Arquivo da tag: materias

Metrô de Paris, vazio fora do horário de pico, que terrorista cometeria um atentado nessa hora?
Metrô de Paris, vazio fora do horário de pico, que terrorista cometeria um atentado nessa hora?

Trump, terrorismo, insegurança… Para onde viajar?

Por Lúcio Martins Rodrigues

Apesar de já ter morado nos Estados Unidos, e de adorar New York e San Francisco, perdi, com a posse de Trump, toda vontade de fazer turismo no país. Os Estados Unidos, antes governado por Obama, um homem sensato e digno, tem agora um governo nazi-racista, que discrimina a nós, latinos, e está provocando encrenca com o México, um país pacífico, com a Alemanha, e até com a inofensiva Suécia… O estapafúrdio presidente norte-americano acusa jornalistas de serem mau-caráteres, despreza as mulheres, odeia outras culturas. Agora retirou os Estados Unidos do Tratado de Paris, sobre o controle ambiental, assinado por todas as nações de mundo. Não combina com minha visão de mundo.

Novas dificuldades para se obter o visto americano

Para começar, agora ficou mais difícil, mais burocrático para os brasileiros, conseguir um visto de turismo para os Estados Unidos: Donald Trump restabeleceu a obrigatoriedade de entrevista pessoal para a emissão de vistos para nossos turistas. Essa famosa entrevista só pode ser realizada nos Consulados-Gerais dos EUA em São Paulo, no Recife ou no Rio de Janeiro, ou na Embaixada dos EUA em Brasília. Se você não mora em nenhuma dessas cidades, azar o seu… A medida vai também causar um belo prejuízo para os empresários do setor de turismo dos Estados Unidos, que estão arrancando os cabelos com as encrencas que Trump está arrumando com todo mundo. Quem acompanhou na TV, viu que ocorreram manifestações em 600 cidades do mundo todo, incluindo nos grandes centros norte-americanos, em protesto contra a posse de um demente perigoso como Trump. Isso nunca aconteceu em toda a história americana! Agora, gente no mundo todo está cancelando suas viagens para os Estados Unidos: na América Latina, na Europa, na Ásia. O país, é pena, tornou-se um destino antipático.

Se formos comparar…

Como já disse, cidades como San Francisco, e New York são bem interessantes. A Flórida e os Grands Canyons também. Há, ainda, outros pontos de interesse. Mas não se compara. Os mesmos costumes, a mesma língua, gastronomias semelhantes, arquitetura nada extraordinária. E olhe a distância entre cada lugar, com deslocamentos demorados e caros! Nos Estados Unidos pessoas e lugares são muito semelhantes. Os americanos de New York, Washington e Frisco são mais mente aberta, mais liberais, mas a ultra-direita do centro-oeste, do Texas (eleitores de Trump) são uns reacionários de arrepiar! Se você falar que é brasileiro será considerado mais um hispânico que veio roubar o emprego dos americanos…

Sobre o terrorismo

É muito raro que um turista morra em atentado terrorista na Europa. Seria uma imensa falta de sorte estar no lugar errado, na hora errada. Quando eu viajo, apenas evito aglomerações, shows, casas de espetáculos lotados. Igualmente não utilizo o metrô lotado, nos horários de pico. Na realidade, sinto-me muito mais seguro em Paris, em Roma, Londres ou Bruxelas que em qualquer grande capital brasileira, como Rio, São Paulo, Natal etc. Afinal, o Brasil está na décima primeira colocação entre os países mais perigosos do mundo e responde por 10% das mortes por armas de fogo ocorrem no planeta!. Somem todos os mortos em atentados terroristas na Europa e comparem com o número de pessoas assassinadas no mesmo período no Brasil… Não, não acho perigoso ir para a Europa. Perigoso é sair à noite numa grande cidade brasileira!

Felizmente, o mundo é grande

A América do Norte

A América do Norte não é formada apenas pelos USA. Temos também México e Canadá, países com muitos atrativos, que superaram os americanos.  Quer praias e fantásticos sítios arqueológicos? Vá ao México. Quer curtir paisagens de montanhas nevadas, lindas cidades? Vá ao Canadá.

A Europa

E temos também a Europa. Para mim é O Continente, o mais fascinante do mundo. Você viaja duas horas e está em outro país com outra cultura, outra gastronomia, outra arquitetura, outra língua, outros costumes. Sem precisar de visto! Sem se sentir discriminado ao pisar no país. Queremos lembrar que na Europa ficam os dois principais destinos turísticos do mundo, a França e a Itália. Isso sem falar na Bélgica, Holanda, Grécia,  AlemanhaPaíses NórdicosPaíses Bálticos, os países do Leste Europeu. O fato é que a Europa é um continente incrível, com destinos de babar: Paris, Londres, Amsterdã, Estocolomo, Kopenhagen, Bergen, Veneza, as ilhas gregas, Praga, Cracóvia, Budapeste, no Leste Europeu. O europeu é também mais culto, lê muito mais, as pessoas são mais interessantes. Em qualquer cidade europeia há museus e atrações fascinantes, castelos, palácios e todo o tipo de paisagem.

Que tal a América do Sul?

Três países na América do Sul têm merecido minha preferência:  Argentina, Chile, Peru. No caso da Argentina, além de Buenos Aires ser uma capital charmosa, temos ainda a Patagônia andina, com paisagens de lagos e picos nevados, espetacular; a Terra do Fogo, uma verdadeira viagem ao fim do mundo; a Quebrada de Humahuaca no extremo norte, meio negligenciada pelos brasileiros, mas com paisagens incríveis. O Chile tem igualmente paisagens nevadas, glaciares e lagos e um dos mais lindos parques nacionais do mundo, o Parque Torres del Paine, e, no extremo norte, no Atacama, o visual fascinante do deserto, com gêiseres no Altiplano, a cinco mil metros. O Peru, por sua vez, é herdeiro do maior império pré-colombiano do mundo, com sítios arqueológicos como Machu Picchu, cidades colonias como Cusco, o vale sagrado dos Incas, Arequipa, o Valle del Colca, o Titicaca, um gigantesco lago, a 4 mil metros de altitude. Não precisamos de visto, nos acolhem de braços abertos, sem perguntar quanto temos no bolso e sem sermos encarados como possíveis imigrantes clandestinos.

Ou a Ásia?

Os países mais interessantes da Ásia para quem busca um roteiro com um gostinho de exotismo são a Índia, o Nepal e a Tailândia. O Nepal, infelizmente, perdeu muitos de seus belíssimos templos no terremoto de abril de 2015, mas muitos não desabaram, outros já foram reconstruídos ou tiveram suas estruturas reforçadas. Além disso, toda a região himalaiana é linda, com os picos nevados, cidades como Patan e Bhaktapur, com um fabuloso patrimônio arquitetônico da Idade Média oriental, aldeias esquecidas no tempo, com suas plantações em terraço e um povo supersimpático. A Índia tem enorme variedade de paisagens, como o Deserto do Rajastão, as regiões montanhosas da Caxemira, as praias descontraídas de Goa, e belíssimas cidades, como Udaipur, Jaisalmer, Jaipur, Jodphur ou Agra, onde fica o famoso Taj Mahal, e tantas outras. Na Tailândia temos a fantástica Bangkok, sua capital, e Chiang Mai, lotada de belíssimos templos. E, no sul do país, algumas das praias mais lindas do mundo, com mar cor de turquesa e areias brancas, como Phi-Phi Island, um paraíso tropical. Os três países são muito mais seguros que o Brasil.

E a Oceania?

Na Oceania ficam o Tahiti, na Polinésia Francesa, a Nova Zelândia e a Austrália. A Polinésia é superfamosa por suas paisagens marítimas, com praias paradisíacas, como Bora Bora, o sonho de consumo dos casais em lua-de-mel e pombinhos do mundo todo. A Nova Zelândia, dividida em North Island e South Island, também é linda. As cidades são agradáveis, calmas, o povo é extremamente gentil, e as atrações são incontáveis: fjords, gêiseres em Rotorua, passeios de balão junto dos Alpes Neo-Zelandeses, uma experiência inesquecível, além de muitos lugares surpreendentes! Finalmente, temos a Austrália, que tem um litoral lindo e belas cidades, como Sidney, Melbourne, Vitória e outras. Além de um grande e misterioso deserto para ser explorado pelos que têm mais tempo.

Dica para encontrar seu destino

Clique nos links para saber mais sobre bons destinos para suas próximas viagens. Você verá que os Estados Unidos de Donald Trump não fazem falta. Mas os dólares de turistas do mundo inteiro, que cancelaram suas viagens aos USA, farão falta ao turismo norte-americano, que emprega milhares de pessoas. Quem vai arcar com o prejuízo é a economia (leia-se o povo americano) norte-americana.

Interior de avião
Voar de avião: o  passageiro do lado

Voar de avião: o passageiro do lado

Por  Lúcio Martins Rodrigues

Os preços dos vôos em classe econômica caíram muito. Hoje por U$ 600, para pagar em 10 vezes, em valores fixos em reais, você vai para a Europa. Por outro lado, fico com a impressão de que a classe econômica está cada vez mais “assardinhada”.  O espaço para as pernas são mínimos, você tem que comer com os braços encolhidos. Ou seja, paga pouco,  mas viaja apertado. É desconfortável e fica pior ainda quando você tem a falta de sorte de ter de seu lado certos tipos de passageiros, particularmente incômodos. Você já deve ter passado pela situação. E, cada um tem seu perfil. Vejamos:

