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Musée Grévin
Musée Grévin

Musé Grévin (museu de cera)

Esse museu, na região de Opéra, fundado em 5 de junho de 1882, um dos mais antigos museus europeus no gênero, tem sucursais em vários países e é um dos mais interessantes museus de cera do mundo. A ideia de fundar um museu de cera em Paris partiu do jornalista Arthur Meyer, proprietário do jornal Le Gaulois. Para isso uniu-se ao desenhista de humor Alfred Grévin. Alfred foi uma revelação como escultor em cera. Criou alguns personagens tão realistas que confundem o visitante. O sucesso entre os parisienses foi total. O Musée Grévin dá de dez a zero no Madame Troussaud e outros museus de cera espalhados pelo mundo, cujos personagens são tão irreais que lembram caricaturas. O Musée Grévin é dividido em salas, cada qual focada em um tema. O acervo do museu é representado por cerca de 200 figuras de cera. O único senão: o custo dos bilhetes de entrada é, em nosso entender, extorsivo. Os preços variam segundo o número de visitantes, então, normalmente, na baixa estação a entrada é mais em conta. O bilhete válido um ano custa mais caro, o reservado com alguma antecedência é mais barato. Confira no site do Musée Grévin.

Vídeo sobre o Musée Grévin de Paris

Localização do Musée Grévin

As salas

Subindo uma escadaria de mármore você chega ao  Palais des Mirages, que recuperou o aspecto que tinha quando da Exposição universal de 1900. Uma sequência de salas temáticas o esperam:

Sala dos Espelhos 

Uma das salas mais espetaculares é a sala dos espelhos, que oferece um espetáculo de som e luz e efeitos especiais, que transportam o visitante para diferentes paisagens do planeta.

O espírito de Paris (Tout Paris)

Reúne cerca de trezentos franceses famosos da atualidade. Digamos que essa sala é mais interessante para os parisienses e para quem está “imerso” na cultura francesa.

Sala dos Campeões 

Focaliza os grandes ídolos de diversas modalidades de esportes. Muitos deles não interessam aos brasileiros, que nem sabem quem é quem. Mas quando o tema futebol, lá está o velho rei do futebol, Pelé, nos esperando.

Excursão da Descoberta

Essa sala é interessante porque foi montada com o objetivo de fazer o visitante entender o processo de criação dos bonecos de cera, os materiais empregados, (além da cera, é claro…), como são implantados os cabelos, dentes, olhos, cílios, como são criadas as vestimentas indicadas no caso de cada personagem etc.

O Mundo das Crianças

É claro que é uma sala especialmente dirigida à criançada, mas é bom lembrar que os muito novos podem não achar muita graça. Os personagens são sempre relacionados à literatura para crianças e adolescentes. Você verá, por exemplos personagens da série “A Era do Gelo”, o “Pequeno Príncipe”, da obra de Antoine de Saint-Exupéry, o gaulês Obelix, personagem da famosa série de histórias em quadrinhos francesa.

História ontem e hoje

Retrata os grandes personagens vivos ou mortos da história recente, que têm ou tiveram relevância internacional, como a Princesa Elizabeth, da Inglaterra, Barac Obama (que até em cera é carismático…), Trump (que até em cera é autenticamente caricato), o líder indiano Mahatama Gandhi, Angela Merckel, o Papa João Paulo II, e outros personagens famosos, como pintores do quilate de Picasso, cientistas como Einstein. Também é interessante a reconstituição de ambientes de diferentes períodos e acontecimentos históricos, conflitos militares, a Inquisição Católica, a Peste Negra, que assolou a Europa, e a escravidão.

Conheça as estrelas

Nessa sala hollywoodiana concentram-se os grandes nomes do cinema, principalmente norte-americanos, ou que pertencem ao mundo de Hollywood, como Brad Pitt, Marilyn Monroe, George Clooney, Harrison Ford, Penélope Cruz, ou Angelina Jolie.
Musée Grévin

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Musée Picasso, Paris
Musée Picasso, Paris

A história do Musée Picasso

Por Lúcio Martins Rodrigues

A instalação do museu

O Museu Picasso começou a funcionar no Hôtel Salé um ano após a morte do artista. O Hôtel Salé, um imóvel aristocrático do século XVII, classificado como Monument Historique em 1968, pertence à cidade de Paris. É um dos mais espetaculares hôtels particuliers parisienses do século XVII. Foi uma ótima escolha! As reformas destinadas a transformar o imóvel em um museu com condições adequadas à exposição de obras de arte, iniciadas em 1979, estenderam-se até 1985. Em outubro desse mesmo ano o Musée Picasso foi finalmente inaugurado.

Video sobre o Musée Picasso em Paris

Localização do Musée Picasso

As novas reformas

Posteriormente, entre 2006 e 2009, o Hôtel Salé passou por novas reformas, que tiveram o cuidado de conservar detalhes arquitetônicos de sua fachada com frontão esculpido. Uma atenção especial foi dada à reforma do interior do imóvel. A restauração abrangeu as janelas, o hall, as escadarias, e o piso da Cour d’Honneur. A área de exposição atual do Hôtel, destinada à exposição do acervo permanente do Musée Picasso é hoje de 5700 m², distribuída em cinco diferentes níveis: (sub-solo, térreo e mais três andares ). O imóvel abriga igualmente uma cafeteria e uma livraria butique. Na ala junto do jardim, também renovado, foi criado um auditório, que serve igualmente de sala mutimidia.

A coleção de obras de Picasso no Hôtel Salé

Existem obras de Picasso espalhadas pelos museus no mundo todo. O acervo de obras do mestre espanhol no Hôtel Salé é, porém, a única do planeta que abrange todas as fases do artista, suas pinturas, gravuras e esculturas. As coleções ali reunidas somam mais de cinco mil obras de Picasso!

Como se formou a coleção

Foram os herdeiros de Picasso que doaram á cidade de Paris a enorme coleção de arte acumulada pelo artista ao longo de sua vida. Além das pinturas assinadas de Picasso, fazem parte do acervo do museu máscaras africanas e polinésias, estatuetas espanholas, e telas de outros mestres, pertencentes à sua coleção particular. Entre elas há pinturas de Gauguin, Cézanne, Renoir, Miro, Matisse, Le Nain, Corot, Vuillard, le Douanier Rousseau, Braque, Modigliani, além de desenhos de Chirico e Degas. Posteriormente outras obras foram adquiridas pelo museu. E, em 1990, outra doação, feita por herdeiros de Picasso enriqueceram o acervo do Hôtel Salé: pinturas da última fase do mestre, esculturas e desenhos.

O acervo do Musée Picasso

Cerca de 300 pinturas de Picasso, são a cereja do bolo do museu. Entre elas estão obras como l’Autoportrait e La Célestine, Matadors e Musiciens, telas cubistas pintadas entre 1912 e 1916), como Homme à la guitare e Homme à la mandoline, pinturas surrealistas executadas ente 1924 e 1930. O museu expõe ainda telas sobre a guerra civil espanhola, como Memento mori da época da Ocupação Alemã, esculturas dos anos 1950 e obras de sua última fase.

Fazem igualmente parte do acervo do Musée Picasso esculturas, objetos, cerâmicas, além de 250 obras em “trois dimensions”, que formam a coleção mais completa do mestre. Entre as esculturas de Picasso estão peças em madeira e bronze executadas entre 1906 e 1909. Fazem part do acervo telas cubistas produzidas entre 1913 e 1916; obras da década de 1930, como Femme au jardin; da década de 1940, como Tête de taureau l’Homme au mouton e da década de 1950, como a Petite fille sautant à la corde, La Chèvre, le Guenon et son petit.

Também interessante é a documentação fotográfica de Brassai, um amigo e frequentador do atelier do artista. As imagens retratam suas esculturas.

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Musée Guimet, Paris, Foto, Sébastien Bertrand, CBBY
Musée Guimet, Paris, Foto, Sébastien Bertrand, CBBY

Musée Guimet, o melhor da arte asiática

Por Lúcio Martins Rodrigues

O Musée Guimet (ou Museu Nacional de Arte Ásiática) reúne uma das mais completas coleções de arte asiática do mundo. São peças oriundas da China, Coréia, Paquistão, Afeganistão, Índia, Nepal, Cambodja, Japão e outras regiões do continente asiático. O museu possui ainda uma coleção bastante interessante de têxteis asiáticos. Além de suas espetaculares coleções permanentes, o Musée Guimet realiza exposições temporárias e apresentações de música tradicional de diversos países do Oriente. Se você tem intenção de ir a Paris, vale a pena conferir a programação no site da instituição.

