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Jaisalmer, no Rajastão
O Deserto de Thar no Rajastão, Jaisalmer

O Deserto de Thar no Rajastão

Relato de viagem: três brasileiros pela Índia

O deserto de Thar, no Rajastão, uma boa surpresa. Depois de curtirem Udaipur (leia a respeito), Chico, Melina e Barão alugaram um carro com motorista para ir até Jodphur, Jaisalmer e Pushkar, outras cidades particularmente interessantes da região. Essa é a melhor maneira de se percorrer o Rajastão fora de uma excursão. O aluguel do veículo, muito barato quando é contratado lá, já inclui a gasolina e o serviço do motorista, indispensável numa região onde muita gente não fala inglês e onde, em alguns cruzamentos em pleno deserto, só há placas no idioma local; o estrangeiro não consegue entender nem o alfabeto!
A caminho de Jodphur, pararam em Ranaktiphur, onde há um grandioso templo jainista no meio de um jardim.. Os jainistas são uma seita pacifista e para eles, matar qualquer ser vivo é abominável. Por isso mesmo, não se pode entrar com nada de couro no interior de seus templos.

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Mapa do Rajastão

Jodhpur

Quando chegaram a Jodhpur, oito horas depois (ufa!), já no final do dia, foram direto visitar o forte, principal atração da cidade. Construído pelos mongóis no alto de uma colina, o forte era considerado inexpugnável no passado. Do alto de suas muralhas, pode-se ver parte do deserto e a cidade, que tem muitas de suas casas pintadas num tom azul leitoso, incomum em outros lugares do país. Mas isso se explica: em Jodhpur, os brâmanes moram em casas azuis.

O deserto de Tahar, no Rajastão

Prosseguindo no dia seguinte a viagem para Jaisalmer, notaram que, enquanto a região entre Udaipur e Jodphur, mesmo sendo árida, tem alguma vegetação e plantações irrigadas, agora a estrada avançava por um deserto pedregoso, o Tahar. O percurso tomou quase seis horas, mas nossos três quase incansáveis viajantes foram recompensados pela chegada à majestosa Jaisalmer, no alto de um platô e rodeada de poderosas muralhas. Parecia imagem saída de um filme!

Jaisalmer, uma cidade medieval em pleno deserto

Jaisalmer, cidade, do século XII, tem traçado medieval, e a impressão que dá é que seu povo ainda vive na Idade Média, vendendo coisas na rua, pastoreando cabras e tocando camelos. Melina, Barão e Chico se sentiram voltando no tempo.

Jaisalmer já foi um rico entreposto comercial, parada obrigatória das caravanas de camelos que atravessavam o Rajastão levando mercadorias de Delhi para o porto de Gujurat. A construção de linhas férreas provocou a decadência da cidade, que ficou esquecida no tempo até ser, recentemente, descoberta pelo turismo. Embora mal conservada, Jaisalmer tem ruas estreitas, passagens cobertas ligando as construções e uma arquitetura de tirar o fôlego, com palácios, templos, tudo feito com a mesma pedra amarelada.

Video sobre o Rajastão



Havelis

A maioria desses palácios, chamados de havelis, foi abandonada pelos seus proprietários, ricos senhores que no passado controlavam as caravanas de camelo. A riqueza das fachadas é inacreditável: até as treliças, que você jura ser de madeira, são de pedra! (Explica-se: o platô onde foi construída a cidade de Jaisalmer é todo de pedra calcária, fácil de ser esculpida…)

Uma dica de hospedagem
  • Barão aconselha quem for visitar Jaisalmer a hospedar-se na parte da cidade que fica dentro das muralhas, a mais interessante, onde há vários pequenos restaurantes. Ele se recorda da vista do terraço de um deles, de cozinha italiana: “Dá para entender a cidade, ver onde ela começa e termina, e o panorama do deserto é incrível”.
As vacas sagradas

Percorrer as ruas de Jaisalmer pode ser emocionante. Foi lá que o cético Chico, pela primeira vez na vida, bateu de frente com o sagrado. Não, ele não virou guru nem mago. Foi algo mais concreto: estavam pela rua quando uma vaca veio na direção deles e investiu contra Chico. Nada grave, mas doeu; afinal, chifradas sempre doem um pouco…

Melina explica que a presença das vacas em Jaisalmer obrigou-os a viver em um estado de permanente atenção. “Nas ruelas, o animal ocupa toda a largura da via e quase não sobra lugar para você passar”.

Jaisalmer

Viajantes se deparam com uma curiosa loja chamada Bang Shopping, que vende produtos à base de haxixe (um tipo de Cannabis sativa): bolachas, chocolate, chá, iogurte, etc. Trata-se de um comércio aparentemente legalizado, que fornece um atestado que (dizem os proprietários do estabelecimento…) permite transportar seus produtos pelo país. Legal, talvez, mas talvez também não muito saudável… Os três contam que um francês que conheceram lá havia comido algumas dessas bolachas. Ficou para lá de Marrakesh!

Ajmer

A etapa seguinte foi Ajmer. Ignorando, dessa vez, nossos conselhos, os três tomaram um ônibus, achando que seria mais rápido que o carro. De fato, os ônibus, na Índia, às vezes bem velhos, soltando parafusos, em geral correm como loucos, mais do que os carros de aluguel. Chegaram à rodoviária meia hora antes da hora da partida, tomaram seus assentos e tudo parecia muito tranqüilo: o veiculo estava quase vazio.

Porém, uns cinco minutos antes do ônibus sair, os passageiros começaram a chegar repentinamente e ocuparam cada vão livre. Devido à distância e às incontáveis paradas no caminho, a viagem demorou dez horas. Para eles, foram horas intermináveis, com o ônibus lotado, passageiros em pé, odor de transpiração, crianças chorando e bancos desconfortáveis em um veículo de suspensão dura, que os fazia sentir na carne cada buraco da estrada.

Exaustos, nossos amigos chegaram a Ajmer às três da manhã. “A Ajmer” é modo de dizer: o ônibus os deixou na estrada, longe do centro da cidade. Mas auto-rick-shaws já esperavam os passageiros que desembarcariam de madrugada. É incrível, a Índia funciona! Ou quase. Por falta de opção em razão do horário, eles foram parar em uma espelunca. Trocaram de hotel na manhã seguinte.

Ajmer não tem muito atrativos; é uma base para se visitar a cidade sagrada de Pushkar, bem perto dali, onde existe um famoso templo bramânico. Em Pushkar, a alimentação é exclusivamente vegetariana, o álcool é proibido e há até placas na entrada alertando sobre as restrições. Assim que se instalaram, os três saíram para passear, contentes por escapar do trânsito e da poluição de Ajmer. Formada por apenas duas ou três ruas circulares em volta de um lago, a pequena Pushkar é sede, em algumas épocas do ano, de celebrações religiosas que atraem peregrinos da Índia inteira e de gigantescas feiras de camelos por onde circulam mercadores vindos de diversas cidades do Rajastão. Como Pushkar não tem acomodação para tanta gente, peregrinos e comerciantes armam sua tendas em volta da cidade.

Pushkar

Os três observaram que, talvez por causa da presença cada vez maior de viajantes ocidentais, a proibição do álcool em Pushkar não é muito levada a sério. O dono de um lugar onde pararam para comer para comer uma pizza (segundo o Barão, deliciosa) foi logo anunciando que, se quisessem, poderiam tomar cerveja. “Mas não é proibido? ” O indiano explicou: “It s black market… ” (“É mercado negro… “). Ah, bom…

Em Pushkar não circulam carros, todo mundo anda a pé. Isso agradou ao nossos amigos, que puderam flanar tranqüilamente e curtir a energia da Índia, sem se sentirem sufocados como nas grandes cidades. Essa característica de Pushkar, somada à beleza de seu lago, atrai muitos estrangeiros de tendências mais alternativas. Melina notou que muitos deles haviam alugado casas e estavam dispostos a passar uma temporada por lá. Os três lamentaram não terem se hospedado em Pushkar.

Jaipur

Depois da péssima experiência da viagem de ônibus até Jaisalmer, Melina, Barão e Chico caíram na real e alugaram um carro com motorista para ir, por 30 dólares, até Jaipur, a capital do Rajastão. Como o que tinham alugado antes, o veículo era um Ambassador, modelo compacto inglês de quatro portas, criado na década de 1960, que funciona a óleo diesel. Apesar de antiquado e pesadão, esse carro dificilmente quebra e é espaçoso por dentro. Mais uma vez, eles viram que a dificuldade de locomoção na Índia não é brincadeira: para percorrer 180km, levaram quatro horas!
Em Jaipur tiveram uma experiência diferente, ficando num pequeno palácio de uma família de casta nobre que habitava uma ala da casa e recebia alguns hóspedes em outra.

Um jantar refinado

A noite seus anfitriões os convidaram para um show. O ingresso, de quinze dólares, incluía também um jantar. O evento era organizado por uma inglesa, que recolhia doações para a restauração de palácios e templos. Pelo trato, perceberam que os convidados eram quase todos indianos de uma burguesia sofisticada, de educação britânica, um tipo de gente diferente da que haviam conhecido até então. O jantar, é claro, foi refinado.

O trânsito louco de Jaipur

A circulação louca de Jaipur e a barulheira foram compensadas pelas atrações da cidade, sobretudo o Forte de Amber. De arquitetura mongol, ele fica no topo de uma colina em cuja encosta há um lago. A vista do alto é espetacular e, aliada à bela arquitetura, faz desse forte, juntamente com o de Jodphur e o de Agra, um dos mais interessantes do país. A subida pela rampa até o forte pode ser feita de elefante, como faziam os marajás. (O povão subia a pé mesmo!). Nossos amigos pagaram, cada um, dez dólares por esse luxo, e ficaram impressionados com os detalhes da decoração do interior do forte e com o enorme número de macacos soltos, fato comum em templos, fortes e palácios do país.

Jaipur é um ótimo lugar para comprar bijuterias de prata e pedras semipreciosas e artigos de decoração. Isso não passou despercebido pelos três viajantes, que ficaram admirados com a quantidade, a riqueza e a variedade das peças encontradas nas lojas. Melina notou que, embora muitos artigos fabricados em uma cidade possam ser também encontrados em outros lugares da Índia, nem sempre isso é possível. Algo que você deixou de comprar em Jaipur, talvez não encontre em Delhi.

Próxima etapa:

Delhi, a capital da Índia

A Índia em imagens: a viagem que é uma experiência de vida

Mapa da Índia

 Delhi e centro-norte da Índia

No centro-norte da Índia ficam importantes cidades como Delhi, a capital, dividida em Velha Delhi (ou Delhi apenas) e Nova Delhi, uma cidade planejada pelos ingleses para ser a capital de seu império nas Índias (Índia + Paquistão). Perto de Delhi encontra-se uma das mais famosas atrações da Índia: o Taj Mahal, na cidade de Agra. No centro-norte da Índia também ficam Benares (ou Varanasi), a cidade sagrada à beira do Ganges, e os templos eróticos de Khajurao, do século XII. Conheça essa região da Índia em imagens.

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Rajastão

O Estado do Rajastão, próximo a Nova Delhi e fácil de ser visitado, abriga magníficas cidades medievais, ainda protegidas por muralhas ou antigos principados da época dos marajás, como Udaipur, às margens do Lago Pichola, Jauipur e Jodhpur, ambas dominadas por imponentes castelos que podem ser visitados por dentro. No meio do lago frente a Udaipur existe o Lake Palace, um palácio transformado em hotel por seu próprietário, o marajá local.

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Norte da Índia

O Norte da Índia é uma surpresa. Muitos nem sequer imaginam que existam lugares como aqueles na Índia. Um dos mais encantadores, onde se pode ficar alojado em house-boats na beira de lagos, é Srinagar, na Cachemira.  O problema é que a região passa por períodos tumultados, já que os habitantes são muçulmanos, mas o território encontra-se anexado à Índia, de religião predominante hinduísta. É bom informar-se no consulado indiano antes de viajar para lá. Mais ao norte existem pequenas cidades bem agradáveis. Simla não é tão pequena, mas é uma cidadezinha de montanha extremamente simpática. O lugar era preferido pelos ingleses durante o período colonial, pois no sul do país, no verão, as temperaturas nas terras baixas ultrapassam os quarenta graus e chove sem parar.

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KHAJURAO_ESCULTURAS

Khajuraho

(extrato do Livro “A Vaca na Estrada“)

Para visitar Khajuraho, cidade que fica a uns 600 km de Delhi, no estado de Madhya Pradesh, Bernard e eu tivemos que fazer um desvio em nossa rota para Katmandu. Mas os templos, considerados hoje Patrimônio da Humanidade, alguns com esculturas despudoradas, eram uma visita que não podíamos perder.
O conjunto de templos de estilo sikhara, comum no norte da Índia, fica em uma área verde de mais de 20 km². Descobertos no meio de uma mata fechada, eles foram construídos entre os séculos X e XII pela dinastia rajput dos Chandelas, hindus voltada para o Tantrismo. Essa vertente do Hinduísmo busca a harmonia universal resultante do encontro do espírito e da matéria, do masculino e do feminino, origem da vida. Portanto não é de se estranhar que a temática das imagens de seus templos privilegie a união física de homem e mulher: o sexo.

Linda e ricamente esculpidos, os templos de Khajuraho estão entre os mais interessantes que já conheci na Ásia, embora, dos 80 templos encontrados por arqueólogos, poucos estejam bem conservados.


As posições eróticas representadas nas estátuas nos mostram que, na velha Índia, tudo se conhecia: um contraste com o moralismo vitoriano que impera hoje no país.
Na realidade, a maioria dos templos é decorada com motivos religiosos bem comportadinhos, mas são os que possuem esculturas de cunho erótico que despertam mais interesse entre os turistas. Alguns dos relevos são representações de orgias cabeludas. Há ainda imagens de divindades, entre elas o bonachão Ganesh, o deus com a cabeça de elefante.
Andando pelos jardins, nos descuidamos do tempo. O carro ficara no hotel na cidadezinha de Khajuraho, de menos de 8 mil habitantes, não muito longe. Não ficamos atentos às grossas nuvens que se acumularam no final da tarde e fomos pegos de surpresa por um aguaceiro. Fomos obrigados a nos refugiar em um dos templos, onde ficamos sentados sobre um degrau vendo a chuva cair. Nem todo temporal de verão é breve. Depois de um tempo, quando já começava a escurecer, resolvemos voltar para o hotel debaixo de chuva. A cidade inteira se transformara num lamaçal. Além de molhados, estávamos imundos.

