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Trem alta velocidade em Portugal

História de Portugal: o país hoje

O fim da ditadura foi um grande momento para Portugal. Em primeiro lugar, caíram na real: não havia condições de manter as colônias na África – Ângola, Moçambique, Cabo Verde. A deserção aumentava, o povo português repudiava a guerra e a morte de tantos jovens que, para evitar serem mandados para a África, imigravam para outros países europeus e mesmo para o Brasil. Os governos democráticos que assumiram o poder optaram por conceder a independência às colônias e por fim às guerras coloniais. Ufa!

A herança fascista

Além disso o conservadorismo da política portuguesa, onde continuava forte o poder da Igreja, tornaram Portugal um dos países mais atrasados da Europa, juntamente com a Espanha franquista. Ambos os regimes eram, além disso, herdeiros do fascismo italiano. Portugal precisa se modernizar, industrializar-se, crescer, gerar empregos, coisa que a ditadura tacanha não conseguia fazer. Com o fim da ditadura e a eleição de governos democráticos de centro direita e de centro esquerda as coisas começaram a mudar em Portugal. Os portugueses experimentaram o gosto da democracia e gostaram (embora alguns setores católicos ultra-conservadores continuassem a admirar Salazar.)

Portugal na União Européia

Com a volta à democracia, pouco mais de dez anos depois, em 1986, Portugal passou a integrar a Comunidade Econômica Europeia, que deu origem à União Europeia. Investimentos e novas indústrias começaram a chegar ao país, atraídos pela mão de obra barata. Estradas e grandes obras de infraestrutura foram realizadas.

Portugal modernizou-se

Seguindo o exemplo da Espanha, que passara por processo parecido, encontrou seu lugar entre os demais países da Europa.
A verdade é que aqueles que conheceram o país durante a ditadura e visitam Portugal nos dias de hoje não deixam de se impressionar com o aparente progresso conquistado pelos portugueses em tão pouco tempo. Autoestradas moderníssimas, shopping centers com lojas de luxo nas maiores cidades, restaurantes e bares sofisticados…

Os problemas econômicos atuais

Hoje, quando você viaja pelo país e conversa com portugueses, encontra muitos que reclamam da situação econômica. Alguns chegam a falar que “É tudo aparência! Está todo mundo de carro novo e roupas boas, mas endividado até o pescoço”.
É mais ou menos isso. Portugal não foi tão atingido em 2008, mas desde 2011 enfrenta problemas econômicos sérios, com sua balança de pagamento desequilibrada, o que o obriga a recorrer a empréstimos de países europeus mais ricos em um momento que o próprio sucesso da integração europeia está sendo questionado.

Portugal, Revolução dos Cravos - Foto Pedro Catarino
História de Portugal: a Revolução dos Cravos – Foto Pedro Catarino

História de Portugal: a Revolução dos Cravos

Apesar da industrialização, na década de 1970 eram poucas as alternativas para os portugueses mais pobres e de pouca instrução. Ou seguiam para as colônias, chamadas pomposamente de “províncias ultramarinas”, que passavam por um momento difícil, ou se engajavam nas forças armadas por quatro anos, como participantes de uma guerra cada vez mais sangrenta e desacreditada contra os movimentos guerrilheiros que lutavam pela independência das colônias africanas.

Um milhão de exilados – Quem não aceitasse uma dessas alternativas via-se obrigado a imigrar. Um milhão de portugueses o fizeram, dirigindo-se principalmente para a França. É óbvio que “morrer pela pátria e viver sem razão” não era exatamente o sonho da soldadesca e da baixa oficialidade.

Uma história verdadeira e engraçada – Assim, quando, por exemplo, o exército indiano ameaçou invadir a última colônia portuguesa na Índia, a ordem dada aos soldados para que lutassem “até o último homem” não foi tomada a sério. Quando um numeroso e bem armado Exército indiano iniciou a invasão, as pouco numerosas forças portuguesas renderam-se quase imediatamente.
David Birmingham, no livro História de Portugal, conta que o Estado-Maior em Lisboa, “ao ser-lhe pedido que enviassem salsichas para Goa, enviou salsichas de porco, esquecendo completamente que a palavra código para granadas de artilharia era “salsicha”. Parece piada, mas não é.

A influência do turismo – A recente industrialização do país, importante em termos portugueses, mas pequena se comparada com o resto da Europa, influenciou a nova geração. A década assistiu também ao desenvolvimento do turismo de massa. Turistas de toda a Europa, que iam passar suas férias nas ensolaradas praias portuguesas, levaram consigo novidades, atitudes e ideias liberais, uma brisa fresca em um país conservador. O dinheiro do turismo permitiu à gente simples pensar numa melhora de vida. A influência cosmopolita do turismo estrangeiro no Algarve e na capital, o retorno transitório ou definitivo de imigrantes fixados na França e outros países democráticos, a industrialização, o horror às guerras na África, a insatisfação nas forças armadas, tudo favorecia a circulação de ideias.

O crescimento da oposição à ditadura – Entre a média oficialidade e os soldados, a oposição à ditadura era cada vez maior. Mesmo entre os altos oficiais militares, o regime salazarista perdia terreno. Oficiais insuspeitos, como António de Spinola, que comandara as forças portuguesas na Guerra da Guiné, questionavam em seu livro Portugal e o Futuro a validade das guerras coloniais. Pouco depois, Spinola e outro general opositor, Costa Gomes, foram demitidos de suas funções.

A Revolução dos Cravos – Desde 24 de março de 1974, o movimento organizado por oficiais descontentes nas Forças Armadas já tomara a decisão de derrubar o governo. Assim, em 25 de abril, quando a canção proibida Grândola, Vila Morena, do compositor José (“Zeca”) Afonso, entrou no ar à 0h20, soldados e oficiais que esperavam esse sinal para iniciar a revolta puseram os tanques na rua e foram recebidos de braços abertos pela população, que distribuiu cravos vermelhos para serem colocados nos canos de seus fuzis, uma cena bonita que correu o mundo.
Rapidamente, quartéis, aeroportos, edifícios públicos e estações de rádio e televisão foram ocupados, quase sem resistência. As poucas mortes foram provocadas por disparos da polícia política contra o povo, quando a população cercou a sede da odiada instituição.

Moderados acabam levando a melhor – Após um período de instabilidade em que a ala esquerda deu as cartas, pondo em prática propostas cada vez mais radicais, uma nova movimentação dentro das Forças Armadas, dessa vez comandada pela oficialidade moderada, acabou dominando a situação. Nas eleições que se seguiram, tanto a extrema direita como o partido comunista foram derrotados. A partir de então, socialistas e a direita liberal passaram a se alternar no poder. Portugal retirou suas tropas das colônias, que se tornaram países independentes.

As músicas da Revolução 

Grândola, Vila Morena (Zeca Afonso)
Grândola, vila morena | Terra da fraternidade | O povo é quem mais ordena | Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade | O povo é quem mais ordena | Terra da fraternidade | Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo | Em cada rosto, igualdade | Grândola, vila morena | Terra da fraternidade

Oliveira salazar, ditador português

A ditadura de Salazar

Em agosto de 1910, a república foi proclamada. Com o rei exilado na Inglaterra, grupos monárquicos tentaram restabelecer o antigo regime, mas não tiveram sucesso. No ano seguinte foi declarada a separação da Igreja e do Estado e o casamento civil foi introduzido em Portugal.

A falência do novo regime

Sem sequer conseguir resolver seus problemas internos e com a nação mergulhada numa séria crise econômica, o governo republicano que subiu ao poder cometeu o erro de ceder às pressões inglesas para que o país participasse da guerra contra a Alemanha. O custo da aventura militar levou Portugal à falência.

A república portuguesa, apesar do caos econômico, incentivou o ensino e a publicação de obras até então proibidas no país. Duas correntes de pensamento se enfrentavam. De um lado a Seara Nova, grosso modo social-democrata, de tendências pacifistas, e o Integralismo Lusitano, que contava com a simpatia da Igreja, favorável à restauração de uma monarquia absoluta. Essa tendência de ultra-direita era, na verdade, mais realista do que o rei, uma vez que o próprio Dom Manuel, exilado na Inglaterra, era favorável a uma monarquia constitucional.

A ditadura salarazista

Em 1926 um golpe de Estado conservador derrubou o governo. Sem conseguir controlar a crise econômica, a direita que tomou o poder fez um apelo a António Oliveira Salazar, um professor de Finanças da Universidade de Coimbra. Conservador ao extremo, admirador do fascismo italiano, ambicioso e autoritário, Salazar acabou por acumular o cargo de Ministro das Finanças com aquele de Presidente do Conselho de Ministros do governo português. Em 1933, uma nova Constituição de cunho fascistoide foi promulgada e Salazar, apoiado pela Igreja e pelo Exército, tornou-se, na prática, um ditador.

As agruras econômica do Império Português

Portugal voltou-se, sem o mesmo êxito do passado, para seu império africano, fornecedor de produtos tropicais baratos, como o açúcar. Os tempos, entretanto, eram outros e a África não tinha as riquezas do Brasil. Apesar da estabilidade econômica e social, conseguida em boa parte com a ajuda da polícia política que se infiltrara em todos os setores da sociedade, Portugal continuou pobre. Remessas enviadas por imigrantes portugueses no Brasil e na Europa ajudavam a equilibrar as contas nacionais, mas não eram suficientes para desenvolver o país. Durante a Segunda Guerra, Portugal declarou-se inicialmente neutro. Em 1943, porém, percebendo que era cada vez mais remota a possibilidade de uma vitória alemã, permitiu a instalação de bases militares aliadas nos Açores.

O ambiente revolucionário na África

Para economizar divisas, o regime tentou desenvolver a cultura do algodão na África, obrigando os camponeses a plantá-lo. Entretanto, além de o produto ser de qualidade inferior ao do importado de outros países, o que causou reclamações das fábricas portuguesas de tecido, a queda na produção de alimentos teve como consequência a fome e revoltas, que foram contidas à bala. Muitos trabalhadores rurais das colônias haviam perdido suas terras, tomadas por companhias agrícolas. Essa situação deu origem a grupos revolucionários dispostos a lutar pela independência das colônias.

O assassinato do general Delgado

No final da década de 1950, pressionado interna e externamente a democratizar o país, o governo português organizou um simulacro de eleição. Mas o general Humberto Delgado, candidato de setores descontentes, foi assassinado depois de ter sido atraído para uma armadilha na Espanha, o que causou desconforto entre as Forças Armadas.
A partir dos anos 1960, iniciou-se uma tímida industrialização que beneficiou sobretudo uma dezena de famílias. As indústrias química, têxtil e de produtos alimentícios cresceram. Surgiram usinas de açúcar e fábricas de bebidas, sapatos e outros produtos.

O fim de Salazar

No final da década, Salazar literalmente caiu da cadeira. Acostumado a soltar o corpo sobre uma cadeira de armar, não viu que ela fora tirada do lugar e caiu, batendo a cabeça. A pancada resultou em uma lesão cerebral grave que o obrigou a se afastar do governo. Foi substituído por seu correligionário Marcelo Caetano.

Dom João VI

História de Portugal: a fuga da corte para o Brasil

Quando seu protetor, o rei Dom José I, morreu em 1777 e Dona Maria, próxima à Igreja e aos nobres, subiu ao trono, muitas das reformas de Pombal foram anuladas. Ele foi destituído de suas funções e confinado em seu palácio, onde morreu em maio de 1782.

