O Inca: o imperador filho do sol

 IMPERADORINCADUPLA

O Imperador-Sol

A pompa da corte incaica

Em comparação com a pompa que cercava o Inca, o rei-sol francês Luís XIV, mesmo com todo seu “L´État, c’est moi”, “Après moi, le déluge” etc., não passou de um aprendiz. O Filho do Sol nunca punha duas vezes a mesma roupa. As finas vestimentas confeccionadas especialmente para ele eram queimadas após o uso. Comia e bebia em pratos de cerâmica, que também eram destruídos após cada refeição. Nas grandes ocasiões, fazia uso de pratos e copos de ouro maciço. No gigantesco palácio em Cusco e em outros lugares onde havia residências secundárias, cerca de 8.000 pessoas dedicadas ao serviço do Inca observavam um rígido e detalhado protocolo.

A relação com os súditos

Nas audiências, o imperador permanecia sentado sobre um banco, em posição mais elevada que seus súditos. Ele não olhava nem se dirigia a ninguém. Só quando castigava ou premiava um súdito é que se dignava a olhar ou dirigir sua palavra para ele. Duas servas atentas ficavam o tempo todo ao lado do Inca. Dentre outras funções, elas deviam engolir qualquer fio de cabelo perdido pelo soberano, para evitar que fosse utilizado em feitiçarias! O imperador só saia à rua acompanhado por uma comitiva e em uma liteira transportada por quatro índios, chamados de “os pés do Inca”. Eram tão especializados em suas funções que a liteira não sofria o menor sacolejo…

A visita às províncias

Quando o Inca viajava pelas províncias, abrir a cortina da liteira, permitindo que o povo o visse, indicava que estava satisfeito com a população local. Se não estivesse contente, deixava a cortina fechada, para manifestar seu menosprezo. Diversamente dos Luíses da França, o Inca não era soberano pela vontade divina: ele era a própria divindade. Para gerar herdeiros da mais pura linhagem solar, ele devia se casar preferencialmente com uma irmã; na impossibilidade, casava-se com uma meia-irmã, sua consanguínea paterna, ou com a parente mais próxima do lado paterno.

Coya, esposa-irmã do imperador

Chamada de Coya, essa esposa “oficial” do Inca (uma dentre várias outras esposas secundárias e concubinas) representava a Lua, divindade feminina. O Inca escolhia seu sucessor, que não era obrigatoriamente seu filho mais velho, mas aquele considerado mais apto a governar e a comandar o exército. Alguns Incas nomearam seus filhos corregentes do império, fazendo com que se familiarizassem com as responsabilidades da função que mais tarde deveriam exercer.

A mumificação do corpo do imperador

Quando morria, o imperador era mumificado e colocado sentado em seu banquinho (como faziam para que não tombasse é uma boa questão…). Ali recebia as últimas homenagens, como se ainda estivesse vivo. Depois das cerimônias, sua múmia era instalada num lugar de honra no palácio e a rotina prosseguia no ritmo de sempre. As esposas, concubinas, filhos e demais parentes do Inca morto formavam sua panaca, que passava a ser chefiada por um parente escolhido pelo Inca em vida. A panaca herdava os bens do Inca e constituía, para sempre, parte da nobreza.

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