O fim nostálgico da ditadura chilena

 

Pinochet assessino
Manifestação contra Pinochet no Chile

 

 

 

 

 

 

 

 

Sumário Chile • Índice remissivo alfabético do Chile

O fim da ditadura

No começo da década de 1980, a democracia cristã, que inicialmente aceitara o golpe como um mal menor, começou a distanciar-se do ditador. A economia, que crescera bastante entre 1977 e 1981, entrava em recessão. Forçado a fazer concessões, Pinochet aceitou um plebiscito para a aprovação de nova constituição.

Os primeiro protestos

É nessa época que se iniciaram os primeiros protestos, reprimidos violentamente pela polícia e pelas forças armadas.

Até o papa…

-Nos anos seguintes a pressão pela volta à democracia foi se tornando cada vez maior, até que o próprio papa João Paulo II, em visita ao Chile em 1987, manifestou diplomaticamente o desagrado da Igreja para com o regime chileno.

O anjo da guarda dos presos políticos

Enquanto a embaixada americana apoiava a caça aos prisioneiros, o embaixador da Suécia no momento do golpe, Harald Edelstam, foi um verdadeiro anjo da guarda dos presos políticos levados para o Estádio Nacional imediatamente após a vitória da direita militar. Com diplomacia, pressão e movimentos ousados, conseguiu salvar a vida de 1.300 pessoas. Só uruguaios, resgatou cinquenta de uma vez com a ajuda de um alto oficial chileno (que foi fuzilado depois.) Conseguiu igualmente salvar a filha do embaixador chileno na Itália, enfiando-a num avião para Roma.

O embaixador além de obter salvo-condutos suecos para os presos, os transportava seu próprio carro e coordenava sua ação com as de organizações humanitárias internacionais. Corajoso e suportando todo tipo de ameaça, o diplomata terminou expulso do Chile.
Edelstam faleceu em 1989. Um filme sobre a sua vida, do diretor sueco Uls Hultberg, The black pimpernel, estreou em março de 2007. O ator Michael Nyqvist faz o papel de Edelstam e a artista mexicana Lumi Cavazos (quem assistiu Como água para chocolate?) representa Miria Contreras, a secretária pessoal de Allende.

Outro presbicito, novo fracasso

Tentando legitimar seu governo, Pinochet organizou um novo plebiscito em 1988. Cerca de 55% dos chilenos votaram no. A crescente insatisfação popular obrigou o ditador a aceitar uma lei constitucional que permitiu a criação de partidos políticos, mas o país teve que engolir um senado composto, em parte, por senadores biônicos, indicados por Pinochet (como durante a ditadura brasileira).

A transição para a democracia

 A transição para a democracia começou em março de 1990, quando Patrício Aywlin, um moderado, foi eleito presidente por voto popular. Cuidadoso com relação ao exército, Aywlin teve de suportar ameaças e a interferência dos militares e de Pinochet, que se autonomeara Comandante em chefe do exército.

A consolidação da democracia

A consolidação da democracia e uma novo período de progresso com uma taxa de crescimento que alcançou 8% ocorreu com Eduardo Frei Ruiz-Tagle, filho do antigo presidente democrata-cristão Eduardo Frei. Seu sucessor foi Eduardo Lagos, um candidato da coalisão de centro-esquerda, que venceu o pinochetista e membro da Opus Dei, Joaquin Levin.

Um ditador de ar abatido

Em 1998 Pinochet foi detido pela justiça inglesa a pedido da Espanha, que pedia sua extradição pelo assassinato de espanhóis residentes no Chile. Mostrado ao público sempre em uma cadeira de rodas e ar abatido, o ditador foi libertado em março de 2000 por “razões humanitárias” e por pressão da ex-primeira ministra inglesa Margaret Thatcher, que, ao visitá-lo afirmou que, sob Pinochet, o Chile havia colaborado com a Inglaterra durante a Guerra das Malvinas. Uma pesada gafe que provocou protestos do governo argentino, uma vez que o Chile havia se declarado “neutro” no conflito (ao contrário do Brasil, que apoiou discretamente a Argentina).

O pseudo-inválido

Ao chegar ao Chile o “inválido” general simplesmente levantou-se da cadeira e caminhou. Com seu cliente ameaçado de prisão pela justiça chilena, seus advogados continuaram a alegar que Pinochet não tinha condições de saúde para ser julgado, embora aparecesse em 2004 em seu juízo perfeito durante uma entrevista na TV.)
Durante o governo de Lagos o exército terminou por reconhecer os crimes cometidos por Pinochet. Processado por diversos delitos, inclusive por corrupção, o ex-ditador conseguiu escapar da prisão sob a alegação de “demência senil” levantada por seus advogados. A descoberta de que Pinochet desviou pelo menos 20 milhões de dólares dos cofres públicos enfraqueceu o apoio que recebia da direita, isolando-o ainda mais… Durante esses processos os juízes e promotores do caso sofreram diversas ameaças de morte. Uma espécie de recado da ultradireita: “Nós ainda estamos aqui”. Talvez seja por essa razão que, temendo mais problemas, Ricardo Lagos tenha aceitado liberar militares torturadores, como Manuel Contreras que cumpriam pena por seus crimes, atitude que desagradou à maioria dos chilenos.

A morte do ditador

O ditador morreu no dia 10 de dezembro 2006, por ironia, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Foi enterrado sem honras de chefe de Estado, já que membros do governo Bachelet tinham sido torturados sob o regime do ditador, entre eles a presidente, cujo pai foi assassinado a mando de Pinochet.

Democratas de um lado, fascistas de outro

-Enquanto milhares de pessoas participavam de manifestações comemorando a morte do ditador, seus partidários estendiam o braço fazendo a saudação fascista diante do corpo de Pinochet, velado na sede do exército, enquanto cantavam a Die Meistersinger von Nubberg de Wagner, a ópera favorita de Hitler, com a bandeira chilena a meio pau. Como disse Ariel Dorfman, escritor chileno autor do livro O longo adeus a Pinochet: “Só um país com medo se rebaixa a esse ponto”. É claro que é uma verguenza, mas 30% dos chilenos ainda são pinochetistas. Cuidado com seus comentários.

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