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Sobre Positano

Positano, na Costa Amalfitana, pertencente à região italiana da Campânia, é uma cidade feita praticamente na vertical, onde tudo acompanha o relevo e as casas são construídas de maneira inusitada, para ocupar completamente o pouco espaço disponível. Alguns hotéis têm, justamente por causa da topografia, uma planta curiosíssima: você atravessa um corredor, toma um elevador e sobe três andares, depois atravessa outro corredor, toma outro elevador e desce dois andares… Só para chegar ao quarto. Uma loucura!

Em Positano há apenas uma rua na qual a circulação de veículos é permitida. Super estreita e de mão única, ela serpenteia para cima e para baixo e muda de nome três vezes. Estando de carro, se quiser ir para trás, ou seja, para onde a rua não dá mão, você tem que sair de Positano, pegar um trechinho da estrada e pegar a tal rua desde o começo… Por causa disso, o único ônibus que existe é, evidentemente, um circular, aliás muito útil, porque, francamente, encarar todo esse sobe e desce a pé não é para quem está de férias.

A paisagem da baía com o pequeno porto, vista do alto, é espetacular. O mar tem diferentes tons de verde e azul, e ao longe se vê um pequeno arquipélago chamado Li Galli ou Sirenuse, onde moravam as sereias que, com seu canto, atraíram os companheiros de viagem de Ulisses, fazendo com que se atirassem ao mar (ele próprio só resistiu porque amarrou-se ao mastro do navio).

Por ser uma antiquíssima vila de pescadores, Positano tem outras lendas além dessa história de sereias, como a do ícone bizantino da Virgem Maria que está na Chiesa di Santa Maria Assunta, pertinho do mar. Dizem que essa imagem estava em um barco vindo do Oriente e, quando o barco chegou próximo da vila, uma calmaria impediu o prosseguimento da viagem. Então os marinheiros ouviram a voz da Virgem dizendo “Posa, posa!” (“Pousem, pousem!”) e entenderam que ela queria ficar ali em Positano. Eles conseguiram levar o barco em direção à vila, entregaram o ícone aos moradores e seguiram viagem tranquilamente. Mito ou realidade, não há dúvida de que o ícone que está na igreja é bizantino.

Na Positano moderna, a região mais próxima à praia é área só de pedestres. É lá que rola o agito turístico e onde ficam muitos restaurantes e lojas, a maioria delas de roupas femininas de alto verão (coloridas, bonitas e caras!). Depois de ter sido frequentada nos anos 1950 pelos ricos e rebeldes da dolce vita italiana, a cidade é hoje um ponto quase obrigatório para turistas do mundo inteiro, seja só para passar um dia e conhecer, seja para hospedar-se e dar-se ao luxo de ficar uns dias relaxando e apreciando a paisagem de um dos lugares mais bonitos e charmosos do planeta.

Como ir a Positano

Em Nápoles, pegue a A3 e, depois de Angri, a estradinha secundária em direção a Ravello e Amalfi.

Hotéis em Positano

Escolha e reserve seu hotel em Positano

Melhor época em Positano

Positano pode ser visitada o ano todo, mas o auge do verão e o auge do inverno não são tão agradáveis como o outono e a primavera. Saiba mais sobre a melhor época para viajar pela Itália

Mapa de Positano

Sobre Sorrento

A vocação turística de Sorrento, na Costa Amalfitana da Itália, remonta à época do Grand Tour, quando foi “descoberta” por Byron, Keats, Goethe, Wagner, Ibsen e Nietzsche. Até hoje Sorrento é perfeita para simplesmente descansar e sentir o gostinho de estar em um lugar encantador, onde o aroma das laranjeiras e limoeiros e a brisa do mar substituem a fumaça dos ­automóveis.

A cidade fica no alto de um penhasco à beira-mar. Descendo, você chega ao porto, onde há restaurantes especializados em frutos do mar. Dali, podem ser feitos passeios de barco para lugares próximos.

Mapa de Sorrento

Como ir a Sorrento

Carro

Utilizando a SS145 e a A3, os quase 50 km que separam Nápoles de Sorrento podem ser percorridos em aproximadamente 1h. Sorrento fica apenas a 16 km de Positano  pela SS163, mas a viagem, por vias estreitas e sinuosas, às vezes, com muito trânsito, é demorada; no mínimo 0h30.  De Amalfi (30 km), pela SS163, que acompanha a costa, conte pelo menos 1h.

Ônibus

Linhas regulares de ônibus da companhia Sita ligam Sorrento a Positano, Amalfi e Nápoles.

Barco

São mais numerosos no verão. No inverno, o serviço pode ser interrompido se o mar estiver agitado. Há linhas regulares de barcos entre Sorrento, Nápoles, Salerno e  as ilhas do Golfo de Nápoles, como Ischia e Capri. Há linhas também para Amalfi e localidades da Costa Amalfitana.

Hotéis em Sorrento

Escolha e reserve seu hotel em Sorrento

Sorrento fica perto de Positano e de outras localidades da Costa Amalfitana. Se não encontrar hotel na cidade, risco que se corre na alta estação se não tiver reservado com antecedência, tente outras opções:

Escolha e reserve seu hotel em Positano

Escolha e reserve seu hotel em outras localidades da Costa Amalfitana

Nosso parceiro Booking.com é um meio fácil e seguro de reservar seu hotel ou apartamento em cidades no mundo todo. Você não tem trabalho algum e provavelmente conseguirá preços melhores. E não paga nada a mais por isso! Você pode pesquisar ofertas entre uma enorme variedade de estabelecimentos.

Melhor época

O verão, bastante quente, é lotado de turistas, sobretudo do norte da Europa. Estacionar, mesmo pagando, pode ser difícil. No inverno, embora o frio não seja  intenso, o mar,  mais agitado, pode provocar a interrupção das linhas regulares de barco para Capri, Nápoles e outras localidades. Primavera e outono tem temperaturas agradáveis. No final do outono as chuvas são mais frequentes. Saiba mais sobre a melhor época para viajar pela Itália

Atrações em Sorrento

No centro histórico, você não pode deixar de conhecer o graciosíssimo Chiostro di San Francesco (Claustro de São Francisco), que foi parte de um antigo mosteiro, e a Catedral, com várias obras de arte e o batistério onde foi batizado o poeta Torquato Tasso, do qual os sorrentinos muito se orgulham.

Museo Correale di Terranova

Via Correale, 48. Está instalado em uma mansão do século XVIII, em meio a um bonito jardim, e tem obras de arte e decorativas (cristais, porcelanas etc.) de diversas épocas, desde achados arqueológicos até peças da Idade Moderna.

Passeios de barco

De Sorrento você pode, de barco, fazer passeios até as principais localidades da Costa Amalfitana, como Amalfi e Positano, e ir a outros lugares próximos, como Nápoles, Capri e Ischia. Aliás, de barco, você terá, do mar, uma vista panorâmica daqueles rochedos abruptos, com a estrada escavada na montanha e as casinhas brancas nas encostas.

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens
Sul da Itália em imagens
Norte da Itália em imagens

De Amalfi a Pompeia e Herculano

Sempre conservando nossa base em Amalfi, resolvemos guardar um dia para visitar Pompéia e outro para Herculano. Existem dois caminhos para se alcançar os sítios aqueológicos soterrados pelo Vesúvio. Um deles via Ravello pela SP1 até a auto-estrada A3, direção Nápoles. O outro é descendo a Costa Amalfitana até Vitri Sul Mare: você pega esquerda e segue a indicação a A3 mais para o sul. Esse caminho é mais longo, mas você roda principalmente pela A3, autoestrada de alta velocidade.

O mesmo caminho vale para Pompéia e Herculano, já que os dois sítios são bem próximos. Resolvemos ir a Herculano pelo caminho mais demorado (e também mais perigoso…) pela estrada da costa só para apreciar as vistas maravilhosas.

Pompeia

Pompeia é o sítio arqueológico romano mais importante do planeta. Era uma cidade relativamente grande no início da Era Cristã, com uma população estimada de 20 mil habitantes.

Sempre há turistas em Pompéia, mas nessa época do ano o sítio não estava lotado. Pudemos, sem pressa percorrer seu fórum, o circo, as termas, tavernas, residências nobres e até mesmo visitar um Lupanar (bordel) da época, com algumas decorações eróticas. Em frente ao Lupanar deparamos com um grande grupo de turistas esperando sua vez para visitar um dos locais que desperta mais curiosidade nos visitantes de Pompéia… Os famoso afrescos eróticos estão mal preservados. Em Pompéia é possível igualmente ver os moldes de corpos de pessoas que morreram em segundos, atingidos por uma nuvem piroclástica. A visão de pessoas abraçadas no momento da morte, mães agarradas a seus bebes é meio chocante.

O Vesúvio, o vulcão que soterrou a idade romana é facilmente visto de Pompeia, como pano de fundo. Tem o aspecto tranquilo de uma montanha. Essa paz é, entretanto, aparente, o vulcão continua ativo e uma nova erupção pode ocorrer a qualquer momento. Pompéia precisa de mais tempo para ser visitada do que Herculano. São ruas inteiras, com construções dos dois lados. Você anda muito, horas seguidas. O calçamento é muito irregular, é fácil tropeçar. O ideal é tênis. Salto alto é tombo na certa. Saiba mais sobre Pompeia

Herculano (Ercolano)

Herculano, um dos principais sítios arqueológicos romanos, é bem menor do que a vizinha Pompéia, também atingida pela erupção do Vesúvio em 79 d.C., mas mais bem preservada. Junto às ruínas existe estacionamento. Você paga ao sair e o valor depende do tempo que permanecer no parcheggio. Próximo à entrada das ruínas há lugar onde comer ou beber algo. A visita toma umas duas horas apenas porque o sítio, embora bem interessante, é pequeno. Ao contrário de Pompéia e outros sítios, Herculano conservou objetos de uso doméstico de madeira e outros materiais. Algumas casas possuíam ainda suas portas. Herculano foi descoberta e começou a ser escavada quando já existia uma cidade nova construída sobre as ruínas, soterradas sobre muito metros de lava. As escavações começaram a ser feitas sob as construções atuais. Por isso mesmo é curioso que, exatamente ao lado do sítio, separado por uma grade, já existem prédios e construções modernas. Saiba mais sobre Herculano

Mapa de Pompeia e Herculano

A etapa seguinte deste roteiro

Viajando de carro pelo Lácio – Ostia Antica e Roma.

