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La Marseillaise (A Marselhesa), o hino nacional francês

Muita gente não sabe, mas a Marseillaise, considerado um dos mais famosos e belos hinos nacionais no mundo, originalmente não tinha esse nome. Chamou-se Chant de guerre pour l’armée du Rhin e também Chant de marche des volontaires de l’armée du Rhin. Acabou ganhando o nome de La Marseillaise, um nome mais curto e prático, porque era cantado por voluntários de Marselha. O hino foi escrito em 1792 por Rouget de Lisle durante a Revolução Francesa, quando teve início a guerra contra a Áustria. Só as últimas estrofes foram acrescentadas por um autor desconhecido.

A Marseillaise e o contexto histórico da França

Convém lembrar que a França estava cercada por monarquias europeias hostis, que temiam perder seus pescoços como aconteceu com os soberanos da casa real francesa. Por isso mesmo, países como a Áustria, por exemplo, aliada da Inglaterra, tentavam dar um fim ao novo regime. Era um momento de guerra e, a Marseillaise é um hino totalmente guerreiro, violento, até sangrento, com apelos patrióticos: “Aux armes citoyens, formez vous bataillons“. Isso porque foi composto para ser um canto de guerra, um apelo ao engajamento à luta para salvar a pátria da invasão inimiga, não para ser um hino nacional.

A adoção da Marseillaise como hino nacional da França

A Marselhesa foi adotada como hino nacional francês em 1795, durante a Revolução Francesa. Com a queda de Napoleão, em 1804, foi abandonado e substituído. Só voltou a ser hino nacional francês sob a Terceira República, em 1879, desta vez com uma versão oficial, porque existiam versões com diferenças de detalhes aqui e ali. Depois, não mudou mais e se tornou definitivamente o hino nacional da França.

Quando a Marseilaise foi cantada por mais gente em Paris

A primeira vez em que multidões encheram as ruas de Paris cantando a Marseillaise foi em 1944, na libertação da capital pelas tropas do General Léclerc depois de quatros anos de ocupação nazista. A segunda vez foi quando a França ganhou a Copa do Mundo sobre o Brasil, em 1998…

As mais bonitas versões da Marseillaise

Não poderíamos deixar de lembrar da emocionante cena do filme “Casablanca”, com Ingrid Bergman e Humphrey Bogart, em que os oficiais nazistas começam a cantar o hino alemão e suas vozes são abafadas pelas dos frequentadores da casa noturna que, com a orquestra, entoam a Marselhesa.

Mireille Mathieu, uma das maiores vozes da França e a favorita do compostor Ennio Morricone, gravou a Marseillaise em uma apresentação no Trocadéro, em Paris, que se tornou histórica. O vídeo, da década de 1970,  não tem a qualidade ideal, mas a interpretação de Mireille e do coro que a acompanha são magníficas.

Outra linda versão da Marseillaise é a que foi executada na estreia dos Proms de 2016 pela Orquestra Sinfônica da BBC, conduzida pelo maestro Sakari Oramo, em homenagem às vítimas do atentado ocorrido em Nice em 14 de julho de 2016.

 

A letra de La Marseillaise

Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé!
Contre nous de la tyrannie
L’étendard sanglant est levé (bis)
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats ?
Ils viennent jusque dans vos bras
Égorger vos fils, vos compagnes!

Aux armes, citoyens,
Formez vos bataillons,
Marchons, marchons!
Qu’un sang impur
Abreuve nos sillons!

Que veut cette horde d’esclaves,
De traîtres, de rois conjurés ?
Pour qui ces ignobles entraves,
Ces fers dès longtemps préparés ? (bis)
Français, pour nous, ah! quel outrage!
Quels transports il doit exciter!
C’est nous qu’on ose méditer
De rendre à l’antique esclavage!

Quoi! des cohortes étrangères
Feraient la loi dans nos foyers!
Quoi! ces phalanges mercenaires
Terrasseraient nos fiers guerriers! (bis)
Grand Dieu! par des mains enchaînées
Nos fronts sous le joug se ploieraient
De vils despotes deviendraient
Les maîtres de nos destinées !

Tremblez, tyrans et vous perfides
L’opprobre de tous les partis,
Tremblez ! vos projets parricides
Vont enfin recevoir leurs prix! (bis)
Tout est soldat pour vous combattre,
S’ils tombent, nos jeunes héros,
La terre en produit de nouveaux,
Contre vous tout prêts à se battre!

Français, en guerriers magnanimes,
Portez ou retenez vos coups !
Épargnez ces tristes victimes,
À regret s’armant contre nous. (bis)
Mais ces despotes sanguinaires,
Mais ces complices de Bouillé,
Tous ces tigres qui, sans pitié,
Déchirent le sein de leur mère!

Amour sacré de la Patrie,
Conduis, soutiens nos bras vengeurs
Liberté, Liberté chérie,
Combats avec tes défenseurs! (bis)
Sous nos drapeaux que la victoire
Accoure à tes mâles accents,
Que tes ennemis expirants
Voient ton triomphe et notre gloire.

Flanando pelas pitorescas ruas do Marais

por Lúcio Martins Rodrigues

Paris tem muitas atrações, museus, igrejas, exposições, o delicioso passeio de barco pelo Sena… Mas, não podemos perder de vista que a principal atração é a própria cidade. Perambular por Paris já um grande programa! Os franceses têm um nome para isso: flaner. A palavra “flanar”, existe em português, mas é pouco usada.  Os brasileiros preferem usar “perambular”.

Sobre o bairro do Marais

O Marais, na Rive Droite, é o bairro mais medieval de Paris. Seu traçado foi poupado das modernizações do baron Haussmann, prefeito da cidade de Paris durante o reinado de Napoleão III, responsável pela abertura de grandes axes, ou boulevards, que cortam Paris em todos os sentidos. As ruas do Marais estão entre as mais pitorescas da cidade. O bairro do Marais é um dos poucos lugares de Paris onde o comércio pode funcionar aos domingos. Você poderá unir o prazer da caminhadas para apreciar as vitrines e fazer umas comprinhas.

Mapa do Marais

Rue des Archives (Rua dos Arquivos)

A Rue des  Archives, com cerca de 900m de comprimento,  paralela ao Sena, é formada por trechos de diferentes ruazinhas. Em 1874 a confusão de ruelas no Marais era tal, que atrapalhava a movimentação de pessoas e de carroças. Aquilo era um labirinto! Tornou-se necessário uma artéria mais larga de circulação (repare que ela não é estreita como as pequenas ruas do núcleo medieval mais preservado). Escolheu-se o nome Rue des Archives porque ali ficam, até hoje, os Archives Nationales. Ela abriga diversos hôtels particuliers, palacetes e outros imóveis históricos. Vale a pena, ao passar em frente, notar o Cloître des Billettes (nº 24);  a  Maison de Jacques Coeur (nº 40), consideradas umas da mais antigas da cidade; o Hôtel de Clisson (nº 58), na esquina com rue Rambouteau, um petit château de 1380, que chama a atenção por suas duas pequenas torres  junto à rua e o Hôtel Guénegaud (nº 60), palacete construído entre 1651 e 1655.

Rue des Francs-Bourgeois

Essa rua do Marais fica bem na divisa entre o terceiro e quarto arrondissements (a divisão administrativa da cidade). Do lado ímpar fica o quarto arrondissement, no lado par fica no terceiro.  A rue des Francs-Bougeois começa junto da Place des Vosges, passa em Frente ao Musée Carnavalet (nº 40), atravessa o bairro e, na esquina com rue des Archives, inclinando-se levemente para a esquerda, passa ser chamada de rue Rambuteau.  A rue des Francs-Bougeois tem butiques, algumas com artigos bastante originais, moda criativa etc. É também lugar para uma pausa em sua caminhada pelas ruas de Paris e, eventualmente, almoçar ou tomar uma taça de vinho. A rue des Francs-Bourgeois abriga bistrôs e cafés, a maioria com preços acessíveis. Alguns de seus imóveis, construídos durante a a Idade Média,  merecem uma atenção. É o caso  da Maison de Jean Hérouet, com traços medievais (esquina com a rue Vieille du Temple); o Hôtel de Sandreville (nº 26); o Hôtel d’Albret (nº 31); a Passage des Arbalétriers (nº 38)  e o Hôtel de Soubise (nº 60), lindo palacete do começo do século XVIII, onde hoje funciona o Museu da História da França.

Vídeo sobre o Marais

Rue des Rosiers

A Rue des Rosiers, com cerca de 300m de comprimento, no sul do Marais, começa no no 131 da rue Mahler e termina no nº 40 rue Vieille-du-Temple. Ela e as travessas vizinhas abrigam o núcleo da comunidade judaica de Paris. Muitos judeus ortodoxos circulam pela região com suas roupas típicas. Também são visíveis  inscrições em ídiche (língua falada pelos judeus oriundos da Europa Oriental). Historiadores ainda discutem sobre  origem do nome “rue des Rosiers”. Alguns estimam que o nome deriva dos roserais que existiam em alguns jardins nessa rua na Idade Média. O fato é que ela já tinha esse nome em 1230, quando acompanhava as antigas muralhas de Paris, construídas por Felipe Augusto. Os vestígios da muralha ainda podem ser vistos em alguns trechos da rua. Aos longo dos séculos a rue des Rosiers teve seu perfil bastante alterado: em 1799 a via, então bastante estreita, foi alargada para 8m e, em 1830, para 11m. Na rua des Rosiers ficam alguns restaurantes de comida judaica de Paris (nem sempre casher). Se preferir um lanche, experimente o falafel, se possível, o do famoso “As du Falafel”.