Localização do Musée Guimet

Coleções de arte asiática

Afeganistão e Paquistão

As primeiras coleções de peças de arte afegãs e paquistanesas expostas no Musée du Louvre em 1900, foram trazidas pela missão comandada por Alfred Foucher, pesquisador, historiador e especialista em arte budista. De fato, algumas da primeiras representações de Buda, em forma humana, são originárias dessa região. Posteriormente, com o avanço do islamismo, essa arte praticamente desapareceu. Em época recente, em março de 2001, lamentavelmente, duas enormes estátuas de buda esculpidas em um rochedo em Kandahar, no Afeganistão, há mais de 1.500 anos, um patrimônio cultural e artístico da humanidade, foram dinamitadas pelo Talebã.

China

O Musée Guimet detém uma das mais ricas coleções de arte chinesa do planeta. Seu acervo abrange perto de 20 mil pinturas, cerâmicas, porcelanas, estatuetas e objetos do Neolítico ao século XVIII. As obras mais expressivas (bronzes, carros de combate, moedas) datam das dinastias Shang e Zhou. Além do grande número de cerâmicas, o Musée Guimet expõe móveis laqueados e grande número de pinturas, com temas variados (religião, vida cotidiana, paisagens etc.) de períodos históricos que se estendem da dinastia Tang à época Qing.

Índia

A arte indiana é igualmente bem representada entre as coleções do Musée Guimet, com esculturas de bronze, pedra, argila, madeira, além de tecidos, bijuteria, objetos, pinturas e miniaturas. São peças de diferentes épocas, a maioria delas budistas e hinduístas, do seculo III a.C. ao século XIX. Curiosamente, achados arqueológicos realizados em todo o subcontinente indiano, em especial no sul do país, comprovam contatos da velha Índia com o império romano nos primeiros séculos da Era Cristã.

Japão

Igualmente interessante é a seção japonesa do Musée Guimet, cujas coleções englobam aproximadamente peças do século III a.C. à era Meiji (1867 a 1912). Entre itens expostos estão cerâmicas, armas brancas, objetos de marfim, esculturas, pinturas, sedas, e artefatos variados, que ilustram a evolução da arte budista no país, ao lado de expressões culturais laicas, como a de Ukiyo (Images du Monde Flottant ), com perto de 3000 gravuras. Boa parte delas fizeram parte do acervo de grandes colecionadores, como Camondo e Koechlin. Entre elas destaca “La plaine de Musashi“, com três pinturas que têm por tema os amores clandestinos de um casal em fuga.

Ásia Central

No início do século XIX, escavações arqueológicas na antiga Rota da Seda trouxeram à luz um rico patrimônio do período budista. Entre os principais achados estão as esculturas de argila provenientes do conjunto religioso de Toqquz-Saraï, como a cabeça de um bodhisattva (um ser iluminado); uma pintura monástica de Duldur-Akhur, na região de Kuch, que representa o Buda meditando e, em Dunhuang, duzentos e cinquenta manuscritos, quase todos budistas e bem preservados, graças ao clima seco e desértico da região.

Himalaia

As coleções himalaianas do Musée Guimet compreendem cerca de 1.600 peças, entre elas bronzes e pinturas características da arte tibetana dos séculos XVIII e XIX. Recentemente, o acervo do museu foi enriquecido com peças tibetanas e nepalesas, como tangkas (pinturas budistas) e bronzes. Também são nepalesas as capas de livros, ilustrados com pinturas, elaboradas entre os séculos XII e XIV e imagens religiosas de madeira, esculpidas entre os séculos XI e XIX.

Coréia

A seção coreana do Musée Guimet, aberta em 1893, reúne coleções de pinturas, móveis, cerâmicas e tecidos. Chama a atenção os belos biombos formados por oito painéis, ricamente ilustrados, característicos da arte coreana do século XVIII. Quando o museu passou por importantes renovações no ano 2000, a seção coreana foi enriquecida com novas aquisições, como os bronzes do período Koryo e pinturas de Yi Cheong, do século XVII, além de doações de imagens decorativas, pintadas entre os  séculos XVIII e XIX.

Sudeste Asiático

O acervo de arte khmer do Musée Guimet reuniu entre 1927 e 1931 duas importantes coleções de antigos museus: o Émile Guimet e o  Musée Indochinois du Trocadéro. A seção de arte cambodjana foi enriquecida em 1936, com o frontão de  Banteay Srei e a cabeça esculpida em pedra do rei Jayavarman VII, que governou o Camboja entre 1181 e 1220. As peças foram doadas pela Ècole française d’Extrême-Orient (o Cambodja foi, de meados do século XIX a 1953, um protetorado francês).

Vídeo sobre a arte oriental no Musée Guimet, em Paris

 Também fazem parte da seção cambodjana do Musée Guimet o conjunto de esculturas de Chamoa, um reino hinduísta hoje desaparecido. Entre elas destaca-se o Shiva des Tours d’Argent (Shiva das Torres de Prata), com 10 braços, da província de Binh Dinh, do século XI, despachada para a França em 1886.

Têxteis

A coleção de têxteis do Musée Guimet foi basicamente formada por doações da Association pour l’Etude et la Documentation des Textiles d’Asie (AEDTA), fundada pelo colecionador Krishnâ Riboud, no ano de 1979, o maior colecionador de tecidos asiáticos na Europa. A primeira doação, de 150 peças, ocorreu em 1990. Posteriormente Krishnâ Riboud doou ao Musée Guimet mais 3.800 peças, além de outros 150 itens, entre os quais aquarelas e objetos que ilustram as técnicas de tecelagem utilizadas pelos tecelões asiáticos. A maior parte do acervo é de origem indiana, com motivos impressos ou pintados em períodos históricos diferentes. A seção de têxteis orientais do Musée Guimet abriga ainda cerca de 650 peças japonesas, 580 provenientes da China e outras 500 do Sudeste Asiático. Parte desse acervo é exibido apenas durante exposições temporárias.

Site: Musée Guimet

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Primeira guerra, ataque da infantaria
Primeira guerra, ataque da infantaria

Musée de l’Armée (Museu do Exército)

O Musée de l”Armé está instalado no imenso conjunto formado pelo Hotel des Invalides, criado em 1670 por Luís XIV, destinado a abrigar veteranos de guerra. A imponente obra, em estilo clássico, encomendada ao arquiteto Libéral Bruant, reúne um enorme acervo de armas, como pontas de flechas da Idade do Bronze, espadas vikings do século IX, armaduras usadas pelos guerreiros medievais, e armamentos utilizados nos grandes conflitos do século XX.

Localização do Musée de l’Armée

O Hôtel des Invalides

O Hôtel des Invalides, classificado como monumento histórico nacional, que começou a ser ocupado a partir de 1674, abrigava no final do século XVII 4000 pensionistas. Muitos eram realmente inválidos, internados no hospital de l’Hotel, outros, em melhores condições físicas se ocupavam da Bastille, a famosa prisão tomada e destruída durante a Revolução Francesa, em 14 de julho de 1789. Os que tinham alguma condição de produzir eram empregados nos mais diferentes ateliers de trabalho, que funcionavam no Hôtel des Invalides.

Foi Napoleão Bonaparte I quem reorganizou  a instituição e transformou a antiga igreja de São Luís em panteão militar. Seus restos mortais ocupam um imponente túmulo sob a cúpula do velho templo. Hoje o Hôtel des Invalides é sede de diversas instituições, entre elas um hospital militar e a l’Institution Nationale des Invalides, uma residência de inválidos de guerra.

As coleções

As coleções do Musée de l’Armée são divididas por períodos

A Idade Média

A coleção referente ao período medieval reúne vários tipos de espadas, escudos, armaduras. É inacreditável que alguém pudesse se meter dentro de uma lataria daquelas, incômoda e pesadíssima! É por isso que os cavaleiros tinham escudeiros: para fazê-los entrar e sair das armaduras. Já no final da Idade Média, no século XV, as táticas militares sofreram grandes inovações com o aperfeiçoamento das armas de fogo, como canhões, e os arcabuzes, inventados por volta de 1440. As pesadas armaduras caíram aos poucos em desuso. Surgiram os capacetes militares. Entre as peças desse período pode-se apreciar a Armure aux lions, armadura leve, destinada às paradas militares, inspirada nas utilizadas pelos guerreiros da Grécia clássica, e que teria pertencido a Francisco (1494-1547).