  • O espaçoso – Esse já começa trazendo uma bagagem de mão enorme e ocupando quase todo o bagageiro. Além disso, ainda tem uma bolsa de mão volumosa que coloca no chão, complicando ainda qualquer dificuldade de movimento, se você tiver que ir ao toillette. É também o tipo de passageiro que espalha as pernas invadindo seu espaço e ocupa integralmente o apoio para o braço. É esse mesmo cidadão que, se estiver na sua frente, na hora do jantar, mantém o encosto da poltrona abaixado, fazendo com que sua refeição quase encoste em seu nariz. Nesse caso, não pense duas vezes: faça sinal à aeromoça e com um gesto aponte o problema. Nem precisa falar nada. Os espaçosos também têm o hábito de se trancarem meia-hora no banheiro, fazendo a barba, com um monte de gente esperando desesperada para usar o toillete. Não poderiam perfeitamente, como muito mais conforto, aliás, barbear-se no banheiro do aeroporto, sem incomodar ninguém?
  • O tagarela ininterrupto – Ter uma pessoa simpática do lado, com quem se pode levar um bom papo pode ser uma boa. Infelizmente, às vezes, você tem de seu lado alguém tagarela que não para de falar e resolve contar sua vida, desde que nasceu, falar dos defeitos da tia Raimunda, da reforma que pensa em fazer no apartamento onde reside, de quanto gastou para levar o cachorro ao veterinário e outros assuntos fascinantes. Você está quase dormindo, e a figura não se cala.
  • O porcolino – Esse, para começar não toma banho antes de tomar um avião (ou raramente toma uma ducha na vida…) e não escova os dentes. Quando tira o blusão ou o paletó, um cheiro azedo começa botar de suas axilas. É também aquele passageiro que urina na taboa no toillete, sem o menor respeito para com as mulheres e os demais passageiros. Claro que, estamos falando de tipos “puros”. Há porcolinos que são ao mesmo tagarelas, as vezes se inclinam sobre você com um bafo de provocar ataque cardíaco em formigas. E você tem que aguentá-lo a noite toda!
  • Os pais desleixados – Esses deixam seus filhos ficarem correndo pelos corredores, deixa que gritem (sabe aquele gritinho agudo de perfurar tímpanos?), pois é…. Quando sentados também falam alto, fazem manha e ainda ficam chutando a cadeira do passageiro da frente, ou agarram-se no encosto e puxam seu cabelo. Você olha para trás uma vez, primeiro com ar interrogativo, mas os pais não estão nem aí. Olha uma segunda vez, muito sério. Não adianta. Talvez o melhor seja você se dirigir ao pai ou a mãe do pestinha e sugerir: “Vocês não podem pedir ao seu filho para ir brincar lá fora?” Talvez caia a ficha.
  • O afobado – Já entra no avião empurrando todo mundo. Depois, mal o avião aterrissa já levanta, pega a bagagem de mão, não espera os passageiros à sua volta retirarem também seus pertences. A melhor conduta nesse caso é permanecer sentado calmamente. Sempre demora uns 10 minutos para a fila de desembarque começar a se movimentar. Além disso, não adianta muito se apressar demais na fila da Imigração, pois as malas sequer chegaram na esteira de retirada de bagagem de compartimento. Correm à toa.
  • O bêbado – Esse não para de beber a viagem toda. Quando está acordado está com um bafo estonteante de álcool. Fala mole com um sorriso bobo nos lábios. Não entende, ou não presta atenção no que você fala, às vezes chega a derrubar vinho ou comida no chão, ou em você. Quando finalmente “apaga”, esparrama-se, dificulta sua passagem, se você precisar ir ao toillete. O álcool, além disso, sabidamente, faz a pessoa roncar quando dorme. Um ronco forte, intercalado por espasmos ainda mais barulhentos. Isso a noite toda!

Outras dicas sobre viagens de avião

Como tornar seu voo menos cansativo

Veja como escapar ou atenuar os efeitos do jet-leg

Principais companhias e destinos

A melhor época do ano para viajar para cada país

Quase todo mundo sabe, mas é bom lembrar. Quando é verão no hemisfério norte, é inverno aqui no hemisfério sul, e vice-versa. O mesmo vale quando nos referimos à primavera e ao outono. As estações do ano mencionadas nesta página referem-se àquelas dos destinos e não às estações brasileiras.

Qualquer viagem é melhor na época certa

Temperaturas muito elevadas ou frio excessivo, temporais, ou mesmo o risco de furacões podem estragar sua viagem.

Quem curte climas frios – ou, pelo contrário, adora um calorão – pode não concordar com nossos conceitos de melhor época. Nem sempre, de fato, é possível viajar na época ideal. Viajar em épocas que não sejam as ideais não significa sempre enfrentar temperaturas ou chuvas insuportáveis. Mesmo porque frio e calor são conceitos pessoais. 15º podem ser “um gelo” para alguns, 30º podem deliciar outros.

Consulte sites de previsão do tempo cerca de uma semana antes de viajar para saber que roupas levar na bagagem. É bom saber o que lhe espera ao desembarcar do avião.

Europa

Mapa da Europa

Ilhas Gregas: As Ilhas Gregas não têm interesse algum durante o inverno no hemisfério norte. Por outro lado, no auge da temporada de verão (agosto), o calor é excessivo e tudo fica cheio. Junho e setembro são os melhores meses. Correspondem ao fim do outono e ao começo da primavera. As temperaturas são mais agradáveis e há menos turistas.

Sul da FrançaSul da ItáliaEspanhaPortugal: Março, abril e maio (primavera) e outubro e novembro (outono) são os melhores meses. O verão pode ser tórrido.

AlemanhaÁustriaBélgicaDinamarcaEstôniaFrança HolandaHungriaNorte da ItáliaLetôniaLituânia NoruegaPolôniaRepública TchecaRússiaSuéciaSuíça: maio a setembro (final da primavera ao começo do outono no hemisfério norte) são os meses mais agradáveis. O inverno é muito frio.

América do Sul

Mapa da América do Sul

PatagôniaTerra do FogoSul do Chile: São lugares frios. Viaje no verão (no hemisfério sul). Janeiro, fevereiro e março são os meses mais indicados para a sua viagem. O inverno só é indicado para quem quer esquiar.

ArgentinaChile • Bolívia • Peru: Viaje na primavera ou no outono. Março, abril, maio, outubro e novembro são os melhores meses. No Peru e na Bolívia, evite janeiro, se puder. Chove muito. O inverno é indicado no Chile e na Argentina apenas para quem pretende esquiar. Aliás, chove demais no sul do Chile durante o inverno. Na Bolívia e no Peru, o inverno não é excessivamente frio e raramente chove. No Altiplano peruano e boliviano faz frio o ano todo por causa da altitude. A latitude (distância da linha do Equador) não influi muito no clima nesses países.

Caribe

Mapa do Caribe

MéxicoCaribe:  México e República Dominicana, Cuba e outras ilhas caribenhas podem ser visitados, em princípio, o ano todo, mas setembro a outubro correspondem à “temporada dos tufões”. Informe-se em sites de previsão meteorológica antes de embarcar. No auge do verão (julho e agosto) as temperaturas podem ser bastante altas.

América do Norte

Mapa da América do Norte

Estados Unidos: Primavera e outono (no hemisfério norte) são épocas agradáveis. Em abril a maio e outubro e novembro as temperaturas são amenas. Considere, porém, que os Estados Unidos são um o país de grandes extensões territoriais. No extremo norte e nas regiões montanhosas pode fazer frio. O inverno só interessa àqueles que querem esquiar.
Canadá:  De maio a setembro (final da primavera ao início do outono no hemisfério norte). No inverno, o frio é excessivo.

África

Mapa da África

EgitoMarrocosTunísia: Faz calor excessivo na maior parte do ano:  prefira dezembro, janeiro e fevereiro, quando as temperaturas são mais agradáveis.
África do Sul: Março, abril e maio (outono) e outubro e novembro (primavera). O verão pode ser muito quente, mas o inverno é suportável.

Ásia

Mapa da Ásia

Índia: Exceto no norte nas regiões montanhosas da Cachemira e do Ladak, faz um calor de arrepiar na maior parte do ano no país inteiro. Durante o período de monções – junho, julho, agosto e setembro – chove torrencialmente, muitas cidades ficam inundadas. Dezembro, janeiro e fevereiro (inverno) são os meses ideais.

Japão: Março, abril e maio correspondem à primavera por lá e está tudo florido. O auge do outono (outubro e novembro) é a melhor época para sua viagem.

Nepal: Março, abril e maio e outubro e novembro (outono) são os melhores meses. No inverno, o frio não é excessivo. No verão, o calor não é demasiado, em vista da altitude.

Tailândia: Faz calor excessivo na maior parte do ano. De Bangkok para o sul sempre faz muito calor, até no inverno. A vantagem é que quase não chove.  Dezembro, janeiro e fevereiro (inverno por lá) são os melhores meses.

Turquia: Março, abril e maio (primavera) e outubro e novembro (outono) são os meses mais indicados para sua viagem.

Oceania

Mapa da Oceania

Austrália:  As estações do ano são correspondem às brasileiras. Março, abril, maio,  outubro e novembro são os melhores meses. Janeiro pode ser perfeito para quem vai mergulhar ou surfar.
Nova ZelândiaNorth Island (Ilha do Norte): O ano todo.
Nova ZelândiaSouth Island (Ilha do Sul) Evite o inverno, principalmente no sul da ilha.

O que torna cara uma viagem?

por Lúcio Martins Rodrigues

O que sai caro em uma viagem: passagem aérea, transportes, hotel, alimentação? O custo de uma viagem depende do cruzamento de algumas variáveis.

Alimentação: comer sai caro?

É o custo mais elevado de uma viagem para quem almoça e janta em restaurantes, sobretudo para quem viaja por períodos mais longos. Uma refeição para duas pessoas pode facilmente ultrapassar cem dólares, sem incluir vinho, entrada, sobremesa etc. No final da viagem, se você não ficar atento, o custo da alimentação pode ter ultrapassado o valor da passagem aérea e do hotel.

Há soluções para economizar, como comer uma crepe ou um sanduíche numa pracinha ou no próprio quarto do hotel. Além da economia, essa opção, principalmente na Europa, dá ao viajante a oportunidade de experimentar queijos, frios e especialidades locais que não fazem parte de menus de restaurantes. O segredo é comprar tudo em supermercados, se possível.

O brasileiro tem certo pudor em sentar em um banco de praça e comer um sanduíche, mas na Europa e nos Estados Unidos isso é comum. Em Paris e em Nova York, é assim que muita gente almoça. Também não sai caro comer crepe, falafel ou croque monsieur na França, ou pizza em pedaços na Itália, tudo vendido nas ruas. Outra opção são as redes de fast food.

Estudantes, jovens e professores podem comer em restaurantes universitários, pagando um pouco mais do que os estudantes locais. Veja como obter a Carteira Mundial de Estudante (ISIC) e outros documentos que permitem esse desconto.

Passagem área

O custo de uma passagem aérea nem sempre é a despesa mais elevada de uma viagem. Mas isso depende de diversos fatores. Ir do Brasil para um país no outro lado do planeta, como a Tailândia ou a Austrália, é mais caro do que ir à Argentina ou ao Uruguai. A companhia aérea e a classe escolhidas também influem. Uma viagem em primeira classe na Emirates custa uma pequena fortuna, mas viajar em classe econômica em uma companhia low cost costuma ser bastante acessível.

Quando se fala em passagens aéreas na classe econômica, é bom lembrar que seus preços variam, como nas outras classes, segundo a época do ano. Quem quer viajar na alta estação vai pagar mais caro. De outro lado, quem fica meses antes de viajar acompanhando as promoções que aparecem na mídia e nos sites e aproveita as oportunidades, pode gastar pouco e conseguir parcelamento.

Os voos internos podem ser mais baratos do que os transportes terrestres. É o caso, principalmente, dos EUA e da Europa. O importante é pesquisar e comparar. No Brasil e em outros países da América do Sul, os trechos aéreos internos costumam ser caros.

Veja preços de passagens aéreas para todo o mundo.

Ônibus

O ônibus é, em geral, o meio mais barato, perigoso e lento de viajar entre dois destinos e também o menos confortável. Em geral, mas nem sempre!

