Arquivo da tag: sicilia

Castelo de Erice, Sicília, Itália
Castelo de Erice, Sicília, Itália

Atrações turísticas na Sicília: além de Palermo

Cefalú

Tão próxima de Palermo que pode ser visitada num bate-e-volta, já foi dominada por gregos, árabes e normandos. Ela é uma das mais adoráveis cidades litorâneas da Itália. Muito procurada por suas praias e pelos belos tons de seu mar, tem, além da beleza natural, o grande atrativo do centro histórico medieval, com ruelas estreitas, passagens cobertas e até um riacho de águas cristalinas correndo entre as casas.

A construção mais interessante da cidade é o Duomo do século XII, uma maciça catedral normanda, ladeada por duas sólidas torres ligeiramente diferentes entre si. Os ricos mosaicos bizantinos de seu interior são quase tão impressionantes quanto os de Monreale. Outra atração é a Rocca, o enorme rochedo que domina a cidade e onde, no passado, existiu o templo grego de Diana. Do alto, a 270 metros acima do nível do mar, tem-se uma belíssima vista da cidade. Durante o verão, invadida por turistas vindos de toda parte da Europa, Cefalù fica lotada e animada, com muitos barzinhos e discotecas onde a paquera rola solta. Na rua que margeia a praia, são numerosos os restaurantes especializados em peixes e frutos do mar.

Video sobre  Sicília

Erice

É um lugar absolutamente surpreendente e menos turístico que vale conhecer. Veja
informações e dicas sobre Erice.

Ilhas Eólicas

Há barcos diretos para as ilhas a partir de Palermo. A viagem dura aproximadamente 5h30. De Milazzo, pertinho de Messina, há também barcos para Lipari; a viagem dura 2h15. Veja detalhes sobre as Ilhas Eólicas.

Messina

Está separada do continente por um estreito de apenas 3 km. A cidade é de passagem obrigatória pra quem vai percorrer a Sicília. No passo teve grande importância estratégica. Do ponto de vista turístico, entretanto, apesar de possuir algumas belas fontes e igrejas barrocas, não tem muito a oferecer.

Taormina

É um dos lugares mais lindos, agradáveis e procurados por turistas. Bem do lado fica o Etna, um vulcão mal-humorada que volta e meia causa surpresas. Saiba mais sobre Taormina

Piazza Armerina

Piazza Armerina, cidade pequena e agradável, fica bem no centro da Sicília. Formada por três colinas, conserva edifícios barrocos, entre eles um estupendo Duomo, construído no topo da mais alta colina da cidade. Seu traçado ainda é meio medieval, com um sobe e desce de ladeiras e escadarias entre ruelas ladeadas de antigas casas e predinhos.

Todos os anos, de 12 a 14 de agosto, Piazza Armerina é sede de uma das mais importantes festas temáticas do sul da Itália, o Palio dei Normanni (“Pálio dos Normandos”), cuja origem remonta à época do famoso rei Ruggero – uns mil anos atrás. “Cavaleiros” representantes das diversas paróquias da cidade disputam um torneio de jogos da Idade Média e o vencedor leva uma imagem de Nossa Senhora dada pelo Papa Nicolau II a Ruggero em reconhecimento à participação deste na expulsão dos mouros. A relíquia foi posteriormente doada pelo rei normando aos habitantes de Piazza Armerina. O troféu fica exposto na igreja da paróquia vencedora até o ano seguinte. Outra interessante atração medieval da cidade é o Castello Aragonese, do fim do século XIV.

Agrigento

Agrigento, antiga Akragas, cidade grega do século V a.C., fica numa região rural da Sicília. Próximo de Agrigento está o Valle dei Templi, um dos maiores sítios arqueológicos da Itália. Veja mais informaçõoes sobre Agrigento e o Valle dei Templi.

Segesta e Selinunte

Quem se interessa por arqueologia não perde perder Segesta e Selinunte, dois dos mais importantes sítios arqueológicos italianos, da época dos gregos.

Segesta, cidade cujas origens se perdem nas lendas, foi um dos grandes centros gregos da Sicília. Destruída, não se sabe exatamente se pelos vândalos ou pelos cartagineses, dela sobrou muito pouco. Porém, o que restou vale a pena ser visto.
Em meio a um belíssimo e tranquilo cenário natural, ergue-se um imponente templo em estilo dórico, de 430 a.C., inteiramente preservado, construído fora das antigas muralhas. Ele está localizado sobre uma pequena colina; ao redor, vê-se apenas vegetação.

Fundada pelos gregos no século VII a.C., a aproximadamente 100 km a oeste de Agrigento, Selinunte, que foi uma das mais prósperas colônias gregas da Sicília, acabou destruída pelos cartagineses comandados por Aníbal. Apesar do resgate pago, Aníbal não cumpriu a palavra e arrasou a cidade. É provável que um terremoto tenha completado o serviço.
Da antiga cidade só sobraram vestígios, mas podem ser vistas as ruínas de diversos templos, dos quais foram reconstituídas, no século XX, as ruínas do templo E, dedicado à deusa Hera, e do templo C, próximo da acrópole, o mais antigo deles, dedicado a Hércules ou a Apolo.

Mapa da Sicília

Informações práticas

Como ir

Não há voos diretos do Brasil para a Sicília. Você terá terá que descer em Roma ou Milão e pegar uma conexão para Palermo, a capital da ilha.

Compare preços de passagens aéreas e faça sua reserva

Hotéis na Sicília

Veja as diversas opções de hotéis na Sicília, em Parlemo, Taormina e outras cidades.

Escolha e reserve seu hotel na Sicília

A Itália em imagens

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Valle dei Templi, perto de Agrigento, Foto Maria Izzo
Valle dei Templi, perto de Agrigento, Foto Maria Izzo

Costa Sul

Agrigento

Agrigento, antiga Akragas, cidade grega do século V a.C., fica numa região pobre da Sicília e tem um ar meio decadente. Parece ter sido esquecida pelo resto da Itália. Quando você caminhar pela rua principal, a Via Atenea, toda restaurada, verá que é linda, bem como a Piazza Vittorio Emanuele. Entretanto, se você entrar nos meandros de ruas que levam à parte alta da cidade, encontrará apenas imóveis antigos, alguns medievais, cuja arquitetura é bastante interessante, mas que estão literalmente caindo aos pedaços, sem nenhuma conservação. É uma pena; se seus imóveis fossem restaurados, Agrigento seria uma cidade linda e competiria com alguns dos lugares mais turísticos da Itália. Dá até um aperto no coração ver um patrimônio como esse no estado em que se encontra.

Mapa de Agrigento

Na parte mais alta da cidade, do pátio da antiquíssima igreja Santa Maria dei Greci, tem-se uma linda vista dos arredores, principalmente ao pôr-do-sol. Essa igreja, também em péssimo estado de conservação, está sendo recuperada, mas a restauração é malfeita, com reboco em vez da pedra original. Socorro!
Agrigento é muito conhecida por ser a terra natal de Luigi Pirandello, o famoso dramaturgo autor de Seis Personagens em Busca de um Autor e ganhador do prêmio Nobel de Literatura. Entretanto, o que mais atrai visitantes não é a cidade em si, mas o Valle dei Templi, localizado entre a cidade atual e o mar. www.comune.agrigento.it

Vídeo sobre o Valle dei Templi

Valle dei Templi

A alguns quilômetros de Agrigento, este é um dos mais importantes sítios arqueológicos da Itália. Na realidade, a expressão “Vale dos Templos” pela qual é conhecido não é muito apropriada: não se trata de um vale, mas de colinas à beira-mar, e lá não há mais templos, mas sobretudo ruínas deles, dentre outros interessantes vestígios arqueológicos, como necrópoles (cemitérios). Esse espetacular conjunto de templos gregos foi incendiado pelos cartagineses em 406 a.C., depois restaurado pelos romanos, até ser quase totalmente destruído pelos cristãos, que não viam com bons olhos construções pagãs.

Todo um patrimônico arquitetônico destruído em nome de uma religião

É lamentável que boa parte do patrimônio greco-romano tenha sido destruído quando o cristianismo se consolidou no território italiano. Assim, quase todos os templos são hoje ruínas, exceto o lindo Templo da Concórdia, de 460 a.C., que escapou por ter sido transformado em igreja no século VI; só perdeu o telhado. Poderiam ter feito o mesmo com os demais; a Humanidade agradeceria! O fato de os templos estarem em ruínas não diminui sua importância ou beleza; talvez até confira ao conjunto um ar mais dramático e nostálgico, evocando a lembrança da “Idade de Ouro” de Agrigento.

