Versalhes

Versalhes (Versailles): o mais luxuoso palácio da França

Mapa de Versailles

Como ir

A 21 km a sudoeste de Paris.
De RER: Linha C, estação Versailles Rive Gauche/Château de Versailles.
De trem: Gare Montparnasse. Descer na estação Versalhes-Chantiers.
De carro: pela A13 (direção Rouen) até a saída Versailles-Château.

O palácio símbolo do Absolutismo

Versalhes (ou, em francês, Versailles), palácio de sonho e glória dos últimos reis franceses do Ancien Régime (Antigo Regime), não é apenas uma das maiores maravilhas do mundo ocidental, classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, mas também o maior símbolo do Absolutismo. Foi construído para mostrar com grandeza e pompa a autoridade de uma realeza de direito divino, modelo para as monarquias absolutas de outros países da Europa. O rei manda pela vontade de Deus, não deve explicações a ninguém e está sempre certo…

Um luxo único

Seus salões, corredores e galerias decorados com mármores, madeiras ricamente trabalhadas, bronzes, ouro (sobretudo muito ouro!), pinturas nos tetos, tapeçarias, quadros e estátuas são algo de deixar boquiaberto mesmo quem já visitou diversos outros palácios. Se Luís XIV, o Rei-Sol, e seus sucessores queriam impressionar, conseguiram. Boa parte da simbologia que você verá em quadros, estátuas e ornamentos é inspirada na mitologia grega. Para Luís XIV, Versalhes era simplesmente o Olimpo dos deuses gregos, e ele Apolo, o deus do Sol.

Residência preferida dos reis

Em maio de 1682, Versalhes tornou-se residência quase permanente da corte. De um lado, para o rei era prático ter seus ministros à mão e sob seus olhos. De outro, evitaria as malcriações da plebe mal-humorada de uma Paris suja e pobre, mas estaria suficientemente perto no caso de uma intervenção se fazer necessária.
Uma nobreza fútil e bajuladores interessados tão-somente nas intrigas da corte e nas magníficas festas, recepções, espetáculos e partidas de caça gravitavam em volta do rei. Este, por sua vez, vivendo naquele mundo irreal, parecia mais preocupado com seu universo de luxo do que com o país.

O cerimonial diário

Em Versalhes, o dia-a-dia do Rei-Sol era um verdadeiro cerimonial. Quando ele se levantava de manhã, dezenas de cortesãos se comprimiam na antesala de seu quarto para assistir ao monarca dedicar- se a certas necessidades naturais, ser banhado, penteado, escovado, perfumado, vestido… À noite, quando o sol se punha, isto é, quando o rei ia se deitar, havia um outro tanto de rapapés.
Curiosamente, qualquer súdito poderia ser recebido pelo rei nos horários de audiência, desde que portasse uma espada e um chapéu. Quem não os tivesse podia alugá-los na entrada do palácio.

Versalhes durante a Revolução Francesa

Durante a Revolução Francesa, o palácio de Versalhes sofreu danos e tentativas de invasão. Maria Antonieta escapou de cair nas mãos dos revoltosos em outubro de 1789 fugindo por uma passagem secreta. Foi presa mais tarde, em outras circunstâncias.
Enquanto duraram os tumultos revolucionários, Versalhes ficou quase abandonado. Sua recuperação efetiva só começou quando Napoleão foi se instalar ali em 1810, após se casar com Maria Luísa, filha do imperador da Áustria.

Restauração fidedigna de Versalhes

Hoje, a decoração interior do palácio não é exatamente a mesma do dia em que Luís XVI e Maria Antonieta o deixaram, mas a restauração é a mais fidedigna possível e ele continua sendo deslumbrante. Os franceses não brincam com essas coisas! O governo gasta uma fortuna com a conservação de Versalhes. Mas vale a pena, já que mais de quatro milhões de pessoas o visitam todos os anos.

Como tudo começou

O palácio de Versalhes começou como um pequeno pavilhão de caça construído por Luís XIII, caçador inveterado. Dez anos depois, achando muito modestas suas instalações, ele incumbiu seu arquiteto, Philibert le Roy, de executar algumas ampliações no velho castelo. Este inicialmente era composto apenas das construções em volta da atual Cour de Marbre (Pátio de Mármore). Mais tarde, Versalhes tornou-se um lugar onde o jovem Luís XIV gostava de trazer suas amiguinhas.