Muitas vezes o ônibus-leito é uma excelente opção, sobretudo onde não há trens. Há linhas regulares de ônibus de São Paulo, Rio de Janeiro e do sul do Brasil para os países vizinhos. Ir a Santiago do Chile a partir de São Paulo é para os fortes: a viagem leva cinco dias! Já para ir de São Paulo a Buenos Aires são cerca de 35 horas, em ônibus confortáveis. É viável.

É claro que, em viagens longas, o ônibus-leito é mais caro do que ônibus comuns, mas você economiza o hotel. Acaba não saindo caro nesse caso.

Para distâncias curtas, os ônibus costumam oferecer muito maior opção de horários do que trens e aviões.

Ônibus na América do Sul: empresas e serviços

Ônibus na Europa: empresas e serviços

Ônibus no Brasil: principais empresas

Trem

Quase sempre, viagens de trem são mais caras do que as de ônibus, mas, evidentemente, isso depende da classe escolhida nas duas opções de transporte.

Na América do Sul, como aconteceu com o Brasil, os trens praticamente desapareceram e os que existem hoje são trens turísticos que realizam viagens curtas. No Chile só existem ferrovias para transporte de passageiros entre Santiago e Chillán, no sul. Os trens são baratos, relativamente confortáveis, mas vagarosos. Não conseguem, portanto, concorrer com os ônibus.

Nos Estados Unidos e no Canadá a rede ferroviária é pouco extensa em relação ao território. Nem sempre há trens entre dois destinos importantes. Embora mais caros do que os ônibus, os trens são bastante confortáveis, possuem vagões-restaurante, vagões de dois andares com janelas panorâmicas. Há trens noturnos com cabines e serviço impecáveis.

Na Europa, os trens são uma ótima opção para distâncias que não sejam muito longas. A segunda classe é bastante confortável e acessível. Há cabines de segunda classe com beliches também para viagens noturnas; você economiza o hotel. Os trens de alta velocidade, como o TGV, têm passagens mais caras. A primeira classe, na Europa, é um luxo desnecessário.

Na Ásia, a situação varia muito. Em países como a Índia, os trens são lotados, com gente dormindo no corredor. Viajar sem ter reservado assento é um inferno. Há na Índia trens de longa distância, noturnos, de primeira classe, confortáveis e com direito ao café da manhã servido na cabine. Mas são bem mais caros e podem custar o preço do avião. Na Tailândia, os trens são bem melhores, mesmo em segunda classe. Há nos trens noturnos vagões com beliches e outros com cabine-dormitório exclusivas. No Japão existem os famosos trens de alta velocidade, confortáveis, mas caros.

Dica – A passagem de trem pode sair bem mais em conta se você reservar com bastante antecedência nos sites das companhias. Veja mais dicas sobre transportes.

Carro

Alugar um carro pode ser vantajoso se você estiver viajando com mais dois ou três amigos. Se escolher um carro econômico, cuidado com o excesso de bagagem, pois os porta-malas são pequenos. Em cidades grandes, no mundo todo, esqueça o carro. O trânsito é intenso e achar onde estacionar é um problema.

Na Europa o aluguel de um carro econômico sai em torno de 60 dólares por dia. Um segundo motorista com autorização de guiar aumenta o custo da locação. Pedágios e estacionamento encarecem o uso do automóvel.

Na América do Sul o aluguel de um carro é tão caro quanto na Europa. A gasolina costuma, porém ser mais barata do que no Brasil.

Alugar um carro nos Estados Unidos ou no Canadá é ideia interessante: a gasolina é barata, os carros são bons e as estradas, excelentes. O valor da locação também não é alto.

Na Ásia, em muitos países, como Tailândia, Japão e Índia, guia-se à esquerda, como na Inglaterra. Se você não está acostumado, poderá ter dificuldade. No Japão, alugar um carro não sai tão barato porque o custo de vida por lá é caro. No caso de países como Índia e Nepal, vale a pena alugar carro com motorista. É barato e muito mais seguro do que você mesmo dirigir.

Veja dicas sobre viajar de carro.

Hotel

O preço das diárias depende, em boa parte, da categoria do hotel e do quarto escolhido.

Mas também depende, cada vez mais, da oferta e da procura.

Ficar em um B&B ou alugar um imóvel são, em geral,  as opções mais econômicas. A locação de imóvel  pode ser especialmente vantajosa se você estiver viajando com mais pessoas e for ficar pelo menos uma semana em uma mesma cidade. Quanto mais longo o período de locação, mais barata será a diária.

Europa, Estados Unidos e Japão são exemplos de lugares onde o custo da hospedagem é mais elevado do que na América do Sul. Na Europa, em especial, o valor das diárias de hotéis desaba durante a baixa estação. Lembre, porém, que o custo da hospedagem varia não apenas de país para país, mas de cidade para cidade. Enquanto hotel em Nova York, Estocolmo ou Tóquio é um item muito caro na viagem, no interior desses países o preço pode ser até 40% inferior.

Veja preços de hotéis no mundo todo.

Veja dicas sobre hospedagem.

Destinos top na Europa Mediterrânea

por Lúcio Martins Rodrigues

Separamos nesta matéria destinos na Europa Mediterrânea para todos os gostos. Os três destinos top que selecionamos na Europa Mediterrânea, atendem, juntos, quem quer cultura e arte, agito, vida noturna, desfrutar de paisagens belíssimas, visitar cidades com rico patrimônio histórico renascentista, medieval ou romano. Veja o  o que combina com você.

Mapa da Europa

França

Apenas o sul da França é banhado pelo Mediterrâneo. Mas não importa, é o suficiente para a França ser incluída entre os países mediterrâneos. Não importa se Paris fica muito mais próximo ao Atlântico. Vamos pensar na festa. Flanar por Paris, fazer um passeio de barco pelo Sena, subir na Tour Eiffel, tomar uma taça de vinho num café famoso de Saint Germain, conhecer alguns dos melhores museus do mundo. Passear pelos parques e jardins de Paris, especialmente belos no outono e na primavera. Assistir uma apresentação de música em uma de suas igrejas ou em Notre-Dame. No Vale do Loire, perto de Paris, visitar alguns dos mais lindos castelos renascentistas da Europa. Em toda França conhecer belíssimos vilarejos medievais, desfrutar das mais variadas paisagens, todas muito lindas. Experimentar a melhor gastronomia do mundo, degustar vinhos que são uma verdadeira obra de arte. C’est ça la France!  Veja informações e dicas sobre a França.

Itália

Percorrer a Riviera Italiana, passando por lugares como Portofino, Cinque Terre, St-Margherita Ligure. Visitar a Toscana e suas cidades medievais ou renascentistas como Florença, Siena, Pisa, San Gimignano.  Descobrir as paisagens extraordinárias dos lagos Lombardos, viajar de carro pela Costa Amalfitana, visitar sítios arqueológicos  como Pompéia, Herculano ou lugares como Alberobello, Matera ou Polignano a Mare, no Sul da Itália. Percorrer a Sicília de carro, conhecer Palermo, Taormina, Erice, Chefalù e tantos outros lugares encantadores. Passear de barco pelas ilhas do Golfo de Nápoles, como Capri, Ischia, e outras. Visitar Veneza, incomparável, única, navegar por seus canais rodeados de antigos e belos palácios.  Curtir as paisagens alpinas do Norte da Itália. Saborear uma culinária rica e famosa, experimentar vinhos que seduzem os enólogos mais exigentes. Descubra a Itália, um dos destinos mais fascinantes do mundo.

Grécia

Curtir a vida noturna de Atenas, seus restaurantes e cafés animados. Visitar seus museus arqueológicos, uma verdadeira viagem à Grécia de Péricles. Mergulhar na badalação noturna da desvairada Mykonos (ou Mikonos), com suas praias frequentadas por turistas pra lá de liberais. Navegar entre as brancas ilhas do Mediterrâneo, com águas cor de esmeralda ou de azul intenso. Descobrir Santorini, equilibrada no o que sobrou da cratera de um antigo vulcão, após a violenta erupção ocorrida há mais de 3.000 anos. Conhecer Creta, berço de uma antiga e avançada civilização, desaparecida na época da explosão vulcânica em Santorini. Passar uns dias em Rodes, percorrer sua Cidade Antiga, de traçado medieval. Dar uma chegada a Lindos, uma paisagem completamente incomum, junto do mar. Na Grécia continental visitar os sítios arqueológicos do Peloponeso ou os mosteiros de Meteoros, no alto de colinas íngremes.  Isso é a Grécia!

Em qual época do ano você pretende viajar?

Veja: “Vantagens e desvantagens de viajar na baixa temporada

Turista não é tudo igual

por Lúcio Martins Rodrigues

Turista não é tudo igual. Separamos nesta matéria opções para todos os gostos. Escolha, neste especial América do Sul, o tipo de turismo na América do Sul que combina com você.

América do Sul

Argentina

Escutar tango em Buenos Aires, revirar boutiques e livrarias.  Na Patagônia Andina, curtir neve no inverno ou as lindas paisagens lacustres, com seus picos nevados. Ver de perto um Glaciar como Perito Moreno. Rodar pela Ruta de los Siete Lagos. Praticar esportes de inverno. Saborear bons vinhos, churrascos e fondues. Descer ainda mais e chegar à Terra do Fogo, o ponto mais meridional da América do Sul. Ou ainda, percorrer de carro as rudes e fascinantes paisagens da Quebrada de Humahuaca, no noroeste da Argentina (NOA), com seus rochedos coloridos e paisagens lunares. Subir até quatro mil metros, para descobrir uma enorme salina que pode ser atravessada de carro. E isso é só uma pequena amostra do que a Argentina lhe oferece.

Chile

Em Santiago e no Valle Central, visitar as estações de esportes de inverno e vinícolas. Conhecer as deslumbrantes paisagens da Região dos Lagos, com vulcões de cumes nevados refletidos nas águas de lagos glaciais. Chegar de barco bem perto dos glaciares da Patagônia Chilena para assistir enormes blocos de gelo despencar sobre as águas. Passar uns dias percorrendo as estradinhas do Parque Nacional Torres del Paine, visitar a cavalo algumas belezas naturais. Curtir Punta Arenas e a Terra do Fogo Chilena, com suas reservas de fauna marinha. Ou ir até San Pedro de Atacama para conhecer o deserto mais seco do mundo. Perambular pelo Valle de la Muerte e sentir-se em outro planeta. Ou, ainda, subir a mais de 4 mil metros para assistir ao espetáculo de gêiseres esguichando água escaldante ao nascer do sol. Tudo isso é uma pequena amostra do que o Chile lhe oferece.