Uma sucessão de templos em ruínas

Andando pela alameda principal (uma caminhada de algumas horas) você poderá apreciar o que restou do templo de Hércules, o mais antigo de todos, do século VI a.C.; do templo dos Dióscuros (nome pelo qual eram conhecidos Castor e Pólux, filhos de Zeus com Leda, seduzida pelo deus, que tomou a forma de um cisne); do templo de Vulcano (Hefesto para os gregos, deus do fogo e dos vulcões); do templo de Esculápio (importante figura mitológica, patrono dos médicos); e do templo de Zeus (Júpiter para os romanos e Giove em italiano). Resta usar a imaginação e arrepiar-se ao pensar no impacto que essas enormes obras deveriam causar quando ainda intactas. No Valle dei Templi funciona um bom museu arqueológico, com farto material encontrado durante as escavações. Perto dele há outros vestígios, como as ruínas do Ekklesiasterion, ponto de reunião dos cidadãos da antiga Agrigento, e que também era usado como lugar de sacrifícios a Zeus. Note que o nome do edifício, que é grego, tem a mesma raiz da moderna palavra “igreja”.www.lavalledeitempli.it

lione, Sicilia-foto-gnuckx-cc-by
Melhor época na Sicília, lione, -foto-gnuckx-cc-by

A melhor época para ir a Sicília

Por Lúcio Martins Rodrigues

Quando ir: temperaturas, chuvas, clima

A Sicília, não muito longe da costa da África, tem um clima quente quase o ano todo, com verões secos, altas temperaturas e invernos suaves. A ilha tem um clima bem particular, e o calor excessivo pode ser o principal problema. Além disso, a Sicília sofre com os ventos quentes do norte da África, que tornam as temperaturas sufocantes, principalmente no auge do verão. Por isso mesmo, se você pretende visitar a Sicília, consulte as tabelas de temperaturas ao planejar sua viagem.

Mapa da Sicília

Verão

O verão no hemisfério norte não é, em nosso entender, a melhor época para se visitar a Sicília. De julho a setembro as temperaturas rondam os 30 gaus centígrados, e o ar é excessivamente seco. Além de sofrer com os ventos quentes vindos do Sahara, o Sirocco, quase não chove. Ou então, esse mesmo vento, que os sicilianos odeiam, quando se carregar de umidade ao atravessar o Mediterrâneo, pode  provocar chuvas repentinas. No verão, com os termômetros marcando 30 graus, não dá sequer vontade de caminhar pela cidade ou visitar atrações ao ar livre. Só é bom para ir à praia, mas poucos brasileiros vão à Sicília com esse objetivo.

O inverno na Sicília

No inverno o frio é suave, as temperaturas nunca são excessivas. Dá para fazer passeios ao ar livre, tranquilamente. Em dezembro e janeiro, os meses mais frios, as temperaturas durante o dia estão em torno de 18 graus.  Essas temperaturas são as que imperam na maior parte da ilha, na costa, principalmente, onde ficam as principais atrações. Nas montanhas, no centro da Sicília, as temperaturas podem ser um tanto mais baixas. Nesse caso apenas é recomendável roupas forradas, quentes. Mas na costa, vestindo apenas um blusão, que nem precisa ser muito pesado, você encara fácil.  As mínimas são bem mais baixas, mas só ocorrem de madrugada, quando você já está dormindo em seu quarto de hotel, bem aquecido. Por isso, ao olhar tabelas de temperaturas, não dê muita bola para a mínima. Pense sempre nas máximas, que estão mais próximas da realidade.

Vídeo sobre a Sicília

A melhor época para ir a Sicília

Embora, como já dissemos, seja perfeitamente possível viajar a ilha no inverno, não é a melhor época para ir a Sicília. O meses mais agradáveis correspondem ao começo da primavera e o final do outono. Março e abril são meses ótimos, a segunda semana de outubro, novembro, e a primeira semana de dezembro igualmente. Eventualmente você pode pegar chuva, sobretudo no mês de outubro. Mas numa ilha tão seca, um pouquinho de umidade até faz bem. Outra vantagem é que se trata de uma época mais tranquila. No verão tudo está lotado. É a alta temporada, em razão das férias escolares no hemisfério norte. Europeus de nações mais ao norte do continente, cansados do frio extremo em seus países, chegam à Sicília atrás de calor e praias e lotam a ilha nessa época do ano. Além do calor demasiado, você terá de encarar multidões e preços que são sempre mais elevados nessa época. Essas são outras boas razões para evitar viajar na alta temporada e aproveitar o verão siciliano.

Chuvas

O pico do período chuvoso vai de outubro (o mês mais chuvoso) a janeiro, mas, salvo muita falta de sorte, as chuvas não chegarão a atrapalhar sua visita à ilha. Dificilmente você terá de suportar algo parecido com uma tempestade tropical. São chuvas fáceis de administrar. De qualquer modo, é bom ter consigo nessa época um pequeno guarda-chuva, desses modelos dobráveis, que cabem numa bolsa ou no porta-luvas do carro.

Sirocco

O Sirocco é um vento quente com velocidade de até 100 km por hora, que vem do Sahara, no norte da África, e fustiga a Sicília e outras regiões do sul da Itália. Pode demorar poucas horas ou dias seguidos. Pode ser associado a ondas de calor ou provocar chuvas.

Médias históricas de temperaturas (°C) e precipitações (mm) na Sicília

Máximas

Jan 17 | Fev  17 | Mar 18 | Abr 21 | Mai 25 | Jun 28

Jul  31 | Ago 31 | Set  29 | Out 26 | Nov 22 | Dez 19

Mínimas

Jan  9 | Fev 9  | Mar 10 |  Abr 12 |  Mai 15 |  Jun 19

Jul  22| Ago 22 | Set  20 | Out 17 | Nov 13 | Dez 11

Chuvas

Jan 70 | Fev  42  | Mar 49 | Abr  48 | Mai  18 | Jun  9

Jul  02 | Ago 17 Set  40 | Out 76 | Nov 70 | Dez 61

Dicas
  • Enfim, todo mundo sabe: o clima deste planeta anda estranho. Mesmo que você já esteja infomardo sobre a melhor época para ir à Sicília, consulte sempre a  previsão meteorológica.
  • Agora que você sabe a época do ano em que vai à Sicília, veja a bagagem que deve levar.

Saiba mais sobre a Sicília

Como ir, onde se hospedar, o que visitar, a história da cidade.  Veja: Sicília.

Monreale, Sicília, Itália - Foto Vater_fotografo CCBY SA
Monreale, Sicília, Itália – Foto Vater_fotografo CCBY SA

 

Monreale: a história de uma catedral

A pequena cidade de Monreale é famosa em razão da catedral, construída na segunda metade do século XII por Guilherme, o Bom, um jovem rei que assumiu o trono quando tinha apenas 12 anos. Ele era filho de Guilherme, o Mau… Conta a lenda que a Virgem Maria teria aparecido ao menino e indicado onde seu pai escondia o ouro, um fabuloso tesouro com o qual o garoto pôde construir a igreja.

Mapa de Monreale

Como ir para Monreale

Ônibus

Você terá que ir primeiro a Palermo. Monreale fica ao lado de Palermo. O ônibus urbano 389 leva até lá. O É mais prático do que o automóvel.

Melhor época

De outubro a abril.

Atrações turísticas em Monreale

A principal atração de Monreale é sua catedral, que é realmente um espetáculo. O templo, de arquitetura românica, tem uma fachada despojada e suas torres lembram um pouco as de uma fortaleza.

Os destaques ficam por conta das belas portas de bronze, “importadas” diretamente de Florença, obras de Bonnano Pisano e inspiradas no Novo e no Antigo Testamentos. Os fundos da igreja são mais elaborados: é pena que não seja possível ver muita coisa, pois estão escondidos por construções recentes. A surpresa mais agradável, que atrai enorme quantidade de visitantes e faz a fama da cidade, é o majestoso interior, que lembra um templo bizantino, todo recoberto de mosaicos maravilhosos.

Você mal consegue acreditar que tudo aquilo é composto por milhares de pequenas peças, um trabalho que Guilherme não chegou a ver, pois morreu bem antes de a igreja ser terminada, aproximadamente cem anos depois. Trata-se de uma verdadeira história em quadrinhos medieval, contando as principais passagens da Bíblia. Esse tipo de arte era uma forma de ensinar o conteúdo das Escrituras Sagradas ao povão, em uma época em que quase ninguém sabia ler.

Não deixe também de conhecer o claustro da igreja, no antigo palácio real ao lado, transformado em seminário. Preste atenção nas colunas, uma admirável obra de arte: uma diferente da outra não só nos motivos, mas também nos materiais utilizados. Haja criatividade!

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Etna - foto Gualtiero Catrame
Vulcão Étna

 

O vulcão Etna, na Sicília: como visitar

Você pode ir de excursão ou por conta própria; basta estar de carro.

