Turismo econômico

Turismo econômico: como viajar sem gastar muito

A quantidade de gente viajando, jovens principalmente, com relativamente pouco dinheiro, demonstra que não é preciso ser rico para poder viajar. É preciso apenas saber organizar sua viagem aproveitando ao máximo as opções econômicas de turismo.

Onde viajar é mais barato?

Saiba que é possível muito difícil fazer turismo econômico em países como Japão, Suécia e Inglaterra, simplesmente pelo fato desses países terem um custo de vida elevado, onde tudo custa caro. Assim sendo, a primeira coisa a fazer, se você não quer gastar muito é escolher o destino turístico certo, considerar o preço da passagem aérea e escolher como destino países onde a hospedagem e a alimentação não sejam exorbitantes.

Na Europa Portugal, Espanha, o interior do sul da França, a Grécia e algumas regiões do sul da Itália são relativamente baratas. Países como Nova Zelândia, Índia, Tailândia e outros não são caros, mas a passagem aérea até lá é dispendiosa. A vantagem é que pode ser parcelada com juros baixos. Na América do Sul, Argentina, Peru e Bolívia não são países caros.

Participar de um curso ou intercâmbio

Mais do que fazer turismo essa é uma forma econômica de conhecer outros países e aprender sua cultura e língua. A cidade e o país escolhido podem, após o término do curso ou do intercâmbio, ser uma ótima base para se vizinhar outros destinos de interesse turístico. Por exemplo, você vai estudar em Londres e antes de voltar ao Brasil, aproveita e faz uma tournée pela Europa, aproveitando que as distâncias são curtas e é fácil encontrar por lá opções de transporte bem econômicas.

Viajar durante a baixa estação

Em primeiro lugar, uma outra forma de economizar é viajar durante a baixa estação, aproveitando as promoções e pacotes baratos que aparecem no mercado (tomando cuidado em averiguar a seriedade da operadora ou da agência), quando os preços das passagens aéreas desabam e aparecem propostas absolutamente tentadoras.

Queremos lembrar que durante a baixa estação tudo custa mais barato, não somente passagens aéreas, mas também as diárias de hotéis. Por que a baixa estação é mais barata para se viajar? É uma época ruim? Não. Simplesmente a baixa estação corresponde, no turismo, a períodos de menos procura por ser época de férias na Europa e Estados Unidos. Viajantes inveterados. como a equipe do GTB e seus colaboradores, adoram a baixa estação. Para começar os principais destinos turísticos no Brasil e no mundo todo não estão lotados. Você não apenas paga tudo mais barato, mas ainda é melhor atendido em todo lugar. Então, a principa dica para uma viagem econômica e procurar, quando isso for possível, viajar na baixa estação.

Obter carteiras de descontos

Outra jogada é providenciar, se você for jovem (até 25 anos), estudante ou professor, uma carteira de descontos. De preço bastante acessível e válidas no mundo inteiro (exceto a GO25, aceita em 23 países), as carteiras dão direito a diversos descontos em passagens ferroviárias e aéreas, estabelecimentos comerciais e meia entrada ou descontos em cinemas, shows, teatros, museus, exposições, etc. São elas a ITIC (Carteira Internacional de Professor), a ISIC (Carteira Internacional de Estudante) e a GO25 (Carteira para jovens de até 25 anos, estudantes ou não).

Escolher opções econômicas de hospedagem

Os albergues da juventude

Os jovens e outros viajantes que querem gastar pouco poderão optar pelos Albergues da Juventude ( Youth Hostel – Y.H. – em inglês, Auberges de Jeunesse – em francês), espalhados por diversos países, praticamente no mundo inteiro. A associação internacional dos albergues da juventude hoje chama-se Hostelling International.

Associação Cristã de Moços – YWCA

Outra opção econômica de hospedagem é a rede de hospedarias da YMCA (Associação Cristã de Moços) e da YWCA (de Moças).

Os O B&B, isto é, “ Bed and Breakfast ” (cama e café da manhã) eram até uns anos atrás uma opção super econômica. Muitos continuam sendo, mas nem todos.

Comer sem detonar o bolso

Você não precisa almoçar e jantar todo dia em restaurantes, principalmente se não estiver nadando em dinheiro. Há lanches servidos em quiosques que são muito bons: crepes deliciosas na França, pizza em pedaços na Itália, churrascos gregos no pão pitta (não só na Grécia), batatas fritas e salsichas na Bélgica, fish and chips na Inglaterra, etc. Fast-foods são baratos, geralmente não mais de cinco ou seis dólares. Para os estudantes há ainda restaurantes universitários em diversos países onde a Carteira Internacional de Estudante é aceita (sai um pouco mais caro do que para estudantes locais, mas ainda assim compensa).

Outra idéia é comprar frios, queijos, vinho ou suco em um supermercado e fazer uma refeição no hotel. Na Europa, onde esses produtos são ótimos, e os restaurantes caros, essa pode ser uma boa opção. Em algumas cidades, como é o caso de Paris, pode-se comer, gastando pouco, em um restaurante universitário.

Transportes

A primeira coisa a ser pensada nesse tópico é qual o melhor meio de transporte (o de melhor custo/benefício) para cada destino ou cada fase de sua viagem. Há situações em que alugar um carro é melhor, outras tomar um ônibus, trem ou avião. Cada caso é um caso. Geralmente o ônibus é o meio de transporte mais barato, embora nem sempre seja assim. De qualquer modo, evite comprar passagens avulsas para metrô ou ônibus, prefira os passes válidos para várias viagens ou vários dias.