Foz do Iguaçu

Sobre Foz do Iguaçu e as cataratas

A palavra Iguaçu em tupi-guarani significa “água grande”. Cerca de 18 quilômetros antes de encontrar-se com o Rio Paraná, o Rio Iguaçu, após várias quedas menores, forma as famosas cataratas, que foram se moldando ao longo de 200 mil anos. Enquanto a largura média do Rio Iguaçu é de 1.200 metros, ele se divide em diversas quedas nas Cataratas e possui uma extensão bem maior. Sua vazão média é de 1.500 m³ por segundo, com grandes variações de volume entre a época seca e a época chuvosa, de outubro a março, quando o Rio Iguaçu pode alcançar uma vazão até 8.500 m³ por segundo durante as cheias. As quedas de até 80 metros de altura são consideradas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e atraem visitantes do Brasil e do mundo todo.

Mapa de Foz do Iguaçú

Como ir

Avião

As empresas aéreas Gol e Azul voam para Foz do Iguaçu. Há vários voos diários partindo de São Paulo, com duração de 1h 40m; do Rio de Janeiro há também vários voos por dia, com duração de 2h 10m; de  Curitiba, 5 ou mais voos por dia, com duração de 1h 10m. De Porto Alegre vários voos diários, com duração de 1h15. Há voos de outras capitais brasileiras, como Belo Horizonte, mas geralmente com conexão, o que faz com que a viagem se torne cansativa e mais demorada.

Há ônibus e táxis entre o aeroporto e a cidade de Foz do Iguaçu. O trajeto toma uns 10 ou 15 minutos. Há indicações fáceis se você estiver de carro: a Avenida das Cataratas leva a Foz do Iguaçu.

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Vídeo: as cataratas de iguaçu

Ônibus

Há ônibus de São Paulo da Rodoviária Tietê pela Pluma (17 horas de viagem). Também há partidas do Rio de Janeiro, mas a viagem pela Pluma ou pela Expresso Kaiowa é ainda mais longa (quase 24 horas de viagem!). De Porto Alegre há ônibus para Foz do Iguaçu pela Unisul, (19 horas dentro de um ônibus!). De Curitiba, a  640 quilômetros de Foz, são dez horas de viagem, pela Viação Catarinense. Nossa sugestão, nesse último caso, é que você pegue um ônibus noturno na capital paranaense para tornar sua viagem menos cansativa. De qualquer modo a opção rodoviária não vale muito a pena. Se reservar com antecedência e pegar um pacote incluindo avião e hotel gastará quase o mesmo. Veja bem, pacote não é o mesmo que excursão organizada. Você tem apenas hotel e voo reservados, com a vantagem de pagar tudo em ”suaves prestações mensais”, mas poderá alugar um veículo e fazer todos os passeios por conta própria.

Carro

A viagem é longa. É provável que, de qualquer capital brasileira, exceto Curitiba, talvez, você seja obrigado a parar para dormir em alguma cidade pelo caminho. Só compensa se pretende visitar mais lugares no seu roteiro até Foz do Iguaçu e tenha tempo para isso.

Hospedagem

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Melhor época

Foz do Iguaçu pode ser visitada em qualquer época do ano. Se puder evite a alta temporada (janeiro, fevereiro, julho). Você precisa de umas 3 noites (quatro dias) para conhecer as cascatas dos lados brasileiro e argentino, dar uma olhada em Itaipu e visitar rapidamente o lado paraguaio. Muita gente viaja durante feriados prolongados porque é a única época em que podem fazê-lo. Se você é um privilegiado que pode viajar quando quiser, evite os feriados. Provavelmente sua viagem custará menos. No período de grandes cheias, de outubro a março, o passeio de barco junto às quedas (emoção garantida!) pode se tornar impraticável. Também na época seca, eventualmente, as águas podem estar muito baixas, e a visita perde um pouco de sua graça. Informe-se no site oficial da prefeitura de Foz do Iguaçu.

Bagagem

Se você já sabe quando vai visitar Foz de Iguaçu, veja na página bagagem o que levar.

Como circular

Você verá em Foz de Iguaçu indicações: “Cataratas do Iguaçu”, “Argentina”, “Paraguai”, “Aeroporto”, “Itaipu” etc. Aliás, se alugar carro já peça um mapa. A cidade não é grande e é fácil se orientar, se você é bom em ler mapas ou se tem alguém de seu lado como copiloto que saiba fazê-lo. Os ônibus comuns para esses destinos cortam o centro de Foz do Iguaçu, mas muitos hotéis já têm parcerias com agências de viagem que organizam excursões e buscam os turistas no hotel. Aliás, quase todo hotel tem um balcão de informações com um funcionário que orienta os hóspedes sobre os diferentes pontos de ônibus e fornece boas dicas de visitas turísticas.

Onde comer

Muitos hotéis possuem restaurantes, mas há vários bons pela cidade. Só evite, tanto do lado argentino como brasileiro, tomar lanches ou mesmo uma mera cerveja na proximidade das cataratas. Os preços são extorsivos.

 Dica: Em razão dos preços praticados dentro do parque, leve consigo água mineral. Caminhar sob o sol provoca sede!

Atrações turísticas em Foz do Iguaçu

Parque Nacional do Iguaçu (Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro)

Como ir

Há ônibus comuns e excursões da cidade de Foz do Iguaçu até o Parque Nacional onde ficam as Cataratas. Se você for de carro, deverá deixá-lo no estacionamento e pegar uma van do Parque Nacional. Só elas são autorizadas a conduzir os turistas pelo caminho ao longo das quedas.