Rue Pavée

A rue Pavée (“rua pavimentada”), no quarto arrondissement, continuação da rue Payenne, passa ser chamada de rue Pavée após cruzar com a rue des Francs-Bourgeois. Com contorno estreito e sinuoso, ela se estende até rue de Rivoli, junto da bifurcação com a rue Saint-Antoine. A rue Pavée recebeu esse nome por ser uma das primeiras do Marais a ser pavimentada. Sabe-se que ela já existia em 1235, terminando nas muralhas de Philippe-Auguste: repare nos vestígios das velhas muralhas, à direita, junto do  hôtel  particulier d’Angoulême Lamoignon (nº 24). O belo imóvel em estilo clássico, com pilastras gregas, que abriga a Bibliothèque Historique de la Ville de Paris, foi construído em 1584 pela Duquesa de Angoulême. O trecho da rue Pavée entre a rue du Roi-de-Sicile e a rue des Francs-Bourgeois, chamava-se na Idade Média, rue du Petit-Marivaux. Repare na sinagoga Art-Nouveau (nº 10).

Rue Ste-Croix-de-la-Bretonnerie

A rue Ste-Croix-de-la-Bretonnerie, continuação da Rue Saint-Rémy, começa na esquina desta com a  rue du Temple. Com 330m de comprimento, tem contorno ligeiramente sinuoso, trechos mais estreitos e outros mais largos, atravessa a rue des Archives e termina na rue du Temple. Aberta em 1230 com o nome de rue de Lagny, é uma das ruas mais antigas de Paris. O nome Lagny foi logo esquecido e a rua  acabou sendo conhecida como rue de la Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie por abrigar o convento do mesmo nome. Hoje, a rua com muitas construções que conservaram suas antigas fachadas, é um dos points da comunidade gay de Paris. É repleta de lojinhas de moda criativa, cafés, bares e restaurantes bastante animados à noite, frequentados não apenas pela comunidade gay. Nela funciona o teatro “Point et virgule“, classificado pelos seus produtores como “la plus petite des grandes salles parisiennes”  (a menor das grandes salas parisienses).

Rue Vieille du Temple

A rue Vieille du Temple (Rua Velha do Templo), dividida entre o terceiro e quarto arrondissement, com 855m de comprimento, é uma das mais longas do Marais, juntamente com a rue des Archives. Na Idade Média, servia de acesso ao Temple, verdadeira fortaleza templária no coração de Paris, que desapareceu depois que os Templários foram exterminados pelo rei Felipe, o Belo.  Essa rua histórica é uma continuação da rue Filles du Calvaire. Passa a se chamar rue Vielle du Temple após o cruzamento com a rue Froissart e a rue de Bretagne. Termina na rue de Rivoli, depois de atravessar a rue des Francs-Bourgeois. Nessa rua existem palacetes e antigos imóveis que chamam a atenção por sua arquitetura. É o caso do Hôtel Ammelot de Bisseuil, do século XVIII, (nº 47) e o Hôtel de Rohan, (nº 87) do século XVIII, que acolhe exposições temporárias. O edifício histórico foi residência dos cardeais de Rohan até que, em 1808, sob Napoleão, tornou-se sede da Imprimerie Impériale (Imprensa Imperial). A velha rua, agitada à noite, abriga cafés, restaurantes com especialidades criativas, e também grande número de butiques e lojinhas, com  artigos que você não encontra facilmente nas grandes artérias comerciais parisienses.

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Georges Moustaki, um clássico da canção francesa

As músicas de Georges Moustaki são conhecidas principalmente na França. Se você for a Paris conheça um pouco da canção francesa, é claro, muito mais interessante para quem fala francês e entende as letras. Um dos clássicos da canção francesa é o compositor e cantor Georges Moustaki que compôs, entre outras canções, “Ma Solitude“, “Le Temps de Vivre“, “Ma Liberté“, “Marche de Sacco et Vanzetti“, “Il Y Avait Un Jardin” e muitas outras, com uma temática dividida entre o romantismo e a política. Suas apresentações atraíam multidões de fãs.

Georges Moustaki é o nome afrancesado de Giuseppe Mustacchi, filho de judeus gregos, nascido em 3 de maio de 1934,  na cidade de Alexandria, no Egito. Desde cedo, Georges foi um apaixonado pela canção e pela literatura francesas.

Em 1951 vamos encontrá-lo vivendo em Paris, onde fez um pouco de tudo. Foi jornalista e barman em um piano-bar, onde conheceu um dos grandes nomes da canção francesa, Georges Brassens. O estilo de música de Brassens visivelmente influenciou sua carreira de artista. Geoges era também fã de Edith Piaf, que acabou se tornando sua petite amie.

No vídeo, tradução em português dos trechos cantados em francês.

Em 1974 gravou uma versão francesa da canção “Fado Tropical”, de Chico Buarque, sobre a Revolução dos Cravos, com trechos cantados em português.

As músicas de Georges Moustaki no Brasil: durante uma temporada no Brasil, Georges Moustaki se fixou na Bahia onde compôs diversas músicas, com trechos cantados nas duas línguas. Verteu também para o francês “Águas de Março”, de Tom Jobim (“Les Eaux de Mars).

Georges Moustaki morreu em 23 de maio de 2013, em Nice, na França, aos 79 anos.

 

Os melhores lugares perto de Paris

por Lúcio Martins Rodrigues

Mapa de Île-de-France

Versalhes (Versailles)

Versalhes é o mais belo palácio do mundo. Imponente do lado externo, por dentro é de uma riqueza capaz de deixar qualquer um deslumbrado. Seus jardins são também incríveis, enormes, lindos. Quem vai passar uns dias em Paris não deve de modo algum deixar de visitá-lo. Versalhes fica bem do lado de Paris, uma viagem de 20 minutos.
Veja dicas e informações sobre Versalhes.

Reims

Reims, capital da região de Champagne, é uma cidade muito antiga, anterior aos romanos. O acesso é fácil de trem e de carro, a viagem toma menos de 1h30. A cidade é famosa principalmente por sua catedral. Algumas de suas casas medievais escaparam da destruição na Segunda Guerra e merecem uma olhada. Outro ponto de interesse é visitar suas vinícolas, onde é produzido o legítimo champagne.
Veja detalhes sobre Reims.
Veja dicas e informações sobre a região de Champagne.
V
eja dicas e informações sobre a visita às vinícolas da Champagne.

Provins

Provins abrigou até o século XII uma das mais importantes feiras, que atraíam pessoas de toda a França e países vizinhos. Seu centro histórico medieval, muito bem preservado, é rodeado de muralhas.  Provins fica na região de Champagne.
Veja dicas e informações sobre Provins.

Chartres

A mais ou menos uma hora de Paris de trem ou de automóvel.  Chartres é conhecida por sua gigantesca catedral em estilo gótico francês, uma obra prima medieval, classificada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Saiba mais sobre Chartres.

Blois e Amboise

Essas duas cidades são a porta de entrada do Valle do Loire. Blois fica a 180 km de Paris pela rodovia A10. A viagem toma 2h15. A cidade abriga um imponente castelo medieval. Informe-se sobre o espetáculo de som e luz no castelo. Pela mesma estrada ou retomando o trem (a mesma linha), em vinte minutos você chegará a Amboise, onde outro castelo espetacular, bem às margens do Loire, o aguarda. Como são cidade vizinhas, com castelos em estilos bem diferentes, recomendamos começar sua vista por Blois e Amboise. Para isso, um bate-volta fica meio apertado. O ideal seria passar uma noite em uma dessas cidades.
Veja dicas e  informações sobre o Vale do  Loire.

Fontainebleau  

Fica a 70 km de Paris. É acessível de carro ou de trem com uma conexão de ônibus até o castelo. Externamente, apesar de rodeado de lindos jardins, Fontainebleau parece menos luxuoso que o palácio de Versalhes. Seu interior, entretanto é suntuoso. É o segundo mais importante castelo nas proximidades de Paris, depois de Versalhes. Pode ser visitado facilmente em um bate-e-volta a partir de Paris. Saiba mais sobre Fontainebleau. 

Mont Saint-Michel

O Mont Saint-Michel é uma das principais atrações turísticas da França: uma abadia medieval sobre uma península que vira uma ilha na maré alta. O Mont-Saint-Michel fica a 360 km (3h45 de viagem) de Paris. É possível um bate-e-volta por conta própria ou pegando uma excursão. Mas você precisa acordar cedo e voltar a Paris à noite. É uma viagem que pode ser cansativa num esquema bate-e-volta. O melhor é dormir uma noite na Normandia. Veja dicas e informações sobre o Mont Saint-Michel.