Um reinado controlado pela Igreja

O reinado de Dona Maria, bastante influenciado pela Igreja, foi essencialmente conservador, privilegiando os interesses do clero e da nobreza, proprietários não apenas da maior parte das terras, mas também dos moinhos, submetendo os camponeses em pleno Século da Luzes a condições de trabalho quase feudais. Nas cidades, porém, o desenvolvimento de uma pequena burguesia favoreceu discussões inspiradas nos ideais de liberdade e igualdade que abalavam os Estados Unidos e a França. É óbvio que tais assuntos eram conversados entre quatro paredes, já que maçons e simpatizantes da Revolução Americana ou de pensadores franceses eram perseguidos. A situação ficou pior do que nos tempos em que o autoritário marquês dava as cartas. Daí o dito popular da época: “Mal por mal, melhor Pombal”.

A descoberta de diamantes no Brasil

No final do século XVIII, a descoberta de diamantes veio, em parte, compensar a perda de receitas do ouro mineiro, cujos veios começavam a se esgotar. Portugal estava cada vez mais dependente de suas colônias, sobretudo do Brasil, onde a população nativa, a exemplo de outros países do continente, influenciados pela independência dos EUA, começava a almejar sua independência, sentimento exteriorizado durante a Inconfidência Mineira.

A Revolução France e o novo quadro diplomático europeu

Com a Revolução Francesa de 1789, a ascensão de Bonaparte e as Guerras Napoleônicas entre França e a Inglaterra e seus aliados no começo do século XIX, Portugal se viu diante de um novo e sério dilema. A França havia imposto um bloqueio continental à Inglaterra, impedindo o acesso de navios ingleses aos portos de todo o continente, incluindo os portugueses. Pressionado por ambos os lados, o indeciso Dom João VI, sucessor de sua mãe Maria I, que enlouquecera, durante um tempo não conseguiu tomar partido e fez o que mais sabia fazer: contemporizar, prometendo simultaneamente fidelidade a Napoleão e à coroa inglesa. Isso funcionou durante algum tempo, até que Napoleão, cansado de ser enrolado, deu-lhe um ultimato e pôs suas tropas a caminho da Península Ibérica.

A fuga da família real, que espetáculo!

Dom João optou pela fuga. A alternativa de transferir o governo português para o Rio já era cogitada há muito tempo, uma vez que a colônia tornara-se mais rica do que a metrópole.

Carlota Joaquina

Uma das vozes que mais se opunha ao plano do rei era a de sua esposa, a espanhola Carlota Joaquina, de gênio difícil e, segundo relatos, conhecida por suas infidelidades e conspirações contra o marido. Os dois se odiavam. Conta-se que, certa vez, para evitar cruzar sua carruagem com a da rainha, Dom João mandou seus cocheiros darem meia volta: “Voltem para trás! Vem aí a puta!”.

A família real no Brasil

A partida da família real portuguesa na calada da noite, sob escolta de navios de guerra britânicos, tornou-se assunto quase folclórico entre os historiadores. A família real, cortesãos, religiosos, altos funcionários, todo mundo que pôde tentou fugir, abandonando o estupefato povo de Lisboa à própria sorte. Foi tanta a pressa que pertences e caixas foram esquecidos no cais. Carruagens rodavam aceleradamente em direção ao porto. Numa delas, Dona Maria, a Louca, gritava a seus cocheiros: “Devagar, devagar, senão vão a pensar que estamos a fugir!”. Carlota Joaquina, por sua vez, embarcou em navio diferente de Dom João, proferindo palavrões.

Os franceses ocupam Lisboa

Quem ficou tratou de acolher bem os franceses, que ocuparam e passaram a governar Lisboa. A esperança de boa parte dos portugueses mais esclarecidos era que Junot, o comandante francês, fosse apoiar propostas reformistas, mas aconteceu o contrário. Uma decepção para os setores liberais.

O Brasil saiu ganhando

Se Portugal sofreu com a invasão francesa, o Brasil saiu ganhando. Não fosse a vinda da família real, é possível que o país acabasse dividido em pequenas repúblicas governadas por caudilhos locais, como aconteceu com a América espanhola.
A colônia também se beneficiou com a abertura de fundições, construção de escolas e da liberdade de comércio com “nações amigas” – leia-se: a Inglaterra. Os produtos, que transitavam antes por Portugal para serem re-exportados e taxados, passaram a ser comercializados diretamente pelo Brasil.

A revolta em Portugal

Em Portugal muitos se levantaram contra a ocupação francesa e as pilhagens promovidas pelas tropas de Napoleão. No Porto estourou uma rebelião e, no campo, resistentes organizaram guerrilhas. Pouco mais tarde, o Duque de Wellington desembarcou em Figueira da Foz e, com apoio dos portugueses, conseguiu vencer as tropas de Napoleão.
O acordo de paz entre ingleses e franceses, assinado na cidade de Sintra, foi uma verdadeira afronta ao povo português. Não só Junot pôde deixar Portugal com o produto do saque e as reservas de ouro do país, como os ingleses se ofereceram para transportá-los graciosamente até a França.
A atitude pegou mal e muitos portugueses passaram a detestar tantos os invasores franceses quanto os “amigos ingleses” que, quando podiam, também pilhavam. Napoleão tentou outras invasões, mas foi repelido nas Batalhas de Buçaco e de Torres Vedras por tropas anglo-portuguesas.

Dom João no Brasil: sem presa de voltar a Portugal

Mesmo depois de a situação na Europa ter se acalmado, Dom João VI foi ficando no Brasil, saboreando seus franguinhos na manteiga, até que uma revolução iniciada na cidade do Porto em 1820, que se estendeu a Lisboa, resultou na expulsão dos ingleses.
A liderança revolucionária redigiu uma Constituição que transformava o país em uma monarquia parlamentar, reduzia as vantagens do clero e oferecia certas vantagens aos camponeses. Revolução Liberal, mas liberal no conceito português.

A Atitude das Cortes Portuguesas

A atitude das cortes para com o Brasil foi outra: devíamos voltar à condição de colônia, pura e simplesmente. Em 1821, a família real foi intimada a regressar a Portugal. Sem alternativas e temendo por seu trono, Dom João VI afinal resolveu arrumar suas malas e voltar para a terrinha. Ao partir, esvaziou o Banco do Brasil e levou o grosso do tesouro real brasileiro.

A despedida de Carlota Joaquina

A rainha Carlota Joaquina, por sua vez, que odiava o país tropical onde fora obrigada a se exilar, ao embarcar para Portugal teria atirado seus sapatos ao mar: “Nem nos calçados quero essa maldita terra do Brasil”.
Dom João VI reassumiu o trono como monarca constitucional. Pouco depois, porém, em abril de 1824, seu filho Miguel e a rainha-mãe, Carlota Joaquina, tentaram derrubá-lo. A Abrilada obrigou o monarca a procurar refúgio em um navio de guerra inglês até retomar o controle da situação com a ajuda da Inglaterra.

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Ruinas da igreja do Carmo, destruída pelo terremoto de Lisboa de de 1º de novembro de 1755,

O Grande Terremoto de Lisboa

No dia de Todos os Santos, em 1 de novembro de 1755 um violento terremoto atingiu Lisboa, destruindo a cidade.

Nove pontos na escala Ritcher?  

Embora não existisse na época nenhum sistema de medição de tremores de terra, sismólogos atuais acreditam que o terremoto que atingiu Lisboa e boa parte do Algarve alcançou cerca de 9 pontos na escala Richter, com abalos prolongados. A enorme onda que atingiu o litoral lisboeta logo após os tremores submergiu a região do porto, na qual milhares de pessoas procuraram abrigo.

A ação de Pombal

Pombal arregaçou as mangas, convocou o Exército, organizou equipes de resgate e de socorro às vítimas e enforcou quem era pego saqueando. Passada a tragédia, ele restaurou a capital em tempo recorde, construiu uma rede de esgotos e abriu novas praças e largas avenidas, que obedeciam a um planejamento urbano. A capital portuguesa pré-terremoto era uma cidade de traçado medieval, com ruas estreitas e tortuosas. Paralelamente, foram utilizadas técnicas que tornavam as edificações mais resistentes aos abalos sísmicos.

Castigo divino…

Se Pombal, de uma certa forma, agindo de modo rápido e eficiente, consolidou seu poder, a Igreja tentou, de seu lado, tirar proveito da situação, espalhando entre o povão atrasado a explicação de que o terremoto fora uma punição divina. Talvez o Padre Eterno não estivesse lá muito feliz com o rumo que as coisas estavam tomando em Portugal, com o desinteresse de alguns pela religião e com a falta às missas. O curioso, porém, é que o número de mortos foi elevado justamente porque o tremor ocorreu no Dia de Todos os Santos, quando as incontáveis igrejas de Lisboa, lotadas de fiéis, transformaram-se em verdadeiras armadilhas. Deus, parece, foi mais clemente com aqueles que faltaram à missa! portugalhistoria

Os incêndios

Por ser dia santo, as numerosas velas acesas em altares por toda a cidade ajudaram a aumentar o número de incêndios. Uma curiosidade: em pleno terremoto, com o caos instalado, os devotos inquisidores não descuidaram de seus presos. Para evitar fugas, os acusados foram mandados para fora da cidade, onde foram novamente encarcerados. Isso é que se chama de zelo profissional.
Após o terremoto, Lisboa continuou em chamas por muitos dias. Casas, palácios, dezenas de conventos e templos viraram cinzas. Se é verdade que o megatremor foi uma demonstração da ira dos céus, Deus devia estar de fato muito zangado. Durante anos, mesmo com todo o empenho pombalino, boa parte da população teve que viver em barracas

Os prejuízos

A destruição física da capital, o caos resultante e a perda de arquivos e balanços prejudicou em muito o comércio colonial lusitano.
Quando o violento terremoto de novembro de 1755 destruiu quase toda a cidade de Lisboa, incluindo o Paço Real, Dom José I e sua família estavam de visita a Belém e escaparam de boa. O susto, porém, traumatizou o rei, que mandou montar um conjunto de tendas no Alto da Ajuda, onde se instalou, recusando-se a dormir no novo palácio. Talvez não fosse necessário tanto. Dom José era um homem de sorte. Quando setores da nobreza descontentes com a política governamental do reino tentaram matá-lo, o rei sortudo saiu novamente ileso.

Qualidades e defeitos de Pombal

Pombal, embora possuísse inegáveis qualidades e tivesse modernizado o país, era um autoritário, odiado por muitos setores da sociedade portuguesa. Algumas de suas medidas, como a criação da Companhia para a Agricultura do Alto Douro, que visava melhorar a qualidade das vinhas e delimitar a região produtora, podem ter sido úteis, mas também beneficiaram o próprio marquês que, espertamente, incluiu suas próprias terras, afastadas do rio Douro, entre as consideradas adequadas à produção vinícola.

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Marquês de Pombal
Marquês de Pombal

História de Portugal: o Marquês de Pombal

Dom José I, que assumiu o trono em 1750, reinou, mas pouco governou. Entregou essa tarefa ao Marquês de Pombal, que já fora embaixador de seu pai, Dom João V, na Inglaterra e na Áustria.