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Para saber mais sobre costumes, religião, história cultura da Índia, leia A Vaca na Estrada.

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Delhi, a agitada e empolgante capital indiana

Delhi, a capital da Índia,  mais agradável das megalópoles indianas, é dividida em New Delhi (Nova Delhi), construída pelos ingleses para ser capital do Império das Índias (que abrangia também o Paquistão), e Old Delhi (Velha Delhi), a antiga cidade indiana.

Mapa de Delhi

Como ir a Nova Delhi

Não há voos diretos do Brasil para a Índia.  Você terá que tomar um voo de uma capital europeia a Delhi (em Roma, Paris, Londres etc.) e depois outro até a Índia. Várias companhias europeias voam para a Índia, mas a Air India costuma ter melhores preços.

O aeroporto de Delhi melhorou muito, está mais organizado e mais limpo do que costumava ser. Mesmo assim, há constantes filas na área de desembarque para para PAsar pela alfândega, trocar dinheiro. É quase certo que sua bagagem seja revistada;  a burocracia incomoda.

Calcule ao menos meia hora do centro de Delhi até o Aeroporto Internacional. Uma coisa incômoda é que a maioria dos voos provenientes da Europa aterrisam em Delhi de madrugada. Mesmo que você seja do estilo aventureiro, procure chegar com hotel reservado, pelo menos para a primeira noite.

A outra possibilidade é voar de São Paulo via África do Sul, pela South Africa para a Johannesburgo e lá pegar um outro avião até Bombaim (Mugai) se sua intenção for visitar o sul da Índia.

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Hospedagem

Procure se hospedar nas imediações da Jan Path Road e da Connaught Place, o centro de Nova Delhi.

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Melhor época

A melhor época para se viajar pela maior parte da Índia (exceto o extremo norte) é o inverno, ou seja, de dezembro a março. No verão, de junho a setembro, faz muito calor e chove demais: é a época das monções.

Agora que você decidiu em que época vai viajar e tem uma ideia do clima que o espera, veja que bagagem deve levar.

Atrações turísticas

Nova Delhi

New Delhi é uma cidade planejada, construída em volta de uma enorme praça, a Connaught Place, rodeada de construções coloniais, cujos balcões cobrem parte do calçamento, servindo de proteção contra o sol, boa providência face ao calor que faz durante a maior parte do ano. É nessa região que ficam os principais hotéis e restaurantes de classe internacional. A verdade é que quem conheceu Delhi no século passado talvez se surpreenda. A cidade agora está mais limpa, ganhou arranha-céus modernos, belos jardins e um sistema de metrô.

Red Fort  

 O “Forte Vermelho”, construído no século VII, na Old Delhi, composto por um magnífico conjunto de edifícios e jardins erguidos a mando do Xá Jahan.

Mesquita Jamah Mashid

A Índia, apesar de sua maioria hinduísta, possui a maior população muçulmana do mundo e imensas mesquitas, com a de Jamah Mashid.

Qutub Minar

É o minarete de pedras avermelhadas mais alto em toda a Índia e um dos maiores do planeta, com 72,5 metros. É do seu topo que  o muezim costumava chamar os muçulmanos para suas diferentes orações diárias.

Mercado da Jan Path Road

Perto da Connaught Place fica a Jan Path Road, onde funciona um interessante mercado que vende todo tipo de artesanatos, pinturas, roupas, objetos de bronze, de prata, pedra,  madeira etc. Apesar de turístico, é imperdível. Às vezes você acha bons preços se barganhar um pouco. É na Jan Path Road que fica o escritório oficial de turismo.

Porta da Índia

Situado em Rajpath, é uma homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra, nas guerras ocorridas no Afeganistão em 1919 e durante as guerras entre a Índia e o Paquistão. Nele estão inscritos os nomes dos 85 mil soldados indianos que morreram na guerra.

Túmulo de Humayun

É o mais antigo mausoléu em estilo mogol na capital da Índia. Repare que seu estilo é muito semelhante ao do Tah Mahal.

Dica sobre transporte

Apesar de a capital indiana dispor de um sistema de transporte público e até de uma rede de metrô, pode valer a pena alugar um táxi para o dia todo. Como acontece no Brasil, há batedores de carteiras nos ônibus e metrôs lotados de Delhi. Além disso, a comunicação com quem não fala inglês é complicada e é facil você se perder.

Se você utilizar o scooter, táxi triciclo, muito cuidado: evite deixar os joelhos de fora, braço etc.

Veja o relato de viagem de três brasileiros percorrendo a ìndia

Delhi | Rajastão | As primeiras impressões da Índia, Udaipur |

Site oficial de turismo de Delhi

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A Índia por brasileiros: três viajantes que rodaram o país

Amigos de longa data, os brasileiros Chico Spagnuolo, Melina Castro e José Roberto “Barão” são viajantes ávidos por novas experiências, já conhecem vários países e têm em comum uma queda por roteiros não-convencionais. Desta vez, sua proposta era ousada: visitar a Índia e o Nepal em vinte e poucos dias.

Quando retornaram, o Manual do Turista os entrevistou para saber mais acerca da visão da Índia por brasileiros.

Os voos mais econômicos: via África do Sul

Comparando os preços das passagens até a Índia, optaram por uma viagem São Paulo/Bombaim com conexão em Johanesburgo, na África do Sul, mais barato do que via Europa. Chico e Barão partiriam na frente, Melina os seguiria dois dias depois. O único senão eram o horário da conexão para Bombaim, de onde tomariam um vôo doméstico para Udaipur, já no Rajastão. Chegaram ao Aeroporto Internacional de Bombaim ao amanhecer.

A burocracia do desembarque

Seu primeiro contato com a Índia foi encarar a burocracia do desembarque, a longa fila de controle de passaportes e a alfândega. “Eletronics, cigarettes, whisky, sir?” Depois, tiveram que pegar a bagagem e seguir para outro aeroporto, do qual partem os vôos domésticos, onde embarcariam para Udaipur, seu primeiro destino no Rajastão. “Felizmente”, lembra Chico, “há um ônibus gratuito que faz a ligação entre os dois aeroportos.”

Aeroporto bem ruinzinho

Barão acrescenta que o aeroporto doméstico era ainda pior do que o internacional: “Parecia que eu ia tomar um ônibus numa estação rodoviária de algum fim de mundo no interior do Brasil”. O avião super antigo, de interior mal conservado, com bandejas de madeira e poltronas com assentos meio puídos, os fez franzir a testa. Será que aquela engenhoca era confiável? Barão diz que foi quando subiu no avião que lhe caiu a ficha: “Eu estou na Índia! “.

Em Udaipur, beneficiaram-se de um serviço simples e inteligente instituído em diversos aeroportos da Índia: o táxi pré-pago. Isso os poupou da interminável barganha que o estrangeiro deve entabular com o motorista cada vez que precisa pegar um táxi. Embora o aeroporto de Udaipur fique meio longe da cidade, a corrida não foi cara; custou algo em torno de sete dólares. A caminho da cidade, os dois se entreolharam.

Janeiro é um mês extremamente seco, Udaipur fica ao lado do deserto e, do aeroporto até lá, é uma poeira só. Para piorar, os subúrbios são sujos, com bichos vagando pelas ruas, crianças fazendo suas necessidades na beira do caminho, pessoas escovando os dentes na porta da casa com uma bacia na mão… “O que virá depois disso? ”.

A primeira coisa que fizeram foi enviar um e-mail para Melina, que estava de malas prontas no Brasil à espera de um sinal: “Chegamos, estamos em Udaipur esperando você no Hotel Lake Pichola!”.

Viagem cansativa

A viagem de Melina foi cansativa. Foram muitas horas quase seguidas dentro do avião! Mas tudo correu muito bem e, no horário esperado, ela desembarcou em Udaipur. Sozinha no táxi, olhando para fora, teve a mesma impressão que seus amigos e pensou: “O que vim fazer neste lugar? ” Como aconteceu com os dois, sua impressão foi outra quando se aproximaram da região junto do lago. Ali estava a cidade, a seus pés! Melina achou que Udaipur era não apenas bonita, mas também romântica e agradável: tinha até barzinhos com maravilhosos terraços de frente para o lago, onde podia tomar uma cerveja! (Na Índia, bares agradáveis são uma raridade.)

Udaipur

Finalmente reunidos, os três saíram para um passeio de barco pelo Pichola, a melhor maneira de admirar os belos e antigos palácios da nobreza de Udaipur, construídos nas encostas à beira do lago. O City Palace tem uma das alas ainda habitada pela família do antigo marajá e o Jagmandir é outro dos palácios à beira do lago.

O Lake Palace no lago Pichola

Bem no meio do lago, sobre uma ilha, fica o maior e mais rico deles: o Lake Palace, transformado em hotel de luxo, com diária de 250 dólares, o que, em termos de Índia, é uma pequena fortuna.

A dica dada por Chico para se conhecer o hotel por dentro e curtir a vista do lago a partir de lá é almoçar ou jantar no hotel (uns 30 ou 40 dólares por pessoa). Um dos melhores programas em Udaipur é curtir o por-do-sol em um dos cafés, restaurantes ou casas de chá nas encostas das colinas que rodeiam o lago de Udaipur, quando os contornos dos palácios recortados contra o céu avermelhado se refletem nas águas do Pichola.

Uma dica de restaurante
  • Nosso trio de brasileiros gostou principalmente do restaurante Udai Kot que, além de ter bons pratos, oferece vista panorâmica de 360º da cidade de Udaipur e do lago. “O pôr do sol era o momento mágico do dia”, explica Melina, “algo que não podíamos perder”. Barão concorda: uma das melhores recordações que levou da Índia foi o show de cores do final do dia, acompanhado pelo som das orações que parecia brotar do lago.

Passeando por Udaipur

Mas Chico, Barão e Melina não passearam só pela região em volta do lago. Perambularam pelas áreas mais pitorescas de Udaipur, quase medievais, com casinhas de janelinhas apertadas e um terraço no alto, e por bairros ricos, onde há casas de bom padrão. Mesmo ali, lembra Melina, havia animais soltos pelas ruas de terra… Em outras áreas mais movimentadas, muitas vezes com ruas relativamente estreitas, deparavam-se com elefantes dividindo o espaço com pessoas e veículos.

Acostumados a viajar, nossos três amigos fazem parte daquele grupo de viajantes atentos, que procuram entender os lugares que visitam, o povo, a arquitetura, os costumes.
Em Udaipur, os contrastes da Índia começaram a chamar sua atenção: os animais que vagam pelas ruas empoeiradas, devotos hindus fazendo oferendas em frente aos templos… e um internet café em cada esquina!

Internet

Chico ressalta que, na Índia, a presença da internet é uma constante, mais visível nas cidades menores como Udaipur. Melina, por sua vez, lembra-se de ter visto uma placa “Internet Café” em um casebre onde música eletrônica tocava no último volume.

Jagdish Temple

Outra atração que os agradou em Udaipur foi o imponente templo de Jagdish, todo decorado com esculturas em relevo. Ficaram intrigados com um detalhe: o templo parece ser grande demais para abrigar ídolos tão pequenos!

De Udaipur, pegaram um auto-rick-shaw (táxi-triciclo motorizado) até o Palácio das Monções, ali perto, onde foram filmadas cenas do filme 007 contra Octopussy. Estavam gostando da viagem. Depois de Udaipur ainda teriam muito caminho pela frente.

Vejam a continuação da viagem

O Rajastão e o deserto de Tahar

Taj Mahal, Agra, Índia
India: outras regiões, Taj Mahal, Agra, Índia

Índia, outras regiões

As grandes cidades indianas de ruas caóticas, onde vacas sagradas se misturam com charretes, automóveis, caminhões, motos, camelos, bicicletas e táxis-lambretas de três rodas – os scooters – deixam qualquer um atordoado. A mais simpática delas, é Delhi, a capital.

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Mapa da Índia

Delhi

A capital indiana é dividida em duas cidades: a Velha (Old Delhi), já existente quando os ingleses iniciaram a colonização do país, e a Nova Delhi, erigida pelos colonizadores para ser a capital do Império das Índias. Assim, Nova Delhi foi construída a partir de um plano original, a praça Connaught, rodeada por duas astérias paralelas e circulares, conhecidas como Connaught Lane e Connaught Circus. Desse centro partem largas avenidas radiais. É nessa região que está situada a maioria dos hotéis freqüentados por turistas estrangeiros.

Turismo: principais atrações

A maior parte das atrações históricas; entre elas o gigantesco Forte Vermelho, a mesquita Qutb Minar e mercados típicos, ficam na parte velha (Old Delhi) Delhi é também uma boa base para ir até Agra, onde fica o famoso Taj-Mahal. O enorme templo, um mausoleu construído pelo imperador mongol para abrigar o túmulo de sua esposa, está incluído no Patrimônio da Humanidade da Unesco.

Transportes

Há diversos ônibus (confortáveis!) e trens por dia entre Delhi e Agra. A viagem demora aproximadamente 4 hora. É possível ir até Agra, visitar o Taj Mahal e voltar no mesmo dia a Nova Delhi. O ideal é passar pelo menos uma noite em Agra, porque a cidade tem outras atrações além do Taj Mahal. De grande interesse para o turismo na Índia, Agra tem hotéis de diversos preços.

Vídeo sobre Varanasi

Benares (Varanasi)

Mais do que em qualquer outro lugar, a impressionante devoção religiosa dos hindus é visível em Benares (também chamada Varanasi), à beira do Ganges, o rio sagrado onde são feitas as cremações dos mortos e os banhos ritualísticos para a purificação espiritual dos peregrinos. A religiosidade hindu revela-se de modo totalmente original em Khajurhao, cidade famosa pelos templos do século XII, entalhados com cenas eróticas (por falar nisso, não se iluda com o país do Kamasutra: os indianos são muito conservadores nos costumes).

