alberti, Andrea Mantegna e outros) para ampliar, reformar, embelezar e unir os edifícios. Quando se está lá dentro, parece ser tudo uma coisa só. O palácio contém nada menos que 500 salas, das quais a maior parte é ricamente decorada. Vale a pena fazer a visita completa, mas as salas mais interessantes são a deslumbrante Sala degli Sposi, com afrescos de Andrea Mantegna, as únicas obras do artista em Mântua que chegaram até nossos dias; a Sala degli Specchi que, como o nome diz, é revestida de espelhos; e a Sala del Pisanello, onde se encontram, além de magníficos afrescos, algumas sinópias (esboços em tinta vermelha à base de terra que serviam para preparar os afrescos). Também não devem ser perdidos o salão com tapeçarias inspiradas em desenhos de Rafael, o apartamento da Imperatriz e o quarto cujo teto é decorado com motivos de um labirinto. Palazzo Ducale

Duomo 

Piazza Sordello. O enorme templo dedicado a São Pedro, composto por cinco naves, foi construído no mesmo local de uma antiga igreja românica, do qual restou apenas o campanário. Muito modificado no decorrer dos séculos, acabou virando uma mistura de estilos arquitetônicos: enquanto sua fachada neoclássica foi totalmente refeita em meados do século XVIII, a lateral direita manteve-se gótica.

Palazzo Tè

Rodeado por um lago e por canais, o palácio lembra uma villa clássica, com uma corte interna. Ele começou a ser construído em 1525 numa ilhazinha chamada Tè. Mais tarde foi reformado em estilo maneirista por Giulio Romano, discípulo de Rafael, por ordem dos Gonzaga. Todo o ambiente interno do palácio é decorado até a saturação. Suas salas mais famosas, inspiradas na mitologia greco-romana, são a “dos banquetes” – mais conhecida como sala de Psiquê – e a “dos gigantes”. Na primeira, as pinturas Psiche Addormentata nella Valle di Amore e o enorme Banchetto Nuziale, que ocupa duas paredes, têm uma linha sensual. Na segunda, a ira de Zeus contra os Titãs é retratada com tamanho realismo que temos a impressão de que ele está pondo abaixo as colunas da sala! Palazzo Tè

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Lago di Como, Itália
Lago di Como, Itália

Lago di Como, um dos encantadores lagos lombardos

O lago de Como tem a forma de um “Y” de ponta cabeça, que se bifurca no sul em duas pontas, uma em Como, outra em Lecco. No seu percurso mais longo alcança 46 km de comprimento, enquanto há pontos em que a largura não ultrapassa 650 metros. Ele é o mais chique da região, todo cercado de luxuosas vilas e palácios.

Mapa do Lago di Como

Como ir

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Carro

A partir de Milão (45 km) pela A8, depois pela A9.

Ônibus

Há ônibus a partir de Milão e do aeroporto Malpensa. O principal ponto de desembarque é na Piazza Matteotti.

Trem

De Milão (estação Norte Cadorna) para Como (estação Lago Norte), em trem comum, a viagem demora cerca de 1h. Há também trens do aeroporto Malpensa para Como.

Hospedagem

As opções de hospedagem mais agradáveis em Como ficam à beira do lado de mesmo nome, com vistas deslumbrantes.

Escolha e reserve seu hotel em Como

Melhor época

A época mais bonita é a primavera e em seguida o outono. Evite o auge do verão(tudo lotado!)  e o inverno, úmido e frio.

Vídeo sobre turismo em Bellagio, no Lago di Como

Atrações turísticas

O lago de Como é um lago perfeitamente navegável, e permite viagens entre as belas cidadezinhas de Bellagio, Cadenabbia, Cernobbio, Menaggio, Tremezzo e outras às suas margens.

