De carro na Argentina

Carro na Salina Grande, Argentina

Como é viajar de carro na Argentina

Viajar de carro pela Argentina, cruzando o país, descendo até a Patagônia, tomando a lendária Ruta 40 ou fazendo outros trajetos é uma aventura que exige disposição, tempo e, é claro, algum dinheiro. Para quem tem esses requisitos, é uma experiência e tanto atravessar paisagens deslumbrantes e outras simplesmente pitorescas.

Mas você você não precisa fazer trajetos muito longos ou difíceis. A Ruta de los Siete Lagos, próxima a Bariloche, por exemplo, é um passeio que pode ser feito tranquilamente em 2 ou 3 dias. Diversos outros roteiros são possíveis sem tanta “aventura”.

O básico, em qualquer caso, é ter com quem dividir o volante em caso de necessidade, quer você alugue um carro, quer utilize seu próprio veículo.

Dicas para viajar de carro na Argentina

Carro próprio ou alugado?

Sair com carro próprio do Brasil, principalmente se você mora no sul ou no sudeste, pode ser mais vantajoso do ponto de vista financeiro do que alugar um veículo lá. O veículo sofrerá  e inevitavelmente ganhará alguns arranhões, gastará pneus etc.. É provável, portanto, que você venha a ter despesas de manutenção com seu carro ao voltar. Antes de se decidir, calcule os riscos. Veja adiante os equipamentos de segurança exigidos. Não é permitido que o carro tenha engate de reboque, e não se usa álcool como combustível na Argentina.

Ir com seu carro do Brasil até a Argentina implica precisar de muito mais disposição, tempo e dinheiro do que ir até alguma cidade argentina de avião e alugar um carro lá. É facílimo alugar um carro nas principais localidades turísticas argentinas, mas na alta temporada é essencial reservar seu carro com antecedência.

Como são as estradas na Argentina

As estradas (rutas ou carreteras) argentinas são, em geral, comparáveis às melhores dentre as brasileiras. Somente em regiões afastadas há trechos em cascalho (rípia). Nesses locais é fácil derrapar ou levar uma pedrada no para-brisa ao cruzar com outro veículo. (Um velho truque: apoie a mão contra o para-brisa nessa hora).

Nas regiões de montanhas, durante os meses mais frios, será obrigatório o uso de pneus adequados e você poderá ter problemas com a neve bloqueando estradas. Nos pampas e na parte plana da Patagônia, a viagem pode se tornar um tanto entediante em razão da paisagem monótona com grandes extensões planas que parecem intermináveis.

As estradas argentinas podem ser “nacionais” (RN) e “provinciais” (RP). A maioria das nacionais são boas e asfaltadas, mas algumas, como a famosa RN 40, que corta o país de norte a sul, têm alguns trechos em cascalho. As provinciais são estradas secundárias, mas muitas estão em bom estado. Como acidentes são comuns, dirigir com cautela é essencial.

Documentos necessários para dirigir na Argentina

Sendo brasileiro, você precisa ter outros documentos para dirigir na Argentina: sua CNH original e válida e passaporte ou RG original; documento original do veículo; e seguro.

Porém, seguindo o que manda a cautela, não custa nada levar também (além da CNH) uma Permissão Internacional para Dirigir (PID), que você consegue no DETRAN do seu Estado. Isso porque não compensa correr o risco de aborrecimentos se um policial não souber que sua CNH é suficiente, por você ser brasileiro.

Se o carro for alugado, a locadora irá lhe entregar o documento do veículo e o seguro.

Mapas

Não confie só no GPS. Estude bem os mapas, o tempo que levará para realizar cada percurso, quantos quilômetros rodará em média por dia e quanto gastará de combustível. Não exagere para menos ao estimar a média horária diária: em algumas estradas de cascalho e/ou em áreas montanhosas, você não poderá rodar a mais de 40km por hora, ou até menos. Pense, portanto, quando tempo ficará dentro de um carro durante sua viagem, no desgaste do automóvel e no tempo que sobrará para visitar os lugares.

Provisões e combustível

Em lugares menos povoados como a Patagônia, o Centro Oeste e o Noroeste do país, o movimento de veículos nas estradas é pequeno e há raros postos de combustível ou lugares onde se possa parar para comer. Você passa dezenas e dezenas de quilômetros sem ver nenhuma cidade, vila, posto de combustível, restaurante, lanchonete… Nada. Portanto, vá completando o tanque a cada oportunidade. 

Tenha consigo bastante água; garrafa térmica com café (chocolate quente, no frio); sanduíches, empanadas, barras de cereais, frutas. Desculpem o detalhe “escatológico” mas, nos trechos desertos, é claro que não há banheiros. É no matinho ou ar livre mesmo. Então você já sabe o que mais deve levar.

