Dicas para viajar pela Argentina de carro

Dicas para viajar pela Argentina de carro: como são as estradas, os equipamentos obrigatórios, normas de segurança e trânsito, dpocumentos.

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Carro na Salina Grande, Argentina

Viajar pela Argentina de carro, cruzando o país, descendo até a Patagônia, tomando a lendária Ruta 40 ou fazendo outras travessias é uma grande aventura que exige, além de enorme disposição, muito tempo e, é claro, algum dinheiro.

O ideal, em qualquer caso, é ter com quem dividir o volante e as despesas, quer você alugue um carro lá, quer utilize veículo próprio.

Carro na Salina Grande, Argentina
Carro na Salina Grande, Argentina

Mapas

Confiar apenas em GPS ou aplicativo não é boa ideia, porque, embora seja possível acessar GPS sem sinal de internet, você pode ter algum problema com o sinal de satélite. Antes de partir, estude bem os mapas, avalie o tempo que levará para realizar cada percurso, calcule quantos quilômetros rodará em média por dia e quanto gastará de combustível.

Não exagere para menos ao estimar a média horária diária, pois em algumas estradas de cascalho e em áreas montanhosas você não poderá rodar a mais de 40 km por hora, às vezes até menos do que isso. Pense, portanto, quanto tempo ficará dentro de um carro durante sua viagem, no desgaste do automóvel e no tempo que sobrará para visitar os lugares.

Equipamentos e provisões

Tenha equipamentos adequados no carro que, eventualmente, deverá ter pneus de neve. Em algumas regiões, sobretudo na Patagônia e no Noroeste, o movimento de veículos é pequeno e há raros postos de combustível ou lugares onde parar para comer e beber algo. Por isso mesmo, tenha consigo água; uma garrafa térmica com café ou chocolate quente, no inverno; e sanduíches.

Como são as estradas na Argentina

As estradas (rutas, ou carreteras) argentinas são, geralmente, comparáveis às melhores dentre as brasileiras. No país vizinho, somente em regiões afastadas há trechos em cascalho (rípia). Nessas estradas é fácil derrapar ou levar uma pedrada no pára-brisa ao cruzar com outro veículo. (Um velho truque: apóie a mão contra o pára-brisa nessa hora).

Nas regiões de montanhas, durante os meses mais frios, você poderá ter problemas com a neve. Nos pampas e na Patagônia (exceto nos Andes), a viagem pode se tornar um tanto entediante em razão da paisagem monótona com grandes extensões planas que parecem intermináveis.

As estradas argentinas podem ser “nacionais” (RN) e “provinciais” (RP). A maioria das nacionais são boas e asfaltadas, mas algumas, como a famosa RN 40, que corta o país de norte a sul, têm alguns trechos em cascalho. As provinciais são estradas secundárias, mas muitas estão em bom estado. Como acidentes são comuns no Brasil e na Argentina, dirigir com cautela é essencial.

Nesta página do site do governo argentino você pode consultar o estado das estradas.

Combustível

A boa notícia é que o combustível é mais barato do que no Brasil, custando um pouco mais do que meio dólar o litro, com variação segundo a octanagem. Na Patagônia, no Noroeste e em regiões de baixa densidade demográfica você pode rodar vários quilômetros até encontrar combustível: abasteça seu carro sempre que possível.

Lembre-se de que carro a álcool, pelo menos atualmente, não é utilizável na Argentina. Você se surpreenderá ao ver em vários lugares do país postos da Petrobrás; a presença internacional da companhia é notável. Costuma-se, como no Brasil, ao abastecer, principalmente se for pedir para encherem os pneus ou limparem os vidros, deixar uma gorjeta para o frentista.

Locação de veículo

É uma ótima ideia alugar carro na Argentina para percorrer circuitos regionais de particular interesse como, por exemplo, a Ruta de los Siete Lagos ou a Península Valdés. Existem muitas locadoras no país, seja nos aeroportos, nas cidades grandes e médias ou nas pequenas localidades mais turísticas, inclusive, em muitos casos, locadoras das grandes redes multinacionais.

Carro próprio

Sair com carro próprio do Brasil, principalmente se você mora no sul ou sudeste, pode ser mais vantajoso do ponto de vista financeiro do que alugar um veículo lá. O veículo sofrerá um pouco numa viagem assim e, inevitavelmente, ganhará alguns arranhões, gastará pneus etc.. É provável, portanto, que você venha a ter despesas de manutenção com seu carro ao voltar. Antes de se decidir, calcule os riscos.

Documentos

A Argentina não exige dos brasileiros Carteira Internacional de Motorista, mas você precisará da Carta Verde, fornecida pelas seguradoras, um seguro específico para rodar na Argentina. Informe-se com seu corretor de seguros: algumas seguradoras já incluem essa carta no preço de seu seguro, outras cobram à parte. No Chile a Carteira Internacional de Motorista é, pelo menos “oficialmente”, obrigatória, mas dificilmente pedirão para vê-la.

Equipamentos

Antes de partir, você terá que fazer uma boa revisão no automóvel e checar todos os equipamentos de segurança. Deverá ainda ter, obrigatoriamente, os seguintes acessórios:
• Cabo de aço de pelo menos 2m com sistema de engate (para o caso de precisar ser rebocado…)
• 2 espelhos laterais e encosto para a cabeça
• Caixa de primeiros socorros
• Ferramentas básicas, chave de roda, lanterna

São recomendáveis: cabo para ligar baterias de dois carros diferentes (“chupeta”); mapas, caneta, caderneta de anotações; canivete tipo suíço multi-uso; um saco de dormir para ser usado em uma emergência.