Como

Principal cidade do lago, datada da época dos romanos, objeto de disputa entre Milão e o imperador Federico Barbarossa, chegou a ser muito importante no século XI. Hoje é o lugar favorito de férias dos milaneses, muitos dos quais mantêm casas ali. As atrações locais incluem o Duomo, em estilo gótico tardio, cuja cúpula, construída em 1740, tem 75 metros de altura; o Broletto, palácio comunal com uma imponente torre, e a basílica românica de San Fedele. Nas proximidades do lago a cidade é muitíssimo agradável e de uma elegância discreta, com ruelas pitorescas e belos prédios antigos. Site: Como

Bellagio   

Situada no ponto em que o lago de Como se bifurca, é a mais bonita e famosa das cidades lacustres, com ruelas pitorescas e casinhas em tons pastéis subindo as encostas. Construída em terraços, Bellagio possui magníficas villas, como a Villa Serbelloni e a Villa Melzi, com lindos jardins que podem ser visitados. Apesar de pequenina, a elegante Bellagio tem bons restaurantes e hotéis. Site: Bellagio

Cernobbio

Nacosta oeste do lago, a cidade é conhecida em razão do luxuoso hotel Villa d’Este, ins talado em um palácio do século XVI. Por uma estradinha panorâmica chega-se ao Monte Bisbino, com mais de 1.300 metros de altura. Site:  Cernobbio

Tremezzo

A joia de Tremezzo e a principal razão pela qual a cidadezinha é visitada é a Villa Carlotta, uma magnífica mansão à beira do lago, construída em 1690, que tem um museu e lindos jardins com vista privilegiada.

Lecco

Fica na extremidade sudeste do lago e é menos atraente que as demais cidades, mas pode servir de base para passeios de barco. Site: Lecco

Dicas para circular pelo Lago di Como

Ônibus

De Como para Bellagio e outras cidades do lago partem ônibus da Piazza Matteotti.

Barco

Diversos barcos partem por dia para tudo quanto é canto, mas se pensa em fazer um passeio para vários lugares em um mesmo dia, organize-se. Quando descer num ancoradouro qualquer, anote sempre os horários das próximas partidas para a cidade que planeja visitar em seguida, a fim de não ficar “preso” em um lugarejo muito mais tempo do que queria. O preço varia dependendo do tipo de embarcação.

Carro

Pode ser menos prático que o barco, e sempre existe o problema do estacionamento. Só vale a pena para quem tem bastante tempo e quer ir parando – e pernoitando – em diferentes cidades.

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Bergamo, na Itália
Bergamo, na Itália

Bergamo, uma cidade dos tempos dos gauleses

Antiga cidadela gaulesa, Bergamo foi tomada pelos romanos no século II a.C.. Durante a Idade Média, participou das lutas entre guelfos e gibelinos. No fim do período medieval foi incorporada à República de Veneza. Conseguiu sua independência em 1797 para cair mais tarde nas mãos dos austríacos, até ser libertada por Garibaldi nas guerras da unificação italiana.

Mapa de Bergamo

Como ir para Bergamo

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Carro A partir de Milão (44 km), pegue a A4.

Trem

Da estação central de Milão, a viagem leva aproximadamente 50 minutos e, de Veneza, pouco mais de 3h.

Hospedagem

Escolha e reserve seu hotel em Bergamo

Melhor época

Baixa estação, primavera e outono

Atrações turísticas em Bergamo

Bergamo é dividida em duas partes muito diferentes: a Cidade Baixa, mais moderna, e a Cidade Alta, um lindo centro histórico, onde você chega pelo funicular.

A cidade é famosa por sua contribuição para a criação dos personagens da famosa Commedia dell’Arte, gênero teatral popular que fez escola em outros países da Europa a partir do século XVII. Alguns deles são bastante conhecidos pelos brasileiros, como o Pierrô, a Colombina e o Polichinelo (isso não é segredo para ninguém…).

Cidade Alta

Tomando o funicular você chega à Piazza del Mercato, formada pelo encontro de diversas ruas. A que fica bem em frente ao funicular é o caminho para alcançar o centro histórico, sem dúvida a parte mais interessante da cidade, com seu labirinto de belas ruas cheias de construções renascentistas e medievais.