Antes de partir, você terá que fazer uma boa revisão no automóvel e checar todos os equipamentos de segurança. São obrigatórios, pelas leis argentinas, triângulo, extintor e cintos de segurança funcionando. Mas, se você for com seu próprio carro, recomendamos confirmar com o consulado mais próximo, antes de partir, se há novas exigências.

Tenha no carro GPS; mapas impressos, caneta e caderninho; mais de um celular; mais de um carregador de celular; cabo para ligar as baterias de dois carros diferentes (“chupeta”); canivete multiuso; e cobertores para serem usado em uma emergência.

Normas de trânsito

Não há diferenças muito significativas entre as normas e os sinais de trânsito na Argentina e no Brasil. Tendo bom senso, atenção e educação, dificilmente o motorista brasileiro enfrentará problemas. A polícia rodoviária argentina não costuma parar turistas sem necessidade, menos ainda quando se trata de inofensivos turistas brasileiros. Se você cometer algum erro, desculpe-se de forma amigável e evite qualquer discussão. 

É proibido circular com garrafa de qualquer bebida alcoólica aberta na cabine do carro. Não basta enfiar uma rolha na garrafa para fechá-la: ela não pode ter sido aberta. Outra norma muito importante: é obrigatório deixar os faróis baixos ligados o tempo todo.

Cruzando fronteiras

Se for cruzar a fronteira com o Chile, o Paraguai ou a Bolívia,  lembre que isso poderá tomar um bom tempo por causa dos trâmites burocráticos e que seu carro poderá ser revistado na ida e na volta. As exigências para entrar com um veículo nesses países e dirigir por lá não são as mesmas que na Argentina. Portanto, se sua ideia for entrar em outro país de carro, informe-se, com antecedência, junto ao consulado desse país.

Tome cuidado com seu veículo nas fronteiras e perto delas. É onde mais ocorrem furtos de automóveis. No restante da Argentina, furtos de veículos são raros. Mesmo assim, siga aquele ditado: “Confie em Deus, mas tranque o carro”! Não deixe o carro na rua à noite. Não deixe documentos (passaporte, CNH etc.), dinheiro ou cartões de crédito dentro do carro em nenhuma hipótese, não importa onde esteja. Evite deixar bagagem no carro, pelo menos não em lugar visível.

Distâncias rodoviárias aproximadas (em km)

De Bariloche a: Bahia Blanca, 1.010 | Comodoro Rivadavia, 850 | El Calafate, 1400 | Neuquén, 450 | Puerto Madryn, 997 | Puerto Montt (Chile), 390 | Rio Gallegos, 1650 | Trelew, 860 | Viedma, 980

De Buenos Aires a: Bariloche, 1.630 | Bahia Blanca, 660 | Comodoro Rivadávia, 1.780 | Córdoba, 710 | Corrientes, 970 | El Calafate, 2.790 | Jujuy, 1.610 | La Rioja, 1.170 | Mar del Plata, 400 | Mendoza, 1.050 | Neuquén, 1.180 | Paraná, 500 | Posadas, 1.010 | Puerto Iguazú, 1.300 | Puerto Madryn, 1.320 | Rosário, 300 | Rio Gallegos, 2.600 | Salta, 1.540 | San Juan, 1.140 | Santa Fé, 470 | | Tucumán, 1.200 | Ushuaia, 3.150 | Viedma, 940

De Comodoro Rivadavia a: Puerto Deseado, 290 | Trelew, 860

De Córdoba a: Corrientes, 900 | Jujuy, 880 | Rosário, 400 | Salta, 840 | Santa Fé, 350 | Tucumán, 550

De Corrientes a: Jujuy, 862 | Mendoza, 1.500 | Salta, 830 | Santa Fé, 540 | Tucumán, 800

De El Calafate a: El Chaltén, 215 | Comodoro Rivadávia, 980 | Ushuaia, 920

De La Rioja a: Jujuy, 720 | Salta, 690 | San Juan, 450

De Mendoza a: Córdoba, 680 | Jujuy, 1.330 | La Rioja, 610 | Neuquén, 800 | Salta, 1.300 | San Juan, 170 | Tucumán, 1.000

De Puerto Iguazú a: Córdoba, 1.450 | Corrientes, 610 | Jujuy, 1.470| Mendoza, 2.050 | Posadas, 300 | Rosário, 1.300 | Salta, 1.450

De Puerto Madryn a: Comodoro Rivadavia, 450 | El Calafate, 1.388 | Esquel, 674 | Río Grande, 1.580 | Trelew, 67 | Ushuaia, 1.800 | Viedma, 430

De Río Gallegos a: El Calafate, 300 | Puerto Madryn, 1.240 | Ushuaia, 600 | Viedma, 1.680

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