Passeio em carro ao Etna

Caso resolva ir com veículo próprio, a partir de Taormina você terá duas alternativas. Uma delas é a subida para o Etna Sud: partindo de Taormina, siga a autoestrada A18 em direção a Catania; pegue a saída Giarre, depois Zafferana, para chegar ao Refugio Sapienza. Também é possível, pela mesma estrada, partindo de Taormina pela A18, sair em Fiumefreddi e pegar a SS120 para Linguaglossa e Mareneve. De Catania você pode chegar lá via Nicolosi. Em qualquer das opções, o carro ou o ônibus não poderão levá-lo ao topo do vulcão: você terá que embarcar em um veículo especial, o que não é muito barato (mais ou menos 50 a por pessoa). Mas mesmo que você não vá até o topo, já aproveitará muito o passeio.

O Etna, cujo cume nevado se vê de longe, é o vulcão mais alto da Europa e o ponto culminante da Sicília. Como se trata de um vulcão ativo e mal-humorado, um pouco de prudência não é demais. Há relatos de uma erupção inesperada que, recentemente, provocou mortes. Informe-se no escritório oficial de turismo de Taormina ou de Catania sobre as condições de visita.

As paisagens são das mais inusitadas: o solo escuro vai tomando o lugar da vegetação à medida que você sobe. A vista é impressionante e, ao lado da estrada, há pequenas crateras extintas na beira das quais se pode andar, tomando cuidado para não escorregar, porque um tombinho ali pode causar grandes estragos.

Toda a região em torno do Etna é cercada por cidades pequeninas, tão provincianas que, na hora do almoço e depois, durante a sesta, literalmente não se vê ninguém na rua; está todo mundo dormindo. Mas seus habitantes (quando acordados!) produzem especialidades locais absolutamente divinas, como compotas, patês e doces.

Dicas de viagem

  • Há um belo passeio de trem partindo de Catania–Borgo, pela ferrovia Circumetnea, que faz a volta do vulcão num velho trem a vapor. É uma boa oportunidade para apreciar o vulcão de diversos ângulos e conhecer um pouco os arredores.
  • Mesmo no verão, leve um bom casaco e um gorro para proteger os ouvidos: faz frio e venta muito lá no alto. O solo é composto por pedras de lava, que são cortantes e escorregadias, por isso é necessário usar sapatos fechados e resistentes. Se estiver acompanhado de crianças, fique de olho nelas.

Informações práticas

Como ir

As principais cidades do sul da Itália possuem conexões aéreas com os grandes centros do país.

Veja passagens aéreas e pacotes

Onde se hospedar

Escolha e reserve seu hotel em Palermo

Escolha e reserve seu hotel em Taormina

A Itália em imagens

Centro da Itália em imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Lipari, Itália Foto Patrick Nouhaller CC BY
Lipari, Ilhas Eólicas, Itália

Ilhas Eólicas, as ilhas do deus do vento

Se a Sicília é um programa à parte dentro da Itália, as ilhas Eólicas – segundo a lenda, onde morava Eólio, deus dos ventos – são uma aventura muito particular na Sicília. Com casinhas brancas, rochedos a pique sobre o mar, praias de águas muito transparentes e estradinhas que levam a belvederes com vistas espetaculares, lembram em muitos aspectos as ilhas gregas. Tudo isso faz com que, no verão, as Eólicas sejam invadidas por turistas de toda parte da Europa, principalmente dos países do norte do continente, em busca de sol e calor. Se puder, evite o mês de agosto, quando está tudo lotado e caro.

Mapa das Ilhas Eólicas

Como ir para as Ilhas Eólicas

Confira preços de passagens aéreas e pacotes

Barco

Há barcos diretos para as ilhas a partir de Palermo. A viagem dura aproximadamente 5h30. De Milazzo, pertinho de Messina, há também barcos para Lipari; a viagem dura 2h15. Outra alternativa é ir de Nápoles, no continente, mas a viagem é bem mais longa. As passagens são vendidas nos portos, pelas companhias SNAV e SIREMAR, e devem ser adquiridas com alguma antecedência, no mínimo na véspera da partida.

Onde se hospedar nas Ilhas Eólicas (Lipari)

Escolha e reserve seu hotel em Lipari

Atrações turísticas nas Ilhas Eólicas

Todas as ilhas são formadas por antigos vulcões e, em duas delas – Vulcano e Stromboli – ainda há alguma atividade vulcânica. O tipo de solo resultante permite a produção de um ótimo vinho branco (na verdade, quase dourado), o Malvasia.

Vídeo sobre as Ilhas Eólicas

Lipari

É maior das ilhas e também a que dispõe de melhor infraestrutura turística. De Lipari há barcos para as outras ilhas. Na cidade de Lipari, a principal da ilha, existem ainda muralhas construídas a partir do século XIII e um castelo espanhol do século XVI, onde funciona um interessante museu arqueológico. Uma das melhores maneiras de conhecer Lipari é fazer um tour de carro ou de barco em torno da ilha. Em San Calogero, onde há fontes termais, você poderá tomar um banho de lama com propriedades terapêuticas descobertas há muito tempo pelos romanos.

Vulcano

Formada por quatro vulcões, é onde, segundo a mitologia greco-romana, ficavam as oficinas onde o deus Vulcano (Hefesto para os gregos) forjava raios para Zeus. As fumacinhas que escapam de algumas encostas são sinais de que o deus continua trabalhando em suas forjas… Em Porto di Levante, o maior centro urbano, existe uma praia de águas tépidas, resultado da atividade vulcânica. De lá pode-se visitar a Grande Cratera em uma excursão de aproximadamente 2h.

Stromboli

É onde fica o vulcão de mesmo nome (os que na infância apreciavam histórias em quadrinhos devem lembrar que ali se escondia a Maga Patalógica…). A cratera do vulcão tem quase um quilômetro de diâmetro e a subida pode ser uma dura experiência para os que não estão acostumados a longas caminhadas. Os menos aventureiros irão preferir fazer um passeio de barco e apreciar o espetáculo da lava incandescente correndo para o mar, particularmente impressionante à noite.

Salina

Constituída por seis vulcões, é a segunda maior ilha do arquipélago. Seu ponto culminante é o Monte Fossa delle Felci, com 962m de altura, de onde se tem uma fabulosa vista das ilhas ao redor.

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Templo da época grega, próximo a Agrigento
Templo da época grega, próximo a Agrigento

Agrigento, uma cidade esquecida no tempo

Uma cidade fundada pelos gregos no século V a.C Agrigento, antiga Akragas, cidade grega do século V a.C., fica numa região pobre da Sicília e tem um ar meio decadente. Parece ter sido esquecida pelo resto da Itália.

Mapa de Agrigento

Como ir a Agrigento

Veja pacotes e passagens aéreas

Carro

De Palermo (130 km), pegue a S121 e, em seguida, a S189.

Trem

Há trens diretos de Palermo. A viagem dura em torno de 2h.

Onde se hospedar em Agrigento

Melhor época

Começo da primavera final do outono e inverno

Atrações turísticas em Agrigento

Quando você caminhar pela rua principal, a Via Atenea, toda restaurada, verá que é linda, bem como a Piazza Vittorio Emanuele. Entretanto, se você entrar nos meandros de ruas que levam à parte alta da cidade, encontrará apenas imóveis antigos, alguns medievais, cuja arquitetura é bastante interessante, mas que estão literalmente caindo aos pedaços, sem nenhuma conservação. É uma pena; se seus imóveis fossem restaurados, Agrigento seria uma cidade linda e competiria com alguns dos lugares mais turísticos da Itália. Dá até um aperto no coração ver um patrimônio como esse no estado em que se encontra.

Santa Maria dei Greci

Na parte mais alta da cidade, do pátio da antiquíssima igreja Santa Maria dei Greci, tem-se uma linda vista dos arredores, principalmente ao pôr-do-sol. Essa igreja, também em péssimo estado de conservação, está sendo recuperada, mas a restauração é malfeita, com reboco em vez da pedra original. ­Socorro!

Via Atenéa

Essa rua toda restaurada com seus prédios antigos é uma graça. Nela ficam lojas e restaurantes mais simpáticos.

Agrigento é muito conhecida por ser a terra natal de Luigi Pirandello, o famoso dramaturgo autor de Seis Personagens em Busca de um Autor e ganhador do prêmio Nobel de Literatura. Entretanto, o que mais atrai visitantes não é a cidade em si, mas o Valle dei Templi, localizado entre a cidade atual e o mar.