As etapas anteriores

Como planejamos nossa viagem de carro pelo sul da Itália

Viajando de carro pelo Abruzzo  L’Aquila, Sulmona e Scanno.

Viajando de carro pela Puglia – Bari, Polignano a Mare, Ostuni, Lecce e Alberobello.

Viajando de carro pela Basilicata – Matera, Castelmezzano, Melfi e Venosa.

Viajando de carro pela Costa Amalfitana – Amalfi, Positano, Sorrento, Atrani, Ravello, Minori e Maiori.

 

Viajando de carro pela Costa Amalfitana: Amalfi

Estava na hora de seguir rumo ao litoral mediterrâneo e encarar mais uma etapa de nossa viagem, a imperdível Costa Amalfitana que, junto com Alberobello e Matera, foi uma das cerejas do bolo de nossa viagem.

Amalfi, a 160 km de Melfi, percorridos em 2h pela pelas A16/E842, foi uma antiga república marítima. Na Idade Média, concorria com Gênova e Veneza. Hoje é a principal referência turística da Costa Amalfitana.

Mapa da Costa Amalfitana

Apesar de a estradinha escavada na encosta da montanha ser estreita e perigosa, Amalfi nos pareceu uma base ideal para visitar todo o litoral amalfitano (Minori, Maiori, Atrani, Positano e Sorreto) e também, um pouquinho mais longe, Pompeia e Herculano (Ercolano). A cidade, espremida entre o mar e a montanha (como todas elas na Costa Amalfitana), é cortada por uma estreita via central com alguns largos e pracinhas. É nessa via que fica o famoso Duomo de Amalfi, um dos mais belos da Itália. Muitas das ruelas laterais desembocam igualmente em graciosas pracinhas. Muitas delas são ladeiras tortuosas, já que Amalfi conservou seu traçado dos tempos medievais, ou escadinhas. É também nessa rua central que fica o comércio em Amalfi, com lojas que vendem temperos e produtos regionais, como o famoso Limoncello, um licor de limão tão saboroso quanto perfumado.

Foi em Amalfi que concluímos que nossa decisão de viajar na baixa estação fora muito acertada. Sem estrago em nosso orçamento de viagem, ficamos hospedados num excelente hotel. Pegamos um quarto espaçoso e impecável, com um terraço de frente para o Mediterrâneo. O custo normal na alta estação é de 250 euros. Como estava quase vazio nessa época do ano, nos propuserem 80 euros e, se ficássemos mais de dois dias, apenas 70 euros. A diária incluía um café da manhã bastante satisfatório, o melhor em toda nossa viagem. Ficamos em Amalfi cinco dias, visitando cada destino vizinho e desfrutando de um merecido descanso após uma viagem um tanto corrida desde L’Aquila. Veja imagens e saiba mais sobre Amalfi

Sorrento

Sorrento, fica a apenas 32 km de Amalfi, mas é uma viagem de mais de uma hora pela via SS163. que acompanha Costa Amalfitana, onde é impossível correr. Há trechos onde só passa um carro e existem até mesmo, em alguns lugares, faróis que regulam o trânsito nos dois sentidos. Sorrento fica no alto, mas junto do mar, com uma vista panorâmica do mediterrâneo, onde estão os hotéis de luxo. Veja imagens e saiba mais sobre Sorrento

Positano

Positano fica a apenas 16 km de Sorrento pela via SS163, mas a viagem toma quase 40 minutos. Como em toda Costa Amalfitana, é impossível parar na estrada para fotografar. Felizmente existem alguns mini-belvederes onde é possível parar e obter belas fotos. São os únicos lugares onde é relativamente seguro estacionar. Mesmo na baixa temporada, a estrada é movimentada. Aos domingos, a estradinha litorânea é também ocupada por grandes grupos de ciclistas e motociclistas. Estes últimos costumam abusar da velocidade e, às vezes, em curvas fechadas, invadem sua pista sem nenhum constrangimento. Positano é uma cídade quase na vertical, numa encosta que desce até uma pequena área plana junto do mar. Como só moradores podem estacionar nas ruazinhas de Positano, fomos obrigados a pagar um parcheggio privado, não muito barato, de 5 euros por hora (isso fora de estação…). Positano é também famosa pela qualidade de seus restaurantes de frutos do mar. Evitamos pedir um menu completo com entrada e sobremesa, e experimentamos apenas o risoto. Delicioso de fato, mas bem caro. Veja imagens e saiba mais sobre Positano

Minori e Maiori 

Com tempo suficiente, confortavelmente hospedados em Amalfi, pudemos visitar outros povoados vizinhos, como Maiori e Minori. Em Maiori fica a mais longa praia do litoral amalfitano, com quase um quilômetro de comprimento. No verão, fica lotada de banhistas. Oriundos em sua maioria do norte europeu, descem como aves migratórias para o Mediterrâneo todos os verões, em busca de sol e calor… Minori, considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, começou a se desenvolver a partir do século VII.  Minori tem arquitetura típica das aldeias medievais amalfitanas, com casinhas caiadas em ruas de traçado irregular.

Atrani

A minúscula Atrani, com menos de mil habitantes, é grudada em Amalfi. Você só percebe que chegou a Atrani por causa da placa com o nome do vilarejo. Como outras localidades da Costa Amalfitana, Atrani fica espremida entre o mar e a montanha. Novamente tivemos dificuldade em estacionar e tivemos que deixar o carro no pátio de uma casa que nos cobrou 3 euros para deixar o veículo ali e perambular a pé pela cidadezinha. O lugarejo tem como centro a Piazza Umberto I, perto do mar. A cidade é tão graciosa quanto Amalfi, mas realmente minúscula.

Ravello

Ravello é uma cidadezinha que se estende sobre mar ao alto de um platô, onde fica seu centro histórico. A estradinha, montanha acima, é difícil de encarar. Para evitar a dificuldade em estacionar, encostamos  a uns 500m da entrada da cidade, num local permitido, e continuamos a subida a pé. É no alto, junto do mar, que acontecem seus famosos festivais de música. Ali, não perdemos a oportunidade de revisitar os jardins magníficos da Villa Cimbrone e da Villa Rufolo. Veja imagens e saiba mais sobre Ravello

As etapas seguintes deste roteiro

Viajando de carro para Pompeia e Herculano – Os sítios arqueológicos de Pompéia e Herculano, perto de Nápoles

Viajando de carro pelo Lácio – Ostia Antica e Roma.

As etapas anteriores

Como planejamos nossa viagem de carro pelo sul da Itália

Viajando de carro pelo Abruzzo  L’Aquila, Sulmona e Scanno.

Viajando de carro pela Puglia – Bari, Polignano Al Mare, Ostuni, Lecce e Alberobello.

Viajando de carro pela Basilicata – Matera, Castelmezzano, Melfi e Venosa.

 

Como planejamos nossa viagem de 25 dias de carro pelo sul da Itália

por Lúcio Martins Rodrigues

Comecei a planejar nosso roteiro meses antes do embarque. Edu Rodrigues, que também adora fotografar e viajar, topou a aventura quando o convidei. Já fizemos viagens juntos na Europa, Ásia e América do Sul.

Precisávamos discutir: época do ano, trajeto, meio de transporte, hotéis etc. Quanto mais cedo decidíssemos, menos pagaríamos.

Época do ano para viajar para o sul da Itália: a opção pela baixa estação

Por vários motivos, inclusive para economizar, já que nossa viagem duraria quase um mês e o euro está caro, preferimos viajar na baixa estação. Além disso, na alta estação está tudo lotado, faz calor excessivo no sul da Itália e o movimento nas estradas é maior. Como curtimos paisagens de outono, marcarmos a viagem para o começo de novembro. O único senão é que, nessa época, os dias são mais curtos. Por isso planejamos que sempre acordaríamos cedo, tomariamos café e já sairíamos para passear, como forma de aproveitar melhor o dia.

Passagem aérea para a Itália

Pesquisando com meses de antecedência, achamos promoções tentadoras. Conseguimos passagens em um voo direto São Paulo-Roma pela Alitalia, em classe econômica, por U$ 600 dólares, parcelados no cartão em 10 vezes. Havia opção por U$ 550, via Madri, mas é uma viagem mais longa e estressante, com horas e horas de espera em aeroporto. aeroporto. Voos com escalas na Europa só compensam quando a diferença de preço é muito significativa.

O que visitar no sul da Itália

A etapa seguinte foi selecionar os locais que queríamos visitar. É o que os franceses chamam de excès de choix. É tanta coisa que vale a pena ver que a gente se perde.  Por isso mesmo fizemos um cronograma de viagem básico, um roteiro que poderia ser modificado conforme a vontade, o clima e os acontecimentos. Desceríamos em Roma, no aeroporto de Fiumicino, tendo um carro já reservado numa locadora. Resolvemos deixar para visitar Roma para o final da viagem. Inicialmente iríamos tomar a direção do Adriático e dormir em L’Aquila, no Abruzzo.

Nosso roteiro incluiria Scanno, Sulmona e Chieti, ainda no Abruzzo. Depois, via Pescara, desceríamos o litoral do Adriático para visitar a Puglia. Selecionamos na região da Puglia lugares como Bari, Polignano a Mare, Ostuni, Lecce e Alberobello. Depois, iríamos para a Basilicata, onde ficam Matera, Castelmezzano, Melfi, Venosa e outras pequenas cidades.