O absolutismo 

Da época do Absolutismo, existem, dentre outras peças, um uniforme de gala do começo do século XVIII e um fuzil de infantaria de 1717. O destaque fica por conta do canhão de bronze dourado, todo trabalhado em relevo. Obra do cinzelador Laurent Ballard, o canhão foi um presente do parlamento da região de Franche Comté a Louís XIV, quando o território, antes sob domínio espanhol, foi incorporado à França. Outra peça interessante é uma armadura infantil que pertenceu a Luís XIII que, ainda adolescente, montou uma rica coleção de armas. Boa parte dessa coleção ainda existe e está exposta na seção de armaduras (Département des Armures et Armes Anciennes) e armas antigas exibidas no Musée de l”Armé.

Período bonapartista

Da época de Napoleão, há toda uma coleção de telas a óleo e esculturas, além de garruchas, sabres, fuzis, bandeiras, equipamentos e uniformes usados pelos soldados da Grande Armée. Uma das telas mais famosas, pintada em 1811 por Jean-Auguste-Dominique Ingres, retrata Napoleão, imperador da França entre maio de 1804 e abril de 1814. Bonaparte é representado sentado no trono imperial, todo imponente, sob um manto púrpura, forrado de pele de arminho, com uma coroa de louros cobrindo sua cabeça, tendo na mão um cetro, símbolo do poder imperial.

Também é interessante conhecer o cofre com pistolas que pertenceram a Napoleão, bem como sua coleção de suntuosas espadas, verdadeiras obras de arte, decoradas com metais preciosos, obra de Nicolas Noël-Boutet, diretor da manufatura instalada em de Versailles. Napoleão, as levou consigo para Santa Helena após sua queda e as legou por testamento ao seu filho.

A Primeira Guerra

A sala dedicada à Primeira Guerra tem a intenção de fazer o visitante compreender o conflito, os interesses nele envolvidos e as grandes transformações na estratégia militar provocada por novos tipos de armamentos, como tanques, metralhadoras, artilharia pesada de longo alcance, aviões e armas químicas. Entre as peças mais interessantes está uma maquete de uma trincheira utilizada entre o final e 1914 e março de 1918, na chamada ‘”guerra de posições”. As trincheiras, interligadas, estendiam-se por todo o front, com os adversários separados, às vezes, por algumas dezenas de metros uns dos outros, dentro de seus buracos escavados na terra, sofrendo com a lama, o frio, as doenças e a chuva.  Entre os objetos expostos encontra-se uma corneta que tocou o cessar fogo quando da capitulação alemã em novembro de 1918. Também merece atenção, o quadro “A Batalha de Verdun”, de Vallotton, obra abstrata, inovadora, que retrata a crueza da guerra. Outra curiosidade é o “táxi do Marne”, carro de praça, que, como muitos outros  em Paris, foi convocado para transportar, às pressas, soldados para o front, no rio Marne.

Segunda Guerra

 As mais importantes coleções referem-se à Segunda Guerra, o maior conflito do século XX, com armas, uniformes, maquetes, mapas, filmes, audiovisuais, documentos e amplo material fotográfico sobre toda a guerra e as diversas frentes de batalha no norte da África, no Oriente e na Europa. A ênfase, porém, é dada ao papel da Resistência e das forças francesas livres comandadas por De Gaulle. Quem compreende francês poderá ouvir o histórico discurso gravado pelo general e transmitido pela BBC  de Londres em 22 de junho de 1940, exortando os franceses a se unir na luta contra o nazismo. Ficou na história sua famosa frase: “La France a perdu une bataille ! Mais la France n’a pas perdu la guerre !“. Entre as peças exibidas, destacam-se a torre de metralhadora de uma fortaleza voadora (Boeing G B-17), um primeiro modelo de bombardeio B-16, que voou pela primeira vez em julho de 1935. Esse tipo de avião tinha várias torres de defesa no alto, na cauda, e embaixo, para se defender do ataque dos caças inimigos, mais rápidos e ágeis. Outra curiosidade é a torre rotativa do tanque alemão Panzerkampfwagen II, um veículo blindado de 10 toneladas desenvolvido a partir de 1934, equipado com canhões de 20mm. Também é interessante o espaço dedicado a De Gaulle e à Resistência Francesa. Capitão na Primeira Guerra, De Gaulle acabou ferido  e aprisionado pelos alemães em 1916. Na Segunda Guerra, quando a a França foi obrigada a se render às forças nazistas De Gaulle estabeleceu-se em Londres para organizar a resistência.

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Musée National de la Marine, Paris, Foto Jean-Pierre Dalbéra CCBY
Musée National de la Marine, Paris, Foto Jean-Pierre Dalbéra CCBY

Musée National de la Marine (Museu Nacional da Marinha)

Instalado no  palácio do Louvre em 1748, o Museu da Marinha de Paris foi transferido em 1938 para o Palais de Chaillot, então recém-construído para a acolher a Exposition internationale de 1937. O Museu da Marinha é hoje o mais importante do gênero no mundo em razão da importância e da diversidade de seu acervo. Juntamente com o Museu da Frota, de São Petersburgo, na Rússia, ele é um dos mais antigos do planeta.

Localização do Musée National de la Marine

Navegação, um assunto que interessava à realeza

Boa parte das peças deste museu pertenceu à realeza; não se pode negar a importância que a navegação teve para a expansão dos impérios europeus, o que tornava os monarcas muito interessados nesse assunto. Colbert, o Ministro da Marinha de Luís XIX, era tão chegado às miniaturas e navios e guerra que as colocava até nos espelhos d’água de Versalhes.

Musée de la Marine, Paris

 O Museu da Marinha de Paris é, simultaneamente, um museu de arte (basta ver as telas, sempre, é claro, com temas relacionados à navegação), de história e mesmo de tecnologia naval. Está instalado desde 1943 no Palais de Chaillot, na região de Trocadéro, reunindo 2 mil maquetes de diversos tipos de embarcações: barcos egípcios antigos, navios a vapor, caravelas, navios de guerra… Dentre elas vale a pena dar uma olhada no La Dauphine e no La Réale, da época de Luís XIX, com canhões de proa e lemes laterais. O acervo do museu reúne também figuras de proa, muitas delas de navios famosos, instrumentos de navegação de várias épocas, pinturas, móveis, escafandros, uniformes e até filmes sobre a história dos grandes navios de passageiros e de guerra.

Além do acervo permanente, o Musée National de la Marine acolhe exposições temporárias que têm por tema a navegação.

Coleções do Musée National de la Marine

O Musée National de la Marine dispõe de cinco áreas destinadas às exposições permanentes, mas o volume de peças do acervo – miniaturas de embarcações antigas, telas e inúmeros objetos relacionados à navegação, faz com que as coleções sejam apresentadas de forma rotativa.

Outros espaços do museu são destinados às exposições temporárias, muitas vezes resultado de um intercâmbio com outros museus do gênero, no mundo.

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Musée Homme, Paris, Foto do museu
Musée de l’ Homme, Paris (divulgação)

Musée de l’Homme: a história do homem sobre a Terra

Funciona no Palais de Chaillot, no Trocadéro, em frente à Tour Eiffel, do outro lado do Sena. O Musée de l’Homme,  no final do século passado, estava decadente e superado, até que acabou por fechar. Conservou seu lugar no Palais de Chaillot, mas teve que ser inteiramente reformado em 2009. Só foi reaberto em 2015. Hoje, ainda mais interessante, além das coleções e reconstituições de cenários habitados pelos homens primitivos, oferece uma programação variada, com conferências, debates e filmagens ligadas ao tema: a evolução do homem desde os tempos pré-históricos.

Localização do Musée de l’Homme

A reforma do Musée de l’Homme

Embora, externamente, nada de importante tenha sido mudado em sua arquitetura, o interior do museu passou por grandes reformas e transformações para criar une Galerie de l’Homme com 2500 m², além de um espaço reservado às exposições temporárias, com uma área de de 600 m². Entre as novidades está uma área de exposição de 19 metros de comprimento por 11 de altura, ligando o nível um ao nível dois. Você não deixará de vê-la: são 91 bustos de gesso ou bronze representando a diversidade humana.

O interesse de algumas das principais alas do museu

La salle des trésors

Na famosa Salle des Trésors (Sala dos Tesouros) estão algumas das peças mais valorizadas do museu:

A Vénus de Lespugue – uma estatueta de marfim de 23 mil anos, descoberta em 1922; Mammouth de la Madeleine (Mamute da Madeleine) – descoberto em 1864, é um desenho do paleolítico superior escavado numa peça marfim;
Bâton percé de Montgaudier  – bastão perfurado de osso de rena, encontrado em uma gruta na região de Charente em 1866.
Propulseur aux bouquetins – a mais interessante dessas peças, datando de 14.000 av. J.C, foi descoberta em 1911. Trata-se de uma criativa arma propulsora de dardos, invenção que aperfeiçoou profundamente as técnicas de caça, permitindo com bastante precisão atingir a presa de longe. Esse tipo de arma era importante, sobretudo na caça a animais de selvagens de grande porte, como búfalos e mamutes que, cercados, não hesitavam a atacar.

