Mumbai
Mumbai, Victoria Terminus - foto Arian Zwegers CCBY
Mumbai, Victoria Terminus – foto Arian Zwegers CCBY

Mumbai, a grande metrópole do sul da Índia

A antiga Bombaim, capital do estado de Maharashtra, que agora é chamada de Mumbai, possui cerca de 14 milhões de habitantes. A cidade teve origem na feitoria estabelecida pelos portugueses na costa ocidental da Índia, sobre ilhas. Seu porto é o mais importante do país. Megalópole da Índia, Mumbai conserva interessantes ruínas de templos na Ilha Elefanta. A cidade é também capital do cinema no país.

Mapa de Mumbai

Como ir

O aeroporto de Bombaim recebe voos da Europa, África do Sul e outros países. É o segundo aeroporto do país, quase tão importante quanto o de Nova Delhi.

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Onde se hospedar em Bombaim

No que se refere à hotelaria, a pior relação preço-qualidade do país. Colaba é o bairro mais simpático para estrangeiros.

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Vídeo sobre Mumbay

Pontos de interesse

Colaba, o bairro preferido dos estrangeiros

Colaba é o bairro preferido dos estrangeiros, repleto de hotéis, restaurantes e lojas frequentados pelos turistas, é onde fica o Taj Mahal Hotel, um elegante hotel em estilo vitoriano, fundado em 1903, um ícone de Mumbai. Em razão desse prestígio todo e por receber grande número de hóspedes norte-americanos e europeus, o estabelecimento sofreu um atentado terrorista em 2008. Os indianos acusaram imediatamente o Paquistão. De fato, os terroristas, a maioria deles, pelo menos, eram paquistaneses, mas o governo do Paquistão parece não ter tido nenhuma responsabilidade no caso, mesmo porque enfrenta os mesmos problemas e tem parte de seu território ocupado por grupos radicais islâmicos.

Mumbai, uma cidade fundada pelos portugueses

Em Mumbai chama a atenção a grande quantidade de nomes portugueses em placas de lojas e serviços, principalmente Souza e da Da Silva. Da Silva Physician, Da Silva Bakery, Da Silva Beauty Parlour e até Da Silva Sex Specialist. Aliás, por toda a Índia existem sex specialists, que tratam distúrbios sexuais e impotência É enorme a importância que os indianos dão ao assunto.

Contato com indianos que falam português

Em Mumbai talvez você cruze com indianos que falem português. O sotaque deles era muito parecido com o português falado em Portugal. Poucos goanos ainda falam a língua na Índia, mesmo entre os descendentes dos colonizadores lusos.

Para os padrões indianos, Mumbai é uma cidade relativamente nova

Fundada no século XVI, rica, mas cheia de favelas. Não possui antigos fortes ou templos nem é considerada um lugar turístico. Mesmo assim, ao passar por lá, eu quis conhecer a Gateway of India, o enorme arco por onde desfilavam as tropas inglesas que desembarcavam na Índia; a Victoria Station e o prédio do correio, em estilo gótico-vitoriano; e o museu Prince of Wales.

Mumbai, uma grande diversidade de castas e religiões

Mumbai não é apenas o maior centro urbano da Índia, mas também o que reúne maior diversidade de religiões e de etnias: hindus, muçulmanos, parsis, cristãos, judeus, jainistas.

O mercado dos ladrões

Por curiosidade, resolvi visitar o Chor Bazar, o “mercado dos ladrões”, onde você encontra os mais insólitos objetos já colocados à venda. Deparei até com uma dentadura usada. Quem poderia comprá-la? Olhando para aquilo, imaginei como seria difícil alguém ter exatamente a mesma arcada dentária do antigo proprietário. Havia bicicletas e velocípedes quebrados, móveis antigos, roupas e sapatos usados e brinquedos de madeira que deviam ser da década de 1930 ou 1940. Entre os artigos aparentemente invendáveis, vi pneus velhos e cabeças de boneca. (O que alguém pode fazer com uma cabeça de boneca?) Vendia-se qualquer coisa que se possa imaginar.

As atrações nos arredores da cidade

A uma hora de barco de Mumbai fica a ilha Elefanta, que abriga uma caverna com cerca de 5.000m², repleta de lindas esculturas do século VI, talhadas na pedra. Para vê-las você precisa subir aproximadamente 100m pela encosta. Parte do belo patrimônio de Elefanta foi destruída pelos soldados portugueses, que achavam divertido praticar tiro ao alvo nos relevos e estátuas hindus. Para eles, as magníficas esculturas eram meras imagens pagãs e depredá-las não era um pecado, já que era política da Igreja Católica durante a Inquisição a eliminação de qualquer simbologia religiosa não cristã nos lugares colonizados por portugueses e espanhóis. Embora o conjunto abranja diversas divindades do panteão hindu, ele foi dedicado principalmente ao culto de Shiva.

Arte hinduísta e budista

Elefanta, bem como as grutas de Ajanta e Elora, a 400 km de Mumbai, possuem alguns dos mais importantes exemplos da arte indiana hinduísta e budista, da Antiguidade aos dias de hoje. As primeiras esculturas em pedra surgiram na Índia durante o império budista Mauria. Eram utilizadas as mesmas técnicas empregadas para o trabalho em madeira.

Ajanta e Elora

Quem visita as grutas de Ajanta e Elora e depois de ter conhecido outros países da Ásia nota claramente como a representação de Buda é diferente em cada cultura. Na Índia ele tem traços helênicos na escola de Gandhara; aparece de cabeça raspada e mais “indiano” no estilo Mathura; é representado de cabelos enrolados para a direita, em argolas achatadas e traços alongados, na arte Amaravati. Na Tailândia, o Buda é esguio; na China, tem aspecto bonachão e gorducho. Na verdade, ninguém sabe qual era sua aparência… Como Cristo ou Maomé.

Dicas

Dicas de viagem sobre a Índia

Para saber mais sobre costumes, religião, história cultura da Índia, leia A Vaca na Estrada.

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