A etapa seguinte seria a Costa Amalfitana, já na região da Campânia, no litoral oeste do país, onde ficam Amalfi, Positano, Sorrento, Ravello e outras cidadezinhas.

Da Costa Amalfitana, daríamos uma esticada até Ostia Antica, ao lado do Aeroporto de Fiumicino, onde, quase uma semana depois, teríamos que devolver o carro. Teríamos tempo, portanto, de ir a Roma, bem do lado. Preferimos nos hospedar ali do que em Roma por ser uma opção muito mais econômica.

Mapa da Itália

Meio de transporte no sul da Itália: porque preferimos o carro

Embora nunca aluguemos carro para ficar em cidades como Roma, Paris e outros grandes centros europeus, para percorrer o interior de países e visitar lugares pequenos o carro é o meio de transporte ideal.  O automóvel nos permite ganhar tempo e nos dá uma grande agilidade de movimentos. Pesquisando com antecedência, você acha bons preços e promoções em locadoras. Optamos por um pequeno Citroën.  Atenção: a carta de habilitação nacional e também a internacional nos foram exigidas.

O importante nesses carrinhos econômicos é saber o tamanho do porta-malas. Geralmente é diminuto. Por isso, leve malas pequenas. Viajamos sempre com o mínimo de bagagem: duas malas de rodinhas pequenas  e duas mochilas também pequenas, como bagagem de mão. Recomendamos que racionalize o espaço. Veja as dicas sobre Bagagem.

Outro motivo de escolher carro pequeno é a dificuldade para se estacionar. Quanto maior o carro, mais difícil de encontrar uma vaga, já que muitas cidades italianas são um labirinto de estreitas ruelas medievais. Os centros históricos são reservados aos moradores. Os estacionamentos são caros. Nas ruas quase sempre há parquímetros que funcionam com moedas. É bom conservar bastante moedinhas. Precisará delas para utilizar os parcheggi (estacionamentos).

Para nos orientar, compramos chips italianos para nossos celulares, para poder acessar internet e GPS (Google Maps,  Waze etc.)  É bom avisar: esses aplicativos são úteis, mas não perfeitos em lugar algum do mundo. Chips pré-pagos podem ser comprados no aeroporto de Guarulhos, mas nos aeroportos italianos você pagará a metade do preço. No aeroporto de Fiumicino, que é o de Roma, o balcão de vendas fica bem perto do centro de informações turísticas situado no térreo, no desembarque. O passo seguinte é comprar, no segundo andar do Fiumicino, em uma livraria, um mapa da Itália. Recomendamos ter um mapa rodoviário em papel. Pelo menos para você visualizar melhor seu roteiro e situar cada destino.

Como escolhemos e reservamos os hotéis

Consideramos que é sempre bom, quando se desembarca em um aeroporto, ter um hotel reservado, nem que seja para a primeira noite. Não reservamos as noites seguintes, porque queríamos ter certa flexibilidade em nosso roteiro e poder ficar um dia  a mais ou a menos em uma cidade. Depois de L’Aquila, onde de São Paulo já tínhamos reservado o Hotel Federico II, foi fácil ir reservando hotel para as etapas seguintes pelo Booking, nosso parceiro, por meio do próprio site do Manual do Turista.

Escolha e reserve seu hotel

L’Aquila –  Alberobello –  Amalfi – Bari – Chieti  – Costa Amalfitana – Herculano –  Lecce  Matera – Melfi  Ostia Antica Polignano a Mare – Pompeia  – Positano Roma – Scanno Sorrento – Sulmona  – Venosa

Nosso roteiro pelo sul da Itália

Passamos por tantos lugares interessantes, com tanta coisa para ver e fazer, que tivemos que dividir o relato dessa viagem em diversos posts. Para facilitar, cada post trata de uma das regiões italianas que visitamos, exceto no caso da Costa Amalfitana e de Pompeia e Herculano, que ficam todoos na região da Campânia.

Acompanhe nossa viagem na sequência:

Viajando de carro pelo Abruzzo  L’Aquila, Sulmona e Scanno.

Viajando de carro pela Puglia – Bari, Polignano Al Mare, Ostuni, Lecce e Alberobello.

Viajando de carro pela Basilicata – Matera, Castelmezzano, Melfi e Venosa.

Viajando de carro pela Costa Amalfitana – Amalfi, Positano, Sorrento, Atrani, Ravello, Minori e Maiori.

Viajando de carro para Pompeia e Herculano – Os sítios arqueológicos de Pompéia e Herculano, perto de Nápoles

Viajando de carro pelo Lácio – Ostia Antica e Roma.

Giardini di Augusto, Capri, Campânia, Itália

Sobre a Campânia

A Campânia, cuja capital, Nápoles, é a maior cidade do sul da Itália, tem clima agradável e um litoral extenso e belíssimo. Inicialmente ocupada pelos gregos, que ali estabeleceram diversas colônias, foi logo incorporada ao poderoso Império Romano e posteriormente caiu sob o domínio de normandos, espanhóis e franceses até a unificação da Itália. Hoje, a Campânia é uma das regiões mais populosas do país. Alguns dos destinos turísticos mais importante da Itália ficam na Campania: Napoles • Capri • Ischia • Procida • PompeiaHerculano e o Vesúvio • Sorrento • Positano • Costa AmalfitanaAmalfiRavello • Salerno • Pesto • Caserta • Pozzuoli

Mapa da Campania


Com todas essas diferentes influências e paisagens de tirar o fôlego, a Campânia é interessantíssima para o viajante. A baía de Nápoles é realmente linda – comparável à baía de Guanabara –, e seu litoral oferece passeios inesquecíveis, como as ilhas de Capri, Ischia e Procida, e as cidadezinhas de Sorrento, Positano, Amalfi e Ravello, na famosa Costa Amalfitana. A inigualável Pompeia, cidade romana soterrada por uma erupção do vulcão Vesúvio, é o mais importante sítio arqueológico da Europa, mas a Campânia tem outros de grande relevância, como Herculano, também da era romana, Pesto e Pozzuoli, ambos do período grego.

Todos esses lugares são tão atraentes que muita gente deixa de conhecer Nápoles, o que pode ser um grande erro, uma vez que a cidade tem não só um museu arqueológico que é dos mais ricos do mundo, mas também castelos, palácios, charmosos recantos à beira-mar e um centro histórico cheio de joias do período barroco. Perto da capital, a Campânia tem até mesmo um imenso palácio real construído especialmente para concorrer com a Versalhes dos Luíses franceses: é Caserta, lembrança eterna dos tempos de glória em que Nápoles foi capital do Reino das Duas Sicílias e morada de grandes nomes da arte, da ciência e da história ocidentais.

Vídeo: a região de Campania

Como ir

Há voos de Roma, Milão, e outras cidades italianas direto para Nápoles, a capital da Campânia. Existem também boas ligações ferroviárias e rodoviárias com todo o país.

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Hospedagem

Escolha e reserve seu hotel em Nápoles, Positano, Sorrento e outras cidades da Campânia

Escolha e reserve seu hotel em outras regiões italianas

Melhor época

Evite o auge do verão, sobretudo o mês de agosto. O frio no inverno é suportável. Mas a melhor época para sua viagem pela Campânia é a primavera e o outono.

Como conhecer a Campania: transportes

Os pontos de interesse turístico da Campânia ficam a distâncias relativamente curtas de Nápoles. É muito fácil se deslocar entre eles.

Trem

A principal linha de trem é a que sai de Roma e passa por Nápoles, seguindo depois para Salerno e outras cidades do sul da Itália. A principal estação de Nápoles é a Centrale, na Piazza Garibaldi. Existem ainda linhas regionais, como a que leva a Caserta e a Circumvesuviana (estação no subsolo da Centrale), com trens para Pompeia, Herculano e Sorrento.

Carro

Se optar pelo carro, é bom lembrar que embora existam ótimas autoestradas, os roteiros mais pitorescos na Campânia são aqueles que percorrem a Costa Amalfitana por vias estreitas e perigosas. Muito cuidado. Existe a opção mais cara, confortável e segura de alugar um carro com um motorista experiente. As melhores agências de viagens podem providenciar isso para você.

Barco

Todas as cidades turísticas litorâneas e as ilhas da região são servidas por linhas regulares de barcos de diferentes tamanhos e graus de conforto. Com exceção dos velozes aliscafos, que são fechados, os barcos proporcionam uma vista privilegiada da costa e das ilhas e são uma delícia nos dias de bom tempo, quando você pode aproveitar para tirar fotos e sentir a brisa do Mar Tirreno. Os barcos possuem toaletes e muitos deles têm lanchonetes onde você pode comprar sanduíches e bebidas. Nos barcos menores, o balanço do mar pode incomodar um pouco.

Ônibus

Onde o trem e o barco não chegam (como a pequena cidade de Ravello), há a opção do ônibus. Toda a Campânia tem linhas regulares de ônibus entre as cidades. A principal companhia é a UNICO CAMPANIA (em Nápoles: 081/5513109 | 081/5514414)

Conheça mais sobre a Itália

Itália (Introdução)  Centro da Itália  Norte da Itália  Sul da Itália

Matérias especiais

A origem dos sobrenomes italianos | Quem inventou a pizza?
A sociedade na época do Império Romano | Para entender a Itália
Os italianos | Guiar na Itália: vivendo e aprendendo | Os papas
Arte erótica do Gabinetto Segreto do museu arqueologico de Nápoles

A Itália em imagens

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Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Herculano: lugar de veraneio da elite romana

Herculano (em italiano, Ercolano), antigo porto e local de veraneio dos romanos ricos, foi, como Pompeia, destruída pela erupção do Vesúvio. Mas ao contrário de sua vizinha, que sucumbiu pela nuvem piroplasmática, Herculano foi soterrada por uma torrente de lama escaldante de barro, cinzas e poeira que se abateu repentinamente sobre a cidade.

Mapa de Herculano (Ercolano)

Como ir para Herculano

Carro

É pertíssimo de Nápoles (13 km). Pegue a A3.