Pombal um “déspota esclarecido

O todo-poderoso ministro atuou como um “déspota esclarecido”, empenhando-se em transformar as enferrujadas estruturas administrativas e políticas portuguesas e em modernizar o país, impondo mudanças nos planos político e econômico. A reforma educacional pombalina modificou o sistema de ensino lusitano, até então monopólio dos jesuítas, criou o Colégio dos Nobres e outras instituições. O problema é que o Estado português do século XVIII não conseguiu organizar escolas capazes de substituir aquelas administradas pelos jesuitas. O fechamento das escolas religiosas acabou sendo prejudicial. De qualquer modo, no período pombalino Portugal recebeu influências modernizadoras do Iluminismo e das novas ideias que circulavam pela Europa da época.

Pombal esvazia a Inquisição

Até o exército real foi reorganizado e modernizado. Pombal mexeu também com a Inquisição, transformando-a em mais um tribunal do Estado, o que esvaziou o poder da própria Inquisição e o da Igreja. Preferiu apoiar a burguesia à nobreza e, percebendo o dinamismo dos cristãos-novos, conseguiu que tivessem seus direitos equiparados aos dos cristãos tradicionais.
Suas reformas bateram de frente com a Igreja portuguesa, a mais conservadora da Europa, ocasionando o rompimento de relações com a Santa Sé durante aproximadamente dez anos.

O atentado

Pombal contrariou ainda os interesses de setores da nobreza avessos às mudanças, criando muitos inimigos para si e para o rei Dom José, que sofreu uma tentativa de assassinato em 3 de setembro de 1758.
O atentado foi o pretexto que Pombal estava querendo para se livrar dos setores da nobreza que lhe causavam problemas e da Companhia de Jesus, contrária às suas reformas. Muitos nobres foram executados e os jesuítas foram expulsos de Portugal e do Brasil.

Os jesuítas

Curiosamente, embora essa ordem religiosa tivesse sido, na metrópole, uma perniciosa influência conservadora, e no Brasil tenha criado um verdadeiro Estado dentro do Estado, as Missões instaladas pelos jesuítas na fronteira com a Argentina beneficiaram os índios, ameaçados pelas incursões de bandeirantes que tentavam escravizá-los. Os jesuítas também discordavam da política oficial de incentivo à miscigenação com mulheres índias e negras. Tal política, diga-se de passagem, não foi inventada por Pombal. Desde Dom Manuel os pouco numerosos portugueses, que viajavam sem mulheres, eram incentivados a gerar filhos com as nativas das colônias.

O concubinato

O concubinato era comum; em alguns casos os colonizadores chegavam a se casar com as índias e as asiáticas, constituindo família. Outras vezes a miscigenação ocorria de forma mais brutal e se dava por meio do estupro puro e simples. Como não havia portugueses suficientes para colonizar, muitos territórios passaram a produzir híbridos…
Outra medida adotada por Pombal foi a anulação da necessidade de “pureza de sangue” de até três gerações para exercer qualquer cargo público, que era uma herança da Inquisição. Um bisavozinho judeu ou árabe e pronto: o cidadão estava com a ficha suja. Para o desempenho de altas funções, o bisavô do candidato não poderia nem mesmo ter exercido profissões braçais.

A capital do Brasil passa para o Rio de Janeiro

Em 1763, Pombal transferiu a capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, mais próxima das minas, permitindo maior controle da produção de ouro e combate mais eficaz ao contrabando.

O Grande Terremoto de 1755 em Lisboa

A liderança de Pombal foi consolidada após o grande terremoto acompanhado de um tsunami que destruiu Lisboa na manhã de 1º de novembro de 1755, deixando um saldo de milhares de mortos. Quase toda a cidade foi transformada em escombros. Saiba mais sobre o Grande Terremoto de Lisboa.

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Igreja da Misericórdia, Lisboa, Portugal, - Foto Amaianos CCBY
História de Portugal: o século XVIII. Na foto Igreja da Misericórdia, Lisboa, Portugal, Foto Amaianos CCBY

História de Portugal: o século XVIII

A nobreza lusitana era composta por nobres de sangue e por um numeroso grupo beneficiado com títulos nobiliárquicos, como altos funcionários e militares recompensados por seus méritos.

Mapa de Portugal

A nobreza

Essa nobreza endinheirada seguia a última moda de Paris, importava roupas inglesas, erguia luxuosos palácios e desfrutava da abundância resultante do dinheiro fácil. Enquanto os homens encontravam-se em reuniões sociais e jantares, as mulheres eram mantidas segregadas, talvez por influência da cultura islâmica, e só saiam às ruas por ocasião de grandes acontecimentos. Um “programão” eram os julgamentos e execuções de condenados pela Inquisição, em que mulheres e homens eram amarrados a postes e incinerados.

Lisboa: rica, cheia de palácios e igrejas ricamente decorada, mas suja

A riqueza gerada pelos metais preciosos da colônia, entretanto, não trouxe vantagens para a maioria dos portugueses nem melhora da qualidade de vida do homem do campo, que continuava a viver em condições semelhantes àquelas existentes na Idade Média.
Apesar de seus palácios, Lisboa era ainda uma cidade suja, cujas ruas eram latrinas a céu aberto nas quais à noite cada um, depois de um grito de aviso (“Água vai!”) despejava seu urinol. Nobres e religiosos só circulavam em liteiras fechadas por cortinas, transportadas por escravos.

Para obras públicas sobrava muito pouco

O famoso Aqueduto das Águas Livres foi uma iniciativa dos vereadores de Lisboa. O rei Dom João V, embora fosse o soberano mais rico da Europa e queimasse fortunas com os luxos da corte, não demonstrou interesse em pôr a mão no bolso para financiar uma obra tão necessária aos lisboetas. Preferia outros investimentos. Uma das obras mais espetaculares da época foi seu Palácio de Mafra, fora da cidade, com cerca de mil salas luxuosamente mobiliadas e rodeado de jardins em estilo francês.

O equilibrio das finanças

 No plano comercial, Portugal pôde equilibrar suas finanças e acabar com o crônico déficit orçamentário do país, cuja balança comercial vivia pendente para o lado dos ingleses. Como Antero de Quental diria mais tarde: “Nunca povo algum absorveu tantos tesouros, ficando ao mesmo tempo tão pobre!”. O historiador Oliveira Martins diria mais ou menos na mesma época: “O ouro e os diamantes do Brasil foram a transfusão de sangue num corpo anêmico”.

O ouro de Minas no Brasil

Sejamos justos: o Brasil também se beneficiou em parte de seu ouro. As cidades cresceram e ganharam novos edifícios, a pecuária se desenvolveu, o país passou a exportar couro para a metrópole, as minas atraíram imigrantes, o comércio cresceu e a população aumentou, equiparando-se e depois superando a da metrópole. A riqueza da colônia, seu enorme território e o potencial que representava eram tais que se cogitou em transferir a corte para o Brasil, o que aconteceria um século depois em circunstâncias aflitivas.

A pirataria

Tanta circulação de riquezas atraiu piratas. Bérberes da costa da África não queriam apenas mercadorias. Ricos cristãos aprisionados tinham que pagar pesados resgates por sua libertação. Quem não tivesse como pagar era escravizado. Outro problema era o contrabando de ouro, pau-brasil e tabaco, monopólios reais. Houve períodos em que mais da metade da produção aurífera circulava no mercado clandestino.

Santos do pau oco

Parte desse contrabando era realizado por religiosos, que não eram, em princípio, revistados. Uma das táticas era enfiar o ouro em pó em cavidades de imagens de santos. Daí a expressão “santo do pau oco”. Sabendo o que acontecia, a Coroa os proibiu, durante algum tempo, de circular por Minas Gerais.

Os crimes fiscais

 O tabaco também era objeto de sonegação de impostos e de todo tipo de fraude. Ele era produzido ilegalmente até mesmo em conventos em Portugal e vendido ao pé da letra por baixo dos panos… A corrupção, a inépcia e a confusão administrativa facilitavam todos os crimes fiscais, tornando-se verdadeiras pragas para as finanças reais.

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História de Portugal: a independência da Espanha

História de Portugal: a independência da Espanha e sua importância na história do país. A guerra contra a Espanha, a decadência do comércio marítimo português na Ásia, o fracasso da expedição marroquina de Dom Sebastião e a política perdulária dos monarcas lusitanos tornaram crítica a situação financeira do reino.

Mapa de Portugal

A economia portuguesa

O país vivia principalmente do sal e da pesca, mas não tinha manufaturas nem uma produção agrícola importante. Exportava lã virgem de carneiro, mas tinha que importar tecidos. As tentativas de industrialização com apoio real não foram bem-sucedidas, devido em parte à oposição da nobreza fundiária e da Igreja, ambas extremamente conservadoras. A própria Inquisição entrou na briga e, acusando os proprietários de tecelagens de servir aos interesses de judeus e cristãos-novos, executou alguns como “exemplo”. Para completar, boa parte da burguesia comercial, comprometida com fornecedores estrangeiros, em sua maioria ingleses, que lucrava com as importações, também temia qualquer mudança na ordem social existente.

A dependência portuguesa

O resultado é que Portugal era obrigado a importar quase tudo da Inglaterra e de outros países. Pior: sem possuir uma marinha mercante decente, passou ainda a depender, em parte, da frota inglesa para o transporte de mercadorias.
Dois pensadores com mentalidade moderna, o Conde de Ericeira e o padre jesuíta António Vieira, tentaram mudar essa situação, mas seus esforços foram sabotados pela Inquisição. A Igreja portuguesa estava sempre ampliando o número de templos, alguns com seu interior todo revestido com ouro brasileiro. Torraram fortunas com esses caprichos, enquanto o povo português vivia pobremente. Portugal é um dos países do mundo com mais igrejas.

O papel negativo da Igreja

Esta, com a bola toda, possuía uma rede de informantes em todo o país, encarregados de vigiar a vida das pessoas e descobrir qualquer sinal de heresia. Também abafou a vida cultural, perseguiu professores e elaborou, na primeira metade do século XVI, uma lista de mais de 400 obras proibidas. Além disso, mandavam religiosos inspecionar navios que chegassem a Lisboa para apreender livros ou manuscritos contrários “à boa fé”. (Livros irreverentes como os guias GTB, se existissem naquela época, seriam provavelmente confiscados…) Até Camões teve escritos censurados! Bota fé nisso…

Outras fontes de renda do império português

No século XVII eram o açúcar e o tabaco, produzidos no Brasil, este último monopólio real. Com isso importavam cereais, roupas, tecidos, móveis, sapatos, panelas, objetos de uso diário, ferramentas e até bacalhau seco.
Portugal ainda lucrava com o tráfico escravagista para o Brasil, um comércio que crescia sem parar. As condições nos porões dos navios eram tão severas que metade dos escravos morria durante a viagem. Para que não morressem pagãos, os piedosos responsáveis pelo tráfico negreiro os batizavam antes do embarque.

O ouro do Brasil

 Um novo período de prosperidade teve início no final do século XVII com a descoberta de ouro em Minas Gerais por bandeirantes. A petição da Câmara de São Paulo, datada de abril de 1700, que reivindicava a posse das minas para a capitania, não deu em nada. A verdadeira corrida do ouro que se seguiu provocou a Guerra dos Emboabas (1707-1709), entre paulistas e portugueses, somados a um bom número de brasileiros oriundos da Bahia, que entrara em crise com a queda do açúcar no comércio internacional.