Giverny

É outra viagem bate-e-volta. De carro são 75 km, mas Giverny é facilmente acessível de trem. A viagem toma uma 1h40 aproximadamente. Quem curte os impressionistas vai adorar conhecer a casa do mestre e seu maravilhoso jardim, retratado por Monet em um de seus quadros mais famosos. Giverny fecha no começo de novembro e só reabre no começo de março.  Veja dicas e informações sobre Giverny e os Jardins de Monet

Auvers-sur-Oise

Acessível facilmente de Paris, de trem ou de carro, é uma viagem que leva mais ou menos uma hora. É outro passeio especialmente interessante para os amantes do Impressionismo. Aliás, Auvers-sur-Oise tornou-se muito conhecida precisamente por ser o lugar onde Vincent van Gogh viveu os últimos meses de sua vida. Veja dicas e informações sobre Auvers-sur-Oise

Saint-Germain-en-Laye

Nessa cidade próxima de Paris fica o castelo renascentista do mesmo nome, construído durante o reinado de Francisco I. Acessível por RER, a cidade foi muito tempo uma das moradias da realeza, como de Luís XIV, o Rei-Sol, que morou lá antes de ir para Versalhes. Durante a Revolução, o castelo de Saint-Germain-en-Laye foi transformado em prisão: Rouget de Lisle, o autor da Marselhesa, foi preso ali pelos radicais…
Veja dicas e informações sobre Saint-Germain-en-Laye.

A França em imagens

Veja álbum fotográfico sobre as principais pontos turísticos na França

Paris em imagens

Veja álbum fotográfico sobre as principais atrações turísticas em Paris

10 lugares diferentes para visitar em Paris

Alguns lugares de Paris que muitos viajantes negligenciam e pouca gente conhece

Por Lúcio Martins Rodrigues

Em primeiro lugar, quero deixar claro que, para quem vai pela primeira vez a Paris, ou tem poucos dias na capital francesa, os destinos tradicionais  continuam a ser prioritários: o passeio de barco pelo Sena, a Tour Eiffel, o Arco do Triunfo, o Musée du Louvre, o Musée d’Orsay, a Conciergerie, Notre-Dame, a Saint-Chapelle, o Centro Georges Pompidou, bairros como Quartier Latin, Marais, Saint-Germain, Montmartre e outros…

Mas Paris tem muito mais. Quem tem tempo suficiente não deve perder a oportunidade de conhecer alguns dos lugares diferentes para visitar em Paris. Embora alguns brasileiros possam eventualmente conhecê-los, certos recantos encantadores, museus menos famosos e atrações insólitas costumam passar despercebidos nos roteiros pela capital francesa. Você ficará agradavelmente surpreso com o que irá descobrir! Vamos lá:

1) Promenade Plantée

(Metrô  Bastille.) Um antigo viaduto ferroviário foi transformado em mais uma área de lazer em Paris: é a Promenade Plantée, ou “passeio arborizado”. Ela começa na avenue Dausmenil e se estende até a Porte St-Mandé. Uma passarela enfeitada por arbustos e canteiros de flores substituiu os trilhos de uma velha estrada de ferro que corria no alto do viaduto. Sob a Promenade Plantée há cafés, bares e lojas. Detalhe: já existia anos antes da inauguração da High Line nova-iorquina!

2) Musée de la vi Romantique

Métro Saint-Georges, Hotel Scheffer-Renan 16, rue Chaptal 75009. O museu, situado no bairro de Nouvelle Athènes, no 9e arrondissement em Paris reúne no andar térreo desenhos, esculturas e pinturas que pertenceram a George Sand. No segundo andar podemos conhecer escultures, outros quadros e obras de arte da época romântica.  Musée de la Vie Romantique.

3) Musée de la Contrefaçon  (Museu da Falsificação)

Metrô Porte Dauphine – 16, rue de la Faisanderie 75016. O Musée de la Contrefaçon expõe uma enorme variedade de artigos autênticos, tendo ao lado uma réplica falsificada. Uma bolsa Louis Vuitton, ao lado de uma imitação “Luiz Vitão”, por exemplo. Veja se consegue distinguir o verdadeiro do falso… E, ao visitar o museu, não vista sua camisa Lacoste com o jacarezinho no peito com o rabo voltado para baixo… Musée de la Contrafaçon.

4) Musée des Années Trente (Museu dos Anos Trinta)

(Metrô Marcel Sembat – 28, Av. André-Morizet  – Boulogne-Billancourt). Quem é apaixonado pelos anos trinta adora. O museu expõe móveis, máquinas, cerâmicas, curiosos cartazes de propaganda e objetos domésticos comuns nos anos 1930. Musée des Annés Trente.

5) Passagens e galerias

Passages

Na região dos grands boulevards (Metrô Grands Boulevards ou Richelieu-Druot) você poderá conhecer algumas das mais encantadoras passages (galerias cobertas) de Paris, em estilo Belle-Époque, construídas entre o final do século XIX, e começo do século XX. Ao visitá-las você tem a impressão de ter voltado no tempo: quase todas conservam o aspecto original, com lampiões dos tempos da iluminação a gás e decoração Belle-Époque.

Passage Jouffroy
(Começa no no 10 do Bd. de Montmartre e termina na rue de la Grange Batelière.) Construída em 1847, viu seus cafés se tornarem point de moças de programas de luxo nos últimos anos do século XIX. Hoje tem lojas de fotos e gravuras, antiguidades, sebos, lojas de selos raros, pôsteres e cartões postais antigos e brinquedos da época de nossos avós. Na Passage Jouffroy existem casas de chá e até mesmo um hotel, o Chopin, em estilo Art Nouveau.  Nela funciona o Museu de Cera Grévin.

Passage Verdeau
(Do outro lado da rue de la Grange Batelière, no final da rue Jouffroy.) Também em estilo Belle-Époque. Suas lojas de máquinas fotográficas e instrumentos musicais antigos são frequentadas por colecionadores.

Passage des Panoramas
(Em frente à Jouffroy, no Bd. de Montmartre, do outro lado da rua.) Contemporânea à Passage Verdeau, também abriga restaurantes, cafés e butiques, mas sua especialidade são as lojas de filatelia.

Passage des Princes
(Entre o Bd. des Italiens, na altura do nº 5, e a rue de Richelieu.) Foi construída em 1860, restaurada no começo do século XXI e reconstruída em 1995. Sua restauração soube preservar o espírito de sua época. Toda ladeada de lampadários antigos, possui teto com telhado de vidro e estrutura de ferro fundido.

Galleries

(Metrô Palais Royal-Musée du Louvre – 4, rue des Petits-Champs.)  Duas galleries pertinho do Palais Royal são bem interessantes: as Galeries Vivienne e a Colbert. Inauguradas na década de 1820,  mantiveram o estilo da época de sua inauguração, com esculturas e pinturas.

Gallerie  Vivienne
Conserva suas escadarias de ferro forjado e o piso formando mosaicos. Nos seus tempos de glória era um dos endereços favoritos de parisienses. A cuidadosa restauração de 1980, preservou seu estilo original.

Gallerie Colbert 
Menos famosa do que a Gallerie Vivienne, abriga hoje diversas instituições ligadas ao patrimônio cultural parisiense e à história da arte.

6) Le Grand Rex

(Metrô Bonne Nouvelle – End. 1, Bd. Poissonnière.) O Rex, inaugurado em 1932, é o maior e o mais conhecido dos antigos cinemas europeus. Classificado como monumento histórico parisiense, possui fachada Art Déco e uma cúpula estrelada. É a oportunidade de conhecer truques dos bastidores do cinema e participar de visita interativa com surpreendentes efeitos especiais. Site: Le Grand Rex.

7) Tour Jean Sans-Peur  (Torre João-sem-Medo)

(Metrô Etienne Marcel – 20, rue Étienne-Marcel.) É um bom exemplo da arquitetura medieval francesa.  Serviu de residência a Jean-sans-Peur, Duque de Bourgogne, que ali se abrigou, depois de mandar matar seu rival o Duque de Orléans. Jean, não tão sem medo assim, instalou-se no topo da torre no alto de uma longa escadaria para se sentir mais protegido.

8) Place Dauphine

(Metrô Pont Neuf.) Muita gente já foi algumas vezes a Paris, passou bem do lado da Place Dauphine e não a descobriu. A graciosa Place Dauphine, é um recanto escondido na Île de la Cité, uma ilha de paz no movimentado centro de Paris, bem próxima da Saint-Chapelle, A Place Dauphine, construída em 1607, passou por reformas e modificações, que lhe deram a aparência atual. É um dos melhores lugares de Paris para relaxar ou ler um livro em um de seus bancos.