Trem

De Nápoles, os trens da Ferrovia Circumvesuviana partem do subsolo da estação central, na Piazza Garibaldi. A viagem demora 11 minutos. Desça na estação Ercolano. A entrada das ruínas fica a uns 500 metros dali.

Melhor época

Primavera e outono. Evite o auge do verão. Faz muito calor e o sítio arqueológico fica lotado.

Atrações turísticas em Herculano

Seus edifícios encontram-se em melhor estado de conservação que os de Pompeia, principalmente as partes em madeira. Você verá que existem diversas casas com andares superiores e tetos conservados. As mais interessantes são a Casa do Atrio a Mosaico, a Casa Sannitica, a Casa del Tremezzo Carbonizzato, a Casa dei Cervi, a Casa del Mosaico de Nettuno e Anfitrite e a Casa del Bicentenario, onde foi encontrada uma cruz, um dos mais antigos exemplos da presença cristã no mundo romano. Entre os edifícios públicos, destacam-se as termas, divididas em dois setores: o masculino, com o frigidarium para água fria, o tepidarium, com água morna, e o caldarium, com água quente; e o feminino, apenas com instalações para água morna e quente.

Na entrada, é fornecido gratuitamente um mapa do local. Dentro da zona arqueológica, bem menor que a de Pompeia, há certos confortos, como lanchonete, toaletes e uma livraria.

O Vesúvio

Reserve pelo menos uma tarde ou uma manhã – acordando cedo. Da estação de Ercolano, há um ônibus até o local onde os carros estacionam. Depois você terá que subir a pé até a cratera.

Curiosidades sobre o Vesúvio

O Vesúvio, com 1277m de altura e situado a aproximadamente 12 km de Nápoles, é estudado atentamente, pois milhares de pessoas vivem nas cercanias da cratera e não se exclui a possibilidade de uma erupção devastadora, capaz de atingir todo o Golfo de Nápoles. De fato, muitos napolitanos olham com certa apreensão a imagem inconfundível dessa montanha com suas duas corcovas.

Houve várias erupções nos últimos dois mil anos (em 202, 512, 785, 993, 1036, 1139, 1306, 1500, 1631, 1794, 1870, 1899, 1906 e a última, em plena Segunda Guerra Mundial, em 1944). Uma das piores foi a de 1906, quando a lava chegou a Nápoles, destruindo casas e prédios e matando muitas pessoas. Você verá a cratera com algumas fumacinhas. Muito interessante para quem nunca viu um vulcão de perto, mas a visita é um tanto cansativa.

Dica

Use calçados fechados e sem saltos, de solado que não escorregue. Leve um pulôver, mesmo que no nível do mar esteja fazendo calor.

Site de turismo sobre Herculano

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Sobre Ravello, a cidade da música

Conhecida como “a cidade da música”, Ravello é um dos lugares mais bonitos de toda a Itália. Ela tem a particularidade de ficar bem no alto de uma montanha, mas de frente para o mar, de um lado, e de outro para o belíssimo Vale do Dragão, todo cultivado com vinhas e olivais. Cheia de ruazinhas e escadarias, a cidade parece esquecida no tempo e – fora da temporada musical – não é lotada de turistas.

Mapa de Ravello

Como ir a Ravello

Avião

O aeroporto mais perto é o de Nápoles

Veja passagens aéreas e pacotes

Carro 

Chega-se a Ravello pela estradinha sinuosa e estreita que sai de Amalfi. São 5 km que você leva pelo menos meia hora para percorrer. Você deverá deixar seu carro em um estacionamento na entrada da cidade.

Ônibus 

Há ônibus diretos de Salerno, Amalfi e Nápoles.

Hospedagem

Ravello é uma cidade relativamente pequena, com alguns hotéis sofisticados, sobre um promontório, de frente para o mar. As  opções mais econômicas ficam no centro. Como Ravello é sede de festivais de música clássica, durante esses eventos é quase impossível encontrar hotel sem reservar antes.

Escolha e reserve seu hotel em Ravello

Melhor época

De abril a outubro, pulando agosto, se possível. Veja dicas sobre a época ideal para visitar a Itália

Vídeo de turismo sobre Ravello, na Itália

Atrações turísticas em Ravello

Società dei Concerti di Ravello

Quem quer assistir a concertos em Ravello pode se organizar com antecedência, consultando a programação – e até comprando os ingressos, se quiser – pelo site da Società dei Concerti di Ravello . A maioria dos concertos acontece nos jardins da Villa Rufolo, mas alguns são realizados na Conca dei Marini, no caminho entre Amalfi e Positano. Società dei Concerti di Ravello

Duomo e Museu

Piazza Duomo. A catedral de Ravello, dedicada a San Pantaleone (São Pantaleão), foi construída no século XI e reformada no século XVIII. Sua fachada sóbria não impressiona muito, mas preste atenção na porta de bronze, toda trabalhada em relevo. O magnífico púlpito é revestido de mosaicos coloridos ao estilo amalfitano, que aliás existem por todo o interior da igreja. Na cripta funciona um pequeno museu de obras de arte medievais. A maior atração é o busto de Sigilgaida Rufolo, mulher de Nicoló Rufolo, que financiou a construção do Duomo. Duomo e Museu

Villa Rufolo

Piazza Vescovado. Os Rufolo foram uma família muito rica e importante de Ravello durante a Baixa Idade Média. Eram mercadores, comercializavam por todo o Mediterrâneo e tinham grande interesse no intercâmbio de culturas. A mansão que eles construíram é prova disso: ela mistura diferentes estilos, como uma torre gótica, um pátio mouro e um claustro normando. Só a vista do jardim da Villa Rufolo para o mar já vale a visita. É ali que são apresentados os famosos festivais de música clássica de Ravello. Não poderia haver palco melhor, com aquele mar azul imenso como fundo e as luzes da Costa Amalfitana espalhadas do litoral até as encostas da montanha. O jardim é em terraços que vão descendo em direção ao mar. Villa Rufolo

Villa Cimbrone

Via Santa Chiara, 26. Entre o mar e o Vale do Dragão, a uns 20 minutos de caminhada da Piazza Duomo, está a linda Villa Cimbrone, outra antiga mansão de nobres de Ravello. Abandonada, foi integrada durante algum tempo ao Mosteiro de Santa Clara, quase ao lado. No século XIX, um lorde inglês da turma dos que faziam o Grand Tour descobriu a villa, apaixonou-se, comprou-a, restaurou-a e embelezou ainda mais seus jardins. A partir daí, o lugar passou a hospedar gente chique, culta e famosa, como D. H. Lawrence, Winston Churchill e Greta Garbo, que ali viveu seu romance (na época secreto) com Leopold Stokowsky. Villa Cimbrone

Hoje a Villa Cimbrone é um hotel discretíssimo e quase isolado do mundo – onde você também pode viver seus dias de “I want to be alone”, se for o caso… Mesmo assim, os jardins estão aces­síveis aos não-hóspedes. Logo na entrada, fica um pequeno claustro, de um charme excepcional, com obras interessantíssimas nas paredes, como um baixo relevo que retrata os sete pecados capitais. Os jardins, decorados com estátuas de deuses e outras figuras da Antiguidade clássica, levam a um terraço que se debruça, a centenas de metros de altura, sobre o azul profundo do Mediterrâneo. Sensacional! Ao ir ou voltar da Villa Cimbrone, dê uma parada no Convento de San Francesco para conhecer seu gracioso e tranquilo claustro.

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Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

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Sobre Amalfi a pérola da costa à qual dá nome

É tão pequena e quase tranquila (se não fossem tantos turistas…) que fica difícil acreditar que há uns mil anos ela foi uma importantíssima repubblica marinara. Pois é, a república tinha até moeda própria e comercializava com o Oriente, concorrendo com Gênova, Pisa e Veneza. Através das famosas Tábuas Amalfitanas, Amalfi instituiu o primeiro Código de Direito Marítimo do mundo. A cidade também se orgulha de ser a pátria de Flavio Gioia, “inventor da bússola”. (Na realidade, ele apenas aprimorou o uso que os chineses já davam à agulha imantada como instrumento de localização dos pontos cardeais.)

Mapa de Amalfi

Como ir a Amalfi

Veja preços de passagens aéreas e pacotes

Avião

O aeroporto mais perto é o de Nápoles

Carro

Em Nápoles, pegue a A3 e, depois de Angri, a estradinha secundária em direção a Ravello e Amalfi, ou vá até Positano e depois siga em direção a Amalfi. A outra possibilidade é, de Sorrento, pegar a S163.

Ônibus 

Há ônibus de Nápoles, Salerno e Sorrento.

Barco 

De maio a setembro, há barcos de Nápoles para Amalfi, Salerno, Sorrento, Positano, Capri e Ischia.

Hospedagem

Procure hospedar-se no centro histórico e proximidades.

Escolher e reservar seu hotel em Amalfi

Melhor época

Primavera e outono ou mesmo o começo do inverno. O sul da Itália é quente. Veja detalhes sobre a melhor época para viajar pela Itália.

Vídeo sobre turismo em Amalfi. (Abrange também Capri, acessível de barco a partir de Amalfi)

Atrações turísticas em Amalfi

Os tempos de glória de Amalfi são lembrados na Regata das Antigas Repúblicas Marítimas, que se realiza na cidade a cada quatro anos, com barcos e roupas da época.

Como as demais cidades litorâneas da região, Amalfi fica espremida entre rochedos e o mar cor de esmeralda que faz a fama da Costa Amalfitana. Suas ruazinhas de casinhas brancas interligadas no alto formam, em alguns pontos, verdadeiros túneis; em outros transformam-se em escadarias e labirintos deliciosos para passear. Na Piazza Duomo e arredores, restaurantes, sorveterias e lojas fazem a festa de quem quer curtir e descansar sem nenhuma preocupação. Experimente o vinho local, o Solopaca rosso (um DOC por um bom ­preço!).