Dom João V

Com um quinto de todo o ouro extraído, Dom João V, que assumira o trono em 1707, reforçou o poder real, manteve a nobreza sob controle e tornou-se monarca absoluto. O ouro do Brasil continuava a chegar em quantidades crescentes. Em 1720, atingiu 25 toneladas! Podemos dizer que a revolução industrial na Europa, principalmente na Inglaterra, foi em boa parte financiada pelo ouro brasileiro.

Para que produzir?

Portugal entrou em um período de grande prosperidade. Lisboa virou uma festa. Palácios barrocos e suntuosas igrejas eram construídos. Não se mediam despesas. Não se tentou implantar manufaturas ou incentivar a agricultura, ou modernizar o país. Com as riquezas da colônia, importava-se tudo. Para que produzir?

O Tratado de Methuen 

O Trayado de Methuen, assinado com a Inglaterra em 1703, garantiu aos ingleses o monopólio quase absoluto de exportação de manufaturados para Portugal e para o Brasil. Em troca, os portugueses conseguiram vantagens na exportação de seus vinhos para a Grã-Bretanha, pagando menos taxas do que o produto francês. A ironia nessa história é que os britânicos estabelecidos no Porto controlavam todo o comércio vinícola…
Historiadores discutem até hoje quão nocivo foi para Portugal esse tratado, mas não importa; com ele ou sem, o país dependia da Inglaterra para tudo e continuava atrasado. Londres era o destino final do ouro brasileiro. Algumas remessas do metal para a Inglaterra feitas em um único navio chegavam a pesar 30 mil libras, uma fortuna hoje quase incalculável.

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Portugal em imagens

Maquina fotograficaÁlbum fotográfico com dezenas de fotos de Portugal separadas em slide-shows  sobre a as regiões mais interessantes do país.

Muralhas de Valença do Minho, Portugal
História de Portugal, o domínio espanhol

O domínio espanhol

No final da década de 1560 um novo rei, Dom Sebastião, com apenas 14 anos, subiu ao trono de Portugal. Educado por jesuítas, religioso ao extremo, embuído da ideia de que teria como missão submeter os infiéis, teimoso, bajulado pelos padres e pela corte, achava-se um grande guerreiro. Porém, desprovido do mínimo bom senso, o jovem monarca era um trapalhão.

Mapa de Portugal

Sebastião, o trapalhão

Em 1578, Sebastião, aos 24 anos, invadiu o Marrocos e, ignorando os conselhos de seus oficiais, deu início às hostilidades, sendo literalmente esmagado pelos árabes na batalha de Alcácer-Quibir, na qual os portugueses perderam praticamente todo seu exército.
Sebastião ia se casar com a filha do rei espanhol Felipe II, mas o futuro sogro, que não acreditava nos delírios do genro, prudentemente resolveu deixar o casamento para quando o reizinho regressasse (Vai lá, Tião, na volta a gente conversa…).
O corpo de Dom Sebastião nunca foi encontrado. Como é típico dos povos acreditar em salvadores e messias, durante muito tempo (mesmo vários séculos depois!) os portugueses alimentaram o mito que tomou o nome de Sebastianismo, segundo o qual, um dia, Dom Sebastião voltará para tirar o país de suas dificuldades. O garotão nunca deu as caras.

As consequências das aventuras de Dom Sebastião

A desastrada aventura de Sebastião teve consequências. Os nobres capturados conseguiram ser libertados, mas tiveram que pagar um pesado resgate, o que ajudou a acabar com a economia do reino. Quem não tinha dinheiro para pagar foi escravizado.
Para complicar, como Sebastião, que era o último rei da dinastia Aviz, não deixou descendentes, vários candidatos reivindicaram o trono português. Quem acabou ficando com a coroa foi Filipe II da Espanha, neto de Dom Manuel I, que assumiu o trono português em 1580 com o título de Filipe I e passou a governar ambos os países.

A recém criada união ibérica

Inicialmente, a União Ibérica foi benéfica para vários setores da sociedade lusitana. Filipe concedeu bastante autonomia aos portugueses e evitou, sempre que possível, interferir nos assuntos internos do país. Do lado de cá do oceano, súditos portugueses sentiram-se mais à vontade para avançar para oeste, começando a ocupar terras que pelo Tratado de Tordesilhas eram espanholas. Já que as colônias pertenciam a um mesmo soberano, por que não? Quem ficou um pouco maior com isso foi o Brasil: por um desses caprichos da história, foi em parte graças a esse rei desmiolado que nosso país possui um gigantesco território. Por outro lado, a união com a Espanha trouxe desvantagens: os holandeses, inimigos dos espanhóis, aproveitaram para atacar o nordeste do Brasil, instalando-se em Olinda durante muitos anos.

As primeiras divergências

Após a morte de Filipe I seus sucessores mostraram-se menos ciosos da autonomia portuguesa. Quando, em 1640, os catalões se levantaram contra o governo de Madri, a corte espanhola exigiu que Portugal fornecesse soldados para ajudar a combater a rebelião, medida que provocou forte descontentamento junto aos portugueses. Mesmo entre a nobreza, que se mostrara inicialmente favorável à União Ibérica, as exigências espanholas soaram descabidas. Lutando contra a falta de mão de obra para cultivar suas terras, os nobres lusitanos não se sentiram motivados em ceder seus peões para lutar do outro lado da Península Ibérica, que não lhes dizia respeito. Embora boa parte dos barões portugueses ainda se mostrassem leais à Espanha, metade deles revoltaram-se.

Portugal recupera sua independência

O momento era propício. Já existia um forte descontentamento popular em Portugal contra os altos impostos cobrados por Madri, que poderia ser canalizado para a causa independentista. Além disso, os reis espanhóis já estavam bastante ocupados em combater a insurreição na Catalunha e teriam mais dificuldade em criar um segundo front. Para comandá-los os nobres partidários da independência elegeram Dom João, Duque de Bragança, propondo-lhe que reivindicasse para si a coroa portuguesa. Este em um primeiro momento relutou em aceitar, mas acabou concordando e ocupou o trono com o título de Dom João IV.

Os interesses dos nobres e da Igreja

Os nobres, porém, exigiram que o rei se submetesse às cortes, limitando seus poderes. Também reivindicaram a isenção de certos impostos, enquanto a Igreja, por sua vez, mostrou-se mais uma vez avessa a qualquer tributação, mesmo gerenciando inúmeras propriedades produtivas. Esse foi um período conturbado da história do reino, com a Igreja, nobres, burocratas e burgueses lutando entre si ou estabelecendo alianças de conveniência. Durante 28 anos a Espanha, com o apoio do papa, relutou em reconhecer a independência de Portugal, forçando o país a buscar uma aliança com a Inglaterra e a recrutar mercenários nas Ilhas Britânicas.

A aliança com os ingleses

Para consolidar essa aliança, Catarina de Bragança casou-se com Carlos Stuart, rei da Inglaterra. O dote da princesinha saiu caro. Os ingleses ficaram com Tânger, no Marrocos, e Bombaim, na Índia, além de embolsarem dois milhões de moedas de ouro. Aproveitando-se da indignação popular com o generoso dote pago à Inglaterra, uma facção que preferia aliança com os franceses tomou o poder e impôs como regente o conde Castelo Melhor.

Dom Afonso VI

O filho da rainha, que foi declarado rei com o título de Afonso VI, era hemiplégico e portador de problemas neurológicos, que lhe causavam falhas de memória e raciocínio. Embora tivesse vencido os espanhóis, o partido de Castelo Melhor acabou afastado do poder pelo infante Dom Pedro, irmão mais novo do rei, que abocanhou não apenas o trono, mas ficou com a cunhadinha, a esposa de Afonso, que aparentemente era incapaz tanto de governar como de cuidar de seus deveres de esposo. Convém lembrar que fatos como esse eram comuns não apenas em Portugal, mas em toda a Europa de então, quando parentes lutavam entre si pela posse dos tronos, recorrendo se preciso, a guerras e assassinatos. Muitas famílias reais europeias eram aparentadas entre si, sendo comuns os casamentos destinados a selar alianças internacionais.

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Plantation

Portugal e a colonização do Brasil

Para um país como Portugal, que naquela época possuía uma população de no máximo 1,5 milhão de habitantes, colonizar o Brasil, com seu enorme território (mesmo que inicialmente só a faixa costeira), não era uma tarefa simples. Além disso, o Império Português tinha também colônias na África e na Ásia.

As dificuldades do clima tropical

Além disso, o  colonizador branco não se sentia atraído pelas duras condições de um país ainda selvagem e de clima tropical. Mesmo Lisboa, o principal centro português, tinha no século XVI apenas uns 60 mil habitantes. Aceitar atravessar o oceano, uma aventura tão desconfortável como perigosa, era algo que o português comum só faria em troca de certos privilégios. Para dar duro, nunca. O Brasil não era um destino cobiçado.

As capitanias hereditárias

Sem poder ou querer engajar recursos próprios, a partir de 1534 a coroa procurou parceiros entre nobres e burgueses empreendedores, doando-lhes grandes extensões de terras, chamadas capitanias hereditárias. Aos donatários caberiam as tarefas de colonizá-las e administrá-las, tornando-as lucrativas. Como dizia o nome, as terras seriam transmitidas por herança a seus fihos.

O açúcar

No começo do século XVI, Portugal já possuía um considerável know-how sobre a produção do açúcar, desenvolvido em suas plantações na ilha da Madeira. Sabia-se que o clima do nordeste brasileiro era propício ao cultivo da cana de açúcar. Tinha também acesso aos mercados negreiros da África, onde facilmente encontravam a mão de obra de que precisavam, mais adequada do que os índios, escravizados nas primeiras décadas da colonização.

O fracasso das capitanias hereditárias

Apesar disso, a maioria das capitanias foi um fracasso. Os obstáculos eram enormes: a distância de Portugal, a falta de recursos e a hostilidade dos índios, muitos deles canibais, foram os principais. O donatário da Capitania da Baía de Todos os Santos, Francisco Pereira Coutinho, por exemplo, foi devorado pelos nativos. Com todos esses problemas, alguns donatários preferiram não mostrar as caras deste lado do oceano, passando a tarefa a seus subordinados. Outros nem isso fizeram. As únicas capitanias que lograram sucesso em todo o território brasileiro foram as de São Vicente, Pernambuco e, até certo ponto, Ilhéus.

O Governo Geral

Em 1549, quando a falência do sistema de capitanias hereditárias tornou-se evidente, Portugal resolveu instalar um Governo Geral na colônia.
O primeiro Governador Geral, Tomé de Souza, que trouxe consigo aproximadamente mil homens, entre soldados, aventureiros e religiosos, fundou a primeira capital do Brasil: Salvador. O sucesso dessa empreitada muito se deve a Diogo Álvares Correia, o Caramuru, que ali habitava desde 1511 e serviu de intermediário entre portugueses e índios.

Os plantations

O modelo econômico adotado na colônia foi, segundo Caio Prado Jr. e Celso Furtado, um sistema de produção rural e pré-capitalista, com grandes fazendas (plantations) de cana-de-açúcar, que foi aos poucos se tornando um negócio melhor do que o comércio com as Índias. Na segunda metade do século XVI, a nova colônia já se tornara rentável.

