O atentado terrorista de 11 de setembro
Homenagem 11 setembro
Homenagem aos mortos no atentado de 11 setembro

O atentado terrorista de 11 de setembro: um atentado que chocou o mundo

Quando, depois de terem sido atingidas por aviões seqüestrados por terroristas, as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York vieram abaixo, a cidade e o mundo todo mergulharam em profundo estado de choque. Bombeiros ajudados por voluntários iniciaram os trabalhos de resgate, enquanto uma multidão de familiares e amigos dos que se encontravam nas torres no momento da tragédia aguardava por informações. Muita gente, inacreditavelmente, foi resgatada dos escombros com vida dias depois do atentado, até que as autoridades perderam a esperança de encontrar mais sobreviventes. O resgate de corpos continuou durante um tempo, até que teve que ser abandonado. A prefeitura identificou mais de 1.600 corpos, mas foi impossível o reconhecimento visual de 1.100 vítimas. Muitas tiveram que ser identificadas pelo DNA. Foram necessários meses para a limpeza da área. Cerca de 25 prédios próximos sofreram algum tipo de dano.

O World Trade Center já sofrera um atentado anteriormente

O World Trade Center já era visado por terroristas da Al-Qaeda e sofrera um atentado em 1993, na garagem da Torre Norte. Os 700 kg de explosivos instalados em um carro bomba provocaram sérios estragos e a morte de seis pessoas, mas não abalaram a estrutura da torre.

Mapa de New York

O atentado de 11 de setembro: detalhes cuidadosamente elaborados

Embora não se saiba até que ponto os responsáveis pelo ato terrorista estudaram a engenharia do World Trade Center, os ataques de 11 de setembro parecem ter sido cuidadosamente planejados. Sabe-se que os engenheiros responsáveis pela construção das torres haviam previsto a possibilidade de impacto acidental com um Boeing 707, mas aparentemente algo não foi bem calculado.

A pancake theory

O superaquecimento provocado pela queima do querosene dos tanques de combustível dos aviões jogados a 750 km por hora contra as torres fez com que a estrutura de aço, sem colunas de concreto armado, perdesse sua resistência, não suportasse o peso dos andares superiores e se dobrasse numa reação em cadeia conhecida como pancake theory. De fato, os andares foram desabando e achatando uns sobre os outros como panquecas. Foi, portanto, mais o calor do que o impacto que provocou a queda das torres, atingidas mais ou menos na mesma altura, como se os terroristas soubessem exatamente onde golpear. Quem viu a cena pela televisão (e quem no mundo não assistiu?) presenciou um efeito semelhante às implosões destinadas a por abaixo velhos edifícios. Na realidade essa “implosão”, com cada andar desabando sobre o de baixo, limitou o número de vítimas fatais. Se as torres tivessem tombado sobre outros prédios em um efeito dominó, teriam, em razão de sua altura, arrasado uma área muito maior de Nova York, matando também quem se encontrava nos edifícios próximos.

Dois mil e oitocentos mortos

A grande maioria dos que morreram – 2.800 pessoas de diversas nacionalidades, inclusive brasileiros – estavam nos andares da explosão ou acima deles. Duas centenas de vítimas, cercadas pelas chamas, jogaram-se do alto dos edifícios. Morreram também centenas de bombeiros que tentavam alcançar o local de impacto quando a primeira torre afundou. Especula-se que um edifício construído em concreto armado, como o velho Empire State, teria resistido aos impactos. O assunto é polêmico. Deixemos as controvérsias aos especialistas. A tática terrorista Sabe-se que os terroristas conseguiram dominar, sem o uso de armas de fogo, as tripulações de três dos aviões seqüestrados. Dois foram lançados contra o World Trade Center e o terceiro, o do vôo American Airlines 77, sobre o Pentágono. Acredita-se que um quarto avião, que seria lançado contra outro alvo, teria caído em Shanksville, na Pennsylvania, quando um grupo de passageiros resolveu enfrentar os seqüestradores. Existem dúvidas a respeito desse vôo e muitas perguntas sem resposta.

As falhas da CIA e do governo Bush

A CIA e o governo americano foram acusados por congressistas da oposição democrata de displicência, pois tinham sido alertados sobre a iminência de uma ação de grupos radicais em solo americano e aparentemente poucas providências foram tomadas para evitá-la; alguns dos terroristas já eram suspeitos manjados. Dos dezenove implicados, dezesseis entraram nos Estados Unidos em vôos comerciais, com passaportes e vistos irregulares. Como conseguiram fazê-lo é um mistério.