Do lado brasileiro tem-se uma visão panorâmica muito melhor das quedas que do lado argentino. Você desce do ônibus ou da van no começo da trilha, que tem, de seu lado direito, uma vista privilegiada das cataratas e, no final dela, passarelas que o levarão até perto das quedas. Compre no parque mesmo uma capa plástica com capuz, pois a “neblina” das águas agitadas o deixará molhado. Cuidado com sua máquina fotográfica. Você tem de fotografar rapidamente e proteger o equipamento num saco plástico. Observe os arco-íris que se formam junto às quedas em dias de sol, são lindos!

Passeio de barco

Não deixe de fazer o passeio de barco junto às quedas: é emocionante!

Dicas Ao fazer o passeio de barco, use short, sandálias de borracha e leve uma troca de roupas. Mesmo com a capa de proteção, você ficará inteiramente encharcado. Há, no local de embarque, uma construção que possui no térreo compartimentos com chave para você guardar roupas secas, relógio, a máquina fotográfica e todo objeto que não possa ser molhado. Se decidir levar sua câmera ou equipamento fotográfico, tenha consigo um saco plástico impermeável para proteger seu equipamento quando se aproximar demasiadamente das quedas.

Passeios de helicóptero

Há também passeios panorâmicos de helicóptero feitos pela Helisul Táxi Aéreo Ltda. A empresa realiza voos panorâmicos de helicóptero sobre as Cataratas do Iguaçu. Há voos com duração de 10 minutos (a nosso ver, tempo insuficiente para você apreciar as Cataratas do Iguaçu) e de 35 minutos sobre o Parque Nacional do Iguaçu e a Usina Hidrelétrica de Itaipu. É uma experiência interessante, mas prepare o bolso. Mais informações no site da empresa Helisul.

Trilhas

Há várias trilhas que podem ser percorridas a pé. A van ou o ônibus que percorre o interior do Parque para nas mais importantes. Durante sua visita ou caminhada tenha consigo uma garrafinha d’água, um chapéu leve que o proteja do sol, bem como protetor solar e repelente contra mosquitos.

Parque del Iguazú (Cataratas do lado argentino)

 Há ônibus e excursões para o lado argentino das quedas. Quem alugou automóvel encontrará no mapa indicações fáceis para chegar à fronteira. Não é preciso passaporte, mas tenha consigo uma carteira de identidade em bom estado. Avise a locadora se pretende visitar a cidadezinha de Puerto Iguazú, de onde se alcança as quedas. Nesse caso, na entrada do parque argentino, há um estacionamento. Você compra a entrada e embarca num trenzinho aberto que o levará às passarelas que conduzem às quedas que, na Argentina, podem ser vistas de perto, mas sem visão panorâmica. O interessante é conhecer os dois lados.

Dicas

Puerto Iguazú, do lado argentino, é uma cidadezinha tranquila e lá existem restaurantes bem melhores do que aqueles de Foz do Iguaçu. É uma boa opção hospesar-se lá. Nas noites de sexta-feira, o Casino Iguazu apresenta  shows de tango. Mais informações: Casino Iguazu. Também do lado argentino funciona o Ice Bar, onde paredes, mesas, cadeiras e copos são todos feitos de gelo. A entrada inclui algumas bebidas, e o tempo de permanência é de 30 minutos. Na entrada são fornecidas roupas quentes. Mais informações no site do Ice Bar.

Itaipu

A visita à gigantesca barragem binacional brasileiro-paraguaia, a maior hidrelétrica do mundo, tem interesse relativo. Há vans com guias que, durante o passeio, fornecem informações sobre a história e dados técnicos sobre Itaipu. Você vê a barragem do lado de fora apenas. Para visitar seu interior é preciso reservar um passeio denominado “Circuito Especial”. O atendimento é diferenciado, com guias trilíngues (você escuta as mesmas explicações em português, em espanhol e em inglês…). O ônibus é também mais confortável, possui serviço de água potável a bordo. No “Circuito Especial” você é autorizado a filmar e fotografar o interior da barragem e visitar a sala de comando, ocupada por técnicos brasileiros e paraguaios. A visita tem duração de duas horas e meia, aproximadamente, e não é muito barata. Não nos atrevemos a mencionar preços porque, com a atual inflação no Brasil e o descontrole em nossa economia, os preços podem ser alterados de uma hora para outra. Consulte o site oficial de Itaipu.

Dicas O uso de calçados fechados, sem salto, e de roupas com comprimento abaixo do joelho é obrigatório. É proibido entrar com bolsas ou sacolas. Há armários (pagos) para você guardar objetos.

Paraguai

A Ciudad Del Leste, no Paraguai, parece mais um enorme e bagunçado mercado ou qualquer coisa que o valha, com sua avenida principal cheia de todos os tipos de loja que vendem produtos made in China, falsificações de grifes famosas, tipo bolsas “Luiz Vitão” ou camisas “Pierre Cardã”… Cada loja tem seus preços, uma vende o mesmo produto pelo dobro do preço das outras. Muitas vezes você acha o mesmo artigo mais barato no Brasil.  Em todo caso, há uma cota de isenção de taxas da Polícia Federal para compras. O limite é de 300 dólares. Você pode comprar até 12 litros de bebidas alcoólicas, 10 maços de cigarro, 250 gramas de fumo (tabaco…) desde que o número de unidades idênticas não seja superior a 10 unidades. Para outros produtos o número de artigos idênticos não pode ser superior a três unidades. Fora esse comércio agitado, completado por tendas de ruas e camelôs, o lugar não apresenta mais atrativos. Pode ser um paraíso para sacoleiros, mas não para turistas.