Piazza Vecchia – É uma das mais belas praças medievais da Itália, com o Palazzo della Ragione, uma sóbria construção medieval. No alto, sobre o balcão, está o leão alado, símbolo da República de Veneza. Ao lado fica a Torre del Comune, onde você pode subir a pé (e eventualmente de elevador, se ele estiver funcionando!). A vista do alto é incrível.

Fontana Contarini – No centro da Piazza Vecchia está a Fontana Contarini, construída em 1780. No lado oposto ao do palácio, na rua à esquerda (Via Colleoni), há várias lojas com todo tipo de mercadorias, principalmente doces e produtos típicos.

Piazza del Duomo Para chegar à praça onde fica a catedral em estilo neoclássico, atravesse os arcos do Palazzo della Ragione. Bem ao lado você avistará a igreja de Santa Maria Maggiore, uma construção românica do século XII que tem as colunas da entrada apoiadas sobre dois leões de pedra. O interior barroco, cheio de detalhes dourados e ricas tapeçarias, surpreende e contrasta com a severidade da fachada.

Cappella Colleoni – Ao lado, grudada na igreja, está a Cappella Colleoni, em estilo renascentista, que abriga o túmulo de Bartolomeo Colleoni, um condottiero (chefe militar) do século XV que se tornou senhor de Bergamo, ou seja, um Brancaleone que deu certo. Sobre o monumento funerário há uma estátua equestre do condottiero. A capela é toda adornada de esculturas, com colunas em mármore, uma diferente da outra, verdadeira obra de arte, que impressiona quem ali entra sem esperar encontrar, em um espaço tão pequeno e discreto, tanta beleza. Ao lado há um batistério octogonal, de 1340, construído em mármore vermelho. Apesar das diferenças de estilos do conjunto, o lugar tem um incrível charme. Para apreciar melhor, dê uma volta no quarteirão, contornando as igrejas.

Rocca – Essa fortaleza no ponto mais alto da cidade, cuja construção terminou em 1336, tem uma linda vista panorâmica e foi cenário de importantes acontecimentos ligados à história de Bergamo. Em 1849, o patriota Gabriele Camozzi tentou, sem sucesso, tomá-la dos austríacos. A repressão foi dura: o povo de Bergamo pagou caro por isso. A fortaleza só voltou para as mãos dos italianos em junho de 1859, quando Garibaldi libertou a cidade. A Cidade Alta é ainda cercada por uma imensa muralha medieval.

Cidade Baixa

A parte baixa da cidade é o lado mais “moderno” de Bergamo, em termos do Velho Mundo: não se trata de um conjunto de arranha-céus, mas de casarões aristocráticos do começo do século XIX e de belas avenidas. Repare, por exemplo, no palacete onde funciona o escritório de turismo: um luxo! A Cidade Baixa merece uma olhada, sobretudo nas ruas em torno da Via Pignolo, com velhos palacetes e duas belas igrejas: de Santo Spirito e de San Bernardino.

Accademia Carrara-  Na Piazza Carrara, que compreende a Pinacoteca de Arte Antiga, com um ótimo acervo de pinturas dos séculos XV a XVIII, sobretudo de grandes mestres italianos, e a Galeria de Arte Moderna e Contemporânea, que abriga mostras e exposições temporárias.

Dica

Bergamo fica em uma planície que faz fronteira com uma bela região montanhosa ao norte. Um dos passeios mais interessantes a se fazer por ali é visitar o Val Brembana, com dezenas de aldeiazinhas, castelos medievais e paisagens encantadoras. É uma viagem para quem está de carro; basta seguir a SS470. Se decidir fazê-la, passe antes no escritório oficial de turismo e solicite mapas e folhetos. Durante o percurso, não deixe de experimentar os vinhos e outros deliciosos produtos locais.

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Isolla Bella, Lago Maggiore, Itália
Isolla Bella, Lago Maggiore, Itália

Lago Maggiore, uma visita inesquecível

Basta ter um pouco de interesse por viagens para conhecer a fama da região dos lagos italianos. Aos pés dos Alpes, eles proporcionam paisagens inesquecíveis; são lindos e românticos, ideais para passear e esquecer da vida. Não é à toa que os lagos são muitíssimo procurados por europeus para passar férias; no verão, os principais pólos turísticos ficam cheios e torna-se recomendável reservar hotel.

