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Os hotéis mais bem situados de Paris

Imagens e texto de Lúcio Martins Rodrigues

Mapa de Paris

Os bairros longe do centro valem a pena?

Em bairros afastados de Paris há hotéis a preços mais convidativos que os estabelecimentos mais centrais. A diferença de preço é pequena. Por isso mesmo, é preciso considerar o custo do transporte, como metrô e ônibus. Tem mais:  voltar para seu hotel em horários tardios pode significar despesas com táxi, porque, dependendo do horário, não há mais metrô. Além disso, mesmo que Paris seja uma cidade infinitamente mais segura que o Rio ou São Paulo, por exemplo, nas áreas de periferia, sobretudo à noite, é mais fácil você ter alguma experiência desagradável. Por último, vamos considerar que é muito mais gostoso voltar para o hotel à noite a pé, apreciando os monumentos iluminados das regiões mais centrais, que perder tempo dentro de um metrô e, às vezes, ser obrigado a fazer a correspondence (baldeação) para chegar a seu destino.

Dica importante – Convém lembrar que em certas áreas de Paris atuam gangues de skinheads fascistóide, e outras. Molestam mulheres, negros, quem tem “cara de árabe”, quem não é “ariano” e mesmo judeus se tiverem, uma estrela de David muito visível.

A localização de seu hotel em Paris é essencial

O fato é que, hotéis de uma mesma categoria tendem a oferecer um padrão de conforto muito aproximado. Por isso damos especial atenção à localização do hotel. Temos por princípio nos hospedar em hotéis não muito longe  do Sena e da Île de la Cité. Ficar a um quilômetro do Sena significa uma caminhada de apenas dez ou quinze minutos pelos bairros mais bonitos de Paris. Isso não faz mal a ninguém.  A grande vantagem de hotéis centrais é que você não precisa tomar metrô para visitar a maior parte das atrações de Paris. Bairros como Quartier Latin e Saint-Germain des Prés, na Rive Gauche, Châtele-Les Halles, Marais, Louvre-Port-Royale, na Rive Droite ou nas Ilhas de la Cité e Saint-Louis (há poucos hotéis nas ilhas), são muito seguros e muito simpáticos. Hospedado em qualquer um desses bairros, você pode visitar a pé, se fizer um roteiro inteligente, a maior parte dos pontos turísticos de Paris, separando-os por bairros que já são, em si, uma superatração, como Saint-Germain, Quartier Latin, Marais etc.

Hotéis em bairros mais centrais e atrações nas proximidades

Dica de hotéis em Saint-Germain

Relais Christine (4 estrelas) Localização superprática em Saint-Germain, não longe do Quartier Latin. Metrô Odéon.

L’Hôtel (4 estrelas) Próximo do do Louvre e da Île de la Cité. Metrô Saint-Germain-des-Prés.

Le Clos Médicis  (3 estrelas) Vizinho do Jardin de Luxemburgo e dos boulevares Saint-Germain e Saint-Michel.  Metrô Odéon.

Saint-Germain des Pres (3 estrelas) A menos de cinco minutos a pé do Boulevard Saint-Germain, da igreja de Saint-Sulpice e do famosos café Les Deux Magots. Metrô Saint-Germain.

Saint Pierre (2 estrelas) Este hotel fica perto muito perto dos boulevares Saint-Germain e Saint-Michel, e a 500 metros do Jardin de Luxemburgo. Metrô Odéon.

Grand Hotel des Balcons  (2 estrelas) Fica junto do Odéon e do Boulevard Saint-Germain. Metrô Odéon.

Petit Trianon (1 estrela) Muito bem localizado: fica a a meio caminho dos boulevares Saint-Germain e Saint-Michel. Metrô Odéon.

Saint Andrés des Arts (1 estrela)  Bem no meio do agito Saint-Germain, perto da Place Saint Michel.  Metrô Odéon.

Hotel du Dragon (1 estrela) Está situado bem próximo do café Les Deux Magots, no centro de Saint-Germain, e a 10 minutos do Sena e dos Jardins de Luxemburgo. Metrô Saint- Germain des Prés.