Atrações nos arredores de Agrigento

Valle dei Templi

Área arqueológica a alguns quilômetros de Agrigento, este é um dos mais importantes sítios arqueológicos da Itália. Na realidade, a expressão “Vale dos Templos” pela qual é conhecido não é muito apropriada: não se trata de um vale, mas de colinas à beira-mar, e lá não há mais templos, mas sobretudo ruínas deles, dentre outros interessantes vestígios arqueológicos, como necrópoles (cemitérios). Esse espetacular conjunto  foi incendiado pelos cartagineses em 406 a.C., depois restaurado pelos romanos, até ser quase totalmente destruído pelos cristãos, que não viam com bons olhos construções pagãs. Site:  Valle dei Templi

Um patrimônio destruído pela Igreja Católica

É lamentável que boa parte do patrimônio greco-romano tenha sido destruído quando o cristianismo se consolidou no território italiano. Assim, quase todos os templos são hoje ruínas, exceto o lindo Templo da Concórdia, de 460 a.C., que escapou por ter sido transformado em igreja no século VI; só perdeu o telhado. Poderiam ter feito o mesmo com os demais; a Humanidade agradeceria! O fato de os templos ­estarem em ruínas não diminui sua importância ou beleza; talvez até confira ao conjunto um ar mais dramático e nostálgico, evocando a lembrança da “Idade de Ouro” de Agrigento.

Resta usar a imaginação e arrepiar-se ao pensar no impacto que essas enormes obras deveriam causar quando ainda intactas. No Valle dei Templi funciona um bom museu arqueológico, com farto material encontrado durante as escavações. Perto dele há outros vestígios, como as ruínas do Ekklesiasterion, ponto de reunião dos cidadãos da antiga Agrigento, e que também era usado como lugar de sacrifícios a Zeus. Note que o nome do edifício, que é grego, tem a mesma raiz da moderna palavra “igreja”.

Dicas

Ao lado do estacionamento há uma lanchonete-restaurante e banheiros.

Se puder, evite fazer o passeio em dias muito quentes e nas horas de sol mais forte. O trajeto completo, que se faz a pé, é longo e, no calor, torna-se cansativo.

Matérias especiais

A origem dos sobrenomes italianos | Quem inventou a pizza?
A sociedade na época do Império Romano | Para entender a Itália
Os italianos | Guiar na Itália: vivendo e aprendendo | Os papas
Arte erótica do Gabinetto Segreto do museu arqueologico de Nápoles

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Vila Romana del Casale, Sicília, Itália
Vila Romana del Casale, Sicília, Itália

Piazza Armerina: uma boa surpresa

Piazza Armerina, cidade pequena e agradável, fica bem no centro da Sicília. Formada por três colinas, conserva edifícios barrocos, entre eles um estupendo Duomo, construído no topo da mais alta colina da cidade. Seu traçado ainda é meio medieval, com um sobe e desce de ladeiras e escadarias entre ruelas ladeadas de antigas casas e predinhos.

Mapa de Piazza Armerina

Como ir a Piazza Armerina

Veja pacotes e passagens aéreas

Carro

De Palermo (165 km), pegue a A19 até Enna, depois a S117bis. O mesmo vale para quem parte de Catania.

Ônibus 

A linha da empresa SAIS, que vai de Palermo a Gela, passa por Piazza Armerina. A viagem leva em torno de 2h30.

Hotéiss em Piazza Armerina

Escolha e reserve seu hotel em Piazza Armerina

A melhor época

Procure ir nos meses mais frescos.

Atrações turísticas em Piazza Armerina

Todos os anos, de 12 a 14 de agosto, Piazza Armerina é sede de uma das mais importantes festas temáticas do sul da Itália, o Palio dei Normanni (“Pálio dos Normandos”), cuja origem remonta à época do famoso rei Ruggero – uns mil anos atrás. “Cavaleiros” representantes das diversas paróquias da cidade disputam um torneio de jogos da Idade Média e o vencedor leva uma imagem de Nossa Senhora dada pelo Papa Nicolau II a Ruggero em reconhecimento à participação deste na expulsão dos mouros, e posteriormente doada pelo rei normando aos habitantes de Piazza Armerina. O troféu fica exposto na igreja da paróquia vencedora até o ano seguinte.

Castello Aragonese – Uma atração medieval da cidade é o Castello Aragonese, do fim do século XIV.

Atrações próximas a Piazza Armerina

Vídeo sobre a Villa Romana del Casale

Villa Romana del Casale

Fica a 5 km da cidade. A villa, residência que provavelmente pertenceu a um alto personagem do Império Romano, uma construção do século III ou IV d.C. que ocupa uma área de 3.500m2, integra o Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Seu pavimento é quase inteiramente coberto por belos mosaicos romanos, inclusive com figuras centrais de cunho (discretamente) erótico. A temática dos mosaicos encontrados na Villa del Casale é inspirada em cenas de caça, na mitologia e na vida cotidiana dos romanos. Por isso mesmo os mosaicos são extremamente curiosos. Os que mais chamam a atenção são aqueles com moças ocupadas com jogos e brincadeiras. Até aí não teria nada de extraordinário, não fosse um detalhe: elas estão de biquíni! Você pensava que isso era coisa dos tempos atuais? Bem, não é fio dental, mas…

Site de Turismo sobre Piazza Armerina

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Uma cidade medieval junto do mar a 750 m de altitude

Erice é um lugar a ser descoberto, que encanta todos que o visitam… Todinha medieval, a cidade fica a poucos quilômetros do mar, mas a 750 metros de altitude, com uma vista fantástica da costa e dos arredores. Nos dias claros pode-se ver até a costa da Tunísia!

Mapa de Erice

Erice: como ir

Carro 

De Palermo (103 km), pegue a A29/A29d até Trapani, depois siga as indicações. A vista é linda, mas fique de olho na estrada! Em Erice, você deverá deixar o carro estacionado perto dos muros da cidade.

De trem + ônibus 

Há trens de Palermo para Trapani (2h). Em Trapani, pegue um ônibus para Erice. O terminal rodoviário fica a aproximadamente 100m da estação. Erice fica a poucos quilômetros de Trapani, porém no alto de uma montanha. A viagem leva quase 1h.

Avião

Você terá que tomar uma conexão par Palermo, a capital da Sicília, e de lá tomar um trem ou ônibus para Érice

Veja passagens aéreas e pacotes

Onde se hospedar

Procure se hospedar nas proximidades do centro histórico

Escolha e reserve seu hotel em Érice

 Escolha e reserve seu hotel em outras cidades da Sicilia

Melhor época

A Sicília é uma das regiões mais quentes da Itália. De outubro a abril as temperaturas são mais amenas. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Vídeo sobre turismo em Érice, na Sicília

Atrações turísticas em Érice

No seu labirinto de ruas com calçamento e construções de pedra, cheias de arcos, passagens e escadas, a circulação de automóveis é restrita, o que torna Erice um lugar perfeito para perambular a pé, sem pressa, sem deixar de parar em uma das confeitarias para experimentar as especialidades locais: doces à base pasta de amêndoas (marzipã) que literalmente derretem na boca.

Igrejas

Erice possui belas igrejas medievais, entre elas as de San Cataldo (século XIV) e San Giovanni Battista (século XIII) e o Duomo (século XIV).

Castello di Venere

No extremo norte fica o Castello di Venere, construído pelos normandos sobre o local onde, durante a Antiguidade, ficava um templo dedicado à deusa Vênus Ericina, na extremidade de um rochedo a prumo sobre um abismo. No pátio interno do castelo você pode ver um pouco do que sobrou do templo grego. Ao lado há uma fonte com uma sugestiva estátua da deusa grega do amor. A vista do alto é fantástica.

Giardino del Balio

Nas proximidades do castelo está o Giardino del Balio, um jardim muito agradável para uma caminhada, sobretudo no final da tarde, para aproveitar a vista da costa.

Durante a maior parte do ano, fora da alta temporada turística, Erice parece se transformar numa cidade fantasma, principalmente à noite, quando não se vê ninguém nas ruas. Não há perigo, Erice é um lugar seguro! Experimente a sensação de caminhar pelo belvedere ao lado do castelo ou pelo jardim, que permanece todo iluminado por luzes alaranjadas, mas completamente deserto.

A Itália em imagens

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Siracusa, cidade fundada pelos gregos, Sicília
Siracusa, cidade fundada pelos gregos, Sicília

Siracusa, a mais importante colônia grega na Sicília

Siracusa teve uma história bastante tumultuada. Foi a mais importante colônia grega da Sicília e depois, conquistada pelos romanos no começo do século II a.C., tornou-se capital da ilha. Com a decadência de Roma, foi ocupada pelos bizantinos, depois pelos árabes, normandos e – pasme! – por Pisa.

Mapa de Siracusa

Como ir a Siracusa

Carro 

De Palermo (263 km), pegue a A19 até Catania, depois a S114. Na entrada da zona arqueológica há um estacionamento enorme. Se quiser ir ao centro histórico, na ilha d’Ortigia, o mais fácil é deixar o carro nesse estacionamento e tomar um ônibus até lá.

Ônibus

De Palermo, a viagem (via Catania) demora aproximadamente 3h30 e, de Catania, pouco mais de 1h.

