Roma, área arqueológica central
Roma, área arqueológica central, Arco de Constantino, Roma
Roma, área arqueológica central, Arco de Constantino, Roma

Atrações turísticas na área  arqueológica central de Roma

• Termas de Caracalla • Coliseo • Catacumbas • Via Áppia • Forúm Romano • Fóruns Imperiais

Toda a área aos pés do Monte Palatino foi, por séculos a fio, desde o perío­do republicano até o fim do império, o centro político, comercial, administrativo e religioso de Roma: o que os romanos chamavam de forum. Vários imperadores construíram os foruns de sua época, dos quais restam importantes ruínas, graças às quais foi possível estudar e conhecer boa parte dos costumes e da vida romana na Antiguidade.

Infelizmente, em 1932, Mussolini, com sua mania de grandeza, abriu a avenida dos Fori Imperiali, que vai do Coliseu ao Monumento a Vittorio Emanuele, dividindo os fóruns em duas zonas e quebrando a harmonia histórica e estética do conjunto.

Vídeo sobre a zona arqueológica central

Fórum Romano

a dei Fori Imperiali. O Fórum era o centro de Roma, onde tudo acontecia, onde ficavam os principais templos, lojas e a estrutura administrativa do império. Não se iluda achando que vai encontrar edifícios e templos quase intactos pela frente: hoje sobrou pouco de tudo isso. Basicamente ruínas, que ocupam uma área gigantesca.

Templo de Castor e Pólux

Do local de culto aos dióscuros (os mitológicos gêmeos Castor e Pólux, filhos de Zeus) restaram três colunas coríntias e um pedaço do frontão.

Basílica de Constantino (ou de Maxêncio)

 Foi iniciada pelo imperador Maxêncio e terminada por Constantino, quando este derrotou o rival. Era o maior dos edifícios do Fórum Romano (100m X 65m), do qual sobraram apenas três gigantescas abóbadas.

Basilica Aemilia 

Foi a última construída no período republicano.

Templo de Saturno 

O mais antigo e um dos mais interessantes templos, do qual restaram quatro colunas da parte da frente e duas de cada lado, além de parte do frontão.

Arco do Triunfo de Settimio Severo

Com 21 metros de altura, foi erguido para comemorar as vitórias do imperador Settimio Severo na antiga Assíria, parte do atual Iraque. (Há rumores que um arco semelhante seria construído no Texas…)

Arco do Triunfo de Tito

Construído para comemorar a tomada de Jerusalém pelos romanos.

Templo de Vesta e Casa das Vestais

 As vestais eram sacerdotisas escolhidas ainda na infância entre moças de famílias nobres, que deviam servir ao templo durante 30 anos, mantendo sempre acesa a chama dedicada a Vesta, deusa do fogo, e conservar-se virgens, sob pena de morte (delas e de quem desrespeitasse sua pureza). É daí que vem a expressão “casta como uma vestal”.

Templo de Vênus e de Roma

Era o maior de todos os templos da cidade. Suas obras foram iniciadas pelo imperador Adriano.

Igreja de Santa Francesca Romana 

ambém conhecida como Santa Maria Nova al Foro Romano, foi construída entre as ruínas, no século X, aproveitando-se parcialmente a estrutura do Templo de Vênus e de Roma. Imponente, em estilo românico,tem um belo campanário. Santa Francesca é a padroeira dos motoristas (se você for circular decarro em Roma, por via das dúvidas, coloque uma imagem dela no ­painel!)

Fóruns Imperiais

– Via IV Novembre, 94. São formados por ruínas dos fóruns construídos pelos imperadores Augusto, Trajano, César e Nerva. Foi Trajano quem, ao contratar o arquiteto Appollodorus, imprimiu sua marca ao local. O conjunto, extremamente sofisticado, era formado por uma basílica administrativa, templos, uma biblioteca e o mercado anexo.

Coluna de Trajano 

Um dos mais bem conservados monumentos ainda existentes. Contém uma espécie de história em quadrinhos em relevo, ilustrando os procedimentos de construção utilizados pelos romanos.

Mercado de Trajano

 Esse magnífico mercado circular de 60 metros de diâmetro, todo construído com tijolos, tinha vários andares e devia ser, na época, algo parecido com os atuais shoppings centers, pois era dividido em lojinhas independentes que vendiam de tudo. Havia também escritórios administrativos e (pasmem!) o equivalente antigo da nossa extinta SUNAB, que controlava os preços praticados pelos comerciantes. Também funcionava no mercado uma distribuição gratuita de trigo, denominada annona, destinada aos mais pobres – uma espécie de Fome Zero da Antiguidade. Com o pão e o circo (assegurado pelo Coliseu, ali pertinho), o risco de revoltas ficava afastado…

Templo de Marte Ultore

 Pertencia ao fórum de Augusto. Do templo, restam apenas poucas colunas.

