Montparnasse
Tour de Montparnasse - Foto Janedc CCBY
Montparnasse: Tour de Montparnasse – Foto Janedc CCBY

Montaparnasse

Quando se fala em Montparnasse, é inevitável pensar em Années Folles, arte moderna e boemia. Desde o fim do século XIX, quando ainda era um subúrbio pobre da capital, até a invasão alemã, Montparnasse foi o grande centro artístico de Paris, rivalizando com St-Germain-des-Prés. Inicialmente, o bairro foi procurado no fim do século XIX por Modigliani e outros por ser um lugar barato para se morar; aos poucos, vários artistas franceses e estrangeiros foram chegando. Pesos pesados da arte e da literatura como Matisse, Picasso, Hemingway, Zadkine, Bourdelle, Apollinaire, Max Jacob, Breton, Fitzgerald, Henry Miller, Miró, Foujita e Prévert frequentaram seus restaurantes e cafés. O La Coupole, o Le Dôme, o La Rotonde e a Closerie de Lilas existem até hoje. Lenin, Trotski e, mais tarde, Sartre e os existencialistas também circularam por ali.
Mesmo não sendo um bairro dos mais turísticos, Montparnasse tem algumas ruas e praças interessantes ou históricas, como a Rue de Campagne-Première, onde há belas construções Art Déco, ou a Place du 18 Juin, onde em 1944 os alemães se renderam às forças francesas do General Leclerc, as primeiras tropas aliadas a entrar em Paris.

Vídeo: vista do alto da Tour Montparnasse (desliguem o som, são as imagens que interessam!)

Mapa de Montparnasse

A Tour Montparnasse

O impacto modernista da Tour Montparnasse, uma das maiores da Europa, inaugurada em 1973, quebrou a harmonia do bairro, chocando-se com construções do século XIX, como o Teatro Montparnasse. Muitos parisienses não a aceitam até hoje. (De fato, com seus 200m de altura, a torre é um elefante branco, ou melhor, uma girafa branca, mas vale pela excelente vista da cidade que se tem lá de cima). Com a torre e a também moderna estação de TGV, o bairro ficou mais comercial e movimentado. O ambiente artístico e literário deu lugar aos cinemas e teatros e o charme dos antigos cafés (hoje meio caros e sofisticados) foi substituído pela impessoalidade de restaurantes de rede. Porém, o clima boêmio ainda existe, principalmente no Bd. Montparnasse e na rue de la Gaieté, e Montparnasse continua sendo um lugar bem agradável para um passeio durante o dia ou à noite.

Catacombes de Paris (Catacumbas de Paris)

1, pl. Denfert-Rochereau 75014 M/RER Denfert-Rochereau ( 01/43224763. Abrem de terça-feira a domingo das 10h às 16h. Fecha às segundas-feiras. 8 €. Nos corredores subterrâneos das catacumbas parisienses estão empilhados milhares de tíbias e caveiras retiradas entre 1786 e 1788 do malcheiroso Cimetière des Innocents (Cemitério dos Inocentes), na região de Les Halles, onde, por falta de espaço, os corpos dos mais pobres, jogados em valas comuns, eram cobertos com apenas alguns centímetros de terra. Milhões de corpos haviam sido enterrados nesse cemitério, fazendo com que o nível do solo se elevasse em mais de dois metros. A transferência das ossadas para as catacumbas, feita em inúmeras viagens de carroça, demorou cerca de 15 meses. Foi Napoleão quem decidiu abrir as catacumbas a visitas. Sabe-se lá o que ele tinha na cabeça! O fato é que esse lugar fúnebre atrai muitas pessoas. Tem-se notícia de que festas macabras foram realizadas ali na calada da noite — mas já faz muito tempo. Um tal de Philibert Aspairt resolveu visitar as catacumbas por conta própria logo que elas foram criadas e seu esqueleto só foi encontrado lá dentro onze anos depois! Talvez ele não tenha lido o aviso na entrada: “Arrête! C’est ici l’empire de la mort”. (“Pare! É aqui o império da morte!”). Felizmente hoje em dia a visita é supersegura e organizada (mais de 150 mil turistas vão às catacumbas a cada ano) e não há perigo de você se perder, mas pessoas mais sensíveis ou que se sentem mal em ambientes fechados devem evitá-la. Uma curiosidade: além de guardar ossadas, as catacumbas serviram de quartel-general para a Resistência francesa durante a Segunda Guerra. Catacombes de Paris

Cemitério de Montparnasse

3, Bd. Edgar Quinet 75014 M Edgar Quinet . Abre todos os dias. Inaugurado em 1824, este cemitério inicialmente se destinava aos mortos nos hospitais públicos como indigentes. Hoje, porém, ele abriga orgulhosamente os túmulos de muita gente famosa, como o anarquista Proudhon, o Capitão Alfred Dreyfus, o poeta Charles Baudelaire, o escritor Guy de Maupassant, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre e a escritora Simone de Beauvoir, os escultores Zadkine e Bourdelle, o arquiteto Charles Garnier, que projetou a Opéra, o compositor Saint-Saëns, os dramaturgos Samuel Beckett e Eugène Ionesco, os fotógrafos Brassaï e Man Ray, o escritor Julio Cortázar, o empresário André Citroën e a atriz Jean Seberg. No cemitério de Montparnasse está a famosa escultura cubista O Beijo, de Brancusi, e alguns dos túmulos são verdadeiras obras de arte, como o de Baudelaire e o da família Pigeon. Na entrada do cemitério, pelo Bd. Edgar Quinet, você recebe um mapinha com a localização de seus personagens famosos.

Musée Bourdelle

18, rue Antoine Bourdelle 75015 M Montparnasse-Bienvenüe. ( 01/49547373. Abre de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Entrada franca. O escultor Antoine Bourdelle, artista bem conhecido na França, que foi aprendiz de Rodin, inspirado na ideia de seu mestre, decidiu legar sua obra para a cidade de Paris, para compor o acervo de um museu. O próprio Bourdelle participou do projeto do edifício, amplo e moderno, que foi por muito tempo seu ateliê e onde estão hoje mais de 500 esculturas em bronze, mármore e gesso, de temas bastante variados. As mais renomadas são aquelas baseadas na mitologia greco-romana, como A cabeça de Apolo, Hércules arqueiro e O centauro morrendo, os retratos como os de Beethoven e de Rodin e as esculturas ditas “monumentais”. MuséeBourdelle

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