Peru

Em Lima, perambular por seu centro histórico, passear por bairros elegantes como Miraflores e San Isidro, experimentar a variada gastronomia peruana. Visitar seus inúmeros museus. Em Cusco, conhecer uma das mais belas cidades coloniais das Américas. Percorrer de automóvel o Valle Sagrado de los Incas, com seus inúmeros sítios arqueológicos. Visitar a misteriosa Machu Picchu, uma cidade inca inteiramente preservada,  ignorada do mundo até 1911.  Conhecer Arequipa, a charmosa Ciudad Blanca. rodeada de vulcões nevados. De Arequipa dar uma esticada até o Valle del Colca e conhecer seu grandioso canyon. Em Puna visitar o lago Titicaca, as ilhas flutuantes e outras atrações. isso é uma pequena amostra do que o Peru lhe oferece.

Turismo na América do Sul: em que época do ano você pensa em viajar

Veja vantagens e desvantagens de viajar na baixa temporada

Por Lúcio Martins Rodrigues

Viajar para o exterior e permanecer por lá durante algumas semanas é algo muito mais complexo do que passar alguns dias numa praia do litoral brasileiro. A logística tem que ser bem bolada. Seu tempo livre e seu dinheiro são preciosos. Há uma infinidade de detalhes que precisam ser examinados. Para evitar stress, organize-se.

O que você deseja conhecer?

Muita gente, quinze dias antes de sair de férias, não sabe ainda o que deseja conhecer. Uma boa maneira de se decidir é ver fotos dos que lugares que sabe que podem interessa-lo. Veja países e imagens. Em seguida leia a respeito. Mesmo porque, quanto mais informação você tiver sobre destinos que gostaria de visitar, mais sua viagem será interessante. Você quer praias? Paisagens nevadas? Grandes capitais? Quer badalação ou sossego? Afinal, o que você espera de sua viagem?

Viajar na época certa também é importante

Um segundo ponto é ver se esses lugares que você gostou podem ser visitados na época do ano em que você pretende viajar. Há lugares escaldantes no verão, outros insuportáveis no inverno ou na época de chuvas. Veja a melhor época para sua viagem.

Vai viajar na baixa temporada ou na alta temporada?

Esse é outro detalhe que vai influir em muita coisa em sua viagem, a começar por seu custo. Veja vantagens e desvantagens de viajar na baixa temporada.

Qual é o custo de sua viagem?

O destino escolhido combina com a sua conta bancária? Há lugares, ou cidades, que são caros, outros não e, às vezes, são destinos turísticos, mais baratos do que no Brasil. Talvez você seja obrigado a considerar sua viagem também seu pelo custo.

De quanto tempo você dispõe?

Você tem tempo suficiente para visitar todos os lugares que selecionou? Já pensou em tudo isso? Uma viagem de apenas  quinzes dia o obrigará a considerar apenas o essencial, e ainda. Se você tem quarenta dias sua realidade é outra. Considere, portanto o tempo que você dispõe para sua viagem

Que línguas você fala?

Comunicação é importante. Mas, mesmo para quem fala apenas português há boas opções de destinos. Veja quais.

A que público você pertence?

Há também que considerar o público no qual você se encaixa. Há viagens perfeitas para um casais, outras para quem viaja com crianças, outras do gosto do público gay, ou indicados para mulheres viajando sozinhas ou com amigas. Há igualmente destinos para os interessados no turismo  religioso, no turismo radical, etc. Há opções de viagens para todos.

Transportes

O tipo de transporte que utilizará precisa combinar com sua viagem. Se alguém vai para a Itália com a intenção de passar 4 ou 5 dias em Roma, depois também alguns dias em Florença e Veneza, deve esquecer o carro e tomar trem, ônibus, ou avião para se deslocar de uma cidade para outra. Veja dicas sobre transportes. O carro é indicado principalmente para quem deseja percorrer países ou regiões. Veja dicas sobre viagens de carro.

Hospedagem

Se você vai pegar um pacote ou excursão, não se precisa se preocupar com esse tópico. Se for viajar por conta própria veja dicas sobre hospedagem, válidas para reserva de hotel nos mais diferentes destinos.

Bagagem

Escolher a bagagem certa tem muito a ver com o tipo de viagem que você vai fazer (mais social, mais esportiva etc) e com o clima no seu destino. Leia sobre bagagem.

A contagem regressiva

Esses por menores resolvidos comece a se organizar meses antes de seu embarque. Veja contagem regressiva.

por Lúcio Martins Rodrigues

Que época do ano é considerada baixa temporada?

Quando se trata de preços de passagens aéreas, cada companhia aérea tem seu critério para definir os períodos de baixa e alta temporada. Mas, na prática, a baixa temporada corresponde às épocas em que as pessoas viajam menos para determinado destino. É uma questão de oferta e procura. Simplificando bastante, em geral a baixa temporada corresponde à primavera e ao outono, e mais precisamente, a meses como abril e maio e outubro e novembro, exceto nos grandes feriados, como a Páscoa. Quando é outono no hemisfério norte, é primavera no hemisfério sul.

Vantagens da baixa temporada

Custos

Francamente falando, é a época do ano que prefiro, por vários motivos. O custo da viagem é muito menor (o que significa que com o mesmo dinheiro posso viajar muito mais!). Passagens aéreas são mais baratas, aluguel de automóvel sai mais em conta,  as diárias dos hotéis igualmente.  Claro, quem, meses antes da viagem fica de olho em promoções e já reserva seu voo, hotel, etc, consegue vantagens ainda maiores.

Não há excesso de turistas

Um segundo motivo é que, cidades de grande interesse turístico e também as atrações, bares e restaurantes, estão menos lotados. Você visita um museu e pode apreciar tudo com tranquilidade. Não depara com uma excursão de visigodos na sua frente… A qualidade dos serviços é igualmente muito superior. Pede uma cerveja e é logo atendido. Na alta temporada, sobretudo no mês de agosto, você pede o saleiro ao garçom e quando é atendido recebe o sal junto com a sobremesa… O excesso de turistas também descaracteriza as cidades. Adoro Paris, mas não em agosto!

Temperaturas mais agradáveis

Na maior parte dos países do mundo, não faz nem calor nem frio excessivo na primavera e no outono, exceto nas altas latitudes, como nos países nórdicos, no norte do Canadá e no sul da Patagônia, onde só no verão as temperaturas são amenas. Na alta temporada, o calor pode ser excessivo, em quase todo o hemisfério norte. As cidades europeias, por exemplo, parecem que não combinam com calor! Em viagem você caminha demais sob o sol, logo está transpirando por todos os poros.

Os meses mais bonitos do ano

Além das temperaturas mais agradáveis, abril, maio, outubro e novembro são os meses mais bonitos do ano. Na primavera fica tudo florido. No outono os parques e jardins nas cidades, e as paisagens no campo, assumem lindos tons vermelho-amarelados (com um certo sabor nostágico…). O outono é romântico!

Desvantagens da baixa estação

Dias mais curtos

Algo que pode incomodar um pouco no outono são os dias curtos. Por volta de 16h30 na Europa, já começa a ficar meio escuro. O que dá para fazer é remediar. Dormir mais cedo, acordar mais cedo, sair para passear mais cedo. Assim dá para aproveitar melhor o dia. Obviamente isso vale principalmente para as cidadezinhas do interior europeu, onde não há mesmo muito o que fazer à noite. Em cidades como Paris, Roma, New York ou Buenos Aires não dá muita vontade de voltar cedo para o hotel…

Algumas atrações e hotéis estão fechados

Outra desvantagem da baixa temporada é que alguns museus e outras atrações abrem mais tarde e fecham mais cedo. Algumas nem abrem! E, às vezes, como aconteceu na Córsega, em Cape Corse, existe muita dificuldade em achar hotel aberto. Mas se trata de um caso meio particular, pois essa região da Córsega atrai sobretudo veranistas franceses e em busca de praia e calor. Quando esfria, os turistas desaparecem. Por isso mesmo, em lugares com esse perfil, é recomendável checar na internet quais são os hotéis abertos fora de estação.

Estações mais chuvosas

É verdade que, na Europa principalmente, a primavera e o outono são épocas mais chuvosas do que o verão. Mas essas épocas não são chuvosas como o verão brasileiro, quando as cidades chegam a ficar inundadas por causa das tempestades. Na Europa, as chuvas são mais bem distribuídas. Chove um pouco mais na primavera e no outono, às vezes o tempo está meio fechado, mas nada que impeça sua viagem. Na viagem que fiz em novembro de 2015 pela Córsega, Bretanha e Normandia, encarei uns 4 dias chuvosos ou de tempo meio fechado. Nunca peguei muito frio. Na viagem de 25 dias em novembro de 2016 pelo sul da Itália, encarei chuviscos ocasionais em L’Aquila, capital do Abruzzo, depois, uma chuva pesada, com queda de granizo na estradinha entre Sulmona e Chiett. Na Puglia choveu algumas horas um só dia. Na Costa Amalfitana, o tempo estava fechado no dia em que cheguei. Mas, na maior parte do tempo, fez sol. No quinto dia em Amalfi, o mar tornou-se agitado e viagens de barco pelo litoral amalfitano, um programa agradável, foram canceladas. O resto do tempo fez sol e céu azul. E nunca fez muito frio.

Se viajar na baixa estação é tão vantajoso, por que a maioria das pessoas saem de férias na alta estação?

É muito fácil: as pessoas saem de férias quando podem! Poucos têm o privilégio de  viajar quando querem.  A alta temporada corresponde ao período de férias escolares no começo do ano, no hemisfério sul, ou no meio do ano, no hemisfério norte. É a única época em que as famílias com crianças em idade escolar podem viajar. É também a época em que estudantes universitários,  professores e outros profissionais têm férias.

Conclusão

Turistas não são todos iguais. Cada um de nós tem suas preferências sobre climas. Alguns não suportam frio, nem mesmo moderado. A maioria só pode mesmo viajar durante as férias escolares. Mas, tudo pesado, quem pode viajar em maio ou novembro e até curte um friozinho leve, não quer gastar em demasia e detesta lugares lotados deve mesmo optar pela baixa temporada. Enfim, como sabemos, o tempo no mundo anda muito estranho. Talvez eu tenha dado sorte!

Viagens de carro pelo mundo…

Os países visitados de carro

Minha opção de transporte favorita quando viajo é mesmo o automóvel. Já percorri toda a Europa Ocidental, Marrocos, Turquia, Israel, Jordânia, Líbano, Síria, Irã, Paquistão, Índia, Nepal, Argentina, Chile, Uruguai, Estados Unidos e, é claro, o Brasil.

Nem todo lugar se pode hoje em dia viajar sem correr sérios riscos

Algumas dessas viagens foram recentes, outras realizadas há mais de vinte anos pelo menos. Esqueçam, portanto, alguns países que mencionei. Acho que ninguém faz questão de assistir de perto cenas de guerra, execuções e terrorismo…

Quando o carro não é indicado

Primeiro uma ressalva. Se querem conhecer, por exemplo, Paris, Roma, Londres ou qualquer grande metrópole esqueçam o carro. Utilizem  o ônibus, metrô ou táxi. Carro em metrópoles é um elefante branco. Você não tem onde estacionar, o trânsito pode ser infernal, as multa pesadas.