Os sikhs

No extremo oeste do país, na fronteira do Paquistão, está Amritzar, a cidade sagrada da religião sikh, onde fica o Templo de Ouro, no meio de um lago, ligado às margens por passarelas. Em princípio, qualquer um pode visitá-lo – desde que, é claro, mantenha-se em respeitoso silêncio.
Os sikhs, apenas 3% da população, acabaram se tornando a própria imagem da Índia: são aqueles indianos que você vê com imponentes turbantes e barba. Uma curiosidade: os sikhs, por motivos religiosos nunca cortam suas barbas, cabelos ou qualquer outro fio de seu corpo. Os turbantes servem para conter seus cabelos.

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Hotéis na Índia

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Onde se hospedar em Jaipur

Onde se hospedar em Jodhpur

Onde se hospedar em Mumbay (Bombaim)

Onde se hospedar em Delhi 

Onde se hospedar em Udaipur

Onde se hospedar em Benares (Varanasi)

Goa, Índia
Sul e sudoeste da Índia, Goa

Sul e sudoeste da Índia: uma região de templos e praias

Mapa do Sudoeste da Índia

Bombaim

No litoral sudoeste da Índia está Bombaim, cidade grande, industrial, sem grandes atrativos. Nos seus arredores, entretanto, há templos budistas e hinduístas bastante antigos. As grutas da ilha Elefanta, em frente da cidade, conservam no seu interior magníficas esculturas do século VI.

Como ir para a Índia

O aeroporto que serve essa região é o de Mumbai (Bombaim). Não há voos diretos do Brasil para a Índia. Você terá que pegar uma conexão na África do Sul ou em Roma, Paris, Londres ou outra capital europeia. Os dois principais aeroportos internacionais indianos são Bombaim ou Nova Delhi. É onde você irá desembarcar.

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Vídeo sobre Goa

Ajanta, Elora, Goa

A partir de Bombaim também se pode visitar os antigos santuários de Ajanta e Elora, mas prepare-se: é um dia inteiro de viagem. Bombaim é o ponto de partida quase obrigatório para Goa e todo o litoral sudoeste do país, onde belas praias selvagens repletas de coqueirais representam o lado “sombra e água fresca” da Índia. Goa, que foi a meca hippie da década de setenta, é uma antiga possessão portuguesa que ainda guarda em sua arquitetura e em seu povo a herança dos colonizadores (e ainda tem um pessoal que estava indo para Woodstock, se perdeu, foi parar na Índia e acabou ficando por lá!). Sites: Ajanta, Elora

Madurai

No extremo sul do país, em Madurai, fica um dos mais importantes centros da cultura dravidiana (anterior à invasão ariana) da Índia. Os santuários hinduístas são impressionantes, principalmente o de Minakshi, com estranhas esculturas de seres mitológicos que decoram as onze torres do templo principal.

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Rajastão: as joias do deserto de Thar

No deserto de Thar, no Rajastão, noroeste da Índia, ficam antigas cidades onde estão alguns dos principais palácios e fortalezas do país. O Estado é talvez o mais interessante da Índia e conserva um patrimônio arquitetônico com castelos e palácios absolutamente espetaculares. O Rajastão é hoje a cereja do bolo do turismo na Índia e uma viagem inesquecível.

Mapa do Rajastão

Como ir

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Vídeo sobre o Rajastão

Cidades de interesse turístico no Rajastão

Jaipur

A cinco ou seis horas de carro de Nova Delhi, encontra-se Jaipur, capital do Estado do Rajastão, é uma cidade do século XVIII, construída pelo marajá Jai Singh II. Jaipur é conhecida como a Cidade Rosa pois é toda construída com pedras nesse tom. A cidade tem um centro comercial fervilhante onde circulam carros, bicicletas, vacas sagradas, carroças e camelos. Na região alinham-se lado a lado uma infinidade de lojas de artesanato, objetos de decoração, roupas e bijuteria. O assédio ao turista é intenso. Fora do centro, possível de ir de táxi (combine o preço antes!), existem palácios e castelos de visita absolutamente imperdível. Site: Jaipur

Pushkar

Ao lado de Ajmer está Pushkar, uma encantadora aldeia em volta de um lago tido como sagrado pelos hinduístas. Uma vez por ano, na lua cheia de novembro, milhares de peregrinos vão a Pushkar para se purificar, banhando-se no lago é considerado sagrado. Pushkar não se pode comer carne e é talvez a única idade vegetariana do mundo. O grande mercado de camelos que ocorre uma vez por ano em Pushkar atrai também gente de todos os lugares do Rajastão e de outras regiões da a Índia.

Dica importante:

Não é muito fácil viajar pela Índia e menos ainda guiar por lá. Se for alugar um carro alugue com motorista, o que não é caro. Em alguns lugares remotos do Rajastão a comunicação é difícil.

Jodhpur – No interiorzão do Rajastão, Jaipurma é prima provinciana de Jaipur. Mais tranquila, com um interessante mercado típico e um castelo situado numa elevação, que por si só já vale a viagem. Site: Jodhpur

Udaipur – Udaipur, fundada no século XVI, é uma cidade particularmente charmosa, a mais agradável do Rajastão. Em pleno deserto de Thar, a cidade toda branca, fica às margens do lago Pichola, onde há belíssimos palácios, quase todos transformados em hotéis. É possível hospedar-se à beira do lago ou, melhor ainda, no meio dele, onde uma ilha abriga um luxuoso palácio transformado em hotel de turismo. Nele você se sentirá como na época dos marajás… É caro (para a Índia…), mas é incrível. Qualquer roteiro de viagem pelo Rajastão deve necessariamente incluir Udaipur. Na cidade e nas proximidades de Udaipur há lindos templos. Site: Udaipur

Jaisalmer Bem próxima da fronteira com o Paquistão, no extremo oeste do Rajastão, sobre um platô no meio do deserto de Tahar , está Jaisalmer, uma das mais belas cidades da Índia, fundada no século XII e cercada por uma imensa muralha. A rica arquitetura de Jaisalmer, cidade parcialmente abandonada, é admirável: os prédios, feitos de pedra, têm suas fachadas totalmente esculpidas. Jaisalmer lembra as cidades medievais européias e é cortada por ruelas estreitas que desembocam em pracinhas. As construções chamadas Havelins, que foram residências de ricos mercadores nos tempos das caravanas de camelo, têm fachadas, inteiramente esculpidas. Em Jaisalmer fica também um templo jain com uma recuscada arquitetura, uma atração turística imperdível. Site: Jaisalmer

É nessa cidade que acontece o famoso Festival da Lua Cheia, na primeira lua cheia do ano, quando Jaisalmer fica lotada.É no Rajastão, perto de Jaisalmer, todos os anos, na primeira lua cheia de janeiro, é realizado o festival de música e dança das tribos do deserto, no meio das dunas, onde se chega de camelo (estamos falando sério!).

Bikaner

É outra antiga cidade do Rajastão, na Índia, foi fundada em 1488 e conserva também belas construções de pedra. Bikaner foi construída inteiramente com pedras avermelhadas ou amareladas o que lhe confere um colorido único. Site: Bikaner

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Dicas de viagem sobre a Índia

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Norte da Índia: um país que não imaginamos

Himachal Pradesh

No Himachal Pradesh (Estado do Himalaia), ao norte de Delhi, estão as montanhas de Dharamsala, onde vive o Dalai Lama, o líder tibetano exilado. Há também Simla, antiga capital imperial de verão dos governantes britânicos, e os campos floridos de Kulu. A cordilheira coberta de neve contrastando com o verde dos vales faz do Himachal Pradesh uma região de paisagens inesquecíveis. Boa parte da população himalaiana, de origem tibetana, é budista.

Vídeo sobre Himachal Pradesh

Mapa do norte da Índia (Cachemira)

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Jamu e Cachemira

No noroeste do país existe outra bela região: o Estado de Jamu e Cashemira. Na cidade de Srinagar, é uma boa experiência ficar hospedado em uma das casas flutuantes sobre o lago Nageen. Os primeiros house-boats foram construídos na época da colonização britânica, quando o marajá da Cashemira decidiu que os ingleses não poderiam erguer nada sobre o solo de seu principado. Os britânicos contornaram a proibição construindo casas flutuantes…

Antes de ir, é preciso verificar no consulado indiano se a região está aberta aos estrangeiros e quais são as condições de segurança, pois têm ocorrido conflitos com guerrilheiros muçulmanos que querem unir a Cachemira ao Paquistão. Esperemos que a Cashemira possa retornar à tranqüilidade de outrora: é uma das mais lindas regiões da Índia. Um dos autores do Manual do Turista Brasileiro passou um mês hospedado em um house-boat e sabe do que está falando!

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O hinduísmo
Gruta em Ajanta

Arquitetura, pintura, escultura: a arte na Índia

A Civilização do Vale do Hindus

As primeiras manifestações da arte indiana consistem provavelmente em pinturas de animais sobre vasos de cerâmica cozida, descobertas nas ruínas de Harappa, no Pendjab, e de Mohendodaro, na região de Sind, datando de 3.000 a 3.500 anos a.C. Essas pinturas eram executadas com tintas minerais e vegetais muito parecidas com as que são utilizadas ainda hoje em diversas regiões da Índia.

Império Maurya

Somente com o Império Maurya, budista, é que aparecem as primeiras obras em pedra, com técnica semelhante à utilizada para o trabalho em madeira. Também a arquitetura passa a ser mais sofisticada e seu lado estético ganha nova importância, sofrendo influência persa. Pouco antes da era cristã, definem-se algumas orientações e estilos indianos, sempre obedecendo, como ainda acontece hoje, a uma certa rigidez de estilo.

A arte e as castas

Se nos primeiros tempos os artistas eram sobretudo oriundos da casta sudra, a mais baixa, a arte passou a ser praticada por indianos de todas as castas, até mesmo por príncipes. A influência do pensamento budista do Império Maurya, que não aceitava o sistema de castas, certamente contribuiu para isso.

Ajanta e Elore

Alguns dos mais bem conservados exemplos de pinturas e esculturas na Índia encontram-se no interior de um grupo de cavernas em Ajanta e em Elora, a 400km de Bombaim. Esse tipo de arte, anterior à era cristã, desapareceu com o fim do império Maurya.

A cultura budista

A cultura hinduísta também deixou um belo legado artístico, principalmente na escultura e arquitetura.

Os templos eróticos de Khajurao

Do século XII d.C. existem templos muito bem conservados, que surpreendem os estrangeiros em razão de seus relevos com motivos eróticos (que contrastam com o conservadorismo atual da sociedade indiana). Essas figuras foram inspirados no tantrismo, um caminho para se atingir a Iluminação.

A presença muçulmana

Ela teve nas Índias teve dois aspectos. De um lado, as invasões árabes, com seu fanatismo religioso, foram bastante nocivas às artes, com a destruição de templos, a perseguição a todo tipo de arte que não fosse muçulmana e o aniquilamento do budismo. De outro lado, os mongóis trouxeram valores novos e uma contribuição artística importante, sobretudo na arquitetura e na pintura sobre papel, ocorrendo, com o passar do tempo, uma fusão cultural, a ponto de se poder falar de uma arte indo-muçulmana.

O domínio mongol

Sob o domínio mongol, a arquitetura viveu seu apogeu em cidades como Agra, Delhi e Lahore (esta, hoje, pertencente ao Paquistão), com a construção de palácios, mesquitas e monumentos funerários, como o famoso Taj Mahal. Desenvolveu um estilo novo de pintura sobre papel, de influência européia, abordando temas mundanos, geralmente ligados às atividades da nobreza. Quem conhece as iluminuras medievais européias ficará surpreso com a semelhança entre elas e as existentes em livros indianos antigos. Embora livros antigos com iluminuras sejam, em princípio, peças de museu, cuja saída do país é proibida, folhas soltas são vendidas livremente, bem como reproduções feitas em períodos mais recentes.

Um rico patrimônio

O estrangeiro que viaja na Índia de hoje surpreende-se não só com a riqueza dos antigos monumentos, templos, mesquitas, esculturas e pinturas, mas também com a produção artística contemporânea do país, no domínio da escultura em madeira, marfim e metal, e da pintura sobre tecido ou papel.

A arte tradicional

Algumas noções dessa arte são necessárias para melhor compreendê-la. Uma de suas peculiaridades é que as obras de arte tradicionais não são assinadas, a não ser, em casos raríssimos, por artistas de influência européia. A principal razão, porém, é de motivação religiosa: a arte é um dom emanado de Deus e o artista é apenas a fonte de onde brota a inspiração divina. Isso também ocorre porque, às vezes, a obra é produzida por uma equipe de artistas de diferentes especialidades. Por essa razão, muitos ocidentais, acostumados com as obras de arte, muita vezes de gosto duvidoso, mas sempre assinadas, têm a tendência de classificar erroneamente a rica e elaborada produção artística indiana de “artesanato”.

A arte ligada a motivos tradicionais

Ocorre também que o artista indiano não inventa temas a seu bel-prazer, mas trabalha dentro de motivos tradicionais ligados à religião e obedecendo normas transmitidas de geração em geração. Para compreendê-los, o ideal é encará-los em seu contexto religioso.

Mandalas

A arte budista, nascida nas Índias, desenvolveu-se principalmente no extremo norte da Índia e no Nepal. O melhor exemplo dessa arte são as tangkas (pronunciar: “tancas”), que têm como um de seus temas principais as chamadas mandalas e o próprio Buda. As mandalas são símbolos religiosos, com um círculo em torno de uma forma quadrada – as quatro paredes de um santuário – com aberturas laterais, representando saídas para os quatro pontos cardeais. Pela simetria de sua forma, a mandala é considerada um símbolo de unidade harmônica e de integridade psíquica ou, no jargão junguiano, do self: Jung mandava seus discípulos desenhar mandalas. Usadas em meditação, elas funcionam como uma espécie de concentrador de energias. Dizem os tibetanos que quem se fixa na mandala durante cinco minutos por dia nunca perde a lucidez. A mandala pode ser vista em tangkas e em xilogravuras sobre papel de arroz, como as existentes no Nepal, com acabamento em ouro, que também podem ser encontradas no norte da Índia e em Nova Delhi.