A poucos quilômetros de Amalfi ficam Maiori e Minori e, entre Amalfi e Positano, está Praiano. Conhecer essas três cidadezinhas à beira-mar é um passeio bastante agradável para quem tem tempo.

Duomo

End.  Piazza del Duomo. O duomo de Amalfi, do século X, fica no alto de uma portentosa escadaria e chama a atenção por sua imponência. Sem exagero, é uma das mais bonitas igrejas de toda a Itália. O edifício passou por diversas transformações, mas recuperou, no século XIX, o estilo original da fachada de pedras coloridas, com forte influência oriental. Repare na delicadeza de linhas de seus arcos e no telhado românico que contrasta com a torre, cuja cúpula é completamente bizantina. Na porta de bronze da entrada, a cabeça de Santo André está dourada e brilhante, enquanto o restante das figuras se mantém opaco e escuro. É fácil saber porquê: dizem que dá sorte tocar na imagem do santo, que está enterrado na cripta da catedral. Pela entrada, à esquerda, chega-se ao Claustro del Paradiso, construído na segunda metade do século XIII. Nesse claustro, cuja arquitetura tem forte influência árabe, há sarcófagos bem antigos, com inscrições em latim. Em uma delas, um tal de Octavius afirma ter sido vero, certus e optimus. (Ele era modestus, também!). A sacristia abriga o tesouro da catedral, com ricas e belas obras. No interior da nave, as colunas quadradas têm desenhos feitos com incrustações em mármores de diferentes cores e tons. Um trabalho lindo e incrível! Outras belas incrustações decoram a cripta de Santo André, no subsolo.

Museo della Carta

End.  Via Delle Cartiere, 24 Outra grande riqueza de Amalfi na Idade Média, além do comércio marítimo, foi a produção de papel (carta). No Valle dei Mulini (Vale dos Moinhos) ficavam várias fábricas (artesanais, claro) de papel, com prensas movidas por moinhos d’água. Uma dessas fábricas funcionou até pouco tempo atrás, e hoje é um museu onde se pode conhecer todas as etapas da fabricação do papel, com instrumentos e máquinas originais. Museu de la Carta

Grotta dello Smeraldo

Fica a 5 km de Amalfi pela S163. Há um acesso pela estrada e um elevador para chegar à gruta. Pequenos barcos também levam visitantes de Amalfi até a gruta. Abre todos os dias das 9h às 16h. 2,60 a. Menos famosa que a Grotta Azzura, em Capri – e, consequen­temente, menos lotada de turistas –, a Grotta dello Smeraldo é tão bonita quanto aquela. Seu nome vem do tom verde-esmeralda das águas. As estalagmites do fundo demonstram que, no passado, a gruta ficava fora d’água. Nela existe um presépio submarino – de gosto meio duvidoso.

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Sobre a Costa Amalfitana

Mapa da Costa Amalfitana

“Vide ‘o mare quant’è bello…”: assim começa uma das mais conhecidas músicas napolitanas, Torna a Surriento (“Volte a Sorrento”). Quem já esteve lá não resiste a esse convite. A Costa Amalfitana, uma das mais lindas do mundo, é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em razão de sua beleza natural. Embora geograficamente Sorrento esteja localizada em uma península onde termina o Golfo de Nápoles, “turisticamente” falando, é parte da Costa Amalfitana, pois em toda essa região predomina a mesma atmosfera especial, vinculada a paisagens de rochedos escarpados à beira-mar. Os tons do Mar Tirreno (parte do Mediterrâneo) e a luminosidade toda particular que envolve a Costa Amalfitana justificam a paixão que as canções napolitanas mais famosas devotam ao mar e ao sol.

Como ir

Como ir a Amalfi

Veja preços de passagens aéreas e pacotes

Carro 

De Nápoles, pegue a A3, saia em Castellammare di Stabia e siga pela S145 em direção sul. De Positano e Salerno utlize a SS163, a estrada costeira. Ela é estreita e tortuosa, seja prudente.

Ônibus 

Há ônibus de Nápoles e também do Aeroporto de Capodichino para Sorrento, Amalfi e Positano. Também há linhas regulares de ônibus a partir de Salerno. Veja preços e horários no site da empresa Sita.

Barco 

Há barcos de Nápoles, de Capri e de outras cidades da Costa Amalfitana para Sorrento, Amalfi e Positano. Em cada localidade, indo té o porto, você verá as placas com as bilheterias de compras de passagem para todo lugar na Costa Amalfitana. No inverno há menos barcos ou eles não saem dos portos se o mar estiver muito agitado.

Hotel na costa Amalfitana

Reserva pelo Booking.com

O Booking.com é um meio fácil e seguro de reservar seu hotel ou apartamento em cidades no mundo todo. Você não tem trabalho algum e provavelmente conseguirá preços melhores. E não paga nada a mais por isso! Você pode pesquisar ofertas entre uma enorme variedade de estabelecimentos.

Escolha e reserve seu hotel na Costa Amalfitana

Melhor época na Costa amalfitana

Evite o auge do verão . No inverno o mar pode estar agitado e tornar impossível  passeios entre as localidades da Costieira. Veja detalhes sobre a melhor época para viajar pela Itália.

Atrações na Costa Amalfitana

Amalfi

A cidade mais graciosa e badalada da Costa Amalfitana é mesmo Amalfi, que estende seu nome à região. Amalfi tem um rico passado. Foi uma  importante republica marinara independente que disputava o domínio do comércio no mediterrâneo com Gênova e Veneza. Amalfi pode também ser uma excelente base para se visitar todo o litoral amalfitano e lugares como Atrani, Ravello, Minori, Maioria, Sorrento e Positano.  Pompéia e Herculano, só vale a pena visitar a partir de Amalfi se você estiver de carro.  Para quem não está motorizado o mais fácil é hospedar-se em Nápoles e tomar o trem. A estradinha é estreita, perigosa, mas tem um visual único, espetacular. Saiba mais sobre Amalfi.

Vídeo de turismo sobre a Costa Amalfitana

Sorrento

Sorrento é uma cidade chique e deliciosa, situada num verdadeiro terraço sobre o mar. Seu centro histórico com ruazinhas cheias de pequenas lojas é um ótimo lugar para passear nos dias de sol. Saiba mais sobre Sorrento.

Positano

Imagine um minúsculo vale espremido entre duas montanhas íngremes à beira-mar. Acrescente uma praiazinha, o Mediterrâneo todo à sua frente e cente­nas de casas coloridas dispostas umas sobre as outras desde a praia até o alto das duas montanhas. Isso é Positano, um destino badalado da Costa Amalfitana, com menos de 4 mil habitantes, mas que tem sua população triplicada no auge do verão.  Saiba mais sobre Positano.

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O principal sítio arqueológico da era romana

Essa é uma visita que você não pode perder, pois em nenhum outro lugar do mundo verá algo igual: uma grande cidade da época dos romanos. Ela foi soterrada pela erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d.C. e tornou-se o maior achado arqueológico da Europa, permitindo a reconstituição nos mínimos detalhes do dia-a-dia de seus habitantes e a compreensão da sociedade na época do império ­romano.

Mapa de Pompeia

Como ir a Pompeia

Veja passagens e pacotes

Carro 

Pela A3 ou pela S18 você chega de Nápoles (16 km) a Pompeia. De Sorrento, utilize a S145. Há um estacionamento (caro) ao lado da zona arqueológica

Trem 

Há trens diretos de Nápoles para Pompeia que partem da estação central, na Piazza Garibaldi, e trafegam pela Ferrovia Circumvesuviana. A bilheteria fica no subsolo da estação. Como existem duas entradas para visitar as ruínas, dá praticamente no mesmo descer na estação Pompei ou na Pompei Scavi. Se descer em Pompei (na cidade moderna), vá a pé pela avenida em frente à estação e vire à direita ao chegar à praça da igreja. Há trens também a partir de Sorrento. A viagem demora entre 20 e 30 minutos.

Vídeo sobre Pompéia, na Itália

Hotéis em Pompéia

Escolher e reservar seu hotel em Pompeia

Melhor época

Primavera e outono. No auge do verão, o calor é insuportável e tem fila até para entrar no sítio arqueológico.  Veja detalhes sobre a melhor época para viajar pela Itália.

Atrações turísticas em Pompeia

Fundada pelos oscos, dominada inicialmente pelos etruscos, depois pelos gregos e finalmente pelos romanos, que impuseram sua língua, sua administração e estilo de vida, Pompeia foi descoberta por acaso, por volta da metade do século XVIII, quando foram feitas as primeiras escavações no local, trabalho que prossegue até hoje.

É verdade que a maioria das casas teve seu andar de cima destruído (algumas tinham até três andares), e poucos telhados foram reconstituídos. Na maioria das vezes, você verá apenas o térreo, ou paredes sem os telhados, muros, colunas, coisas assim, e não edifícios intactos, como alguns às vezes imaginam.

Mesmo assim, a cidade inteira está bastante conservada: há ruas com o traçado original, calçadas, fontes, teatros, termas (banhos públicos), casas, jardins, padarias, tavernas e templos, em muitos dos quais há mosaicos e afrescos.

Como normalmente só se andava a pé pelas ruas das cidades romanas (apenas pessoas realmente importantes podiam percorrê-las a cavalo ou de biga), o abastecimento de alimentos era feito à noite.

Apesar de haver em Pompeia avanços urbanísticos que se perderam durante a Idade Média e só foram recuperados em tempos relativamente recentes, não havia um sistema de esgoto. Mesmo assim, percebe-se que os romanos (os ricos pelo menos!) viviam com bastante conforto. É pena que nem uma só casa tenha sido completamente restaurada, o que dificulta um pouco para o leigo a compreensão da domus romana. Você tem que bancar o arqueólogo e tentar descobrir.

Não espere encontrar objetos em exibição nas ruínas: foi tudo levado para o Museu Arqueológico de Nápoles. Porém, você verá moldes de corpos, tais como foram encontrados pelos arqueólogos, e afrescos e mosaicos em algumas casas.