Quando o carro é uma ótima escolha

Carro é o ideal para se percorrer regiões rurais, aldeias, e pequenas cidades. Há, por exemplo, na Itália, encantadoras aldeias medievais cercadas por muralhas. Você tem que estacionar do lado de fora, no centro histórico não se pode trafegar. Tenha consigo algumas moedinhas para as maquininhas do estacionamento, que é pago.

O automóvel lhe oferece a liberdade de parar onde quiser para fotografar, visitar aldeias medievais sem depender de transporte públicos. Estacionar para comer onde quiser ou até fazer um piquenique em plena natureza, apreciando vistas grandiosas. O carro faz seu tempo render.

Também lhe permite escolher um hotelzinho simpático, de estrada, geralmente mais barato, próximo a seu destino. Você tem liberdade.

Animais na pista

Para esse tipo de viagem, escolha estradinhas secundárias de pouco movimento, onde possa desfrutar de encantadoras paisagens rurais ou parar para comprar queijo ou vinho numa fazendinha. Claro, o limite de velocidade nessas estradas secundárias é reduzido. Você não pode correr, mesmo porque são estradas cheias de curvas. Além disso pode se deparar com animais na pista. Isso é comum. Na Índia dei de cara o tempo todo com vacas (muitas vezes imediatamente após uma curva fechada!), camelos (no deserto de Thar, no Rajastão), rebanhos de cabras e até com elefantes. Na puna (altiplano), na Argentina, fui surpreendido com lhamas na pista. Se estiver com pressa pegue uma auto-estrada de alta velocidade.

Algumas dicas:

– Viaje com pouca bagagem. Alguns carros econômicos têm porta-malas pequenos.

– Não deixa malas ou qualquer objeto de valor à vista. Roubos não acontecem apenas no Brasil.

– Países como Índia, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, guia-se à esquerda e o volante fica à direita. Tem certeza de que se vai se adaptar?

– Não deixe de comprar um bom mapa rodoviário ou ter um carro com GPS.

– Multas são pesadas. Fique de olho nas indicações.

– Na maioria dos países, em particular na Europa, nas rotatórias, ou rotundas, a prioridade não é à direita, mas para quem está trafegando em seu interior.

– Carros a diesel são comuns na Europa. Prefira-os, são mais econômicos.

– Em alguns países e regiões, na Patagônia Argentina, por exemplo, você poder rodar até 200 km sem encontrar onde abastecer ou comer algo. Pit-stop, às vezes, só em plena natureza, com uma lebre patagônia observando-o, curiosa…

– Nos países muçulmanos mulheres, devem se vestir de modo discreto. Parece que Alah condena decotes e mini-saias. Também não devem estender a mão para cumprimentar um homem que não a conheça.

A viagem mais longa que fiz de automóvel fiz de Paris ao Nepal. Nessa viagem repleta de aventuras atravessei durante seis meses a Europa, regiões montanhosas e os desérticos asiáticos. Ela é relatada no livro A Vaca na Estrada.

Canudos

A Guerra dos Canudos

Depois da Abolição da escravatura no Brasil, as plantações passaram a ser menos lucrativas. Muitas foram abandonadas por seus proprietários, assim como ocorreu com fazendas de gado, assoladas pela seca. No ano seguinte, proclamou-se a República. Não havia, porém, qualquer política para combater a seca e a pobreza. Os povos do sertão estavam ao Deus-dará. Levas de desempregados formadas por vaqueiros, jagunços, flagelados da seca e ex-escravos que, após a libertação, não tinham para onde ir, vagavam pelo agreste. Muitos formaram bandos armados que atacavam propriedades e roubavam para saciar a fome.

Localização de Canudos

Antonio Conselheiro

Em 1874, Antonio Vicente Mendes Maciel, mais tarde conhecido como “Antonio Conselheiro”, em sua peregrinação com o intuito de pregar o evangelho, havia chegado à Bahia. Por onde passava, arregimentava seguidores dentre os muitos desesperançosos que povoavam o sertão. Seu séquito, que aumentava a cada dia, não era bem visto pelo clero, que não queria concorrentes manipulando seu rebanho, nem pelos fazendeiros, que classificavam o líder de “embusteiro insano” e encaravam-no como uma ameaça.
Antonio Conselheiro usava longos cabelos e barbas, vestia-se humildemente com uma túnica de algodão, carregava um cajado, como os profetas bíblicos, e era chamado pelos seus seguidores de “homem santo”.

O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão

Com freqüência Antonio Conselheiro  fazia discursos sobre o fim do mundo. A ele é atribuída a profecia: “O sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”.
Em 1893, seu grupo, já bastante numeroso, resolveu fixar-se numa fazenda abandonada, lugar tido como sagrado, às margens do Rio Vaza-Barris, em uma região conhecida como Canudos, por ser rica em bambus. Ali fundaram uma comunidade denominada Belo Monte, onde todos trabalhavam e se alimentavam das colheitas.
Mas não ficaram em paz. Os “fanáticos de Conselheiro”, considerados “perigosos monarquistas” por serem contrários à cobrança de impostos, teriam que ser eliminados.

A primeira investida contra Canudos

A primeira investida contra Canudos, feita em outubro de 1896 por uma brigada de cem soldados enviada pelo governo da Bahia, não teve êxito. A segunda, em janeiro de 1897, comandada pelo Major Febrônio de Brito, foi rechaçada pelos seguidores de Conselheiro com a ajuda de jagunços armados. Enquanto isso, o Arraial de Canudos crescia, já que muitos sertanejos, ao saberem dos ataques, foram lutar ao lado do profeta. Quando o Governo da República, mal informado, acreditando estar lidando com um foco monarquista, enviou tropas contra Canudos e estas foram derrotadas, as autoridades entraram em pânico. Não se tratava mais de um caso de polícia, mas de uma verdadeira guerra, que viria a ficar conhecida como Guerra dos Canudos.

A última investida: 4.000 soldados

A quarta e decisiva investida se deu com uma tropa de 4.000 soldados fortemente equipada e provida de artilharia, sob o comando do General Arthur de Andrade Guimarães. Até o Ministro da Guerra em pessoa resolveu instalar-se em Monte Santo, cidade próxima ao arraial, para acompanhar de perto as operações militares. Os “fanáticos” lutaram até o último homem. Antonio Conselheiro foi morto e decapitado. Tudo o que estava no arraial após os combates foi devastado. Não sobrou nada, nem ninguém.

Euclides da Cunha

Os momentos finais desta guerra foram presenciados por Euclides da Cunha, como correspondente do jornal O Estado de São Paulo, e narrados em seu livro Os Sertões, lançado em 1902. Serviram também de inspiração para o livro A Guerra do Fim do Mundo, do romancista peruano Mario Vargas Llosa. Os relatos sobre o conflito foram tema de minissérie da TV Globo e do filme Canudos (1997), dirigido por Sérgio Rezende.

Informações práticas

Hotel em Salvador

Salvador possui hotéis e pousadas para todos os bolsos e para todos os gostos. Veja na listagem a localização e  o conforto oferecido por cada estabelecimento, com comentários.

Escolha e reserve seu hotel em Salvador

Como ir à Bahia

Veja passagens aéreas e pacotes

A erupção do Vesuvio

Pompeia era uma próspera cidade do Império Romano, com cerca de 20 mil habitantes, situada no sul da Itália, a somente 22 km de Nápoles. No ano de 79 da era cristã Pompeia foi destruída por uma mega e insólita erupção do vulcão Vesuvio.

Séculos se passaram, o império romano foi tomado pelos bárbaros. Pompeia acabou caindo no esquecimento. Durante cerca de 1.600 anos ninguém mais se lembrava que ali existia um grande centro urbano com  casas, ruas, templos, estádios, termas, comércio e até bordéis. Pompeia conservou-se soterrada durante séculos, até por acaso em 1748.

A descoberta de Pompeia, toda preservada

A descoberta em si, já foi uma surpresa. Começaram as escavações, que se revelaram intermináveis. Até hoje arqueólogos ainda vasculham e desenterram muros e todo tipo de objeto nos campos vizinhos. A lama e cinzas vulcânicas cobriram completamente Pompeia, preservando-a de tal modo que, mesmo os corpos de seus antigos habitantes foram “moldados” pelo material vulcânico. O quadro, para quem visita a cidade romana é impressionante. Foram encontrados grande número de corpos: crianças agarradas às mães, grupo de pessoas reunidas em momentos de desespero, casais abraçados, cães, cavalos, e até gatos jaziam por terra em seus moldes macabros. É claro que a descoberta de Pompeia foi uma enorme contribuição à historiadores e arqueólogos, que puderam saber em detalhes como era a vida dos romanos na época. Mas, já imaginaram os momentos se terror e sofrimento vivenciados pela população?

Mas uma pergunta continuou sem resposta até épocas mais recentes. Por que tanta gente morreu? Foram mais de 15 mil pessoas! Em geral quando uma erupção vulcânica tem início, a primeira coisas que as pessoas fazem é sair correndo. Mas aparentemente a maioria não o fez. Por que ?

A grande erupção do Vesúvio, que destruiu Pompéia

Por que ninguém fugiu?

A erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C foi atípica. As erupções vulcânicas raramente matam tanta gente porque pessoas fogem ao ver a lava descendo as encostas. O que, então aconteceu em Pompeia? Com a evolução da ciência, estudos de vulcanólogos revelaram o mistério: essa erupção foi de um tipo muito incomum. Não houve rios de lava escorrendo a montanha abaixo. Num primeiro momento e as pessoas simplesmente não tiveram noção do perigo quando a catástrofe começou.

O início da erupção

O que ocorreu no início da erupção foi uma chuva de pedras-pomes, a princípio pequenas e leves, e de pó dessa mesma pedra. Isso fez com que a população procurasse abrigo em suas casas ou nas casas de amigos, cobrindo a cabeça com almofadas ou qualquer coisa que as protegesse, mas sem tentar abandonar a cidade. Ou seja, a mesma reação que temos diante de uma chuva de granizo: nos abrigamos esperando que passe.

A cidade foi sendo soterrada aos poucos

O crescente acúmulo do material sobre os telhados fez, porém, com que alguns tetos desabassem, provocando as primeiras mortes. É claro que algumas pessoas foram atingidas por pedaços de rochas e morreram no ato, mas as pedras-pomes, sendo leves, não foram a causa da maioria dos óbitos. Muita gente foi encontrada com as chaves de suas casas, joias e outros pertences, mostrando que não houve num primeiro instante uma fuga precipitada. (Numa situação de total desespero, ninguém se preocupa em trancar a porta da casa!). Também é fato que relativamente poucos corpos foram encontrados nas camadas mais baixas do material que cobriu a cidade. A fuga também se tornou impossível, com algumas ruas cobertas por camadas de mais de dois metros de cinzas e poeira de pedra pome.

