Ilhéus, Bahia
Ilheus, Bahia, Rua Jorge Amado
Ilheus, Bahia, Rua Jorge Amado

Ilhéus

As praias de Ilhéus, cidade que inspirou Jorge Amado, ficam cheias durante o verão. Os arredores podem ser explorados de barco por via fluvial ou pelas trilhas abertas na mata. Ali, fazendas de cacau abertas a visitas são outro atrativo. A preservação da Mata Atlântica na região tornou possível a implantação de parques, com monitoração educativa, importantes para difundir o respeito pelo meio ambiente, principalmente junto àqueles que não se interessam pelo assunto e acham que os recursos naturais nunca irão se esgotar.

Ilhéus é um dos destinos mais procurados na Bahia, tanto em razão de seus 100 km de praias como por sua importância cultural. Mundialmente conhecida por meio de obras de Jorge Amado, como Terras do Sem Fim, Cacau, São Jorge de Ilhéus e Gabriela Cravo e Canela, recebe visitantes de todas as regiões brasileiras e do exterior.

A herança cultural dos romances de Jorge Amado

O ambiente urbano de Ilhéus remete aos textos dos romances de Amado; na praça principal está o Bar Vesúvio e, muito perto, o Bataclan, cabaré freqüentado pelos abastados da cidade nos tempos em que o cacau era conhecido como “ouro negro”. Durante o dia, é possível curtir as praias e, à noite, o agito nos bares e restaurantes com música ao vivo. Os principais edifícios da cidade são do início do século XX, à exceção da Igreja Matriz de São Jorge dos Ilhéus, construída em 1556. O movimento começa a aumentar a partir do mês de novembro, com a chegada dos navios de cruzeiros que param em Ilhéus no verão. Durante o ano há torneios de pesca, feiras de moda e competições esportivas.

Ilhéus já foi o maior exportador de cacau do mundo. As mudas de cacaueiros plantadas em Ilhéus foram trazidas da Amazônia por volta de 1890. Com a descoberta do seu valor comercial, as plantações multiplicaram-se e cobriram toda a região.

A época de esplendor de Ilhéus

No início do século XX, a riqueza gerada por essa monocultura deu origem a uma época de esplendor e luxo. Os “coronéis do cacau” não apenas erguiam seus palacetes na cidade mas financiavam obras públicas que evidenciassem sua prosperidade. É o caso do Teatro Municipal, da Igreja de São Sebastião e do porto destinado a facilitar o escoamento do cacau.

Hoje, a economia de Ilhéus se baseia no turismo, na indústria e na agricultura, que está usando tecnologia para recuperar os cacaueiros através da clonagem das plantas resistentes à “vassoura de bruxa”. Acredite quem quiser, Ilhéus é responsável por 20% da produção de componentes para computadores do país. Dentre seus distritos, o de Olivença oferece melhor infra-estrutura turística.

Atrações em Ilhéus

Bar Vesúvio

De nome associado ao romance Gabriela Cravo e Canela, tornou-se ponto turístico. Aberto em 1919 por dois italianos, conserva sua estrutura original. Música ao vivo a partir das 18h. End Pça. D. Eduardo, 190

Praça do Cacau

Localizada bem no centro da cidade, possui um paisagismo que imita uma fazenda de cacau em miniatura. Na praça encontram-se 100 tipos de cacaueiros.

Museu Regional do Cacau

Tem por temas o ciclo do cacau e a história da região desde os tempos da colonização. O acervo é composto por fotografias, documentos, objetos e obras de arte. End, R. Eustáquio Bastos (antigo edifício do Instituto do Cacau).

Capela de Nossa Senhora da Piedade

A capela neogótica concluída em 1929 é uma das mais belas construções da cidade. End Alto da Piedade

Igreja Matriz

É a mais antiga da cidade, construída com pedras de cantaria. Foi inaugurada em 1556 e, apesar das múltiplas reformas, não perdeu seu estilo original. Abriga em suas dependências o Museu de Arte Sacra, com imagens dos séculos XVI, XVII e XVIII. End R. Conselheiro Dantas

Outeiro de São Sebastião

Do mirante avistam-se os três ilhéus que deram nome à cidade: a pedra de Ilhéus, a pedra do Rapa e a pedra de Tapitanga. Ali se encontram o Marco da Fundação, colocado quando da comemoração dos 450 anos da fundação da cidade, e a Capela Nossa Senhora de Lourdes, uma igrejinha simples que dá um ar bucólico à colina.

Bataclan

Foi um dos locais mais freqüentados pelos barões do cacau, perpetuado no livro Gabriela Cravo e Canela, de Jorge Amado. Era um misto de cabaré, cassino e salão de baile. Com a proibição do jogo no Brasil, o estabelecimento foi fechado e por muitas décadas permaneceu em ruínas. Agora restaurado, possui um cybercafé, um restaurante, uma sala para exposições e um interessante ambiente denominado “quarto de Maria Machadão”, personagem do romance. End. Av. 2 de Julho

Teatro Municipal

Inaugurado em 1932, nos tempos áureos da exportação de cacau, conta com infra-estrutura moderna. Em seu palco atuaram grandes nomes do teatro brasileiro, como Procópio Ferreira, Bibi Ferreira e Virgínia Lane. Com capacidade para 475 expectadores, está em franca atividade. End.  Ao lado do Bar Vesúvio

Casa de Cultura Jorge Amado

O belo exemplar da arquitetura residencial dos anos 1920 foi construído pelo pai de Jorge Amado. O romancista ali escreveu O País do Carnaval <tel/> 1931). Atualmente, a casa funciona como museu e sede da Academia de Letras e Ensino Histórico de Ilhéus. End. R. Jorge Amado, 21

A Costa do Cacau

Ilhéus é pota de entrada e principal cidade da Costa do Cacau, muito procurada por tuirstas de todo o Brasil. Mas a Costa do Cacau tem outras atrações. Saiba mais

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