Mapa do Lago Maggiore

Como ir (para a cidade de (Stresa)

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Carro

Milão (75 km), pegue a A8 e em seguida a A26. Se preferir a estrada que acompanha o lago, pegue a S33 em Sesto Calende. Há ótimas estradas de Milão para o Laggo Maggiore

Trem

Estação ferroviária.  (Stresa). À Para fazer apenas um passeio rápido de barco pelo lago, basta um dia ou até meio. Para curtir um pouco as cidades e, sobretudo, as Ilhas Borromeias, reserve pelo menos dois ou três dias. Da estação central de Milão a viagem de trem toma aproximadamente uma hora. Há trens também do aeroporto de Malpensa, em Milão.

Hotéis no Lago Maggiore

Escolha e reserve seu hotel no Laggo Maggiore (Stresa)

Melhor época

A primavera é a época mais bonita. O outono também é bonito, mas não tem aquela explosão de flores da primavera. Evite o auge do inverno por causa do frio e da umidade.

Vídeo sobre o Mago Maggioere

Atrações turísticas

Às margens dos lagos italianos há muitas – e encantadoras – pequenas cidades mas, na região, Brescia e Bergamo, centros urbanos maiores, se destacam pela riqueza histórica e arquitetônica. Elas podem todas ser visitadas de barco.

O lago Maggiore tem 66 km de comprimento e sua parte norte já fica em território suíço, sendo possível ir de barco até Locarno, passar o dia por lá e voltar para a Itália. Apesar de ter também palacetes nas suas encostas, menos íngremes que as do lago de Como, é meio “selvagem”. Tem como maior atrativo as lindas ilhas.

Stresa

Pode ser uma base para visitar o lago Maggiore. É uma cidade agradável e bonita, relativamente grande em comparação com as demais e tem ótima infra-estrutura turística. Para aqueles que querem algo um pouco diferente, é possível, tomando um teleférico ou percorrendo 20 km pela estrada Borromea, chegar à pista de esqui nas encostas do Mottarone, de onde se tem uma visão panorâmica do conjunto formado pelo lago e pelos Alpes. Lembre-se, mesmo no verão, de levar um casaco. Stresa

Ilhas Borromeias

O nome é uma referência à rica família Borromeo, que durante muito tempo foi uma das mais influentes do norte da Itália. Não se pode deixar de conhecer a Isola Bella (em português, “Ilha Bela”), ocupada por um surpreendente palácio barroco construído por Vitaliano Borromeo no século XVII. No seu interior há lindas salas, como a dos espelhos, o salão de baile e a sala Napoleão, com quadros, esculturas, móveis e objetos de época.  A ilha é famosa por seu jardim barroco. Ainda no barco, quando você está se aproximando da ilha, olha de longe e não entende o que é aquilo que parece ser uma pirâmide asteca em meio à vegetação… O lugar é inusitado e muito florido, sobretudo na primavera, quando ocorre uma explosão de cores. Já no outono os tons tendem para o amarelo, o avermelhado e o marrom, menos alegres, é verdade, mas com outro tipo de beleza. A

Angera

Na margem leste, Angera é a melhor base para visitar o lago Maggiore para quem viaja de carro a partir de Milão ou de Como. A cidadezinha em si se assemelha às demais que margeiam o lago, mas tem como atração especial o Castello Borromeo (ou Rocca Borromea), com uma super vista do lago Maggiore, afrescos medievais e um original museu de bonecas. Lembre-se apenas de que não há muito o que ver lá de cima quando o tempo está encoberto.

Laveno Mombello – O lugar foi palco de combates entre o corpo de caçadores alpinos de Garibaldi e as tropas austríacas. Para quem ainda não saciou a fome de vistas panorâmicas, de Mombello um bondinho leva ao Sasso del Ferro, de onde se vê toda a região, os lagos e os picos alpinos.