Pontos de interesse em Saint-Germain (Rive Gauche)

•  Igreja Medieval de Saint-Germain
• Rua (ou praça, como muitos a consideram) Fürstenberg
 O pitoresco Marché de Bucci
•  
Rue Saint-André-des-Arts
•  Rue de Seine
•  Cour de Rohan
  Rue de l’Ancienne Comédie
• Passage du Commerce Saint-André
•  Marché de Buci
  Rue Jacob
•  Musée Eugéne Delacroix
•  Rue des Saints Pères
• École des Beaux-Arts e Rue Bonaparte
• Quai des Grands Augustins
• Saint-Sulpice (igreja)
• Théâtre National de l’Odéon
• Saint-Germain-des-Prés (igreja)
• Jardin de Luxembourg.
Veja detalhes sobre atrações turísticas em Saint-Germain des Prés.

Dicas de hotel no Quartier Latin

Veja postagem exclusiva sobre o bairro, com hotéis e atrações próximas

Dica de hotel na região de Halles-Châtelet

Victoria Châtelet (3 estrelas) Perto do Sena e das principais atrações, ao lado da estação de metrô com  mais opções de linhas em Paris, inclusive do RER (trem regional) que liga a cidade aos aeroportos. Metrô  Châtelet.

Britannique (3 estrelas) Muito bem situado, próximo do Sena e da Place du Châtelet. Metrô Châtelet.

Flor Rivoli  (2 estrelas) Bem situado, perto do Sena. Metrô Châtelet.

Appartement Tiquetonne (1 estrela) No centro do Marais. Metrô Etienne Marcel.

Pontos de interesse em Les Halles/Châtelet (Rive Droite)

• Place du Châtelet
• Tour Saint-Jacques
• Quai de la Mégisserie
•  Forum des Halles
•  Saint-Eustache
• Rue Montorgueil
• Rue Quincampoix
• Tour Jean Sans-Peur
• Fontaine des Innocents
• Centre Georges Pompidou/Beaubourg
• Fontaine Stravinski
• Saint-Merry (igreja)
• Musée des Arts et Métiers (Museu de Artes e Ofícios)
•  Saint-Germain l’Auxerrois.
Veja detalhes sobre atrações turísticas em Les Halles-Châtelet.

Dicas de hotel no Marais

Pavillon de la Reine  (4 estrelas) Com localização insuperável, na place des Vosges. Metrô Saint-Paul.

Duo (ex-Axial Beaubourg)  (3 estrelas) Perto do Hôtel de Ville, do Sena e de várias atrações. Metrô Hôtel de Ville.

De la Bretonnerie  (3 estrelas) Próximo à Place de L’Hotel de Ville, a poucos minutos a pé de várias atrações. Metrô Hôtel de Ville.

Malher  (2 estrelas) No “coração” do Marais. Metrô Saint-Paul.

La Herse D’Or (1 estrela) Próximo da place des Vosges, do rio Sena e da Bastille. Metrô Bastille.

Pontos de interesse no Marais  (Rive Droite)

• Place de l’Hôtel de Ville
• Rue des Archives
• Musée de la Chasse et de la Nature
• Place des Vosges
• Place du Marché Sainte-Catherine
• Hôtel de Sully
• Musée Carnavalet ou Musée de l’Histoire de la Ville de Paris
• Musée Picasso
• Musée Cognacq-Jay
• Rue des Francs-Bourgeois
• Musée de l’Histoire de France (Museu da História da França)
• Rue des Rosiers
• Rue Pavée
• Rue Sainte-Croix-de-la-Bretonnerie
• Rue Vieille du Temple
• Square du Temple
• Rue Saint-Paul, Village Saint-Paul
• Hôtel de Sens
• Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme
• Musée de la Curiosité et de la Magie
• Saint-Paul-Saint-Louis (igreja
• Saint-Gervais-Saint-Protais (igreja)
• Rue Notre-Dame des Blancs-Manteaux
• Rue Volta
• Rue François Miron
Veja detalhes sobre atrações turísticas no Marais.

Dicas de hotel na região de Palais Royale/Louvre

Louvre Bons Enfants  (3 estrelas) Ao lado do do Louvre. Metrô Musée du Louvre.

Montpensier (2 estrelas) Próximo do Palais Royal e do Louvre. Metrô Musée du Louvre.

