Buenos Aires

Sobre Buenos Aires, a queridinha dos brasileiros

“Mi Buenos Aires querido, cuando yo te vuelva a ver, no habrá más penas ni olvido.”
(do famoso tango de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera)

Buenos Aires tem a vantagem de ser um destino tanto para os que só têm poucos dias quanto para quem dispõe de bastante tempo para viajar. Num final de semana prolongado, dá para passar 3 ou 4 dias por lá. Não é muito mais tempo que você passaria em um desses lugares para onde costuma ir nos feriados aqui mesmo no Brasil. E o avião até Buenos Aires não costuma pegar engarrafamentos!

Mapa de Buenos Aires

Como ir

Buenos Aires possui dois aeroportos:

Aeroporto de Ezeiza

Fica a 35 km do centro e destina-se principalmente a voos internacionais. É provavelmente onde você desembarcará na capital argentina. É um aeroporto moderno, com boa infraestrutura.

Aeroparque Jorge Newbery

 Fica na avenida Costanera Norte, no bairro de Palermo, à margem do rio da Prata. Desde sua inauguração, o terminal foi planejado para atender especialmente às linhas nacionais. Em 2010, porém, ele passou a ser internacional, atendendo a voos de países vizinhos, incluindo o Brasil. A principal vantagem para quem pousa ou decola por ele é a localização, a apenas 2 km do centro de Buenos Aires.  Isso faz dele a melhor opção para quem faz viagens curtas, como um fim de semana ou mesmo feriado prolongado à capital argentina. Outra vantagem importante é a conexão com praticamente todas as linhas para o interior do País. Assim, se seu destino final for Bariloche, Córdoba, Mendoza ou qualquer outra localidade argentina este aeroporto é o ideal.

Para ir dos aeroportos ao centro ou de uma aeroporto a outro existem ônibus executivos da empresa Tienda León e várias linhas de ônibus. Outra opção é o táxi.

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Atrações turísticas em Buenos Aires: os bairros mais interessantes

Centro – La Recoleta – Palermo – San Telmo – Puerto Madero – La Boca – Retiro

Buenos Aires situa-se na margem sul do largo estuário chamado Rio de la Plata, onde o Rio Paraná se abre para o Oceano Atlântico. A capital argentina em si possui mais ou menos 3 milhões de habitantes, enquanto a “Grande Buenos Aires” ultrapassa os 12 milhões, o que representa quase um terço da população do país.

A dimensão da cidade não é problema para o visitante, que costuma se restringir à zona onde se concentram os atrativos turísticos. É muito fácil circular por ali, uma vez que as ruas, na maior parte, formam quadras (manzanas) regulares de aproximadamente 100m. Aliás, os portenhos nunca dizem que tal lugar fica a 400m de outro, mas a quatro manzanas. Isso é prático porque olhando o mapa você pode ter ideia das distâncias contando as quadras e avaliar se dá para ir a pé ou se precisará tomar táxi ou metrô para chegar a determinado lugar.

A numeração dos imóveis não é contada a partir de um centro geográfico ou ponto central, mas por um sistema bem portenho: no sentido leste/oeste, a numeração começa às margens do Rio de la Plata (Puerto Madero) e, no sentido norte/sul, a partir da Av. Rivadávia. Algumas ruas importantes trocam seus nomes a partir dessa avenida.

A Av. 9 de Julio atravessa a zona central da cidade – mais próxima ao Rio de la Plata – no sentido norte-sul. Diversas longas avenidas quase paralelas entre si a cortam perpendicularmente e levam até os bairros mais distantes da costa.

Nas primeiras décadas do século XX, quando as maiores cidades latino-americanas ainda mantinham um ar terceiro-mundista, Buenos Aires era uma ilha de civilização, com uma classe média numerosa e mais igualdade social. Ou seja, uma metrópole de verdade, com lojas finas, restaurantes sofisticados, intensa vida cultural, boulevares e cafés, que nada ficava a dever às capitais europeias. Enquanto nos demais países da América do Sul o transporte urbano ainda se limitava a bondes puxados por burros, Buenos Aires já possuia metrô, o primeiro existente nessa região do planeta.

Mesmo após a recente crise que abalou a Argentina, Buenos Aires disputa com Montevidéu a melhor qualidade de vida entre as capitais da América Latina.

Além de inúmeros jardins e praças arborizadas, Buenos Aires possui um verdadeiro pulmão verde na região de Palermo, em cujos parques em estilo francês, com arvoredos, estátuas e espelhos d’água, os portenhos passam horas preguiçosas, lendo, namorando, passeando com os filhos ou tomando sol, como fazem os parisienses no Jardin de Luxembourg…

Ao contrário de metrópoles como São Paulo, Buenos Aires preservou seus lindos edifícios do século XIX no centro e nos bairros onde vive a população mais favorecida. São essas construções que lhe conferem o tão falado “ar europeu”, acentuado pelos os cafés sempre cheios de pessoas lendo jornais ou falando sobre o que mais gostam: política e futebol, temas que por vezes geram acaloradas discussões! E como os brasileiros veem isso?