Porta Marina

Essa era a entrada da cidade: uma passagem em arco rumo ao mar (que ficava mais perto do que hoje), com duas galerias, uma para animais e veículos, outra para pessoas.

Fórum 

Era o centro da vida religiosa, social, comercial e administrativa da cidade, onde todo mundo se reunia para tratar de negócios e de assuntos polí­ticos e judiciários. Não tinha sido ainda completamente restaurado após os estragos provocados pelo terremoto ocorrido 17 anos antes da erupção do Vesúvio. Os edifícios e templos formavam um conjunto monumental. No Fórum Olitorum (mercado de legumes), formado por colunas de tijolos, hoje utilizado como depósito de material recolhido nas escavações, principalmente ânforas e moldes de corpos.

Via dell’Abbondanza

 É uma das ruas principais de Pompeia e vai do Anfiteatro até a Porta Marina (depois do Fórum ela muda de nome e passa a se chamar Via del Mare). Nela e nas travessas adjacentes ficam as principais residências: casas de Loreius Tiburtinus, de Trebius Valens, del Criptoportico, de Ceius, del Menandro, de Giulia Felice, degli Amanti, di Venere e outras, além de lojas e tavernas. Você verá ainda os balcões de mármore em “L” onde eram acondicionadas comidas e bebidas.

Uma das tavernas mais famosas era a de Asellina. No segundo andar havia quartos de aluguel onde a proprietária e as “garçonetes” recebiam fregueses para encontros, provavelmente rápidos, uma vez que lugares assim eram baratos e frequentados pelas camadas populares (a taverna de Asellina teria sido o ancestral da fast-food?). Nessa rua há também uma padaria, ainda com seus fornos, e uma espécie de tinturaria, a Fullonica Stephani, onde os tecidos eram pisoteados em tinas com água e… urina, utilizada em razão de suas qualidades alcalinas, capazes de desengordurar as roupas.

Termas Stabianas 

Entre a rua de Stabios e a Via dell’Abondanzza. É o mais bem conservado dos banhos públicos de Pompeia, ainda com suas salas para banhos frios (frigidarium), mornos (tepidarium) e quentes (caldarium). Você poderá ver, por exemplo, a grande bacia elevada onde a água era aquecida e as salas utilizadas para os banhos, bem como os nichos onde se penduravam as roupas. Os banhos públicos eram divididos em dois setores: para homens e para mulheres (sem comunicação entre eles…).

Termas do Fórum 

O acesso se dá pela rua das termas, onde se chega aos setores masculino e feminino. Essas termas eram as únicas que funcionavam quando da erupção do ano de 79. Pode-se ver o sistema de aquecimento do caldarium e diversos detalhes de seu interior. Numa das peças estão os moldes de dois corpos de pessoas surpreendidas pela erupção.

Grande Teatro 

Os romanos copiaram dos gregos o modelo dos teatros e o gosto pelos espetáculos teatrais. Ir ao teatro era outro dos grandes programas dos romanos, como o futebol ou o cinema hoje. O de Pompeia, com capacidade para cinco mil pessoas, foi construído provavelmente no século II a.C.. Acredita-se que ele podia ser coberto por uma espécie de lona para proteger os espectadores do sol forte.

Odeion (ou Pequeno Teatro)

Menor e mais gracioso que o Grande Tea­tro, com capacidade para umas 800 pessoas, ele era coberto e se destinava principalmente aos espetáculos musicais.

Villa dei Misteri

Acesso pela Via dei Sepolcri. Parcialmente restaurada, é uma grande e luxuosa residência romana um pouco afastada do antigo centro de Pompeia. É muito interessante pela arquitetura e uma das poucas casas da zona arqueológica que se pode visitar por dentro. Nela há afrescos, em boa parte conservados, com cenas que mostram a iniciação nos rituais dionisíacos de uma moça recém-casada. (Notem, jovens senhoras, como as coisas eram mais complicadas naqueles tempos…) Muita gente se aglomera para ver esses afrescos, que são mantidos na penumbra (a luz direta os estragaria). É preciso um pouco de paciência, principalmente na alta estação.

Via dei Sepolcri

Nessa rua, na saída da cidade, há túmulos, alguns incrivelmente conservados, dos dois lados do caminho. Note as inscrições louvando as qualidades morais dos mortos: elas foram redigidas pelos próprios (quando em vida, naturalmente!). Esse era o costume romano. Visíveis a todos os que entravam ou saíam das cidades, os túmulos, além de conterem inscrições com autoelogios (“bom pai”, “morreu sem dever nada a ninguém”, “cumpriu seus deveres de cidadão” etc.), também faziam alusões favoráveis às pessoas queridas (“meu bom filho Fulano”, “minha amada esposa Sicrana”) e acusações aos desafetos (“escravo ingrato”, “Sicrano, um amigo desleal”, “o sócio que me arruinou” etc.).

Orto dei Fuggiaschi 

Seu nome significa “Jardim dos Fugitivos”. Ali estão moldes de corpos de pessoas que tentavam escapar de Pompeia e foram surpreendidas pela nuvem de gás escaldante. Impressionante.

Anfiteatro 

De forma oval, ele tem duas entradas para a arena, onde ocorriam corridas de bigas e combates de gladiadores entre si e com animais selvagens. Esse é o mais antigo anfiteatro romano descoberto e podia receber até 12 mil pessoas. Um sistema de mastros de madeira com tecidos esticados protegia os espectadores do sol.

Palestra Grande

É um enorme ginásio esportivo, ao lado do ­anfiteatro.

Lupanar

Embora houvesse em Pompeia mais de 20 bordéis (inclusive as “lanchonetes” como a de Asellina, a que já nos referimos), o chamado lupanar (“casa das lobas”) foi o único edifício construído especificamente para essa atividade, com cinco pequenos quartos no térreo e mais cinco no andar de cima, cada um com um leito de pedra sobre o qual se colocava um colchão. Na entrada de cada quartinho havia pinturas indicando as diferentes especia­lidades das profissionais ou dos profissionais, geralmente adolescentes.

Dicas 

Conhecer Pompeia é um programa a céu aberto. O calçamento de pedras é irregular e andar muito é inevitável. Use calçados confortáveis, sem saltos, e roupas adequadas à temperatura que estiver fazendo. Leve um guarda-chuva, um boné e uma garrafa d’água. Há dentro de Pompeia uma lanchonete onde comer.

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Capri, a ilha dos imperadores

Quem descobriu os encantos de Capri, há quase dois mil anos, foi o imperador romano Augusto, mas quem lhe deu fama algum tempo mais tarde foi outro imperador, Tibério, cujo nome até hoje está ligado ao da ilha. Ele gostava tanto do lugar que chegou a construir doze villas em Capri e mudava-se constantemente de uma para outra, a fim de despistar os inimigos, pois temia ser assassinado. A fama de Tibério não era das melhores; ele era considerado um homem cruel e levava uma vida dissoluta, a ponto de se dizer que os jovens submetidos a seus caprichos suicidavam-se em seguida, atirando-se ao mar do ponto conhecido como Salto de Tibério.

Mapa de Capri

Como ir a Capri

Veja pacotes e passagens aéreas

Barco

Capri é ligada a Nápoles (40, 50 ou 80 minutos conforme o tipo de embarcação), a Sorrento (25 minutos), a Positano e à ilha de Ischia por linhas regulares de barco operadas por diversas companhias. As passagens são vendidas nos próprios portos dessas cidades. Em Nápoles, a maior parte dos barcos sai do porto Beverello. O desembarque é na Marina Grande de Capri.

Hospedagem

Escolha e reserve seu hotel em Capri

A melhor época

Evite o auge do verão e o inverno. A segunda quinzena de abril, maio, junho, setembro e a primeira quinzena de outubro são meses bons. Veja detalhes sobre a melhor época para viajar pela Itália.

Atrações turísticas

Vídeo de turismo sobre Capri

Vila de Capri

Fica acima da Marina Grande e tem como centro a Piazzetta, ponto de encontro dos habitantes da ilha e de turistas que param ali para uma cerveja ou um café. Não se espante ao deparar na mesinha ao lado com algum artista famoso, um cineasta ou um escritor. A vila é pequena, com ruas de casinhas bonitas, restaurantes e lojas de suvenires, num estilo que lembra um pouco o das ilhas gregas.

Os belvederes

Caminhando pela Via Madre Serafina, você alcança o belvedere de Cannone, com uma linda vista para o mar. No sentindo oposto, pela Via Camerelle, chega-se a outro belvedere, o de Tragara, com vista para os Faraglioni, formações rochosas no mar.

Villa Jovis

Para os que curtem caminhar, há uma subida de 45 minutos até o topo do Monte Tibério, onde se encontram as ruínas de uma das residências do imperador romano Tibério. Pode-se visitar o átrio do antigo palácio, a cozinha, as termas etc., mas saiba que são apenas ruínas, nada comparáveis ao estado de conservação daquelas de Pompeia e Herculano. Mesmo assim, dá para ter uma boa ideia da opulência da “casinha de praia” do imperador!

Arco Naturale

Saindo do centro de Capri pela Via Matermània, entre à direita na bifurcação. O caminho leva a um gigantesco arco natural cavado na rocha pela erosão.

Marina Piccola

Pequeno porto de pesca na costa sul da ilha com uma prainha e uma piscina natural no mar.
Certosa di San Giacomo Abre do amanhecer às 14h. Fecha às segundas-feiras. É um edifício medieval bem conservado, no qual se pode conhecer o claustro, as celas, o refeitório e instalações usadas pelos monges.

Vila de Anacapri

A vila de Anacapri é menor que a de Capri, e também menos cheia de turistas. É um prazer passear pelas ruazinhas mais afastadas do centro, onde os habitantes vão tocando a vida no seu ritmo tranquilo.