Pontos de interesse em Palais Royale-Louvre  (Rive Droite)

• Jardins des Tuileries
•  Musée des Arts Décoratifs
•  Musée de la Publicité
•  Musée de la Mode et du Textile
• Jardin du Carrousel, Palais Royal
•  Galeries Vivienne e  Colbert
•  Galerie Vero-Dodat
• Rue Richelieu
• Place des Victoires.
Veja detalhes sobre atrações turísticas no bairro de Palais-Royale-Louvre.

Dica de hotel na IÎle de la Cité

Jeu de Paume  Na rue Saint-Louis-en-l’Île. Acesso fácil a diversas atrações. Metrô  Pont Marie.

Pontos de interesse Île de la Cité (ilhas do Sena)

Conciergerie, Saint-Chapelle, Pont Neuf, Pont des Arts, Place Dauphine

Dica de hotel na Île St-Louis

Saint-Louis en Île (3 estrelas) Localização privilegiada. Instalado num lindo prédio do século XVII na principal rua da île Saint-Louis 75. Metrô Pont Marie.

Pontos de interesse Île St-Louis

Hôtel Lambert, Hôtel de Lauzun (ambos históricos hotels particuliers), sorveteria Berthillon, Mémorial de la Déportation.

Hotéis em bairros menos centrais, mas com boa localização

Dica de hotel nos Invalides

Duc de St-Simon (3 estrelas) Situado a cerca de cinco a dez minutos de caminhada do Sena, do Museu d’Orsay e do Musée Rodin. Metrô rue du Bac.

De la Tulipe A duas quadras do Sena. Metrô Invalides.

Pontos de interesse nos Invalides

• Musée de l’Armée (Museu do Exército)
•  Musée d’Orsay
• Musée Rodin

Dica de hotel na região de Madeleine/Concorde

Meurice  (4 estrelas) Situado na movimentada,  rue de Rivoli, de fácil acesso a várias atraçoes. Metrô Tuileries.

Massena  (3 estrelas) Bem do lado da  Pl. de la Madeleine. Metrô Madeleine.

Du Lion D’Or  (1 estrela) Pertinho da rue Saint-Honoré, rua de compras elegantes. Metrô Tuileries ou Pyramides.

Pontos de interesse em Madeleine/Concorde (Rive Droite)

• Rue Royale
• Place Vendôme
• Place de la Concorde
• Jardins des Tuileries
•  Musée de l’Orangerie e Jardins des Tuileries
•  Musée du Jeu de Paume
• Rue Saint-Honoré
Veja detalhes sobre atrações turísticas na região de Opera/Grands Boulevards

Dica de hotel na região de Opera/Grands Boulevards

Golden Tulip Washington Opéra  (4 estrelas) Perto do Museu do Louvre. Metrô Palais Royale. 

Victory Galou (1 estrela) Fica a poucos minutos a pé da Gare du Nord. Tem acesso fácil aos pontos turísticos. Metrô Gare du Nord.

Pontos de interesse em Opéra/Grands Boulevards (Rive Droite)

• Opéra Garnier
• Passage Jouffroy
• Passage Verdeau
• Passage des Panoramas
• Musée Grévin
• Musée de la Parfumerie
• Paristoric
• Le Grand Rex
• Grands Magasins
Veja detalhes sobre atrações turísticas na região de Opera/Grands Boulevards

Dica de hotel na região de Trocadéro/Tour Eiffel

Elysés Union Próximo do Arco do Triunfo. Metrô Iena ou Boissière.

Pontos de interesse na região da Tour Eiffel/Trocadéro (as duas margens do Sena)

•  Tour Eiffel
•  Musée de l’Homme
Champs de Mars
• Musée de la Marine 
 
Musée Guimet ou Musée National des Arts Asiatiques
• 
Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris
• Musée de la Mode de la Ville de Paris (Musée Galliera)
• Musée du Quai Branly
Cité de de l’Architecture et du Patrimoine

Dicas de hotel em Champs-Elysées

Majestic (5 estrelas) Fica a duas quadras do Arco do Triunfo. Metrô Kléber.