O planisfério: um mural de línguas de fora

O Musée de l’Homme foge aquele conceito de que em um museu não se pode tocar em nada.

O Planisphère des langues

Musée de l'Homme, Paris Foto Jean-Pierre Dalbéra CCBY

Muito criativo, sem dúvida, é o planisfério das línguas. Trata-se de um grande painel com línguas de fora saindo de um buraco circular. Cada uma representa uma língua. Você ao puxar cada uma delas, poderá escutar 30 idiomas falados no mundo. A maioria de nós, quando o assunto é idioma, sempre pensa em apenas uma dezenas deles, como português, inglês, francês, italiano, grego, árabe, “chinês” (qual deles? quem se comunica apenas em mandarim, não entende o que um cantonês está falando e vice-versa), ou “indiano” (existem mais de 14 línguas no subcontinente indiano!) Na realidade,  7 mil idiomas ainda são falados no mundo todo, alguns em fase de desaparecimento. O planisfério das línguas é uma forma de preservá-las.

Estenda a mão a um neandertal

Em outro planisfério, é possível ver de perto diversas peças e interagir com ela. Que tal apertar a mão de um Neanderthal, a de um hommo-sapiens, ou mesmo a de um chimpanzé? Você pode ainda ser filmado, com as feições similares às de um Homem de Nendertal, sentir o odor de uma fogueira pré-histórica, ou entrar em  tenda mongol. Há ainda outras experiências que você poderá participar quando visitar o museu. Esse é, aliás, um programa que agrada em cheio às crianças.

Múmias

Múmias descobertas em diversos países ocupam outra área do Musée de l’Homme. A maioria, como podemos imaginar, cerca de 33 exemplares, é egípcia, 23 são pré-colombianas e 7 delas de origens diversas. Fazem parte dessa exposição (um tanto macabra…) 52 cabeças mumificadas egípcias e sul-americanas.

Reconstituições de cenários pré-históricos

O Musée de l’Homme é também bastante interessante pela reconstituição dos cenários habitados pelos homens primitivos. Os sítios reconstituídos mostram fósseis humanos, objetos paleolíticos e animais já desaparecidos, que eram caçados tanto pelos cro-magnons, como pelos neandertais. O museu nos permite entender a transformação, durante o fim do neolítico, de grupos humanos nômades, dedicados à caça, à pesca e à colheita, para uma vida sedentária que tinha como base a agricultura e a criação de animais. Os humanos no final do período já conheciam cerâmicas primitivas e possuíam ferramentas mais aperfeiçoadas, feitas de cobre inicialmente, até a introdução, mais tarde dos primeiros objetos de bronze.

Cro-magnons e Neandertais

Os primeiros esqueletos de Neandertais, surgidos há 60 mil anos, só foram descobertos em 1868, na Alemanha. Estudos revelam que os neandertais não eram ancestrais dos cro-magnons (nossa espécie). Do ponto de vista genético eram tão diferentes de ser humano moderno, quanto o cavalo é do burro, por exemplo. Sabe-se que ambas as espécies dividiram o mesmo espaço durante aproximadamente 10 mil anos, pelo menos. Não está provado se houve cruzamento entre elas. O tema ainda gera discussões entre cientistas. Sabe-se Neandertais que viviam em grupos bem menores do que os cro-magnons e que suas técnicas de caça eram menos avançadas. Especula-se se a concorrência dos nossos ancestrais modernos resultou na extinção dos neandertais. Inicialmente os neandertais eram encarados como seres primitivos em razão de certas características de seu esqueleto (maxilares e arcadas dentárias proeminentes e outros detalhes morfológicos). Descobriu-se, porém, que tinham capacidade cerebral semelhante ou, mesmo superior, à nossa. Mas não tinham cordas vocais que permitissem o desenvolvimento de uma linguagem. De qualquer forma, não eram tão atrasados como se imaginou quando da descoberta dos primeiros fósseis neandertais. Foram, por exemplo, encontradas sepulturas com objetos que podem indicar alguma forma de culto aos mortos.

Site do museu: Musée de l’Homme

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Sala das Nymphéas, no Musée de Orangerie
Musée de l’Orangerie: Sala das Nymphéas, no Musée de l’ Orangerie, em Paris

Musée de l’Orangerie

Fundado em 1927, o museu recebeu em 1965 a coleção Walter-Guillaume. Além de acolher exposições temporárias, tem um acervo permanente de pinturas do período de 1880 a 1930 de alguns dos mais renomados artistas europeus, como Renoir, Cézanne, Modigliani, Picasso, Matisse e Monet, com suas famosas Nymphéas, inspiradas e pintadas nos jardins de sua casa em Giverny, que ocupam uma sala inteira do museu. O acervo do Musée de l’Orangerie inclui também doze telas de Pablo Picasso, dez d’Henri Matisse, cinco de Amedeo Modigliani e de outros mestres.

Localização do Musée de l”Orangerie

A coleção Jean Walter – Paul Guillaume

A coleção Jean Walter – Paul Guillaume é constituída por 146 telas pintadas entre 1860 a década de 1930. Dessas, 25 pertencem à escola impressionista, sendo que 15 delas foram pintadas por Paul Cézanne. As outras 10 são de mestres como  Claude Monet, Paul Gauguin,  e Alfred Sisley. Após a morte de Guillaume, sua coleção foi adquirida na década de 1950 pelo Estado à Domenica, viúva do colecionador.  Todas as telas foram destinadas a enriquecer o patrimônio do Musée de l’Orangerie.

A origem do prédio que abriga as Nymphéas

O primeiro edifício, construído em 1852 destinava-se a abrigar as laranjeiras que enfeitavam o jardim do Palácio de Tuilleries, daí o nome “orangerie”. Posteriormente, durante Napoleão III, foi erguido outro imóvel envidraçado, de frente para o Sena. Foi ali que  Georges Clemenceau, Presidente do Conselho do Estado, que assumiu o governo em 1917, resolveu instalar as Nymphéas, a grande obra que Monet dou ao Sous-Secrétariat d’État aux Beaux-Arts no final da Grande Guerra, em novembre 1918, para celebrar a paz. A instalação de oito painéis de 2 metros de altura e noventa e 1 metro de comprimento, que tomou alguns anos para ser concluída, não foi uma empresa fácil e teve a ativa participação de Claude Monet, ao lado do arquiteto Camille Lefèvre, responsável pelo projeto. A solução foi instalar a gigantescas telas em duas salas ovais. No centro existe um banco onde as pessoas se acomodam para olhar as fluídas Nymphéas, que devem ser apreciadas mais de longe, ao contrário da maioria das telas nos museus. A extensão da obra rodeia o visitante. De qualquer lugar que você estiver nessa imensa sala, terá as Nymphéas em torno de si. O ideal, entretanto, é instalar-se nos bancos no centro do salão.

Vídeo sobre o Musée de l’Orangerie

Dica

O conjunto formado pelas Nymphéas constituem uma das maiores e importantes obras-primas do século XX e atrai turistas do mundo todo. Se você tem um interesse particular em conhecer as Nymphéas, evite a todo custo a alta temporada. Trata-se de um obra especial, que foge a tudo o que já você viu em outros museus. Precisa ser admirada com tranquilidade, sem uma multidão de turistas circulando na sua frente.
Musée de l’Orangerie

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Pretty ladies, Musee Jacquemart Andre, Foto MollySVH CCBY
Musée Jacquemart Andre, Pretty ladies, Foto MollySVH (CCBY)

Musée Jacquemart-André, morada da arte na região dos Champs-Élysées

Eis um programa de primeira linha para quem gosta de arte: este museu fica num espetacular palácio, um hôtel particulier que, embora construído na segunda metade do século XIX, é um verdadeiro palácio neorenascentista. Visitá-lo é uma boa oportunidade de conhecer por dentro a mansão e, ao mesmo tempo, apreciar o riquíssimo acervo de obras de arte.

Localização do Musée Jacquemart-André

a

Suas coleções englobam principalmente artistas da Renascença italiana (Mantegna, Bellini, Uccello), dos grandes mestres flamengos (Van Dyck, Rembrandt) e da Escola Francesa do século XVIII (Fragonard, Boucher, Nattier). Tanto o palacete quanto a coleção pertenceram ao casal Édouard André e Nélie Jacmart, ele um banqueiro (milionário, como facilmente se constata…) e ela uma pintora. Ambos legaram esse precioso patrimônio ao Institut de France, já com a intenção de que fosse criado um museu, o qual veio a ser inaugurado em 1913. O palácio renascentista foi transformado em museu

É importante entender a disposição das peças de arte no palácio, classificada por salões.