9) Rue  de Furstenberg

Essa pequena via meio escondida, no bairro de Saint-Germain-des-Prés, com seus velhos lampadários, da década de 1940, chamada frequentemente de “praça”, é na verdade uma rua que se divide ao meio para formar uma espécie de pracinha. A pracinha (ou rua…) Furstenberg é bem charmosa no outono e no inverno, quando neva. Sente-se à mesa do pequeno café da praça e sinta-se envolvido por seu um clima germanoplatine. Na praça fica a casa de Eugène Délacroix, importante pintor francês do Romantismo, hoje transformada em museu.

10) Cour de Rohan

(Metrô Odéon) Na pequenina e charmosa Cour de Rohan,  construída por volta do século XV em St-Germain-des-Prés, ficava a casa de Diana de Poitiers, amante (ou sexual-trainer…) de Henrique II, quando ele tinha apenas 12 anos.  A Cour de Rohan abriga hoje charmosos salões de chá e boutiques.

Mapa de Paris

Informações práticas sobre Paris

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Onde dormir em Paris

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Paris em cinco dias

por Lúcio Martins Rodrigues

Cinco dias? Ok, quase todo mundo tem seu cronograma de viagem de acordo com sua realidade. Paris merece uma semana, um mês, mas vamos ver como aproveitar cinco dias em Paris, que é o tempo suficiente para se conhecer pelo menos o básico. E, sem generalizações, “o básico” para alguém não é o básico para outra pessoa. Uns são ligados em museus, outros querem apenas perambular pela cidade, ou se deslumbrar com a beleza de seus parques e jardins.

Mapa de Paris

Monte seu roteiro 

É facílimo. Roteiros prontos, mastigados, prêt-à-porter, podem agradar ao marido, mas não necessariamente à esposa e vice-versa. Mesmo em viagens com amigos, cada um quer ver uma coisa. Além disso, há atrações perfeitas para serem conhecidas em dias de sol, e outras, como museus, que podem ser visitadas em dias chuvosos. Por isso você e seus amigos precisam decidir o que querem ver e, em que momento, e bolar seu roteiro.

O que merece ser visto para quem só tem cinco dias em Paris

Nós mencionaremos as atrações por tipo, com os devidos comentários, e localização, procurando agregar as que ficam próximas umas das outras, com dicas para facilitar a organização de seu roteiro pessoal.

Mapa é essencial

Em todo lugar, nos hotéis, aeroportos, é possível conseguir um mapa de Paris. São normalmente de distribuição gratuita. Por isso mesmo, ao desembarcar procure um no escritório oficial de turismo dos aeroportos parisienses.

Como proceder
Leiam juntos sobre as atrações, e que cada um que se manifeste sobre o que realmente quer conhecer e o que é secundário. Com o mapa nas mãos, assinale a localização de cada atração e trace um roteiro lógico, reunindo em um mesmo trajeto as próximas umas das outras.

Considere o clima
Considere também o clima. Nem sempre o tempo é ensolarado em Paris. Pode chover. Ou pode não chover, mas o céu estar cinzento e escuro a ponto de fazer fotógrafo chorar. Se você acabou de chegar a Paris e já deu sorte de pegar tempo bom, comece aproveitando os dias azuis para tours de barco pelo Sena, para flanar por bairros deliciosos, como St-Germain, Quartier Latin, Marais, e outros programas ao ar livre. Deixe as atrações em ambientes fechados para o fim da viagem. Aí, se chover, tant pis!

Vídeo de turismo sobre Paris

Escolha um bairro prático para se hospedar

Esse detalhe é superimportante. Há hotéis de todos os preços e bem situados, em bairros centrais, como Marais, Les Hâlles-Châtelet, na Rive Droite (margem direita do Sena) ou St-Germain e Quartier Latin, na Rive Gauche (margem esquerda do Sena). Se você estiver hospedado em local estratégico, poderá visitar a pé a maioria das atrações. Veja “Em que bairro se hospedar em Paris“. Essas áreas centrais são também cortadas pelo RER (trem regional que liga Paris a seus aeroportos), com integração para diversas estações de metrô, com o mesmo bilhete. Veja “Como ir de Paris para o aeroporto e vice-versa“.

Transportes urbanos em Paris

Para organizar seu roteiro procure informar-se sobre as estações de metrô mais práticas para você, e a linhas de ônibus mais úteis. Veja “Transportes em Paris“.

Principais atrações em Paris

Reunimos, na medida do possível, as atrações geograficamente.

Passeio de barco pelo Sena

Por mais turístico que seja não dá para perder. Confortavelmente instalado você poderá curtir as mais belas vistas de Paris. Vou mais além: esse é um passeio que vale a pena fazer durante o dia e também, à noite, com todos o monumentos iluminados. Veja informações completas sobre passeios de barco em Paris, pelo Sena e pelo Canal St-Martin.

Pont des Arts

Data do começo do século XIX. Da Pont des Arts, que liga St-Germain ao Louvre, tem-se uma linda vista da Île de la Cité, em frente, e das duas margens do Sena. É um dos lugares favoritos dos namorados que também se espalham pelas margens vizinhas do Sena. Por isso mesmo ficou com uma grade tão cheia de cadeados do amor que seu peso começou a ameaçar a ponte. A prefeitura mandou retirá-los e colocou no lugar das grades placas de vidro onde não se pode pendurar nada, obrigando os pombinhos amorosos a arrulhar em outro lugar. Uma dica: a Pont des Arts não fica longe do cais dos bateaux-mouches que fazem visitas pelo Sena.

Pont Neuf

A Pont Neuf fica exatamente do lado do cais de embarque dos bateaux-mouches e do lado da Pont des Arts. Aproveite depois para fazer seu passeio se o céu estiver azul. A Ponte Nova, apesar do nome, é bem antiga. Foi construída a partir de 1578 por Henrique III. Elegante e romântica, essa ponte até virou nome de filme (Les Amants du Pont Neuf).  Até hoje é cenário de muitas produções rodadas em Paris, entre elas Todos dizem eu te amo, de Woody Allen.

Musée du Louvre

O Louvre foi um palácio real que acabou se transformando no museu mais famoso do mundo. Quem ama arte, história ou arqueologia não deve perder essa visita. Ao organizar seu roteiro considere que o Louvre é um museu impossível de ser visitado por completo em apenas um dia. Veja mais informações e dicas sobre o “Musée du Louvre“.

Musée d’Orsay

Fica no Quai Anatole France. Inaugurado em 1986, o Orsay é um dos mais importantes museus de arte europeus. Seu acervo é composto de obras, sobretudo pinturas, produzidas por artistas ocidentais de 1848 a 1914, entre eles os Impressionistas mais famosos. Veja mais informações e dicas sobre o “Musée d’Orsay“.

Musée Rodin

Instalado em um palacete rodeado por um lindo jardim, o Musée Rodin, inaugurado em 1919,  reúne um fabuloso acervo de esculturas de Auguste Rodin, um dos maiores nomes das artes plásticas francesas. Vejas informações e dicas sobre o “Musée Rodin“.

Sainte-Chapelle

Fica na Île de La Cité. A Sainte-Chapelle foi construída no século XIII, por ordem de São Luís, para abrigar a suposta coroa de espinhos de Cristo. Hoje sabe-se que o rei francês caiu no conto do vigário ao pagar uma verdadeira fortuna pela relíquia, que era falsa. Isso não impede que a Sainte-Chapelle seja uma obra-prima da arquitetura gótica. Seus vitrais mergulham a capela numa luminosidade quase mágica.

Conciergerie

Próximo da Sainte-Chapelle fica a Conciergerie, construção medieval  e imponente à beira do Sena, com quatro torres.  O edifício foi utilizado para atividades administrativas, mas ficou conhecido por ter sido uma importante prisão onde eram encarceradas pessoas famosas caídas em desgraça, entre elas a rainha Maria Antonieta. Saiba mais sobre a “Conciergerie”.

Musée de Cluny (ou Museu da Idade Média)

Não fica longe da Sainte-Chapelle, mas está localizada na Rive Gauche, em frente, do outro lado desse braço do Sena. Atravesse a ponte e entre no Quartier Latin pelo Boulevard Saint-Michel. O museu, fica a cerca de quinhentos metros adiante, à esquerda, na esquina do Boulemich com o Boulevard Saint-Germain. Olhe seu mapa. Quem se interessa por História, em particular pela Idade Média, não pode perder este museu. Veja mais informações sobre o “Musée de Cluny“.

Panthéon de Paris

No Quartier Latin, quase em frente ao Jardin de Luxembourg, e a cinco minutos a pé do Musée de Cluny. Essa imponente construção em estilo clássico, que por fora mais parece um templo grego,  foi erguida por ordem de Luís XV, em 1758, para ser uma igreja.  Em 1791, com a Revolução, foi  transformada em um panteão, para receber os restos mortais de franceses ilustres. Saiba mais.

St-Étienne-du-Mont (igreja)

Fica atrás do Pantheon. Aproveite a visita ao Pantheon para conhecer a igreja. Saint Étienne du Mont foi construída no século XIII na colina de Ste-Geneviève. Diferentemente da maioria das igrejas parisienses, tem uma só nave e apenas uma torre. Sua fachada tem três frontões superpostos. Veja mais informações.