Tangkas

Há tangkas que representam o próprio Buda, em destaque, como personagem central, geralmente sentado sobre a flor sagrada de lótus, em posição de meditação, em meio a seus discípulos. O Buda representado nesse tipo de trabalho é esguio, apresenta-se coberto com o manto dos monges e tem os cabelos presos em coque no alto da cabeça, rodeada por uma auréola. Também há tangkas com representações hinduístas, geralmente divindades com vários braços.

Na arte hinduísta, quase toda pintura é executada sobre algodão de diferentes texturas ou sobre seda. Os temas favoritos dos artistas são cenas da vida de Krishna, às vezes acompanhado de seu amigo Arjuna ou de algumas de suas adoradoras, em atitude de oferenda ou devoção.

As representações mais comuns

Normalmente na mesma tela aparecem duas ou mais representações de Krishna, muitas vezes sobre uma flor de lótus, rodeado de animais sagrados, como a vaca, o elefante e o pavão, em meio a jardins floridos ou adornado com colares de flores. Krishna é sempre apresentado num tom azul acinzentado, enquanto as demais figuras humanas aparecem nas cores comuns dos mortais. Algumas dessas pinturas podem também ter como tema a vida dos grandes senhores do Rajastão. Esse tipo de pintura, de grande efeito decorativo, conhecido como pitchway, já é mais conhecida dos ocidentais e é utilizada na decoração de residências, quando se pretende dar um toque oriental a uma sala da casa.

Marfim

Pinturas e esculturas sobre marfim ou madeira podem representar outros deuses do panteão hindu, mas os mais comuns são Ganesh, o deus elefante, considerado o deus da fortuna; Shiva, que simboliza a força regeneradora do universo; e Parvati, deusa do amor, mulher de Shiva, às vezes em posição de dança (a dança cósmica da vida), outras em posição tântrica. Shiva e Parvati aparecem com freqüência tendo à mão um tridente e sentados sobre a pele de um tigre ou uma flor de lótus.

Os vários braços e/ou várias cabeças que aparecem em algumas imagens representam a onipresença, o poder ou força que o artista atribui à divindade.

A arte islâmica

Já a arte muçulmana, de origem mongol, que encontra grande expressão em pinturas sobre algodão, seda ou marfim, gira em torno de temas de caça ao tigre, cenas da corte do Grã-Mogol, combates, flores e pássaros. Nesse caso, o artista tem mais liberdade de criação, mas a temática não foge muito da citada. São representadas, com frequência, cenas eróticas, mostrando príncipes mongóis em haréns, com suas preferidas. Esse gênero de representação tem sido desestimulado nos dias atuais, por não coincidir com os padrões de moralidade da Índia contemporânea.

Interessante lembrar que a arte indiana é transmitida de geração em geração por famílias de pintores, obedecendo, como vimos, a padrões rígidos, e seguindo em uma tradição. A genialidade do artista se revela, assim, nas delicadezas dos traços, cores e formas aprimoradas, bem como na riqueza dos detalhes, sem que inovações temáticas ou de forma sejam propostas. As inovações, quando aparecem, são sutis e coexistem durante muito tempo com as formas tradicionais e só com muita lentidão é que se vão impondo. Seria impossível, nas artes plásticas indianas tradicionais, o surgimento de novos movimentos ou escolas como as diversas que têm proliferado no Ocidente (cubismo, surrealismo, expressionismo etc.).

Apesar disso, em razão principalmente do turismo, artistas locais, principalmente aqueles que estudaram na Europa (e assinam suas pinturas) mesclam influências locais com o que aprenderam no Ocidente. É o caso de Kamlesh Sharma, que se dedica à pintura miniaturizada sobre lâminas de madeira, muito apreciada por ocidentais, com imagens delicadíssimas e um tanto erotizadas. A mulher retratada na pintura abaixo não é uma indiana, mas mais provavelmente uma balinesa ou tailandesa.

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Dicas de viagem sobre a Índia: dicas para não cair em roubadas

– Embaixada do Brasil em Nova Delhi: Aurangzeb Road, Tel. 301 7301

– É muito difícil – muito mesmo – viajar pela Índia sem falar pelo menos um inglês “básico”. Mas não se preocupe se o seu sotaque for macarrônico: o deles também é.

Mapa da Índia

Nas cidades, opte pelos táxis

Há, é claro, um sistema de transportes urbanos por ônibus em todas as grandes cidades dessa região da Ásia, mas não é tão simples usá-lo como, por exemplo, na Europa. Lembre-se de que sempre há uma certa dificuldade de comunicação: pedir qualquer informação na rua já é meio complicado. Um outro motivo que torna desinteressante tomar ônibus é que os táxis são muito baratos.

Os scooters da Índia ainda mais baratos do que os táxis “normais”

Ao tomar qualquer tipo de táxi, você deve discutir o preço antes de subir no veículo e barganhar sempre. O ideal é pedir na portaria do hotel um motorista que fale alguma coisa de inglês, e eventualmente contratá-lo para o dia todo, quem sabe até contratar alguns passeios com ele. Se ele falar mesmo inglês, será também uma boa oportunidade para ficar sabendo um pouco mais do país e seus costumes.

A Índia é um verdadeiro paraíso das compras

Encontra-se de tudo: tecidos e roupas de seda e algodão, jóias, bijuterias, estátuas de bronze e de madeira, antigüidades (verdadeiras ou não), pinturas, objetos religiosos, penduricalhos, incenso, essências aromáticas, caixinhas esculpidas, porta-jóias, cerâmica, sandálias, bolsas, etc.

– Quando for fazer compras: 1) Barganhe sempre. O preço inicial que lhe pedem é sempre superior ao valor real da mercadoria e a barganha faz parte da cultura local; 2) Cuidado com as falsificações, tanto de produtos “de marca” quanto de “antigüidades”.- As culturas, hábitos e religiões asiáticas são mesmo bem diferentes das nossas. Respeite-as para ser respeitado.

Alguns cuidados

Muita gente passa mal na Índia devido aos temperos e à higiene às vezes duvidosa. Leve remédio para o aparelho digestivo e só beba água mineral ou fervida. Talvez você sofra um pouco no início; isso é comum e não significa necessariamente que você tenha pego uma doença. – Uma boa proteção contra os temperos indianos é sempre, junto com as refeições, pedir um lassi (um iogurte líquido, puro ou com frutas). – Na Índia, não ande na rua de mãos dadas, e nem abraçado com sua esposa ou namorada. E disfarce sua surpresa se os homens por lá andarem de mãos dadas; é apenas o costume.

Drogas

Atenção, new and old hippies e afins: já se foi o tempo em que a Ásia era o paraíso dos usuários de drogas. Hoje isso é crime por lá também, a polícia e os fiscais da alfândega estão atentos e, dependendo do país e da quantidade apreendida, pode dar até pena de morte. Há entretanto curiosas contradições: na cidade sagrada de Pushkar, na Índia, é um hábito tomar iogurte misturado com haxixe (gosto não se discute…)! Andando a pé pelas grandes cidades indianas, é inevitável que, em maior ou menor grau, você seja assediado por miseráveis. Por mais difícil que seja, você deverá enfrentar isso com frieza: ignore, apresse o passo e vá adiante.

As castas

Saiba que a miséria lá não é só uma questão econômica, e resulta em maior parte da divisão religiosa da sociedade em castas, que existe há séculos. Lembre-se de você que é apenas um visitante e que não será capaz de resolver esse problema crônico, mesmo que lhes dê tudo o que tem na carteira. Pense também que, assim como acontece no Brasil, lá muitos adultos vivem da exploração de crianças pedintes, inclusive de crianças doentes que, se tratadas, deixariam de gerar “renda”. E, finalmente, não se esqueça da sua própria segurança: se você der um trocado para um, aparecerão imediatamente mais dez em cima de você.

Comportamentos e costumes

Evite estender a mão para um indiano tradicionalista; deixe que ele o faça primeiro. Um brâmane tradicional não gosta de ser tocado (Não é nada pessoal…). É melhor cumprimentá-lo com uma pequena inclinação de cabeça e as mãos juntas na altura do peito, com a expressão “Namasté”.

Mulheres

Para as mulheres: embora os indianos sejam, de modo geral, cordiais, você poderá encontrar alguns tipos que agem de forma meio “folgada” com relação às ocidentais. Uma maneira de procurar evitar isso é andar na rua “colada” com seu amigo, namorado ou marido (mas não abraçada). Se estiver sozinha e for assediada, não titubeie: fale alto e ameace chamar a polícia. Evite saias e vestidos curtos ou blusas decotadas.

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Dicas de viagem sobre a Índia

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Como ir à Índia

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Transportes na Índia, o trem
Transportes na Índia

Índia transportes: as opções para sua viagem

Mapa da Índia

Como circular; transportes interiores

Importante

Para a organização de qualquer viagem, independente do meio de transporte a ser utilizado, é indispensável consultar mapas. Veja o mapa da Índia, estude-o, é um bom começo. Isso evitará que você comece a traçar roteiros mirabolantes.

Avião

O avião é barato e é o melhor meio (e também o mais seguro) de se deslocar na Índia onde as distâncias são relativamente longas e os transportes terrestres muitas vezes lentos. Um dos grandes problemas é que freqüentemente os vôos estão cheios; faça o possível para reservá-los e confirmá-los antes de sair do Brasil, reconfirmando (mais de uma vez!!!) ao chegar lá.
A Indian Airlines possui tarifas especiais para turistas. Mesmo que você tenha um passe, reserve e reconfirme seus vôos, pois a mera compra do passe não dá direito ao assento no vôo que você quer tomar.

Trem

Para distâncias menores ou para viagens noturnas com cabine, o trem pode ser a melhor opção. A Índia possui uma das mais complexas redes ferroviárias do mundo, implantada pelos ingleses, que alcança quase qualquer ponto do território nacional. O problema é que esses trens são muito lentos (alguns ainda funcionam a vapor!), quase sempre estão lotados e sua higiene deixa a desejar. Para conseguir uma reserva, imprescindível para viajar com um pouco de conforto, é preciso ir tentando, pacientemente, com muitos dias de antecedência. Mantenha o sangue frio: não é fácil!
As principais estações do país têm um serviço de reserva para turistas e isso ajuda um pouco. Os trens noturnos de longa distância, com ar-condicionado na primeira classe, são mais limpos e melhores, mas há sutilezas tipicamente indianas: no ato da reserva deve-se reservar também lençóis e cobertores, ou você passará frio (as noites de inverno são bem frescas!).

Se você tem pouco dinheiro e muito espírito aventureiro, pode pegar uma segunda classe com reserva; se puder, não hesite em pegar a primeira, num trem mais luxuoso com cabine. Se estiver viajando a dois, é possível conseguir cabine com dois beliches apenas, mas a reserva terá que ser feita com antecedência ainda maior. Para um casal, é recomendável pedir uma cabine só para dois e, para uma ou mais mulheres viajando sem companhia masculina, é altamente recomendável!
Quem pensa viajar um bom tempo pela Índia pode comprar o passe Indrail Pass, com preços e tempo de validade variados. Ele pode ser adquirido nas principais estações na Índia e dá direito ao seu titular de utilizar qualquer tipo de trem no território indiano.

Não há taxas de reserva nem são cobrados suplementos para a utilização de beliches. Como os trens estão sempre lotados, é mais do que aconselhável fazer reserva.

Existem também na Índia trens de luxo que fazem tours pelo Rajastão, entre eles o famoso Trem dos Marajás. A seção de turismo do Consulado da Índia em São Paulo (Tel. (11) 3171-0340/0341 / 3285-1773) ou o escritório oficial de turismo de Nova Delhi em New Delhi.

Carro

Na Índia, estradas nem sempre são asfaltadas. Costumam ser estreitas, esburacadas, cheias de caminhões, charretes, carros de boi, camelos, ciclistas, vacas sagradas… E são muito perigosas. Só para você saber, os motoristas, como em algumas estradas de menor movimento só cabe um carro, parecem competir para ver quem desvia primeiro para o acostamento. Normalmente, o veículo menor (no último momento apenas) costuma sair da frente!

Dicas de viagem

Evite viagens noturnas e lembre-se de que 300 km são uma enormidade: às vezes perde-se o dia inteiro para percorrê-los! Para dirigir nesses países, só nascendo lá. Mesmo onde as estradas são boas, muitas placas rodoviárias estão escritas no alfabeto local… e a mão é inglesa, ou seja, à esquerda, bem como os volantes dos carros são à direita. Na Índia ninguém respeita as leis (que leis?) de trânsito e os acidentes são freqüentes. Para se ter mais conforto e (talvez…) segurança, uma boa opção é alugar um automóvel com motorista: a diária (com gasolina incluída) fica em torno de US$ 30,00, o que vale a pena, sobretudo se você estiver com mais alguém para dividir as despesas.

Você pode alugar um carro com motorista em boas agências de viagens, nos escritórios de turismo do governo ou no próprio hotel. Deixe claro que você quer um motorista cuidadoso. Os acidentes são comuns: em uma viagem Delhi/Agra/Jaipur, contamos 17 deles!

Ônibus

Em razão da precariedade das estradas, os ônibus são freqüentemente lentos (apesar de os motoristas não respeitarem os limites de velocidade sempre que podem acelerar!). Certas linhas têm seus ônibus superlotados, com passageiros viajando em pé. Evite viajar à noite, pois o risco de acidentes é maior e tem muita gente que fala alto, sem respeitar o sono dos outros.
A única vantagem dos ônibus é que são baratos, vão para tudo quanto é canto e é muito mais fácil conseguir passagens neles do que nos trens.

A qualidade dos veículos e o grau de conforto varia do razoável ao horrível. As linhas que operam entre os principais centros utilizam carros novos, alguns dos quais têm até ar condicionado. A placa “Tourist Permit” na frente do veículo não significa que sejam ônibus turísticos especiais, mas simplesmente que estão habilitados ao transporte regular interurbano de passageiros.
Já os ônibus que circulam entre localidades afastadas no interior do país desanimam até os mais aventureiros (“Deus! Como foi que entrei nessa?”).