 Les grands salons

Engloba diversos salões

Salon des Peintures

Le salon des peintures é uma espécie de hall de circulação.  Bem  iluminado, com  luz natural , expõe peças de Boucher, Chardin, Canaletto, Nattier. Boa parte delas são pinturas com temática mitológica, retratos, paisagens e naturezas mortas.

Le Grand Salon

O Grand Salon, é decorado com peças de arte, bustos de mármore do século XVIII, objetos antigos, móveis. Ele se diferencia das demais salas do palacete em razão de sua planta semi-circular, uma tendência do século XVIII. Servia como sala de recepção quando o casal Edouard André e Nélie Jacquemart recebia a elite parisiense em festas elegantes.

Video sobre o Musée Jacquemart-André

Le salon de musique

O Salão de Música, decorado com cores fortes e móveis escuros, também era utilizado nas recepções. A pintura do teto, obra Pierre-Victor Galland, um dos pintores-decoradores mais famosos de sua época, retrata o deus grego Apolo, protetor da arte.

Salle de diner

Era onde banquetes eram oferecidos a amigos, artistas e personalidades. Suntuosamente decorada com madeiras douradas esculpidas, tapeçarias belgas do século XVII, tem como tema a Guerra de Troia.

Sallons Privés

Sallon des tapisserries

Tem esse nome por ser decorado com três tapisserias de Beauvais: “La Danse“, “Le Musicien” e “La Dieuse de bonne aventure“. Servia como antessala de acesso aos salões e salas íntimas, ricamente mobiliadas, onde Edouard André e sua esposa se ocupavam de sua vida particular e seus negócios.

Cabinet de Travail

Apesar de ser uma sala destinada a encontros de negócios, é mobiliada de modo informal, reunindo obras favoritas dos esposos, como pinturas de grandes mestres franceses do século XVIII – Fragonard, Greuze, Lagrénée e PaterCoypel. O teto é decorado com afrescos venezianos. Os móveis e objetos de decoração não obedecem a um estilo único.  Há peças japonesas, uma cômoda de madeira marquetada Luís XV, escrivaninha Luís XV e tapeçarias de Aubusson.

Jardin d’hiver et escaliers

Jardin d’hiver

Inspirado nos jardins de inverno ingleses, muito em voga na época, o jardim de inverno, pavimentado com piso frio de mármore, é envidraçado, luminoso e decorado com plantas, algumas, de espécies exóticas, tornando-o um lugar fresco, preferido do casal no auge do verão.

Escalier

As escadarias de pedra, mármore, bronze e ferro, normalmente no centro da construção, foram construídas no fundo do edifício e decoradas com um grande afresco do mestre Giambattista Tiepolo. Espelhos, que chegam a confundir o visitante, completam a escadaria. O teto, pintado, é também obra Tiepolo.

Le musée Italien

 Salle de sculptures

A intenção inicial era transformar o salão em um atelier por Nélie, mas esta, motivada por sua paixão pela Renascença italiana, acabou por abandonar a pintura e arrastar seu marido para seguidas viagens à Itália, país que ambos adoravam. Voltavam, naturalmente, carregados das mais diferentes obras de arte, boa parte delas adquiridas em Florença. Após a morte de Édouard,  Nélie transformou o salão numa sala de esculturas, restrita aos íntimos.

Salle Fiorentine

Enamorada pela cidade de Florença, Nélie, tranformou esse salão salão em uma galeria de arte fiorentina. As obras trazidas de Florença, geralmente de inspiração religiosa, têm destaque nesse salão, que abriga a obra-prima de Paolo Uccello Saint Georges terrassant le dragon,  além de telas de  Sandro Botticelli e Le Pérugin.

Salle Venetienne

A Sala Veneziana retrata mais as preferências de Édouard, que de sua mulher. O Salão acolhe obras de  Mantegna, Bellini, Crivelli,  Vittore Carpaccio e Schiavone. As pinturas do teto misturam temas religiosos e profanos.

 Appartements privés

Chambre de Madame

Os apartamentos do casal ficavam no andar térreo do palacete. Cada um tinha seu quarto. Nélie mandou construir em seu aposento um atelier de trabalho envidraçado. A decoração do quarto foi inspirada nos salões de Luís XV.  Abrigava painéis de madeira esculpida, e belos móveis.

L’Antichambre

A Antichambre, decorada com retratos da família,  entre eles  uma pintura de Édouard, obra que Nélie pintou em  1872, fica entre os quartos do casal. L’ Antichambre era o lugar preferido por eles no imenso e elegante palacete, e também o lugar onde os  tomavam juntos seu café da manhã. Objetos pessoais completam o ambiente.

Chambre de Monsieur

O quarto de dormir de Edouard André e seu banheiro foram reformados após seu falecimento. Um busto de gesso ali instalado após sua morte foi uma homenagem de Nélie ao seu marido.

Mais informações, horários e dias de abertura, imagens, consulte o site do museu:
Musée Jacquemart-André

Localização do Musée Jacquemart-André

Veja outros museus parisienses que merecem uma visita: “Melhores Museus de Paris

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Os melhores museus de Paris

Por Lúcio Martins Rodrigues

Não sei se é possível falar numa postagem sobre todos os museus de Paris. É museu que não acaba mais! E alguns, francamente falando, têm pouco interesse. De qualquer forma, novos museus serão ainda acrescentados a essa lista, já bem extensa. Aceitamos sugestões!

Certos museus são interessantes, mas pequenos. E podem ser visitados em menos de uma hora. Outros, como o Louvre é preciso, no mínimo, para conhecer o básico, um dia inteiro. Chegue cedo para escapar das filas, almoce por lá e passe a tarde toda curtindo suas coleções.

Dicas

Selecione os museus que você deseja visitar, organize um roteiro de visitas e compre sua entrada pelo próprio site do museu. Assim, você foge das filas. E, por falar em site de museus, é sempre bom dar uma navegada pelas páginas oficiais de cada um, saber as coleções que exibem, exposições temporárias, horários de abertura. Muitos têm entradas gratuitas certos dias do mês.

E, evite a todo custo o auge da alta temporada. A quantidade de turistas é tamanha que você não poderá apreciar nada com calma, principalmente quando o museu é tomado de assaltos por de turistas da Transilvânia Oriental, que acabaram de desembarcar de seus ônibus de excursão.

Mapa de Paris

Musée du Louvre

Esse é o chamado “imperdível”. Tem muitas seções diferentes, abrangendo pinturas, esculturas, arqueologia e todo tipo de antiguidade. Talvez você seja obrigado a selecionar alguns temas que o interessam particularmente e deixar o resto para uma próxima visita a Paris. Veja mais informações e dicas sobre o “Musée du Louvre“.

Musée de l’Orangerie

O Musée de l’Orangerie, além de expor pinturas de artistas como artistas como Renoir, Cézanne, Modigliani, Picasso e Matisse, acolhe importantes exposições temporárias. Imperdível. Musée de l’Orangerie na região de Madeleine-Concorde.

Musée d’Orsay

O Musée d’Orsay abriga principalmente pinturas, boa parte delas, obras dos mais famosos impressionistas. informações e dicas sobre o “Musée d’Orsay“.

Musée Rodin

O Musé Rodin, nos Invalides, é um museu super interessante, mas a visita não é demorada. Ele reúne as mais belas de esculturas do Auguste Rodin. Até mesmo no seu jardim, existem esculturas do artista. Vejas informações e dicas sobre o “Musée Rodin“.

Musée de Cluny (ou Museu da Idade Média)

O Musée de Cluny, no Quartier Latin, é um dos mais interessantes museus da Europa sobre a Idade Média. Conforme o dia há apresentações de música medieval. Veja mais informações sobre o “Musée de Cluny“.

Musée Carnavalet (Museu da História de Paris)

O Musée Carnavalet, no bairro do Marais, é um museu temático, centrado na História de Paris. Saiba mais sobre o “Musée Carnavalet“.