Catedral de Notre-Dame de Paris

Notre-Dame é a mais famosa catedral gótica europeia e um dos ícones da cidade de Paris. Sua construção teve início na segunda metade do século XII. Notre-Dame foi palco de alguns dos mais importantes acontecimentos da história de Paris. Veja dicas e informações sobre a “Catedral de Nôtre-Dame“.

Hôtel de Ville (Prefeitura)

Na Rive Droite, não longe de Notre-Dame.  O edifício atual, inspirado no anterior que pegou fogo, data do final do século XIX. Apesar de não ser muito antigo, é um dos mais belos edifícios de Paris. Seu estilo é neo-renascentista, com paredes ornamentadas de estátuas. É muito bonito, sobretudo à noite, quando iluminado. Veja mais.

Centre Georges Pompidou (Beaubourg)

Fica na Rive Droite, a uns dez minutos a pé de Notre-Dame. Gigantesco, foi inaugurado em 1977 em estilo ultramoderno, todo de metal e vidro. As escadarias, os elevadores e canalizações ficam na parte externa do edifício, no interior de tubos coloridos (verdes, vermelhos, amarelos e azuis). O centro de arte possui acervo próprio, mas destina-se principalmente a acolher exposições temporárias. No último andar funciona um café com vista, muito frequentado. Saiba mais sobre o “Centre Georges Pompidou”.

Musée Carnavalet (Museu da História de Paris)

Hôtel Carnavalet, uma elegante mansão do século XVI,  foi adquirido pela prefeitura de Paris em 1866. Seu acervo, voltado para a História de Paris, inclui objetos históricos e artísticos desde os tempos neolíticos até o século XX. Saiba mais sobre o “Musée Carnavalet“.

Palais Royal

Bem ao lado do Louvre. O Palais Royal, antigo Palais Cardinal, foi construído para o cardeal Richelieu a partir de 1634. Pouco antes de sua morte, o cardeal doou o palácio para a família real. Luís XIV morou nele durante sua infância. Além dos jardins e de sua arquitetura, existem na região do Palais Royal galerias do final do século XVIII, que valem a visita pela originalidade de suas lojas. Veja mais informações.

Opéra Garnier

Visível de longe, fica no outro extremo da avenue d’Opéra, para quem sai do Louvre. O Opéra Garnier, ou Palais Garnier, uma obra-prima arquitetônica, iniciada em 1860 e só entregue em 1875, é mais um ícone parisiense. Pode ser visitada por dentro. Seu museu abriga maquetes de cenários do século XIX e coleções de pinturas inspiradas na dança, como a Danceuse s’exerçant au foyer, de Degas. Veja mais informações.

Madeleine (igreja)

De Opera é fácil chegar à Madeleine. Ela é famosa por sua arquitetura muito singular, neo-clássica, que lembra mais um templo grego que uma igreja católica. Não tem sequer uma cruz no alto. Saiba mais.

Tour Eiffel

A torre fica mais afastada da área mais central de Paris, a Île de la Cité, onde a cidade começou. O mais fácil é tomar o metrô. Em 1889, a Tour Eiffel, iniciada dois anos antes, ficou pronta.  Para construí-la foram utilizadas 18 mil peças de aço unidas por 2,5 milhões de rebites. Atualmente cerca de duzentos milhões de pessoas de todos os países visitam a mais famosa atração de Paris, um símbolo da cidade. Veja informações, dicas e curiosidades sobre  a Tour Eiffel.

Palais de Chaillot

Fica do outro lado do rio, em frente à Tour Eiffel, na outra ponta do Jardin de Trocadéro. Abriga vários museus:

Musée de l’Homme

Um dos mais famosos museus de antropologia europeus, o Musée de l’Homme abriga diferentes coleções sobre a evolução do homem desde a pré-história. É uma verdadeira viagem de 3,5 milhões de anos no tempo. Veja mais informações na página sobre Trocadéro.

Musée de la Marine 

O Museu da Marinha em Paris é o mais importante do gênero no planeta. Seu acervo reúnes quase 2 mil maquetes de diversos tipos de embarcação: barcos egípcios da época dos faraós, navios a vapor, veleiros, navios de guerra. Veja mais informações.

Cité de l’Architecture et du Patrimoine

Também no Palais de Chayot, aberto em 2007, é dedicado à história da arquitetura da França, do século XII aos dias de hoje. É enorme, você precisará facilmente de algumas horas para visitá-lo. Saiba mais.

Musée Guimet (Musée National des Arts Asiatiques)

Fora do Palais de Chaillot, mas próximo, na Place de l’Iéna, fica o Musée Guimet, que reúne uma riquíssima coleção de arte asiática com peças de diferentes épocas, da China, Coreia, Japão, Afeganistão, Paquistão, Índia, Nepal e Tibet, desde a pré-história até épocas mais recentes. Veja mais informações.

Arco do Triunfo

Está a uns vinte minutos de caminhada da Tour Eiffel, pela avenue Kléber. O gigantesco arco no final da Avenue des Champs-Élysées foi construído em 1806 a mando de Napoleão. Pode-se subir ao topo, de onde se tem uma vista privilegiada da Avenue des Champs-Élysées e de outras que partem da praça de l’Étoile. Saiba mais sobre o Arco do Triunfo.

Palácio de Versalhes (Versailles)

Fica fora de Paris. É preciso tomar o RER na estação de metrô Saint-Michel, junto do Sena. O Palácio de Versalhes, rodeado de magníficos  jardins, é a mais grandiosa residência real da Europa. É considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Além de sua arquitetura imponente, seu interior, repleto de galerias e salões decorados com mármores, madeiras esculpidas, cristais e muito ouro, é um verdadeiro museu, com móveis requintados, tapeçarias, quadros e obras de arte. É visita obrigatória para quem vai a Paris. Reserve, pelo menos, metade do dia para esse passeio. Veja mais informações, fotos e dicas sobre Versailles.

Parques e jardins de Paris

Paris é famosa por seus parques e jardins, lindos, principalmente na primavera e no outono. Como os jardins são espalhados pela cidade, não é possível reagrupá-los, como fizemos com a maioria das atrações. Mas temos uma página inteira dedicada exclusivamente aos vastos e belos jardins parisienses. Veja “Parques e jardins de Paris“.

Flanando pelos bairros de Paris

Paris é linda, mas alguns bairros merecem destaque e são perfeitos para serem vistados a pé, sem pressa. Na Rive Droite: Saint-Germain des Prés, Quartier Latin, Invalides. Na Rive Gauche: Marais, Palais Royal, Madeleine e Concorde, Champs-Élysées. No meio ficam as ilhas de la Cité e Saint Louis. Ao norte de Paris o destaque fica para Montmartre, antigo bairro dos artistas.

Mapa de Paris

Dá para ver tudo isso em apenas cinco dias?

Nós mesmos achamos difícil. Você terá de ver com seus parceiros ou, então, com seus amigos e selecionar as atrações de interesse comum.

É só isso, ou tem mais?

Tem mais, sim. Estamos apenas sugerindo o básico a ser visitado em cinco dias. Quer ver outras atrações e museus? Consulte a página sobre atrações em Paris.

Paris, Sorbonne
Francês, a língua de Paris, Place de la Sorbonne

Francês, a língua de Paris

Durante toda a Idade Média e até o final do século XVIII, quando ocorreu a Revolução Francesa, embora a grande maioria do povo entendesse o francês, apenas 10% da população o utilizava como idioma de comunicação diária, enquanto os outros 90% da população se expressavam em patois (dialetos locais).

O francês era falado principalmente em Paris e na Île-de-France, a região em volta da capital.

Duas outras línguas (além das dezenas de patois – dialetos) eram muito utilizadas em outras regiões da França: a língua d’Oc, mais influenciada pelo latim, utilizada do sul até o centro da França, e a língua d’Oil, de influência germânica, falada do centro até o norte.

Caso você já tenha visto algum texto medieval em francês, pode ter ficado surpreso em ver que, frequentemente, uma mesma palavra aparece escrita de modo diferente. Sabe por quê? O francês da Idade Média não tinha regras de ortografia definidas: cada um escrevia como achava que devia ser. Por isso mesmo, o latim, língua já consolidada e uniformizada, e não o francês, era utilizado pelos religiosos e pelos estudantes nos centros de estudo do Quartier Latin.

Por volta de 1790, durante a Revolução, quando se decidiu difundir o conhecimento do francês, simplesmente não existiam professores com domínio suficiente do idioma para fazê-lo! Foi então que surgiram as “escolas normais”, que ensinavam francês aos alunos, para torná-los professores.