Ekta Champs-Elusée  (3 estrelas) A cinco minutos a pé do Arco do Triunfo. Metrô Kléber.

Elysée-Étoile  (duas estrelas) Perto do Arco do Triunfo. Metrô Terne ou Charles De Gaulle-Étoile.

Pontos de interesse em Champs-Elysées

• Triangle d’Or (compras sofisticadas)
• Avenue des Champs-Élysées
• Musée Jacquemart André
• Grand Palais de la Découvert
• Petit Palais
• Musée de Beaux Art
• Pont Alexandre III

Sobre a reserva de hotéis pelo site

Chegar em Paris sem hotel reservado pode ser um problema. Mesmo fora da alta temporada há eventos que resultam na lotação dos hotéis em Paris.

Por motivos de ordem prática escolhemos trabalhar com o Booking.com, mesmo em nossas viagens. Geralmente temos pago menos, e os hotéis têm boa relação-preço qualidade.

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Melhor época em Paris

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Tour de Montparnasse - Foto Janedc CCBY
Montparnasse: Tour de Montparnasse – Foto Janedc CCBY

Montaparnasse

Quando se fala em Montparnasse, é inevitável pensar em Années Folles, arte moderna e boemia. Desde o fim do século XIX, quando ainda era um subúrbio pobre da capital, até a invasão alemã, Montparnasse foi o grande centro artístico de Paris, rivalizando com St-Germain-des-Prés. Inicialmente, o bairro foi procurado no fim do século XIX por Modigliani e outros por ser um lugar barato para se morar; aos poucos, vários artistas franceses e estrangeiros foram chegando. Pesos pesados da arte e da literatura como Matisse, Picasso, Hemingway, Zadkine, Bourdelle, Apollinaire, Max Jacob, Breton, Fitzgerald, Henry Miller, Miró, Foujita e Prévert frequentaram seus restaurantes e cafés. O La Coupole, o Le Dôme, o La Rotonde e a Closerie de Lilas existem até hoje. Lenin, Trotski e, mais tarde, Sartre e os existencialistas também circularam por ali.
Mesmo não sendo um bairro dos mais turísticos, Montparnasse tem algumas ruas e praças interessantes ou históricas, como a Rue de Campagne-Première, onde há belas construções Art Déco, ou a Place du 18 Juin, onde em 1944 os alemães se renderam às forças francesas do General Leclerc, as primeiras tropas aliadas a entrar em Paris.

Vídeo: vista do alto da Tour Montparnasse (desliguem o som, são as imagens que interessam!)

Mapa de Montparnasse

A Tour Montparnasse

O impacto modernista da Tour Montparnasse, uma das maiores da Europa, inaugurada em 1973, quebrou a harmonia do bairro, chocando-se com construções do século XIX, como o Teatro Montparnasse. Muitos parisienses não a aceitam até hoje. (De fato, com seus 200m de altura, a torre é um elefante branco, ou melhor, uma girafa branca, mas vale pela excelente vista da cidade que se tem lá de cima). Com a torre e a também moderna estação de TGV, o bairro ficou mais comercial e movimentado. O ambiente artístico e literário deu lugar aos cinemas e teatros e o charme dos antigos cafés (hoje meio caros e sofisticados) foi substituído pela impessoalidade de restaurantes de rede. Porém, o clima boêmio ainda existe, principalmente no Bd. Montparnasse e na rue de la Gaieté, e Montparnasse continua sendo um lugar bem agradável para um passeio durante o dia ou à noite.

Catacombes de Paris (Catacumbas de Paris)