Musée de l’Homme

Visita imperdível para quem se interessa pelo tema. Seu acervo retrata a evolução da humanidade no planeta desde a pré-história, ou seja, nos últimos 3,5 milhões de anos. Você verá fósseis originais de hominídeos, utensílios paleolíticos, mostras de arte rupestre, embarcações, objetos, armas, instrumentos musicais e domésticos, cabanas e tendas de povos primitivos. Musée de l’Homme

Musée de la Marine 

Quem tem curiosidade sobre a historia da navegação vai adorar. O Museu da Marinha de Paris é talvez o mais completo do mundo, no gênero. Exibe maquetes de todo tipo de embarcações, da antiguidade aos tempos atuais, telas tendo a navegação como tema, objetos utilizados pelos navegadores, mapas antigos etc. Musée de la Marine

Cité de l’Architecture et du Patrimoine

Fica igualmente no Trocadéro, no Palais de Chayot, É enorme e inteiramente voltado para a arquitetura. Seu acervo é fabuloso e ocupa várias salas. A visita pode ser demorada. Saiba mais:  Cité de l’Architecture et du Patrimoine, na região de Trocadéro.

Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris – (Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris)

Esse museu, na região de Trocadéro, exibe obras da escola modernista desde o começo do século XX até os dias atuais. Entre as pinturas expostas estão as de Chagall, Matisse, Picasso, Raoul Dufy,  Braque,  Bonnard, De Chirico, Max Ernst e Modigliani. Saiba mais:  Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, no  bairro de Trocadéro.

Musée Guimet (Musée National des Arts Asiatiques)

Próximo do Palais de Chaillot, o Musée Guimet é um museu temático, voltado para as artes asiáticas de diferentes períodos históricos. Mais interessante do que podemos imaginar! Saiba mais: Veja mais informações sobre o Musée Guimé.

Musée du Monde Arabe

No Quartier Latin, de frente para o Sena,  o Musée du Monde Arabe abriga importantes coleções de peças oriundas dos países árabes, da Idade do Bronze até os tempos atuais. Possue restaurante que serve especialidades árabes. Saiba mais: Musée du Monde Arabe no Quartier Latin

Musée de la Contrefaçon  (Museu da Falsificação)

Esse curioso Musée de la Contrefaçon, em Porte Dhaupine, expõe uma enorme variedade de artigos autênticos, tendo ao lado uma réplica falsificada. Você distingue o produto verdadeiro do falso? Saiba mais:  Musée de la Contrafaçon.

Musée des Années Trente (Museu dos Anos Trinta)

Quem é apaixonado pelos anos trinta vai curtir a visita. Saiba mais:  Musée des Annés Trente.

Musée Picasso

O acervo do Musée Picasso, no Marais, é composto por mais de duzentas pinturas do mestre e também, algumas delas, de outros artistas, doadas por Picasso. Quem curte as telas do mestre espanhol vai se regalar. Saiba mais: Musée Picasso

Musée Cognacq-Jay

Expõe mobiliário e objetos do século XVIII, além  pinturas de artistas como Rembrandt, Canaletto, Fragonard, Boucher, e Greuze, e esculturas de Falconet.  Saiba mais: Musée Cognac-Jay, no bairro do Marais.

Musée de l’Histoire de France (Museu da História da França)

Museu temático sobre a História da França.  O Hôtel de Soubise,  onde funciona o museu, possui decoração de época e já é uma atração. Seu interior é decorado com reconstituições, lembrando um pouco as de Versalhes. Saiba mais: Musée de l’Histoire de la France, no Marais.

Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme

As coleções sobre a história do judaísmo mostra a evolução da sociedade judaica desde a Idade Média aos os tempos modernos. Saiba mais: Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme no Marais.

Musée de l’Armée (Museu do Exército)

O Musée de l’Armée, no bairro de Invalides, ocupa a maior parte do Hôtel des Invalides. Seu acervo é composto de documentos, fotos, armas, armaduras, uniformes e artefatos militares usados nas diferentes guerras através da História, até os dias de hoje. O maior destaque é para a Segunda Guerra Mundial. Saiba mais:  Musée de l’Armé

Musée Eugéne Delacroix

O pequeno Musée Delacroix, em Saint-Germain des Prés, exibe obras e objetos pessoais de Eugène Delacroix, um dos grandes nomes do Romantismo. Saiba mais: Musée Delacroix em Saint-Germain des Prés.

Musée Grévin

Museu de cera famoso, na região de Opera. A maioria dos personagens, inclusive o cenário, são bem retratados. Saiba mais: Musée Grévin

Musée Jacquemart André

O acervo de obras de arte do Musée Jacquemart André, no bairro de Champs-Elysées compreende pinturas da Renascença italiana, de grandes artistas flamengos e da Escola Francesa do século XVIII. Saiba mais: Jacquemart André.

Musée de Cluny
Cluny

Cluny: Musée du Moyen Age e termas

Localização do Museu de Cluny

Musée de Cluny

Quem se interessa por História, em particular pela Idade Média, não pode perder este museu. Instalado em 1843 no antigo Hôtel de Cluny, que foi uma abadia, seu rico acervo contém exemplares de escultura gótica, pinturas, iluminuras, vitrais, joias, marfins, tapeçarias, tecidos, bordados, armas, armaduras, pratos esmaltados, cerâmicas, enfim, tudo o que pode imaginar relativo à era medieval. Um dos pontos altos da visita é a famosa e enigmática série La Dame à la Licorne (A Dama com o Unicórnio), repleta de simbolismos. A visita ao museu é uma oportunidade única de comparar as técnicas de tecelagem e tapeçaria de países ocidentais como França, Itália, Inglaterra e Espanha, com os trabalhos egípcios, iranianos e bizantinos. Muito interessantes também são as cabeças dos Reis de Judá, que ornamentavam a Notre-Dame e foram “decapitadas” pelos revolucionários, por serem símbolos da monarquia. As cabeças das estátuas só foram encontradas em 1977, durante uma obra que estava sendo feita no 9º arrondissement.

Vídeo sobre Cluny, em Paris

As Termas de Cluny

Chamadas “termas do norte” na era romana, foram construídas no século III. Entrando no museu, pode-se ver o enorme frigidarium (local para banhos frios), bem conservado, onde existem ainda fragmentos dos mosaicos que enfeitavam todas as paredes. As ruínas do caldarium (local para banhos quentes) podem ser vistas da rua, na esquina do Bd. St- Michel com o St-Germain.

Hôtel de Cluny

É o edifício onde funciona o museu. Em parte construído pelos abades de Cluny sobre as ruínas das termas, no século XIII, foi abadia, residência medieval no século XV e recebeu hóspedes famosos, entre eles, a viúva de Luís XII, Maria da Inglaterra, uma adolescente que se casara com o rei cinquentão. Surpreendida pelo filho do rei com o duque de Suffolk, empenhado em consolá-la, foi obrigada a se casar com ele. Fofocas à parte, o prédio é por si só uma atração, por ser um dos mais bonitos e bem preservados prédios medievais de Paris, todo de pedra, com torrezinhas típicas, capela e até um poço no pátio de entrada. Ao lado do edifício há um “jardim medieval” com flores e ervas cuidadosamente escolhidas dentre aquelas usadas durante a Idade Média para adornar jardins ou para fins medicinais e plantas que aparecem em quadros e tapeçarias da época. É claro que é na primavera que o jardim fica mais bonito. A loja do museu tem artigos relativos à Idade Média, inclusive CDs com canções da época. Caso você seja fã de música medieval, saiba que costumam ocorrer concertos no museu. Confira a programação: www.musee-moyenage.fr.

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O Museu do Louvre

O Louvre é um museu impossível de ser visto por completo em apenas um dia. O gigantesco acervo do Louvre é dividido em oito departamentos, espalhados em três alas (Sully, Denon e Richelieu). Portanto, o museu leva muito tempo para ser visitado – o que, aliás, só é possível com o mapinha distribuído na entrada. Uma possibilidade para quem tem pouco tempo é selecionar algumas obras ou temas e esquecer o resto. Em um dia inteiro dá para ver muita coisa; não todo o acervo, é claro.

Horários e preços

– Abre das 9h à 18h excepto terça-feira. As suas fecham a partir das 17h30.
– O museeu abre à noite até  21h45 às quartas e sextas feiras
– As salas começam a fechar a partir de 21h30)

O bilhete é válido para o dia todo, coleções permanentes e temporárias). O bilhete de entrada no Louvre permite também acesso ao musée Eugène Delacroix por dois dias.

Em cada primeiro domingo do mês de outubro a março a entrada é gratuita.

Fonte: Muséu do Louve

Localização do Museu do Louvre

Um antigo palácio real transformado em museu

O Louvre foi um palácio real que acabou se transformando no museu mais famoso do mundo. No começo do século XII, era apenas uma fortaleza medieval à beira do Sena, até que Carlos V resolveu mudar-se para lá. Vários reis ampliaram e reformaram o edifício até ele ganhar o aspecto que tem hoje. Em 1678, Luís XIV mudou a residência real para Versalhes e o Louvre perdeu um pouco seu prestígio.