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Inquisição

As perseguições religiosas

Para se casar com a filha de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, os Reis Católicos, que expulsaram 60 mil judeus da Espanha, Dom Manuel, seguindo o exemplo de seus sogros, endureceu o tratamento dispensado a muçulmanos e judeus, proibindo-os de praticar seus cultos.

Os cristãos-novos

Para isso contribuiu o forte peso da Igreja Católica e mesmo da burguesia urbana, que temia concorrentes. Os judeus forçados a se converter ao cristianismo durante o reinado de Dom Manuel tornaram-se “cristãos-novos”, em sua maioria mercadores de classe média. Os demais foram expulsos e seus filhos menores de 14 anos foram impedidos de sair do país e distribuídos às famílias cristãs. Mesmo assim, em 1506, uma multidão composta de desordeiros e fanáticos, incentivados por religiosos dominicanos, promoveu um dos piores massacres da história de Portugal, assassinando, violando, pilhando e linchando judeus e cristãos-novos, acusados de serem responsáveis pela seca e pela peste que assolava Lisboa.

A Inquisição chega a Portugal

O filho de Dom Manuel, Dom João III, cujo reinado se estendeu de 1523 a 1557, foi além e insistiu que o papado instalasse a Inquisição em Portugal, inaugurando um período de terror no país. Para entender o novo monarca é interessante conhecer seu histórico. Ele ia se casar aos 16 anos com Dona Leonor da Áustria quando seu pai, que era viúvo, pensando bem, considerou que a noiva em questão era muita areia para o caminhãozinho (ou a caravela) do filho e casou-se com ela. Verdadeiro enredo de novela mexicana: o príncipe teve que se contentar com Catarina, a ex-futura cunhada. Teve nove filhos com ela, mas todos, sem exceção, morreram com menos de 20 anos. Influenciado pela Companhia de Jesus, atribuiu sua desgraça a um castigo divino por sua “complacência” com infiéis e pagãos. Qualquer denúncia anônima e infundada conduzia à tortura.

A perseguição às mulheres

As mulheres foram as principais vítimas de religiosos doentios que se divertiam torturando-as, antes de mandar queimá-las em fogueiras. Nesse ponto a Igreja Católica foi a mais criminosa instituição da Idade Média. Bastava ter um gato preto para ser suspeita de feitiçaria ou ser torturada por ter um antepassado judeu.

Dom João III, o “Piedoso”

Conhecido como “o Piedoso” por seu fanatismo religioso e por combater, em nome da fé, tudo o que considerava heresia, mandou muita gente para a fogueira. Na primeira metade do século XVI a Inquisição tornara-se tão poderosa que as decisões de seus juízes estavam acima do poder real e até do papado. As acusações eram vagas; qualquer um poderia ser denunciado por qualquer bobagem e preso e torturado por heresia, sem sequer saber do que estava sendo acusado. Quando condenado, seus bens eram simplesmente confiscados. Muitos dos cristãos-novos perseguidos abandonaram o país, indo para a Holanda ou refugiando-se no Brasil, em São Paulo, cidade de acesso difícil, habitada por “desordeiros insubmissos”, onde tanto o poder real quanto o da Igreja eram pouco exercidos. Muitos cristãos-novos deram origem às famílias tradicionais paulistas, os “quatrocentões”.

Chegam os concorrentes

O milionário comércio português com as Índias, como não podia deixar de ser, atraiu concorrentes interessados a participar da festa, além de corsários e piratas, dispostos a esvaziar as naus lusitanas que voltavam do Oriente carregadas de preciosas mercadorias. Ao mesmo tempo que os lucros no Oriente diminuíam, produtos como o açúcar ganhavam importância no comércio internacional. No reinado de Dom João III tornou-se necessário pensar o que fazer com seu território de além-mar, de riquezas ainda inexploradas, que já começava a atrair a cobiça de outros países europeus.

Nota

Sabemos que em alguns casos, nos capítulos de História dos países constantes neste site/guia, há imagens que,, para muitos podem ser consideradas “pesadas”. Porém, diferentemente de outros guias de viagem, que procuram apresentar apenas o lado róseo de uma sociedade, procuramos mostrar o mundo como ele é, e não omitir fatos históricos. Nosso turismo não se limita a mostrar tão somente fotos de belos monumentos, mas é, principalmente didático, instrutivo. A Inquisição, como o nazismo, na nossa opinião, têm de ser denunciados sempre que o tema abordado tenha a ver. Para quebarbaridades como essas que isso nunca mais se repitam!

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História de Portugal: o tumultuado século XV

História de Portugal: o tumultuado século XV

Dom João II

A expansão comercial favoreceu principalmente a burguesia mercantil lisboeta, apoiada pelo príncipe Dom Pedro. Este, após a morte de seu irmão Dom Duarte em 1438, tornara-se regente em razão da menoridade do sobrinho (que mais tarde se tornaria rei com o título de Afonso V). Tumultos provocados pela nobreza, deixada em segundo plano, resultaram no afastamento e morte do regente. Seu sucessor Dom João II, coroado em 1481, usou a riqueza para consolidar seu poder. Com dinheiro no bolso peitou os nobres mais rebeldes, inclusive o poderoso Duque de Bragança, executado em Évora, “para servir de exemplo”. Outra pedra no sapato de Dom João II foi o Duque de Viseu, que era seu cunhado, executado sem necessidade de processo, guardas ou carrasco, pois foi apunhalado até a morte pelo próprio rei.

A expulsão dos judeus

Este aproveitou-se ainda da expulsão dos judeus do território espanhol e aceitou-os em Portugal mediante o pagamento de um pesado tributo. A permissão foi válida apenas por oito meses. Passado esse tempo a maioria teve que sair às pressas do país ou renovar em ouro o direito de permanência. Os demais foram escravizados juntamente com muçulmanos. Dom João II ficou conhecido como “o Perfeito”.

A política escravagista

Enquanto a nobreza cortesã a serviço do rei enriquecia com o comércio do ouro e outros produtos, a nobreza fundiária, necessitada de mão de obra para suas terras no Alentejo e no Algarve, empenhou-se inicialmente em capturar prisioneiros árabes – homens e mulheres – no Magreb para depois voltar-se para o tráfico negreiro. Essa população, que chegou a ser numerosa, miscigenou-se com o passar dos séculos, mas ainda encontramos no Alentejo portugueses cuja cor de pele sugere que tiveram africanos entre seus ancestrais.

O caminho das Índias

Em 1488 Bartolomeu Dias alcançou o Cabo das Tormentas, no extremo sul do continente, renomeado para Cabo da Boa Esperança. Sob Dom Manuel I, chamado de “o Venturoso”, que subira ao trono em 1495, Vasco da Gama alcançou as Índias em 1497. No lugar de se dedicar à conquista de territórios, Portugal pretendia estabelecer feitorias comerciais. O modelo adotado fazia do rei o principal empresário do país. Dez contos de réis investidos num empreendimento marítimo rendiam mais de cem contos se as naves retornassem carregadas a Lisboa. Mesmo que certos emprendimentos não fossem financiados pela coroa, uma porcentagem dos lucros ia para o tesouro real.

Navegar é preciso

As grandes navegações, mesmo que também pretendessem difundir o cristianismo, razão pela qual recebiam o apoio e o incentivo do papado, tinham por principal interesse o comércio do ouro e das valiosas especiarias. No caminho de volta, se pudessem, capturavam ou compravam escravos.
Pouca gente hoje em dia acredita que o Brasil foi “descoberto” por acaso. A disputa entre Portugal e Espanha pela posse dos territórios a serem descobertos do outro lado do Atlântico indica que ambos os países desconfiavam da existência de terras a oeste da África.

A descoberta da América

Em 1492, Cristovão Colombo chegava à América. O mais curioso é que Colombo, em busca de financiamento para sua aventura, antes de conseguir o apoio dos reis espanhóis, procurara o monarca português, mas Dom Manuel I recusou a proposta (deve ter se arrependido!). Para pôr fim à querela, o Tratado de Tordesilhas, mediado pelo papa, assinado em junho de 1494, estipulava que pertenceriam aos portugueses as terras descobertas até 370 léguas (1.770 km) a oeste das ilhas de Cabo Verde, cabendo à Espanha as situadas além desse limite. Na ocasião, Luís XII, rei da França, ironizou: “Em que artigo de seu testamento Adão repartiu a Terra entre portugueses e espanhóis?”
Depois da bem-sucedida viagem de Vasco da Gama à Índia, nova esquadra, dessa vez com treze navios, foi enviada ao Oriente pela mesma rota. Para evitar as calmarias na costa da África, mas também na tentativa de descobrir novas terras, Pedro Álvares Cabral, comandante da expedição, desviou-se bastante rumo a oeste, até dar com os costados no que é hoje o litoral do estado da Bahia, na altura de Porto Seguro.
Nas primeiras décadas do século XVI não se pensou em colonizar as novas terras, habitadas por índios hostis e com pouco a oferecer além do pau-brasil, madeira utilizada como corante. O grande negócio do reino eram as especiarias das Índias, que garantiram grandes lucros a Portugal ou, mais exatamente, à realeza. Esta, porém, no lugar de investir no desenvolvimento do país, torrou os lucros obtidos, construindo suntuosos palácios.

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Padrão do Descobrimento, Lisboa
História de Lisboa, Padrão do Descobrimento, Lisboa

História de Lisboa

Sabe-se que a região de Lisboa na foz do rio Tejo, ao norte da península de Setúbal, foi habitada desde a Idade da Pedra. Vestígios desse período, como menires e dôlmens, espalham-se pela região. Em cerca de 1.200 anos antes de Cristo seus habitantes já efetuavam trocas comerciais com navegadores fenícios que chegaram a se fixar na cidade.

A foz do Tejo

O fato é que a foz do Tejo, onde fica a capita lusa, sempre foi um excelente porto natural.
Aos fenícios seguiram-se os celtas, que ocuparam a região de Lisboa e outras de Portugal, mesclando-se com a população local.

As sucessivas invasões

Uns 300 anos a.C. os cartagineses, descendentes dos fenícios, ocuparam parte do litoral que também incluía a região de Lisboa e ali permaneceram até serem expulsos pelos romanos após as guerras púnicas. A cidade passou então a se chamar Felicitas Julia e foi integrada à Lusitânia, província que se estendia até a cidade de Mérida, hoje parte da Espanha.

O cristianismo

Com a queda do Império Romano, depois de adotar o cristianismo, Lisboa (que passara a ser chamada de Ulishbuna) caiu nas mãos dos suevos, depois dos visigodos, até que, em 719, decadente, foi tomada pelos mouros, que invadiram a Península Ibérica oito anos antes.

O domínio mouro

Transformada em cidade árabe, com o nome de al-Lixbûna, Lisboa permaneceu sob domínio islâmico até o ano de 1147, quando foi retomada pelos cristãos comandados pelo rei Dom Afonso Henriques, que contou com a ajuda dos cruzados a caminho da Terra Santa. Autorizados pelo rei a saquear a cidade, os cruzados mataram ou escravizaram milhares de pessoas, não poupando nem mesmo a população cristã, chamada de moçárabe. Com a conquista do sul do país e a formação do Reino de Portugal e do Algarve, Lisboa reforçou sua importância política e econômica, tornando-se capital do reino no ano de 1255.

