Literatura portuguesa
Estátua de Fernando Pessoa em Lisboa
Literatura portuguesa: estátua de Fernando Pessoa em Lisboa

 

Literatura portuguesa: uma literatura é quase tão antiga quanto o país

A literatura em Portugal começou com os trovadores medievais, dentre os quais o mais famoso foi o rei D. Dinis, cujas obras sobreviveram até nossos dias. A idade de ouro das letras lusitanas, porém, começou com Gil Vicente (1470-1580), que escrevia obras teatrais sob a forma de “autos”. Podemos considerá-lo o criador do teatro no país. Suas obras, quase sempre irreverentes, não poupavam a sociedade da época, nem mesmo a Igreja. Sorte dele que a Inquisição ainda não existia no país!

Camões

Outro grande nome das letras portuguesas foi Luís de Camões (1524-1580), o maior poeta épico, autor de Os Lusíadas, que narra de forma ufanista as grandes conquistas lusitanas no além-mar. Quem não se lembra de trechos como “As armas e os barões assinalados | Que, da Ocidental praia Lusitana, |Por mares nunca dantes navegados | Passaram ainda além da Taprobana” ou “Cesse tudo o que a Musa antiga canta, | Que outro valor mais alto se alevanta”?

Literuratura protuguesa:Fernandes Mendes Pinto, o precursor da literatura estradeira

Outro autor da mesma época, menos famoso, foi Fernandes Mendes Pinto (1509-1583), que perambulou pelos “mares nunca dantes navegados” e pode ser considerado um percursor da literatura estradeira, abordando numa linguagem frequentemente sarcástica a sociedade asiática e seus personagens.

Portugal: o romantismo

O Romantismo em Portugal teve em Almeida Garret (1799-1854), nascido no Porto, um dos seus principais expoentes. Recomendamos, àqueles que querem saber mais sobre Portugal, entre suas inúmeras outras obras Viagens na Minha Terra. Escritor engajado, participou da revolução liberal de 1820, sendo obrigado a exilar-se na Inglaterra.

Camilo Castelo Branco

Outro escritor romântico já mais próximo do Realismo foi o lisboeta Camilo Castelo Branco (1825-1890). Sua obra é enorme. O homem era uma verdadeira fábrica de livros. Ao contrário de Garret, Castelo Branco era politicamente conservador. Amor de Perdição, publicado em 1862, é considerado sua obra-prima. Seu livro A Infanta Capelista teve apenas três exemplares: o imperador brasileiro Dom Pedro II pediu-lhe que não o publicasse, pois a obra fazia referência pouco elogiosas a uma personagem da família real.

Eça de Queirós

Eça de Queirós (1845-1900) foi o principal expoente do Realismo português. O escritor, que chegou a ser diplomata em Paris, é autor de clássicos como Os Maias, um retrato da decadente elite lisboeta, O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio.

Fernando Pessoa

Já Fernando Pessoa (1888-1935) é considerado o maior poeta da língua portuguesa. Talvez tenha sido principalmente um filósofo. Sua vasta obra é singular, diferente, faz pensar e chega a balançar a cabeça das pessoas. É dele: “Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um”. Ou então: “ Nunca amamos ninguém. Amamos, tão somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso – em suma, é a nós mesmos – que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor”.

Portugal: os contemporâneos

Dois autores são os melhores representantes da literatura portuguesa da atualidade. José Saramago (1922-2010) recebeu o Nobel de Literatura. Com um estilo muito particular, de frases intermináveis, não é um autor fácil de ler e escandalizou os meios religiosos. Em 1992, a Igreja católica portuguesa pediu a proibição de seu livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Num de seus últimos títulos, Caim, Deus é chamado simplesmente de “filho da p…”. O outro grande nome da literatura portuguesa atual, António Lobo Antunes, nascido em Lisboa em 1942, é também escritor polêmico, provocador. Os Cus de Judas, um de seus sucessos, narra sua experiência em Angola. Só pelo nome do livro você já percebe o lado outsider do autor… Merece também ser mencionado Miguel Sousa Tavares, autor do excelente Equador.

Podemos mencionar ainda Lídia Jorge, natural do Algarve, que mostra a vida diária de uma família do meio rural, seus costumes, sua luta.

Finalmente, temos Eduardo Lourenço, escritor engajado com várias obras sobre a Revolução dos Cravos. Outro livro seu de muito sucesso é Mitologia da Saudade – Psicanálise Mítica do Destino Português, um verdadeiro mergulho na alma lusitana.

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