Trem 

De Palermo, o percurso mais rápido é com baldeação em Catania e leva quase 6h. De Catania, a viagem demora aproximadamente 1h e, de Taormina, entre 2h e 2h30.

Avião

Não há voos diretos do Brasil para a Sicília. Você terá que descer em Roma ou Milão e pegar uma conexão para Palermo, a capital da ilha, e depois chegar a Siracusa por terra.

Veja passagens aéreas e pacotes

Onde se hospedar

Escolha e reserve seu hotel na Sicília

Melhor época

Os meses menos quentes. O calor na Sicília pode ser desagradável. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Vídeo de turismo sobre Siracusa, na Sicília

Atrações turísticas em Siracusa

No seu apogeu como cidade grega, Siracusa, que chegou a ter 300 mil habitantes no século IV a.C., era tão importante quanto Atenas: atraiu filósofos, como Platão, e foi pátria do matemático e físico Arquimedes (“Eureka!”).

A herança histórica da cidade é rica: de vestígios greco-romanos a obras barrocas, Siracusa tem um pouquinho de tudo e, apesar de hoje ser uma cidade “moderna”, ainda tem um ar bem pacato e provinciano.

Parque Arqueológico

É pena que pouco tenha sobrado da antiga Neápolis, cidade da época greco-romana, mas o que resistiu está bem preservado. O sítio arqueológico conta com um Teatro Grego de 140 metros de diâmetro, o maior da Sicília, cujas arquibancadas são escavadas na rocha. Após a conquista romana, ele foi modificado para servir de palco para os jogos de arena e as lutas de gladiadores. O teatro é utilizado até hoje, principalmente para a apresentação de obras clássicas. Seu cenário é deslumbrante: ao longe vê-se o mar. Muito curiosa é a Latomia del Paradiso, uma imensa pedreira da época dos gregos. Com a extração de pedras para a construção da cidade, formaram-se enormes cavernas. A maioria delas desabou durante um terremoto, mas pode-se ver algumas, dentre elas a impressionante Orecchio di Dionigi (“Orelha de Dionísio”), com 23 metros de altura por 65 metros de profundidade.

Outras ruínas greco-romanas

Fora do parque arqueológico, mas bem perto dali, podem ser vistas outras atrações do mesmo gênero, tais como a Necropoli Grotticelle, um cemitério greco-romano; as Catacombe di San Giovanni; e um Museu Arqueológico. Neste, que abriga principalmente peças gregas e romanas, uma das obras mais belas e interessantes é uma estátua de Vênus, que perdeu a cabeça e um dos braços, mas não perdeu o pudor: a mão que segura um tecido estrategicamente colocado ainda resiste ao tempo…

Ortigia

Ortigia é a parte insular da cidade, ligada ao continente por uma ponte que passa sobre um estreito canal de poucos metros. É sem dúvida o melhor lugar da cidade para andar a pé e apreciar obras medievais e barrocas em meio a um clima muito silencioso e tranquilo. Logo na entrada da ilha há ruínas de um templo de Apolo, erigido pelos gregos. Seguindo pelo Corso Matteotti, você chega à Piazza Archimede; basta virar à esquerda para deparar com o Palazzo Mergulese Montalto, um dos melhores exemplos da arquitetura medieval na cidade. Na linda Piazza Duomo fica a catedral, erguida no local onde antes existia um templo dedicado à deusa Atenas. Ela foi construída no século VII e reformada no século XVIII, mas conservou o frontão e parte das colunas do templo grego. Em Ortigia há uma grande quantidade de igrejas e palacetes barrocos.

Se você não tiver tempo de passear por toda a ilha (que, na verdade, é relativamente pequena), não deixe de percorrer, pelo menos, a Via della Maestranza e a Via Vittorio Veneto, onde se concentra boa parte das mais belas construções da cidade. Quem gosta de arte pode aproveitar para conhecer a Galleria Regionale del Palazzo Bellomo, com pinturas, esculturas, cerâmicas, louças esmaltadas da Idade Média e peças de períodos mais recentes. Na pinacoteca estão, entre outras obras, uma Annunciazone, de Antonello da Messina, e o Seppellimento di Santa Lucia (“Enterro de Santa Lúcia”), de Caravaggio. O palácio é tão interessante quanto a galeria.

Fonte Aretusa

Na costa sudoste da ilha d’Ortigia, a Fonte Aretusa é um ícone de Siracusa e tem uma história baseada na mitologia grega. Trata-se de uma daquelas lendas que só mesmo os gregos poderiam conceber: Aretusa teria sido perseguida por Alfeu, deus dos rios, apaixonado por ela. Para escapar de Alfeu, Aretusa foi transformada em fonte por Ártemis (Diana para os romanos). Obstinado na busca de sua amada, Alfeu, por sua vez, transformou-se em um rio, e misturou suas águas às da ninfa…

Atrações nas proximidades de Siracusa

Noto

Fica a aproximadamente 34 km ao sul de Siracusa pela S115. Noto é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e leva o título de “Capital do Barroco”. Ao contrário das demais cidades sicilianas, cuja arquitetura é resultado de múltiplas influências, Noto é absolutamente homogênea: todos os seus edifícios são barrocos. Foi utilizado na construção uma pedra branca que, com o tempo, assumiu um tom marrom-avermelhado, acentuando a unidade estética do centro histórico. Isso porque a antiga Noto foi completamente destruída por um terremoto em 1693 e reconstruída a dez quilômetros do lugar original, justamente na época em que o barroco era a grande moda.  com fotos. Noto

A Itália em imagens

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Taormina: o melhor da Sicília

Não é exagero dizer: se você tem muito pouco tempo para visitar a Sicília, esqueça todo o resto e vá a Taormina, a maior joia da ilha, linda, agradável, charmosa e dotada de excelente infraestrutura turística. Lá existe um pouco de tudo o que a Sicília tem de melhor. Fundada pelos gregos, depois ocupada pelos romanos, bizantinos, sarracenos, franceses, espanhóis e napolitanos, a cidade teve uma importância marcante na história da ilha.

Mapa de Taormina

Como ir a Taormina

Avião

 Taormina não tem aeroporto. O mais próximo é o aeroporto internacional de Fontanarossa, em Catania, a 55 km dali, de onde há ônibus diretos para Taormina.

Compare preços de passagens aéreas e faça sua reserva

Carro 

Quem estiver de automóvel (a partir de Roma ou Nápoles) terá que atravessar o estreito (a Sicília é uma ilha…) para chegar a Messina, pegar a A18 em direção a Catania e, em seguida, a saída para Taormina. De Palermo (265 km), pegue a A19, direção Catania, ou a A19 e a A20 para Messina, e em seguida a A18. É proibido circular de carro no centro de Taormina. Você será obrigado – exceto se tiver reservado hotel com garagem – a deixar o automóvel em um estacionamento público antes de chegar à cidade. De lá, um ônibus o deixará em alguns minutos no centro.

Trem 

Vários trens por dia ligam Palermo a Taormina, uma viagem que demora entre 5 e 6h e implica uma baldeação em Messina ou em Catania. De Messina a viagem dura em torno de 1h nos trens comuns. Existem também trens de Roma para Taormina, alguns com baldeação em Nápoles. A viagem demora aproximadamente 10h. A estação de Taormina fica a aproximadamente 4km da cidade, mas há ônibus e táxis até o centro.

Ônibus 

Estando em Palermo, terá antes de mais nada que tomar um ônibus até Catania (2h40 de viagem). De lá será preciso pegar outro ônibus para Taormina (aproximadamente 1h de viagem). Há mais de uma dezena de partidas diárias.

Hospedagem

 Escolha e reserve seu hotel em Taormina

Melhor época

O verão na Sicília é escaldante. Os meses menos quentes. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Vídeo de Turismo sobre Taormina, Sicília

Atrações turísticas

Situada sobre o Monte Tauromenio, Taormina foi descoberta pelos turistas no fim do século XIX. Da cidade tem-se lindas vistas do mar bem em frente (onde se chega em cinco minutos por meio de um minibondinho, no estilo daquele que leva ao Pão de Açúcar), dos vales próximos e do vulcão Etna, com o cume coberto de neve a maior parte do ano. Andando por suas ruelas, você descobre igrejas, mansões, paredes recobertas de flores na primavera, nesgas de vistas para o mar e um belíssimo jardim, que não pode deixar de ser visitado.