Além desses lugares existem diversos outros, em toda a beira do lago, onde você pode parar para um passeio ou almoçar, como Pallanza, com lindas vilas floridas, onde fica a cachoeira Orido di Sant’Ana; Cannero Riviera, com casas em terraço nas encostas; e Cerro, onde funciona o Museu da Cerâmica.

Dicas

Circulando pelo Lago Maggiore

Carro

Use-o apenas para passeios pelas estradas panorâmicas. Para visitar as cidades à beira do lago, a melhor opção é o barco mesmo.

Barco

Várias linhas ligam as ilhas e as cidades do lago. A maioria delas parte de Stresa. De Angera e de outras cidadezinhas há menos opções. Organize-se e anote os horários das partidas dos barcos. Veja mais dicas sobre as cidadezinhas do Lago Maggiore.

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Galeria Vittorio Emanuele, Milão (Milano), Itália
Milão, Galeria Vittorio Emanuele,

Milão, o maior centro industrial italiano

Milão, tem uma história antiga e agitada. Foi fundada pelos celtas no século V a.C. e posteriormente anexada ao Império Romano em 222 a.C.  No fim do período medieval passou para o domínio da família Sforza. Milão tornou-se, então um dos principais centros da Itália Renascentista. Posteriormente, entre 1535 e 1706 Milão foi dominada pelos espanhóis, depois pelos austríacos e finalmente, em 1796 ocupada pelas tropas napoleônicas.  Com a queda de Napoleão Bonaparte em 1814, a cidade foi novamente anexada pelos austríacos. Apena em 1859 foi incorporada ao Reino da Sardenha, que se tornaria em 1861 Reino da Itália.

A capital da região da Lombardia, a segunda maior cidade italiana, é também o principal centro econômico do país. Para os padrões europeus é  uma metrópole com cerca de 1 400 000 habitantes. Somada a seus subúrbios, a área urbana de Milão alcança  4 300 000 habitantes.

Mapa de Milão

Como ir para Milão

Avião

há voos diretos do Brasil e conexões aéreas com as principais cidades italianas, europeias e do restante do mundo. Do Aeroporto Internacional Malpensa há trens diretos para a estação Cadorna, no centro de Milão; o trajeto dura aproximadamente 40 minutos. É uma opção econômica e prática se você estiver com pouca bagagem. A passagem de trem custa o mesmo preço do ônibus, enquanto o táxi é bem mais caro.

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Carro

Uma magnífica rede de estradas une os grandes centros italianos a Milão. De Roma (575 km), Florença (300 km) ou Bolonha (210 km), utilize a A1; de Veneza (250 km), a leste, ou de Turim (130 km), a oeste, pegue a A4; e de Gênova (130 km), ao sul, a A7.

Trem

Milão tem ligações ferroviárias com Veneza (2h40 a 3h), Roma (4h30 a 6h20), Florença (2h45 a 4h), Bolonha (2h) e várias grandes cidades de outros países europeus.

Hotéis em Milão

Milão é uma cidade onde ocorrem muito eventos, principalmente os ligados à moda. Nessas ocasiões os hotéis ficam lotados. Os preços da diárias, um tanto salgadas,são gualmente um bom motivo para pesquisar e comparar preços.

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Melhor época

Milão pode ser visitada em qualquer época do ano, mas as estações mais agradáveis são primavera e outono. É bom lembrar que Milão fica o norte da Itália e no inverno o frio pode ser um incômodo. Veja melhor época para ir à Itália

Vídeo de turismo sobre Milão

Atrações turísticas em Milão

Milão, que tem sido injustamente negligenciada pelos turistas, não é uma fria metrópole como muitos imaginam. A cidade não tem, nem de longe, o tamanho ou a população de São Paulo ou de Nova York, por exemplo, e nela é muito fácil se orientar e se locomover. A parte que mais interessa é o anel central, uma área relativamente pequena onde ficam as principais atrações, como o magnífico Duomo, a Galleria Vittorio Emanuele, a Pinacoteca di Brera e o Castello Sforzesco. Conhecer a capital lombarda é uma agradável surpresa, mas seu charme não se revela ao viajante mais apressado.