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Conciergerie, Île de la Cité, Paris
Prédio da Conciergerie, Paris: cenário de fatos que levaram ao cumprimento da praga lançada pelo templário

Praga de templário pega

O poder dos templários na Paris medieval

No começo do século XIV, os religiosos mais poderosos e ricos de Paris eram os templários, estabelecidos no bairro do Marais desde 1140. Seu território, equivalente ao de uma pequena cidade, era composto de uma gigantesca abadia fortificada e autossuficiente, denominada Temple. As ruas que levavam a ela existem até hoje, com os mesmos nomes: rue du Temple e rue Vieille du Temple.

Para se apossar dos bens dos templários e ao mesmo tempo livrar-se daquele incômodo poder paralelo, o rei Felipe, o Belo conseguiu aprisionar seu grão-mestre e outros importantes membros da ordem, acusando-os de idolatria, apostasia e sodomia. Ao fim de um processo nada imparcial, eles foram condenados à fogueira por um tribunal da Inquisição.

A maldição lançada por De Molay contra o rei

Pouco antes de ser executado em Paris com seus companheiros, em 1314, onde é hoje o Square du Vert Galant, o grão-mestre Jacques de Molay lançou uma praga sobre o rei, afirmando aos brados que Felipe logo morreria e que sua dinastia, a dos Capetos, se extinguiria em breve, sem descendentes. Ninguém em Paris levou isso muito a sério; era quase impossível acontecer! Felipe era um homem forte e saudável e tinha vários filhos homens. Porém, Jaques de Molay estava certo.

O fim de uma dinastia

O rei morreu alguns meses depois, ao cair de seu cavalo, e seus dois filhos mais velhos foram traídos pelas mulheres. Os amantes das norinhas reais também foram queimados vivos em Paris, como os templários, mas esse ato de pura vingança de nada adiantou, pois a descendência real ficou desacreditada: seriam bastardos os netos do rei?

Muitas águas foram rolando, com a sucessiva ocorrência de episódios emocionantes e improváveis, até que, em 1328, apenas quatorze anos após a atroz execução dos templários, o último filho rei, Carlos IV, morreu sem deixar nenhum descendente do sexo masculino, e a coroa passou às mãos de seu primo, Felipe V, que deu início à dinastia dos Valois.

Dica

Para saber tudo o que ocorreu com os últimos Capetos, leia o magnífico romance histórico “Les Rois Maudits”, de Maurice Druon, traduzido para o português como “Os Reis Malditos”.

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Conciergerie, Île de la Cité, Paris
Conciergerie, Île de la Cité, Paris

Conciergerie, uma construção medieval

O edifício da Conciergerie, no norte da Île de la Cité, face à Rive Droite, ao lado da Pont au Change, faz parte do conjunto do Palais de Justice. Construída por ordem de Felipe, o Belo, no começo do século XIV, para ser um anexo ao Palais de la Cité, é uma edificação imponente à beira do Sena, com quatro torres medievais: a Tour de l’Horloge (“Torre do Relógio”), a Tour de César (“Torre de César”), erguida sobre fundações romanas, a Tour d’Argent (“Torre de Prata”), onde eram guardados os tesouros reais, e a Tour Bombée ou Bon-Bec (“Torre Bom Bico”, assim chamada porque ali, sob tortura, todo mundo acabava abrindo o bico!).

Localização da Conciergerie

Uma prisão para os inimigos do regime

Na Conciergerie, durante muitos séculos, foram exercidas atividades legislativas e judiciárias, mas o prédio tornou-se conhecido sobretudo por ter sido uma prisão, que ficava sob a responsabilidade de um concierge (“zelador”). O concierge era um homem influente, de confiança do rei, em geral um nobre. Seu cargo lhe dava direito a muitas mordomias. As celas da Conciergerie foram ocupadas por inimigos da coroa durante a Idade Média e, durante a Revolução Francesa, por prisioneiros políticos. Dá até arrepio pensar que quase todos os que passaram por lá foram diretamente para a guilhotina. Muitos personagens de destaque na História da França viveram seus últimos dias ali, como Maria Antonieta, Danton, Robespierre, Charlotte Corday, (assassina de Marat, aquele da banheira), Madame du Barry (amante de Luís XV).

La république n’a pas besoin de savants

Até mesmo o cientista Lavoisier (“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”). Foi a respeito deste último que o acusador do Tribunal Revolucionário, Fouquier-Tinville, declarou: “La république n’a pas besoin de savants” (“A república não precisa de sábios.”). Parece que a república também não precisava de “Fouquiers-Tinvilles”, pois o foi guilhotinado pouco tempo depois, em 1795.

Os prisioneiros da Revolução Francesa

É impressionante ler na Conciergerie a lista dos prisioneiros da Revolução e constatar que, em sua maioria, não se tratava de nobres ou de quem tivesse regalias derivadas do regime monárquico: “Fulana, criada”, “Sicrano, pedreiro”, “Beltrano, cocheiro”… Era gente bem simples, do povo; aquele mesmo povo em cujo nome os revolucionários diziam que o poder estava sendo exercido.

O interior da Conciergerie

Visitando o interior da Conciergerie, pode-se conhecer lugares interessantes e históricos, como a Salle des Gens d’Armes (“Sala dos Soldados”), um imenso salão gótico onde o Tribunal Revolucionário foi instalado; celas da prisão (inclusive uma reprodução da cela de Maria Antonieta); o pátio reservado às prisioneiras; e a Chapelle des Girondins, onde os girondinos passaram sua última noite antes da execução.

A Conciergerie vista de fora

Para admirar o prédio por fora, o melhor lugar é a margem do Sena na Rive Droite (Quai de la Mégisserie) e o melhor horário é o pôr-do-sol, quando os poderosos holofotes que o iluminam são acesos.

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Paris na Belle Époque
Paris, France

Belle Époque em Paris: rompimento com valores tradicionais

O período entre a última década do século XIX e a Primeira Grande Guerra, conhecido como a Belle Époque, simboliza, até hoje, glamour e rompimento com o tradicional. Foram anos felizes, ao menos para a classe que tinha dinheiro e acesso aos frutos do progresso, a elite disposta a se deixar impressionar pelos delírios criativos de “rebeldes”, como Toulouse-Lautrec, Mucha, Sarah Bernhardt, Guimard e Aristide Bruant. Dois desses nomes estão intimamente associados, nas artes plásticas, ao estilo Art Nouveau, sinônimo desse começo de século: o pintor Toulouse-Lautrec e Alphonse Mucha, que começou desenhando cartazes para o teatro de Sarah Bernhardt.

A Belle Époque na arquitetura em Paris

O polêmico Hector Guimard, arquiteto de estilo ousado, foi um dos maiores expoentes da arquitetura desse período, caracterizada pelo uso do ferro forjado, do vidro e de colunas nas construções. A utilização do ferro permitia a elaboração de arcos e grades, formando plantas, flores e outros detalhes decorativos. A arquitetura residencial tornou-se menos padronizada, com detalhes mais ricos e fachadas enfeitadas com estátuas de inspiração greco-romana. Preste atenção e você perceberá a diferença entre os imóveis desse período e os sóbrios prédios haussmannianos, todos iguais. Um bom exemplo da arquitetura Art Nouveau é o Castel Béranger, em Auteuil.
Por trás de tudo, a intenção era democratizar a arte e a arquitetura, tornando-as acessíveis a todos. O estilo de Guimard, por exemplo, consolidou-se com as estações de metrô. Era a arquitetura para o uso da população, voltada para um meio de transporte que, em princípio, devia ser o mais democrático possível.

Paris na Belle Époque

A Exposição Universal

Escolhida para receber a Exposição Universal por dois anos consecutivos, Paris ganhou em 1899 a Tour Eiffel e em 1900 dois novos e belos edifícios: o Petit Palais e o Grand Palais. Outros pavilhões monumentais, construídos em metal coberto de estuque, entre os Invalides e os Champs de Mars, foram demolidos no fim das exposições. (Esse “desperdício” era possível graças à prosperidade da época). A Paris modernizada tinha agora iluminação a gás nas vias públicas e ônibus puxados por cavalos ligando os diferentes bairros.

A vida em Paris durante a Belle Époque

Além do transporte público, havia carroças, charretes, carruagens e outros veículos de tração animal, o que tornava o trânsito infernal em alguns bulevares. Num só dia, 60 mil veículos, 70 mil cavalos e 400 mil pedestres passavam em média por cada um dos cruzamentos mais importantes da cidade. A população e os jornais reclamavam dos montes de estrume equino nas ruas e do cheiro de estrebaria que tomava conta da cidade, principalmente no verão. O metrô, inaugurado em 1900, e o bonde, inicialmente a vapor, depois elétrico, foram parte da solução, mas muitos acreditavam que a poluição só acabaria com a utilização generalizada de veículos com motor a explosão. Não haviam pensado ainda em fazer rodízio de cavalos!