Teatro Grego

Construído pelos gregos provavelmente no século III a.C., depois reconstruído e ampliado pelos romanos, com capacidade para 5.400 pessoas, é o segundo maior teatro grego da Sicília depois do de Siracusa e, felizmente, um dos melhor preservados. Do teatro se tem uma linda vista dos arredores e do Etna. Para obter melhores fotos, vá de manhã cedo, para conseguir a luz certa e escapar de grandes grupos de turistas. O enorme teatro fica numa das extremidade da Via del Teatro Grego; na outra extremidade fica o Odeon, anfiteatro romano construído em 21 a.C.. Depois que você conhece o teatro grego, este último perde um pouco a graça. No teatro de Taormina foram filmadas as geniais cenas de Poderosa Afrodite, de Woody Allen, em que o coro mascarado dá conselhos ao protagonista. Lá, todos os anos, no verão, ocorre o festival Taormina Arte, um dos mais importantes da Europa, com espetáculos de teatro (inclusive clássicos gregos – não há cenário melhor para isso na Itália!), ópera, dança e música erudita e popular, apresentados por artistas, orquestras e companhias de renome internacional. De vez em quando, grandes nomes da música brasileira apresentam-se nesse festival. Para consultar a programação, acesse www.taormina-arte.com.

Corso Umberto

É a principal e mais elegante rua de Taormina, cheia de lojas, hotéis, restaurantes e muita gente passegiando de uma ponta a outra. Rodeada de antigas construções e lotada de turistas no verão, ela é cortada por portas de pedra e por lindas praças. Dessas portas, a mais interessante é a do Mezzo, com a Torre dell’Orologio, do século XII, reconstruída em 1676. Na Piazza Vittorio Emanuele fica um dos mais belos edifícios da cidade, o Palazzo Corvaja, uma mistura dos estilos gótico e normando com ­influências mouriscas, que já foi sede, no século XV, do Parlamento Siciliano, e que hoje abriga o escritório oficial de turismo. a Piazza del Duomo está a catedral que, compatível com o tamanho da cidade, é uma linda igrejinha de pedra do século XIII. Em frente a ela, uma fonte barroca com curiosas figuras mitológicas chama a atenção.

 Piazza IX Aprile

É onde fica o belvedere, com uma vista esplêndida do entorno, particularmente ao pôr-do-sol. Não se espante se, ao parar ali, você ouvir o pianista do restaurante ao lado tocar Tom Jobim ou Toquinho… Na Sicília, parecem adorar música brasileira mais do que em toda a Itália, mas escutá-la num finalzinho de tarde em Taormina enquanto se aprecia aquela paisagem onírica emociona até os mais durões. No final do Corso, do lado esquerdo, há uma pequena capela com um interessantíssimo presépio.

Etna

Você pode ir de excursão ou por conta própria; basta alugar um carro. Caso resolva ir com veículo próprio, a partir de Taormina você terá duas alternativas. Uma delas é a subida para o Etna Sud: partindo de Taormina, siga a autoestrada A18 em direção a Catania; pegue a saída Giarre, depois Zafferana, para chegar ao Refugio Sapienza. Também é possível, pela mesma estrada, partindo de Taormina pela A18, sair em Fiumefreddi e pegar a SS120 para Linguaglossa e Mareneve. De Catania você pode chegar lá via Nicolosi. Em qualquer das opções, o carro ou o ônibus não poderão levá-lo ao topo do vulcão: você terá que embarcar em um veículo especial, o que não é muito barato. Mas mesmo que você não vá até o topo, já aproveitará muito o passeio.

O Etna, cujo cume nevado se vê de longe, é o vulcão mais alto da Europa e o ponto culminante da Sicília. Como se trata de um vulcão ativo e mal-humorado, um pouco de prudência não é demais.

Mesmo no verão, leve um bom casaco e um gorro para proteger os ouvidos: faz frio e venta muito lá no alto. O solo é composto por pedras de lava, que são cortantes e escorregadias, por isso é necessário usar sapatos fechados e resistentes.

As paisagens são das mais inusitadas: o solo escuro vai tomando o lugar da vegetação à medida que você sobe. A vista é impressionante e, ao lado da estrada, há pequenas crateras extintas na beira das quais se pode andar, tomando cuidado para não escorregar, porque um tombinho ali pode causar grandes estragos.

A Itália em imagens

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Cefalù na Sicília, Itália
Cefalù na Sicília, Itália

 

Cefalù: medieval e graciosa

Cefalù, tão próxima de Palermo que pode ser visitada num bate-e-volta, já foi dominada por gregos, árabes e normandos. Ela é uma das mais adoráveis cidades litorâneas da Itália. Muito procurada por suas praias e pelos belos tons de seu mar, tem, além da beleza natural, o grande atrativo do centro histórico medieval, com ruelas estreitas, passagens cobertas e até um riacho de águas cristalinas correndo entre as casas.

Durante o verão, invadida por turistas vindos de toda parte da Europa, a praia fica lotada e animada, com muitos barzinhos e discotecas onde a paquera rola solta. Na rua que margeia a praia, são numerosos os restaurantes especializados em peixes e frutos do mar.

Mapa de Cefalù

Como ir a Cefalù

Carro 

De Palermo (70 km), pegue a A19; de Messina (160 km), a A20. A S113, que também liga Messina a Palermo, passa por lá.

Ônibus 

De Palermo há ônibus que saem da praça ao lado da estação ferroviária.

Trem 

Vários trens partem de Palermo para lá todos os dias e a viagem leva menos de 1h.

Avião

Você terá que tomar uma conexão para Palermo, a capital da Sicília, e de lá tomar um trem ou ônibus para Cefalù.

Veja passagens aéreas e pacotes

Hotéis em Cefalù

Procure reservar hotel nas proximidades do centro histórico.

Escolha e reserve seu hotel

Melhor época em Cefalù

A cidade pode ser visitada em qualquer época do ano, mas se puder, evite o auge do inverno. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Atrações em Cefalù

Duomo

A construção mais interessante da cidade é o Duomo do século XII, uma maciça catedral normanda, ladeada por duas sólidas torres ligeiramente diferentes entre si. Os ricos mosaicos bizantinos de seu interior são quase tão impressionantes quanto os de Monreale.

Rocca

Outra atração é a Rocca, o enorme rochedo que domina a cidade e onde, no passado, existiu o templo grego de Diana. Do alto, a 270 metros acima do nível do mar, tem-se uma belíssima vista da cidade.

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Palermo, Vucciria
Palermo, Vucciria

Palermo, uma agradável surpresa

Caso você já conheça a estação ferroviária central de Nápoles e tenha dado uma circulada por suas feiosas proximidades, ao partir para Palermo, a capital da Sicília, talvez pense: “Meu Deus, deve ser pior!”. Puro preconceito… Apesar de Palermo ter bairros periféricos e algumas regiões centrais meio decadentes, a maior parte da cidade é limpa, organizada e bonita. O cenário natural encanta: ao norte, há o mar extremamente azul; em torno, altas montanhas circundam a Conca d’Oro (“concha de ouro”), planície de contorno arredondado onde fica a cidade.

Mapa de Palermo

Como ir a Palermo

Avião 

Não há voos diretos do Brasil. Em Palermo chegam voos (nem sempre diretos) de todas as grandes cidades italianas e de algumas europeias. O aeroporto Falcone Borselino fica a 30 km do centro e uma corrida de táxi até a cidade custa em torno de 35 a. Há também trens e ônibus do aeroporto para a estação central de Palermo. O trajeto leva cerca de 40 minutos.

Não há voos diretos do Brasil. Você terá que voar até Milão ou Roma  e tomar uma conexão para Palermo, a capital da Sicília.

Compare preços de passagens aéreas e faça sua reserva

Carro 

A autoestrada que liga Nápoles a Sicília é a A3, que vai até o estreito onde se toma o ferry-boat para Messina. Depois utilize a A20 e, em seguida, a A19 (continuação da primeira). O trajeto tem 740 km. A S113 também liga Messina a Palermo; é uma estrada menor que acompanha a A20. Na S113, nas proximidades de Messina, o trânsito é muitas vezes lento.

Trem 

De Roma (11h). A estação central, onde chega a maioria dos trens vindos do continente, fica na Piazza Giulio Cesare.

Barco 

Entre Nápoles (na Campânia) e Palermo há linhas regulares de barco operadas por diversas companhias. As passagens são vendidas nos portos. É aconselhável comprá-las com alguma antecedência. Há passagens que dão direito apenas a poltronas; outras incluem cabines com um beliche e um pequeno banheiro privativo. Os barcos saem de Nápoles ao entardecer (permitindo que você desfrute uma vista maravilhosa do golfo) e chegam na manhã seguinte a Palermo. A bordo há bar e restaurante.