Praça do Duomo

O ponto mais central de Milão é a praça onde estão duas obras-primas da arquitetura milanesa de diferentes épocas: a catedral (Duomo) e a Galleria Vittorio Emanuele. Há também restaurantes e cafés. Embora um refrigerante num lugar desses possa custar metade do preço de um menu completo em um restaurante simples, sentar-se para apreciar o movimento da praça e, é claro, admirar o Duomo, é uma delícia. (Uma dica: no prédio do escritório de turismo há sanitários gratuitos. Você não precisa arranjar moedinhas nem pagar os olhos da cara por um café para usar o toalete.)

Duomo

Parece que os milaneses resolveram exagerar: essa é uma das maiores igrejas góticas já construídas e uma referência no gênero, que não fica nada a dever à Notre-Dame de Paris. Ver o Duomo de Milão pela primeira vez causa um impacto inesquecível, mesmo para aqueles que já conhecem outras grandes catedrais europeias. Sua fachada imensa parece mais larga do que realmente é. O telhado é algo inacreditável: tem 135 agulhas (confira…), uma característica marcante desse estilo arquitetônico baseado na verticalidade, “por meio da qual se pode alcançar Deus”.

Museo del Duomo

End.  Piazza del Duomo, 14. O Museu do Duomo não funciona na catedral, mas no andar térreo do Palácio Real. Sua coleção, com um acervo de obras que datam do século XIV até tempos mais recentes, reúne objetos religiosos, esculturas, pinturas e outras obras de arte lombardas, toscanas, alemãs e francesas.

Galleria Vittorio Emanuele

End.Piazza del Duomo. À esquerda de quem olha para o Duomo, um pórtico colossal chama a atenção: é a entrada da Galleria Vittorio Emanuele, construída entre 1865 e 1877. Trata-se do centro comercial mais chique de Milão e de um notável exemplo da arquitetura neoclássica do país. O interior do edifício, em formato de cruz, é luxuoso, com teto de vidro e ferro bem ao estilo da época. Repare nos mosaicos do piso no cruzamento das duas ruas que compõem a galeria: eles representam as cidades de Milão, Florença, Roma e Turim. Andar sobre o touro, símbolo de Turim, atrai sorte, desde que você caminhe no sentido horário. Senão, dizem, o efeito será inverso…

San Satiro

End. Via Torino. Pertinho da Piazza Duomo, a igreja atual de San Satiro (ou Santa Maria Presso San Satiro) não tem nada a ver com o templo do século IX do qual se originou, pois, no século XV, passou por uma grande reforma, obra de Donato Bramante, que lhe deu um aspecto renascentista. E que igreja renascentista! Tanto ela quanto o batistério ao lado são verdadeiras joias da arquitetura italiana que merecem ser vistas.

Quartiere di Brera

End.   Brera é um bairro do gênero intelectual-chique, com um labirinto de ruazinhas do século XIX, antiquários, bares e restaurantes. É bem agradável, tranquilo e bom para andar a pé, pois o trânsito de veículos é limitado. Após conhecer a Pinacoteca di Brera – uma visita demorada – almoce em um dos pequenos restaurantes que ficam em seu entorno. Quando o tempo permite, são colocadas mesinhas na calçada.

Pinacoteca di Brera

End. Via Brera, 28. A pinacoteca, instalada em um palácio do século XVII, é imperdível para aqueles que desejam curtir o lado cultural de Milão. Visitá-la é viajar pela história da arte. O acervo contém obras de alguns dos principais mestres italianos, como Luca Signorelli, Piero della Francesca, Nicola Pisano, Veronese, Tintoretto e Caravaggio, e de renomados artistas de outros países europeus, como Van Dick, Rubens e El Greco. Uma das mais interessantes e conhecidas pinturas da coleção é o Cristo Morto, de Mantegna. Repare nos traços da Virgem e verá a autenticidade do rosto sofrido de uma mulher que realmente tem idade para ser a mãe de Cristo. (Em muitas pinturas, ela parece ser mais nova que o filho!).  Site: Pinacoteca di Brera