Tudo fervilhava em Paris da Belle Époque

A extravagância virou moda. Na literatura, o estilo malicioso e sensual fazia escola. A moda realçava os contornos femininos; a cintura fina, apertada por cintas elásticas, culminava em pregas de tecido que avolumavam os quadris. Os decotes mais ousados revelavam os seios comprimidos em corpetes. Nunca as parisienses deram tanta atenção à maquiagem.
Com a invenção do cinematógrafo (o primeiro projetor de filmes) pelos irmãos Lumière, em dezembro de 1895, foi feita a exibição pública dessa grande novidade. O local escolhido foi o Grand Café, no Bd. des Capucines, cujo salão Indien, no subsolo, tornou-se a primeira sala de cinema do mundo. Isso hoje pode nos parecer engraçado, mas quando foi exibido o curta-metragem L’Arrivé du Train à la Ciotat (“Chegada do trem em Ciotat”) mostrando uma locomotiva aproximando-se da estação, muitos dos espectadores se encolheram ou se levantaram assustados, temendo que o trem viesse sobre eles!

Video sobre o filme “Meia-Noite em Paris”

Os cafés-concerts, marca registrada da Belle Époque

Os cafés-concerts, com preços acessíveis e variedade de opções de lazer, trouxeram o prazer ao alcance de todas as classes sociais, concorrendo com o circo e o teatro. Cada um podia chegar ou sair quando quisesse, sem ter de esperar o final da apresentação. Era um local onde se podia comer, beber e fumar com os amigos ou mesmo conseguir a companhia de uma cortesã ou corista.
A maioria dos cafés-concerts situava-se na região norte de Paris, no Boulevard de Strasbourg, nas proximidades da Porte Saint-Denis, de onde se expandiram rapidamente. Sua programação era uma mistura de teatro, recitais de poesia, circo e algumas inovações como acrobatas, bailarinas orientais, cantores, palhaços e equilibristas. Satirizavam-se os poderes estabelecidos, por meio de anedotas sobre políticos e personagens famosos.

Le Chat Noir, o Moulin Rouge e o Folies-Bergères

Um gato negro miando numa alçada foi a inspiração para o nome de uns dos primeiros e mais famosos desses templos do lazer: Le Chat Noir. (Quantos turistas brasileiros não resistiram à tentação de comprar uma reprodução dos pôsteres desse cabaré, vendidos nas margens do Sena?).
Em seguida surgiram o Moulin Rouge e o Folies-Bergères, que na época eram cafés-concerts, além do Lapin Agile, que mantém a tradição até hoje.

Os grands boulevards

Os grands boulevards, a primeira região de Paris onde começaram a se instalar cinemas, eram animados dia e noite e se tornaram um lugar da moda. Em 1894, o futebol, trazido da Inglaterra, apenas começava a despertar o interesse dos franceses. O vencedor do primeiro campeonato da França de futebol, o Standart Athlétic Club de Paris, tinha um só jogador francês para dez ingleses! (Como foi que os franceses aprenderam a jogar tão direitinho?)

Santos Dumont

Logo no começo do século, um brasileiro deu muito o que falar em Paris, o “Petit Santos” — nosso Alberto Santos Dumont. Depois de seus primeiros ensaios (em um dos quais ele acabou caindo sobre um restaurante no Trocadéro), o aeronauta conseguiu, com o pequeno dirigível Brasil, fazer o percurso St-Cloud/Tour Eiffel/St-Cloud em menos de 30 minutos e ganhar o prêmio Deutsche de la Meurthe. Os 100.000 francos que recebeu foram distribuídos entre seus colaboradores e pessoas necessitadas. Em 1906, os parisienses viram entusiasmados o 14 Bis percorrer 220 metros, voando a 6 metros de altura e obtendo o primeiro recorde homologado da história da aviação.

As conquistas sociais

No campo social, algumas conquistas foram aos poucos sendo obtidas pelos operários e em 1906 o repouso semanal tornou-se obrigatório. Com isso, muita gente saía de Paris aos domingos e os déjeuners sur l’herbe (almoços ao ar livre) e bailes campestres foram se tornando comuns. São dessa época as guinguettes (restaurantes dançantes) às margens do rio Marne, perto de Paris.

Paris na Belle Époque: quase três milhões de habitantes

Em 1910, quando foi concluída a Basílica de Sacré-Coeur, a cidade já atingira 2,9 milhões de habitantes, o que representa mais do que sua população atual, se excluirmos a periferia.
Foi um momento de muita produção artística e o auge do Impressionismo, quando diversos pintores famosos se estabeleceram em Montmartre. Essa fase dourada da Belle Époque durou até 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial.

Acompanhe a história de Paris

Da Primeira Guerra aos anos 1930

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Panorâmica, Tour Eiffel, Paris
Panorâmica, Tour Eiffel, Paris

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O homem que vendeu a Tour Eiffel: o “Conde Lustig”

Em 1925, um espertíssimo vigarista, não um qualquer, mas um malandro de alto padrão, aplicou um golpe genial: o tcheco Victor Lustig – ou “Conde Lustig”, como ele gostava de se apresentar, vendeu a Tour Eiffel, com a ajuda de seu comparsa norte-americano Dan Collins.

É obvio que ele não parou um turista na rua e perguntou: “Quer comprar a Tour Eiffel?”. Ninguém cairia nessa. Por acaso, ele vira uma matéria num jornal parisiense, que falava que a torre Eiffel teria que passar por custosos reparos ou transformada em sucata. Isso lhe deu a idéia de vender não a torre, mas as toneladas de ferro utilizadas em sua construção. Afinal, ela fora erguida para a exposição de 1899, como uma obra temporária que foi ficando e acabou se tornando um símbolo da França e de Paris.

Um golpe bem planejado

Um golpe foi montado nos mínimos detalhes Lustig e seu comparsa instalaram-se no elegante Hôtel Crillon, de onde enviaram uma carta de convocação em papel timbrado (falso, é claro), do Ministério de Correios e Telégrafos às principais firmas de recuperação de metais, com as quais marcaram uma reunião.

Reunido com sua vítimas em potencial, Lustig anunciou, para estupefação geral: “ Senhores, a Tour Eiffel será desmontada !”. Explicou que se tratava de uma operação super sigilosa, que nem mesmo ministros sabiam e que o governo temia a repercussão entre os parisienses caso o affair fosse levado a público precocemente. Por isso mesmo, para evitar que o assunto transpirasse, não poderia ser tratado no prédio do ministério.

Muita cara de pau…

Depois lembrou o valor de mercado das 10.000 toneladas de ferro representadas pela estrutura da Torre Eiffel e pediu que cada um colocasse sua oferta em um envelope. Terminada a reunião, o estelionatário colocou seus convidados numa limusine com motorista e os levou para visitar a Torre Eiffel…

Um detalhe para reforçar a autencidade do negócio

 Dias mais tarde, a vítima ganhadora da concorrência, cujo sugestivo nome era André Poisson (André “Peixe”), apresentou-se no Hôtel Crillon com um cheque visado. Mas a audácia de Victor Lustig não parou por aí; ele deu a entender que uma propina para o Prefeito de Paris seria bem-vinda… Esse ato de corrupção deu mais autenticidade ao negócio e Monsieur Poisson pagou sem discutir. Com o dinheiro em mãos, Lustig e Collins tomaram um trem para Viena. É preciso lembrar que a Interpol acabara de ser criada e não havia as facilidades de comunicação propiciadas pela tecnologia atual: era relativamente fácil ir para outro país e desaparecer do mapa.

Em Viena

Escondidos em Viena, discretos Durante um tempo, Victor Lustig e Dan Collins viveram uma vida de luxo em Viena enquanto acompanhavam o noticiário de jornais franceses para ver se aparecia alguma menção à venda da Torre Eiffel no noticiário. Sabe-se que André Poisson ficou tão envergonhado em ter caído num conto desses que nunca chegou a dar parte a polícia.

A Torre Eiffel é vendida uma segunda vez

Victor Lustig vendeu a torre pela segunda vez Assim sendo, depois de alguns meses Victor Lustig reapareceu na França, onde vendeu novamente a Tour Eiffel (que vício!). Desta vez, porém, a vítima desconfiou e a dupla de estelionatários teve que fugir apressadamente para os Estados Unidos.

O impressionante é que os autores do golpe, estrangeiros, conseguiram vender a Torre Eiffel a franceses! A façanha deu origem a um livro de James F. Johnson e Floyd Miller e a um curta metragem.

Um vigarista poliglota e culto

Sabe-se que Victor Lustig, que falava perfeitamente 5 línguas, tinha nada menos do que 24 identidades diferentes. Ele é também autor de outro golpe: andou vendendo na Flórida uma máquina que supostamente reproduzia dinheiro (você colocava uma nota dentro e obtinha outra igualzinha !). Mas, enfim, essa é uma outra história, que fica para outra vez.

Veja mais curiosidades sobre a Tour Eiffel

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Onibus em Paris, foto LHOON CCBY SA
história dos transportes em Paris, foto LHOON CCBY SA

A história dos transportes em Paris

As primeiras linhas regulares de transportes públicos em Paris

A história dos transportes em Paris é antiga. O primeiro arremedo de transporte coletivo em Paris apareceu por volta da segunda metade do século XVII, com cinco linhas regulares de carroças com assentos laterais, nas quais se cobrava um preço ao alcance de todos. Uma tentativa de aumento da tarifa e de reservar esse meio de transporte aos “bourgeois et gens de mérite” (burgueses e pessoas de mérito) fracassou.O transporte público melhorou bastante com os primeiros barcos a vapor, que passaram a navegar pelo Sena em 1816, e as linhas de ônibus puxados por cavalos, com capacidade para até 25 pessoas.