A nuvem piroclástica

Presos nessa ratoeira, foram atingidos por uma nuvem piroclástica, uma mistura escaldante de poeira e gás, que pode alcançar centenas de graus centígrados e velocidades de até 200 quilômetros por hora.
A posição dos corpos de seres humanos e animais, muitos com a boca aberta ou encolhidos, mostra que a maioria morreu sufocada, surpreendida por gases tóxicos e pela poeira escaldante, que chegou bem depois, em ondas sucessivas. Os corpos foram quase sempre encontrados em cantos mais abrigados ou nas ruas, sob as camadas de pedra-pomes que foram soterrando a cidade, e não cobertos por lava, como temos a tendência de imaginar. Acredita-se que as cidades de Pompeia e Herculano representam apenas 1% da superfície coberta pela chuva de pedra, gases e pó provenientes dessa erupção. Até hoje encontram-se por toda região rural próxima ao Vesúvio corpos de vítimas da catástrofe do ano 79.

Fotos: cortesia de Soprintendenza-Speciale-per-i-Beni-Archeologici-di-Napoli-e-Pompei (Soprintendenza Beni Culturale)

Informações práticas

Como ir a Nápoles

Avião

Não existem voos diretos do Brasil. Pegue uma conexão em Roma ou Milão.

Veja passagens aéreas e pacotes para Nápoles

Onde se hospedar em Nápoles

Os hotéis napolitanos pecam sobretudo por sua localização perto da estação da Piazza Garibandi e  no velho e decadente cento histórico da cidade.   É melhor hospedar-se em bairros como Chiaia, Santa Lucia, Vomero ou nas proximidades da Piazza Municipio. A relação preço-qualidade dos hotéis em Nápoles não é das melhores.

Escolha e reserve seu hotel em Nápoles

Hospedagem em outras regiões da Itália

Hotéis na Itália

A Itália em imagens

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Maquina fotografica

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

                                      Norte da Itália em imagens

acidenteafeganistao

Aventura na Jordânia

Trechos do livro Putzgrila

CAPA_PUTZGRILA_CURITIBA

Putzgrila!“, as aventuras reais de uma jovem brasileira pelo mundo.

 

 

A Rodovia do Deserto era, ao que parecia, a principal estrada jordaniana. Ela era boa, asfaltada, e acredito que hoje em dia esteja melhor. Mas não havia nada em volta dela além do deserto. A Jordânia é um país ainda mais seco do que a Síria.
Em uma hora e meia de estrada, nos aproximamos da grande bacia onde fica o Mar Morto, na realidade um lago salgado a mais de 400 metros abaixo do nível do mar. Toda a região é terrivelmente seca e desolada. Ao abandonar a Rodovia do Deserto pegamos uma estradinha de terra que passava vizinha a uma área militar. Ali havia um posto de controle. Um soldadinho que não falava outra língua a não ser o árabe nos fez parar e apresentar os passaportes. Logo vimos que ele não entendia nada de nosso alfabeto. Mesmo assim nos obrigou a nos registrarmos em um livro sobre uma mesa do posto militar. Jacques registrou-se como Napoleão Bonaparte, Martín como Lord Nelson, Michelle como Madame Curie, Ingrid como Rosa Luxemburgo e Bertha como Marlene Dietrich. Inscrevi-me como Anita Garibaldi. Nunca perceberam a farsa. Se me lembro desses detalhes e até dos nomes que empregamos é porque anotei em meu caderno de viagens. Nele registrava tudo o que achava inusitado.

O Mar Morto

Ouvi dizer que hoje existem hotéis e infraestrutura turística decente no Mar Morto, mas quando visitei o lugar não havia nada. Tivemos que caminhar até a água por uma trilha de pedra e areia. Apesar de ser inverno, não fazia frio. Resolvemos entrar na água transparente, que tinha concentração de sal dez vezes maior do que os oceanos. Por isso no Mar Morto ninguém conseguia se afogar, mesmo que quisesse. Como não havia ninguém por perto, entramos sem roupa mesmo. Sair foi bem desagradável. A sensação que tínhamos era a de ter entrado não na água mas em óleo. As partes íntimas ardiam. Voltamos a pé, grudentos, rumo à estradinha de terra onde estacionamos os carros. Por sorte descobrimos na beira da trilha uma fonte de água doce na qual nos lavamos.
Como estava calor, as duas alemãs começaram a andar de shorts, coisa da qual Martín não gostou. Bertha reclamou e disse que ele era um “machista latino”. Eu, sabendo que estava em um país islâmico, fui mais discreta e vesti uma saia. Michelle também.

Petra

A parada seguinte foi Petra, aonde chegamos à noite. Armamos nossas barracas em um acampamento rústico. Demos sorte por termos ainda esfihas e quibes para comer.
À noite a temperatura despencava, o que nos obrigava a dormir de pulôveres dentro de nossos sacos de dormir. Na barraca, com Jacques, lembrei-me da Trilha Inca, onde dormira pela primeira vez em uma tenda. Entendi então a reclamação de Patty: com um frio daqueles não dava mesmo para transar. Sem falar que seria uma complicação me lavar.
Uma longa e estreita trilha que corta o desfiladeiro levava até Petra. Tanto o cânion como as ruínas serviram de cenário para as aventuras de Indiana Jones. Petra é o Templo da Perdição. Quando visitei o lugar fiquei estarrecida com as construções escavadas nos rochedos por um povo desaparecido, que ali viveu muitos séculos antes de Cristo. Parece que até o século XIX os europeus não sabiam sequer de sua existência.

Uma estrada deserta, sem onde parar

Felizmente pudemos parar duas noites em Petra, pois eu já estava exausta das longas jornadas dentro de um carro. Para mim aquele ritmo de viagem era acelerado demais. Jacques e Martín pareciam participantes do rally Paris-Dakar. A opção que me sobrava era ler no carro os livros que levei. Não havia lugar decente onde comer. As condições de viagem eram duras e nossa dieta se resumia a pão, queijo e biscoitos. Também não existiam toaletes pelo caminho. Para os homens era mais tranquilo, mas para nós era desconfortável nos abaixar junto a moitas espinhentas para fazer xixi, observadas por lagartos voyeurs.
A Rodovia do Deserto acompanha o antigo leito da estratégica estrada de ferro do Império Otomano, que ligava Damasco ao porto de Aqaba. Jacques comentou que, por ser rota vital de abastecimento do Império Otomano, aquela ferrovia tinha sido atacada pelos rebeldes árabes em 1916 sob o comando de Lawrence da Arábia, um oficial de ligação do exército britânico. A Turquia, na Primeira Guerra, foi aliada da Alemanha e inimiga da Inglaterra.

O forte de Lawrence da Arábia

Estávamos em pleno cenário de tomadas do filme Lawrence da Arábia. Passaríamos perto das ruínas de um forte turco, a um quilômetro da rodovia. Jacques nos contou que o fortim fora atacado pelos guerrilheiros árabes comandados por Lawrence.
– Poderíamos visitar – propôs meu amigo francês.
Eu estava feliz por, mais uma vez, visitar um lugar histórico.
O caminho que levava ao forte era mal sinalizado. Não passava de uma trilha de terra que teríamos que percorrer a pé. No começo dela, junto à rodovia, um grupo de soldados jordanianos tomava chá em um rancho erguido com blocos de adobe coberto de palha.
Ofereceram-se para nos acompanhar. Apesar de Jacques ter lhes dito que não seria necessário, foram conosco.
Um rapaz que estava com os soldados era um palestino que vivera na Itália e falava italiano. Não entendia que fôssemos quatro mulheres e dois homens.
– Onde conheceram as moças? – perguntou ele a Martín.
– São amigas da família – respondeu o uruguaio – Por que?
O árabe calou-se, continuou nos acompanhando.
– Ninguém é casado com ninguém?
Eu já estava irritada.
– O que você tem com isso?
Eu sabia que não era costume uma mulher responder a um homem desse jeito, mas não me contive diante de tanta intromissão. Vi que ele traduzia em árabe os papos que levávamos e a soldadesca ria.
Martín, de testa franzida, olhava incomodado para Ingrid, Bertha e seus shortinhos, pernas à mostra, em um país onde as mulheres se cobrem até os tornozelos. Os soldados não tiravam os olhos delas.
Pouco sobrara do forte, a não ser paredes de adobe cobertas por telhas de barro secas ao sol.
– Não havia nem mesmo lenha para queimar os tijolos de barro – explicou o uruguaio.

Problemas com os soldados

Todo o edifício parecia vazio. Não tinha móveis, potes de cerâmica, nada. Por uma escadaria do pátio subimos ao segundo andar, onde deparamos com salas mergulhadas na obscuridade. Havia apenas duas janelas estreitas e altas.
Depois de um tempo vi que Bertha saiu apressada para o balcão externo em frente às salas. Michelle estava com ela.
– Eles passaram a mão em nós.
Demos um toque para o resto do pessoal. Ingrid também tinha sido bolinada. Martín virou-se para Jacques.
– Vamos voltar para os carros sem demonstrar medo. É melhor ficarmos juntos.
Essa foi a parte mais difícil. Como não demonstrar medo quando se está cercada por uma dúzia de soldados semianalfabetos, armados com metralhadoras e convictos de que toda ocidental é puta?
Fomos caminhando em direção à rodovia, com os soldados à nossa volta. Quando nos aproximamos da estrada, eles se dirigiram ao barraco-bar, enquanto o palestino veio falar conosco. Entendemos perfeitamente quando o rapaz apontou os soldados.
– I soldati… Loro vogliano bacciare le donne.
Entreolhamo-nos. Aqueles milicos queriam nos beijar?
– O que esse cara quer? – perguntou Ingrid.
Martín traduziu para o inglês.
Não me passava na cabeça que se tratasse apenas de beijar. Mesmo que fosse só isso, nem pensar. E o que eles queriam mesmo era nos comer, é claro. A tensão tomou conta do grupo. Em um lugar deserto como aquele, tudo poderia acontecer. Martín tirou do bolso uma carteira de jornalista da imprensa britânica e mostrou-a ao palestino.
– Somos jornalistas e estamos fazendo uma matéria sobre a Jordânia para uma revista inglesa. Teremos uma entrevista com um ministro do rei quando voltarmos de Aqaba. Se eles tocarem nas moças, serão enforcados. Agora vá lá e diga isso a eles.
O palestino foi pego de surpresa, deu uma olhada rápida na identificação que Martín lhe mostrou e se afastou, confuso, em direção aos soldados.
O uruguaio virou-se para nós.
– Vamos para os carros sem correr e sem afobação.
Foi o que fizemos. Notei o olhar inquieto de Michelle, que seguia ao meu lado.
Os dois automóveis estavam estacionados algumas dezenas de metros antes da palhoça onde estavam os soldados. O fusca estava na frente, nosso 2CV logo atrás. Entramos nos carros com calma, mas sem perder tempo. Martín engatou e entrou na estrada. Nós o seguimos. Íamos passar em frente aos soldados.
– Não olhem para eles – recomendou Jacques.
Eu me perguntava se tentariam nos deter ou, mesmo, se chegariam a atirar nos carros. Hoje, quando penso no assunto, acho que não o fariam. Poderia ser uma puta encrenca para eles. Aquilo tudo deve ter sido um blefe para nos apavorar e tentar nos pegar. Engoli em seco ao passar pelos militares, conseguindo ver, com o rabo dos olhos, que conversavam com o palestino.
Só respirei quando Jacques engatou a terceira. Olhei para Michelle atrás e sorri. Ela apertou meu ombro.
– Escapamos de boa. – Olhei para o fusca de Martín, uns 50 metros à nossa frente. – Escute, essas meninas não podem continuar saindo de pernas de fora.
Michelle concordou:
– Já disse isso para Bertha.
– E ela?
– Disse que não tem a obrigação de aceitar os costumes desses ignorantes… Ela não entende.