Informações práticas

Como ir

Pode-se chegar à Índia pela Europa ou pela África do Sul; não há vôos diretos do Brasil. Em geral, os preços se eqüivalem; é sempre bom pesquisar, pois dependendo do momento, é mais barato ir por uma ou por outra dessas rotas. Voa-se do Brasil até uma capital européia, ou então até Johannesburgo e, de lá, toma-se outro vôo. Se você agüentar, pode fazer a conexão no mesmo dia, mas prepare-se, porque a viagem é muito longa. Se preferir, também pode parar uns dias na Europa ou na África do Sul. Na Índia você  desembarcará em Nova Delhi ou Bombaim.

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Udaipur, Índia
A melhor época para ir à Índia

India, a melhor época: estações bem definidas

Quando ir: temperaturas, chuvas, clima

Mapa da Índia

As chuvas de monções

As chuvas de monções têm influência sobre o clima de todo o sul e sudeste asiático, principalmente nas áreas planas, em razão da umidade vinda do mar. A época de chuvas definitivamente não é um bom momento para viajar para a Índia: as cidades ficam inundadas, há mais perigo de doenças e, ainda por cima, nessa época faz muito calor.

De modo geral, as chuvas de monções começam na Índia por volta de junho e terminam em outubro, mas isso pode variar a cada ano segundo a região.

Nas áreas de planície da Índia (praticamente todo o país, salvo as montanhas do norte), a melhor época é de meados de novembro a março (final de outono e inverno). Na capital da Índia (Delhi) e no vale do Ganges, o inverno é como o de São Paulo – bem suportável. No deserto do Rajastão, é um pouco mais quente durante o dia e fresco pela manhã e à noite.

Em todo o sul da Índia faz calor praticamente durante todo o ano. A estação seca (de maio a novembro) pode ser interessante para quem pensa em ir às praias de Goa, mas não é nada agradável nas grandes cidades, pois realmente o clima é quente, faz um calor do cão.

Nas montanhas ao norte da Índia é na primavera (abril a junho) e no outono (final de setembro a final de novembro) que o clima é mais agradável. É bom lembrar que, no inverno, nas regiões próximas do Himalaia faz bastante frio; e que, nas maiores altitudes, neva.

No extremo norte da Índia (Jamu e Cachemira), deve-se evitar apenas a época mais fria, o final do outono, o inverno e o começo da primavera, que se estende de novembro a março.

NOVA DELHI – temperaturas médias
Primavera (abril): mínima 20ºC / máxima 36º
Verão (julho): mínima 27ºC / máxima 36ºC
Outono (outubro): mínima 18ºC / máxima 34ºC
Inverno (janeiro): mínima 7ºC / máxima 28ºC

BOMBAIM – temperaturas médias
Primavera (abril): mínima 24ºC / máxima 32º
Verão (julho): mínima 25ºC / máxima 29ºC
Outono (outubro): mínima 24ºC / máxima 32ºC
Inverno (janeiro): mínima 19ºC / máxima 28ºC

Agora que você já sabe o clima que o espera, veja em “Bagagem” a roupa adequada para colocar em sua mala.

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Sobre a Índia: uma viagem que marcará sua vida

Um país com uma longa história

Possuidora de uma cultura milenar, a história da Índia está intrinsecamente ligada à das religiões espalhadas pelo Oriente. Onde quer que você vá, se sentirá envolvido por uma atmosfera mística, pelo odor de incenso, e por uma profusão de imagens de animais sagrados e divindades estranhas – deuses com vários braços, como Shiva ou com corpo de homem e cabeça de elefante, como Ganesh.

A história da Índia se confunde com lendas, histórias de deuses e semideuses – reis-divindades. As sucessivas invasões, dos arianos, há milhares de anos, mongóis e outros povos, séculos mais tarde, formaram as características étnicas, culturais e religiosas desse país de mais de um bilhão de habitantes.

Viajar pela Índia é uma experiência de vida intensa: ninguém volta de lá indiferente. Tudo surpreende o viajante, seja pela beleza, pela novidade, ou simplesmente pelo choque cultural. Conhecer a Índia exige tempo: o território é grande e cada região é muito diferente da outra – povo, paisagens, arquitetura. É preciso ter contato com essa variedade para poder dizer, de boca cheia, que se conheceu o país. Tudo é novo, tudo é estranho para um ocidental. O trânsito louco, o barulho infernal de buzinas, a poluição, fazem com que as grandes cidades indianas sejam um tanto atordoantes para quem chega pela primeira vez a Índia. Depois, aos poucos você vai se habituando. O importante é relaxar: a Índia precisa ser descoberta e compreendida. Circulando pelo país, estamos percorrendo uma nação cujas origens são pouco conhecidas da maioria dos ocidentais.

Mapa da Índia

Como ir para a Índia

Não há voos diretos do Brasil para a Índia. Você terá que pegar uma conexão na África do Sul ou em Roma, Paris, Londres ou outra capital europeia. Os dois principais aeroportos internacionais indianos são Bombaim ou Nova Delhi. É onde você irá desembarcar.

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A melhor época na Índia

O clima na Índia é, no inverno, seco e menos quente na maior parte de seu território, (exceto nas montanhas no norte do país) e, no verão, um período intensamente chuvoso  e quente (as monções). Veja mais sobre a melhor época para ir à Índia.

Principais atrações turísticas

Nova Delhi • Jaipur • Jodhpur • Udaipur • Jaisalmer • Srinagar • Varanasi (ou Benares) Madras • Bombaim • Calcutá • Amritzar • Agra • Goa • Shimla • Dharmsala • Manali

Vídeo sobre a Índia

“As Índias”

antigamente a Índia e o Paquistão – evoluíram através dos séculos, com seus povos divididos em pequenos reinos, alguns de curta duração e todos freqüentemente em guerras entre si. Depois da consolidação do Império Mongol no começo do século XVI, chegaram os europeus, os portugueses inicialmente, depois franceses e ingleses. Foram, porém, estes últimos, que iriam marcar profundamente o país, impondo-lhe a língua e a dominação.

Gandhi e a independência da Índia

Os indianos só conquistariam sua independência em 1948, liderados por Gandhi. Em todos os lugares na Índia você verá, desde imponentes monumentos, até pequenos retratos em lares humildes, lembrando o Mahatma (palavra que significa “Grande Alma”). Quem desembarca no Aeroporto Indira Gandhi, em Nova Delhi, depara, ao entrar na cidade, com um monumento que, de longe, lembra ligeiramente o das Bandeiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo (mais conhecido por “Vê se não me empurra”…). Com pedestal de pedra e expressivas estátuas em bronze, o monumento é uma homenagem da capital indiana a Gandhi.

Delhi

Delhi, a capital da Índia, é uma metrópole industrial e agitada de 10 milhões de habitantes no centro norte do país. Mas, se comparada com outras megalópoles, da Índia, é a mais agradável e com atrações turísticas não negligenciáveis. A cidade é dividida em Old Delhi e New Delhi, esta última uma metrópole planejada pelos ingleses para ser a capital do Império Britânico das Índias.

Dicas

Dicas de viagem sobre a Índia

Para saber mais sobre costumes, religião, história cultura da Índia, leia A Vaca na Estrada.

Índia em imagens

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Sobre Jaisalmer

Jaisalmer, cidade parcialmente abandonada, fundada no século XII e cercada por uma imensa muralha, tem um ar medieval. Sua arquitetura é admirável: os prédios, feitos de pedra amarelada, têm suas fachadas totalmente esculpidas. Jaisalmer é cortada por ruelas estreitas que desembocam em pracinhas, formando um verdadeiro labirinto, onde de repente você se depara com construções chamadas havelis, que foram residências de nobres e de ricos mercadores nos tempos das caravanas de camelo.

Mapa de Jaisalmer

Como ir a Jaisalmer, trem, ônibus, carro

Há trens e õnibus de Nova Delhi e de diversas cidades rajastanis para Jaisalmer, mas se puder alugue um carro com motorista (não é carro). O Ambassador é um dos mais confortáveis, apesar de seu modelo antigo. O automóvel lhe dá imensa liberdade para visitar os lugares nos arredores sem depender de transporte público pouco confortável e, às vezes, com horários impossíveis.

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Onde se hospedar em Jaisalmer

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Melhor época

Evite o auge do verão

Vídeo sobre Jaisalmer

Atrações turísticas

Templo Jain em Jaisalmer

Em Jaisalmer existe um templo jainista, de rebuscada arquitetura. O Jainismo, religião fundado por Mahavira, prega o ascetismo absoluto. Os antigos jainistas abdicavam inclusive da própria roupa do corpo e perambulavam absolutamente nus: eram monges e mendigos. Chegavam ao ponto de morrer de fome por seu desligamento material. O Jainismo não tem deus ou deuses e prega a existência de um mundo eterno e o ideal da não violência — a ahinsa. Para visitar o templo, tive que tirar os sapatos e também o cinto, já que não se admitem objetos de couro ou de pele animal em seu interior. Os jainistas são radicalmente vegetarianos.

O festival das tribos do deserto

É em Jaisalmer que acontece, na primeira lua cheia do ano, o famoso Festival da Lua Cheia, durante o qual a cidade fica lotada. Na segunda vez que visitei Jaisalmer tive a sorte de chegar durante o festival, que ocorre no meio das dunas, a alguns quilômetros das muralhas. Embora o lugar onde acontece o festival seja acessível de carro, o ideal é ir de camelo, para circular entre as dunas e, montado no animal, apreciar de posição privilegiada as danças e músicas de cada tribo. O camelo se desloca de forma diferente do cavalo. O balanço não é para frente e para trás, como ocorre com os equinos, mas também para os lados. Depois de quase três horas sobre um animal desses, muita gente fica mareada. O bicho parece ter tração independente nas quatro patas! O mais bonito foi o retorno das caravanas de camelos tendo como fundo, ao longe, a cidade e suas muralhas, sobre um platô, sob os raios do poente.

Experiências diferentes

Jaisalmer sob a lua cheia

Nas noites de lua cheia a luminosidade é tal que é possível caminhar pela cidade sob o luar. Sem qualquer iluminação elétrica, pode-se apreciar Jaisalmer magnífica e imponente, com seus edifícios de pedra amarela protegidos pelas muralhas que cercam a cidade. Você se sentirá como em um filme.

Bhang Lassi

Em Jaisalmer é liberada uma bebida conhecida como Bhang Lassi, feita com Lassi (um yogurte líquido), mistuirado com maconmha. Existe bhang Lassi mais fortes ou mais fracos. A venda é legal em Jaisalmer porque faz parte da cultura local. Raros turistas deixam de expeerimentar. A sensação é a de estar meio “solto”, sentir os sons e as cores mais fortes, mais intensas.

Dicas sobre Jaisalmer

Algumas ruas de Jaisalmer são muito estreitas com pouco mais de um metro de largura. Se você ver uma vaca se aproximando, procure um canto onde se abrigar. Algumas (uma minoria, na verdade), investem. Evite tocá-las. A resposta pode ser uma chifrada.

Dicas gerais sobre a Índia

Dicas de viagem sobre a Índia

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Índia em imagens

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Estação de trem na Índia
Estação de trem na Índia

Viajar de trem na Índia: uma experiência única

Extrato do livro “A Vaca na Estrada

Viajar de trem pela India

Graças aos ingleses, o país possui uma das mais complexas redes ferroviárias do mundo, que alcança quase qualquer ponto do território nacional. Ela foi construída com dois objetivos. De um lado, destinava-se a escoar a produção indiana e colocar no mercado os manufaturados da metrópole. De outro, permitiria o rápido deslocamento de tropas quando fosse necessário reprimir insurreições. O que os ingleses não imaginaram é que essas mesmas ferrovias conduziriam os líderes nacionalistas indianos pelo país inteiro em peregrinações políticas. As estações tornavam-se pontos de agitação quando Gandhi, Nehru, Patel e outros discursavam para as multidões que iam esperá-los.

Mapa da Índia

Reservar: difícil, mas necessário

Para fazer viagens noturnas, opto sempre que possível por cabines de 1º classe, que oferecem mais conforto do que os ônibus. Embora mudanças estejam ocorrendo, os trens indianos ainda são, em sua maioria, bem lentos: alguns funcionam a vapor!. Costumam estar lotados e sua limpeza, principalmente na 2ª classe, deixa a desejar. Para conseguir uma reserva, imprescindível para viajar em 1ª classe, é preciso ter muita perseverança e tentar fazê-lo com dias de antecedência. O ideal é ir à estação. Uma vez eu tentei fazer minha reserva em 1ª classe por meio da agência de viagens do hotel onde estava hospedado. Fui, logo de cara, bem claro, dizendo que, se fosse para ficar em lista de espera, não me interessaria; alugaria um carro.
— Não se preocupe, sir!, disse-me o funcionário da agência em um tom tranquilizador que, na Índia, sempre produz em mim o efeito contrário.
Eu estava reservando com uma semana de antecedência.
— Tem certeza de que conseguirei um lugar?
Ele fez aquele movimento lateral de cabeça que significa “sim”, mas que confunde os estrangeiros, pois parece um “não”. Disse que eu só teria que pagar quando retirasse a passagem.
Todos os dias eu passava pelo funcionário e perguntava pelo meu bilhete. Ele sempre me garantia que iria consegui-lo. Isso até a véspera do embarque, quando confessou que não obtivera ainda a reserva, mas que eu estava em very good position na lista de espera! Falei o diabo para ele, mas não adiantou nada. A partir daí eu mesmo passei a fazer minhas reservas diretamente na estação. É trabalhoso, mas compensa.