Curiosidades sobre o Louvre

A ideia de transformar o palácio em um museu partiu de Luís XVI mas, ironicamente, foi implantada pelos revolucionários, em 1793. No século XIX, o Louvre sofreu mais algumas alterações durante o reinado de Napoleão III. Em 1981, o governo francês aprovou o projeto do “Grand Louvre”, que incluía, além de várias alterações internas, a construção de uma imensa e ultramoderna pirâmide de vidro, projetada pelo arquiteto Ming Pei, no meio do pátio principal. Durante as obras, nas escavações foram descobertas vestígios da antiga fortaleza e dos fossos da época de Carlos V.

Origem do acervo

O vasto acervo permanente do Louvre, que provém principalmente de obras pertencentes aos próprios reis da França, de compras, de doações e de heranças, coletadas durante séculos, constitui uma das maiores riquezas do país.
Antiguidades orientais Relíquias arqueológicas e obras de arte de antigas civilizações orientais de até 6.000 a.C..

Destaques

O Código de Hamurabi (sim, senhores juristas, em carne e osso, ou melhor, em pedra), do século XVIII a.C.; o gigantesco Touro Alado da Assíria e outras estátuas (igualmente gigantescas!) vindas diretamente de Khorsabad, do palácio assírio de Sargon, de 721-705 a.C.; o capitel de uma coluna do palácio de Dario I, rei da Pérsia, de 510 a.C.; o sarcófago de Eshmunazor II, rei de Sidon, de 489-475 a.C.; e uma esfera celeste iraniana do século XII.

Antiguidades egípcias

Aproximadamente 5 mil obras datadas desde 4.000 a.C. até o início da era cristã. Uma verdadeira viagem pela civilização do Nilo. Esse departamento foi criado por Champollion, o egiptólogo que achou a chave para a leitura dos hieróglifos. Destaques: a Grande Esfinge; a estátua do deus Horus; o Livro dos Mortos do escriba Nebqed; e a famosa estátua do Escriba Sentado, achada em Saqqara.

Antiguidades gregas, romanas e etruscas Estátuas, joias, vasos, mosaicos e bronzes deixados por essas três grandes civilizações mediterrâneas. Destaques: uma ânfora de 550 a.C.; um fragmento do Partenon de Atenas, de aproximadamente 445 a.C.; uma estátua romana da deusa Diana, de aproximadamente 330 a.C.; e, é claro, as famosíssimas Vitória da Samotrácia e Vênus de Milo.

Esculturas

Encantadora coleção composta de esculturas dos mais diversos estilos, temas e épocas, da Idade Média aos tempos modernos. Destaques: Túmulo de Philippe Pot, do século XV; o Rei Childebert, do século XIII; São Jorge combatendo o Dragão, do século XVI; os Cavalos de Marly (originais cujas réplicas estão na Place de la Concorde), Mercúrio, Escravo Morrendo e a sublime Eros e Psiquê, do italiano Antonio Canova, todos do século XVIII.

Artes do Islã

Seção especializada em obras relacionadas à cultura islãmica, com objetos vindos de variados lugares, da Índia à Espanha.

Objetos de arte

Peças, móveis e tapeçarias da Idade Média ao século XIX e os apartamentos da época de Napoleão III, conservados no estado original. Destaques: Estátua equestre de Carlos Magno, do século IX; Retrato do Condestável de Montmorency, do século XVI; a tapeçaria A História de Cipião, feita pela manufatura de Gobelins no século XVII; a escrivaninha de Maria Antonieta; e o armário de joias da imperatriz Josefina, mulher de Napoleão.

Pinturas

Uma profusão de telas europeias de todos os gêneros, escolas e tamanhos, do século XIII até meados do XIX. Destaques: por óbvio, a Mona Lisa (La Gioconda) e a Madonna das Rochas, de Leonardo da Vinci; o retrato de Luís XIV, de Hyacinthe Rigaud (este é o original; o que está em Versalhes é uma cópia); O Rapto das Sabinas, de Nicolas Poussin; A Liberdade Guiando o Povo, de Eugène Delacroix; A Coroação da Virgem, de Fra Angelico; Retrato da Condessa del Carpio, de Goya; Autorretrato, de Dürer; Os Mendigos, de Bruegel; A Apoteose de Henrique IV, de Rubens; A Rendeira, de Johannes Vermeer.

Artes gráficas

Gravuras e desenhos provenientes de várias coleções particulares, como as de Luís XIV e do Barão Edmond de Rothschild, e adquiridas pelo governo francês sob várias formas (inclusive confisco de bens da nobreza durante a Revolução…). Por serem sensíveis à luz, as obras deste departamento não fazem parte da exposição permanente e só podem ser vistas com hora marcada.

Almoçar no museu Você pode almoçar nos cafés que funcionam dentro do museu, em um dos que ficam no Carrousel du Louvre (centro comercial que funciona sob a pirâmide) ou no Café Marly (93, rue de Rivoli).

Paris Museum Pass Quem tiver o PMP (Paris Museum Pass) ou comprar o ingresso antecipadamente pelo site do museu não precisa pegar filas e pode se apresentar diretamente ao controle de entrada sob a pirâmide ou na Passage Richelieu, que fica na rue de Rivoli, em frente à Pl. du Palais Royal.

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Musée d'Orsay, Paris
Musée d’Orsay, Paris

O museu dos impressionistas

Musée d’Orsay Quai Anatole France Desde sua inauguração, em 1986, o Orsay é um dos principais museus de arte da Europa e um enorme sucesso de público. Seu acervo é composto por obras, sobretudo pinturas, produzidas por artistas ocidentais de 1848 a 1914.

Quatro mil obras São aproximadamente 4 mil obras espalhadas por 80 salas e galerias, vindas na maior parte do Louvre, do Jeu de Paume e do antigo Museu de Arte Moderna e visitadas por mais de 2,3 milhões de pessoas por ano.

Localização do Museu d’Orsay

Organização cronológica das peças expostas

Térreo

A coleção do museu segue uma sequência cronológica: no térreo estão obras do período que vai de 1848 até aproximadamente 1870, com artistas mais clássicos como Ingres e Delacroix, mas também apresenta nomes já inovadores como Degas, Couture, Gustave Moreau e Puvis de Chavannes.

Andar superior

No andar superior, de um lado estão Manet, com o seu escandaloso (para a época) Le Déjeuner sur l’herbe, e outros grandes impressionistas do fim do século XIX e começo do XX: novamente Degas, Monet, Renoir, Pissarro, Sisley, Cézanne e Van Gogh, e de outro Gauguin, Toulouse-Lautrec e os neo-impressionistas Signac e Seurat.

No nível médio

Nessa parte do museu existem obras variadas, tanto de artes decorativas quanto de artistas estrangeiros, como Klimt e Munch, e pastéis de diversos autores, dentre eles Degas e Manet.

Uma antiga estação ferroviária transformada em museu

O prédio do museu, uma atração à parte, é uma linda estação ferroviária, a Gare d’Orsay. Construída em 1900, sua estrutura metálica pesa 12 mil toneladas e o prédio tem nada menos do que 35.000m2 de vidros! Em 1939, em razão de os trens estarem se tornando cada vez mais compridos, essa estação deixou de servir as grandes linhas ferroviárias do sudoeste e destinou-se apenas aos trens da periferia parisiense. No fim da Segunda Guerra, serviu para receber os prisioneiros libertados e, mais tarde, foi cenário do filme O Processo, uma adaptação da obra de Kafka por Orson Welles.

O lindo prédio escapou por pouco de ser demolido

Depois de quase ser demolida na década de 1970 (queriam fazer um hotel moderno bem ali, argh!), a estação foi finalmente classificada em 1978 como monumento histórico e destinada a abrigar o museu, inaugurado por François Mitterrand. O projeto aprovado respeitou a arquitetura original: vista de fora, ainda é uma estação de trem; por dentro, os elementos básicos foram preservados, mas ao invés da linha da estrada de ferro há um amplo e bem iluminado salão com mezaninos. Estando lá, não deixe de observar o lindo relógio no alto.

Um museu para os amantes do Impressionismo

Para quem gosta da arte impressionista, a visita ao Musée d’Orsay pode levar um dia todo. Se for o seu caso, há no museu um restaurante, que fica em um salão estilo 1900, e uma cafeteria para refeições ligeiras.

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Maquina fotografica

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Trocadero, Paris
Trocadéro, Paris

Trocadéro, o melhor do bairro

• A Torre Eiffel vista de frente, de trás, de lado, de cima, de baixo… e sobretudo vista do Palais de Chaillot • O Palais de Chaillot e o Jardin du Trocadéro • Os interessantíssimos museus deste bairro supercultural, como o Museu do Homem, o Museu Nacional de Artes Asiáticas e o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris.