A CIA já fora avisada da possibilidade de um atentado

Quando, mais de um ano antes, a CIA havia sido avisada sobre a possibilidade de um atentado, seu presidente Richard Clark propusera ao governo um ação preventiva contra Bin Laden, que fora localizado por aviões espiões. Nessa época, porém, a CIA e o Departamento de Estado iniciaram uma interminável disputa para saber quem pagaria a conta se o tal avião fosse derrubado… No dia 25 de junho de 2001, a CIA foi novamente avisada sobre a iminência de um ataque que poderia ser feito com o uso de aviões comerciais. A agência de inteligência tinha até nomes de alguns dos suspeitos e avisou o FBI. O funcionário que recebeu a notificação carimbou-a como assunto de “rotina”. Os suspeitos continuaram em total liberdade. No dia 10 de setembro, o FBI finalmente resolveu que eles deveriam ser “vigiados”. Já era tarde demais. Mesmo procurados, dois dos terroristas embarcaram tranqüilamente em um dos vôos.

Demorou para cair a ficha: um atentado terrorista de grande magnitude estava em curso

Normas existentes há tempos previam que cabia ao Departamento de Aeronáutica avisar o Comando do Exército sobre seqüestros de aviões em espaço aéreo norte-americano. Mas só 18 minutos depois do primeiro seqüestro alguém resolveu tomar essa iniciativa. Dois caças da Força Aérea partiram então, tardiamente, de Washington. Só chegaram a tempo de ver a segunda torre desabando. Por que nenhum avião levantou vôo de uma base mais próxima? Bush, por sua vez, foi avisado do primeiro ataque quando visitava uma escola infantil na Flórida. Não interrompeu a visita, não se informou melhor, não se reuniu com assessores nem telefonou para ninguém. Terminada a visita, assistiu aos acontecimentos pela TV e pôde ver outro Boeing atingir a segunda torre. Ficou ainda mais um tempo paralisado, sem fazer nada. Só então “caiu a ficha”: um ataque terrorista em grande escala estava acontecendo.

Um erro atrás do outro

Tomaram-se as providências de praxe: tirar o presidente do solo e enfiá-lo dentro do Força Aérea Um, o equipadíssimo avião que se torna centro de comando da presidência dos Estados Unidos em situações de emergência. Quando a terceira aeronave foi seqüestrada pelo grupo radical, levou meia hora para o Comando do Exército ser avisado. Tarde demais: minutos depois, o avião se abateria sobre o Pentágono. Apesar disso, o piloto do vôo United 193, o quarto avião que acabaria dominado pelos terroristas, recebeu apenas um aviso da torre de comando: “Cuidado com intrusos na cabine”. A tripulação não entendeu a lacônica mensagem. E, mais uma vez, o Comando do Exército não foi avisado! Quando souberam do seqüestro, ligaram para o Comando Aéreo e perguntaram pelo quarto avião. Disseram que estava no solo. “Ah, pousou?” “Não, caiu”. Se não fosse pelo drama vivido pelas vítimas e suas famílias e amigos, pareceria filme de Groucho Marx e seus irmãos. Na realidade, dois caças enviados para tentar interceptar o vôo United 193, que ninguém sabia bem onde estava, saíram para procurá-lo na direção errada e voaram quase 200 km sobre o Oceano Atlântico até perceberem o erro.

Perguntas sem respostas

A Comissão que apurou os acontecimentos do 11 de setembro interpelou o presidente. Era previsto que, em casos assim, os aviões seqüestrados fossem abatidos. (É cruel, mas quase 3.000 pessoas não teriam perdido a vida se essa decisão tivesse sido tomada). Bush declarou que deu essa ordem. Para quem? Ninguém a recebeu. Senadores encarregados do inquérito não acreditaram: o Presidente dos EUA deu uma ordem e ninguém cumpriu? Demorou para que o Departamento de Aeronáutica ordenasse o pouso imediato dos 4.300 aviões que sobrevoavam naquele momento o território americano. Imaginem o que teria acontecido se outros cinco ou seis outros aviões estivessem em mãos de terroristas. Teorias conspiracionistas florescem nos EUA como cogumelos depois da chuva, mas provavelmente todos esses erros se devem à pura incompetência do governo George W. Bush e de seu serviço de inteligência.

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