Chiesa di San Michele

Piazza San Nicola. É um bom exemplo da arte napolitana do século XVII. Seu interior conserva um belo altar de mármore, pinturas de artistas famosos da época e um rico pavimento em cerâmica maiólica, com cenas da história de Adão e Eva.

Monte Solaro

Subir até o ponto culminante da ilha, a 589 metros acima do nível do mar, é um dos passeios mais gostosos a se fazer em Capri. Você pega um teleférico (seggiovia) de cadeirinha, como esses de estação de esqui. Nada perigoso para adultos, mas desaconselhável para crianças muito pequenas. O trajeto dura aproximadamente 15 minutos: você vai passando sobre vinhas e flores, enquanto desfruta um panorama inesquecível. Leve sua máquina fotográfica. No alto há um bar e um belvedere, com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído. Dá para ver o continente, o Vesúvio, as pequenas enseadas entre os rochedos e aquele mar de tons indescritíveis…

Villa San Michele

Viale Axel Munthe, 34. Um passeio que não se pode perder em Anacapri é a visita à villa construída pelo médico e escritor sueco Axel Munthe no fim do século XIX. Ele mesmo fez a planta dessa mansão, erguida sobre as ruínas de uma villa romana, em um lugar escolhido a dedo, com vista para o Golfo de Nápoles. No verão são realizados concertos de música clássica. Villa San Michele

Scala Fenicia

A trilha à beira da falésia oferece belíssimas vistas da costa. Se você prosseguir pela rua da Villa San Michele chegará a uma imensa escadaria que o conduzirá ao porto de Marina Grande, onde poderá tomar o barco de volta para Nápoles. São cerca de 800 degraus, mas é uma descida, felizmente!

Belvedere de Migliara

A aproximadamente meia hora de caminhada do centro da vila, este ponto no sudeste da ilha tem uma vista panorâmica excepcional.

Passeios de barco

Da Marina Grande partem barcos e lanchas que fazem passeios ao redor da ilha, ou apenas de ida e volta até a Grotta Azzurra.

Grotta Azzurra

 Para entrar, você terá que passar para um barquinho a remo para apenas quatro pessoas (além do marinheiro) e pagar mais 8 a. Dependendo da maré, você precisará praticamente deitar no fundo da embarcação para não bater a cabeça na rocha ao passar pela minúscula entrada. A gruta é realmente maravilhosa, com a luz solar refletindo nas águas de um tom azul como o de uma água-marinha. Parece que Tibério adorava nadar por ali. Mas ele era imperador e você, um mero turista, assim, terá somente um minuto para ver a gruta, pois há uma fila de barquinhos a remo do lado de fora com muita gente esperando. É apenas o tempo para tirar uma foto, o que é bem decepcionante, pois você mal consegue apreciar o lugar. O remador dá uma voltinha na gruta, que aliás é pequena, e já sai pedindo uma gorjeta… O melhor horário para visitar a gruta é por volta de meio-dia.

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Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Maquina fotografica

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Castel Ovo, Nápoles
Castel Ovo, Nápoles

Nápoles, uma cidade com muitas histórias

Nápoles, capital da Campânia, foi fundada pelos gregos, que a chamaram Neapolis, ou “cidade nova”. No século IV a.C. foi incorporada ao Império Romano. A cidade tem uma história turbulenta, marcada por revoltas e insurreições. Depois da decadência do império, foi dominada pelos normandos, pelos godos, pelos suábios (um povo germânico), pelos reis franceses angevinos, pelos reis espanhóis da casa de Aragão e pelos reis franceses da casa de Bourbon. Tornou-se uma república independente, foi conquistada por Napoleão Bonaparte e novamente pelos Bourbons. Finalmente, com a unificação, tornou-se parte da Itália.

Mapa de Nápoles

Como ir para Nápoles

Avião

Não há voos diretos do Brasil. Nápoles tem conexões aéreas com muitas cidades da itália e de outros países europeus. O aeroporto Capodichino fica perto da cidade e uma corrida de táxi até o centro custa em torno de 20 a. Há também ônibus diretos do aeroporto até a Piazza Municipio, no centro.

Veja passagens aéreas e pacotes

Carro

A autoestrada que liga Nápoles a Roma (200 km) é a A1. A A3 sai de Nápoles em direção a Salerno (50 km) e segue na direção sul.

Trem

A estação central, onde chega a maioria dos trens de Roma (1h45 a 3h) e todos os de Sorrento, fica na Piazza Garibaldi. As outras estações são a Mergellina, em um agradável bairro à beira-mar, e a Campi Flegrei, distante do centro. Uma linha de metrô liga as estações Piazza Garibaldi e Mergellina.

Barco

Linhas regulares de barco operadas por diversas companhias ligam Nápoles a Palermo, a Milazzo e às Ilhas Eólicas (na Sicília); a Cagliari (na Sardenha); e a Túnis (na Tunísia, no norte da África). As passagens, vendidas nos portos, devem ser compradas com alguma antecedência.

Hotéis em Nápoles

Os hotéis napolitanos pecam sobretudo por sua localização perto da estação da Piazza Garibandi e  no velho e decadente cento histórico da cidade.   É melhor hospedar-se em bairros como Chiaia, Santa Lucia, Vomero ou nas proximidades da Piazza Municipio. A relação preço-qualidade dos hotéis em Nápoles não é das melhores.

Escolha e reserve seu hotel em Nápoles

A melhor época

Evite o auge do verão,  Faz muito calor em Nápoles e a cidade é invadida por turistas do mundo todo. O inverno, por outro lado é suave, o frio é suportável. Abril e novembro são meses agradáveis. Veja: melhor época para sua viagem pela Itália

Vídeo sobre Nápoles

Atrações turísticas

A mistura de povos e civilizações presente na história de Nápoles deu ao mundo uma importante contribuição cultural e artística em diversos domínios. Para começar, vários soberanos estrangeiros que ocuparam Nápoles (uns queridos, outros nem tanto) embelezaram a cidade e atuaram como mecenas, incentivando a atividade artística e construindo igrejas e monumentos. Desde o século XIV até o período barroco, apesar das constantes tensões políticas, Nápoles continuou sendo um polo de criação que atraiu artistas de renome .

Atrações

O centro histórico

O trecho do centro histórico entre a Via Duomo e a Via Toledo é mais agra­dável, em particular o Spaccanapoli, pois trata-se de uma região mais limpa, com prédios (um pouco mais) bem cuidados. Ficam por ali alguns dos mais belos edifícios históricos da cidade, diversas igrejas e algumas ruínas da antiga cidade grega, e é por isso mesmo que esse bairro é classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O que falta no centro histórico, infelizmente, é conservação.

Quartiere Spagnolo 

É o caso também do Quartiere Spagnolo (bairro espanhol), cheio de ladeiras estreitas e ruelas. Considerado “pitoresco”, “tipicamente napolitano”, com suas roupas penduradas em varais nas janelas, o lugar tem um ar bastante decadente e não inspira muita segurança… Esse lado “típico” de Nápoles é para ser curtido com moderação e de preferência durante o dia.

As áreas nobres

Nápoles, entretanto, tem regiões lindas, como a Riviera de Chiaia, Santa Lucia e as proximidades da Piazza del Plebiscito e da Galleria Umberto I, na Via Toledo. Nessas áreas nobres, onde há uma agradável brisa marítima, ruas arejadas e lojas e hotéis de luxo, o contraste com outros bairros napolitanos é gritante, como se fosse uma outra cidade. E o mar, ah, o mar! O Golfo de Nápoles é maravilhoso! Passando alguns dias em Nápoles, você vai se acostumando com essa cidade frenética, intensa e contraditória. E depois, vai ficar com saudades.

Museo Archeologico Nazionale

End.  Piazza Museo, 19. Para quem gosta de história e de arte, esse é um prato cheio: nada menos que o mais importante museu arqueológico da Europa! Reserve pelo menos uma manhã ou tarde inteira para visitá-lo. Nele está não só a magnífica coleção do Palácio Farnese, herdada pela dinastia dos Bourbons, como também quase tudo que foi encontrado durante as escavações realizadas em Pompeia e Herculano. A variedade, a quantidade, a qualidade e a riqueza do material encontrado nessas duas cidades soterradas pela erupção do Vesúvio são impressionantes. O museu Museo Archeologico Nazionale possui uma discreta e rica seção sobre arte erótica, El  Gabinetto Segreto.

Uma curiosidade do museu é o Gabinetto Segreto. Menores de quatorze anos não entram. Também não é uma boa ideia levar seus companheiros de viagem mais pudicos (sua tia-avó, por exemplo…), pois pode haver certo constrangimento. Bem, chega de segredo: essa ala do museu reúne um acervo de peças de cunho erótico encontradas em Pompeia. Inicialmente, elas foram expostas ao público “comum”, mas a coleção foi depois reservada às pessoas maduras e de “moral acima de qualquer suspeita”. (Quem será que atirou a primeira pedra?)

Duomo (Cattedrale di Santa maria Assunta) – Via Duomo, 147. Quem já conhece as catedrais de outras grandes cidades italianas talvez se decepcione com a fachada bem menos elaborada do Duomo de Nápoles. Mesmo assim, o valor do Duomo para os napolitanos é inestimável, pois ali estão os frascos que contêm o sangue de seu padroeiro, San Gennaro (São Januário). Segundo a tradição religiosa, duas vezes por ano, em maio e em setembro, o sangue se liquefaz milagrosamente – e quando isso não acontece, a cidade pode passar por sérios problemas! O fenômeno, que segundo dizem teria ocorrido pela primeira vez em 1389, atrai multidões de católicos, turistas e curiosos. Um estudo científico que poderia talvez esclarecer como e porque esse sangue é tão especial nunca foi autorizado pela Igreja. Permanece o mistério, mas quem se importa? “Viva San Gennaro!”. Duomo

San Lorenzo Maggiore 

End.  Piazza Gaetano. A igreja franciscana gótica de San Lorenzo, do século XIII, é uma das mais belas da cidade. Seu interior amplo, sóbrio e despojado abriga o bonito túmulo de Catarina da Áustria. A fachada original foi destruída durante um terremoto, mas o portal de mármore na entrada foi poupado. Nos subterrâneos, podem ser vistos interessantíssimos vestígios da época romana e de uma igreja paleocristã do século VI, com mosaicos bem conservados.