Localização da Tour Eiffel e Trocadéro

Neste bairro residencial novo e chique do oeste parisiense, todo haussmanniano, estão alguns dos mais importantes museus e monumentos da cidade, dentre os quais a mais famosa torre do mundo, símbolo da capital francesa: a Torre Eiffel (Pronuncia-se “eifél”). De outro lado do Sena, bem em frente à torre, há uma pequena colina, onde ficam o Palais de Chaillot e o Jardin du Trocadéro. É impossível ir a Paris e não passar por lá. Não é o lugar ideal para quem curte agitos e badalações, nem para fazer compras, mas é um dos bairros mais tranquilos e bonitos da cidade e, além das atrações culturais, tem vários bons restaurantes.

Video turístico sobre o bairro de Trocadéro-Tour Eiffel

Tour Eiffel

 (Torre Eiffel) Não é preciso dizer que é a principal atração do bairro. Por isso mesmo merece uma página especial. Leia a respeito.

Champs de Mars

 Aproveite para dar um giro pelos Champs de Mars, o imenso parque atrás da torre.

Dica

Para observar a torre de longe, o melhor lugar é o Trocadéro, do outro lado do rio.
Palais de Chaillot e Jardin du Trocadéro 75016 M Trocadéro. O imponente palácio de linhas sóbrias, construído em 1937 para uma das exposições universais de Paris, abriga museus e uma cinemateca. Ele é formado por dois grandes edifícios semicirculares, tendo no centro um pátio e escadarias que levam ao Jardin du Trocadéro.

Nesse pátio foi gravada a magnífica cena do filme Les uns et les autres, de Claude Lelouche (traduzido como Bolero no Brasil) em que Jorge Donn dança o Bolero de Ravel.

Trocadero, Paris

O Jardin du Trocadéro, com estátuas, espelhos d’água e fontes, iluminadas à noite, formam, com o Palais Chaillot, uma das mais espetaculares vistas de Paris. O terraço onde começam as escadarias é o lugar perfeito para você ver a Torre Eiffel e tirar fotos. A recíproca é verdadeira; da torre têm-se a visão panorâmica que permite melhor admirar a beleza desse conjunto.

Musée de l’Homme

Suas coleções nos permitem entender a evolução do homem desde a pré-história. Totalmente reformado após seis anos de trabalhos, foi reaberto em 2015. Apresenta reconstituições do modo de vida de povos de diferentes regiões do planeta e sua cultura, tais como os malgaxes, os esquimós, as populações árabes do Oriente Médio, os povos da Ásia Menor, as sociedades himalaianas, os povos do sudeste asiático e os índios americanos.  Musée de l’Homme

Musée de la Marine 

Para quem se interessa por navegação, é um prato cheio:  é o mais importante do gênero no planeta. Seu gigantesco acervo abrange quase 2000 maquetes de embarcações de todos os tipos e épocas: barcos egípcios, navios a vapor, galeões, navios de guerra. Esse é outro passeio que a criançada vai curtir (criança de 5 a 80 anos adoram barcos…)  Musée de la Marine

Musée Guimet ou Musée National des Arts Asiatiques

 Você se interessa em conhecer a arte dos países da Ásia? Então aproveite, pois no Brasil não há nada sequer parecido. O Guimet foi totalmente remodelado por dentro há poucos anos: são mais de 5000 m2 de galerias modernas, amplas e bem iluminadas nas quais está exposta uma das mais importantes coleções mundiais de arte asiática, englobando um enorme acervo de estátuas, pinturas, tecidos, objetos, móveis, cerâmicas, porcelanas e pergaminhos provenientes da China, Coreia, Japão, Afeganistão, Paquistão, Índia e de países do sudeste da Ásia, da Ásia Central e do Himalaia, desde a pré-história até épocas mais recentes. Musée Guimet.

Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris 

(Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris)  End. 11, av. du Président Wilson (Palais de Tokyo) Esse museu ocupa metade do Palais de Tokyo, construído em 1937 à beira do Sena. Ele abriga as principais tendências da arte moderna (cubistas, fauvistas, entre outras) e obras dos principais artistas desde 1905 até os dias atuais, como Matisse, Raoul Dufy, Picasso, Braque, Chagall, De Chirico, Max Ernst, Modigliani e Bonnard, chegando até os contemporâneos, representados principalmente por vídeos e instalações. Destacam-se no acervo pinturas que podem ser chamadas de monumentais pelo seu tamanho e importância na arte moderna: La Fee Électricité, de Raoul Dufy, composta por 250 paineis reunidos, e dois dos três trípticos de La Danse, de Matisse. Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Musée de la Mode de la Ville de Paris (Musée Galliera)

 (Museu da Moda da Cidade de Paris) End.10, rue Pierre I de Serbie  No Palais Galliera, um palacete neorenascentista do século XIX em meio a um jardim com belas estátuas, funciona este museu cujo acervo de aproximadamente 80 mil peças, desde roupas do começo do século XVII até de estilistas contemporâneos, é apresentado alternadamente, apenas em exposições temporárias. Musée de la Mode de la Ville de Paris

Musée du Quai Branly

 – 27-37-51, quai Branly | 206,  rue de l’Université 75007  Inaugurado em 2006, este museu de etnologia instalado em um edifício ultramoderno é um sucesso. Seu acervo é composto por 3500 peças vindas da América, da Oceania, da Ásia e da África, produzidas pelas mais variadas culturas exógenas. Musée du Quai Branly

Cité de de l’Architecture et du Patrimoine

End. 1, Pl. du Trocadéro, Palais Chaillot Esse enorme museu aberto em 2007 é dividido em três seções que abrangem a história da arquitetura da França do século XII aos dias de hoje. A galerie de moulages é dedicada à arquitetura religiosa e civil entre o século XII e o XVIII; a seção voltada para arquitetura moderna é consagrada às tecnologias de construção desde a Revolução Industrial aos tempos atuais. Finalmente, há uma seção dedicada a murais e vitrais dos séculos XI a XVI. Maquetes e reproduções de fachadas de palácios e igrejas, baixos e altos relevos, esculturas e outras peças encantam o visitante e dão uma ideia dos sistemas utilizados para a construção de tão espetaculares edifícios. Para apreciar com calma as três seções do museu, reserve um dia inteiro. Cité de de l’Architecture et du Patrimoine

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Musée Carnavalet (História de Paris)
Musée Carnavalet (História de Paris)

Musée Carnavalet ou Musée de l’Histoire de la Ville de Paris (Museu da História da Cidade de Paris)

23/29, rue de Sévigné. O interessantíssimo Museu da História da Cidade de Paris funciona em dois prédios diferentes, ligados por uma galeria: o Hôtel Carnavalet, uma magnífica mansão do século XVI, e o Hôtel Le Peletier, do século XVII. O Carnavalet foi comprado em 1866 pela prefeitura de Paris para abrigar detalhes da decoração de antigos imóveis que estavam sendo demolidos durante a febre de renovação do barão de Haussmann. O acervo do museu inclui objetos históricos e artísticos desde os tempos neolíticos até o século XX.

Localização do Musée Carnavalet (Museu da História de Paris)

Nele há fortes lembranças de momentos cruciais da vida da cidade, com ênfase na época da Revolução: quadros, móveis, maquetes e objetos de todo tipo, relacionados à história de Paris. As maquetes e quadros dão uma boa noção de como era a cidade na Idade Média e na Renascença: as casas construídas sobre as pontes do Sena, a vida urbana, o comércio, os trajes de época etc. Para seguir a evolução da cidade de Paris desde a Idade do Bronze, comece pelo andar térreo, onde há restos de antigas canoas utilizadas pelos primitivos habitantes da Île de la Cité. No primeiro andar estão as coleções dos séculos XVII e XVIII, nas quais predominam as reconstituições de cômodos com mobiliário da época.

No segundo andar fica a ala consagrada ao período da Revolução, com mil curiosidades. Pode-se ver até uma réplica da cela onde Maria Antonieta ficou presa (com a pequena mesa de bilhar que usava para se distrair…), mechas do cabelo de Luís XVI e uma reprodução do prédio da Bastilha, esculpida em uma das pedras da antiga prisão. Há muito mais a ser visto, como uma excelente coleção de pinturas de várias épocas sobre Paris e muitos emblemas retirados de fachadas de antigos estabelecimentos comerciais (e até a própria fachada de um deles). O museu é maior do que aparenta e uma visita leva facilmente por volta de 2h — ou bem mais tempo, se você quiser apreciar tudo com calma.

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