As capitanias hereditárias

Caravela portuguesa

As capitanias hereditárias

Como tudo começou

A história da Bahia, do ponto de vista ocidental, começa juntamente com a história do Brasil no ano de 1500, quando Cabral avistou o Monte Pascoal e desembarcou na Barra do Cahy, onde logo travou contato com os nativos, antes mesmo de ancorar suas naus no porto que considerou seguro. De acordo com a descrição de Pero Vaz de Caminha em sua carta ao rei de Portugal, “ali andavam entre eles (os nativos) três ou quatro moças, bem novinhas e gentis , com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suas vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não se envergonhavam”. Justifica-se o entusiasmo de Caminha e dos marinheiros pelas dezenas de dias passados no mar…

A divisão do território de capitanias

Para assegurar a posse definitiva das terras recém-descobertas, D. João III, rei de Portugal, dividiu o novo território em áreas administrativas, doando a pessoas ligadas à coroa grandes faixas de terra. O sistema foi chamado de “capitanias hereditárias”.
Em território que hoje corresponde ao estado da Bahia, estavam as capitanias da Baía de Todos os Santos, que se estendia da foz do Rio São Francisco a Itaparica, entregue a Francisco Pereira Coutinho; de Ilhéus, que ia de Itaparica a Comandatuba, cujo donatário era Jorge de Figueiredo Correia; e de Porto Seguro, de Comandatuba a Mucuri, concedida a Pero do Campo Tourinho.

A exploração econômica do novo território

Inicialmente, o único produto de interesse econômico na nova colônia era o pau-brasil, utilizado na tinturaria. Pouco para tão vasto território.
Porém, no começo do século XVI, Portugal já possuía um considerável know-how sobre a produção do açúcar, desenvolvido em suas plantações na Ilha da Madeira. Tinha também, por meio do comércio de escravos da África, mão-de-obra barata. Assim sendo, como além de povoar a colônia, teria que fazê-la produtiva, introduziu a cana-de-açúcar em terras cedidas em regime de “sesmarias”, que deram origem às grandes fazendas do Recôncavo Baiano e de Ilhéus.

As dificuldades

Mesmo com a implantação das capitanias, havia grandes dificuldades para a colonização: a distância de Portugal, a falta de comunicação e os ataques de índios, que matavam pessoas e queimavam plantações e construções.

No litoral sul da Bahia – A Capitania de Ilhéus foi uma das mais bem sucedidas, apesar de seu donatário jamais ter posto os pés no Brasil. Sua administração foi entregue a Francisco Romero, um espanhol de comportamento autoritário, que conseguiu dobrar os bravios tupinambás e desenvolver a produção açucareira.

Na Capitania da Baía de Todos os Santos Francisco Pereira Coutinho teve menos sorte. Acossado pelos índios, refugiu-se na Ilha de Itaparica, onde acabou sendo capturado – e devorado. Esse e outros acontecimentos infelizes, aliados ao desinteresse dos donatários pelas terras, comprovaram em poucas décadas que o sistema de capitanias não estava dando certo.

São Vicente e Pernambuco As únicas que lograram sucesso em todo território brasileiro foram as de São Vicente, Pernambuco e, até certo ponto, Ilhéus.

Os brasileiros

O sufixo “eiro” é usado na língua portuguesa para designar ofícios, muitas vezes braçais (ferreiro, boiadeiro, padeiro), e atributos pouco elogiosos: bagunceiro, fofoqueiro, arruaceiro. Não se utiliza “eiro” para formar gentílicos – indicativos de origens ou nacionalidades – como chinês, africano, londrino, parisiense…
Então, por que somos chamados “brasileiros” e não brasilianos, brasilinos, brasilienses ou coisa que o valha? Uma explicação possível é que o termo brasileiro designasse, no início da colonização, aqueles que trabalhavam na extração do pau-brasil. Mas “brasileiro” também pode ter sido o nome atribuído, de forma pejorativa, aos portugueses que se aventuravam a tentar a sorte no Brasil, da mesma forma que aqueles que seguiam para o Peru em busca de ouro e prata eram chamados de “peruleiros”.

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