Ampliações e reformas

Querendo tornar o lugar mais agradável, mandou executar algumas reformas, mas elas logo se revelaram insuficientes para aquele que seria chamado de Rei-Sol. Suas pretensões eram bem menos modestas! A ampliação do palácio foi então entregue ao arquiteto Le Vau e, em 1678, a Jules Hardouin- Mansart, que projetou a Galerie des Glaces (Galeria dos Espelhos) e as alas norte e sul, com os Grands Appartements (Grandes Apartamentos) envolvendo o antigo castelo. Seguiu-se a construção da Orangerie (estufa de árvores frutíferas), das Écuries (cavalariças) e da capela, terminada em 1710.

Até a morte de Luís XIV, em 1715, as construções e os jardins foram sendo embelezados, reformados e expandidos por uma legião de arquitetos, paisagistas, decoradores, pintores e escultores, boa parte deles estrangeiros, principalmente italianos. A decoração interior foi confiada a Le Brun.

Trinta e cinco mil trabalhadores participaram dos trabalhos

As obras de Versalhes, que absorviam em 1680 mais de 35 mil trabalhadores, provocaram também o desenvolvimento de diversas indústrias cuja produção era direcionada às necessidades do palácio e de outras propriedades da corte: dentelles (rendas), trabalhos em ouro e outros metais, extração de mármores, tapeçarias e objetos de arte. Depois, no reinado de Luís XV, boa parte das fachadas foi refeita em estilo clássico, enquanto o Salão de Hércules, o gabinete do rei e os quartos de seus filhos foram decorados no estilo rococó, em moda na época.

Os pontos altos da visita

A Galeria dos Espelhos, com sua decoração de mármores, espelhos, bronzes dourados e belas estátuas da coleção de Luís XIV, impressiona o visitante. Ali foi assinado, em 1919, o Tratado de Versalhes, firmado entre as potências aliadas vencedoras e a Alemanha após o final da Primeira Guerra.

Outros pontos altos da visita ao Palácio são o Grand Appartement de Luís XIV, o quarto da rainha, hoje recuperado e decorado como nos tempos de Maria Antonieta, o Petit Appartement (Pequeno Apartamento), os gabinetes do rei e da rainha e o quarto do rei. Enquanto os quartos e salas da parte central do palácio conservam a decoração da época dos Bourbons, com obras de arte do século XVIII, as alas norte e sul foram transformadas em galerias do Musée de l’Histoire de France (Museu de História da França), em 1837, durante o reinado de Luís Felipe.

Na ala norte do museu estão as salas dos Cruzados, as salas do século XVII, e as do século XIX ao começo do século XX. Na ala sul estão a Galerie des Batailles (Galeria das Batalhas), a maior do castelo, com 120 metros de comprimento, e as salas dedicadas à Revolução Francesa e à era Napoleônica. O museu é dedicado “à toutes les gloires de la France” (a todas as glórias da França); enquanto você aprecia algumas obras-primas da pintura, estará acompanhando a história dos reis franceses de Clóvis ao imperador Napoleão I e de todas as suas grandes vitórias — apenas as vitórias. Será que um quadro do jogo contra o Brasil na Copa do Mundo de 98 fará parte da coleção um dia?

A capela do palácio, à direita da Cour Royale (Pátio Real), em estilo barroco, é dedicada a São Luís. Preste atenção no chão de mosaicos de mármore e nas pinturas da abóbada. A Opéra, com 712 lugares, foi construída por ocasião do casamento de Luís XVI com Maria Antonieta, em 1770, e em uma acústica perfeita. Uma curiosidade: eu salão possui um sofisticado sistema mecânico capaz de deixar o assoalho da sala no mesmo nível do palco.

Grand Trianon e Petit Trianon (Grande Trianon e Pequeno Trianon)

Ficam a 20 minutos a pé do palácio (ou 10 minutos de trenzinho). Dá para ir de carro; a entrada é pelo portão de la Reine, e custa 7 € por carro. Para o Hameau de la Reine, as condições são as mesmas, mas a pé demora um pouco mais: uns 30 minutos. O interesse de Versalhes não se limita ao Palácio principal; nos jardins, há dois palacetes, o Grand Trianon e o Petit Trianon.

O Grand Trianon

O primeiro foi construído por Luís XIV, que queria ter certa privacidade e poder se afastar de vez em quando dos protocolos da corte. Embora ele declarasse “Trianon pour ma famille” (“Trianon para minha família”), o lugar servia principalmente para seus encontros com a amante, Madame de Maintenon.

O Petit Trianon

O Petit Trianon, de estilo neoclássico, foi construído em 1763 sob o reinado de Luís XV (diga-se de passagem, também para encontros com a sua amante, a Madame de Pompadour). Luís XVI o daria mais tarde de presente à sua mulher, Maria Antonieta.