Atenção

O uso de equipamentos não originais que resultem no aumento do comprimento ou largura normal do veículo é expressamente proibido. O artigo 29 da Lei Nacional de Trânsito, de nº 24.449, proíbe “defensas, ganchos y todo aquello que exceda en las dimensiones laterales y de longitud del vehículo”. Isso inclui o engate de reboque que muitos brasileiros adoram colocar na traseira de seus veículos, embora nunca tenham pensado concretamente em rebocar algo.

Normas de trânsito e segurança

Não há diferenças muito significativas entre as normas e sinais de trânsito na Argentina e no Brasil. Tendo bom senso, atenção e educação, dificilmente o motorista brasileiro enfrentará problemas nesse quesito. A polícia rodoviária argentina não costuma parar turistas sem necessidade, menos ainda quando se trata de inofensivos casais de brasileiros. Se você cometer algum erro, desculpe-se de forma amigável e evite qualquer discussão. Em geral deixarão para lá, lhe farão uma advertência e o liberarão.

Não se esqueça

1) É proibido circular com garrafa de qualquer bebida alcoólica aberta na cabine do carro. Não basta enfiar uma rolha na garrafa para fechá-la: ela não pode ter sido aberta. Guarde no porta-malas a garrafa de vinho que eventualmente tiver aberto. 2) É obrigatório circular com os faróis ligados, mesmo durante o dia.

Na proximidade de algumas fronteiras

Se você chegou muito próximo à fronteira boliviana saiba que, na volta, passará por barreiras da polícia federal argentina, onde, eventualmente, poderão inspecionar o veículo (para ver se há talco derramado no porta-mala ou algo assim…). O mesmo poderá ocorrer se você cruzar ou chegar junto à fronteira paraguaia, mas nesse caso estarão procurando algum produto parecido com mate…

Aliás, tome cuidado com seu veículo junto às fronteiras mencionadas. É onde mais ocorrem furtos de automóveis. No restante da Argentina, furtos de veículos são raros. Mesmo assim, confie em Deus, mas à noite guarde o veículo em um estacionamento e não deixe bagagem visível dentro dele.

Distâncias rodoviárias aproximadas (em km)

De Bariloche a:
Bahia Blanca, 1.010 | Comodoro Rivadavia, 850 | El Calafate, 1400 | Neuquén, 450 | Puerto Madryn, 997 | Puerto Montt (Chile), 390 | Rio Gallegos, 1650 | Trelew, 860 | Viedma, 980

De Buenos Aires a:
Bariloche, 1.630 | Bahia Blanca, 660 | Comodoro Rivadávia, 1.780 | Córdoba, 710 | Corrientes, 970 | El Calafate, 2.790 | Jujuy, 1.610 | La Rioja, 1.170 | Mar del Plata, 400 | Mendoza, 1.050 | Neuquén, 1.180 | Paraná, 500 | Posadas, 1.010 | Puerto Iguazú, 1.300 | Puerto Madryn, 1.320 | Rosário, 300 | Rio Gallegos, 2.600 | Salta, 1.540 | San Juan, 1.140 | Santa Fé, 470 | | Tucumán, 1.200 | Ushuaia, 3.150 | Viedma, 940

De Comodoro Rivadávia a:
Puerto Deseado, 290 | Trelew, 860

De Córdoba a:
Corrientes, 900 | Jujuy, 880 | Rosário, 400 | Salta, 840 | Santa Fé, 350 | Tucumán, 550

De Corrientes a:
Jujuy, 862 | Mendoza, 1.500 | Salta, 830 | Santa Fé, 540 | Tucumán, 800

De El Calafate a:
El Chaltén, 215 | Comodoro Rivadávia, 980 | Ushuaia, 920

De La Rioja a:
Jujuy, 720 | Salta, 690 | San Juan, 450

De Mendoza a:
Córdoba, 680 | Jujuy, 1.330 | La Rioja, 610 | Neuquén, 800 | Salta, 1.300 | San Juan, 170 | Tucumán, 1.000

De Puerto Iguazú a:
Córdoba, 1.450 | Corrientes, 610 | Jujuy, 1.470| Mendoza, 2.050 | Posadas, 300 | Rosário, 1.300 | Salta, 1.450

De Puerto Madryn a:
Comodoro Rivadavia, 450 | El Calafate, 1.388 | Esquel, 674 | Río Grande, 1.580 | Trelew, 67 | Ushuaia, 1.800 | Viedma, 430

De Río Gallegos a:
El Calafate, 300 | Puerto Madryn, 1.240 | Ushuaia, 600 | Viedma, 1.680

Mapa da Argentina

Onde se hospedar: hotéis na Argentina

Hotel em Buenos Aires • Hotel em Bariloche •  Hotel em Cafayate  Hotel em Córdoba •  Hotel em El Calafate •  Hotel em El Chaltén •  Hotel em Jujuy
Hotel em Junin de los Andes •  Hotel em Las Leñas •  Hotel em Mendoza

Hotel em Puerto Madryn • Hotel em Humahuaca •  Hotel em San Rafael Hotel em Puerto Iguazú • Hotel em Rio Gallegos •   Hotel em Salta Hotel em San Martin de los Andes •  Hotel em Tilcara • Hotel em Ushuaia
Hotel em Villa La Angostura

Booking.com

Mais posts