Hospedagem em Palermo

Embora possua hotéis em luxuosos, há pensões espalhadas por toda a cidades com preços bem acessíveis

Escolha e reserve seu hotel em Palermo

Melhor época

De outubro a abril as temperaturas são mais amenas. Faz calor na Sicília. Lembre-se: fica ao lado da África. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Vídeo de turismo sobre Palermo

Pontos turísticos turísticos em Palermo

Talvez você se surpreenda com outro fato: Palermo não parece muito um centro urbano italiano. Olhando os prédios das principais ruas e avenidas, você verá que a arquitetura lembra a de cidades do sul da Espanha. Tudo o que se vê em Palermo é resultado de sua longa história, que começou com os fenícios, que a fundaram. Em 535 chegaram os bizantinos; em 831, os árabes; e, em 1072, os normandos, que ali estabeleceram a sede de um reino. Mas a história de Palermo não parou por aí: em seguida chegariam os angevinos franceses, que deixaram o território siciliano após uma grande revolta ocorrida em 1282. Os espanhóis controlaram a cidade por 300 anos e, finalmente, os Bourbons napolitanos a ocuparam até a unificação italiana.

A mescla de diferentes culturas

O encontro dessas culturas tão diferentes moldou a cidade, deu-lhe uma alma própria e influenciou profundamente sua arquitetura. Você irá deparar com uma enorme riqueza de estilos: edifícios normandos, construções com um toque mourisco ou bizantino, elaboradas igrejas góticas e, principalmente, lindas e variadas obras barrocas da época dos Bourbons.

Passeando pelas belas ruas centrais, observando os elegantes casais que passeiam de braços dados aos domingos com suas roupas de ir à missa, participando do footing da Viale della Libertà nos fins de tarde, vendo o comércio da Via Roma reabrir – e “ressuscitar” a cidade – após a sesta, ou perambulando pelo mercado Vucciria, você sentirá o charme meio provinciano que torna Palermo tão especial e diferente de qualquer outra capital regio­nal da Itália.

Palazzo Reale (Palazzo dei Normanni)

End.  Piazza del Parlamento. Apesar de o nome deste palácio fazer referência aos normandos, sua origem remonta a uma fortaleza erigida pelos árabes, chamada, na época, de “Palácio dos Emires”. Os reis normandos, que ali moraram durante muito tempo, ampliaram-no e o decoraram com motivos bizantinos. O grande Federico II da Suábia, culto e amante das artes, manteve lá sua corte. Bem mais tarde, durante a ocupação espanhola, o palácio tornou-se residência dos vice-reis que governavam a Sicília. A fachada foi refeita no começo do século XVII e, nos séculos seguintes, o palácio passou por novas alterações.

Porta Nuova

  End.  Ao lado do Palazzo Reale. Como você sabe, as cidades antigamente tinham portas… A de Palermo, de 1538, é simplesmente monumental e foi erguida para comemorar a vitória de Carlos V na batalha de Tunis. Ela tem a parte superior decorada com cerâmicas maiólicas e, em ambos os lados, telamons (grandes estátuas de figuras humanas que, no caso, são mouros vencidos na guerra).

Duomo (Catedralle)

End. Corso Vittorio Emanuele. O Duomo de Palermo foi fundado em 1184 sobre uma antiga basílica. Construído pelos normandos, passou por várias modificações e reformas, tornando-se uma verdadeira “salada arquitetônica”, cujos ingredientes são as diversas culturas e estilos da história da cidade: gótico, normando, mourisco, catalão e barroco. De inegável beleza, ele é completamente diferente de qualquer outra grande catedral italiana.

San Giovanni degli Eremiti

End.  Via dei Benedettini. A pequena igreja normanda construída em 1132 por ordem de Ruggero II tem cúpulas vermelhas abobadadas e uma torre mourisca que em nada lembram um templo católico. Nada mais natural, pois foi erguida sobre uma antiga mesquita e o rei normando contratou para a obra arquitetos árabes. Ela fica em meio a um belo e tranquilo jardim que conserva as ruínas de um claustro do século XIII, rodeado de arcos e colunas. É um dos lugares mais inusitados da Sicília!

Chiesa di Gesù

End. Piazza Casa Professa. A igreja jesuíta primitiva, construída em 1564, passou por diversas reformas e ampliações, quando ganhou duas capelas laterais. Mesmo duramente atingida pelos bombardeios aliados durante a Segunda Guerra Mundial, foi muito bem restaurada, recuperando seu estilo original. Em contraste com a sobriedade externa, seu interior, em estilo barroco siciliano, é bela e ricamente decorado com mármores, estuques, trabalhos em pedras marquetadas e, na cúpula, vitrais e afrescos.

Santa Maria dell’Ammiraglio (La Martorana

) End. Piazza Bellini.Construída em 1143 por iniciativa de Giorgio de Antiochia, almirante (em italiano, ammiraglio) da frota de Ruggero II, a igreja passou por reformas e modificações no projeto original normando-mourisco quando o barroco virou moda. Repare no delicado campanário do lado direito. No seu interior estão mosaicos originais da época de Ruggero, mostrando o rei com vestes bizantinas sendo coroado por ninguém menos que o próprio Cristo… A fundadora da ordem foi quem criou as frutti martorane, deliciosos doces típicos sicilianos feitos de pasta de amêndoas (marzipã), com formatos de frutas, pintados com tintas naturais. Santa Martorana! Deveria ser canonizada!

San Cataldo

End.   Piazza Bellini. A igreja data de 1160 e fica ao lado da Martorana. Distingue-se pela curiosa forma cúbica, com três cúpulas redondas vermelhas, de visível influência mourisca. Bem despojada nas paredes e no teto, possui, entretanto, um lindo piso coberto por mosaicos originais da época em que foi construída.

Piazza Pretoria

Essa praça barroca, quase toda ocupada por uma magnífica fonte, é a mais bela de Palermo. Uma curiosidade: a fonte foi concebida inicialmente para uma villa renascentista florentina. Comprada por uma soma astronômica, foi trazida de Florença dividida em mais de 600 peças e remontada em Palermo. Ela é toda decorada com estátuas inspiradas na mitologia greco-romana (um “nudismo” que causou furor na época…) e por esculturas que representam cabeças de animais. Em um dos lados da praça fica o Palazzo Pretorio, onde funciona a Prefeitura. Se possível, procure visitar essa praça à noite: iluminada, ela é ainda mais bonita.

Quattro Canti

O cruzamento da Via Maqueda com o Corso Vittorio Emanuele tem, nos quatro cantos, fontes e esculturas barrocas distribuídas pelos três andares das paredes de palacetes, todas elas obras do arquiteto Giulio Lasso. Ah, se todas as esquinas do mundo fossem assim! Ao lado de um dos “cantos” está a entrada da bela igreja barroca San Giuseppe dei Teatini.

Museo Internazionale delle Marionette Antonio Pasqualino

End.  Piazzetta Niscemi, 5 (Via Butera). É um engano pensar que ver marionetes é um programa apenas para crian­ças: esse museu é um dos lugares mais interessantes (e lúdicos!) de Palermo. As marionetes fazem parte das tradições e do folclore siciliano, e o museu tem um acervo de mais de três mil delas. Museo Internazionale delle Marionette Antonio Pasqualino

Galleria Regionale della Sicilia

End .Via Alloro, 4 A galeria está instalada no Palazzo Abatellis, construído no século XV, uma mistura harmoniosa dos estilos gótico-catalão e renascentista que, por si só, vale a visita. O acervo apresenta uma boa mostra de arte medieval, mármores, afrescos, cerâmicas mouriscas e espanholas e contém obras de artistas consagrados, como Domenico Gagini, Francesco Laurana e Antonello da Messina. Deste último é conhecida a Virgem da Anunciação. Repare na delicadeza dos traços, uma perfeição que, na época, poucos artistas conseguiam atingir.

Oratorio di San Lorenzo

End.  Via Immacolatella. Construída no século XII, a capela abriga no seu interior uma espetacular decoração barroca com relevos e esculturas de estuque e pó de mármore, obras do começo do século XVIII que retratam as vidas de São Lourenço e de São Francisco de Assis.

Oratorio di Santa Zita

End. Via Valverde, 3. Ao lado da igreja de Santa Zita. Foi decorada pelo mesmo artista do Oratorio di San Lorenzo, também com delicadíssimos trabalhos em estuque com cenas religiosas, putti (anjos) e uma cena de batalha naval, A Batalha de Lepanto. O oratório foi erguido para comemorar a vitória sobre os otomanos.

San Francesco di Assisi

End. Piazza di San Francesco. Nessa igreja do século XIII o destaque fica para a linda fachada. Veja a riqueza do trabalho da rosácea. O interior é simples, mas nele há belíssimas estátuas que merecem uma ­olhada.

Museo Archeologico Regionale Antonio Salinas

End.  Piazza Olivella, 24. O museu funciona num mosteiro do século XII, restaurado após os graves danos provocados pelos bombardeios aliados durante a Segunda Guerra Mundial. O acervo abrange peças produzidas por diferentes povos que colonizaram a ilha desde a Antiguidade, particularmente fenícias, cartaginesas, gregas, romanas e até mesmo etruscas. Grande parte desse rico material foi recuperado do fundo do mar por mergulhadores. A arqueologia submarina é uma atividade importante na Sicília e ainda há muito a ser descoberto.