Viagem de um dia de Mumbay (Bombaim) a Nova Delhi

Na India, faça como os indianos

Eu já tinha aprendido, depois de minha primeira viagem ferroviária na Índia, que viajar sem reserva de assento e em 2ª classe é uma roubada. Estava indo de Mumbai para Udaipur com uma namorada brasileira e um casal de amigos franceses, Pierre e Agnés, todos decididos a fazer uma viagem econômica. Acontece que, na França, quase todo mundo viaja de 2ª classe. A primeira é luxo. Na Índia, não. Quando o trem parou na estação de Mumbai, uma multidão se precipitou aceleradamente para os vagões, invadindo-os até pela janela, já que as portas ficaram bloqueadas por pessoas que subiam com sacos de cereais, engradados e até animais vivos. Dando-nos conta de que teríamos que fazer o mesmo ou não embarcaríamos, imitamos os indianos. Pierre entrou primeiro; eu passei as mochilas para ele pela janela. Depois ergui as meninas, uma a uma, e ele as içou, também por uma janela, para o interior do vagão, cada vez mais lotado. Depois entrei eu. Como só conseguimos três assentos, um de nós dois – Pierre ou eu — viajava de pé ou, como faziam muitos passageiros, se deitava no chão do corredor. Lembro-me de que em alguns momentos cheguei a adormecer, sendo sacudido por pessoas que queriam passar. Não entendia porque não passavam por cima de mim, bastando para isso dar um passo largo. Irritado, recebi uma explicação por parte de um senhor que viajava perto de nós:
— Fazem isso por respeito. Aqui é falta de educação passar por cima de uma pessoa deitada.

Para quê servem os freios de emergência

Em um dos momentos em que consegui dormir, fui acordado por uma parada brusca do trem. Ao abrir os olhos vi que estávamos em frente a um povoado. Não havia estação, nem mesmo uma plataforma de embarque, mas diversas pessoas que deviam morar por ali deixavam o trem às pressas pelas portas e janelas. Depois fiquei sabendo que puxavam o freio de emergência para descer onde lhes era mais conveniente.
Embora a viagem tenha sido cansativa, foi uma grande oportunidade de ver os costumes do povo. Uma cena engraçada que vi foi a de um sikh de meia idade ter seu serviçal acompanhando-o para, entre outras coisas, enrolar e desenrolar seu turbante.

O assento é de quem pegar primeiro

Nenhum de nós quatro se arriscava sequer a ir urinar. Além do risco de perder o lugar, o cheiro que vinha das extremidades do vagão onde ficavam os toaletes era de desanimar. O maior problema não foi embarcar na 2ª classe, mas sim fazê-lo no vagão “sem reserva”, onde não há limite para passageiros e, como em um ônibus urbano, o passageiro não tem direito a poltrona: o assento é de quem pegar primeiro. Confortável, o vagão de 2ª classe “com reserva” obviamente não é, mas pelo menos o assento é garantido.

Na Índia, as principais estações de trem oferecem serviço de reserva para turistas
Isso ajuda um pouco. Os trens noturnos de longa distância, com ar condicionado na 1ª classe, são mais limpos e melhores, mas há sutilezas tipicamente indianas: devem-se reservar também lençóis e cobertores para não passar frio; as noites de inverno são bem frescas. Quando eu viajava acompanhado, tentava conseguir cabine para duas pessoas e cuidava da reserva com o máximo de antecedência. Notei que europeias que viajavam sozinhas com mais dinheiro no bolso reservavam uma cabine só para si. Uma belga contou-me que, viajando com uma amiga em uma cabine com indianos, não pôde fechar os olhos. Mal o fazia, sentia que mãos a tocavam.

Um susto inesquecível

Foi num trem de Madras para Delhi, nos primeiros instantes de uma viagem de cerca de 40 horas, que passei por um dos maiores sustos de minha vida. Estávamos nos anos 1980 e cartões de crédito internacionais não eram comuns como hoje. A maioria dos jovens viajava ainda com uma bolsa de cintura, onde guardavam seus preciosos dólares e seus passaportes. Como pretendíamos viajar muitos meses, mesmo que em um esquema bem econômico, minha namorada e eu tínhamos uma bela soma conosco. Era nosso costume dar uma checada geral no quarto antes de deixar um hotel, mas daquela vez o fizemos muito rapidamente – e esquecemos as bolsas de cintura sob o travesseiro. Nem sei bem porque as tínhamos posto ali, pois não era nosso hábito. O fato é que quando o trem já começava a se mover percebemos que estávamos sem dinheiro, nem documentos. Jogamos as mochilas pela porta ainda aberta e saltamos do vagão. Ainda era cedo; talvez ninguém tivesse arrumado o quarto e encontrado o dinheiro. Minha namorada ficou com a bagagem e eu saí correndo desatinadamente, atravessando os trilhos, com risco de ser atropelado pelos trens que chegavam ou deixavam Madras.

Chegando à rua, entrei no primeiro táxi que vi. Ao chegar ao hotel, fiz sinal ao motorista para que me esperasse, passei à toda pela recepção e subi as escadas, indo diretamente para o quarto onde dormíramos. Empurrei a porta. Estava aberta e o aposento estava tal e qual o deixáramos. Ergui o travesseiro: nossas bolsas estavam ali. Cheguei a tremer. Respirei profundamente e fechei os olhos um momento. Enfiei as bolsas dentro de meu jeans, sob a túnica. Na portaria, ao sair, perguntaram-me se eu havia esquecido algo no quarto. Confirmei com a cabeça:
— Sim, meu passaporte.
No táxi, voltando para a estação, ia pensando na situação em que nos encontraríamos, naquele fim do mundo do sul da Índia, com pouquíssimo dinheiro — só uma pequena quantia na carteira — sem passaporte, sem nada… Isso em uma época em que até falar por telefone da Índia para o Brasil era difícil. Daí em diante, todas as noites, depois de tirar a roupa, passei a amarrar a bolsa de cintura no passador da calça que iria vestir no dia seguinte. Ótima solução: como não saio sem calças na rua, nunca mais esqueci minha bolsa.

Quando reencontrei minha namorada na estação, ela chorava, rodeada de moças e senhoras indianas que me olharam feio. Quando contei que recuperara o dinheiro e os documentos, minha namorada me abraçou forte: “Que sorte!”. Depois ela me explicou que, vendo o que ocorrera, a mulherada achava que eu a tivesse abandonado. Diziam uma para outra: “O marido a deixou!”. E quase choravam junto, solidárias… Será que divórcio indiano é assim? O marido sai correndo?

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Goa, sul da Índia
Goa, sul da Índia

Goa

(Trecho do livro “A Vaca na Estrada”

Mapa de Goa

Goa, belas praias selvagens

Lembro-me de que, em uma de minhas viagens, conversando com outros estrangeiros, quando falamos sobre Mumbai e muita gente na mesa torceu o nariz, alguém disse que Mumbai tinha pelo menos uma coisa de bom: era de lá que se ia a Goa. É verdade: os viajantes que passam por Mumbai, exceto quando a trabalho, o fazem porque vão tomar uma conexão para outro lugar, quase sempre para Goa, onde belas praias selvagens repletas de coqueirais representam o lado “sombra e água fresca” da Índia, que os europeus, principalmente, adoram. Acho, porém, que as praias podem impressionar a eles, mas não a nós, brasileiros. O mar não tem aqueles belos tons de azul ou verde do litoral nordestino e menos ainda aquelas impossíveis cores que vemos no Caribe e na Polinésia. Mesmo assim, Goa é bastante agradável.

Vídeo sobre Goa

O eixo Goa-Katmandu

Nos anos 1970 e 1980 existia um verdadeiro eixo Goa-Katmandu. Os mochileiros passavam o verão no Nepal, mais fresco, e fugiam do inverno gelado de Katmandu “migrando” para a praia de Calangute no começo de dezembro. Inteligente. Ambos os lugares eram baratos, agradáveis, cada um à sua maneira, e tinham o mesmo clima “paz e amor”.
Goa foi durante muito tempo um ponto de encontro de hippies. Alguns que encontrei por lá me passaram a impressão de que estavam a caminho de Woodstock quando se perderam e foram parar na Índia, onde acabaram ficando… Quando estive em Goa no começo da década de 1980, o point ainda era Calangute. No final do século XX, o lugar já estava cheio de hotéis para turistas mais convencionais, lojas, agências de viagem, bons restaurantes, um monte de barzinhos e até boates. Mais certinho. Os nudistas sumiram, os chillums desapareceram.

As full moon parties

Ainda existem, porém, em Goa, as full moon parties, festas realizadas em praias distantes, durante a lua cheia, em torno de fogueiras. São os equivalentes aos nossos luaus. Antes, todo mundo sabia onde iam rolar; hoje, quem quer participar tem que descobrir.
Não vou deixar ninguém curioso. A moçada acendia uma fogueira na praia, alguém na roda tocava um instrumento musical, muita gente dançava, a paquera rolava solta, alguns fumavam maconha. Não é tão diferente do que acontece em algumas praias brasileiras em noites de lua cheia, nas férias de verão. Sexo? Comum, como por aqui.

Goa do século XXI é outra

A polícia passou a dar batidas à procura de drogas, para arrancar dinheiro do pessoal e combater excessos. Digamos apenas que, antigamente, a “pouca vergonha” era mais visível. O pessoal underground aprontava o diabo na praia, transformando aquele pedaço de litoral em um imenso festival alternativo. Finalmente, a Igreja Católica, que até hoje tem certa influência em Goa, reclamou medidas.

Um pequeno escândalo

Quando estive lá, o escândalo do momento era a prisão de duas europeias que, no dizer dos goanos, com seu sotaque luso, “estavam a praticar liberdades orais” em seus namorados em plena luz do dia. O que isso rendeu de conversas e anedotas nos bares frequentados pelos viajantes estrangeiros daria um livro. O fato é que os indianos, mesmo conservadores, em geral só se preocupam com a moralidade dos ocidentais quando algo os incomoda. Assim, em Calangute principalmente, a polícia deu em cima, empurrando os hippies para praias cada vez mais afastadas, no norte do território, como a Ashvem Beach. Enfim, até hoje Goa não é local indicado para quem é muito conservador ou moralista.

Goa é um território, não uma cidade

Panjim, à beira de um rio, é sua capital. Dividida em Cidade Alta e Cidade Baixa, talvez por inspiração lisboeta, é um lugar animado, onde eu me sentia bem. Além disso, para dizer a verdade, estava cansado do controle obsessivo sobre o álcool na maior parte da Índia, onde tomar uma simples cerveja já era complicado. Em Goa, esse problema não existia. Panjim, digamos, “substituiu” Goa Velha, uma cidade abandonada nos anos 1680 após epidemias de malária e cólera, que no seu apogeu, tinha mais de 50 mil habitantes. Visitei Goa Velha numa tarde luminosa. Ruínas dos tempos de glória, igrejas e conventos espalhavam-se dos dois lados da estrada. Gostei, em especial, da Basílica do Bom Jesus, de fachada renascentista, que abriga o túmulo de São Francisco Xavier e recebe turistas do mundo todo.

A miscigenação

Ao contrário dos ingleses e franceses, os portugueses, pouco numerosos, que viajavam sem mulheres, eram incentivados a gerar filhos com as nativas de suas colônias. O concubinato era comum e, em alguns casos, os colonizadores chegavam a se casar com as asiáticas, constituindo família. Outras vezes a miscigenação ocorria de forma brutal, por meio do estupro puro e simples. Como não havia portugueses suficientes para colonizar muitos territórios conquistados, passaram a produzir “híbridos”. Isso explica, por exemplo, porque a população brasileira é tão miscigenada.

Lutar até o último homem

Os lusitanos chegaram à região no começo do século XVI, onde estabeleceram uma feitoria para negociar especiarias, pedras preciosas, marfim e outros produtos. O negócio deu tão certo que Goa acabou se tornando, décadas depois, um dos portos mais ricos do mundo. A ocupação portuguesa durou até 1961, quando o exército indiano invadiu a colônia. As ordens dadas aos soldados lusitanos para que lutassem “até o último homem” não foi tomada a sério. Quando um bem armado exército indiano iniciou a invasão, as forças portuguesas, pouco numerosas, renderam-se quase imediatamente. David Birmingham, no seu livro História de Portugal, relata que o Estado-Maior em Lisboa “ao ser-lhe pedido que enviasse salsichas para Goa, enviou salsichas de porco, esquecendo completamente que a palavra código para granadas de artilharia era salsicha”. Parece piada, mas não é.

Site oficial de turismo de Goa

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Mumbai, Victoria Terminus - foto Arian Zwegers CCBY
Mumbai, Victoria Terminus – foto Arian Zwegers CCBY

Mumbai, a grande metrópole do sul da Índia

A antiga Bombaim, capital do estado de Maharashtra, que agora é chamada de Mumbai, possui cerca de 14 milhões de habitantes. A cidade teve origem na feitoria estabelecida pelos portugueses na costa ocidental da Índia, sobre ilhas. Seu porto é o mais importante do país. Megalópole da Índia, Mumbai conserva interessantes ruínas de templos na Ilha Elefanta. A cidade é também capital do cinema no país.

Mapa de Mumbai

Como ir

O aeroporto de Bombaim recebe voos da Europa, África do Sul e outros países. É o segundo aeroporto do país, quase tão importante quanto o de Nova Delhi.

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Onde se hospedar em Bombaim

No que se refere à hotelaria, a pior relação preço-qualidade do país. Colaba é o bairro mais simpático para estrangeiros.

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Vídeo sobre Mumbay

Pontos de interesse

Colaba, o bairro preferido dos estrangeiros

Colaba é o bairro preferido dos estrangeiros, repleto de hotéis, restaurantes e lojas frequentados pelos turistas, é onde fica o Taj Mahal Hotel, um elegante hotel em estilo vitoriano, fundado em 1903, um ícone de Mumbai. Em razão desse prestígio todo e por receber grande número de hóspedes norte-americanos e europeus, o estabelecimento sofreu um atentado terrorista em 2008. Os indianos acusaram imediatamente o Paquistão. De fato, os terroristas, a maioria deles, pelo menos, eram paquistaneses, mas o governo do Paquistão parece não ter tido nenhuma responsabilidade no caso, mesmo porque enfrenta os mesmos problemas e tem parte de seu território ocupado por grupos radicais islâmicos.