O Hameau de la Reine

Perto dos Trianons, o visitante pode conhecer um exemplo das futilidades da rainha, que a corte encarava com certa ironia: o Hameau de la Reine, uma aldeiazinha rústica totalmente artificial e estilizada, com casinhas de interior cuidadosamente decorado, à beira de um lago. Lá a rainha instalou em 1784 um casal de fazendeiros da Touraine, encarregados da produção de leite fresco, queijo e ovos.

Jardins e Parque

Passear pelos jardins de Versalhes com seus espelhos d’água, canteiros, fontes, estátuas e gramados é tão emocionante quanto visitar as dependências do palácio. A Le Nôtre, descendente de uma famosa linhagem de jardineiros a serviço da corte, foi entregue a tarefa de transformar os cem hectares de um terreno pantanoso e irregular em um dos mais belos jardins do mundo.

Pondo as mãos à obra, ele remodelou os desníveis, drenou os pântanos, aproveitou da melhor maneira possível as fontes existentes e criou bosques, jardins em diferentes níveis e espelhos d’água. No Grand Canal, de 1.650m, havia gôndolas (acredite, verdadeiras, presente dos venezianos!). Hoje você pode passear de barco pelo canal. Nos tempos de Luís XIV, empregados do palácio assobiavam avisando que o rei estava se aproximando, para que as fontes fossem ligadas. (Como o chafariz do filme de Jacques Tati, Mon Oncle…)

Fontes decoradas com magníficas estátuas de bronze, como o Bassin Central com Latona e seu filhos, o Bassin d’Appolon e o Bassin de Netune, inspirados na mitologia grega, decoram os espelhos d’água.

Musée des Carrosses (Museu das Carruagens)

Quando Luís XIV transferiu-se para Versalhes, Jules Hardouin-Mansart construiu dois pavilhões para abrigar os 600 cavalos do rei e os empregados do palácio. As écuries ou “cavalariças”, apesar do nome, são construções sofisticadas. Na Grande Écurie funciona hoje o Musée des Carrosses (Museu das Carruagens). Entre elas estão as carruagens do casamento de Napoleão com Maria Luísa, a de Carlos X e o carro fúnebre de Luís XVIII.

Orangerie

Parcialmente mergulhada na terra, ao lado do Palácio, a Orangerie, um grande pavilhão de 13 metros de altura, obra de Jules Hardouin-Mansart, funcionava como uma espécie de estufa para plantas de climas mais quentes, como limoeiros, pés de café e outras árvores.

Jeu de Paume

Fica a 10 minutos a pé do palácio. Abre só aos sábados e domingos, de abril a outubro, das 12h30 às 18h30. Entrada franca. Este pavilhão, construído durante o reinado de Luís XIV para o jeu de paume (um jogo com alguma semelhança com o tênis atual), tem principalmente interesse histórico: foi ali que os deputados do Terceiro Estado (o povo) assumiram o compromisso de não se separarem antes de darem uma constituição ao país. No Palácio de Versalhes, um quadro de David, o Serment du Jeu de Paume, retrata esse grande momento da Revolução.
www.chateauversailles.fr.

Dicas sobre Versalhes

Para escapar das filas de bilheteria – Use o Paris Museum Pass (PMP) ou compre seu bilhete antecipadamente pelo site. Sobretudo nos meses de junho, julho e agosto, multidões provocam filas homéricas na bilheteria. O Bilhete “Passeport”,  dá direito a ingresso em todas as atrações.

Use sapatos confortáveis para visitar Versalhes- Há muito (muito mesmo!) a andar no enorme complexo do palácio e nos jardins e o piso externo é meio irregular. O passeio pode ser cansativo para crianças muito pequenas, pessoas idosas e de modo geral para quem não está em boas condições físicas. Use sapatos confortáveis; salto alto para as mulheres, nem pensar!

Leve o mínimo possível – Mochilas, guarda-chuvas, carrinhos de bebê etc. devem ser deixados em um guarda-volumes na entrada do palácio.

Onde comer – Dentro do palácio, na Cour de la Chapelle, há uma lanchonete, e nos jardins funcionam restaurantes. Para economizar na alimentação, tome um lanche em um dos quiosques ou leve seu sanduíche e faça um piquenique na Pièce d’Eau des Suisses, perto da Orangerie, o único lugar onde isso é permitido.

Dica – No final da visita existe a indicação “sortie” junto com “jardins“. À esquerda fica o caminho para estação do RER para Paris, mas não há indicações. Os jardins ficam à direita. Vale a pena visitá-los. Depois refaça o caminho até o castelo para seguir para a estação.

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