Templo de Vênus Genitrix 

 Fazia parte do fórum de César e também tem, como vestígio, algumas colunas.

Monte Palatino

No Monte Palatino tudo começou: Roma e a civilização que conhecemos hoje. Segundo a lenda, é o local onde o Tibre, ao transbordar, depositou a cesta onde estavam Rômulo e Remo. Essa colina foi o lugar onde a nobreza romana e os ricos patrícios gostavam de construir suas casas. Por isso, é evidente o interesse arqueológico do sítio, que contém diversas ruínas. O Palatino é também um lugar sombreado e agradável para passear. Do Jardim Farnese, tem-se uma vista panorâmica do Fórum Romano. Onde só existem restos de colunas e paredes era um local animado com templos e basílicas, um constante vaivém de pessoas – patrícios, escravos, plebeus, mercadores estrangeiros – cada qual com suas preocupações, seus interesses. Respire fundo; você não conseguirá escapar de fazer especulações filosóficas sobre impérios que surgem, dominam o mundo e um dia desabam…

Domus Augustana

Residência particular dos imperadores que portavam o título de “Augusto”, terminada em 96 d.C.. A enorme construção, com o portão central em mármore, decorado com enormes estátuas, certamente impressionava – e ainda impressiona – os visitantes.

Domus Flavia

 Ficava ao lado da Domus Augustana e fazia parte do palácio imperial: era onde se tratava de negócios oficiais.

Casa de Lívia 

 A mais interessante das ruínas do Palatino. A residência, que provavelmente pertenceu a Lívia, mulher do imperador Augusto, conserva parte das pinturas que decoravam suas paredes.

Carcere Mamertino

Essa prisão da era ­imperial, sob a igreja San Pietro in Carcere (de onde se tem uma boa vista das ruínas do Fórum Romano, ao lado), teriam sido aprisionados São Pedro e São Paulo antes de sua execução. Isso não é comprovado, mas o cárcere pode ser visitado e tem-se como certoque ali foramprisioneiros chefes de povos conquistados pelos romanos, como Vercingetorix, líder gaulês que se rendeu a César em 49 a.C.

Arco de Constantino

O imponente arco de 25 metros de altura, situado bem ao lado do Coliseu, foi erguido em 315d.C. para comemorar a vitória de Constantino contra Maxêncio. Para erguer seu arco, o imperador não se fez de rogado: boa parte da decoração do monumento foi simplesmente surrupiada de construções mais antigas das vizinhanças.

Coliseu

Piazza del Colosseo. O mais famoso monumento antigo de Roma é, como a torre de Pisa, um ícone da Itália. Por estar relativamente bem conservado e por sua grandiosidade, visitá-lo é superinteressante. Com capacidade para 50 mil pessoas, foi construído por ordem do imperador Vespasiano e inaugurado em 80 d.C.. Suas proporções são gigantescas: de forma elíptica, possui 188 metros de comprimento e 156 metros no ápice de sua largura, o que resulta em um perímetro de 527 metros. Ali se realizavam lutas de gladiadores – entre si e com animais selvagens, como leões e tigres.

Por incrível que pareça, isso era um grande espetáculo, um Fla-Flu. Na inauguração do Coliseu, foram sacrificados milhares de animais selvagens. Tudo indica que imensos toldos móveis protegiam o público do sol. Possivelmente eram acionados por meio de roldanas; isso é ainda objeto de discussão por parte dos estudiosos. A arena tinha até mesmo um sistema que permitia enchê-la de água para a realização de combates navais. Alguns atribuem essa superprodução a um tal de Spielbergus, mas não sabemos se é exato… No subterrâneo ficavam alojamentos de gladiadores, jaulas de feras e celas de prisioneiros. O chão da arena não existe mais.

Domus Aurea

Via della Domus Aurea. Metrô: Colosseo. Abre de terça-feira a sexta-feira das 10h às 16h. 5,50 euros. É recomendável fazer reserva. A Domus Aurea era o palácio do imperador Nero, erguido depois do incêndio que arrasou Roma no ano 64 da era cristã. Para sua construção foram demolidos casas e prédios públicos, e é provável que o fogaréu, cuja responsabilidade foi atribuída aos cristãos (executados aos milhares sob esse pretexto), tenha sido uma “limpeza de terreno”, obra do próprio imperador.

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