Vucciria

 O conhecido mercado funciona na Piazza della Concordia (bem ao lado da Via Roma) e ruas adjacentes. Ele é tão tipicamente siciliano que já virou atração turística. Pitoresco, com todos os cheiros que exalam das especia­rias – algumas das quais você nunca ouviu falar –, e ruidoso (vucciria significa “vozerio” em dialeto siciliano), o lugar parece um encontro do Orien­te com o Ocidente. Perambular por ele (aproveitando para comprar temperos exóticos com os quais poderá impressionar os amigos no Brasil com seus dotes culinários…) é uma boa maneira de conhecer um pouco dos costumes locais. Há deliciosos pães e frutas secas. Há por ali pequenos restaurantes que nem nome ou placa na porta têm, frequentados por palermitanos. São muito simples, mas deliciosos.

Catacombe dei Cappuccini –

Endd. Piazza Cappuccini, 1Em mea­dos do século XVI, os monges capuchinhos fizeram uma descoberta macabra: o ambiente das galerias subterrâneas de seu convento favorecia a mumificação natural dos cadáveres de seus colegas… Desde então, até o fim do século XIX, lá foram deixados os corpos de capuchinhos e de muitos outros sicilianos – adultos e crianças –, cujas múmias estão lá até hoje. Há mais de oito mil delas! As múmias estão todas vestidas, algumas em traje de gala. As catacumbas são uma atração turística famosa em Palermo (veem-se por toda a parte cartões postais com fotos de múmias), mas evidentemente esse não é um lugar para levar crianças nem pessoas muito sensíveis.

Arredores de Palermo

Mondello

É praticamente um bairro de Palermo, a poucos quilômetros do centro. Algumas opções para chegar até lá são pegar, rumo noroeste, a estrada litorânea que começa no porto de Palermo, ou ir até o final da Viale della Libertà e seguir as placas. Se não estiver de carro, tome o ônibus 603 (que faz um trajeto um pouco mais longo, à beira-mar) ou o 806 (um percurso mais curto). A bela Mondello, que já foi muito chique no começo do século XX, quando foi construído um estabelecimento balneário em estilo art nouveau sobre as águas, é ainda hoje a praia favorita dos palermitanos. Na longa avenida que contorna a baía, entupida de gente nos fins de semana, há belas villas da Belle Époque, bares e restaurantes.

Dica de segurança: Perambular à noite pelas ruelas de Vucciria não é recomendável.

Site oficial de turismo de Palermo

A Itália em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos da Itália separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

 

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens

Sicília: principais atrações

PalermoMonrealeCefalùIlhas EólicasEriceTaorminaSiracusaPiazza ArmerinaAgrigento

Perfil

A Sicília é uma região autônoma da Itália que tem Palermo como capital. Observando o mapa, você a identifica como uma ilha a sudoeste, na qual a bota italiana parece estar dando um pontapé. Todo brasileiro já ouviu falar nela, quer pelo grande número de sicilianos que imigraram para cá, quer pela fama, difundida pelo cinema, de ser a terra da máfia. As coisas mudaram: hoje poucos habitantes da ilha a trocariam pelo Brasil e, a cada dia, a presença dos capi vai se tornando coisa do passado. (Mas a cidadezinha de Corleone ainda existe!)

Mapa da Sicília

Como ir

Não há voos diretos do Brasil para a Sicília. Você terá terá que descer em Roma ou Milão e pegar uma conexão para Palermo, a capital da ilha.

Compare preços de passagens aéreas e faça sua reserva

Hotéis na Sicília

Veja as diversas opções de hotéis na Sicília, em Parlemo, Taormina e outras cidades.

Escolha e reserve seu hotel na Sicília

Sicília, um território cobiçado durante a Antiguidade

Por ser uma ilha bem próxima à Península Itálica e, ao mesmo tempo, ficar relativamente perto da África, a meio caminho entre a Península Ibérica e o Oriente Médio, a Sicília ocupa uma posição estratégica do ponto de vista militar e comercial. Isso a tornou, ao longo dos séculos, alvo da cobiça dos mais diversos povos. Ela foi ocupada desde a Antiguidade por fenícios, gregos, romanos, bizantinos, árabes, normandos, franceses, espanhóis e, finalmente, passou a integrar a Itália.

Melhor época

Em algumas épocas do ano. Veja detalhes sobre a melhor época para visitar a Sicília.

Uma ilha com identidade própria

Toda essa variada mistura de influências resultou numa identidade própria, num dialeto bem particular e numa espetacular herança cultural e arquitetônica, que fazem da Sicília uma região com características únicas na Itália. Seus habitantes são, em primeiro lugar, sicilianos, depois italianos. O próprio escritório regional siciliano de turismo tem o seguinte slogan: “Sicilia – Tutto il resto è in ombra” (“Todo o resto está na sombra”). Um exagero bem siciliano… O “resto” da Itália é lindo e não está in ombra, mas que a Sicília é maravilhosa e inesquecível, isso ninguém nega. Por falta de informação, muitos brasileiros que viajam para a Itália não visitam a Sicília. Não sabem o que estão perdendo!

A herança cultura e arquitetônica da Magna Grécia

A ilha guarda muitas marcas da época em que fez parte da Magna Grécia, quando floresceram em seu território importantes cidades do mundo helênico. Exemplos disso são o Vale dos Templos, nas proximidades de Agrigento, os anfiteatros das belas cidades de Taormina e de Siracusa, as ruínas de Selinunte e o templo de Segesta. A região oferece ainda paisagens de sonho, com um mar onde tons de esmeralda se misturam ao azul-turquesa, como em Cefalù; vulcões ativos como o Etna e o Stromboli, nas Ilhas Eólicas; encantadoras cidadezinhas medievais, como Erice; e grandes riquezas arquitetônicas na capital, Palermo.

Vídeo de turismo sobre Palermo, capital da Sicília

Como conhecer a Sicília

Quem quiser conhecer todas as principais localidades de interesse turístico da Sicília terá que organizar um roteiro circular pela ilha, partindo de Palermo (a melhor opção) ou de Messina. Apesar de a Sicília ser separada do continente pelo estreito de Messina, você pode chegar a ela por outros meios além do barco: de trem (pela linha que sai de Roma e passa por Nápoles e por Reggio di Calabria); de carro (vindo da Calábria e embarcando o veículo em um ferry-boat) ou, o que é mais prático e rápido, de avião (chegando diretamen­te a Palermo, que tem ligações aéreas com outras grandes cidades ­italianas).

Carro

Para aqueles dispostos a gastar um pouco mais, ou que estão num pequeno grupo, podendo dividir as despesas, o meio de transporte ideal é o carro. Um automóvel na Sicília lhe dará mais mobilidade que os transportes públicos. De modo geral, as estradas que contornam a ilha pelo litoral são boas; as autoestradas são excelentes. Evite querer cortar caminho pelo interior, por estradas menores; quando se olha no mapa, de fato o trajeto é mais curto, mas as estradas não são tão boas. Você roda um bom número de quilômetros sem encontrar viv’alma e, às vezes, sem ter onde abastecer. As estradinhas mais próximas da costa sul da ilha não são grande coisa; há trechos cheios de curvas, onde o trânsito é lento.

Trem

Embora boa parte da ilha possa ser percorrida de trem, o transporte ferroviário siciliano é ainda relativamente lento, e algumas conexões exigem baldeações nada práticas. As linhas mais úteis ligam Palermo a algumas das grandes (porém pouco turísticas) cidades sicilianas, como Messina e Trapani. Há trens diretos também para algumas cidades menores, mas de real interesse para o viajante, como Cefalù. Para outros lugares, ou não existem ligações ferroviárias ou esse tipo de transporte não é o mais indicado.

Ônibus

O ônibus, na maioria das vezes mais rápido que o trem, cobre quase todos os destinos e pode ser uma boa pedida para quem não quer alugar um carro. Os ônibus de Palermo para o restante da ilha saem da Via Balsamo, 16, nas proximidades da estação ferroviária. Para saber todos os horários e linhas sicilianas, consulte os sites www.saisautolinee.it ewww.interbus.it.

Barco

O barco, claro, é o único meio de chegar às Ilhas Eólicas. Veja página sobre as Ilhas Eólicas.

Atrações na Sicília

Em todo o litoral da Sicília e também no centro da ilha, são inúmeras as atrações, sítios arqueológicos gregos, castelos medievais, ruínas romanas e belas paisagens. Saiba mais sobre atrações e pontos turísticos na Sicília.

A Itália em imagens

Uma verdadeira viagem fotográfica por cada região da Itália, com dezenas de imagens separadas por destinos

Centro da Itália em Imagens

Sul da Itália em imagens

Norte da Itália em imagens