Lisboa na Idade Média

Durante a Idade Média, Lisboa já era um dos mais importantes portos europeus, beneficiando-se de sua situação privilegiada no estuário do Tejo. No extremo oeste da Europa, de frente para o Atlântico, mas bem perto do Mediterrâneo e da África, a cidade estava mesmo destinada a ser a capital das grandes navegações, de onde partiram no final do século XV e começo do século XVI as caravelas de Vasco da Gama. da Gama. Começava a idade de ouro da capital, na qual desembarcavam as famosas especiarias orientais, tão valorizadas na Europa.

Lisboa sob Dom Manuel

A riqueza foi tal que permitiu a Dom Manoel I torrar dinheiro em castelos, palácios, igrejas, mosteiros e outras extravagâncias. Habitavam Lisboa verdadeiras colônias de comerciantes europeus de diferentes países. Africanos também eram numerosos; era comum famílias lisboetas, não necessariamente ricas, terem escravos negros empregados em tarefas domésticas. Havia ainda árabes (livres ou escravos) e mulatos. Destes alguns eram açorianos, resultado do estímulo à política de miscigenação adotada pelo reino. Outros mestiços eram de “produção local”, nascidos em Portugal, já que o abuso sexual das negras era considerado normal. As escravas árabes eram um pouco (um pouquinho só…) mais respeitadas.

O que é bom dura pouco

No caso de Portugal e particularmente de Lisboa durou muito. Do final do século XV até o final do século XVIII, de forma quase ininterrupta a cidade (leia-se o rei, a Igreja, a nobreza e a burguesia comercial, não o povão) beneficiou-se das riquezas do ultramar. Só a Igreja, com um patrimônio cada vez maior, construiu mais algumas dezenas de conventos e templos repletos de ornamentos de ouro, enquanto os sacerdotes, geralmente ociosos, chegavam a constituir aproximadamente 6% da população lisboeta.

A Igreja portuguesa, fator de atraso

Foi esse setor ultraconservador da sociedade portuguesa que impediu, com o poder que lhe conferia a Inquisição, e com o apoio a nobreza, o surgimento de uma burguesia industrial e qualquer tentativa de industrialização do país. A situação só mudaria durante o governo do Marquês de Pombal, o todo-poderoso ministro do rei Dom José I.

O Grande Terremoto de 1755

Foi durante seu governo que ocorreu o mais dramático evento da vida da cidade nos últimos séculos. Em 1º de novembro de 1755, Lisboa foi destruída por um grande terremoto, seguido de um tsunâmi. Tratando-se do dia de Todos os Santos, incêndios provocados pelos milhares de velas acesas nas casas e igrejas se alastraram por toda a cidade, devastando o que sobrou.

As reformas urbana de Pombal

Pombal aproveitou para transformar a cidade que, apesar de rica e cosmopolita, mantinha até então um aspecto medieval, com ruelas estreitas e tortuosas. Todo o centro de Lisboa, região que ficou conhecida como Baixa Pombalina, foi reconstruído seguindo um planejamento urbano, com a abertura de largas avenidas e praças.
Após a bagunça que se seguiu ao terremoto, Lisboa foi aos poucos voltando à sua vida normal.

O fim do ouro brasileiro e a decadência de Portugal

Nosso metal precioso continuava a abastecer os cofres reais, situação que se estendeu até o esgotamento das minas no Brasil no final do século XVIII. A partir daí Lisboa passou por momentos difíceis. Como miséria pouca é bobagem, pouco depois Portugal foi invadida pelas tropas de Napoleão. Dom João VI, sua esposa, a desbocada Carlota Joaquina, o resto da família real, nobres, o alto clero e todo mundo que pode deixou a cidade às pressas. O povo de Lisboa, abandonado à própria sorte, viu sua cidade ser ocupada (e, em parte, saqueada) pelos franceses.

A segunda metade do século XVIII

Lisboa começou a seguir o exemplo de outras capitais europeias e a se modernizar somente na segunda metade do século XVIII, quando bairros como o Chiado ganharam lojas finas, cafés da moda (O Tavares e o Café do Chiado) e associações culturais. Uma dessas entidades foi o Grêmio Literário, onde se reuniam escritores do quilate de Almeida Garrett, Eça de Queirós, Oliveira Martins e Alexandre Herculano, além de poetas como Guerra Junqueiro, intelectuais que tinham em comum certas preocupações sociais. Lisboa ganhou alguns belos jardins, a exemplo de outras capitais europeias.

Lisboa era uma coisa, Portugal era outra

Enquanto os lisboetas sempre foram abertos e politicamente esclarecidos, o povão das pequenas cidades e das regiões rurais, analfabeto e manipulado pelos padres, continuava muito conservador. Quando em 1910, depois do assassinato do rei Dom Carlos no atentado de 1908, eclodiu na cidade uma revolta das classes populares e a república foi proclamada, a capital praticamente arrastou o país junto.

A ditadura salazarista

Depois de inúmeras crises, com a nação sem rumo, um golpe de Estado derrubou o governo e instalou uma ditadura liderada por António de Oliveira Salazar, um obscuro e carola professor de economia de Coimbra. Durante seu regime, uma espécie de fascismo molhado na água benta e inspirado no regime italiano de Mussolini e no franquismo espanhol, a cidade viveu um limbo político e cultural, a imprensa foi amordaçada e a criação artística e literária foram sufocadas pela censura. Pobre Lisboa!

A Revolução dos Cravos

A ditadura estendeu-se até 1974, quando o sucessor de Salazar, Marcelo Caetano, foi derrubado pela Revolução dos Cravos. Depois de alguns anos de instabilidade com radicais de esquerda, socialistas e a direita moderada se degladiando pelo poder, as coisas se acalmaram e os portugueses puderam enfim desfrutar a democracia.

Portugal entra para a União Europeia

O grande momento para Lisboa foi a entrada do país na Comunidade Europeia. Áreas inteiras como as docas foram recuperadas, a cidade floresceu, mesmo tendo passado por momentos dramáticos, como o Grande Incêndio do Chiado, que acabou resultando na reconstrução, reforma e recuperação do centro velho. Em 1994, Lisboa tornou-se Capital Europeia da Cultura e, em 1998, foi sede da Exposição Mundial destinada a comemorar os 500 anos das descobertas de Vasco da Gama.

A maior ponte do continente europeu

No mesmo ano, como parte das comemorações, foi inaugurada a maior ponte do continente, a Vasco da Gama, e o Oceanário. A outra ponte sobre o Tejo, a Oliveira Salazar, teve seu nome mudado para Ponte 25 de Abril em 1974. Soa muito melhor!

Lisboa hoje

A capital portuguesa é hoje uma bela cidade, que concilia tradição e modernismo. Conserva largas avenidas nas áreas destruídas pelo terremoto de 1755, mas mantém o traçado medieval em bairros como Alfama, que escapou dos tremores. Funiculares e um elevador unem a parte alta da cidade à baixa (que, apropriamente, se chama Baixa).

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Caravela da Ordem de Cristo

As Grandes Navegações, História de Portugal

Dom Henrique, de fato impulsionou as Grandes Navegações e o domínio português nos mares. Foi quem estabeleceu as base de um império marítimo lusitano. O curioso, porém é que, chamado “o Navegador”, em toda sua vida raramente pisou um convés de navio!

As Grandes Navegações e a expansão comercial lusitana

A vocação portuguesa para o comércio marítimo começou cedo e foi influenciada pela localização estratégica do reino, junto ao Mediterrâneo, mas de frente para o Atlântico, “onde a terra se acaba e o mar começa”, nas palavras de Camões. Já no século XI, navios portugueses não apenas comerciavam no Mediterrâneo e Norte da África, mas levavam vinho, frutas e azeite para Antuérpia, Amsterdã, Bruges e Londres, portos atlânticos, voltando carregados de cereais. Portugal já dispunha naquela época de feitorias comerciais em algumas dessas cidades.

A Europa do século XV

A Europa do século XV era ainda um mundo quase fechado em si mesmo. Somente os venezianos comerciavam com a Ásia, de onde, pelo Mar Vermelho, uma rota arriscada, chegavam as especiarias e outros produtos exóticos.
Era preciso encontrar um caminho marítimo para as Índias. No final do século XV já se desconfiava que a terra era redonda e que girava em torno do Sol, um conceito considerado herético durante muito tempo pela Igreja, pronta a mandar para a fogueira os defensores da teoria, como aconteceu com o padre italiano Giordano Bruno.

A vantagem portuguesa

Situado na extremidade ocidental da Europa, Portugal saiu na frente. O que essa pequena nação fez foi realmente extraordinário e transformou o mundo de então.
Naquela época os portugueses já dominavam suficientemente a arte da navegação, conheciam a bússola e tinham acesso a cartas marítimas elaboradas por italianos e árabes. Apesar de já saberem que a Terra era redonda, não tinham ainda noção de seu tamanho e acreditavam que a Índia ficasse muito mais perto do que de fato era. Somando os conhecimentos náuticos ibéricos aos adquiridos no contato com os mouros que ocuparam o Algarve, aprenderam também a construir navios cada vez mais robustos, velozes e manobráveis.

Preparados para a grande aventura dos oceanos

Tinham tudo para encarar a aventura, inclusive o incentivo proporcionado pelo rico imaginário popular, que incluía míticos reinos, como o do Preste João, situados em algum ponto da costa da África, na Ásia ou no misterioso Atlântico, que guardavam riquezas fabulosas.

A colonização da África

Começaram pelo norte da África, com a tomada de Ceuta, cidadela muçulmana no Marrocos, em 1415, e continuaram com a ocupação das ilhas da Madeira e dos Açores, ainda desabitadas, colonizando-as e destinando-as à cultura de trigo, cereal que o país não conseguia produzir em quantidade suficiente para atender à demanda interna. Uma técnica que utilizavam para ocupar ilhas desabitadas era, anos antes de tentar colonizá-las, soltar nelas alguns animais, como carneiros, cabritos e porcos, que, em estado selvagem e sem predadores naturais, iam se multiplicando, servindo posteriormente como uma fonte de alimento para os futuros colonizadores.

As experiências colonizadoras portuguesas

Os portugueses prosseguiram sua expansão marítima descendo o litoral da África e estabelecendo feitorias comerciais. Alcançaram o Cabo Bojador em 1434, em seguida São Tomé, onde foi introduzida a cultura do algodão. Treze anos mais tarde chegaram a Cabo Verde (1457), com clima propício à produção da cana-de-açúcar, que passou a ser cultivada por escravos trazidos da costa da África, não muito distante. Essas experiências colonizadoras, cobertas de êxito, permitiram ao país desenvolver um importante know-how no cultivo de produtos tropicais de grande procura na Europa, como o açúcar. Elas serviriam de modelo para a política colonial escravagista que seria mais tarde implantada no Brasil. Portugal desde o século XV já importava escravos da África; a maioria revendida aos reinos espanhóis.

As conquistas na África

No continente africano os objetivos eram o controle das rotas das caravanas que transportavam ouro através do Saara e a conquista das planícies marroquinas propícias ao cultivo do trigo, onde já existia uma mão de obra camponesa “escravizável”. Infelizmente, os árabes recusaram-se a colaborar… Com relação ao comércio do ouro tiveram mais sucesso. Desceram a costa da África ao sul do Saara, alcançando as regiões produtoras no Senegal e em Gana, onde passaram a controlar parte do mercado do metal, monopólio da coroa.