Castello Sforzesco 

Seu nome já indica: o grande castelo revestido de tijolos e com ar de fortaleza foi construído a mando da família Sforza, que assumiu o poder em Milão depois dos Visconti. Ele é, talvez, a mais importante dentre as poucas construções civis que sobraram numa cidade que não preservou muitos de seus monumentos. Foi nesse castelo que Leonardo da Vinci passou 17 anos de sua vida. Hoje funcionam no Sforzesco museus, com coleções públicas. A ala dedicada às esculturas tem peças muito interessantes, como a estátua equestre de Bernabò Visconti e a escultura funerária renascentista no túmulo de Gaston de Foix. ite: Castello Sforzesco

A principal peça, que não pode deixar de ser vista, é a Pietà Rondanini, de Michelangelo, a última de suas obras, como muitas outras, inacabada. Entre as pinturas há obras de mestres como Ticiano, Mantegna, Van Dick e Bellini. Há ainda uma seção de antigos e variados objetos, desde instrumentos musicais até armas e armaduras medievais, uma seção egípcia e outra de peças pré-históricas. Atrás do castelo fica o parque Sempione, uma boa pedida para passear nos dias de sol.

Pinacoteca Ambrosiana

Biblioteca Ambrosiana Piazza Pio XI, 2. Fundada em 1621 por iniciativa do cardeal Federico Borromeo, destinava-se inicialmente a ser uma academia de belas-artes, mas ao longo dos séculos foi acumulando um acervo impressionante em termos de qualidade e quantidade. Hoje a pinacoteca reúne cerca de 1500 obras de artistas de primeira linha, não apenas italianos. Só para citar alguns dos mais conhecidos, há pinturas de Leonardo da Vinci (Il Musico), Caravaggio (a famosíssima natureza morta Canestra di Frutta), Botticelli (Madonna del Padiglione), Tiziano (L’Adorazione dei Magi), Brueghel (Fiori in un Bicchiere) e Rafael. ite: Pinacoteca Ambrosiana

Basilica di Sant’Ambrogio

End.  Piazza Sant’Ambrogio. Metrô: Sant’Ambrogio. Ambrogio (em português, Ambrósio), funcionário do Império Romano, foi nomeado governador da região da Emilia-Liguria, cuja capital era Milão, em 370 d.C.. Muito hábil, ele conseguiu levar paz para a cidade, então dividida entre facções cristãs rivais. Com isso, antes mesmo de ser batizado, ele foi eleito bispo por aclamação popular e, após sua morte, proclamaram-no santo. A Ambrósio são atribuídos milagres, um dos quais tornou-se lendário: tentado pelo demônio, ele teria resistido bravamente, fazendo com que o diabo, desesperado e furioso, enfiasse os chifres numa coluna ao lado da igreja. Ainda existem os buracos provocados pelo Site: Basilica di Sant’Ambrogio temperamental capeta…

Palazzo Bagatti-Valsecchi

End.  Via Santo Spirito, 10. Metrô: Montenapoleone.  A elegante mansão da família Bagatti-Valsecchi, um palacete do fim do século XIX cheio de móveis, objetos decorativos, armas brancas, cerâmicas e obras de arte, é hoje um museu. Os destaques são os dois magníficos apartamentos, de Fausto e de Giuseppe, e a sala de recepção. Pela visita dá para ver como viviam os ricos milaneses dessa época e concluir que não devia ser uma vida muito dura… Até a sala de banho é um luxo só! Palazzo Bagatti-Valsecchi. Oficial.