(trecho do livro “Putzgrila!”, de Lúcio Martins Rodrigues)

Dicas sobre fotografia em viagem

Colaboração de Ana Gonçalves

•  Há pequenos truques que podem ajudá-lo a obter boas fotos durante sua viagem. Se você não tem nenhuma pretensão além de ter um suvenir, fotografe como quiser. Porém, se deseja fazer fotos turísticas, mas minimamente criativas e interessantes, evite retratar pessoas alinhadas na frente de monumentos, fazendo aquela insosa “cara de paisagem”: Luizinho, tia Zuzu e tio Deoclésio na frente da Torre Eiffel; Tio Deoclésio abraçando tia Zuzu na frente da Mona Lisa…

• Sem deixar de incorporar as paisagens locais, tente captar momentos da viagem, o “aqui e agora”, expressões dos viajantes: o ar de satisfação de sua namorada ao experimentar um bom vinho; um sorriso, um olhar distraído, a alegria de seus amigos durante um passeio de barco; seu marido conversando com alguém do lugar; o interesse de seu filho ao olhar um pescador etc.

•  Não é demais lembrar: o uso de máquinas fotográficas e filmadoras muitas vezes incomoda. Muitos povos não gostam de serem fotografados ou filmados em nenhuma circunstância. Fazer um contato inicial e pedir licença pode ajudar. Se conseguir essa aprovação, tente um close de rosto ou capte a atividade da pessoa: um artesão no seu ateliê, uma rendeira tecendo.

Cuidados com o equipamento

•  Não exponha sua câmera a temperaturas altas, esquecendo-a no banco do carro ao sol de 40ºC ou em lugares úmidos.

• Proteja sua máquina fotográfica da poeira, areia, chuva, neve e esbarrões. Se não tiver um estojo apropriado (vendido em boas lojas de material fotográfico), leve consigo um saco plástico ao sair do hotel com ela. Na praia, tire-a da “embalagem” somente na hora de fotografar.

• Limpe as lentes com um pincel macio que não solte cerdas, evitando passar flanelinhas, paninhos ou algo do gênero. Ao fotografar num rio, perto de uma piscina ou na praia, cuidado: se a máquina cair na água, pode dar adeus a ela e comprar uma nova.

• As máquinas digitais, que até há alguns anos eram vistas com certo desdém pelos amantes da fotografia, têm hoje cada vez mais capacidade e recursos, como zoom poderoso, flash e filtros. Leves e pequenas, as máquinas digitais têm como maior vantagem tirar fotos com menos luz sem necessidade de tripé, não exigir filmes e apresentar o resultado na hora: se não saiu bom, basta deletar e tirar outra.

•  Se você não fizer questão de imprimir suas fotos, optando por visualizá-las apenas no computador, mandar por e-mail para amigos etc., uma velha  máquina pouco potente dá perfeitamente conta do recado. Para tirar fotos em alta resolução, que você queira ampliar, usar para fins profissionais ou simplesmente imprimir com ótima qualidade, escolha uma máquina com capacidade suficiente. O fato é que máquinas digitais estão cada vez mais potentes e melhores.

•  Nesse caso, deverá ter consigo cartões de memória também poderosos, que aliás estão se tornando cada vez mais comuns.  Atualmente você pode fazer um enorme quantidade de fotos com um cartão. Aliás, assim que um cartão estiver cheio, passe para um lap-top. Ou melhor, faça-o quando já tiver um certo número de fotos. Se algo acontecer com sua máquina, se ela for roubada, por exemplo, você terá preservado as fotos já tiradas.

• Lembre-se também de carregar a bateria de sua máquina digital ou celular.  Não há nada pior do que estar num lugar lindo, com a máquina na mão e sem bateria para fotografar.  É importante levar o carregador, que geralmente é bivolt.

• Se sua máquina é bi-reflex tenha cuidado com o fenômeno da paralaxe, ou seja, há uma diferença entre o que você vê e o que a objetiva vai registrar. A maioria das câmeras possui um quadrinho marcado em preto que você vê quando focaliza algo; esse quadrinho é a indicação da correção dessa diferença.

• Não entorte a máquina achando que vai fazer uma obra de arte, principalmente para fotografar edifícios. O resultado final pode ser a impressão de que tudo está caindo. O único edifício que pode aparecer torto nas suas fotos é a Torre de Pisa.

• Sua máquina pode captar apenas uma parte daquela linda paisagem que está diante de você. Observe no visor o que sua objetiva comporta e fotografe aquilo que for mais interessante. Quem quer captar tudo acaba não captando nada.

• Tome cuidado com a incidência da luz. O ideal é que ela esteja incidindo diretamente sobre o objeto a ser fotografado. As melhores horas do dia para fotografar são pela manhã ou no final de tarde. Pela manhã, não só a luz é favorável mas também não há um bando de turistas na frente da estátua do Michelangelo… À tarde as fotos assumem uma bela coloração avermelhada.

• Fotografar um belo pôr-do-sol não tem muita graça, já que toda foto de  por do sol sai “bonitinha”… e muito parecidas! Mas ela poderá se tornar muito especial se você incluir um elemento de fundo que identifique a imagem (um barco ancorado no Sena, a torre de um castelo, o perfil de alguém etc.).

• As melhores fotos “noturnas” não são feitas à noite e sim durante o crepúsculo. Atualmente com qualquer máquina digital você consegue fotos “noturnas” razoáveis. Se conseguir um apoio para fotografar, evitando qualquer movimento, melhor ainda.

• O flash não é útil apenas à noite, para fotografar pessoas ou objetos próximos. Pode ser utilizado durante o dia para fotografar alguém que está numa sombra, em um dia muito claro. Sem usar o flash, a pessoa sairá muito escura, pois o aparelho mede a luminosidade “média” do ambiente. O flash, obviamente, só ilumina alguns metros; não serve para iluminar uma paisagem.

Ana Gonçalves, fotógrafa profissional e autora do dp guia de viagem GTB Bahia,  participou da redação deste tópico. 

Matérias Especiais

A história dos transportes em Paris | Paris e os parisienses
Praga de templário pega | O homem que vendeu a Tour Eiffel
Voo de balão sobre o santuário medieval de Rocamadour

Assis, Festa do Calendimaggio
Assis, Festa do Calendimaggio

A magia dos eventos

Por Renato Goldoni

Enquanto você lê este texto, em algum lugar do mundo neste mesmo momento pessoas estão unidas celebrando algum acontecimento: isso é um evento! É o encontro da comunidade para celebrar sua cultura, seus hábitos e suas crenças, sua história. É a oportunidade de rever quem são, suas origens, a língua que falam e exaltar os deuses em que acreditam… Existem eventos gratuitos, pagos, particulares ou públicos; em espaços fechados ou abertos; que duram poucas horas (como, por exemplo, um evento esportivo) ou se prolongam por muitos dias, como a Oktoberfest, na Alemanha que se inicia em meados de setembro e dura até o primeiro domingo de outubro (daí o nome Oktoberfest). Em cidades como São Paulo, “capital dos eventos” no Brasil, o setor turístico tem aí sua grande fonte de recursos.

A diversidade dos eventos

No mundo, a diversidade dos eventos é espetacular! Na Austrália, na primeira terça-feira de Novembro, os australianos param no meio do dia para acompanhar o tradicional Melbourne Cup Day (uma corrida de cavalos). Os moradores se encontram em bares e apostam, por diversão, quantias simbólicas nos cavalos que, acreditam, cruzarão a linha de chegada em primeiro lugar. Na China, grande parte dos eventos têm suas datas definidas pelo calendário lunar. O Dragon Boat Festival, que ocorre no quinto dia do quinto mês lunar, inicia com milhares de pessoas jogando arroz em um rio para celebrar a tradição e termina com uma corrida de barcos em forma de dragão na região de Miluo. No Rio de Janeiro, no Réveillon, maior evento ao ar livre do mundo, os hotéis ficam lotados. O Carnaval é um espetáculo de cores, fantasias e músicas. O país só começa a funcionar mesmo depois do Carnaval. Em Valencia, na Espanha, todos se espantam ao ver grandes estátuas e carros alegóricos em chamas, no fim do evento que celebra as Fallas de Valencia; mas, no meio da multidão, mesmo em um país de Primeiro Mundo, você, turista, não deve se esquecer de guardar bem sua carteira e seus pertences. Esses eventos são um prato cheio para os “espertinhos”. No setor esportivo, a Copa do Mundo une o mundo a cada quatro anos em um país diferente, levando alegria e muita emoção aos cinco continentes.

Eventos são a forma universal de celebrar vários temas.

Podemos chamá-los de feiras, festivais, festas, festas regionais, festas típicas, populares, simpósios, congressos, encontros, mas todos têm uma coisa em comum: a união de povos em um espaço e num instante únicos para mostrar sua diversidade.
O que faz os eventos se tornarem atraentes é que todos se transformam de observadores em protagonistas, porque são parte da experiência. Você come, bebe, discute, conhece pessoas e lugares, dança, aprende e, o mais importante: mais adiante você se recorda e se utiliza do aprendizado conquistado e o aplica à sua vida.

A magia dos eventos, seu clima único

Há uma qualidade mágica nos eventos. Você já parou para prestar atenção ao semblante de uma criança vendo pessoas fantasiadas em uma parada pública? Ou já viu seus olhos crescerem surpresos, vendo povos mostrarem seus hábitos que, para os adultos, parecem ser tão comuns? Para você não são comuns?
Se algumas dessas experiências tocarem seu coração, você compreenderá porque não pode se esquecer de ver onde e quando haverá eventos, seja durante sua viagem ou na própria cidade em que mora. Um evento  é algo compartilhado e, ao mesmo tempo, muito pessoal, comum e original. Sobretudo, é algo inesquecível, pois você FEZ PARTE dele.