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História de Portugal: a expansão portuguesa

O vizinho espanhol

A expansão portuguesa assustou os castelhanos, que só reconheceram a soberania lusitana sobre os territórios conquistados aos árabes em 1268, pelo Tratado de Badajós. A relação de Portugal com Castela foi sempre de desconfiança, quando não de conflito aberto. Basta ver as poderosas fortificações existentes até hoje junto à fronteira espanhola em cidades como Valença do Minho, por exemplo.

As oscilações políticas

Aos períodos de hostilidade do século XIV sucediam-se outros de aproximação e alianças por meio de casamentos ou tratados, prontos a serem ignorados ao sabor dos interesses do momento. Como as casas reais de Portugal e da Espanha (e de outros países europeus) eram aparentadas, disputas familiares resultavam frequentemente em novas guerras e até em assassinatos.

Assassinato encomendado

O rei Afonso IV, por exemplo, mandou matar Inês de Castro, amante de seu filho, pertencente a uma rica família espanhola, por temer a influência da moça e de seus irmãos sobre o príncipe regente. Quando, após a morte do pai, Pedro se tornou rei, mandou não apenas arrancar os corações dos sicários enviados para matar sua querida amante, como fez questão de assistir à cena. No mosteiro de Alcobaça estão os túmulos de Inês de Castro, retratada como rainha, e o de Pedro.

Um país muito antigo

Portugal conserva até hoje aproximadamente o mesmo território que possuía na segunda metade do século XIII, o nome e a língua. Isso faz com que seja a nação (ou uma das nações, segundo alguns) mais velha da Europa. Praticamente todos os países da Europa atual eram um amontoado de pequenos reinos que falavam diferentes línguas ou dialetos. Não existia a França como conhecemos hoje, nem a Inglaterra ou a Alemanha.

O idioma português

O português, cruzamento do galaico-português falado no norte do país e do lusitano-moçárabe, utilizado no sul, foi declarado idioma oficial do reino por Dom Dinis I. Não era exatamente o mesmo português que falamos hoje; parecia-se com o galego, mas já era semelhante ao contemporâneo. Falava-se quiseron (quiseram); nom (não); vergonça (vergonha); nulha (nenhuma); mays (mães)… Cada um escrevia como lhe soava ou como achava que devia ser (como na internet hoje!). A padronização “oficial” da língua só ocorreria na primeira metade do século XVI.

A dinastia de Avis

Quando o último rei da casa de Borgonha, Fernando I, faleceu sem deixar descendente direto, o trono foi reivindicado por seu genro João de Castela. Temendo que o reino caísse sob domínio castelhano, as cortes portuguesas reunidas em Coimbra, formadas por representantes da burguesia, da nobreza e do clero, escolheram como rei o hesitante príncipe Dom João, mestre da ordem religiosa militar de Avis, irmão bastardo do soberano. A decisão provocou a invasão do país por tropas de Castela. Mobilizados, os portugueses comandados pelo Condestável Nuno Álvarez Pereira conseguiram vencer os castelhanos na batalha de Aljubarrota, em agosto de 1385, obrigando-os a renunciar a suas pretensões. Nascia a dinastia de Avis.

Aliança com a Inglaterra

Buscando alianças que contrabalançassem o peso da poderosa vizinha, aliada da França, João I casou-se com Filipa de Lencastre, da casa dos Plantagenetas, neta do rei inglês Eduardo III. Essa parceria influenciaria profundamente a política portuguesa durante os séculos vindouros e teria mais tarde reflexos também no Brasil.

Filipa

Filipa trouxe saudáveis costumes ingleses a uma corte composta por brutos de pouca cultura, preocupando-se em dar a seus filhos uma educação primorosa e preparando-os para o exercício do poder. O mais velho, Dom Duarte, foi o herdeiro do trono. O príncipe Dom Pedro estabeleceu bons contatos com a burguesia e favoreceu o comércio. O terceiro irmão, Dom Henrique, chamado “o Navegador”, na condição de comandante da Ordem de Cristo, impulsionou a navegação e foi o principal estrategista e mentor da formação do império lusitano de além-mar, reunindo à sua volta matemáticos, astrônomos e navegadores estrangeiros.

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História de Portugal: A Reconquista

Em Portugal a Reconquista dos territórios recuperados aos mouros aconteceu de forma mais rápida do que na Espanha e tomou cerca de um século e meio, com idas e vindas. Os cristãos avançavam e tomavam uma parte do território e os mouros a recuperavam, depois a perdiam novamente, como aconteceu com a cidade de Santarém, cuja conquista só foi consolidada em 1147.

A retomada de Lisboa

Naquele mesmo ano Afonso Henriques retomou Lisboa, com uma mãozinha dos cruzados que se dirigiam à Terra Santa. Em troca, foram autorizados, depois de longas negociações com o rei português, a pilhar para si o que encontrassem e a escravizar quem quisessem. Trataram da mesma forma boa parte da população moçárabe: saquearam, violentaram as mulheres. Os homens, inclusive o bispo, tolerado pelos muçulmanos, foram degolados.

Os cruzados

Estrategicamente localizada, Lisboa tornou-se a capital do país. Ainda na segunda metade do século XII caíram Évora e Beja. Restava o Algarve, que só foi reconquistado em 1249, no reinado de Afonso III, também com a ajuda de cruzados. Estes, é bom que se saiba, eram em sua maioria guerreiros mercenários, bandidaços, mais preocupados em pilhar do que em libertar Jerusalém. Enviá-los ao Oriente foi um modo de o papa se livrar de um pessoal perigoso, que constituía constante fonte de problemas na Europa. No Oriente podia pilhar, matar, saquear, violentar com a benção de Deus.

O Algarve

O Algarve, onde a presença islâmica foi marcante, era visto como um reino à parte, motivo pelo qual os reis portugueses assumiram, ao conquistá-lo, o título de “rei de Portugal e dos Algarves”.

O que foi a Reconquista

A Reconquista serviu para, por meio do saque, encher os cofres reais e acalmar as ambições dos poderosos. Castelos, mesquitas, edifícios religiosos, terras, escravos e gado tomados aos árabes foram entregues à Igreja e a nobres leais. A população muçulmana e judaica que sobreviveu à degola dos cruzados, sem condições de imigrar, continuou a habitar as cidades conquistadas pelos cristãos, fixando-se em guetos que tomaram os nomes de mourarias e judiarias.

Estranhas alianças

O avanço português sobre territórios árabes em 1168 fez com que o rei Fernando II de Leão, para detê-los, se aliasse aos muçulmanos almóhadas. O engraçado é que o mesmo soberano, interessado em manter uma espécie de equilíbrio regional, colocou-se ao lado dos portugueses em 1184, quando os mouros cruzaram Tejo.

O fim do feudalismo

Na segunda metade do século, como aconteceu em muitos países da Europa de então, o feudalismo entrou em declínio. Embora os nobres ainda conservassem boa parte de seu poder, uma nova classe, a burguesia, dedicada ao comércio e a atividades manufatureiras, começava a ganhar importância sobretudo nas cidades maiores.

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Guimarães, Portugal
História de Portugal: o nascimento de uma nação. Guimarães, Portugal

O nascimento da nação

A Península Ibérica, quando sofreu a invasão moura, estava dividida em diversos reinos rivais, frequentemente em luta entre si. Embora alguns soberanos espanhóis tenham chegado a se aliar aos árabes para combater seus adversários cristãos, a Reconquista (recuperação dos territórios em mãos dos muçulmanos) consolidou lideranças comuns aceitas por príncipes cristãos.

Alfonso VI

Um dos reis empenhados na Reconquista foi Alfonso VI, rei de Leão e Castela, na Espanha, e de terras que incluíam o Condado Portucalense. Esse território englobava inicialmente as regiões vizinhas às duas cidades na foz do Douro: Porto e Cale, que corresponde à atual Vila Nova de Gaia. O condado se expandiu e acabou por ocupar todas as terras entre o Douro e o Minho, na atual fronteira com a Espanha.

A ajuda dos franceses

A vitória de Alfonso VI se deveu em grande parte à ajuda dos príncipes franceses Raimundo de Borgonha e seu primo Henrique de Borgonha, incentivados pela Igreja. O soberano foi generoso ao recompensá-los. Raimundo recebeu a mão da herdeira do trono, a princesa e filha legítima do rei, que respondia pelo lindo nome de Urraca.

O Condado Portucalense

Henrique, por sua vez, casou-se com Teresa, filha ilegítima de Alfonso VI, que recebeu como dote o Condado Portucalense, tornando-se vassalo de Leão e Castela. Urraca ficou viúva em 1107. Quando casou-se, em segundas núpcias, com Afonso I de Aragão, seu cunhado Henrique, cada vez mais independente, parou de cumprir sua obrigação feudal e, vindo a morrer em 1114, sua viúva Teresa ocupou o trono, já que o filho do casal, Afonso Henriques, tinha apenas cinco anos de idade. Teresa governou até 1128, quando foi afastada pelo filho.

Afonso I

O jovem conde, que consolidara seu poder com uma expressiva vitória sobre os mouros em Ourique, terminou em 1139 por se declarar rei com o título de Afonso I de Portugal. Nascia Portugal, a mais antiga das nações europeias.

Nasce a nação portuguesa – Em 1143, Castilla, após muitas escaramuças, abandonou suas pretensões sobre o novo reino, cuja independência foi legitimada pelo Papa Alexandre III mediante um salgado tributo pago à Igreja. Deus pode dar qualquer coisa de graça, mas seu representante terreno, aparentemente, não pensava assim.
Afonso Henriques teve um longo reinado, o que ajudou em muito a consolidação de seu poder monárquico.

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Árabes no deserto - Foto- Augusto Janiski Jr CCBY

Os mouros

Em 711, mouros do norte da África cruzaram o estreito de Gibraltar e rapidamente ocuparam parte da Península Ibérica. Além de toda a Andaluzia foram ocupados (Sevilha, Granada, Córdoba) inclusive territórios que hoje fazem parte de Portugal, como o Algarve (em árabe, Al-Gharb), no extremo sul do país.

Rei de Portugal e do Algarve

Essa região, aliás foi a última a ser libertada do domínio mouro. Por esse motivo, após a tomada da região pelos reis cristãos, estes eram denominados “rei de Portugal e do Algarve”.

As contribuições tecnológicas dos mouros

Os cinco séculos de ocupação árabe trouxeram importantes contribuições tecnológicas na mineração e fundição de vários metais. A agricultura, por sua vez, beneficiou-se com a construção de moinhos, a introdução de novas técnicas agrícolas e novas culturas, como o arroz, e a instalação de sistemas de irrigação mais eficazes.

A relativa autonomia de cristãos e judeus durante o período muçulmano

Embora cristãos e judeus nos territórios ocupados pelos árabes devessem se submeter às leis islâmicas, ambas as comunidades tinham relativa autonomia. Os primeiros, chamados de moçárabes, eram em sua maioria agricultores e os segundos dedicavam-se principalmente ao comércio.