1, pl. Denfert-Rochereau 75014 M/RER Denfert-Rochereau ( 01/43224763. Abrem de terça-feira a domingo das 10h às 16h. Fecha às segundas-feiras. 8 €. Nos corredores subterrâneos das catacumbas parisienses estão empilhados milhares de tíbias e caveiras retiradas entre 1786 e 1788 do malcheiroso Cimetière des Innocents (Cemitério dos Inocentes), na região de Les Halles, onde, por falta de espaço, os corpos dos mais pobres, jogados em valas comuns, eram cobertos com apenas alguns centímetros de terra. Milhões de corpos haviam sido enterrados nesse cemitério, fazendo com que o nível do solo se elevasse em mais de dois metros. A transferência das ossadas para as catacumbas, feita em inúmeras viagens de carroça, demorou cerca de 15 meses. Foi Napoleão quem decidiu abrir as catacumbas a visitas. Sabe-se lá o que ele tinha na cabeça! O fato é que esse lugar fúnebre atrai muitas pessoas. Tem-se notícia de que festas macabras foram realizadas ali na calada da noite — mas já faz muito tempo. Um tal de Philibert Aspairt resolveu visitar as catacumbas por conta própria logo que elas foram criadas e seu esqueleto só foi encontrado lá dentro onze anos depois! Talvez ele não tenha lido o aviso na entrada: “Arrête! C’est ici l’empire de la mort”. (“Pare! É aqui o império da morte!”). Felizmente hoje em dia a visita é supersegura e organizada (mais de 150 mil turistas vão às catacumbas a cada ano) e não há perigo de você se perder, mas pessoas mais sensíveis ou que se sentem mal em ambientes fechados devem evitá-la. Uma curiosidade: além de guardar ossadas, as catacumbas serviram de quartel-general para a Resistência francesa durante a Segunda Guerra. Catacombes de Paris

Cemitério de Montparnasse

3, Bd. Edgar Quinet 75014 M Edgar Quinet . Abre todos os dias. Inaugurado em 1824, este cemitério inicialmente se destinava aos mortos nos hospitais públicos como indigentes. Hoje, porém, ele abriga orgulhosamente os túmulos de muita gente famosa, como o anarquista Proudhon, o Capitão Alfred Dreyfus, o poeta Charles Baudelaire, o escritor Guy de Maupassant, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre e a escritora Simone de Beauvoir, os escultores Zadkine e Bourdelle, o arquiteto Charles Garnier, que projetou a Opéra, o compositor Saint-Saëns, os dramaturgos Samuel Beckett e Eugène Ionesco, os fotógrafos Brassaï e Man Ray, o escritor Julio Cortázar, o empresário André Citroën e a atriz Jean Seberg. No cemitério de Montparnasse está a famosa escultura cubista O Beijo, de Brancusi, e alguns dos túmulos são verdadeiras obras de arte, como o de Baudelaire e o da família Pigeon. Na entrada do cemitério, pelo Bd. Edgar Quinet, você recebe um mapinha com a localização de seus personagens famosos.

Musée Bourdelle

18, rue Antoine Bourdelle 75015 M Montparnasse-Bienvenüe. ( 01/49547373. Abre de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Entrada franca. O escultor Antoine Bourdelle, artista bem conhecido na França, que foi aprendiz de Rodin, inspirado na ideia de seu mestre, decidiu legar sua obra para a cidade de Paris, para compor o acervo de um museu. O próprio Bourdelle participou do projeto do edifício, amplo e moderno, que foi por muito tempo seu ateliê e onde estão hoje mais de 500 esculturas em bronze, mármore e gesso, de temas bastante variados. As mais renomadas são aquelas baseadas na mitologia greco-romana, como A cabeça de Apolo, Hércules arqueiro e O centauro morrendo, os retratos como os de Beethoven e de Rodin e as esculturas ditas “monumentais”. MuséeBourdelle

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Stade de France Photo Fredéric Bisson CC BY _files
Saint-Denis, Stade de France em St-Denis

 

Por Lúcio Martins Rodrigues

Saint-Denis (St-Denis)

O nome dessa cidade vem da abadia que existia antigamente no local onde, segundo a lenda, o bispo St-Denis, depois de ter sido degolado em Montmartre, teria chegado a pé, carregando sua própria cabeça. (Haja milagre!).
Embora do ponto de vista administrativo St-Denis seja outra cidade, na prática é como se fosse um bairro de Paris, onde se pode ir de metrô. O lugar é famoso por sua basílica gótica do século XII, onde estão os túmulos dos reis da França e também pelo moderno estádio onde ocorreram os principais jogos da Copa de 98.

Mapa de St-Denis (Stade de France)

St-Denis na Idade Média

Importante durante a Idade Média, St-Denis foi ocupada e sofreu grandes danos na guerra dos Cem Anos, o que provocou sua decadência. A tradição revolucionária da cidade é bem antiga; durante a Revolução, os túmulos dos reis foram profanados e suas joias e coroas saqueadas pela população local, que os considerava símbolos do regime que queria derrubar. Com isso, um importante patrimônio histórico foi destruído. Adianta chutar rei morto?