Mumbai, uma cidade fundada pelos portugueses

Em Mumbai chama a atenção a grande quantidade de nomes portugueses em placas de lojas e serviços, principalmente Souza e da Da Silva. Da Silva Physician, Da Silva Bakery, Da Silva Beauty Parlour e até Da Silva Sex Specialist. Aliás, por toda a Índia existem sex specialists, que tratam distúrbios sexuais e impotência É enorme a importância que os indianos dão ao assunto.

Contato com indianos que falam português

Em Mumbai talvez você cruze com indianos que falem português. O sotaque deles era muito parecido com o português falado em Portugal. Poucos goanos ainda falam a língua na Índia, mesmo entre os descendentes dos colonizadores lusos.

Para os padrões indianos, Mumbai é uma cidade relativamente nova

Fundada no século XVI, rica, mas cheia de favelas. Não possui antigos fortes ou templos nem é considerada um lugar turístico. Mesmo assim, ao passar por lá, eu quis conhecer a Gateway of India, o enorme arco por onde desfilavam as tropas inglesas que desembarcavam na Índia; a Victoria Station e o prédio do correio, em estilo gótico-vitoriano; e o museu Prince of Wales.

Mumbai, uma grande diversidade de castas e religiões

Mumbai não é apenas o maior centro urbano da Índia, mas também o que reúne maior diversidade de religiões e de etnias: hindus, muçulmanos, parsis, cristãos, judeus, jainistas.

O mercado dos ladrões

Por curiosidade, resolvi visitar o Chor Bazar, o “mercado dos ladrões”, onde você encontra os mais insólitos objetos já colocados à venda. Deparei até com uma dentadura usada. Quem poderia comprá-la? Olhando para aquilo, imaginei como seria difícil alguém ter exatamente a mesma arcada dentária do antigo proprietário. Havia bicicletas e velocípedes quebrados, móveis antigos, roupas e sapatos usados e brinquedos de madeira que deviam ser da década de 1930 ou 1940. Entre os artigos aparentemente invendáveis, vi pneus velhos e cabeças de boneca. (O que alguém pode fazer com uma cabeça de boneca?) Vendia-se qualquer coisa que se possa imaginar.

As atrações nos arredores da cidade

A uma hora de barco de Mumbai fica a ilha Elefanta, que abriga uma caverna com cerca de 5.000m², repleta de lindas esculturas do século VI, talhadas na pedra. Para vê-las você precisa subir aproximadamente 100m pela encosta. Parte do belo patrimônio de Elefanta foi destruída pelos soldados portugueses, que achavam divertido praticar tiro ao alvo nos relevos e estátuas hindus. Para eles, as magníficas esculturas eram meras imagens pagãs e depredá-las não era um pecado, já que era política da Igreja Católica durante a Inquisição a eliminação de qualquer simbologia religiosa não cristã nos lugares colonizados por portugueses e espanhóis. Embora o conjunto abranja diversas divindades do panteão hindu, ele foi dedicado principalmente ao culto de Shiva.

Arte hinduísta e budista

Elefanta, bem como as grutas de Ajanta e Elora, a 400 km de Mumbai, possuem alguns dos mais importantes exemplos da arte indiana hinduísta e budista, da Antiguidade aos dias de hoje. As primeiras esculturas em pedra surgiram na Índia durante o império budista Mauria. Eram utilizadas as mesmas técnicas empregadas para o trabalho em madeira.

Ajanta e Elora

Quem visita as grutas de Ajanta e Elora e depois de ter conhecido outros países da Ásia nota claramente como a representação de Buda é diferente em cada cultura. Na Índia ele tem traços helênicos na escola de Gandhara; aparece de cabeça raspada e mais “indiano” no estilo Mathura; é representado de cabelos enrolados para a direita, em argolas achatadas e traços alongados, na arte Amaravati. Na Tailândia, o Buda é esguio; na China, tem aspecto bonachão e gorducho. Na verdade, ninguém sabe qual era sua aparência… Como Cristo ou Maomé.

Dicas

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Templo hindu
Templo hindu

Dos Vedas ao hinduísmo atual

(trecho do livro “A Vaca na Estrada”)

Os Vedas

Na época dos Vedas, a religião hindu já apresentava características totêmicas e animistas, com variados deuses, como Varuna, deus da ordem universal, Indra, da força, Pittar, deus-pai, e Priviti, deus-mãe, além de deuses como Agni, do fogo, que exigia sacrifícios.  Os arianos, também trouxeram ou desenvolveram o sistema de castas e, através dele, a religião – o Vedismo -, impondo sua dominação (século VII antes de Cristo).

O Bramanismo

Bramanismo por sua vez, surgiu como uma evolução do Vedismo, acrescentando novos textos sagrados, os quais constituem hoje parte do grande acervo filosófico que conhecemos como hinduísmo: os Brâmanes e os Upanichades, entre 800 e 600 aC. Mais tarde, o hinduísmo se consolidou com novas obras, como o Puranas, o Mahabharata, nos séculos II e III aC, o Romaiana, contando a vida do deus Rama, o Bhagat Gita, o canto do bem-aventurado, mostrando a vida de Krishna e que inspirou, muito mais tarde, o filósofo e político Mohendas Gandhi – o Mahatma ou “grande alma” – pai espiritual da independência da Índia.

A ideia da salvação

Nessa evolução, do Vedismo ao hinduísmo, podemos caracterizar uma transformação na idéia da salvação. Se no Vedismo primitivo a salvação viria pelas obras do homem na terra, no Bramanismo a salvação viria pelo conhecimento, enquanto no Hinduísmo atual, pela fé e pelo amor a Krishna, encarnação de Vishnu. O curioso é a semelhança de muitos traços de Krishna com Jesus. Krishna nasceu também num estábulo. Como Cristo, sofreu perseguições de um rei cruel, que teria mandado assassinar milhares de crianças, numa tentativa de matar o recém nascido, que foi salvo por acaso, tornando-se pastor. Mais tarde ele impressiona os brâmanes do templo com seus conhecimentos e se dedica a pregar a resignação, o desinteresse e a bondade. Apenas um traço o difere profundamente de Jesus: Krishna possuía seis mil amantes, as Lakmis, que o rodeavam permanentemente, idolatrando-o . Além disso, Krishna, segundo as lendas, demonstrava traços de humor que seriam incompatíveis ao Cristianismo.

Cerimonial em Templo Hinduísta

O Hinduísmo, uma religião complexa

Simplificando, temos três deuses principais: Brahma, o criador; Shiva, o que destrói para renovar (espécie de força dinâmica do universo); e Vishnu, o conservador, responsável pelo equilíbrio universal. O Hinduísmo apresenta dois aspectos: um lado totêmico, idólatra, primitivo; um outro, filosoficamente elevado. O primeiro é o Hinduísmo das grandes massas, ritualístico. Os templos, nesse caso, são lugares de oferendas – flores, arroz, pós coloridos e inúmeras imagens de deuses de aspectos variados, divindades autônomas ou encarnações – atavares – de Shiva, Vishnu ou Brahma. Há o deus-macaco Hanuman; Ganesh, o deus-elefante; diversas divindades representadas às vezes por vários braços, e toda uma infinidade de deuses.

Os avatares

No Hinduísmo, o mesmo deus apresenta os mais diversos aspectos. A terrível Kali, a sangrenta, para a qual são hoje realizados sacrifícios de animais e antigamente o de seres humanos, é um aspecto de Partavi – esposa de Shiva – que, em outros rituais, apresenta características totalmente diversas. Além disso, existem deuses para as diferentes manifestações da natureza, para as doenças, deusas da fertilidade, da sorte, dos rios, (esta, representada pela tartaruga); Garuda, o deus-passáro, inimigo das serpentes; Kanka, aspecto feroz de Shiva; Rama, encarnação de Vishnu; etc. Nas figurações de certos deuses aparecem atributos que facilitam seu reconhecimento: objetos ou animais, como o cisne, o tridente, o cetro, a adaga, a pele do tigre, a flauta e outros. Cada divindade toma nomes diferentes segundo sua posição e os atributos de que é dotada. Por isso, com freqüência, o reconhecimento de uma estátua ou pintura representando uma divindade não está ao alcance de um leigo.

O curioso no Hinduísmo é a ausência de um fundador, de profetas

É uma religião que veio da fusão dos arianos com os primitivos habitantes do vale Indo. Surgiu das lendas populares, do pensamento da alguns filósofos, de preceitos espalhados em diferentes textos sagrados. Não apresenta profetas salvadores, nem tabulas de leis, cujo respeito garantiria um lugar no paraíso. O inferno não existe para o hindu, como não existem missas, liturgias religiosas ou chefes supremos. O templo hindu é um alegre festival. O praticante pode ir orar para o deus de sua preferência, levar oferendas, cochilar, conversar com um amigo, meditar, etc.

Os brâmanes

Há, porém, um outro hinduísmo, de elite, dos grandes filósofos, dos sábios brâmanes, dos pensadores. Nenhuma outra religião apresenta um fosso tão grande e marcante entre o popular e o elitista. O Hinduísmo dos templos, da parafernália, dos deuses animais sagrados é um pouco visto pelos grandes filósofos hindus como uma representação para a compreensão das massas. Essas representações seriam os vários aspectos da vida que se confundem com o divino. Para os verdadeiros sábios hindus, existe um só Deus supremo; criador e criatura se confundem; o Deus supremo faz parte de suas manifestações. Deus está  na vida, nas águas, no sopro do vento, nos astros, nos animais; Deus é a própria criação.

A ideia do Karma

A própria existência humana é um elo de uma cadeia evolutiva, e nosso nascimento faz parte do ciclo de existências anteriores, sendo o Karma a somatória das diversas encarnações pelas quais passamos, o saldo do bem e do mal por nós praticados durante essas existências anteriores. O conceito de reencarnação, tão caro ao Hinduísmo, infelizmente fornece a justificação moral e religiosa para as mais terríveis segregações e desigualdades, uma vez que está intimamente ligada ao sistema de castas. Se o corpo, em suas diferentes encarnações, é a viagem de uma alma pela existência terrena, cada existência é o único caminho para o aperfeiçoamento espiritual rumo à união cósmica.

O conceito de casta

Assim sendo, um indivíduo, nascendo numa casta superior, estaria apenas sendo recompensado por suas virtudes em vidas anteriores. Da mesma forma, os nascidos párias ou em castas inferiores estariam sendo punidos por seus atos em existências passadas. Esse conceito foi, desde o início do Hinduísmo, utilizado pela elite dominante de origem ariana, os brânames, para a manutenção de sua supremacia sobre os escravos e as massas miseráveis, de pele escura. Em outras palavras, se alguém está passando privações ou sendo barbaramente explorado em sua existência atual, estaria apenas pagando por seus pecados em uma encarnação anterior. No Cristianismo, promete-se o céu aos explorados; no Hinduísmo, uma nova vida terrena mais confortável.

A reencarnação no hinduísmo

A reencarnação, através do sistema de castas, tornou-se a melhor justificativa ideológica para a exploração do homem pelo homem, retirando ao ser humano qualquer veleidade de mudança ou melhoria, uma vez que nas castas a sociedade é dividida em compartimentos fechados. O indivíduo nasce numa casta, casa quase invariavelmente com alguém de sua casta, exerce as mesmas profissões herdades de seus antepassados, e morre dentro de sua casta. Esse sistema é tão importante para se compreender a Índia e o Hinduísmo, que voltaremos, mais para a frente, a falar do assunto.

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Gandhi
Gandhi

Gandhi, a Grande Alma

(trecho do livro “A Vaca na Estrada”)

O Raj Ghat

Por ser interessado pela biografia de Gandhi, durante minha primeira estada em Delhi fiz questão de conhecer o Raj Ghat, um memorial em sua homenagem erguido às margens do rio Yamuna, onde seu corpo foi incinerado. Emocionei-me. Perto dali fica o National Gandhi Museum, inaugurado em 1961, no aniversário de seu assassinato, ocorrido em 31 de janeiro de 1948.

Mahatma ou “Grande Alma

A figura de Mohandas Karamchand Gandhi, o Mahatma ou “Grande Alma”, como o chamavam os indianos, é intimamente ligada à história da independência da Índia. Eu não poderia escrever este livro sem falar desse homem extraordinário. Percorrendo o país notei que paredes de lojas e casas, das mais humildes às mais elegantes, ostentam seu retrato: mostra da gratidão eterna dos indianos.

Suas origens

Gandhi pertencia a uma “casta média alta”, a dos comerciantes ou vaicias. Seu pai era primeiro-ministro vitalício de um pequeno e modesto principado. Sua família, sem ser rica, tinha certas posses, o que permitiu ao jovem Mohandas estudar Direito em Londres.
O Gandhi engravatado que partia para a capital inglesa era muito pouco indiano. Ambicionava vestir-se e comportar-se como um gentleman europeu, chegando a tomar aulas de dança de salão – nas quais foi péssimo aluno. Aliás, dá para imaginar Gandhi dançando valsa? Diploma debaixo do braço, ele voltou à Índia e tentou a sorte como advogado em Mumbai, sem muito sucesso.

Gandhi na África do Sul

Seus pais, já incertos quanto à capacidade do filho prosperar na profissão, resolveram despachá-lo novamente, desta vez para a África do Sul, para representar um parente distante em um processo. Sua permanência no país, inicialmente prevista para poucos meses, durou de 1893 a 1915.
O primeiro contato de Gandhi com a realidade sul-africana foi duro: numa viagem de Durban a Pretória, ele foi expulso do trem durante a noite, por se recusar a atender à exigência de um passageiro de que deixasse o vagão de primeira classe, reservado aos “brancos”, e fosse para o de carga. Esse episódio, que marcou o começo de sua militância política, foi encenado no premiadíssimo Gandhi, de 1982, com Ben Kingsley no papel do Mahatma.