A influência islâmica na arte e na ciência

A conquista islâmica teve igualmente uma influência positiva nas artes e nas ciências, beneficiando a filosofia, a arquitetura, a navegação, a matemática e a astronomia. Até o azulejo “tipicamente português” tem, exceto nos motivos, origem árabe.

A influência árabe na língua portuguesa

A língua portuguesa conservou a estrutura latina, mas ganhou durante o período islâmico incontáveis palavras de origem árabe, como almirante, alface, álcool, algodão, açúcar, azeitona, azeite, garrafa, laranja, javali.

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Ruínas de templo romano em Évora, Alentejo
História de Portugal: a ocupação romana

História de Portugal: a ocupação romana

Empenhados em transformar toda a Península Ibérica em província de Roma, os romanos tiveram que enfrentar a resistência dos lusitanos, comandados por Viriato. Este, vítima de uma traição, foi derrotado e morto em 139 a.C.

Roma não paga a traidores

Diz a lenda que quando os lugares-tenentes que o entregaram foram reclamar sua recompensa ao general romano Servílio Cipião, tiveram como resposta: “Roma não paga a traidores”. A derrota custou caro aos lusitanos, que tiveram suas aldeias saqueadas e arrasadas. Milhares de prisioneiros foram degolados.

A resistência

Durante décadas os invasores enfrentaram revoltas, sufocadas com dificuldade, até que Júlio César, à frente de um exército de 15 mil homens, conseguiu em 60 a.C. consolidar o poder de Roma sobre a Lusitânia (o nome do oeste da Península Ibérica).

A ocupação romana

Como costumavam fazer nos territórios conquistados, os romanos construíram uma rede de estradas, pontes de pedra e viadutos para facilitar a circulação de suas tropas. Algumas obras daquela época eram tão sólidas e tecnicamente tão perfeitas que existem até hoje; a estrada que ligava Lisboa e o Norte de Portugal, por exemplo, foi utilizada durante séculos.

As colônias romanas na Lusitânia

Os romanos quando estabeleceram guarnições e colônias na Lusitânia impuseram igualmente suas leis, cultura e língua. Olissipo (Lisboa), com uma localização estratégica, tornou-se a capital da nova província. Imensas áreas de terra foram distribuídas entre veteranos de guerra que serviram o império e cidadãos romanos. No centro da extensa propriedade ficava a villa, construções em estilo clássico de alto padrão, rodeada de belos jardins, utilizada pelo proprietário, sua família, agregados e visitantes. O sistema rural escravagista implantado na Lusitânia deu origem a latifúndios nos quais escravos cultivavam oliveiras, videiras e cereais ou criavam gado e cavalos.

A influência da cultura romana

O mesmo modelo agrário romano da região do Alentejo, herdado pelos portugueses, foi séculos mais tarde, com poucas modificações, transferido para o nordeste do Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. A casa grande substituiu a villa.
A ocupação romana, que duraria cerca de 400 anos, influenciou profundamente a formação do país, a composição étnica de seu povo, seu sistema jurídico, sua estrutura fundiária, a disposição de suas cidades. Isso, sem esquecer que foi o triunfo romano sobre a Lusitânia que deu origem à lingua portuguesa, a última flor do Lácio, na expressão de Olavo Bilac. Não fossem os romanos talvez estivéssemos falando fenício, grego ou celta…

As cidades de origem romana

Entre as cidades portuguesas fundadas pelos romanos estão Santarém (Acallabis), Évora (Ebora), Beja (Pax Julia), Braga (Bracara Augusta), Santiago do Cacém (Mirobriga), Mértola (Myrtillis) e Coimbra (Conimbriga). Bases avançadas do império, elas dispunham de bastante autonomia administrativa e, como qualquer cidade romana, possuíam templos, arenas, fóruns, mercados, termas e fontes abastecidas por sofisticados aquedutos. Os edifícios mais ricos e os locais sagrados eram construídos com mármore extraído de pedreiras locais.

A destruição do patrimônio arquitetônico romano pela Igreja

Ruínas de magníficos templos, como o de Évora, ilustram a importância de certas cidades naquela época. Muitos antigos templos foram completamente arrasados pela Igreja Católica após a introdução do cristianismo em Portugal e esse magnífico patrimônio em boa parte se perdeu.

A introdução de novas culturas agrícolas

Os romanos foram responsáveis pela introdução de novas culturas, como a azeitona, o figo e outras frutas, ciosos de que a vida é muito curta para tomar vinho vagabundo, aperfeiçoaram a bebida, melhorando a qualidade das videiras e das técnicas de produção. Foram eles também que introduziram a produção de sal, do pescado (obviamente, do peixe seco…) e desenvolveram a cerâmica.

A ligação com a Igreja Católica

A profunda ligação de Portugal com a Igreja ainda foi uma influência romana. Bispados foram estabelecidos, primeiramente em Braga e depois em cidades como Lisboa, Évora e Faro. Por isso a conhecida expressão que se refere a coisas muito antigas: “Mais velha que a Sé de Braga!”.

O fim da dominação romana

A decadência da cultura romana em Portugal foi consequência do enfraquecimento de Roma acuada pelas invasões bárbaras na Itália. Foi a vez de suevos e godos, que já ocupavam a maior parte da Península Ibérica, estenderem seu domínio sobre a Lusitânia. Sua influência foi, porém, menos expressiva do que a romana e resta pouco evidente quando se visita Portugal.

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Cromeleque dos Almendres, Portual - Foto CroDavid V.A CCBY SA.
História de Portugal: os tempos pré-históricos. Cromeleque dos Almendres

Os tempos pré-históricos

Pesquisas arqueológicas indicam que o espaço ocupado hoje pelo Estado português tem sido habitado pelo homem desde tempos imemoriais. Há vestígios de hominídeos na Península Ibérica de mais de um milhão de anos.

Neandertais e Cro-Magnos

Seu território foi um dos lugares da Europa onde, na Pré-História, Cro-Magnons (o homo sapiens, a nossa espécie), conviveram com Neandertais até a extinção destes. O assunto é polêmico. Aparentemente não ocorreu cruzamento entre as duas espécies.

O Neolítico

Durante o Neolítico o extremo oeste da Península foi ocupado por grupos humanos dedicados à caça e à coleta. Posteriormente, tribos celtas estabelecidas no atual Distrito de Évora deixaram como legado um impressionante conjunto de menires

Cromeleque dos Almendres

O Cromeleque dos Almendrres foi erguido entre 6.000 e 3.000 anos antes da Era Cristã e era constituído por cerca de 95 monolitos em forma de círculos concêntricos, alguns com até três metros de altura. É o mais importante sítio neolítico desse tipo na Península Ibérica. Fica nas proximidades de Évora, no Alentejo.

Vestígios da Idade do Bronze

São pouco numerosos em Portugal. Nas sepulturas descobertas em Odemira e Vila Nova de Milfontes foram encontrados alguns machados de cobre, pontas de flechas, restos de cerâmicas primitivas e urnas com ossos. Sabe-se que ainda na Idade do Bronze, por volta de 700 a.C., fenícios e gregos já possuiam entrepostos no litoral português. Foram esses mercadores que introduziram o gosto do vinho entre os lusitanos.

Cartaginenses

Em torno de 300 a. C. foi a vez de os cartaginenses ocuparem parte do território.Habitando uma área aberta para o oceano, sem cadeias de montanhas ou outros obstáculos naturais que as separassem do restante da Península Ibérica, as tribos locais beneficiaram-se dos contatos com colonizadores de várias origens, familiarizando-se com as técnicas de fundição do cobre, do bronze e, mais tarde, do ferro.

As técnicas de construção naval

Foram esses estrangeiros que trouxeram para a região suas técnicas de construção naval e de navegação. Séculos depois, esse conhecimento naval, constantemente aperfeiçoado, daria a Portugal o domínio dos mares.

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O início da História de Portugal como nação

Portugal, a mais antiga nação da Europa

Portugal, nação antiga, fala a mesma língua, possui quase o mesmo território da época de sua fundação: aproximadamente o mesmo que possuía na segunda metade do século XIII. Até o origem de seu nome não mudou: Condado Portucalense. Isso faz com que seja a nação (ou uma das nações, segundo alguns) mais velha da Europa. Enquanto Portugal era uma uma única nação, praticamente todos os países da Europa atual eram um amontoado de pequenos reinos que falavam diferentes línguas ou dialetos. Não existia a França como conhecemos hoje, nem a Inglaterra ou a Alemanha.

A língua portuguesa

O português, cruzamento do galaico-português falado no norte do país e do lusitano-moçárabe, utilizado no sul, foi declarado idioma oficial do reino por Dom Dinis I. Não era exatamente o mesmo português que falamos hoje; parecia-se com o galego, mas já era semelhante ao contemporâneo. Falava-se quiseron (quiseram); nom (não); vergonça (vergonha); nulha (nenhuma); mays (mães)… Cada um escrevia como lhe soava ou como achava que devia ser (como na internet hoje!). A padronização “oficial” da língua só ocorreria na primeira metade do século XVI.

O surgimento de Portugal

A Península Ibérica, quando sofreu a invasão moura, estava dividida em diversos reinos rivais, frequentemente em luta entre si. Embora alguns soberanos espanhóis tenham chegado a se aliar aos árabes para combater seus adversários cristãos, a Reconquista (recuperação dos territórios em mãos dos muçulmanos) consolidou lideranças comuns aceitas por príncipes cristãos.

Os reis da Reconquista

Um dos reis empenhados na Reconquista foi Alfonso VI, rei de Leão e Castela, na Espanha, e de terras que incluíam o Condado Portucalense. Esse território englobava inicialmente as regiões vizinhas às duas cidades na foz do Douro: Porto e Cale, que corresponde à atual Vila Nova de Gaia. O condado se expandiu e acabou por ocupar todas as terras entre o Douro e o Minho, na atual fronteira com a Espanha.

Portugal tem sua origem no Condado Portucalense

A vitória de Alfonso VI se deveu em grande parte à ajuda dos príncipes franceses Raimundo de Borgonha e seu primo Henrique de Borgonha, incentivados pela Igreja. O soberano foi generoso ao recompensá-los. Raimundo recebeu a mão da herdeira do trono, a princesa e filha legítima do rei, que respondia pelo lindo nome de Urraca. Henrique, por sua vez, casou-se com Teresa, filha ilegítima de Alfonso VI, que recebeu como dote o Condado Portucalense, tornando-se vassalo de Leão e Castela. Urraca ficou viúva em 1107. Quando casou-se, em segundas núpcias, com Afonso I de Aragão, seu cunhado Henrique, cada vez mais independente, parou de cumprir sua obrigação feudal e, vindo a morrer em 1114, sua viúva Teresa ocupou o trono, já que o filho do casal, Afonso Henriques, tinha apenas cinco anos de idade. Teresa governou até 1128, quando foi afastada pelo filho.

Afonso Henriques

O jovem conde, que consolidara seu poder com uma expressiva vitória sobre os mouros em Ourique, terminou em 1139 por se declarar rei com o título de Afonso I de Portugal. Nascia Portugal, nação antiga, a mais antiga das nações europeias. Em 1143, Castilla, após muitas escaramuças, abandonou suas pretensões sobre o novo reino, cuja independência foi legitimada pelo Papa Alexandre III mediante um salgado tributo pago à Igreja. Deus pode dar qualquer coisa de graça, mas seu representante terreno, aparentemente, não pensava assim.

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