O primeiro município francês governado pelos socialistas

Mais tarde, em 1892, St-Denis tornou-se o primeiro município francês a ser governado pelos socialistas.

Atrações em St-Denis

Basilique de St-Denis

Basilique de St-Denis 1, rue de la Légion d’Honneur (St-Denis)
Metrô Basilique de St-Denis (ATENÇÃO: a linha 13 do metrô se bifurca na estação La Fourche; tome a direção St-Denis/Université).

aqui
Foi Santa Genoveva (Ste-Geneviève) quem, em 475, começou a propagar o culto de St-Denis nessa região, criando uma abadia. Em 630, o rei Dagoberto construiu a primeira igreja em St-Denis, lugar que escolheu para ser enterrado. A basílica hoje existente é obra do abade Suger e começou a ser construída em 1122, antes mesmo da Notre-Dame de Paris. Ela foi em parte reconstruída no século seguinte por ordem de São Luís. Durante a Idade Média, a abadia de St-Denis tornou-se muito rica e poderosa, em razão do movimento constante de peregrinos e, principalmente, pelas doações que recebia dos reis.

A evolução do estilo gótico da França

Além de ser uma das mais conhecidas igrejas da França, St-Denis exibe a evolução do estilo gótico do século XII ao XIII. Mas sua maior importância histórica reside no fato de que, durante doze séculos, mais de setenta reis e rainhas da França foram enterrados ali. Na necrópole real, dentro da basílica, estão as mais preciosas esculturas funerárias da França, da Idade Média à Renascença. Alguns túmulos são verdadeiras obras de arte, em particular o de Luís XII e Ana da Bretanha, representados primeiro ajoelhados, no alto do mausoléu, depois em baixo, deitados lado a lado, e o de Henrique II e Catarina de Medici.

Túmulos dos reis violados durante a Revolução Francesa

Embora todos os túmulos tenham sido violados em 1793, durante a Revolução, eles foram restaurados por Viollet-le-Duc no século XIX. Conhecer a necrópole real é uma experiência emocionante para quem gosta de história e arte. É interessante notar que, depois da queda do Primeiro Império, os restos mortais de Luís XVI e de Maria Antonieta também foram levados para lá.

Stade de France

Stade de France (Estádio da França) Rue Francis de Pressensé (St-Denis)
RER La Plaine-Stade de France (linha B). Para visitar o estádio procure o Espace Accueil Tourisme (portão H). Abre todos os dias (salvo dias de jogos), das 10h às 18h. Para visitas guiadas (12 €) é aconselhável fazer reserva.

Esse gigantesco e moderno estádio de 80 mil lugares tornou-se famoso em razão da Copa do Mundo de 98. Ali foi disputada a partida final entre o Brasil e a França. Uma boa maneira de conhecer o famoso Stade de France é assistir a um jogo de futebol. Recentemente o Stade foi um dos alvos de terroristas do Estado Islâmico, quando mais de uma centena de pessoas foi morta por fanáticos religiosos. Stade de France.

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La Défense - Foto Junanedc CCBY
La Défense, em Paris. Ao fundo o Arco de la Défense. Foto Junanedc CCBY

Por Lúcio Martins Rodrigues

La Défense, a Paris do século XXI

La Défense, esse bairro moderníssimo, totalmente planejado, fora do perímetro urbano, mas ligado a Paris pelo RER, surgiu da necessidade de expansão empresarial da região oeste da cidade. Foram construídos nessa área de 800 hectares dezenas de arranha-céus, o mais alto deles com 45 andares destinados a empresas.

Mapa de La Défense

Espaços amplos e arejados

Apesar disso, La Défense não tem nada de opressivo nem de cinzento como os centros de algumas cidades modernas; pelo contrário, os espaços são amplos, claros e arejados e a arquitetura integra-se a uma paisagem que parece ter saído de uma ficção científica. Além de sua função comercial, La Défense também atrai turistas e tem shopping centers, restaurantes e diversões.

