Torre Eiffel em Paris, curiosidades

A Tour Eiffel: uma torre polêmica

Localização da Tour Eiffel

As críticas à Tour Eiffel

“Nós, escritores, pintores, escultores, arquitetos, amadores apaixonados pela beleza até agora intacta de Paris, vimos protestar com todas as nossas forças, com toda a nossa indignação, em nome do gosto francês ignorado, em nome da arte e da história francesa ameaçadas, contra a construção, em pleno coração de nossa capital, da inútil e monstruosa Torre Eiffel, que a maledicência pública, frequentemente imbuída de bom senso e espírito de justiça, já batizou como Torre de Babel…” 

Assim começava um manifesto de protesto contra a Torre Eiffel, endereçado ao Diretor das obras da Exposição Universal de 1889 e publicado no Jornal Le Temps logo que começaram os trabalhos de construção da torre.

A resposta de Eiffel

 O engenheiro Gustave Eiffel não deixou barato: “Creio, de minha parte, que a Torre terá sua beleza própria. Por sermos engenheiros, crê-se que a beleza não  nos preocupa nas nossas obras, e que se ao mesmo tempo nós as fazemos sólidas e duráveis, nós não nos esforçamos por fazê-las elegantes? Será que as verdadeiras condições da força não são sempre conformes às condições secretas da harmonia?… As curvas nas quatro arestas do monumento darão uma grande impressão de força e de beleza, pois traduzirão aos olhos a ousadia da concepção do conjunto… Existe no colossal uma atração, um charme próprio, aos quais as teorias comuns da arte não se aplicam.” Teria sido aí que começou a rivalidade entre engenheiros e arquitetos?

Eiffel estava certo

ou pelo menos a opinião pública mudou: em 1889, depois de exatos dois anos, dois meses e cinco dias de trabalho para juntar 18 mil peças de aço usando-se 2,5 milhões de rebites, o trabalho foi concluído e, durante a Exposição de 1889, enquanto se comemorava o centenário da Revolução, a torre recebeu dois milhões de visitantes. Hoje, esse número gira em torno de duzentos milhões. Construída para ser um monumento provisório, que seria desmontado, a torre acabou se incorporando de tal forma à paisagem e à história de Paris que tornou-se um emblema não só da cidade, mas da própria França.

Vídeo sobre a Tour Eiffel

Vários fatos pitorescos estão ligados à Torre Eiffel

Um deles diz respeito a um brasileiro muito famoso: Santos Dumont, que, em 1901, contornou a torre com um balão dirigível e ganhou um prêmio por isso. Depois dele, aventureiros de todo tipo já realizaram façanhas na torre: em 1912, um alfaiate dotado de excesso de imaginação estatelou-se pulando do primeiro andar com sua “capa paraquedas”. Se ele morreu? É claro! Teve um ataque cardíaco durante a queda, ao ver que sua invenção não funcionava.

Em 1923, um jornalista desceu a escadaria de bicicleta para ganhar uma aposta; em 1983, dois motociclistas fizeram a mesma coisa; e, em 1987, quando o bungee jump ainda era uma novidade, um neozelandês arriscou-se pulando de cabeça. Todos eles tiveram mais sorte do que o alfaiate… Por outro lado, uma moça que resolveu se suicidar e pulou do primeiro andar saiu viva da tentativa: caiu em cima de um Renault Dauphine. O proprietário do veículo ficou, entretanto, inconsolável, uma vez que a jovem afundou o teto do carro novinho que ele acabara de comprar.

E tem mais, um espertalhão já vendeu a Torre Eiffel duas vezes! Leia a matéria especial: O homem que vendeu a Tour Eiffel

Hoje uma rede de proteção impede que isso aconteça. (Se você conhece alguém que está pensando em se jogar de lá, desaconselhe-o: irá gastar 4 euros  por nada!). Embora os construtores de grandes arranha-céus nos Estados Unidos a chamassem de “a maior estrutura inútil do mundo”, Gustave Eiffel conseguiu achar utilizações práticas para a sua torre, que ele não queria ver demolida (sua demolição era prevista para 1909): ela serviu como torre de transmissão para o telégrafo sem fio e centro de meteorologia. Na Primeira Guerra, o telégrafo instalado na torre interceptou mensagens dos inimigos, o que ocasionou a prisão da espiã Mata Hari, cuja culpabilidade é até hoje discutida.