Renato Goldoni é um expert no tema; sabe tudo o que está acontecendo e aonde. Formado em Turismo, tem especialização em Marketing, com experiência profissional no meio turístico.

Festa do Calendimaggio, Assis, Itália

Eventos

Como é visitar uma cidade durante um evento ou festividades locais?

Visitar qualquer cidade por ocasião de uma grande festa ou festival dá a oportunidade de acompanhar importantes eventos folclóricos e culturais. A cidade fica animada, ganha um colorido especial, as pessoas saem às ruas, a viagem torna-se mais rica. Também é uma grande ocasião para se obter belas fotografias. Imaginou-se em Paris no dia 14 de julho, ou participando do Carnaval de Veneza? Tem gente que viaja especialmente para assistir um grande festival ou festa.

Convém lembrar

É bom se preparar: você terá que ser mais cuidadoso com sua carteira, saber que bares e restaurantes estarão lotados, que terá que ter hotel reservado… Nos sites oficiais de turismo dos países e cidades você encontra sempre informações sobre esses eventos.

Alguns grandes eventos no mundo

Carnaval

Rio de Janeiro (RJ) | Salvador (BA) | Olinda (PE) | Veneza (Itália) | Oruro (Bolívia) | Puno (Peru)

Festas nacionais

14 de julho (França) | 4 de julho (EUA) | 26 de janeiro (Sydney, Austrália)

Festas religiosas

Festa de Iemanjá em Salvador, no Rio de Janeiro e em outras cidades litorâneas brasileiras (2 de fevereiro) | Nossa Senhora de Aparecida (SP, 12 de outubro) | Festa da Candelária (Puno, Peru, 2 de fevereiro) | Festa de Nossa Senhora de Copacabana (Copacabana, Bolívia, 2 de fevereiro) | Nossa Senhora de Lourdes (Lourdes, França, 11 de fevereiro) | Nossa Senhora de Fátima (Fátima, Portugal, 13 de maio) | San Isidro (Madri, Espanha, 15 de maio) Festa de Santiago de Compostela (Santiago, Espanha, 25 de julho)| Festa de San Gennaro (Nápoles, Itália, 19 de setembro)

Festas folclóricas tradicionais

Festa do Sol (Cusco, Peru, 24 de junho) | Festa de Saint Patrick (Nova York, Estados Unidos, 17 de março) | Fallas de Valencia (Valencia, Espanha, março) | Feria de Abril (Sevilha, Espanha, abril) | Calendimaggio (Assis, Itália, primeira semana de maio) | San Giovanni (Florença, Itália, 24 de junho) | Corrida de los Toros (Pamplona, Espanha, julho) | Palio (Siena, Itália, 2 de julho e 16 agosto) | Fiesta dei Ceri (Gubbio, Itália, 15 de julho) | Regata Histórica (Veneza, Itália, setembro)

Festivais de cinema

Gramado-RS (final de janeiro, Brasil) | Berlim (fevereiro, Alemanha) | Cannes (maio, França) | Moscou (junho, Rússia) | Veneza (setembro, Itália)

Festivais de teatro

Curitiba-PR (março, Brasil) | Taormina (verão europeu, Itália) | Avignon ( julho, França)

Festivais de música

Festival do Tango de Buenos Aires (final de fevereiro, Argentina) | Campos de Jordão-SP (julho, Brasil) | Ravello (agosto, Itália) | Colônia (julho, Alemanha) | Festival de Música Clássica de Edimburgo (agosto e setembro, Escócia) | Montreux (setembro, Suíça)

Variados

Fiesta Nacional de la Vendimia (Mendoza, Argentina, de janeiro a março) | Oktoberfest (Blumenau-SC, Brasil, setembro/outubro) | Festival de Viena (Áustria, maio/junho) | Holland Festival de Amsterdã (Holanda, junho) | Edinburgh Festival (Escócia, fim do verão europeu) | Oktoberfest (Munique, Alemanha, setembro/outubro)

Festas juninas

Acontecem durante o mês de junho (daí o nome…) em todo o território brasileiro, mas as mais importantes são as do Nordeste e as de cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e outros estados, onde são acesas enormes fogueiras. Essa tradição, que alguns acreditavam que iria desaparecer, foi retomada com vigor. Hoje em dia, sabendo da importância turística dessa espécie de evento, as prefeituras competem entre si para organizar a festa mais animada, fornecendo local e infra-estrutura. As chamadas para elas são tão visíveis que é impossível você perdê-las: há faixas e cartazes em tudo quanto é canto, anunciando o “arraiá” onde irão acontecer. As três datas mais importantes são 13 de junho (festa de Santo Antônio); 24 de junho (festa de São João); e 29 de junho (festa de São Pedro).

Viagem e vinhos: turismo para quem gosta de vinhos

Por Lúcio M. Rodrigues

Cada vez mais brasileiros curtem vinhos, muitas vezes associados a uma boa gastronomia. Hoje, é fácil combinar viagem e vinhos, com o objetivo de, entre outras coisas, degustar determinados vinhos e visitar vinícolas.

Queremos lembrar que nem todo vinho estrangeiro você consegue encontrar no Brasil, porque frequentemente são produções locais em pequena escala sem condições de comercialização internacional.

Vinhos brasileiros

Há no Brasil regiões que estão produzindo vinhos cada vez melhores, como a Serra Gaúcha e a Região de São Joaquim, em Santa Catarina, onde existem boas vinícolas. Alguns vinhos como o “Joaquim”, por exemplo recebeu até prêmios internacionais. O problema com os vinhos nacionais é sua relação preço-qualidade. Alguns são de fato bons, mas você poderá beber um vinho chileno ou argentino com a mesma qualidade, por um preço muito menor. Os melhores nacionais em relação preço-qualidade são os brancos espumantes que, frequentemente superam nesse quesito os estrangeiros. O Salton é um bom exemplo disso.

Vinhos de outros países da América do Sul

Uma característica bastante comum dos vinhos sul-americanos é que são varietais, isto é, produzidos geralmente com um tipo de uva, às vezes com um pequeno corte, ou seja, uma pequena adição de cepas de outro tipo.

Vinhos argentinos

A verdade, entretanto, é que os apreciadores de vinho continuam seu turismo enogastronômico para outros países, como Argentina (para a cidade de Mendoza principalmente, mas também para San Raphael, na mesma província de Mendoza. As vinícolas ficam muito próximas à cidade de Mendoza e você pode pegar uma excursão ou alugar um carro. Saiba mais sobre os vinhos argentinos.

Vinhos chilenos

O Chile é outro destino favorito dos apreciadores de vinhos que querem visitar vinícolas famosas e participar de sessões de degustação. Algumas plantações alcançam os subúrbios da capital Santiago. Há excursões para a visita a vinícolas que você pode contratar até mesmo em seu próprio hotel. O ideal, entretanto, no caso do Chile, é alugar um carro. Algumas vinícolas devem ser visitadas mediante reserva prévia. Informe-se. Saiba mais sobre os vinhos chilenos.

Vinhos da Europa

Itália

A Itália é um dos grandes produtores mundiais de vinho e cada região ou até cada microrregião ou cidade produz determinados vinhos. Se você rodar mais vinte quilômetros irá deparar com vinícolas que produzem variedades completamente diferentes. Isso faz com que exista na Itália uma enorme quantidade de vinhos diferentes que você nunca irá encontrar em um mercado brasileiro ou nem sequer em outra região da Itália, cem quilômetros mais para frente. Há casos de restaurantes cujos proprietários possuem terras e produzem seus próprios vinhos. São vinhos simples, de mesa, mas alguns são excelentes e figuram entre os melhores do mundo, como os dos famosos produtores Angelo Gaja, Bruno Giacosa, e Roberto Voerzio. Saiba mais sobre os vinhos italianos.

França

A França produz os vinhos de mais alta reputação a nível mundial, é o pais com maior tradição e história de vinhos finos, sendo que as regiões de Alsácia (Estrasburgo), Bordeaux, Borgonha (Beaune), Champagne (Reims) e do vale do Rhone (de Lyon a Avignon), são as que produzem os vinhos mais famosos do mundo, como os dos produtores Chateaux Petrus e Haut Brion, Romanée-Conti e Leroix, Krug e Louis Roederer, e Guigal e Chapoutier. Saiba mais sobre os vinhos franceses.

Espanha

A Espanha é hoje o país que tem a maior área plantada de vitis vinífera, o nome científico das uvas, e também produz hoje alguns dos maiores nomes em vinhos tintos como Pingus. Veja Benjamin Romeo e outros, principalmente nas regiões de Rioja e Ribera del Duero, as margens do mesmo Rio Douro que na realidade nasce no norte da Espanha com o nome Duero e desemboca na cidade do Porto.

Portugal

Ao percorrer o interior de Portugal, descobrimos vinhos de mesa produzidos em pequenas propriedades do dono do restaurante, que podem ser muito bons. Peça, sem medo de errar ou de ser enganado, o que eles têm a sugerir para acompanhar determinado prato. O segredo é o seguinte: Portugal produz vinhos há séculos, desde os tempos dos fenícios, e a variedade das cepas é enorme. Saiba mais sobre os vinhos portugueses.

Alemanha

Finalmente na Alemanha se produzem alguns dos melhores vinhos brancos do planeta, quase sempre produzidos com a varietal Riesling ao longo do vale do rio Mosel.

Os vinhos europeus são quase sempre uma mistura de diferentes castas. São produzidos por regiões e seguem critérios rígidos de classificação. Na Itália, por exemplo existem os vinhos de Denominazione di origine controllatae garantita(DOCG), na França “Dénomination d’Origine Controlé. Só para dar um exemplo, “champagne” é um tipo de espumante que só pode ter esse rótulo se for produzido na região de Champagne. Se na região vizinha produzirem um vinho exatamente igual, ele terá que ser chamado apenas de “espumante”.

Vinhos dos Estados Unidos

Os EUA são hoje um dos maiores e mais conceituados produtores mundiais, sendo que o estado da Califórnia, onde estão localizadas as principais regiões produtoras de Napa e Sonoma ao norte de São Francisco, é por si só o quarto maior produtor mundial de vinhos. Grandes vinhos americanos são também produzidos nos estados de Washington (as margens do rio Columbia, um lugar de muita beleza) e Oregon, por onde se podem fazer fantásticas viagens de turismo, entre lagos, montanhas e vulcões nevados e parques nacionais impressionantes. Descer de avião em São Francisco, alugar um carro, um motor home ou mesmo uma moto Harley Davidson, e passar de uma a tres semanas visitando algumas vinícolas e conhecendo o interior desses estados, incluindo o famoso Lake Tahoe que fica entre a Califórnia e Nevada, é uma viagem maravilhosa, para brasileiro nenhum botar defeito quando bem planejada.