 A segunda metade do século XIX

A circulação de veículos já era intensa. Algumas linhas de bonde e de ônibus, como a Madeleine-Bastille, a Montrouge-Gare de l’Est e a Rue de Sèvres-Gare du Nord, transportavam até 30 mil passageiros por dia.
O bonde puxado por cavalos foi inventado em 1852. Após a Comuna foram introduzidos os primeiros bondes a vapor entre Montparnasse e a Gare d’Orléans. Em 1876, os cavalos voltaram à cena, pois os bondes a vapor eram dispendiosos. Os bondes elétricos parisienses surgiram em 1892 e existiram até 1937.

Os primeiros  ônibus de Paris

Um decreto de 1855 fundou a Companhie Générale des Omnibus, que reuniu uma dezena de companhias independentes com aproximadamente 4 mil ônibus puxados por cavalos circulando por Paris. Nesses ônibus, os preços eram diferenciados: 15 centavos de francos para os assentos a céu aberto no alto do veículo – a chamada Impériale – e 30 centavos para viajar no interior do ônibus. Em 1906 apareceram os primeiros ônibus a gasolina, que foram substituindo aqueles de tração animal, juntamente com os primeiros automóveis, que começavam a disputar espaço nas ruas com as carruagens.

Vídeo sobre o metrô de Paris

O metrô de Paris

A capital ganhou sua primeira linha de metrô (Porte de Vincennes/Porte Maillot) em 19 julho de 1900. Quando começou a Primeira Guerra, em 1914, Paris já tinha mais linhas de metrô do que São Paulo e o Rio de Janeiro têm hoje: sete completas e mais quatro em construção!

Uma curiosidade

Você reparou que o metrô e o RER correm em mãos contrárias um do outro? Vamos lá, um pouco de cultura para você utilizar entre os amigos politicamente corretos: na época em que foi construído, o metrô foi concebido para correr apenas dentro de Paris, não devendo de modo algum atingir as periferias pobres. Foi para evitar qualquer conexão com os trens de subúrbio, que correm à esquerda, que se optou por fazer o metrô correr à direita. Foi realmente uma opção de direita!

Veja como utilizar os transportes públicos em Paris

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Restaurante brasileiro em Paris
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Paris e os brasileiros, uma relação antiga

O Brasil e os brasileiros têm uma antiga e forte ligação com a França. A própria abertura dos portos brasileiros às nações amigas, a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro e outras medidas que favoreceram o progresso do Brasil colonial foram conseqüência da invasão de Portugal pelos franceses.

A influência dos pensadores franceses e o positivismo no Brasil

Durante todo o século XIX, o Brasil foi influenciado pelas idéias dos grandes pensadores franceses. O Positivismo de Auguste Comte teve fortes repercussões no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, que era então a capital, e foi a base doutrinária da proclamação da República. Até mesmo o dístico de nossa bandeira — “Ordem e Progresso” — é um lema positivista.
Na literatura brasileira, foi também enorme a influência do Romantismo e do Realismo.

Os franceses e a fundação da USP

É bom lembrar que diversos professores franceses participaram da fundação da Universidade de São Paulo na década de 1930. A importância cultural da França era tão grande que, durante muito tempo, o francês foi considerado no Brasil a segunda língua, não só das elites, mas também da pequena burguesia. Foi somente a partir da década de 1960 que o inglês substituiu o francês como língua obrigatória no ensino médio brasileiro.

Os exilados brasileiros em Paris

Paris foi o lugar onde tradicionalmente os brasileiros exilados em diferentes épocas acabaram se estabelecendo, a começar pelo próprio Dom Pedro II, um admirador da França. Aliás, a casa real brasileira de Orléans e Bragança é meio francesa, pois a Princesa Isabel casou-se com o Conde d’Eu, neto do rei francês Luís Felipe.

Santos Dumont

Entre os grandes brasileiros conhecidos dos franceses está Santos Dumont, cujas peripécias foram acompanhadas com entusiasmo pelos parisienses há um século. O percurso feito a bordo do balão Brasil, pelo qual ganhou o prêmio Deutsche de la Meurthe, e o célebre voo do 14 Bis, no parque de Bagatelle, fizeram sua fama.

O Modernismo

Já na década de 1920, o Modernismo brasileiro foi muito inspirado nas novas tendências surgidas em Paris, que continuava sendo a maior referência cultural do Ocidente. As experiências de Tarsila do Amaral e de Oswald de Andrade na capital francesa tiveram reflexos na literatura e nas artes plásticas brasileiras. Tarsila morou em Montmartre, onde realizou exposições e tornou-se discípula de alguns dos grandes nomes da pintura francesa moderna, como Léger, Gleises e Lhote.

Artistas brasileiros em Paris

Na música clássica, um outro grande artista brasileiro destacou-se nessa mesma década: Heitor Villa-Lobos, que apresentou, em 1924, seu primeiro concerto em Paris.
Também viveu em Paris o pintor Cândido Portinari, que ao receber o Prêmio “Viagem” da Exposição Geral de Belas Artes do Rio de Janeiro, permaneceu um ano na França, em 1930. Durante sua permanência na capital francesa, o artista tomou contato com a chamada Escola de Paris e com a obra de Picasso, cuja influência se percebe nos painéis da sua Série Bíblica. Já mundialmente consagrado, Portinari voltou a Paris em 1946 para realizar a sua primeira exposição na Europa, e fez tanto sucesso que o governo francês lhe concedeu a medalha da Légion d’Honneur (Legião de Honra).

Brasileiros na Resistência Francesa

Durante a ocupação, na Segunda Guerra, o brasileiro Apolônio de Carvalho participou ativamente dos combates contra os nazistas, chegando a ser condecorado pelos franceses.

Jorge Amado

No pós-guerra, outros escritores brasileiros importantes fixaram-se em Paris, como Jorge Amado, que se mudou para a França para colocar- se a salvo de perseguições políticas. Ele e Zélia Gattai foram morar no Grand Hotel St-Michel, no Quartier Latin, e tornaram-se amigos de intelectuais e artistas como Jean-Paul Sartre, Pablo Picasso, Pablo Neruda, Marc Chagall, Paul Éluard e Louis Aragon. Em razão de sua militância de esquerda e de seus laços com países do leste europeu, o escritor acabou sendo expulso da França e durante dezesseis anos foi proibido de voltar ao país. (Para saber mais sobre a vida do casal em Paris, leia Senhora Dona do Baile, de Zélia Gattai).

Intelectuais e artistas brasileiros em Paris

Entre os brasileiros que tiveram repercussão intelectual na França estão o sociólogo Gilberto Freyre e o economista Celso Furtado, professor da Sorbonne e autor de vários livros publicados em francês.
Diversos outros autores tiveram suas obras traduzidas para o francês, como Antônio Callado, Chico Buarque, Carlos Heitor Cony, Autran Dourado, Fernando Gabeira, Nélida Piñon, Moacyr Scliar, Márcio Souza e Lygia Fagundes Telles. (O mais vendido, porém, é Paulo Coelho. Vá entender!)

Os refugiados da ditadura

Durante o regime militar brasileiro iniciado em 1964, muitos refugiados políticos chegaram a Paris fugindo da repressão. Bastava entrar num metrô para dar de cara com estudantes, professores, políticos ou intelectuais brasileiros. Entre eles, dois Presidentes da República: Juscelino Kubitschek de Oliveira e Fernando Henrique Cardoso.

Outros nomes conhecidos

Mais recentemente, outros brasileiros tornaram-se bem conhecidos dos parisienses. É impossível citar todos, mas só para lembrar de alguns, temos, nos esportes, o craque Raí, que jogou no Paris St- Germain, e Gustavo Kuerten, vencedor por três vezes do torneio Roland Garros, em Paris. O estilista Ocimar Versolato é o primeiro brasileiro de reconhecimento internacional na alta costura. Os fotógrafos Sebastião Salgado e Walter Firmo — este último, influenciado por Brassaï e Doisneau — são nomes muito respeitados na sua área. A família Reali, que viveu em Paris desde a década de 1970, representou o Brasil com Reali Jr., que foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, e sua filha Cristiana Reali, atriz de sucesso.

A cozinha e a música brasileira em Paris

A cozinha e a música brasileira também estão na moda em Paris. Basta dar uma caminhada à noite pela região da rue Oberkampf para deparar com menus anunciando “moqueca de camarão” acompanhada de caipirinha, que os franceses chamam de “caipiriná”. No Favela Chic, você encontrará parisienses dançando samba e comendo feijoada.
Hoje (felizmente, ufa!) não há mais refugiados políticos por lá, mas existe uma grande comunidade brasileira em Paris, formada por gente que estuda e trabalha nas mais diversas áreas.

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