Museo Poldi Pezzoli End. Via Manzoni, 12. Metrô: Montenapoleone. Gian Giacomo Poldi Pezzoli foi um milanês culto e rico, de origem nobre, que viveu no século XIX. Ele acrescentou à nada modesta herança da família, que já compreendia esse palacete e uma coleção de obras de arte, preciosas pinturas e objetos decorativos adquiridos durante suas andanças pela Europa. Também decorou os aposentos da mansão em estilos artísticos e arquitetônicos de diversas épocas, com muito requinte e autenticidade. O destaque principal é Ritrato de Donna, que retrata uma moça de perfil – e que perfil! Site: Museo Poldi Pezzoli

San Lorenzo Maggiore

End. Corso Porta Ticinese. Construída sobre um antigo cemitério pagão, essa é uma das mais antigas igrejas da Itália e data do século IV ou V, época em que Mediolanum era a capital do Império Romano do Ocidente. Sua antiguidade e todas as transformações por que passou lhe conferem um aspecto bastante peculiar. A fachada é precedida de um pórtico romano a céu aberto, com colunas coríntias e uma estátua do imperador Constantino, o mesmo que assinou o Édito de Milão.

Santa Maria delle Grazie

End. Piazza Santa Maria delle Grazie, 2.  Para ver A Última Ceia é necessário reservar o ingresso com o máximo de antecedência possível. Construída no fim do século XV, a igreja de Santa Maria delle Grazie, agregada a um convento, tem um estilo misto entre o gótico-lombardo tardio e o renascentista. Obra de Donato Bramante, ela foi sede do temível Tribunal da Inquisição de 1558 a 1782. Santa Maria delle Grazie

Naviglio Grande

End.  Os passeios de barco começam às 9h30, com retorno previsto para as 16h. A reserva é obrigatória (<tel/>  02/89409971) e o preço gira em torno de 20 a. Ao contrário de outras grandes cidades italianas, Milão não é cortada por nenhum rio. Cursos d’água menores ao sul foram transformados em canais destinados a abastecer a cidade e a servir como via de transporte. O primeiro deles, chamado Naviglio Grande, foi aberto no século XII mediante o aproveitamento das águas do rio Ticino. Hoje a área do Naviglio Grande é uma das mais agradáveis para passear em Milão, sobretudo à noite, quando seus bares, enotecas, restaurantes e casas de jazz estão a todo vapor. Nos fins de semana, durante o dia, funciona ali uma feira de antiguidades e podem ser feitos passeios de barco pelo canal até Gaggiano, partindo da Piazza Cantore, esquina com a Viale D’Annunzio. Naviglio Grande

Circulando em Milão

A pé

A área de Milão que mais interessa ao viajante pode ser quase toda percorrida a pé, mas há casos em que transportes públicos podem ser úteis, particularmente o metrô. Ônibus e bondes complementam a rede de transportes e você provavelmente não precisará tomar táxi. Carro Alugar um carro não tem nenhuma utilidade. Um carnê com dez bilhetes (cada um com validade de 1h15 para ônibus e bondes ou para um trajeto de metrô, com ou sem baldeação) custa em torno de 10 a. Existem também passes de transporte válidos por 24 ou por 48 horas, que custam a partir de 3 a. Os bilhetes são vendidos nas estações de metrô e em bancas de jornal.

Metrô

É o meio de transporte mais rápido e fácil de ser utilizado. Há estações perto de quase todas as principais atrações turísticas. As linhas são numeradas e identificadas por cores (vermelho, linha 1; verde, linha 2; amarelo, linha 3).

Ônibus

Só compensa tomá-los quando não há uma estação de metrô próxima do lugar que você quer visitar. O bilhete é o mesmo do metrô.

Bonde

Milão, como muitas grandes cidades europeias, vale-se até hoje do bom e velho bonde. As linhas cobrem grande parte da cidade. O bilhete é o mesmo do metrô. Existe um bondinho turístico caríssimo que faz um trajeto circular. Francamente, não vale a pena; você pode fazer o mesmo passeio em bondes comuns.

Táxi

Uma opção cara e desnecessária, a não ser para quem chega ao aeroporto ou à estação com um monte de malas (muito desaconselhável!), ou para voltar, à noite, de um bar ou de um restaurante longe do hotel.

A Itália em imagens

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens