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New York e suas comunidades étnicas - Foto Guian Bolisay CCBY
New York e suas comunidades étnicas, Chinatown, New York

New York e suas comunidades étnicas

Mapa de Manhattan

Hispânicos

Os hispânicos formam um dos contingentes mais importantes da população – uns dois milhões de pessoas. Habitam principalmente o East Harlem (que até ganhou a alcunha de El Barrio) e partes do Bronx, do Queens e do Brooklyn. Muitos são trabalhadores clandestinos. Os mexicanos, chamados às vezes pejorativamente de “chicanos”, constituem o principal grupo nacional entre os hispânicos nos EUA, embora não em Nova York. Os maiores grupos hispânicos de NYC são os porto-riquenhos e os dominicanos. Foram eles que criaram, em Nova York, a salsa. É curioso pensar que os Estados Unidos tomaram metade do território do México na guerra de 1846-48 e hoje são os mexicanos que estão “invadindo” os Estados Unidos. Em algumas décadas, os hispânicos poderão se tornar a maior parte da população.

Alguns dados preocupam as autoridades. Os imigrantes latino-americanos, em sua maior parte, estão mal integrados à sociedade norte-americana, ocupam postos de trabalho informal e têm pouco domínio do inglês, assim como baixa escolaridade, contrastando gritantemente com aqueles que freqüentaram o ensino básico norte-americano. Desse grupo, os mexicanos têm o nível de escolarização mais baixo de Nova York. Somente 30% dos adolescentes mexicanos ou de origem mexicana terminam os estudos secundários. Oriundos de regiões pobres do México e sem nenhuma formação, muitos sobrevivem em “empreguinhos” e bicos de todo tipo. Por exemplo, os garçons de cafés e restaurantes podem ser americanos, europeus ou filipinos, mas seus ajudantes, que arrumam e tiram a mesa, são hispânicos.

O conservador cientista político Samuel Huntington, autor de The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order (chamado pelo Secretário General da Agência Européia para a Cultura da UNESCO, José Vidal-Beneyto, de “o intelectual para todos os usos militares”…) diz que “não existe ‘el sueño americano’. Só existe o American Dream criado por uma sociedade anglo-protestante. Se os americanos de origem mexicana querem participar desse sonho e dessa sociedade, terão que sonhar em inglês”.

Apesar do que pensam Huntington e seus seguidores, Nova York tem mais de 30 jornais diários em outros idiomas e um grande número de placas em espanhol, como as que existem em estações de metrô. Mais ainda: praticamente todos as centrais telefônicas de atendimento ao cliente de órgãos públicos como a IRS (Receita Federal) e empresas de prestação de serviços como eletricidade e telefonia, além de bancos, oferecem atendimento em espanhol e em inglês. É impressionante.

Italianos

Por volta de 1870, as dificuldades econômicas e a falta de perspectivas no seu país obrigaram muitos italianos a imigrar para a América. Boa parte deles seguiu para o Brasil e a Argentina; outros foram para os Estados Unidos, principalmente Nova York. Embora hoje em dia os descendentes desses imigrantes já estejam espalhados pela cidade, no passado Little Italy era um verdadeiro ghetto. Muitos italianos e seus descendentes viriam a desempenhar importantes papéis nos destinos da cidade, como os prefeitos Fiorello de LaGuardia e Rudolph Giuliani.

Outros, felizmente uma minoria, inspiraram personagens de filmes como a trilogia O Poderoso Chefão. Os ítalo-americanos de hoje estão perfeitamente integrados. Al Capone é história. E, para alegria dos cinéfilos, a imigração italiana deu origem a talentosos nova-iorquinos como Robert De Niro (Roberto Mario De Niro Jr.), Al Pacino (Alfredo James Pacino) e Martin Scorsese (Martin Marcantonio Luciano Scorsese).

Germânicos

A denominação engloba alemães, austríacos e outros imigrantes de língua alemã. Chegaram em grande número também na segunda metade do século XIX e integraram-se rapidamente. A região de Yorkville, no Upper East Side, ocupada por eles, não é mais um “bairro alemão”.

Irlandeses

Os primeiros irlandeses chegaram a Nova York no século XVII, mas foi a partir de meados do século XIX que, premidos pela miséria e pela fome, passaram a imigrar em massa para os Estados Unidos e formaram uma enorme parcela da população nova-iorquina que se concentrou inicialmente nos bairros pobres do sul de Manhattan. Foram eles os maiores responsáveis (com uma mãozinha dos italianos) pelos primeiros movimentos que deram origem ao sindicalismo norte-americano. Muitos nova-iorquinos natos descendem desses imigrantes, aos quais se devem influências como a religião católica – e o gosto pela boa cerveja!

Asiáticos

Os asiáticos que chegaram no século XIX aos Estados Unidos para trabalhar em minas e na construção de estradas de ferro eram chineses. Hoje a imigração asiática está mais diversificada: além de chineses, Nova York recebe um grande número de pessoas oriundas da Coréia, das Filipinas, da Tailândia e outros países. Chinatown agora é um bairro asiático e não apenas chinês.

Eslavos, gregos, armênios

Nova York acolheu, em diferentes momentos, russos, poloneses, ucranianos, lituanos, letões e estonianos. Russos e poloneses, principalmente, fixaram-se no Brooklyn.
Gregos e armênios A comunidade grega, numerosa em Nova York, e muito unida, é visível no Queens, enquanto os armênios estão principalmente no Bronx. (Casamento Grego, embora filmado em Chicago, retrata de forma divertida o estilo de vida helênico nos EUA).

Africanos

Africanos e seus descendentes estão presentes desde o início da colonização britânica, quando Nova York foi a mais importante cidade escravagista americana. Hoje, a população negra é numerosa: aproximadamente 1,8 milhão de habitantes. Apesar de a média de seus rendimentos ser baixa se comparada à dos brancos, sua situação tem melhorado bastante nas últimas décadas. Negros exercem as mais diferentes atividades profissionais e ocupam cargos administrativos de importância. Em 1989, David Dinkins foi eleito o primeiro prefeito negro da cidade. Boa parte da população afro-americana habita o Harlem, algumas áreas de Brooklyn (Bedford-Stuyvesant) e Queens (South Jamaica).

Embora os negros norte-americanos (“afro-americanos”) descendentes de escravos africanos sejam culturalmente diferentes de jamaicanos, haitianos e caribenhos, e nem sempre tenham muitas afinidades entre si, isso não é evidente para o turista brasileiro. No caso dos negros hispânicos, a primeira dificuldade para serem aceitos pelos negros americanos é o idioma. Diga-se de passagem, nem os brancos americanos entendem direito quando dois brothers do Harlem conversam entre si, usando um verdadeiro dialeto repleto de gírias.

Chama a atenção que, embora negros e brancos consigam conviver em relativa harmonia em Nova York, não se misturam. Os brancos têm as suas comunidades e os negros, as deles. Um dos motivos é que a miscigenação, diferentemente do que ocorre no Brasil, foi e ainda é mínima. Nos Estados Unidos não há o “quase branco”, o “mulato claro” ou o “moreninho”. Mulatos como Barak Obama (a mãe dele é branca, o pai é negro) são considerados “negros” pelos brancos americanos, mas não são aceitos plenamente pelos negros. Para brasileiros como nós, não é muito fácil entender!

Judeus

(De diversas nacionalidades) A maior parte dos judeus que imigraram para Nova York, de origem ashkenazi, partiu da Europa Oriental, da Alemanha e da Holanda, dentre outros países. Os primeiros, porém, foram espanhóis e portugueses do ramo sefaradim que partiram para os Estados Unidos no século XVII, quando foram expulsos do Recife, no Brasil. Aliás, a mais antiga sepultura judaica da cidade de Nova York é a de um certo José Benjamin Bueno de Mesquita, falecido em 1683.

A colônia judaica consolidou-se por volta de 1880, quando grande número de imigrantes se fixou no Lower East Side e no Brooklyn. Nova York possui hoje uma das maiores populações judaicas do mundo. É inestimável sua contribuição à cultura da cidade em áreas como música, cinema, ciências e até gastronomia; embora hoje existam delis pertencentes a gregos e coreanos, elas e seus deliciosos pratos são criações hebraicas.

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Os novaiorquinos, Bryant Park, Manhattan
Os novaiorquinos, Bryant Park, Manhattan

Os nova-iorquinos

O estereótipo do nova-iorquino é de alguém apressado e desatencioso, que considera todo turista um caipira, mas a verdade é que Nova York tem de tudo. Um nova-iorquino pode ser de fato mal-humorado e o outro mostrar-se extremamente simpático. Aliás, em Nova York é possível cruzar com todo tipo humano imaginável.

Os new yorkers

Os nova-iorquinos, ou new yorkers, como os habitantes de certas outras grandes cidades dos EUA, fazem parte da parcela mais instruída, crítica e cosmopolita da população norte-americana. Cerca de 64% de seus habitantes são “nativos”; o restante nasceu no exterior.

Salada racial

Com aproximadamente 20 milhões de habitantes em sua área metropolitana, a Big Apple é uma salada racial. Sua população branca (37%) constitui o principal grupo étnico, mas Nova York é também habitada por hispânicos (27%), por negros não-hispânicos (26%) e por asiáticos (10%). Essa proporção sofre variações ao sabor das ondas de imigrações; Nova York é a segunda cidade dos EUA que mais recebe estrangeiros, depois de Los Angeles.

O conceito de etnia e raça dos americanos

Os norte-americanos tendem a utilizar uma classificação que leva mais em conta a nacionalidade e a origem geográfica do que a “raça”. São chamados de “brancos” os descendentes de colonizadores europeus e pessoas “brancas” de nacionalidade européia. Os latino-americanos em geral são chamados “hispânicos”, inclusive nós, brasileiros, que não falamos espanhol. Mas tente explicar que você não é hispânico! Se muitos nova-iorquinos sabem perfeitamente o que vem a ser um “brasileiro”, a maioria dos americanos, principalmente no Centro-Oeste do país, têm uma vaga idéia de que descendemos do mesmo ancestral latinopiteco que os hispânicos e que habitamos alguma ilha caribenha infestada de macacos e jacarés.

“Negros” somente os afro-descendentes nascidos nos EUA

A classificação “negros” aplica-se somente aos afro-americanos, inclusive mestiços; os negros e mulatos latino-americanos são considerados “hispânicos”, exatamente como a Gisele Bündchen. Por outro lado, dois negros, um “americano” e um cubano, estariam em categorias diferentes.
Imigrantes acabam por se concentrar em determinadas regiões conforme sua origem: há um bairro irlandês, um italiano, um chinês, um porto-riquenho etc. Little Brazil, porém, não é um “bairro brasileiro”; lá há lojas, bares e restaurantes brasileiros, mas moram poucos compatriotas.

A rivalidade entre New York e Boston

Existe uma folclórica rivalidade entre Nova York e Boston, cidade no Estado de Massachusetts, sobretudo no beisebol (os Red Sox e os NY Yankees são inimigos mortais!). O bostonian, que se considera herdeiro da elegância britânica, encara o new yorker como um ser impolite que só pensa em correr atrás de dinheiro. O nova-iorquino, por sua vez, acha o pessoal de Boston metido a besta.

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Arquitetura em New York
Arquitetura em New York

 

A arquitetura nova-iorquina: do colonial ao pós-moderno

Por Rodrigo Davidoff Enge

A prosperidade de Nova York e seu inegável caráter cosmopolita se refletem em inúmeros aspectos, entre eles a variedade de estilos arquitetônicos. A cidade, que tem novidade até no nome, recebe desde sua fundação a saudável influência das mais diversas correntes da arquitetura clássica e moderna. É claro que ninguém precisa ser expert em arquitetura para gostar de Nova York, mas um conhecimento básico sobre os estilos que inspiraram os projetos de seus principais edifícios pode tornar mais rica a viagem.

Mapa de Manhattan

Dutch Colonial

Os holandeses construíram diversas casas em estilo colonial para moradia na New Amsterdam ao longo do século XVII: as chamadas farmhouses. Desse período, a única remanescente é a Wyckoff House, no Brooklyn, projetada por Pieter Claesen. É a casa mais antiga da cidade, construída em 1652 e caracterizada, principalmente, pelo seu grande telhado inclinado.

Georgian

(Georgiano) Com forte influência do estilo colonial, mas inspirado em projetos britânicos do período compreendido entre 1714 e 1830, quando quatro reis de nome George ocuparam o trono inglês. Mansões absolutamente simétricas, decoradas com colunas na fachada e chaminés tornaram-se relativamente comuns durante o século XVIII. Um fiel exemplo dessa fase é a Morris-Jumel Mansion, construída em 1765, o que lhe rende o título de casa mais antiga de Manhattan. O estilo georgiano também é facilmente identificado na St. Paul’s Chapel, inspirada na igreja londrina de St. Martin-in-the-Fields.

Federal

A independência dos Estados Unidos da América, reconhecidos como nação soberana pelos ingleses no final do século XVIII, repercutiu fortemente na arquitetura da república recém-proclamada. Sinalizando a quebra dos laços com o colonialismo britânico, o estilo georgiano evoluiu com a incorporação de conceitos da arquitetura da Grécia e de Roma antigas e dos trabalhos do arquiteto escocês Robert Adam, inaugurando uma fase neoclássica que se estendeu entre 1780 e 1820. A esse estilo deu-se o nome de Federal, em alusão à federação de estados que compunham a nova república norte-americana. Um dos principais ícones do estilo Federal é o City Hall, sede da prefeitura nova-iorquina.

Greek Revival  -(Neoclássico)

Na esteira da ode à democracia, a arquitetura grega seguiu servindo de inspiração para boa parte dos projetos realizados entre 1820 e 1860. O Greek Revival chegou a ser considerado informalmente o estilo arquitetônico oficial da nação, que se autoproclamava legítima herdeira da antiga democracia grega. Muitos edifícios foram erguidos à semelhança de templos gregos pelo país afora, e em Nova York não foi diferente. Quem passa em frente ao Federal Hall National Memorial, na Wall Street, por exemplo, tem a nítida impressão de que a qualquer momento vai ver Sócrates e Platão papeando entre as colunas dóricas do imponente edifício.

Italianate ou Renaissance Revival

(Italiano ou Neo-renascentista) Quase simultaneamente à adoção do Gothic Revival, entre 1830 e 1840, um estilo baseado na arquitetura renascentista italiana, em especial a de Veneza, também ganhou corpo em Nova York. Utilizado nos mais diversos tipos de edifícios, o estilo batizado de Italianate caracterizou-se principalmente por formas retangulares e simétricas, telhados horizontais, amplas janelas com a parte superior arredondada e fachadas trabalhadas, ornamentadas por colunas. Os melhores exemplos desse estilo estão no Cast Iron Historic District, no SoHo: o E. V. Haughwout Building e diversos edifícios na Greene Street, incluindo o Gunther Building, na esquina com a Broome Street.

Gothic Revival

(Neogótico) A arquitetura nova-iorquina voltou a se beneficiar de influências britânicas em 1840, quando o movimento neogótico inglês chegou a Manhattan. Com reflexos não apenas na arquitetura, mas também na literatura, que adotou o Romantismo, o Gothic Revival trazia à tona conceitos que haviam sido empregados na Idade Média, mas solenemente desprezados durante o Renascimento. Elementos góticos como a assimetria, as torres, os vitrais coloridos e as portas e janelas em formato de arcos estreitos, podem ser vistos por quem visitar a St. Patrick’s Cathedral, a Trinity Church ou a Jefferson Market Library. O Gothic Revival influenciou arquitetos nova-iorquinos praticamente até o final do século XIX, caindo depois em desuso.

Skycraper

(Arranha-céu) No final do século XIX, uma série de inovações tecnológicas vindas principalmente de Chicago transformou radicalmente o visual das metrópoles norte-americanas. Estruturas de ferro fundido e, posteriormente, de aço, passaram a permitir a construção de prédios com alturas até então inimagináveis: os arranha-céus. A infra-estrutura necessária para a habitação desses prédios, tais como elevadores e sistemas elétricos e hidráulicos apropriados, também foi desenvolvida, encontrando-se uma saída satisfatória para o crônico problema da falta de espaço em Manhattan. O termo skycraper refere-se, portanto, a uma tecnologia de construção e não a um corrente arquitetônica, razão pela qual em Nova York você encontra arranha-céus nos mais diversos estilos. No começo do século XX, Nova York já contava com skycrapers como o Broadway-Chambers Building, no n° 277 da Broadway e o Flatiron Building.

Beaux-Arts

Entre 1890 e 1920, renomados arquitetos norte-americanos puseram em prática o aprendizado obtido na École des Beaux-Arts parisiense. Na verdade, as tendências da escola francesa não traziam grandes inovações além das já manjadas arquiteturas clássicas grega e romana: colunas dóricas e coríntias, simetria, escadarias, tons claros etc. De todo modo, alguns dos mais belos e imponentes edifícios nova-iorquinos, como o Metropolitan Museum of Art, a Grand Central Station e a New York Public Library foram construídos nesse estilo.

Art Deco

O movimento iniciado em Paris no ano de 1925 influenciou não somente o design de uma infinidade de objetos do nosso dia-a-dia, mas também a arquitetura moderna. Nos edifícios de Nova York, essa influência se verifica na escolha de tons escuros e prateados, beirais sucessivamente dispostos em vários andares da construção e a combinação de formas geométricas na decoração das fachadas. Uma lei municipal de 1916 que visava garantir a iluminação natural das vias públicas impondo a obrigatoriedade de cortes laterais para prédios acima de determinadas alturas também influenciou indiretamente os projetos de vários edifícios nova-iorquinos em estilo Art Deco, como o Chrysler Building, o Rockefeller Center e o próprio Empire State Building.

International Style

Entre a Primeira e a Segunda Guerras, floresceu na Alemanha, mais precisamente na escola de design Bauhaus, um estilo arquitetônico moderno, mais preocupado com a funcionalidade e simplicidade dos projetos do que com aspectos decorativos. Nos anos 1930, expoentes da arquitetura européia levaram esses novos conceitos para a América, onde passaram a ser empregados sob designação de International Style, graças a sua absoluta independência em relação aos estilos precedentes. Caracterizado pelo uso abundante de vidros, formas retangulares, equilíbrio sem simetria e ausência de adornos, o International Style pode ser verificado na Lever House e no Seagram Building, ambos na Park Avenue, e na sede das Nações Unidas.

Postmodern

No final da década de 1970, a monotonia e a frieza dos edifícios em forma de caixas de vidro levaram os arquitetos a buscar um diferencial para seus projetos, dando origem a um estilo que se chamou pós-moderno. O vidro foi parcialmente substituído pela pedra, os adornos clássicos voltaram às fachadas dos edifícios e os topos passaram a ser projetados para serem facilmente reconhecidos no mar de arranha-céus em que Nova York se transformou durante o século XX. São bons exemplos do estilo pós-moderno a Worldwide Plaza, na esquina da 8th Ave. com a 49th Street, e o edifício da Sony, no n° 550 da Madison Avenue.

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Jazz em New York
New York e suas comunidades étnicas, jazz em New York

The New York Songbook

Por Bebel Enge e Rodrigo Davidoff Enge

Cariocas que nos perdoem, mas nenhuma cidade fez tanto pela música popular como Nova York. Dizem que tudo começou na Tin Pan Alley, como era conhecida a quadra da W 28th Street entre a Broadway e a 6th Avenue, no bairro de Chelsea. Muito tempo antes de existirem as mega-produções da Broadway, era ali que compositores profissionais compunham em seus pianos canções vendidas por preços modestos a produtores fonográficos e vaudevilles (teatros de revista).

Os primeiros sucessos

After The Ball, criado pela Tin Pan Alley, criada em 1892 por Charles K. Harris, vendeu mais de cinco milhões de cópias – uma quantidade espetacular até para os dias de hoje. Take Me Out To The Ball Game, Baby Face, Whispering, Ain’t She Sweet, Give My Regards To Broadway e The Entertainer estão entre as dezenas de clássicos da época. A última, um ragtime composto em 1902 por Scott Joplin, foi trilha sonora do filme The Sting (Golpe de Mestre), de 1973, que teve Robert Redford e Paul Newman nos papéis principais.

A Tin Pan Alley

Foi onde começaram suas carreiras diversos compositores que durante as décadas seguintes seriam os mais renomados dos EUA. Irving Berlin, imigrante russo radicado em Nova York, foi autor de White Christmas e de todas as canções do filme Top Hat, um sucesso de 1935 que além de trazer a dupla Fred Astaire e Ginger Rogers, lançou a imortal canção Cheek to Cheek. Blue Skies, outra canção de Berlin, foi interpretada em The Jazz Singer, de 1927, o primeiro filme sonorizado da história, pelo grande Al Jolson, também um imigrante, vindo da Lituânia.

Jerome Kern

O nova-iorquino Jerome Kern compôs mais de 30 musicais para a Broadway e ainda escreveu canções isoladas como as famosas Smoke Gets In Your Eyes e Ol’Man River, dentre umas 700 no total.

Cole Porter

O conhecido Cole Porter, a quem Sinatra deve muito, talvez tenha sido o maior de todos os de sua geração; são suas I Get a Kick Out Of You, I Love Paris, Night and Day, I’ve Got You Under My Skin… Só para citar uma modesta amostra. O irônico é que, diversamente dos colegas, Cole não conseguiu emplacar nada no começo de sua carreira na Tin Pan Alley.

Outros clássicos

Richard Rodgers, mais um nova-iorquino, trabalhou com dois parceiros: Lorenz Hart e Oscar Hammerstein II. Hart foi co-autor dos clássicos My Funny Valentine e The Lady Is A Tramp, enquanto com Hammerstein Rodgers viria a escrever o musical The Sound of Music, que estreiou na Broadway em 1959 e recebeu a célebre versão cinematográfica chamada no Brasil de A Noviça Rebelde.

George Gershwin

Nascido no Brooklyn, teve como primeiro sucesso na Tin Pan Alley a popular Swanee (1919), cuja versão mais conhecida é a de Al Jolson. Ele sempre transitou entre a música erudita, a popular e os musicais da Broadway, para os quais criou sucessos como I Got Rhythm. Naquela época ainda não estava firmada a parceria com seu irmão Ira, que levou à criação da obra-prima Porgy and Bess em 1935, uma ópera-jazz-pop que tem no libreto tesouros como Summertime e I Love You Porgy.

Armstrong

O neto de escravos Louis Armstrong, nascido em New Orleans, chegou a Nova York em 1924. Pouco tempo depois, sua voz densa e inconfundível e seu trompete já faziam sucesso com interpretações de canções como Ain’t Misbehavin’, Stardust (1927) e Georgia on my Mind (1930). As duas últimas composições são de Hoagy Carmichael, outro talentoso artista da Tin Pan Alley.
Como se sabe, foi a partir de Louis Armstrong que o jazz começou a ser reconhecido como música para valer, de qualidade.

Ella Fitzgerald  

Em 21 de novembro de 1934, Ella Fitzgerald estreiou no Appollo Theater, no Harlem, e o jazz vocal nunca mais foi o mesmo. Ira Gershwin teria dito que não sabia que as músicas que fez com seu irmão eram tão boas até que ouviu Ella cantá-las. A Grande Dama da Canção abriu caminho para excelentes cantoras negras como Billie Holiday, Sarah Vaughan e Nina Simone. Gravou Cole Porter, Gershwin, Duke Ellington, Irving Berlin… Até Tom Jobim! Foi conhecida também pelas deliciosas e hoje históricas gravações que fez com Louis Armstrong.

Billie Holiday

Nascida em 1915 em Baltimore, Billie Holiday mudou-se com a mãe para Nova York aos 13 anos de idade. Miserável, prostituía-se no Harlem, onde começou mais tarde a cantar em casas noturnas em troca de gorjetas até ser descoberta por um caçador de talentos que providenciou em 1933 sua primeira gravação, feita com a orquestra de Bennie Goodman. Aos poucos, o timbre peculiar de sua voz e sua sensibilidade inigualável (ouça-a em The Man I Love, dos irmãos Gershwin) tornaram Billie uma cantora admirada e famosa, mas um comportamento auto-destrutivo que a fez mergulhar em drogas, álcool e relacionamentos amorosos conturbados acabou com sua vida aos 44 anos. Virou lenda, cultuada pelos amantes mais ardorosos de jazz e blues.

Sinatra

Na década de 1940, o Harlem fervia com o talento de instrumentistas como Dizzie Gillespie e Charlie Parker, mas o lugar principal na música nova-iorquina estava reservado para um vocalista que iniciara carreira alguns anos antes como crooner da orquestra de Tommy Dorsey. Estamos falando, é claro, de Frank Sinatra, que arrasou em sua apresentação no Paramount Theater em 1942 e foi o maior cantor norte-americano do século XX, desbancando, na época de sua estréia, o veterano Bing Crosby.

Novos talentos na TV

Outra importante influência de Nova York na música popular foi e ainda é a de difusora de novos talentos para os EUA e o mundo. Exemplo disso foi o Ed Sullivan Show, um programa de TV apresentado ao vivo entre 1955 e 1971 dos estúdios da CBS, aos domingos à noite. O apresentador Ed Sullivan fez entrar nos lares americanos de norte a sul, por meio da telinha (ainda em preto e banco) artistas negros como Bo Didley, Dionne Warwick, Nat King Cole e Nina Simone.

Beatles

Em 1964, Sullivan apresentou os Beatles, dando início à Beatlemania nos EUA e no restante do mundo. Mas ele tinha um lado bem conservador. Quando os Rolling Stones foram se apresentar em seu programa, Mick Jagger teve que trocar a frase Let’s spend the night together por Let’s spend a time together… Jim Morrison, dos Doors, ficou de trocar a palavra higher da frase Girl, we couldn’t get much higher por alguma coisa, mas na hora H cantou higher mesmo, e Sullivan ficou furioso. Não deveria, pois se naquela época os artistas deviam divulgação a ele, hoje as pessoas só se lembram de Ed Sullivan por causa de Beatles, Stones & Cia.

O rock inglês de 1960

Embora na década de 1960 tenha predominado o rock inglês, surgiu em Nova York a música folk, bastante associada aos ativistas dos direitos civis, aos pacifistas em geral e ao pessoal “cabeça”. Joan Baez, nova-iorquina de Staten Island, tornou-se uma das musas, desse movimento interpretando canções de Bob Dylan, que se instalou em Greenwich Village em 1961; e do veterano Peter Seeger, autor de If I Had A Hammer, nascido no bairro em 1919.

Carole King e Carly Simon

As duas nova-iorquinas da mesma geração, também começaram na folk music, mas logo enveredaram para o pop. Porém a melhor herança que a música folk deixou foi, além da obra de Bob Dylan, a parceria de Paul Simon com o nova-iorquino Art Garfunkel, que resultou em pequenas jóias da canção como as que fizeram parte do LP Sounds of Silence, de 1966.

Os anos 1970

Foi nos anos 1970 que a música pop se transformou definitivamente num negócio capaz de movimentar cifras até então consideradas astronômicas. Praticamente todas as grandes bandas realizavam shows apoteóticos mundo afora, cada qual competindo com as demais para ver quem tinha o canhão de luz mais potente, os amplificadores mais barulhentos, os efeitos especiais mais espalhafatosos e o escândalo mais chocante (vandalismo em hotéis e abuso de drogas era a dobradinha mais comum).

Novas bandas e talentos

Toda semana as gravadoras faziam pipocar na mídia novas bandas e artistas na tentativa de abocanhar uma fatia cada vez mais gorda deste mercado para lá de promissor. Nova York, como não poderia deixar de ser, estava no epicentro de tudo isso. Lá nasceram bandas dos mais variados gêneros que marcaram a história do rock.

Kiss

Em 1972, o linguarudo Gene Simmons fundou com Paul Stanley o Kiss, banda cujos quatro integrantes adotavam figurino dark e maquiagens que faziam referência a personagens fictícios, em clara alusão a heróis de histórias em quadrinhos. Até os anos 1980, seus membros só apareciam em público devidamente maquiados, para preservar suas “identidades”, numa tremenda jogada de marketing que atiçava a curiosidade e fomentava indiretamente a vendagem de discos. Para se ter uma idéia do sucesso atingido pelos autores de um dos maiores hinos do rock de todos os tempos (Rock and Roll All Nite), o fã-clube oficial Kiss Army chegou a ter cerca de 100 mil sócios. Depois de muitas mudanças na formação da banda, seus quatro integrantes originais se reuniram em 2000 e desde então vêm fazendo turnês esporádicas e forrando os bolsos com mais algumas dezenas de milhões de dólares. Apesar da parafernália, do marketing exagerado e da superficialidade das letras, a música do Kiss é diversão garantida para quem gosta de rock e não tem preconceitos.

Adotando outra vertente

O punk rock – nasceu em 1974, no Queens, os Ramones, três magrelas com jeans rasgados, jaquetas de couro preto e cabelos desgrenhados que seguiam dois mandamentos básicos: tocar rápido e alto. Nenhuma música durava mais do que dois minutos e meio; todas tinham no máximo quatro acordes; e os solos eram terminantemente proibidos, até porque nenhum integrante sabia tocar decentemente instrumento algum. Na verdade, era uma resposta ao gênero do rock progressivo que bandas “cabeça” como Pink Floyd e Yes, recheadas de virtuosi, faziam na época.

Os Ramones

Influenciados pelo rockabilly dos anos 1950 e pelo som dos Stooges e dos New York Dolls, os Ramones criaram um estilo minimalista totalmente novo, diferente até da música de outras bandas de punk rock como os Sex Pistols. Os integrantes adotavam um nome artístico que incluía o “sobrenome” Ramone: Joey Ramone, Deedee Ramone, Johnny Ramone… Infelizmente, nenhum dos membros originais está vivo para contar história; partiram dessa para melhor tão rápido quanto suas canções, com pouco mais de 50 anos de idade, muito em razão do abuso de drogas e do estilo de vida desregrado.

Depois da morte do vocalista Joey Ramone, em 2001, uma quadra da E 2nd Street, na altura da Bowery Street, cenário da capa do álbum de estréia da banda e endereço de Joey em NYC por muitos anos, foi oficialmente batizada de Joey Ramone Place.
Como já diziam Liza Minelli e Frank Sinatra: If I can make it there, I’ll make it anywhere, It’s up to you, New York, New York.

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Macartismo
O Macartismo, cena em tribunal macartista nos EUA

O Macartismo

Macartismo é o nome pelo qual se conhece a campanha movida pelo senador McCarthy, que presidiu o Senate’s Government Operations Committee, contra suspeitos de “atividades antiamericanas” durante os primeiros anos da Guerra Fria, quando os Estados Unidos e a União Soviética competiam no cenário político internacional, cada qual buscando ampliar sua área de influência.

Digamos que, da mesma forma que uma andorinha não faz verão, McCarthy não estava sozinho; apoiava-se na Doutrina Truman, um conjunto de medidas que visava conter a expansão do comunismo.
Radical e meio paranóico, vendo “comunistas” em todas as partes, talvez até debaixo de sua cama, o Senador desencadeou uma perseguição principalmente contra intelectuais e artistas suspeitos de atividades esquerdistas. Entre os acusados estavam ex-colaboradores do presidente Franklin D. Roosevelt e personalidades como Lauren Bacall, Humphrey Bogart, Frank Sinatra e Groucho Marx (que, com esse nome, só podia ser marxista!).

O HUAC

Criado em 1938, o HUAC (House Committee for the Investigation of Un-American Activities), comitê contra atividades antiamericanas, era moderado em seu anticomunismo durante a Segunda Guerra Mundial, em razão da aliança estratégica dos Estados Unidos com a União Soviética contra a Alemanha nazista. Porém, finda a guerra, retomou todo seu fôlego durante o governo Truman, quando foi o principal instrumento de perseguição política do macartismo. Este usou as famosas listas negras de “suspeitos”, intimados a depor e a denunciar colegas; um processo parecido com o que sucedia na União Soviética onde, diga-se de passagem, houve muito mais virulência e execuções sumárias, o que não aconteceu nos EUA.

E quem se recusava a colaborar com o comitê ? Com certeza era perseguido: ficava sem emprego ou devia deixar o país. Houve quem chegasse ao suicídio.
Dois políticos que viriam a ser presidentes do EUA, Richard Nixon e Ronald Reagan, participaram da campanha macartista.

Até Eisenhover se cansou de McCarthy

Inquisidor histérico, o senador McCarthy passou a exigir cada vez mais poderes. No final de 1953, bateu de frente com o presidente Eisenhower e com o próprio partido republicano, que inicialmente o apoiara. Boa parte dos americanos que, em um primeiro momento, tinham apoiado a “caça às bruxas”, prontos para denunciar colegas de trabalho e vizinhos, acabaram por se cansar do carnaval montado por McCarthy.

O retorno aos métodos macartistas com Nixon na presidência

O HUAC, porém, continuou a existir. Em 1970, seu nome mudou para ISC (International Security Committes). Durante a presidência de Nixon, com os Estados Unidos mergulhados na Guerra do Vietnã, o governo americano lançou mão de argumentos e métodos semelhantes aos do macartismo, como escutas telefônicas. Um de seus alvos foi o casal pacifista John Lennon e Yoko Ono.

George W. Bush utilizou os mesmos princípios

Quem não está conosco está contra nós” dizia. Por coincidência era o mesmo que dizia a extrema-direita militar durante a ditadura no Brasil…  Foi com esses argumentos que usou para iniciar a Guerra do Iraque. Temendo ser acusados de conduta “antipatriota”, a maioria dos políticos, inclusive do Partido Democrata, apoiou o conflito. Até Hillary Clinton entrou nessa.

Esse tipo de argumento não é, sejamos honestos, privilégio americano

Ditaduras como a soviética, a cubana e mesmo a brasileira (“Ame-o ou deixe-o”) utilizaram argumentos patrioteiros: se você não concorda com o regime, é um traidor. Enfim, se há algo de positivo nos americanos é que, cedo ou tarde, acabam caindo na real. Podem demoram um pouco para perceber, mas no final das contas dão um basta nos exageros. Viva a democracia.

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História da Estátua da Liberdade 

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East Village, em Manhattan no outono

 

Morar em Nova York

Por Andrea Rivelli Thomas

Embora já tivesse viajado por vários países das Américas, Europa e Ásia, inclusive para destinos exóticos como Vietnã e Tailândia, eu sempre quis passar pela experiência de morar algum tempo fora do Brasil, um sonho de adolescência.

Morar nos EUA? Só se for em New York

Depois das primeiras aventuras pelo mundo, mais madura, formada em Estatística e com um bom emprego em uma multinacional, procurei direcionar minha carreira para uma oportunidade internacional. Não queria ir para “qualquer lugar”, nem mesmo, como acontece com muitos brasileiros, imigrar para os Estados Unidos e ir parar numa vila perdida do Arizona. Se fosse morar nos EUA, teria que ser em Nova York, cidade pela qual me apaixonara quando a visitei em 1995. Finalmente, no início de 2003, pintou a oportunidade e, em abril de 2003, desembarquei em Manhattan.

Mapa de New York

Sozinha em New York

No início, fiquei sozinha em um apartamento alugado pela empresa e demorei um tempo para me adaptar, já que não conhecia ninguém e sentia muita saudade dos amigos e de casa. Ainda por cima fazia frio, todo mundo andava encapuzado e de cara meio fechada.

A chegada do verão

A situação mudou com a chegada do verão, quando aluguei um apartamento no East Village. Era mais aconchegante e, embora não fosse grande, tinha tamanho suficiente para eu poder dividi-lo com uma amiga brasileira, colega da empresa. Como era perto de meu trabalho, eu podia ir a pé para o escritório, em uma caminhada de 15 minutos.

Só tomava ônibus quando chovia ou nos dias mais frios

Como lá os ônibus têm horário marcado e o ponto ficava perto da minha casa, eu não precisava ficar esperando na rua – era quase como ter um pontual motorista particular!

O verão em New York

Apesar de alguns dias serem excessivamente quentes, eu gosto do verão de Nova York. Muita coisa acontece e você tem a oportunidade de conhecer pessoas. Minha integração definitiva com a cidade ocorreu durante um famoso show de Daniela Mercury no Central Park em que fiz amizades com outros sul-americanos, todos ligados à música.

Tudo em Manhattan é baseado na praticidade

. O East Village é super legal; eu me sentia em casa ali. O bairro tinha de tudo, eu não precisava ir muito longe para achar o que queria. Para lavar roupa, usava uma lavanderia self-service; na outra esquina, havia uma deli onde eu podia comprar comida pronta deliciosa. Por sorte, no East Village concentram-se ótimos restaurantes étnicos com preços bem razoáveis. A duas quadras de nosso apartamento ficava o supermercado, muito conveniente se resolvêssemos cozinhar em casa.

O tempo parece passar mais rápido em Manhattan

Dizem que os moradores da ilha são rudes, mas na verdade o que todos têm é pressa de chegar a algum lugar. Sendo objetivo ao pedir uma informação, o nova-iorquino vai responder precisamente e continuar seguindo seu caminho.

O apagão de 2003

Eu ainda não morava em Nova York por ocasião do atentado de 11 setembro, mas já estava lá durante o apagão de agosto de 2003, quando a Big Apple também parou. Estava no trabalho no meio da tarde quando a luz, os elevadores, a Internet, a TV, os rádios e os telefones, inclusive os celulares, tudo deixou de funcionar. Seria outro atentado? Ficamos paralisados. Ninguém sabia o que estava acontecendo e muita gente se assustou: ficou clara a fragilidade da ilha de Manhattan.

O 11 de setembro parece ter mudado a mentalidade das pessoas

Não vivi lá antes, mas contaram-me que os nova-iorquinos ficaram mais amáveis, principalmente com os vizinhos, depois dos atentados das torres gêmeas. Na noite do apagão, amigos e vizinhos fizeram vigílias nas calçadas e nos parques. A comida que estava na geladeira foi compartilhada. Eu e minha room mate (a amiga com quem dividia o apartamento) acolhemos colegas de trabalho que não puderam pegar o trem de volta para suas casas naquele dia. Muita gente fez o mesmo. Diferentemente do que ocorrera durante o apagão de 1977, os atos de delinqüência foram raros. O que se viu foi principalmente solidariedade.

Viver em Nova York foi uma imersão cultural

Perdi a conta dos filmes e músicas que conheci por lá, aos quais jamais havia tido acesso no Brasil. Aprendi mais sobre a América Latina em Nova York do que durante meus 35 anos anteriores no Brasil.
A metrópole é explicitamente cosmopolita. Ao caminhar pela rua, é raro deixar de ouvir pelo menos três diferentes línguas, além do inglês. Tive oportunidade de conhecer, em festas e no trabalho, gente de tudo quanto é país e religião e saber mais sobre sua cultura. Na primeira festa que eu e minha room mate organizamos lá, os convidados não passavam de 30 pessoas, mas eles eram de 15 países diferentes!

Culutra e culinária multi-étnica

Senti falta do nosso arroz com feijão, mas experimentei as mais diversas comidas do mundo, em restaurantes e em casa de amigos que orgulhosamente queriam compartilhar a culinária de seu países e suas culturas. E como ouvi histórias em NYC, histórias de vidas e de mundos que eu nunca conheci! Descobri que todos tinham histórias para contar.

É mais fácil se enturmar com estrangeiros do que com o norte-americano “clássico”

Tínhamos mais contatos com “nova-iorquinos” de diferentes nacionalidades do que com norte-americanos que, mesmo em Nova York, são mais fechados e costumam ter seu círculo de amizades dentre brancos de origem anglo-saxã. Os americanos “de verdade” que conheci foram poucos. Quase sempre, pessoas incomuns, que já viajaram pelo mundo todo, moraram em outros países ou têm amigos e namorados estrangeiros. É o caso de amigas nascidas no Estado de North Dakota, que sempre organizavam uma festa no último fim de semana do verão, no quintal da sua casa, uma brownstone no Brooklyn. As reuniões eram animadas por um som caribenho de Trinidad Tobago, que me lembrava muito nosso Olodum. Uma dessas moças é cantora-compositora e dança superbem salsa, tango e gafieira, que aprendeu quando morou… no Brasil!

Gente de talento não falta em Manhattan

Não é difícil você conhecer um músico que seja super famoso em seu país de origem e tenha ido tentar a vida em Nova York, tocando nas “gigs” (apresentações) que rolam todas as noites pela cidade. Em todas as áreas é assim. Investidores que se formaram nas melhores universidades do país e do mundo também fazem em Nova York seu primeiro milhão de dólares antes dos 30 anos.

Halloween Parade

É curioso como os nova-iorquinos levam a sério a “Halloween Parade”: a criatividade rola solta. Vale tudo, não só fantasiar-se de bruxa e colocar máscara de caveira. Em 2007, nosso bloco, que estava fazendo uma campanha para a Treesforlife.org (uma ONG que planta árvores frutíferas em regiões menos privilegiadas do planeta como forma de reduzir a desnutrição), saiu às ruas com fantasias de frutas, eu mesma de açaí, roxa dos pés à cabeça. Tinha gente vestida de morango, limão, laranja… Os homens do grupo também se fantasiaram de frutas, mas todos quiseram sair vestidos de banana (acho que algum sexólogo explica).

O futuro marido: apresentação de um iraniano

Foi em uma dessas festas em que havia pessoas falando uma dezenas de línguas diferentes que um amigo iraniano me apresentou ao Matthew. Junto com ele, continuei a explorar e curtir esta cidade incrível. Tempos depois, nos casamos. Foi Nova York que nos uniu.

Os cinco anos em Manhattan

Esses foram anos que influenciaram minha vida em todos os sentidos. A única coisa que evitei em Nova York foi cair no consumismo, coisa fácil por lá, pois tem de tudo a preços tentadores. Como NYC é fashion! Isso vai muito além dos modelitos dos designers famosos e da NY Fashion Week. Tem lugar para todo mundo. Vale ser original, mas é importante ter estilo. Como ali também vale a regra de que cada bairro tem vida própria e é uma pequena cidade, os modelos predominantes variam de um para outro.

O 11 de Setembro, mais comentados fora dos EUA do que por lá

Algum tempo depois do atentado, o prefeito Rudy Giuliani foi à TV e disse: vamos reconstruir. Em seguida, quase ninguém mais ficou falando no assunto. Aliás, o americano médio não fala muito sobre política. A maioria, até em Nova York, acredita que os EUA invadiram o Iraque para libertar o povo iraquiano de um ditador. Quando a estátua de Sadam foi derrubada após a tomada de Bagdá, a cena ficou sendo repetida exaustivamente de todos os ângulos possíveis por todas as estações de TV (e tome lavagem cerebral!).

A decisão de voltar ao Brasil

Eu já andava com saudades de casa, mas nossa decisão de voltar ao Brasil aconteceu depois de eu ter sido transferida para Connecticut, quando pude sentir na pele que os Estados Unidos não são Nova York. No Brasil, além da família mineira adorável, eu tenho em São Paulo um grupo de amigos especiais, divertidos e viajados que nos receberam de braços abertos.

A participação no Guia GTB de New York

Minha participação e a do Matthew no GTB Nova York foi uma conseqüência natural de nossa experiência de vida na Big Apple: não é ótimo falar sobre o que a gente conhece e ama?

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Imagine, New York
Imagine – homenagem a John Lennon

O assassinato de John Lennon em New York

Lennon era figura não grata ao governo dos Estados Unidos, onde vivia na década de 1970, quando ele e  Yoko engajaram-se em atividades políticas, pela paz no Vietnã, pela liberação da maconha, pelos direitos das mulheres e das minorias, aproximando-se da liderança negra que lutava por direitos humanos. Tudo o que causava horror à direita republicana, que alcançara o poder com a eleição de Nixon. Este fez tudo fez para obter a deportação do casal. O pretexto era ridículo e baseava-se em uma velha condenação por porte de maconha em 1968 na Inglaterra. A luta de Lennon para escapar à deportação tomou cinco anos.

O mais curioso é que Lennon acabou assassinado, como muita gente já imaginava, mas não por um extremista de direita, mas por um de seus fãs.

A entrevista no dia de seu assassinato

Em 8 de dezembro de 1980, dia de seu assassinato, John Lennon deu uma entrevista à rádio RKO em companhia de Yoko Ono, falando de muitos assuntos, inclusive de seu LP Double Fantasy, lançado três semanas antes.

“Fazer qualquer coisa de bom”

Nessa entrevista, ele convidava cada um a fazer “qualquer coisa de bom, porque isso depende de nós”.  E afirmava: “eu acredito sempre no amor, eu acredito sempre na paz”. Infelizmente nem todos tinham esse pensamento.

Um final de tarde fatídico

Num final de tarde, às 16h, ao sair do edifício Dakota, onde morava, um homem de 25 anos, Mark David Chapman, fã dos Beatles, mas completamente paranóico, o esperava com um revólver de calibre 38 escondido sob o sobretudo, já com a intenção de matá-lo.

A motivação de Chapman

A decisão fora tomada por Chapman depois de ler uma entrevista do cantor na revista Newsweek, quando concluiu que John Lennon tinha se vendido para a mídia. Na hora de puxar o revólver, entretanto, Chapman excitou. Vacilando ante a presença de Lennon, e com o álbum Double Fantasy em mãos, Chapman acabou por pedir um autógrafo, no que foi atendido (cena registrada por um fotógrafo), mas não conseguiu atirar.

A obsesão em assassinar Lennon

Obcecado com a idéia de matar o ex-Beatle, esperou que ele voltasse ao Dakota, o que aconteceu por volta das 22h30. Desta vez, tomou coragem e resolveu levar seu plano até o fim. Seguiu Lennon, aproximou-se e atirou nas costas do músico quando este entrava no prédio com Yoko. Transportado às pressas ao hospital, Lennon morreu pouco depois das 23h.

O impacto da morte de Lennon

Quando rádios e estações de TV interromperam suas programações para anunciar o ocorrido, uma multidão rodeou o Dakota Building, entoando canções como Give Peace a Chance e Imagine.

Uma homenagem que se repete anualmente

Todos os anos, no dia da morte de John, um grande número de fãs se reúne em frente ao edifício, levando com flores, faixas e guitarras.

O Strawberry Fields

No Central Park existe um pequeno jardim chamado Strawberry Fields, mantido por Yoko Ono próximo ao edifício Dakota. Se você estiver em Nova York no dia 8 de dezembro, apareça por lá – a não ser que a fumaça azulada e adocicada que sobe de cigarrinhos fumados por alguns dos fãs do cantor o incomode.

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Sede da ONU em New York- Foto Tyler Merbler CCBY
Sede da ONU em New York- Foto Tyler Merbler CCBY

United Nations Headquarters

O projeto da sede da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovado em 1947, é resultado do trabalho conjunto de diversos arquitetos coordenados pelo americano Wallace K. Harrison, que contou com a colaboração do brasileiro Oscar Niemeyer e do francês Le Corbusier. O milionário Rockefeller doou o terreno e o governo dos EUA fez um empréstimo à ONU, financiando as obras, concluídas em 1952.

Localização da sede das Nações Unidas

A sede e seu jardim decorado com estátuas doadas pelos países membros

A Organização das Nações Unidas – ONU tem sua sede às margens do East River, é rodeada por um jardim decorado com estátuas oferecidas pelos países-membros. O edifício principal, do Secretariado, revestido de mármore de Vermont e todo envidraçado, tem 168m de altura e 39 andares. Edifícios menores abrigam a Assembléia Geral (General Assembly Building), os Conselhos de Segurança, Econômico e Social e de Tutela (Conference Building) e a Biblioteca (Hammarskjöld Library).

Vídeo sobre as Nações Unidas

Bandeiras dos países membros

O conjunto é ladeado por uma extensa fila de bandeiras de todos os países-membros, dispostas em ordem alfabética, e a da ONU, azul e branca. As visitas têm por pontos principais o General Assembly Building e o Conference Building, e terminam em uma área com lanchonete e loja de suvenires. Muitos salões e corredores são decorados com obras de arte doadas por diferentes países, que têm a paz como tema.

Duas obras imperdíveis se você visitar a ONU

Não deixe de ver a obra Guerra e Paz, do brasileiro Cândido Portinari, e o mosaico do genial Norman Rockwell intitulado The Golden Rule (“A Regra de Ouro”) : “Do unto others as you would have them do unto you”).

A Organização das Nações Unidas – ONU:  sala da Assembléia Geral 

É maior de todas, com 116m de comprimento por quase 50m de largura, acolhe os representantes dos 192 países-membros. Com acomodação para quase 1900 pessoas, possui equipamentos de comunicação com tradução simultânea para a seis línguas que adota: inglês, árabe, chinês, espanhol, russo e francês. Os guias sabem o que dizem; são jovens recrutados no mundo inteiro, bem informados sobre temas atuais como aquecimento global, a guerra do Iraque, missões de paz etc. As visitas incluem exposições sobre operações conduzidas pela organização para a manutenção da paz, a descolonização e o desarmamento.
End.  1st Ave., na altura da 46th St. M Grand Central – Visitas (obrigatoriamente guiadas) em inglês de segunda a sexta-feira das 9h30 às 16h45. informações. Fecha durante os períodos de sessões da Assembléia Geral. Menores de 5 anos não entram. Leve passaporte. Evite levar sacola, bolsa volumosa ou embrulho. Revista rigorosa na entrada. Nações Unidas 

Por dentro da ONU

Uma evolução da mal-sucedida Liga das Nações

A Organização das Nações Unidas – ONU, é uma evolução da fracassada Liga das Nações que, constituída após a Primeira Guerra Mundial, não conseguiu evitar o conflito de 1939-1945. Após o final da Segunda Guerra, em 1945, representantes de 50 países reuniram-se em San Francisco, nos Estados Unidos, para preparar a Carta das Nações Unidas, um tratado internacional multilateral que visa promover a paz, a segurança, os direitos humanos e o desenvolvimento econômico e social, e confere legitimidade às relações entre países e mesmo à legislação nacional vigente nos países-membros em aspectos como aqueles concernentes aos direitos humanos.

As línguas oficias da ONU: inglês e francês

Para evitar que a organização virasse uma Torre de Babel, as línguas de trabalho foram definidas como sendo somente o inglês e o francês.

Todas as nações são iguais na ONU, ms algumas são mais iguais do que as outras…

– Embora a ONU não seja um “governo mundial”, as resoluções de sua Assembléia Geral têm um peso moral que influencia fortemente a opinião pública. Obviamente, embora na teoria, todos os membros sejam iguais, as nações mais ricas, de maior importância política e econômica (e melhor armadas…) têm mais influência na decisões tomadas pela organização.

O Secretário Geral O secretário geral das Nações Unidas geralmente é escolhido pelos representantes dos estados-membros dentre personalidades não comprometidas com as grandes potências, de grande habilidade diplomática e frequentemente oriundos de países de low profile no cenário internacional, como Peru (Javier Pérez de Cuéllar); Egito (Boutros Boutros-Ghali); Gana (Kofi Annan); ou Coréia do Sul (Ban Ki-Moon, eleito em 2007).

O Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança da ONU é formado por cinco membros permanentes –Estados Unidos, França, Rússia, China e Inglaterra – e 10 membros não permanentes, eleitos pela Assembléia Geral por um período de dois anos. Fala-se em aumentar o número de membros permanentes, mas não se chegou ainda a um consenso. O Brasil é um dos candidatos.

O tribunal de Haia

A ONU possui um Tribunal Internacional de Justiça, que funciona em Haia, na Holanda, e diversas agências especiais como a OMS (Organização Mundial da Saúde), a UNICEF e a UNESCO (Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas) que, dentre diversas outras atividades, classifica lugares no mundo todo como Patrimônios da Humanidade.

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New York, jazz, rock, blues, folk music-Foto Guy Jaz CCBY

New York, jazz, rock, blues, folk music

Louis Armstrong e o jazz

O neto de escravos Louis Armstrong, nascido em New Orleans, chegou a Nova York em 1924. Pouco tempo depois, sua voz densa e inconfundível e seu trompete já faziam sucesso com interpretações de canções como Ain’t Misbehavin’, Stardust (1927) e Georgia on my Mind (1930). As duas últimas composições são de Hoagy Carmichael, outro talentoso artista da Tin Pan Alley. Como se sabe, foi a partir de Louis Armstrong que o jazz começou a ser reconhecido como música para valer, de qualidade.

Em 21 de novembro de 1934, Ella Fitzgerald estreiou no Appollo Theater, no Harlem, e o jazz vocal nunca mais foi o mesmo. Ira Gershwin teria dito que não sabia que as músicas que fez com seu irmão eram tão boas até que ouviu Ella cantá-las. A Grande Dama da Canção abriu caminho para excelentes cantoras negras como Billie Holiday, Sarah Vaughan e Nina Simone. Gravou Cole Porter, Gershwin, Duke Ellington, Irving Berlin… Até Tom Jobim! Foi conhecida também pelas deliciosas e hoje históricas gravações que fez com Louis Armstrong.

Billie Holiday, jazz and blues

Nascida em 1915 em Baltimore, Billie Holiday mudou-se com a mãe para Nova York aos 13 anos de idade. Miserável, prostituía-se no Harlem, onde começou mais tarde a cantar em casas noturnas em troca de gorjetas até ser descoberta por um caçador de talentos que providenciou em 1933 sua primeira gravação, feita com a orquestra de Bennie Goodman. Aos poucos, o timbre peculiar de sua voz e sua sensibilidade inigualável (ouça-a em The Man I Love, dos irmãos Gershwin) tornaram Billie uma cantora admirada e famosa, mas um comportamento auto-destrutivo que a fez mergulhar em drogas, álcool e relacionamentos amorosos conturbados acabou com sua vida aos 44 anos. Virou lenda, cultuada pelos amantes mais ardorosos de jazz e blues.

O Harlem e o jazz

Na década de 1940, o Harlem fervia com o talento de instrumentistas como Dizzie Gillespie e Charlie Parker, mas o lugar principal na música nova-iorquina estava reservado para um vocalista que iniciara carreira alguns anos antes como crooner da orquestra de Tommy Dorsey. Estamos falando, é claro, de Frank Sinatra, que arrasou em sua apresentação no Paramount Theater em 1942 e foi o maior cantor norte-americano do século XX, desbancando, na época de sua estréia, o veterano Bing Crosby.

Vídeo com Frank Sinatra, “New York New York”

Os anos 1960

Outra importante influência de Nova York na música popular foi e ainda é a de difusora de novos talentos para os EUA e o mundo. Exemplo disso foi o Ed Sullivan Show, um programa de TV apresentado ao vivo entre 1955 e 1971 dos estúdios da CBS, aos domingos à noite. O apresentador Ed Sullivan fez entrar nos lares americanos de norte a sul, por meio da telinha (ainda em preto e banco) artistas negros como Bo Didley, Dionne Warwick, Nat King Cole e Nina Simone.

Em 1964, Sullivan apresentou os Beatles, dando início à Beatlemania nos EUA e no restante do mundo. Mas ele tinha um lado bem conservador. Quando os Rolling Stones foram se apresentar em seu programa, Mick Jagger teve que trocar a frase Let’s spend the night together por Let’s spend a time together… Jim Morrison, dos Doors, ficou de trocar a palavra higher da frase Girl, we couldn’t get much higher por alguma coisa, mas na hora H cantou higher mesmo, e Sullivan ficou furioso. Não deveria, pois se naquela época os artistas deviam divulgação a ele, hoje as pessoas só se lembram de Ed Sullivan por causa de Beatles, Stones & Cia.

A folk music

Embora na década de 1960 tenha predominado o rock inglês, surgiu em Nova York a música folk, bastante associada aos ativistas dos direitos civis, aos pacifistas em geral e ao pessoal “cabeça”. Joan Baez, nova-iorquina de Staten Island, tornou-se uma das musas, desse movimento interpretando canções de Bob Dylan, que se instalou em Greenwich Village em 1961; e do veterano Peter Seeger, autor de If I Had A Hammer, nascido no bairro em 1919.

Carole King e Carly Simon, nova-iorquinas da mesma geração, também começaram na folk music, mas logo enveredaram para o pop. Porém a melhor herança que a música folk deixou foi, além da obra de Bob Dylan, a parceria de Paul Simon com o nova-iorquino Art Garfunkel, que resultou em pequenas jóias da canção como as que fizeram parte do LP Sounds of Silence, de 1966.

O rock e os mega shows

Foi nos anos 1970 que a música pop se transformou definitivamente num negócio capaz de movimentar cifras até então consideradas astronômicas. Praticamente todas as grandes bandas realizavam shows apoteóticos mundo afora, cada qual competindo com as demais para ver quem tinha o canhão de luz mais potente, os amplificadores mais barulhentos, os efeitos especiais mais espalhafatosos e o escândalo mais chocante (vandalismo em hotéis e abuso de drogas era a dobradinha mais comum).

Toda semana as gravadoras faziam pipocar na mídia novas bandas e artistas na tentativa de abocanhar uma fatia cada vez mais gorda deste mercado para lá de promissor. Nova York, como não poderia deixar de ser, estava no epicentro de tudo isso. Lá nasceram bandas dos mais variados gêneros que marcaram a história do rock.

Kiss e o rock

Em 1972, o linguarudo Gene Simmons fundou com Paul Stanley o Kiss, banda cujos quatro integrantes adotavam figurino dark e maquiagens que faziam referência a personagens fictícios, em clara alusão a heróis de histórias em quadrinhos. Até os anos 1980, seus membros só apareciam em público devidamente maquiados, para preservar suas “identidades”, numa tremenda jogada de marketing que atiçava a curiosidade e fomentava indiretamente a vendagem de discos.

Para se ter uma idéia do sucesso atingido pelos autores de um dos maiores hinos do rock de todos os tempos (Rock and Roll All Nite), o fã-clube oficial Kiss Army chegou a ter cerca de 100 mil sócios. Depois de muitas mudanças na formação da banda, seus quatro integrantes originais se reuniram em 2000 e desde então vêm fazendo turnês esporádicas e forrando os bolsos com mais algumas dezenas de milhões de dólares. Apesar da parafernália, do marketing exagerado e da superficialidade das letras, a música do Kiss é diversão garantida para quem gosta de rock e não tem preconceitos.

O punk rock

Adotando outra vertente – o punk rock – nasciam em 1974, no Queens, os Ramones, três magrelas com jeans rasgados, jaquetas de couro preto e cabelos desgrenhados que seguiam dois mandamentos básicos: tocar rápido e alto. Nenhuma música durava mais do que dois minutos e meio; todas tinham no máximo quatro acordes; e os solos eram terminantemente proibidos, até porque nenhum integrante sabia tocar decentemente instrumento algum. Na verdade, era uma resposta ao gênero do rock progressivo que bandas “cabeça” como Pink Floyd e Yes, recheadas de virtuosi, faziam na época. Influenciados pelo rockabilly dos anos 1950 e pelo som dos Stooges e dos New York Dolls, os Ramones criaram um estilo minimalista totalmente novo, diferente até da música de outras bandas de punk rock como os Sex Pistols.

Os integrantes adotavam um nome artístico que incluía o “sobrenome” Ramone: Joey Ramone, Deedee Ramone, Johnny Ramone… Infelizmente, nenhum dos membros originais está vivo para contar história; partiram dessa para melhor tão rápido quanto suas canções, com pouco mais de 50 anos de idade, muito em razão do abuso de drogas e do estilo de vida desregrado. Depois da morte do vocalista Joey Ramone, em 2001, uma quadra da E 2nd Street, na altura da Bowery Street, cenário da capa do álbum de estréia da banda e endereço de Joey em NYC por muitos anos, foi oficialmente batizada de Joey Ramone Place.
Como já diziam Liza Minelli e Frank Sinatra: If I can make it there, I’ll make it anywhere, It’s up to you, New York, New York.

Música na Big Apple

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Estátua da Liberdade, histórias
A história da Estátua da Liberdade

A história da Estátua da Liberdade

Frédéric-Auguste Bartholdi (1834-1904) sempre sonhou em construir algo monumental, que ficasse na História. Pensou primeiro em uma grande estátua na entrada do Canal de Suez, dedicada ao progresso humano.

Um símbolo de amizade entre a França e os Estados Unidos

O projeto não suscitou muito entusiasmo, mas dele surgiu a idéia, incentivada pelo influente historiador Édouard-René de Laboulaye, de algo semelhante nos Estados Unidos: uma estátua que representasse a liberdade, fosse um símbolo da amizade entre os dois países e servisse de comemoração para o centenário da Independência dos Estados Unidos, obtida com a ajuda da França.

Vídeo em francês sobre a história da Estátua da Liberdade

A Liberty Island e as batatas fritas republicanas

A idéia animou franceses e americanos, que sugeriram a foz do rio Hudson como local para sua instalação. Naturalmente, a execução da obra ficou a cargo de Bartholdi, que foi pessoalmente a Nova York estudar onde erigi-la. Não teve que pensar muito: ainda no navio, passando ao largo da ilha que, na época, chamava-se Bedloe’s Island, a 600m de New Jersey e 3 km de Manhattan, percebeu que aquele seria o local perfeito. O nome atual da ilha – Liberty Island – só foi atribuído em 1956 pelo Congresso dos EUA. É irônico lembrar que foi o mesmo Congresso que mudou o nome das french fries – batatas fritas “francesas” – para liberty fries, quando a França se recusou a apoiar a invasão do Iraque. Enfim, a mudança do nome da ilha pegou e a baboseira da batata foi esquecida.

Só faltava o dinheiro para o mega monumento

Em 1874, Bartholdi iniciou estudos para a obra. Só faltava o dinheiro. Para obtê-lo, foram criados dois comitês: um na França, que começou a trabalhar no outono de 1875, e outro nos Estados Unidos. Ficou acertado que os franceses pagariam a construção da estátua e seu transporte até Nova York e os americanos, o pedestal. Apesar dos esforços de Ferdinand de Lesseps, construtor do Canal de Suez e coordenador da campanha na França, em 1877 menos da metade do dinheiro a ser arrecadado pelo comitê francês fora reunido. Num esforço de marketing, uma réplica da cabeça da estátua foi instalada na entrada da Exposição Universal de Paris, realizada no ano seguinte. Todo mundo achou o máximo, mas poucos puseram a mão na carteira. O comitê teve que recorrer a uma loteria para levantar fundos, suou e finalmente conseguiu obter em 1880 o milhão de francos necessário.

A estátua é finalmente entregue, dez anos mais tarde

Dez anos mais tarde, no dia 4 de julho de 1884, aniversário da Independência dos Estados Unidos, a gigantesca estátua foi oficialmente entregue ao embaixador americano em Paris. Foi constrangedor. Não só o pedestal ainda não fora construído, mas o comitê americano que organizara bailes, festas beneficentes e até lutas de boxeadores famosos, não conseguira ainda os fundos necessários para erguê-lo. Na França, a estátua virou motivo de piada e alguns engraçadinhos chegaram a sugerir que ela fosse instalada em Paris mesmo… Quando a estátua, desmontada em 350 peças e embalada em mais de 200 caixas de madeira, chegou a Nova York, em 17 de julho de 1885, transportada pelo navio de guerra francês Isère, a construção do pedestal ainda estava pela metade.

A campanha para financiar o pedestal

Foi então que, por iniciativa do prestigiado jornalista Joseph Pulitzer, o New York World iniciou uma campanha para chamar seus patrícios aos brios, acusando os milionários e a classe média americana de sovina, ao mesmo tempo em que publicava o nome dos que aceitavam ajudar. Deu certo. Não apenas o dinheiro para o pedestal foi obtido, mas o jornal também se tornou mais popular e ganhou milhares de novos assinantes… Em 1886, as obras foram aceleradas e, no dia 28 de outubro, o gigantesco monumento – Liberty Enlightening the World (A Liberdade Iluminando o Mundo) – foi inaugurado por Bartholdi, com a presença do presidente dos Estados Unidos Grover Cleveland e de Lesseps. A cerimônia, que praticamente paralisou Nova York, foi assistida por mais de um milhão de pessoas. O dia da inauguração foi declarado feriado.

Um símbolo para imigrantes que chegavam a New York

Como pretendia Bartholdi, a estátua passou a ser a primeira coisa avistada dos navios que se aproximassem de Nova York. Efetivamente tornou-se um símbolo para os que deixavam suas pátrias empobrecidas, tentando uma vida melhor nos Estados Unidos em uma época em que o país estava aberto à imigração. No começo do século XX, principalmente, quando a fome assolou a Europa, os EUA tornaram-se uma espécie de Terra Prometida para muitos europeus, que se emocionavam ao passar junto à estátua.

A Estátua da Liberdade no cinema

Muitos filmes têm passagens ou menções à Estátua da Liberdade, começando por O Imigrante, de Charlie Chaplin, de 1917. Ela aparece na cena final de Quinta Coluna, de 1942, de Alfred Hitchcock; em O Planeta dos Macacos (meio afundada na areia, em um mundo devastado por uma guerra nuclear); é mencionada por Woody Allen no filme Crimes and Misdemeanours (“The last time I was inside a woman was when I visited the Statue of Liberty…”); aparece em O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola; e em séries de televisão como Sex and the City.

Curiosidades sobre a Estátua da Liberdade

A Estátua da Liberdade também foi palco de acontecimentos alguns curiosos. Em 2000, o pacifista porto-riquenho Alberto de Jesus escalou a estátua com a bandeira de seu país, pedindo a independência da ilha, até hoje um protetorado norte-americano. Em agosto de 2001, o francês Thierry Devaux tentou pular de paraquedas do topo dela, mas ficou enganchado e teve que ser resgatado por cinco policiais, numa operação que tomou uma boa meia hora. Foi a segunda vez que tentou fazê-lo (a primeira vez fora em 1994). Não deu outra: foi direto da Liberdade para a prisão.

Informações práticas

Dicas sobre a visita à Estátua da Liberdade

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História da Estátua da Liberdade

Empire State building, New York
Empire State building, New York

O Empire State no cinema: o prédio que é cenário de muitos filmes

Nenhum prédio do mundo foi cenário de tantos filmes. É impossível esquecer a cena do clássico King Kong, filmado em 1933, em preto e branco, com o gigantesco macaco encarapitado no alto do prédio, sendo atacado por aviões bimotores.

O King Kong do remake de 2005

O irascível primata preferiu o World Trade Center na versão de 1976, mas no remake de 2005 escalou o Empire State, como na película original. A ligação do macaco gigante com o arranha-céu é tão forte na cabeça dos nova-iorquinos que em 1983, no cinquentenário da primeira versão do filme, um boneco inflável do King Kong foi colocado no topo do famoso edifício.

Video bastante curioso de um clássico do cinema americano

Um símbolo do “american way of life”

Por simbolizar o “capitalismo norte-americano”, o american way of life e conceitos similares, o Empire State costuma aparecer em filmes que enaltecem esses mesmos clichês, como Independence Day, de 1996, no qual o edifício é destruído por uma nave extraterrestre. (Todo mundo sabe que extraterrestres têm predileção pelos Estados Unidos e adoram, em especial, abduzir caipiras do Centro-Oeste, do mesmo modo que chuvas constituídas por pedaços de meteoros gigantes sempre acabam desabando sobre New York… pobre cidade!). Em Godzilla: Final Wars, o diretor japonês Ryuhei Kitamura, talvez para se vingar de Hiroshima, solta o mal-humorado pterossauro Rodan sobre Manhattan; este voa por cima do prédio, provoca estragos na cidade toda e destrói até mesmo a Estátua da Liberdade…

Empire State no cinema: os clássicos rodados no Empire State

Há tantos filmes em que o Empire State aparece, além de séries de TV, como  Friends e Sex and the City, que não dá para mencionar todos. Quase todas as séries rodadas em New York acabam tendo pelo menos uma cena passada no famoso edifício, que já foi o mais alto do mundo.

Mas não dá para deixar de falar de An affair to remember, de 1957, exibido no Brasil sob o título Tarde Demais para Esquecer. Durante um cruzeiro, Michel (Cary Grant), playboy mulherengo, de casamento marcado, conhece Terry (Deborah Kerr), que também está noiva. Eles se apaixonam, é claro, e marcam um encontro para dali a seis meses no 102° andar do Empire State Building; o tempo necessário para desfazerem seus respectivos compromissos (“Preciso de um tempo”, “Estou confusa…”) e sentirem se de fato se amam. Michel vai ao encontro e fica horas esperando, mas… Vamos parar por aqui. Queremos lembrar que esse filme já foi refilmado.

O filme, um remake de Love Affair (Duas Vidas), de 1939, em que Charles Boyer e Irene Dunne atuaram nos papéis principais, faz chorar gerações desde que foi lançado. O Empire State também aparece em Sleepless in Seattle (Sintonia de Amor), de 1993, com Tom Hanks e Meg Ryan. Enfim, se formos pensar, o Empire State é de fato um grande cenário para quase qualquer tipo de filme rodado em Manhattan: é famoso, um verdadeiro ícone da cidade, é imponente e oferece vistas sensacionais da  de New York.

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Dakora Building, New YorkOs Co-op Buildings em New York

Em torno do Central Park estão os edifícios mais charmosos da cidade, alguns em estilo renascentista ou vitoriano, como o percursor Dakota, onde John Lennon morou com Yoko Ono.

Há construções mais recentes, mas as mais chiques são as que foram erguidas até o final da déaáda de 1940.

Para morar num prédio de luxo

Para morar em um prédio de luxo ali não basta ter dinheiro; você tem que mostrar que é “alguém”. Mais: que é um cidadão sobre o qual não pesam dúvidas morais (do ponto de vista americano…). Cerca de 70% dos prédios situados nessa área possuem verdadeiros “governos”, os Conselhos das co-ops (cooperativas de moradores). Uma de suas funções é barrar pretendentes a se instalar no prédio que, por um motivo ou outro, não atendam aos requisitos.

Nomes famosos barrados em Co-ops

Os conselhos de moradores dos Co-op buildings em New York são poderosos. Gente como Madonna, Woody Allen e Richard Nixon teve seus nomes vetados em certos condomínios. Quem se lembra do episódio da série Sex and the City em que Miranda ajudou um médico negro a ser aceito pelo Conselho do prédio em que ela morava?
Muitos podem ser rejeitados por não serem suficientemente ricos. Explica-se: o rateio mensal de despesas é de milhares de dólares! O aspirante a morador também precisa provar que, até de perto, é normal (deve ser difícil…), não está envolvido em escândalos, é um cidadão acima de qualquer suspeita e tem perfil semelhante ao dos demais moradores. A vida inteira do candidato é devassada; isso pode tomar meses.

Regras de comportamento rigorosas

Se for aceito, as regras de comportamento são rígidas. Para começar, nada de barulho. Há condomínios nos quais fumar dentro do próprio apartamento é proibido, sob alegação de que a fumaça invade os dutos de ventilação. Cachorro, só treinado por Glorinha Kalil e Danuza Leão: se o Rex fizer pipi no tapete da entrada do prédio, o “papai” do bichinho está roubado.

Em Nova York, criança não chora; se alguma chorar, todo mundo olha espantado. Cachorro também não late. Ou talvez lata, mas você quase não ouve. Será mutação genética ou Lexotan na mamadeira ou na ração?

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Eventos em New York: os principais eventos

Saber com antecedência que eventos, feiras e exposições irão rolar em Nova York é um cuidado inteligente na preparação de sua viagem. Consulte o calendário de eventos no site oficial de turismo de Nova York.

Nova York, com uma população formada por pessoas de todas as partes do mundo, é rica em eventos. São muitas as festas das diferentes comunidades que se reúnem para celebrar sua cultura, seus hábitos, suas crenças, sua história.

Mapa de New York

A magia dos eventos em New York

A magia dos eventos é você poder se transformar de observador em protagonista; não apenas assistir, mas participar da festa. Você come, bebe, discute, conhece pessoas, dança, aprende. Existem eventos gratuitos, pagos, particulares ou públicos; em espaços fechados ou abertos; que duram poucas horas ou se prolongam por muitos dias. Participar de alguns eventos exige reserva.

Na época de Natal, Nova York está sempre cheia. Mas não é para menos; a cidade fica especialmente bonita nessa época do ano, com as elaboradas decorações das vitrines, a famosa árvore de Natal do Rockfeller Center, os rinques de patinação no gelo… Com um pouco de sorte, pode até nevar. É um show! E se você esticar até o Ano Novo, aproveita as super liquidações que começam logo após o Natal e comemora o Ano Novo no Times Square. Se decidir visitar a cidade nessa época ou por ocasião de eventos, faça reservas antecipadas.

No período entre Thanksgiving (Ação de Graças), na 4ª quinta-feira de novembro, e o primeiro fim de semana de dezembro, quando a árvore de Natal é acesa, todas as grandes lojas de departamento orgulhosamente apresentam suas vitrines.

Eventos mês a mês

Janeiro

Winter Restaurant

Week Durante uma semana no fim de janeiro você tem a oportunidade de experimentar alguns dos restaurantes caros e famosos de Nova York por um preço bem acessível: um menu especial com entrada, prato principal e sobremesa no almoço sai por US$ 20 e, no jantar, por US$ 30. Para verificar a lista dos restaurantes participantes, consulte www.nycvisit.com.

Fevereiro

Black History Month

Durante todo o mês há eventos celebrando a cultura afro-americana.

Fashion Week

Semana da Moda, na 2ª semana do mês.

Valentine’s Day

Dia 14. Corresponde ao Dia dos Namorados no Brasil. Os restaurantes ficam lotados para o jantar, com menus especiais a um preço também especial. Se você não reservou, é melhor levar sua namorada para comer um cachorro-quente na rua…

Março

St. Patrick Dia 17

Festa tradicional irlandesa que homenageia São Patrício, padroeiro dos nova-iorquinos católicos. Nesse dia acontece a Parada de St. Patrick na 5th Avenue, entre a 44th e a 86th Streets, regada a muita cerveja, ao som de gaitas de foles.

New York International Auto Show

Exposição de automóveis que ocorre no fim de março e começo de abril no Jacob K. Javits Convention Center.

Abril

Easter Parad

Desfile realizado na 5th Avenue, entre a 49th e a 57th Streets no Domingo de Páscoa. No gramado do Central Park, a criançada busca ovos de Páscoa; a participação é livre, leve seus filhos.

Maio

9th Avenue Food Festival

Festival de pratos do mundo todo que ocorre anualmente desde a década de 1970 na 9th Avenue, fechada à circulação de veículos entre a 37th e a 57th Streets.

Lower East Side Festival Of Arts

No último final de semana de maio. Apresentações de teatro, poesia, filmes. A maior parte delas acontece no Theater for the City of New York, outras são realizadas ao ar livre. Consulte a programação no site Lower East Side Festival Of Arts

Junho

New York Lesbian and Gay Festival

Festival de cinema GLS. Filmes são apresentados em diversos lugares na cidade. Site: New York Lesbian and Gay Festival

Gay Pride Day

No final do mês. Paradas divertidas, com muita fantasia e festa em Greenwich Village. Imperdível para quem curte festas de rua animadas, independentemente da orientação sexual.

JVC Jazz Festival

Nas duas primeiras semanas de junho. Grandes nomes do jazz apresentam-se em Nova York. Preços bem mais salgados do que os do Bell Atlantic Festival. Site: JVC Jazz Festival

Museum Mile Festival

No início de junho. A 5th Avenue é fechada entre a 82nd e a 104th Streets e fica lotada de artistas de ruas e uma multidão de espectadores. Os nove museus situados na avenida não cobram entrada.

Human Rights Film Festival

Em meados de junho. São duas semanas de filmes sobre os direitos humanos, com diretores de vários países. Site: Human Rights Film Festival

Summer Stage

(Rumsey Playfield, Central Park) Estilos e influências que não se encontram em nenhum outro festival. Há 20 anos o Summer Stage recebe artistas já consagrados, assim como outros emergentes, cuja performance os projeta internacionalmente. Além de música, a programação conta com exibição de filmes e espetáculos musicais. Os concertos em sua maioria são gratuitos, mas há também shows beneficentes com artistas conhecidos, que geralmente são anunciados no mês de abril e cujos ingressos podem se esgotar rapidamente. Confira a programação no site oficial Summer Stage

Julho

Independence Day

Dia 4 de julho, data nacional americana. Fogos de artifício no Hudson River.

International Theater Festival

No Lincoln Center. Estende-se por três semanas. As apresentações são disputadas, vai gente do mundo todo. Informe-se e reserve com antecedência pelo site International Theater Festival

Bastille Day

Dia 14 de julho, comemoração da Revolução Francesa, na 60th Street entre a 5th e a Lexington Avenues. Comidas, bebidas e festa.

Lincoln Center Midsummer Night Swing

Música ao vivo à noite. As pessoas se reúnem para dançar de tango a salsas. A programação muda todos os dias.

New York Philharmonic

(Great Lawn, Central Park) Todos os anos, a Filarmônica de Nova York realiza concertos gratuitos ao ar livre em parques de Nova York e Nova Jersey. Site: New York Philharmonic

Metropolitan Opera

Duas noites com espetáculos distintos. Já se imaginou assistindo a uma famosa ópera sentado no gramado do Central Park, ao final de um longo dia de verão? Não perca, a entrada é franca.

Agosto

Férias escolares

Os nova-iorquinos que não puderam viajar vão para o Central Park tomar sol, andar de bicicleta ou ouvir música; há sempre grupos tocando aqui e ali.

Harlem Day

Último sábado de agosto. Músicas, danças e soul food. As pessoas se concentram perto da 120th Street e do Adam Clayton Boulevard. | Fiesta Folklorica Festival Porto-riquenho. No último domingo de agosto no Central Park.

Setembro

Labor Day

Na 5th Avenue entre a 42nd e a 72nd Streets. O Dia do Trabalho nos Estados Unidos cai na primeira segunda-feira de setembro, diferentemente da maioria dos países industrializados, que a comemoram no dia 1º de maio, data mal-vista na história dos EUA, pois oito líderes sindicais americanos morreram enforcados em Chicago em 1886 por organizarem manifestações no dia primeiro de maio daquele ano. Como a data foi adotada pelos bolcheviques quando estes tomaram o poder na URSS, os Estados Unidos escolheram outro dia como Labor Day.

African-American Day Parade

Festa afro-americana no Harlem, com desfiles que partem do Adam Clayton Boulevard

San Gennaro

Em meados de setembro em Little Italy. A famosa festa italiana dura cerca de dez dias. Animação, comilança e muita música. San Gennaro é o patrono de Nápoles, de onde vieram muitos imigrantes. Essa festa também existe em outras cidades de imigração italiana, como São Paulo.

Outubro

Hispanic Day

Parade Festa latino-americana na 5th Avenue entre a 44th e a 72nd Streets.

Columbus Day

Comemoração da chegada de Cristovão Colombo à América. Na 2ª segunda-feira de outubro. Desfile na 5th Avenue entre a 44th e a 86th Streets. Quando líderes índios foram convidados a participar dessa festa, responderam: “Vocês estão brincando?”

Halloween Dia 31

Parada à noite com todo mundo fantasiado na 6th Avenue e na Spring Street. De origem pagã, é a festa “das almas”, uma das mais importantes festas americanas. Fora do centro da cidade, ainda existe o costume de a criançada sair fantasiada nas ruas, batendo nas portas das casas e pedindo doces: Tricks or treats! (“Dê-nos guloseimas ou faremos travessuras”).

Novembro

New York Marathon

Corrida de rua de Staten Island ao Central Park, com participantes do mundo todo.

Veteran Day Parade

(Dia do Veterano) Dia 11, na 5th Avenue, da 42nd à 26th Streets. Você verá pelas idades aparentes dos que desfilam em que guerras lutaram. Muitos combatentes do Vietnã recusam-se a participar.

Thanksgiving Day

(Dia de Ação de Graças) Na 4ª quinta-feira de novembro. Desfile de carros alegóricos, fantasias, um verdadeiro carnaval americano, que começa no Central Park West e atravessa a Broadway.

Dezembro

Início do período natalino

Iluminação da gigantesca árvore de Natal do Rockefeller Center. Suas luzes coloridas são acesas exatamente às 18h da primeira terça-feira de dezembro, a cada ano. A região fica abarrotada de gente.

New Year’s Eve

(Ano Novo) Mesmo que a temperatura esteja de congelar pingüim, uma barulhenta multidão se reúne na Times Square para a passagem do ano.

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Nota de um dolar

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A Maçonaria nos Estados Unidos: símbolos maçons na nota de um dólar?

A influência da Maçonaria nos Estados Unidos:  muito se comenta sobre a influência da Maçonaria na fundação e na história dos Estados Unidos. Questiona-se quantos maçons assinaram a Declaração da Independência e a Constituição, quantos foram Presidentes, se o Grande Selo (brasão) e a nota de um dólar contêm elementos maçônicos e se a cidade de Washington foi projetada segundo estes símbolos.
Os maçons, quando questionados sobre o assunto, podem tanto negar essa influência como, ao contrário, reconhecê-la. Já que teorias conspiracionistas tendem a atribuir à Maçonaria a intenção de impor uma “nova ordem mundial” e “manipular a opinião pública e o Estado”, agindo debaixo dos bastidores como os templários, os extraterrestres e outros “vilões”, vamos nos ater aos fatos comprovados.

O que é a Maçonaria

A Maçonaria é uma confraria aberta a homens de todas as religiões. Até recentemente, só aceitava homens como membros. Hoje há lojas abertas também às mulheres, mas de modo geral a organização ainda é uma espécie de clube do Bolinha.
A palavra maçon vem do francês e significa “pedreiro”. Como outras sociedades secretas, a Maçonaria desenvolveu-se nos séculos XVI e XVII e tornou-se um pólo de idéias novas na sociedade européia de então, fortemente conservadora, influenciada pela Igreja e pela monarquia absolutista. Algumas dessas idéias eram verdadeiras heresias políticas para a época, como a liberdade de pensamento, a liberdade de expressão religiosa e política e a aversão a qualquer forma de Absolutismo. Entende-se o porque da histórica birra da Igreja com os maçons: até hoje existem sites religiosos que chamam os maçons de “braço direito do Diabo”, “filhos de Lúcifer”… Só não dizem que maçons devoram criancinhas porque essa afirmação já foi usada antes contra os comunistas.

A Maçonaria e a Revolução Francesa e nos movimentos de independência no Berasil e nos Estados Unidos

É evidente a influência maçônica na Revolução Francesa e na independência de diversos países, inclusive Estados Unidos e Brasil. Os maçons também foram grandes incentivadores e participantes de movimentos abolicionistas. Nos Estados Unidos, montaram uma rede de fuga de escravos negros para o Canadá.
Sem dúvida, há maçons importantes na história dos EUA. Como se trata de uma sociedade em princípio secreta, há muita celeuma sobre quem pertenceu ou não à fraternidade. Estima-se que dos 56 signatários da Declaração da Independência dos EUA, no mínimo 8 eram maçons notórios, mas há quem afirme que esse número pode chegar a 24. Sobre a Constituição, especula-se que haveria 13 maçons entre os 39 signatários.

Benjamin Franklin e George Washington: maçons de carteirinha

Dentre os que comprovadamente pertenceram à ordem maçônica destacam-se Benjamin Franklin e George Washington.
Benjamin Franklin (1706-1790) foi um dos primeiros a propor a unificação das colônias, criando uma nação, e um dos fundadores dos Estados Unidos da América. Atuando como diplomata durante a Revolução Americana, ele garantiu a aliança com a França, fato fundamental para a viabilidade da independência. Foi o único dos fundadores que assinou quatro dos mais importantes documentos dos EUA: o Tratado de Paris, o Tratado de Aliança com a França, a Constituição e a Declaração da Independência, elaborada juntamente com Thomas Jefferson.

Benjamin Franklin: Grão Mestre da loja “Les Neuf Soeurs”

Em Paris Franklin publicou em 1730 o primeiro artigo sobre a Maçonaria na América. Quando era embaixador na França, exerceu de 1779 a 1781 o posto de Grão Mestre da loja “Les Neuf Soeurs”, em Paris, a mesma a que pertenceu Voltaire. Em 1787, de volta aos EUA, foi convidado pelo Congresso a participar do comitê de criação do Great Seal, emblema deveria refletir valores e ideais “americanos” para as gerações futuras. Vem daí a crença de que há símbolos maçônicos inseridos nesse brasão, usado também na nota de um dólar.

Os símbolos maçônicos na nota de um dólar

O selo -Tem na sua parte anterior uma águia e um escudo com 13 listas (referindo-se aos 13 estados originais), segurando em sua garra esquerda 13 flechas (simbolizando a guerra) e na direita um ramo de oliveira com 13 folhas e 13 frutos (simbolizando a paz). Sobre sua cabeça há um diadema composto por 13 estrelas de 5 pontas, que formam uma estrela de 6 pontas. Há ainda a frase “E pluribus unun” (“Entre muitos, um se destaca”). No verso, há uma pirâmide inacabada composta por 13 degraus e, sobre esta, um triângulo com um olho e os dizeres “Annuit coepts” (“Ele aprova nossos atos”) e “Novos Ordo Seclorum” (“Uma nova ordem dos tempos”).
A pirâmide, o olho e as frases seriam “provas” da influência maçônica?   Muitos maçons afirmam que esses elementos e dizeres não são símbolos de sua fraternidade. O olho é uma convenção artística para a onisciência, um símbolo comumente usado durante a Renascença, e seu uso foi sugerido pelo artista Pierre Eugène Du Simitière, e não por Benjamin Franklin, o único integrante confirmadamente maçon do grupo que criou a imagem. Juntamente com os dizeres, tem a intenção de demonstrar a vontade divina em favor dos EUA (mas afinal, Deus é americano ou brasileiro?).

O maçon George Washington

Outro maçon de indiscutível importância foi George Washington (1732-1799), Mestre da Loja Alexandria, no Estado da Virgínia. Como líder militar, levou o exército norte-americano à vitória contra a Grã-Bretanha durante a Revolução Americana em 1783. Muitos de seus generais também eram maçons. Em 1787, presidiu a Convenção da Filadélfia que criou a Constituição e tornou-se o primeiro Presidente dos EUA, governando o país de 1789 a 1797.

Cerimonial maçônico na pedra fundamental do Capitólio, em Washington

Muitos afirmam que a colocação da pedra fundamental do Capitólio teria seguido um cerimonial maçônico e, pasmem, que a própria planta da capital, posteriormente denominada Washington, formaria símbolos maçônicos como o esquadro e o compasso, além de um pentagrama invertido (símbolo considerado “satânico”) em torno da Casa Branca… Enfim, como no caso da nota de um dólar, não se sabe. Símbolos podem ser utilizados com os mais diferentes significados.

Fato inegável é que grandes personagens da história dos Estados Unidos da América foram mesmo maçons, e seus ideais certamente influenciaram a formação do país. Mas não vamos exagerar!

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Metrô de Nova York
A história do Metrô de New York, Estação Union Square

O Metrô de New York: como tudo começou

A história do metrô de New York: o precursor do metrô de Nova York, inaugurado em 1868, foi um trem aéreo movido a vapor. Uma linha subterrânea movida a ar (que “soprava” o vagão dentro de um túnel) foi construída pelo inventivo engenheiro Alfred Beach entre a Warren Street e a Broadway em 1870, mas só funcionou a título experimental. Apenas em 1904 o metrô nova-iorquino passou a circular efetivamente em túneis subterrâneos; apesar do nome subway (literalmente, “via subterrânea”), até hoje 60% das linhas do metrô de Nova York são aéreas.

Metrô de Nova York: 26 linhas com trens com até 11 vagões

O metrô de Nova York tem 26 linhas que, juntas, perfazem 370 km de extensão e atendem a 468 estações. Claro que não mais funciona a vapor e sim com energia elétrica, consumindo o equivalente a uma cidade de 300 000 habitantes. A estação de maior movimento é Times Square, bem no centro de Manhattan.
O tamanho das plataformas é variável: as menores têm pouco mais de 120m, enquanto as maiores alcançam mais de 200m. O tamanho das composições varia entre 8 e 11 vagões, embora existam linhas com número bem menor. Repare que normalmente os trens das linhas designadas por números são menores e mais estreitos do que os das linhas nomeadas por uma letra. Isso ocorre porque, originalmente, três diferentes companhias operavam o metrô, sendo duas delas empresas privadas. Só em 1940 a Prefeitura comprou-as e unificou o sistema. Hoje, a New York City Transit Authority emprega quase 50 mil pessoas, de engenheiros de alto escalão a serviçais de limpeza das estações.

Os acidentes no metrô de Nova York

Dentre os diversos acidentes ocorridos no metrô de Nova York, poucos foram tão sérios como o de novembro de 1918. Em razão de uma greve, a direção do metrô contratou pessoas sem nenhuma experiência para substituir os funcionários. Isso resultou em grave desastre quando a composição da Brighton Line foi entregue a um condutor novato, que ingressou no túnel sobre a Malbone Street em velocidade cinco ou seis vezes superior ao normal, provocando um descarrilhamento em que quase cem pessoas morreram e cerca de duzentas ficaram feridas. Bem mais recentemente, em agosto de 1991, outro acidente ocorreu com um trem da linha Lexington Avenue, em que cinco pessoas morreram. O condutor, que estava embriagado, foi condenado por homicídio culposo. Apesar desses acidentes e de outros menores, o metrô de Nova York é um dos meios de transportes mais seguros do mundo, considerando-se que transporta diariamente mais de 7 milhões de pessoas.

O projeto de trens automatizados

Seguindo o exemplo do metrô parisiense, que já possui uma linha automatizada, o metrô nova-iorquino está desenvolvendo trens sem condutor que, apesar de parecer o contrário, são mais seguros que os demais. Somente um funcionário, na estação, cuidará de fechar e abrir as portas. O sistema será utilizado na nova estação Fulton Street Transit Center, que deverá começar a funcionar no primeiro semestre de 2009.

As infrações sujeitas a punições

De uns tempos para cá, uma política severa tem inibido certos comportamentos, punindo-os com multa ou prisão, como saltar as catracas eletrônicas (mesmo que o infrator tenha MetroCard), ficar mudando de vagão sem motivo nas estações, colocar os pés sobre os bancos das plataformas de embarque, ocupar um lugar a mais com a bolsa de mão se o metrô estiver lotado, trazer bebida (mesmo não alcoólica) para dentro do metrô etc. Curiosamente, cuspir no chão, o que é proibido na Europa, não o é em Nova York (embora seja uma tremenda falta de educação!).

O metro de Nova York no cinema

O metrô da Big Apple aparece em inúmeros filmes. São tantos que é praticamente impossível lembrar de todos. Uma das seqüências mais famosas é a de The French Connection (Operação França), de 1971, estrelado por Gene Hackman no papel do cop Popeye e premiado com vários Oscars, que foi filmada no metrô aéreo BMT West End Line, com o policial perseguindo o traficante de drogas. Outro filme que teve o metrô nova-iorquino por cenário foi The Taking of Pelham One Two Three (O seqüestro do metrô), de 1974, em que quatro criminosos dominam um trem de metrô e pedem um milhão de dólares para liberar os passageiros. O metrô de Nova York aparece também em Ghost (O outro lado da Vida), de 1990, com Patrick Swayze e Demi Moore, em séries de TV como Friends e Seinfeld, no episódio Subway, e em diversos outros filmes e seriados.

Veja como funcionam os outros meios de  transportes urbanos em New York

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Homenagem 11 setembro
Homenagem aos mortos no atentado de 11 setembro

O atentado terrorista de 11 de setembro: um atentado que chocou o mundo

Quando, depois de terem sido atingidas por aviões seqüestrados por terroristas, as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York vieram abaixo, a cidade e o mundo todo mergulharam em profundo estado de choque. Bombeiros ajudados por voluntários iniciaram os trabalhos de resgate, enquanto uma multidão de familiares e amigos dos que se encontravam nas torres no momento da tragédia aguardava por informações. Muita gente, inacreditavelmente, foi resgatada dos escombros com vida dias depois do atentado, até que as autoridades perderam a esperança de encontrar mais sobreviventes. O resgate de corpos continuou durante um tempo, até que teve que ser abandonado. A prefeitura identificou mais de 1.600 corpos, mas foi impossível o reconhecimento visual de 1.100 vítimas. Muitas tiveram que ser identificadas pelo DNA. Foram necessários meses para a limpeza da área. Cerca de 25 prédios próximos sofreram algum tipo de dano.

O World Trade Center já sofrera um atentado anteriormente

O World Trade Center já era visado por terroristas da Al-Qaeda e sofrera um atentado em 1993, na garagem da Torre Norte. Os 700 kg de explosivos instalados em um carro bomba provocaram sérios estragos e a morte de seis pessoas, mas não abalaram a estrutura da torre.

Mapa de New York

O atentado de 11 de setembro: detalhes cuidadosamente elaborados

Embora não se saiba até que ponto os responsáveis pelo ato terrorista estudaram a engenharia do World Trade Center, os ataques de 11 de setembro parecem ter sido cuidadosamente planejados. Sabe-se que os engenheiros responsáveis pela construção das torres haviam previsto a possibilidade de impacto acidental com um Boeing 707, mas aparentemente algo não foi bem calculado.

A pancake theory

O superaquecimento provocado pela queima do querosene dos tanques de combustível dos aviões jogados a 750 km por hora contra as torres fez com que a estrutura de aço, sem colunas de concreto armado, perdesse sua resistência, não suportasse o peso dos andares superiores e se dobrasse numa reação em cadeia conhecida como pancake theory. De fato, os andares foram desabando e achatando uns sobre os outros como panquecas. Foi, portanto, mais o calor do que o impacto que provocou a queda das torres, atingidas mais ou menos na mesma altura, como se os terroristas soubessem exatamente onde golpear. Quem viu a cena pela televisão (e quem no mundo não assistiu?) presenciou um efeito semelhante às implosões destinadas a por abaixo velhos edifícios. Na realidade essa “implosão”, com cada andar desabando sobre o de baixo, limitou o número de vítimas fatais. Se as torres tivessem tombado sobre outros prédios em um efeito dominó, teriam, em razão de sua altura, arrasado uma área muito maior de Nova York, matando também quem se encontrava nos edifícios próximos.

Dois mil e oitocentos mortos

A grande maioria dos que morreram – 2.800 pessoas de diversas nacionalidades, inclusive brasileiros – estavam nos andares da explosão ou acima deles. Duas centenas de vítimas, cercadas pelas chamas, jogaram-se do alto dos edifícios. Morreram também centenas de bombeiros que tentavam alcançar o local de impacto quando a primeira torre afundou. Especula-se que um edifício construído em concreto armado, como o velho Empire State, teria resistido aos impactos. O assunto é polêmico. Deixemos as controvérsias aos especialistas. A tática terrorista Sabe-se que os terroristas conseguiram dominar, sem o uso de armas de fogo, as tripulações de três dos aviões seqüestrados. Dois foram lançados contra o World Trade Center e o terceiro, o do vôo American Airlines 77, sobre o Pentágono. Acredita-se que um quarto avião, que seria lançado contra outro alvo, teria caído em Shanksville, na Pennsylvania, quando um grupo de passageiros resolveu enfrentar os seqüestradores. Existem dúvidas a respeito desse vôo e muitas perguntas sem resposta.

As falhas da CIA e do governo Bush

A CIA e o governo americano foram acusados por congressistas da oposição democrata de displicência, pois tinham sido alertados sobre a iminência de uma ação de grupos radicais em solo americano e aparentemente poucas providências foram tomadas para evitá-la; alguns dos terroristas já eram suspeitos manjados. Dos dezenove implicados, dezesseis entraram nos Estados Unidos em vôos comerciais, com passaportes e vistos irregulares. Como conseguiram fazê-lo é um mistério.

A CIA já fora avisada da possibilidade de um atentado

Quando, mais de um ano antes, a CIA havia sido avisada sobre a possibilidade de um atentado, seu presidente Richard Clark propusera ao governo um ação preventiva contra Bin Laden, que fora localizado por aviões espiões. Nessa época, porém, a CIA e o Departamento de Estado iniciaram uma interminável disputa para saber quem pagaria a conta se o tal avião fosse derrubado… No dia 25 de junho de 2001, a CIA foi novamente avisada sobre a iminência de um ataque que poderia ser feito com o uso de aviões comerciais. A agência de inteligência tinha até nomes de alguns dos suspeitos e avisou o FBI. O funcionário que recebeu a notificação carimbou-a como assunto de “rotina”. Os suspeitos continuaram em total liberdade. No dia 10 de setembro, o FBI finalmente resolveu que eles deveriam ser “vigiados”. Já era tarde demais. Mesmo procurados, dois dos terroristas embarcaram tranqüilamente em um dos vôos.

Demorou para cair a ficha: um atentado terrorista de grande magnitude estava em curso

Normas existentes há tempos previam que cabia ao Departamento de Aeronáutica avisar o Comando do Exército sobre seqüestros de aviões em espaço aéreo norte-americano. Mas só 18 minutos depois do primeiro seqüestro alguém resolveu tomar essa iniciativa. Dois caças da Força Aérea partiram então, tardiamente, de Washington. Só chegaram a tempo de ver a segunda torre desabando. Por que nenhum avião levantou vôo de uma base mais próxima? Bush, por sua vez, foi avisado do primeiro ataque quando visitava uma escola infantil na Flórida. Não interrompeu a visita, não se informou melhor, não se reuniu com assessores nem telefonou para ninguém. Terminada a visita, assistiu aos acontecimentos pela TV e pôde ver outro Boeing atingir a segunda torre. Ficou ainda mais um tempo paralisado, sem fazer nada. Só então “caiu a ficha”: um ataque terrorista em grande escala estava acontecendo.

Um erro atrás do outro

Tomaram-se as providências de praxe: tirar o presidente do solo e enfiá-lo dentro do Força Aérea Um, o equipadíssimo avião que se torna centro de comando da presidência dos Estados Unidos em situações de emergência. Quando a terceira aeronave foi seqüestrada pelo grupo radical, levou meia hora para o Comando do Exército ser avisado. Tarde demais: minutos depois, o avião se abateria sobre o Pentágono. Apesar disso, o piloto do vôo United 193, o quarto avião que acabaria dominado pelos terroristas, recebeu apenas um aviso da torre de comando: “Cuidado com intrusos na cabine”. A tripulação não entendeu a lacônica mensagem. E, mais uma vez, o Comando do Exército não foi avisado! Quando souberam do seqüestro, ligaram para o Comando Aéreo e perguntaram pelo quarto avião. Disseram que estava no solo. “Ah, pousou?” “Não, caiu”. Se não fosse pelo drama vivido pelas vítimas e suas famílias e amigos, pareceria filme de Groucho Marx e seus irmãos. Na realidade, dois caças enviados para tentar interceptar o vôo United 193, que ninguém sabia bem onde estava, saíram para procurá-lo na direção errada e voaram quase 200 km sobre o Oceano Atlântico até perceberem o erro.

Perguntas sem respostas

A Comissão que apurou os acontecimentos do 11 de setembro interpelou o presidente. Era previsto que, em casos assim, os aviões seqüestrados fossem abatidos. (É cruel, mas quase 3.000 pessoas não teriam perdido a vida se essa decisão tivesse sido tomada). Bush declarou que deu essa ordem. Para quem? Ninguém a recebeu. Senadores encarregados do inquérito não acreditaram: o Presidente dos EUA deu uma ordem e ninguém cumpriu? Demorou para que o Departamento de Aeronáutica ordenasse o pouso imediato dos 4.300 aviões que sobrevoavam naquele momento o território americano. Imaginem o que teria acontecido se outros cinco ou seis outros aviões estivessem em mãos de terroristas. Teorias conspiracionistas florescem nos EUA como cogumelos depois da chuva, mas provavelmente todos esses erros se devem à pura incompetência do governo George W. Bush e de seu serviço de inteligência.

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Verão em New York
Verão em New York, Central Park

New York no verão: algumas ótimas opções

Texto de Andrea Rivelli e Matthew Thomas

Sim, é verdade, Nova York é muito quente no verão, mas muito fria no inverno, e os nova-iorquinos, assim como outros povos que vivem em semelhantes condições de temperatura, passam a maior parte do tempo “confinados” em suas casas, escritórios e outros lugares fechados. Por essa razão, com a chegada da sempre tão esperada primavera, os nova-iorquinos vão às ruas, praças e parques para desfrutar do calor que começa a chegar devarzinho no final de março.

Mapa de New York

Os festivais de verão em Nova York

Com chegada do verão, em junho, Nova York “ferve” com festivais de cinema, concertos, óperas, parades (desfiles) e outras tantas atividades ao ar livre, a maioria gratuita, que acontecem pelos quatro cantos da cidade. São os festivais gastronômicos, feiras de artesanato, feiras de rua, e muito mais…
Não dá para escapar: se você estiver em Nova York nesse período, vai acabar esbarrando num destes eventos. Então aproveite. Para ajudar na sua programação, nós escolhemos alguns dos melhores e mais famosos eventos dessa alegre estação do ano.

O central Park, um grande palco ao ar livre

O grande palco do verão em Nova York é sem dúvida o Central Park. Em sua área de mais de 800 acres – maior que o principado de Mônaco – você vai encontrar um pequeno zoológico, pequenas florestas, jardins, fontes e esculputuras, várias trilhas para corridas e caminhadas, muitos gramados e muita sombra. Durante o verão o parque também oferece vários tours gratuitos em datas específicas (consulte o site). Uma grande pedida é comprar o seu almoço ou lanche numa deli ou restaurante e improvisar um piquenique no parque. É sempre uma delícia e uma grande pedida, além de ser um famoso programa novaiorquino.

As apresentações gratuitas da Filarmônica de Nova York

Mas é também no Central Park, mais especificamente no “Great Lawn” (grande gramado) que a Metropolitan Opera e a Filarmônica de Nova York se apresentam gratuitamente. São 2 apresentações de cada, que começam logo após o por do sol. Nessas esperadas noites do verão, você vai encontrar famílias e grupos de amigos, espalhados por uma imensa área verde, fazendo um pequeno ou um super piquenique, antes e durante as apresentações.

Se decidir conferir, leve um agasalho, pois ao final das apresentações pode ficar bem frio no parque. No palco do “Rumsey Playfield” acontece o famoso festival SummerStage, que traz músicos e bandas do mundo inteiro, do Brasil à Islândia. Tem ainda a Naumburg Bandshell (Concha Acústica) onde você pode curtir concertos de música clássica, todos gratuitos.

SummerStage

(Rumsey Playfield, Central Park) Estilos e influência que não se encontra em outro festival. Há 20 anos o SummerStage recebe anualmente lendários artistas, assim como outros emergentes, cuja performance em Nova York os projeta internacionalmente. Além de música, a programação conta com exibição de filmes e de espetáculos musicais. Os concertos em sua maioria são gratuitos, mas há também shows beneficientes com artistas consagrados, que geralmente são anunciados no mês de abril e cujos ingressos podem se esgotar rapidamente.
Confira a programação no site oficial do SummerStage.

Metropolitan Opera

Num outro grande evento gratuito no Great Lawn no Central Park de Nova York, se apresenta a Metropolitan Opera, em 2 noites, com 2 espetáculos distintos. Já se imaginou assistindo a uma famosa ópera sentado no gramado do Central Park, tomando um vinho e beliscando um delicioso queijo, ao final de um longo dia de verão? Não perca, a entrada é franca.

“Midsummer Night Swing”

Com 23 noites de festa, cada uma dedicada a um estilo de dança de salão. Estes agradáveis eventos acontem no Josie Robertson Plaza, uma praça no coração do Lincoln Center, onde é montada uma pista de dança e um palco. O ingresso inclui 45min de aula de dança, com instrutores profissionais, antes da banda entrar. A banda começa às 19:30h e toca até as 22:00h. As opções são variadas e vão de swing, passando pelo forró, até a salsa. O mais gostoso destas noites é que a praça fica cheia, dentro e fora da pista. Sim, dá para ficar do lado de fora da pista escutando a música e dançando…

Festivais de dança: o Out of Doors

No mês de agosto acontece o “Out of Doors” (“Ao Ar Livre”) , um festival em grandes companhias de dança moderna que se apresentam na concha acústica Damrosch Park Bandshell. Mas este festival também é conhecido por trazer grandes revelações do mundo da dança local e internacional. Este festival tem entrada franca para todos os eventos.

Com tantos prédios, lojas e luzes, pode ser fácil esquecer que Manhattan é uma ilha. E as melhores vistas panorâmicas que você pode ter de Manhattan ficam fora da illha, nos rios que a circundam. Algumas das melhores opções são um super programa de verão.

Ponte do Broklyn

Cruzar a Ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge) a pé é um passeio muito gostoso e não tão cansativo como pode-se pensar (desde que o calor não esteja de matar). E depois de cruzar a ponte, você pode curtir a vista de Manhattan do Promenade, que fica no Brooklyn Heights. Ou do River Café , que fica localizado abaixo da Ponte do Brooklyn, ou ainda do pequeno Ferry Fulton Park, que fica do lado da Manhattan Bridge. Se tiver pique, faça os três.

Passeio de Barco

Há várias opções de cruzeiro, do mais simples ao mais sofisticado, de veleiro ou de lancha, em grupo ou a dois, de dia ou à noite. O mais popular é o “Circle Line”, que oferece cruzeiros ao redor da ilha de Manhattan e também um passeio até Estátua da Liberdade, e “Ellis Island” (Ilha Ellis), onde está localizado um interessante museu de imigração. Verifique as opções disponíveis no site da cidade de Nova York.

Ferry para Staten Island

Este ferry sai de Downtown e vai até “Staten Island” (Ilha Staten), passando bem perto da Estátua da Liberdade. A vantagem deste passeio: é grátis!

•Se não der para cruzar a ponte do Brooklyn a pé, pegue um metrô até o Brooklyn e curta alguma das 3 opções que mencionamos.