Hitler em Paris

Na Segunda Guerra, Hitler foi a Paris para, entre outras coisas, ser filmado no alto da torre, tendo a cidade aos seus pés. Não teve esse prazer: sabendo da indesejável visita, funcionários da torre cortaram os cabos dos elevadores. Só restava ao Führer a opção ridícula de subir a pé, o que o fez desistir. Teve de se contentar em ser filmado no Trocadéro com a torre ao fundo. Você já deve ter visto esse filme em algum documentário da TV. (Só não aparece a cena em que o ditador resmunga algumas palavras intraduzíveis). De qualquer forma, os parisienses tiveram de conviver com uma enorme bandeira nazista no alto de sua querida torre até a libertação.

A Torre Eiffel e a libertação de Paris na Segunda Guerra Mundial

Em junho de 1940, com a entrada das tropas alemãs em Paris, Raymond Sarniguet, um capitão do corpo de bombeiros, fora obrigado a retirar a bandeira francesa do alto da Torre Eiffel. Durante os combates para a libertação de Paris, em 1944, ele pode ter sua revanche: sob os tiros dos soldados alemães, conseguiu subir na torre carregando uma enorme bandeira feita com pedaços de lençois. Sabendo-se que a torre é visível de quase toda a cidade, imagine a emoção dos parisienses quando viram sua bandeira azul, branca e vermelha substituir a suástica nazista!

Desde a libertação de Paris até o final da guerra, a torre foi utilizada para comunicação entre as tropas aliadas na Europa. Como se vê, são muitas as histórias que a torre tem para contar. Ela já foi até “vendida” na década de 1920 pelo estelionatário Victor Lustig a um ingênuo comerciante de sucata. O comprador, ou melhor, a vítima, ficou com tanta vergonha que não deu queixa na polícia — e Lustig vendeu a torre mais uma vez a outro incauto. Não pense em comprá-la; a torre pertence à Prefeitura de Paris!

A Torre Eiffel hoje

Com mais de cem anos, a torre Eiffel é hoje um microcosmos onde há transmissoras de rádio e TV, lojas de souvenires, exposições sobre a própria torre e seu construtor, restaurantes, e, é claro, uma vista excepcional da cidade. Cerca de 400 pessoas trabalham na torre, desde o pessoal dos restaurantes e butiques até os responsáveis por sua manutenção. Aliás, mantê-la dá trabalho: periodicamente ela deve ser pintada de alto a baixo para evitar a corrosão. Outra curiosidade: você sabia que, com o aquecimento provocado pelos raios solares, a torre se inclina? Mas não se assuste, pode subir tranquilo: a inclinação não ultrapassa 10cm.

Dicas sobre a visita à Torre Eiffel

  • Evite filas comprando seu ingresso com antecedência pelo site www.tour-eiffel.fr.
  • Subir a pé, pelas escadas, não tem uma boa relação custo/benefício, a não ser que você esteja a fim de perder uns quilinhos, mesmo porque, ao 3º andar, de onde a vista é melhor, só se chega de elevador.
  • Não se pode subir portando grandes volumes – e não há onde guardá-los.
  • Aproveite para dar um giro pelos Champs de Mars, o imenso parque atrás da torre.
  • Para observar a torre de longe, o melhor lugar é o Trocadéro, do outro lado do rio. (Metrô Trocadéro). O imponente palácio de linhas sóbrias, construído em 1937 para uma das exposições universais de Paris, abriga museus e uma cinemateca. Ele é formado por dois grandes edifícios semicirculares, tendo no centro um pátio e escadarias que levam ao Jardin du Trocadéro.

Veja matéria especial : “O Homem que vendeu a Tour Eiffel

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