Gandhi começa a sua luta

Chegando a Pretória, Gandhi iniciou uma mobilização dos indianos pelo direito de viajar em vagões de segunda e primeira classe. As autoridades sul-africanas acabaram por capitular. Foi a primeira vitória do tímido advogado que terminaria por se tornar um dos maiores líderes espirituais da História. É pena que suas teorias de resistir à tirania por meio da não violência e da desobediência civil — Satyagraha ou “Força da Verdade” — não tenham feito escola: vencer o inimigo armado simplesmente pela razão seria excelente. O que estamos vendo hoje é que violência gera violência.
Sempre dizemos no Brasil que enfiar um pequeno delinquente na prisão faz com que se torne um bandido de verdade, que a cadeia é a escola do crime. É exato e vale, guardadas, é claro, as proporções, para grandes revolucionários e teóricos como Gandhi ou Gramsci que, presos, ganharam tempo e motivação para desenvolver suas ideias.

Gandhi nunca seguiu um guru ou uma doutrina única

Ao contrário, pescou em toda parte os conceitos que comporiam seu pensamento: no Bhagavad Gita, no Corão, na Bíblia, nas obras do norte-americano Henry David Thoreau sobre a teoria da desobediência civil e do britânico Ruskin sobre o desapego do material.

A militância iniciada na África do Sul continuou na Índia

Gandhi não lutava apenas pela independência da colônia, mas também pela melhoria de vida do povão. Percorria a Índia em vagões de terceira classe, junto com os mais pobres. Imagine um político brasileiro fazendo isso. Gandhi era o agitador, o mestre, o filósofo e o pai espiritual de milhões de indianos. Ensinava-lhes até regras elementares de higiene, em um país onde as enfermidades tropicais eram endêmicas.

Gandhi e o Partido do Congresso

Gandhi praticamente comandou o Partido do Congresso, que deixou de ser um partido de elite, para se tornar popular. Quando foi baixado o Rowlatt Act, decreto que limitava as liberdades individuais de suspeitos de atividades antibritânicas, Gandhi lançou o Dia Nacional de Luto, o hartal, que pretendia contestar os ingleses sem violência, apenas cruzando os braços, parando o país. Infelizmente, no Pundjab, uma manifestação proibida, mas pacífica, culminou em um massacre, quando tropas comandadas pelo fascistóide General Dyer abriram fogo contra a multidão.

A desobediência civil

Gandhi então passou à desobediência civil e ao boicote a tudo que era inglês. Nas cidades e aldeias, roupas, sapatos e outros produtos made in England foram atirados à fogueira. Como vestimenta, ele propôs uma simples sandália e o khadi, traje nacional indiano, de pano rústico tecido e fiado manualmente. É com essa roupa que ele aparece em todos os retratos e filmes feitos sobre a sua vida. Ele próprio passou a se dedicar à fiação meia hora por dia. Nada simbolizava tão bem sua causa, mas seus seguidores ficavam exasperados com ele: mil problemas urgentes para resolver e lá estava o Mahatma fiando algodão…

O lado conservador de Gandhi

Para Gandhi, a Índia deveria se voltar para sua economia tradicional, com o que muitos indianos modernos não concordam. Ele considerava a industrialização do país capaz de enriquecer alguns capitalistas, não de trazer benefícios ao povão. Preocupava-se com o crescimento das cidades e pregava a volta ao campo, acreditando que, com alfabetização, educação sanitária, melhor distribuição de riquezas e redução do consumo de supérfluos, as condições de vida melhorariam. Renunciava à opulência sem pregar a pobreza. Ele próprio era um asceta: alimentava-se com frugalidade, renunciou ao sexo e a qualquer luxúria.

A repressão dos ingleses contra um movimento pacífico

Apesar de pacífico, o movimento de Gandhi sofreu severa repressão. Se hesitavam em prendê-lo, devido à sua popularidade, os ingleses lançaram-se sobre seus seguidores. O Mahatma pretendia que a não violência e a não colaboração fossem sempre pacíficas: recusar-se a trabalhar para os ingleses, não comprar produtos da metrópole, não pagar impostos. Esse último lema parece ter seguidores no Brasil: não por motivos nobres como Gandhi, muita gente, mesmo endinheirada, não paga imposto algum. Enfim, mesmo que Gandhi deixasse claro que os protestos deveriam sempre ser pacíficos, muitas vezes eles acabaram em violência. Gandhi assumiu a responsabilidade e, mais uma vez, foi parar na cadeia.

As novas campanhas de Gandhi

Mal pôs os pés fora da prisão, deu início a novas campanhas, escolhendo sempre as de fácil entendimento popular e forte conteúdo simbólico. Desta vez foi a campanha do sal, cuja distribuição era monopolizada e taxada pelos ingleses. Que papo é esse, teria pensando o Mahatma, de seu povo ter que comprar dos colonizadores o sal extraído dos mares indianos e ainda pagar uma taxa por ele? A campanha do sal agitou a Índia e teve repercussão internacional. Jornalistas de vários países acompanharam a marcha de 25 dias conduzida por Gandhi de seu ashram até o Oceano Índico. Chegando a seu destino, o líder da resistência pacífica apanhou um punhado de sal e mostrou-o à multidão que o seguia. Prenderam-no de novo…

O apoio a Gandhi aumentava e a Índia se agitava

Os ingleses resolveram, então, mudar a forma de lidar com o Mahatma, que foi solto e até recebido pelo vice-rei, na Índia, e, posteriormente, pelo próprio rei da Inglaterra, em Londres. Aclamado por multidões no Velho Mundo, Gandhi nada obteve de concreto, além de vagas promessas do governo inglês. De volta à Índia, resolveu continuar a campanha de desobediência civil. Mais uma vez nosso teimoso homenzinho foi parar na prisão.

Uma história engraçada

Quando o vice-rei Lord Mountbatten o recebeu, Gandhi vestia-se apenas com seu modesto khadi. Quando o mandatário inglês perguntou se Gandhi não precisaria de mais roupas, este lhe respondeu: “Vossa Excelência já está suficientemente vestido por nós dois.” Nesses encontros, Gandhi se recusava a tomar chá ou água em copos caros de cristal ou em xícaras de porcelana. Usava a mesma canequinha de alumínio que utilizava na sua cela na prisão.
O espirituoso Winston Churchill, que o abominava, apelidou-o de “faquir seminu”.

A Segunda Guerra

Com a Segunda Guerra em curso e o nazismo ameaçando a Europa, a campanha de desobediência civil lançada em 1940 não teve tanto impacto. Muitos militantes do Partido do Congresso, antifascistas, acharam que não era o melhor momento para uma campanha contra os britânicos. De outro lado, a Liga Muçulmana preferiu apoiar os ingleses, esperando cobrar esse apoio quando a guerra terminasse.

Lord Mountbatten

Após o final do conflito, com os trabalhistas no poder, a Grã-Bretanha passou a aceitar a independência. Os ingleses nomearam seu último vice-rei, Lord Mountbatten, encarregado de descascar o enorme abacaxi da transferência de poderes e da retirada britânica. Mountbatten, contrário como Gandhi à partilha das Índias em duas nações, islâmica e hindu, não conseguiu convencer Jinnah e a Liga Muçulmana. Coube, assim, a ele organizar a partilha do Império.

A Índia da época de Gandhi e a Índia que você verá ao visitar o país

Hoje, quando viajo pela Índia, percorro apenas um país. É difícil imaginar como seria a Índia colonial, com reinos e marajanatos de todos os tamanhos. Com a independência, esses principados governados por nababos e marajás foram obrigados a optar por integrar-se à Índia ou ao Paquistão, segundo a preferência religiosa majoritária e a localização geográfica. É significativo que o plano de evacuação dos efetivos britânicos tivesse como nome “Operação Casa de Loucos”. Curioso, ainda, que depois de séculos de dominação colonial, os ingleses tenham partido em paz e com dignidade, despedindo-se dos indianos como amigos. O massacre ocorreu entre os próprios indianos: sikhs, hindus e muçulmanos. Parsis, cristãos, budistas e outros grupos minoritários foram poupados.

Gandhi toma posição contra a divisão do território das Índias Britânicas

Gandhi foi o maior adversário da partilha territorial, chegando a dizer, para espanto de Lord Mountbatten, que preferia ver o governo das Índias inteiramente entregue a seu rival político, o muçulmano Jinnah, a assistir à divisão do país. Os hindus do Partido do Congresso entraram em pânico e, obviamente, não acompanharam a proposta do Mahatma, que se mostrou grande protetor das minorias muçulmanas e realizou históricos jejuns pela paz entre islâmicos e hindus. Gandhi chegou, inclusive a forçar o novo governo indiano, do qual não fazia parte, a entregar milhões de rúpias que, por direito, pertenceriam aos paquistaneses quando da divisão do Império das Índias. “O dinheiro pertence ao Paquistão? Devolvam!” Seus atos despertaram o ódio da extrema direita hindu mais fanática, que o jurou de morte.

O assassinato de Gandhi

Um inexplicável lapso da polícia indiana permitiu que o extremista Nathuram Godse, que falhara em um primeiro atentado, conseguisse se aproximar de Gandhi na hora da oração e o fulminasse à queima-roupa.
Ironicamente, o homem que mais lutou contra a divisão das Índias foi acusado pelos radicais hindus de ser culpado por ela. Gandhi foi assassinado por um membro de sua própria comunidade; se o criminoso tivesse sido um muçulmano, as represálias contra a população islâmica teriam sido terríveis. O sacrifício do Mahatma causou tal comoção na Índia e no Paquistão que os massacres foram rareando até terminar. Lord Mountbatten também seria assassinado, muito mais tarde, não por hindus ou por radicais muçulmanos, num atentado cometido pelos extremistas católicos do IRA, em 1979, na Irlanda.

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Cinema indiano
Cinema indiano

Um tarde no cinema em Nova Delhi

(trecho do livro “A Vaca na Estrada“)

É preciso reservar

A primeira vez que fui ao cinema assistir a um filme indiano em Delhi, o que, de cara, me surpreendeu, foi ter que reservar lugar, já que os cinemas ficam lotados quando são exibidos determinados filmes. Algumas sessões, em imensas salas de exibição, são vistas por mais de mil pessoas. Fiquei confuso diante da enorme variedade de preços dos ingressos, que mudavam segundo a localização e o tipo de poltrona: plateia, balcão, camarote. Essa diferença permite aos pobres, pagando pouco, ver o filme – e, aos ricos, manter a “plebe” afastada de si.

Chanchadas sem beijos

O filme era uma chanchada com um dos atores mais famosos do cinema indiano, um verdadeiro herói nacional. Os artistas por lá são quase deuses. Quase todos têm pele muito mais clara do que a maioria da população indiana e, às vezes, olhos claros também, algo raro no país. São “brancos” como os brasileiros de origem europeia. É engraçado também que os astros e as estrelas não se beijem, nem nas cenas mais românticas. Beijo na boca é considerado um ato sexual.

Uma experiência que você não deve perder

Sempre que fui ao cinema na Índia, não estava apenas tentando me distrair, mas principalmente matando a curiosidade e querendo entender um pouco mais a mentalidade do povo. O cinema indiano é uma instituição. Não dá para ir à Índia e deixar de assistir a um filme. Embora a maioria deles seja falada em hindi, com legendas em inglês, e produzida em Mumbai, na chamada Bollywood, há centros cinematográficos em outros lugares, como Bengala e Madras, que produzem filmes em outros idiomas. Em termos brasileiros, seria como se tivéssemos filmes em idiomas “paulista”, “baiano” e “paranaense”.

A Índia é o maior produtor mundial de filmes

O país produz entre 700 e 1.000 filmes por ano! Diretores indianos têm produzido ótimos filmes, como Monsoon Wedding (“Casamento à Indiana”) e Family Name (“Nome de Família”), da diretora Mira Nair. Este último tem por tema o conflito de gerações de uma família indiana fixada nos Estados Unidos. Outra diretora de excepcional valor, que vive no Canadá desde 1973, é Deepa Mehta, cujos filmes, por seus temas polêmicos, têm sido censurados na Índia, onde provocam reações violentas de grupos conservadores. Assim aconteceu com Fire que, por abordar o lesbianismo, teve seu cenário destruído por hindus ultrarreligiosos que ameaçaram também atear fogo nos cinemas que exibissem filmes de Deepa Mehta. O filme Slumdog Millionaire (“Quem quer ser um milionário?”), embora ambientado na Índia, é uma produção britânica. Fez muito sucesso em vários países, entre eles o Brasil, mas não agradou a muitos indianos.

A qualidade pode deixar a desejar

Apesar de os indianos produzirem alguns filmes muito bons, a grande maioria, pelo menos para os nossos padrões culturais, não passa de dramalhões cansativos, repletos de clichês. Há sempre o bom e o malvado, o desajeitado, o herói, a moça rica e cheia de caprichos, o amor impossível. Em um dos filmes a que assisti, a heroína, obrigada a casar-se com o vilão, resolve tomar veneno. Tira então da bolsa um vidro onde está escrito em letras garrafais: Poison. Alguém já viu um vidro desses, a não ser em um desenho animado de Tom e Jerry? A plateia grita. Na hora em que a jovem vai levar o frasco à boca, o herói bonitão chega e arranca-o de sua mão. A plateia aplaude. Duas mulheres, uma fileira à minha frente, soluçam. Para mim, aquilo era mais uma comédia… Foi difícil não rir. Se o fizesse, talvez me expulsassem do cinema. Até mesmo os enormes cartazes que anunciam os filmes são estereotipados: uma mulher sensualíssima, com generoso decote ou um bandido com uma faca ou revólver na mão e uma tremenda cara de mau-caráter.

Bollywood

A inverossimilhança é outra das marcas registradas de Bollywood. Lembro-me de um investigador de polícia, personagem representado pelo veterano superstar Amitabh Bachchan, que utilizava em seu trabalho nada menos do que um Camaro vermelho conversível. Isso em uma época em que os carros no país eram, via de regra, os Ambassadores antigões. Ninguém parava para pensar que nem se economizasse toda sua vida um modesto policial indiano teria meios de comprar um automóvel daqueles. Mas o público não estava preocupado com isso; achava o máximo o herói em seu carrão, quebrando a cara de bandidos.
O gosto pelos musicais predomina. É comum que no meio de uma cena, sem conexão aparente com o enredo, comece uma sessão de música. Todo mundo canta e dança. Depois, sem mais nem menos, o filme continua. That’s Bollywood!

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