Bondinho para Roosevelt Island

(“Roosevelt Island Tram”) Este bondinho dai de Midtown (59th Street e 2nd Avenue ) e conecta Manhattan à Roosevelt Island (Ilha Roosevelt), que fica entre o Queens e Manhattan. Este passeio não tão famoso, oferece uma vista fantástica de Manhattan, comparável a vista que você tem do Empire State Building. O mesmo cartão utilizado no Metrô, o Metrocard, é aceito para pagamento da tarifa.

Outros festivais e promoções em Nova York

Museum Mile Festival

5th Avenue, entre 82nd e 105th Streets, Nova York | 212-606-2296 Este festival, que acontece anualmente no verão, conta a participação de nove museus de Nova York, dentre os mais famosos do país, que ficam localizados na 5th Avenue (5ª. Avenida) num raio de uma milha (1,6 Km). Todos os museus oferecem entrada franca entre 18:00h e 21:00h neste dia. A 5ª. Avenida neste trecho é fechada para o tráfico de carros e na rua acontecem várias performances de arte e música, além de atividades para crianças.

Museu participantes

El Museo del Barrio; • Museum of the City of New York; • The Jewish Museum; • National Academy Museum and School of Fine Arts ; • Cooper Hewitt, National Design
Museum, Smithsonian Institution ; • Solomon R. Guggenheim Museum; • Neue Galerie New York; • Goethe-Institut/German Cultural Center; • The Metropolitan Museum of Art. Tome nota: em 2005, o evento vai acontecer no dia 7 de junho, faça chuva ou sol.

Celebrate Brooklyn! Performing Arts Festival

Acontece todos os anos na concha acústica do Prospect Park, no Brooklyn e é uma das melhores atrações do verão de Nova York. O Festival é uma série de performances de música, dança e filme que acontecem de junho a agosto, onde se apresentam lengendários, famosos e novos artistas. A música pode variar do funky hip-hop ao jazz moderno ao rock afro-brasileiro. Há ainda a apresentação de filmes clássicos ao ar livre. Festival de Artes e PerformancePerforming Arts Festival

The New York International Fringe Festival (FringeNYC)

O maior festival de muti-artes da América do Norte, com mais de 200 companhias do mundo todo, se apresentando por 16 dias, em mais de 20 lugares – num total de 1300 performances! O festival inclui peças teatrais, musicais, dança, marionettes, multimedia e teatro infantil. Maiores informações: www.FringeNYC.org. 12 a 28 de agosto de 2005.

Dia da Bastilha

(Bastille Day) 60th Street, entre 5 th e Lexington Avenues – Este festival de rua, organizado pela Aliança Francesa, celebra “la France des regions” com mostras e acontecimentos, ressaltando a França tradicional e contemporânea através de performances ao vivo, dança de rua, atividades para crianças, produtos regionais e spécialités gourmandes.

Summer Restaurant Week

Além do Summer Breaks, tem ainda a famosa semana “ Summer Restaurant Week, muitos dos mais finos restaurants de Nova York oferecem “three-course prix-fixe” (entrada, prato principal e sobremesa a um preço fixo) no almoço e/ou jantar com super descontos. Alguns destes restaurantes estendem esta promoção por todo o verão.

Bares

Alguns hotéis abrem os bares localizados nos topos dos seus edifícios para hóspedes, mas também para o público. Mas o melhor segredo é o Roof Garden Café, que fica localizado no topo do Metropolitan Museum, que tem uma vista colossal do Central Park e é aberto ao público de abril a setembro.

Promoções de Verão: Summer Breaks

Trata-se de uma promoção que acontece no verão por toda a cidade de Nova York, com descontos e ofertas especiais para centenas de hotéis, shows da Broadway, restaurantes, tours e atrações, vida noturna, artes e cultura. Não deixe de dar uma olhadinha no site da cidade de Nova York quando estiver planejando sua viagem. Para 2005 as promoções ainda não foram listadas no site. Esta promoção é organizada pelo NYC & Company, tel.: 212-484-1222

Filmes no Bryant Park

Outro tradicional evento do verão, são os filmes exibidos ao ar livre no Bryant Park, às segundas feiras, ao fim do dia, de junho a agosto, num total de 10 filmes. Traga sua pipoca e refrigerante e chegue cedo para pegar um bom lugar.

Os principais festivais e atividades, acontecem entre o feriado de “Memorial Day”, em homenagem aos veteranos de guerra- última 2ª.feira do mês de maio, e o “Labor Day”, dia do trabalho – primeira 2ª.feira do mês de setembro, período considerado pelos americanos como a temporada de verão. Nesta época os dias são longos e dá para aproveitar bastante.

O nascer do sol em Nova York no verão varia entre 5:30h e 6:00h e o por-do-sol entre 7:30h e 8:30h.

Temperaturas: Junho 17-27C – Julho 20-29C – Agosto 19-29C.

Dicas

Em agosto, há dias em que o calor em Nova York é realmente insuportável. Vale a pena verificar a previsão do tempo antes de sair do hotel. Nestes dias aproveite para visitar locais fechados, como museus, onde o ar condicionado estará ligado no máximo. Para não desidratar tome muito líquido. Aproveite para experimentar todas as bebidas refrescantes que são tão comuns nesta época do ano. Entre as favoritas dos nova-iorquinos estão o Iced Coffee (café gelado com leite ou não e muito gelo), Iced Tea (chá gelado com muito gelo) de vários sabores e Frappucinos (Cappucinos gelados).

“Smoothies” também são uma grande pedida, que podem ser feitos de iogurte e frutas ou simplesmente suco de fruta e gelo picado. Se nem café, nem chá gelado fazem a sua cabeça, então vá a uma deli (pequenas mercearias, geralmente de esquina espalhadas por Nova York) ou a uma drugstore (farmácia + mini-mercado, como Duane Reade, CVS, Walgreens) e procure pelas geladeiras de bebidas e esbalde-se. A seleção é gigante, para todos os gostos e dietas.

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New York e os brasileiros

New York: os brasileiros que fizeram e fazem sucesso em New York

O Brasil e os brasileiros têm mais laços com Nova York do que em geral se supõe. Dentre os primeiros habitantes daquela que viria a ser a maior metrópole do planeta (ou, no mínimo, a mais importante) estavam pessoas oriundas do Brasil, mais precisamente do Recife. Foi para lá que se dirigiram os judeus expulsos de Pernambuco no final da ocupação holandesa, acossados pela Inquisição. Com a partida desse grupo laborioso, Nova York ganhou e nós perdemos.
Quando os Estados Unidos obtiveram sua independência em 1776, tornaram-se um exemplo para as demais colônias americanas, inclusive o Brasil, influenciando movimentos nativistas em toda a América do Sul.

Dom Pedro II

Durante o Império, nosso Dom Pedro II visitou Nova York, instalando-se no Fifth Avenue Hotel, na Broadway, onde logo na primeira noite foi assistir a uma peça de Shakespeare. Impressionado com diversos aspectos da civilização americana, visitou o jornal New York Herald, inclusive suas oficinas de impressão, depois o reservatório de água da cidade, interessando-se por seu funcionamento, a polícia, escolas e até o corpo de bombeiros.

Carmen Miranda

Foi em Nova York que a cantora Carmen Miranda (nascida em Portugal, mas marca registrada da música brasileira de sua época) desembarcou em 17 de maio de 1939, rumo a um enorme sucesso. Um mês depois, estreiou na Broadway, durante a Feira Mundial de Nova York. Em seguida, gravou músicas e filmou Serenata Tropical, em Manhattan, em fevereiro de 1940. Durante esse tempo, também fez shows e chegou a se apresentar no banquete comemorativo dos sete anos da ascensão do Presidente Roosevelt à presidência dos Estados Unidos. Depois disso, ainda estrelou muitos outros filmes na terra do Tio Sam.

Heitor Villa-Lobos

Heitor Villa-Lobos, compositor brasileiro agraciado em 1943 com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova York, homenageou a cidade com sua Sinfonia n° 2, New York Skyline Melody. Foi em Bear Mountain, perto de Nova York, que, em 1959, Villa-Lobos regeu uma orquestra por uma das últimas vezes na vida.

Oscar Niemeyer

Outro brasileiro mundialmente conhecido que viveu em Nova York é o arquiteto Oscar Niemeyer, convidado pela ONU em 1947 para participar da Comissão de Arquitetos, dirigida por Wallace Harrison, que planejou os edifícios da sede das Nações Unidas.

Cândido Portinari

Os painéis Guerra e Paz que você verá no hall de entrada do prédio principal da ONU, presente do governo brasileiro para a sede da organização, são obras de mais um brasileiro, já renomado em Manhattan na época da inauguração do edifício: Cândido Portinari. São também de sua autoria os três grandes painéis que decoraram o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York de 1939. Nesse mesmo ano, o MoMA adquiriu a tela O Morro, pintada pelo artista. No ano seguinte, telas de Portinari foram exibidas, com total sucesso de público e crítica, na mostra de arte latino-americana do Riverside Museum de Nova York e em exposição no MoMA. Como se não bastasse, o artista foi considerado o melhor pintor do ano de 1955 pelo Internacional Fine-Arts Council de Nova York, que o agraciou com a medalha de ouro. Em 1957, Portinari recebeu a Menção Honrosa no Concurso Internacional de Aquarelas do Hallmark Art Award, em Manhattan.

Juscelino Kubitschek

Quem também passou um tempo em Nova York, em circunstâncias menos agradáveis, foi Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Cassado sob pretextos absolutamente nebulosos pelos milicos da ditadura brasileira, teve que se asilar nos Estados Unidos (e posteriormente em Paris).

Tom Jobim

Na mesma época, começou a circular em Manhattan Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, um gênio de nossa música, que foi ao mesmo tempo compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista: o insuperável Tom Jobim.
Tom foi um dos artistas que se apresentaram no Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall em Nova York em 1962. Suas apresentações na Big Apple logo atraíram grandes nomes da música norte-americana como Quincy Jones, Stan Getz e Dave Brubeck, influenciados pelo “brazilian jazz”, e resultaram no encontro de Tom com Frank Sinatra. Sem perder seus vínculos com o Brasil, Tom adotou Manhattan como residência. O compositor morreu em Nova York em 8 de dezembro de 1994.

A Bossa Nova

Além de Tom, fizeram sucesso na memorável noite do Carnegie Hall Oscar Castro Neves, Sérgio Mendes, Carlinhos Lyra, Luiz Bonfá, Roberto Menescal, Agostinho dos Santos e João Gilberto. Foi esse o grande momento histórico que abriu a Bossa Nova para o mundo e tornou a nossa música reconhecida em todo o planeta. Gravado originalmente em LP, o CD do concerto Bossa Nova at Carnegie Hall pode ser um bom presente para os amigos. O lendário show de 21 de novembro de 1962 foi o último que reuniu todo o grupo. Depois disso, cada um, com novos contratos e produções em andamento, foi para seu canto. A Bossa Nova, que caiu no agrado dos norte-americanos, é hoje comum nas casas noturnas nova-iorquinas. Aproveitando o embalo, Sérgio Mendes, que foi parceiro de Tom Jobim e morava nos Estados Unidos desde a década de 1960, lançou seu grupo Sérgio Mendes & Brasil 66. Alcançou especial sucesso a versão bossa nova da canção Mas que nada, de Jorge Ben. Também já se apresentaram (e moram ou moraram) em Nova York cantores do quilate de Caetano Veloso, Gal Costa e, mais recentemente, Maria Rita e Marisa Monte.

Os refugiados da ditadura

Durante a ditadura militar, enquanto a maioria dos refugiados brasileiros se instalava em Paris e em outras cidades européias, foi em Nova York que o polêmico jornalista Paulo Francis, colaborador de O Pasquim, um jornal humorístico constantemente ameaçado e censurado, encontrou um clima mais ameno para prosseguir seu trabalho. Francis viveu por lá muitos anos; foi correspondente da Folha de São Paulo e participante do programa Manhattan Connection. Faleceu em Nova York em 1997.

Sônia Braga e Bruno Barreto

Na área do cinema, temos Sônia Braga, que se fixou em Nova York, onde morou durante quase vinte anos e atuou em duas dezenas de filmes e muitas produções para TV (entre elas Sex and the City e Alias). Bruno Barreto, que, aliás, lançou Sônia Braga com o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, um dos melhores diretores de cinema brasileiros, é outro nome cuja vida é entremeada de idas e vindas a Nova York.

Érico Veríssimo

O escritor Luiz Fernando Veríssimo, que morou em Washington quando seu pai, o igualmente escritor Érico Veríssimo, ocupava o cargo de diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-Americana, apaixonado por jazz, sempre passava uns tempos na Big Apple, onde estudou saxofone. Já adulto, viveu com sua família em Nova York entre agosto de 1980 e fevereiro de 1981, quando lançou Sexo na cabeça. Anos mais tarde, publicou Traçando New York, o primeiro de seus livros sobre viagens. Veríssimo estava em Nova York na manhã de 11 de setembro de 2001, quando ocorreram os atentados contra o World Trade Center.

Lucas Mendes Campos do Manhattan Conexion

O jornalista Lucas Mendes Campos, mineiro de Belo Horizonte, foi correspondente das revistas da Editora Bloch em Nova York desde 1969. Em 1975, mudou para a Rede Globo e assumiu a chefia do escritório do grupo de 1985 a 1990, quando se tornou correspondente da Rede Record, função que exerceu até 1992. Ele é também o criador, apresentador e editor do programa Manhattan Connection para o GNT, que já contou até hoje com nomes de peso como Paulo Francis, Arnaldo Jabor, Caio Blinder, Ricardo Amorim e Diogo Mainardi.

Uma colônia de 200 mil brasileiros vive em New York

É possível que mais de 200 mil brasileiros vivam atualmente em Nova York e seus arredores. Muitos são profissionais qualificados, convidados por empresas e instituições científicas e culturais norte-americanas. Esse pessoal, bem pago, já sabe se expressar bem em inglês ao desembarcar em Nova York e tem rendimentos que lhes permitem arcar com aluguéis que rondam os US$ 5.000 mensais.
Entre os brasileiros bem sucedidos, destaca-se a top model Gisele Bündchen que vive em Nova York desde 1996.

Os não documentados”

Atualmente, boa parte dos brasileiros que trabalham em Nova York estão fixados no bairro de Astoria, no Queens, e na cidade de Newark, no Estado vizinho de New Jersey.
A grande maioria, porém, é composta por “não documentados”, pessoas que vivem clandestinamente no país e encaram trabalhos braçais que não exigem qualificação. Ao contrário dos imigrantes mexicanos, pessoas simples do campo e sem quase nenhuma escolaridade, os brasileiros residentes nos Estados Unidos são, em sua maioria, de classe média e têm trocado status por melhores salários. Seu objetivo é juntar algum dinheiro e um dia conseguir montar o seu próprio negócio no Brasil.

Os intercâmbios

Nem todo brasileiro que vive lá está trabalhando: muitos estudam inglês, participam de programas de intercâmbio ou dão prosseguimento à sua formação acadêmica em universidades mundialmente respeitadas como a Columbia ou a NYU.
Por falar em intercâmbio, diversas instituições culturais brasileiras têm filiais ou desenvolvem atividades em Nova York. Recentemente foi inaugurado pela Seção de Nova York da União Brasileira de Escritores, no 240 E 52nd Street, o Centro Cultural do Brasil.

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