San Gregorio Armeno

End. Via San Gregorio Armeno, 44. Onde antes havia um templo romano, foi construída uma igreja para abrigar as relíquias de São Gregório, um armênio que, com outros compatriotas cristãos, mudou-se para Nápoles. A igreja merece ser visitada não só pelos afrescos de Luca Giordano, mas por todo o seu interior barroco ricamente trabalhado e pelo bonito claustro, em cujo centro se destaca uma grande fonte com estátuas de mármore.

San Domenico Maggiore

End.Piazza San Domenico Maggiore, 8. Essa igreja começou a ser construída por ordem do rei Carlos d’Anjou, em estilo gótico, no fim do século XIII. Nos séculos seguintes sofreu tantas modificações que sua fachada esquisita tem um estilo totalmente indefinido, enquanto o interior é predominantemente barroco.

Cappella Sansevero

]End.   Via Francesco de Sanctis, 19. A família Sangro detinha o título de Príncipes de Sansevero. Sua capela funerária, do final do século XVI, reformada em estilo barroco no século XVIII, é famosa principalmente pelas bonitas estátuas no seu interior. A mais conhecida, feita por Giuseppe Sammartino em 1753, é Il CristoVelato, que representaCristo morto coberto com um véu, de maneira tão perfeita que o tecido parece semitransparente. Aquela que retrata um homem tentando se desembaraçar de uma rede, com a ajuda de um anjo, recebeu o nome metafórico de Il Disinganno (O Desengano). Já La Pudicizia (O Pudor), interessante imagem de uma mulher “pudicamente” coberta com um manto que, em vez de esconder, realça suas formas generosas, é algo bem incomum em uma capela funerária! Cappella Sansevero

Monastero di Santa Chiara

End.  Via Santa Chiara, 49. O rei Roberto d’Anjou e sua mulher mandaram construir este mosteiro no começo do século XIV para a ordem das monjas clarissas. O estilo gótico-provençal da época foi alterado quando o interior da igreja foi ricamente decorado com afrescos e estuques barrocos. Monastero di Santa Chiara

Sant’Anna dei Lombardi

End.  Piazza Monteoliveto. Também conhecida como Monteoliveto, a igreja foi construída no começo do século XV, mas passou por grandes reformas depois e adquiriu um aspecto renascentista. É uma das que reúne o maior número de esculturas florentinas em Nápoles, inclusive a Pietà, de Guido Mazzoni, um impressionante conjunto de oito estátuas em terracota, em tamanho natural.

Castel Nuovo

End.  Piazza Municipio. De fácil acesso, entre a parte chique da cidade e o porto Beverello, está o Castel Nuovo, também chamado de Maschio Angioino. Sua construção, ordenada pelo rei Carlos d’Anjou em 1279, levou apenas três anos – praticamente um recorde naquela época! Com paredes escuras de pedra vulcânica, enormes torres cilíndricas e rodeado de fossos, ele está tão em evidência que é impossível não vê-lo. É mais uma fortaleza que um castelo, ou melhor, é o que se costumava chamar de castelo-forte.

A Sala dos Barões tem uma história: ali, em 1486, Ferrante, filho de Alfonso de Aragão, convocou os nobres napolitanos para uma reunião e mandou prender todo mundo. No Castel Nuovo funciona o Museo Civico, com obras italianas de diferentes épocas. Destacam-se as pinturas do século XIX, algumas das quais inspiradas nas lutas pela reunificação italiana.

Galleria Umberto I

End.  Via Toledo. Quem conhece a Galleria Vittorio Emanuele, em Milão, ficará surpreso com a semelhança entre as duas. A fachada desta de Nápoles, construída em 1887, não é tão impressionante, mas por dentro a galeria é muito bonita. Com uma gigantesca cúpula de ferroe vidro, que permite iluminação natural durante o dia, é lá que se reúnem, desde os bons tempos da Belle Époque, os napolitanos chiques, para um café ou uma taça de sorvete no fim da tarde.

Teatro San Carlo

End. Via San Carlo, 98/F. O rei Carlos de Bourbon mandou construir este esplêndido teatro, que depois de um trágico incêndio em 1816 foi totalmente recuperado e é até hoje, ao lado do Scala de Milão, um dos mais tradicionais e importantes da Itália e do mundo. Teatro San Carlo

Piazza del Plebiscito/San Francesco di Paola

Tanto a Piazza del Plebiscito quanto a Igreja de San Francesco de Paola, que fica nela, são os maiores exemplos do gosto neoclássico do século XIX na cidade. Ambas foram construídas durante a época em que Napoleão dominou Nápoles e nomeou governante seu cunhado Murat.

Palazzo Reale

Piazza del Plebiscito, 1. O Palácio Real é um edifício do comecinho do século XVII, de linhas clássicas, adornado com estátuas dos principais governantes de Nápoles, que atenuam a sobriedade do conjunto. Erigido para hospedar o rei da Espanha em uma visita a Nápoles (que nunca aconteceu!), acabou servindo de residência ao conde de Lemos, vice-rei espanhol. A fachada conservou-se praticamente como era na época em que o palácio foi construído. Por dentro, o edifício é bem mais bonito que por fora. Palazzo Reale

Santa Lucia e Chiaia

É em Nápoles que fica o famoso portinho de Santa Lucia, cuja beleza é exaltada em uma conhecida canção napolitana (“Santa Lucia… Luntano a te, quanta malincunia…”). Vá ao Borgo Marinari – como o nome diz, um antigo bairro de pescadores; as vistas que se têm de lá, principalmente ao pôr-do-sol, são inesquecíveis. Na Riviera de Chiaia, região à beira-mar entre Santa Lucia e o Porto de Mergellina, fica a Villa Comunale, um parque bonito e tranquilo, no qual está o aquário de Nápoles, o mais antigo do Velho Continente, com fauna marinha do golfo.

Castel dell’Ovo

End. Via Partenope. Em frente à Via Partenope, na parte chique da cidade, sobre uma ilhota, há um castelo-forte que foi cenário de importantes episódios da história napolitana. Se o Castel dell’Ovo pudesse falar, teria muita coisa para contar. Construído pelos normandos por volta de 1130, foi residência de dezenas de soberanos até a época dos Bourbons e alvo de pesados bombardeios durante as várias invasões que a cidade sofreu ao longo dos séculos. Castel dell’Ovo

Palazzo Reale

Vomero
A zona noroeste de Nápoles assenta-se sobre o Vomero, um platô acessível por funiculares, que domina a paisagem da cidade. Palazzo Reale

Castel Sant’Elmo


End. Largo San Martino, 1. Esse imenso castelo-forte do século XIV fica logo acima do convento de San Martino, bem no alto, no bairro de Vomero, dominando a paisagem da cidade. É como a Torre Eiffel em Paris: querendo ou não, impossível não ver! Sua arquitetura é pesadona e sem grandes atrativos. O que vale a visita é a maravilhosa vista de Nápoles e da baía que se tem lá de cima.

Certosa di San Martino/ Museo Nazionale di San Martino

End.  Largo San Martino.  O convento de San Martino, construído no século XIV durante o reinado dos angevinos, foi reformado e ampliado mais tarde, tornando-se um dos mais importantes exemplos do estilo barroco napolitano. Nele podem ser visitados um belo e amplo claustro e algumas acomodações dos monges, como o refeitório. No século XIX, parte do convento passou a abrigar o Museu Nacional de San Martino, que conta com uma ótima pinacoteca, uma interessante seção voltada para a história da cidade e uma rica coleção de presépios napolitanos dos séculos XVIII e XIX.  Certosa di San Martino/ Museo Nazionale di San Martino

Villa Floridiana/Museu Duca de Martina 

End.  Via Domenico Cimarossa, 77. A mansão neoclássica Villa Floridiana, em meio a um belo parque, foi construída, no começo do século XIX, por Fernando I de Bourbon, para sua esposa, a Duquesa de Floridia, que sem ter sido ainda coroada rainha, não podia morar no Palácio Real. Na vila está hoje instalado o Museo Nazionale Duca de Martina. Villa Floridiana/Museu Duca de Martina

Museo e Gallerie Nazionali di Capodimonte 

End. Parque de Capodimonte. O Palácio Real de Capodimonte, localizado em um grande parque a norte da cidade, começou a ser construído pelos Bourbons em 1738 e só foi terminado cem anos depois. Nele está instalado um dos mais importantes museus de arte da Itália, cuja origem é a riquíssima coleção de Alessandro Farnese (1468-1549), mais conhecido como Papa Paulo III. O vasto acervo conta com obras de Botticelli, Raffaello Sanzio, Ticiano, El Greco, Michelangelo, Bruegel e muitos outros mestres. Museo e Gallerie Nazionali di Capodimonte

Dicas sobre Nápoles

Bilhete ArteCard permite, por um preço único, durante 72h consecutivas: ter acesso gratuito, sem enfrentar filas, às duas primeiras atrações turísticas conveniadas que você visitar e pagar meia-entrada nas demais; ter transporte público de graça entre elas e também do aeroporto à cidade; e obter desconto em algumas atrações turísticas não conveniadas. Onde comprar: no aeroporto, nas estações ferroviárias, nas estações de metrô, nas atrações turísticas e em alguns hotéis e agências de viagens.

Nápoles não só é uma cidade grande – é uma importante cidade portuária. Isso significa que lá existe todo tipo de gente. Não ande em locais desertos, evite os chamados “mercados” (que são na verdade aglomerações de camelôs meio suspeitos) e fique bem de olho em sua bolsa e carteira, seja ao andar na rua, seja dentro de transportes públicos.

A Itália em imagens
Maquina fotografica

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

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Sul da Itália em imagens

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