O trenzinho de la Défense

De abril a outubro, pode-se passear pelo bairro em um trenzinho que sai da Grande Arche (Grande Arco). Andar a pé também é interessante, principalmente para quem gosta de arquitetura moderna: há prédios modernos, fontes modernas, esculturas modernas… Tudo é moderno por lá!

Vídeo sobre La Défense

Atrações

Grande Arche

(Grande Arco)  1, Parvis de La Défense RER La Défense/Grande Arche ( SUBIDA AO TOPO DO ARCO: de abril a setembro das 10h às 20h e de outubro a março das 10h às 19h. 10 €. A paisagem de La Défense é dominada por esse gigantesco edifício em forma de arco, todo de vidro e mármore branco, com 110m de cada lado. A catedral de Notre-Dame caberia dentro do seu vão livre! A obra do arquiteto dinamarquês Otto von Spreckelsen foi inaugurada em 1989, durante a comemoração do bicentenário da Revolução Francesa. Podemos considerá-la uma segunda versão, utilitária e futurista, do Arco do Triunfo, projetada no horizonte como o símbolo de uma cidade que cresce e se atualiza permanentemente.

Monumento ao avanço tecnológico da França

Enquanto o Arco do Triunfo lembra as glórias militares da nação, a Grande Arche mostra ao mundo a riqueza e o progresso tecnológico da França no fim do século XX e também é sede de uma imensa quantidade de empresas e de um ministério. Do alto da Grande Arche, onde se chega de elevador panorâmico, a vista é única e inesquecível: vê-se Paris ao longe, com o Arco do Triunfo, a avenida Champs-Élysées, a Place de la Concorde e a pirâmide do Louvre, todos na mesma perspectiva. Grand Arche

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Bastille, Paris, Foto Maya-Anaïs Yataghène CC BY
Bastille, Paris

Bastille, cenário de acontecimentos que mudaram a França

A vida noturna das ruas Oberkampf, Jean-Pierre Timbaud e de Lappe • A Promenade Plantée nos dias de sol, com direito a um descanso merecido no Viaduc des Arts • O histórico cemitério Père Lachaise e os túmulos de personagens famosos.

Mapa da região de Bastille

Um bairro que ficou famoso por sua prisão

O nome Bastille vem da famosa prisão da Bastilha, construída na segunda metade do século XIV, onde eram trancados os opositores do regime e os desafetos dos reis da França. Não só os motivos das prisões eram totalmente arbitrários, como o tratamento dispensado aos prisioneiros era bem desigual. Certos nobres (não os inimigos mais radicais da realeza, claro) podiam levar para lá seus criados, comer bem e até tomar bons vinhos, enquanto os prisioneiros mais pobres —a maioria — viviam em condições subumanas. O filósofo Voltaire, o ex-ministro Fouquet, o polêmico Marquês de Sade e o misterioso Máscara de Ferro (que não foi só personagem de romance de capa e espada e de filme de Leonardo di Caprio, mas sim um homem de carne e osso cuja real identidade permanece ignorada) estiveram presos lá.

Vídeo: a tomada da Bastille, em Paris

A prisão símbolo do Antigo Regime

A temível fortaleza, toda de pedra, cercada por torres, bem no estilo medieval, era um símbolo do que havia de mais odioso no Antigo Regime, mas quando foi tomada, no dia 14 de julho de 1789, já se encontrava quase desativada. Uma centena de pessoas morreu para libertar apenas sete prisioneiros, um dos quais estava louco, talvez por ter passado tanto tempo fechado lá. O Marquês de Launay, administrador da prisão, apesar de ter se rendido, foi decapitado pela multidão.

As pedras da prisão vendidas como souvenir

A Bastilha foi incendiada dois dias depois, mas só foi demolida quando um espertalhão chamado Palloy tratou de pôr abaixo aquele “símbolo da tirania” e comercializou as pedras, muito utilizadas na época como material de construção. Mandou também esculpir reproduções da fortaleza em blocos da própria Bastilha, que foram vendidas como suvenires para diversas cidades da França (no Musée Carnavalet há um exemplar). Os estoques devem ter baixado rapidamente, pois recusar-se a comprá-las poderia ser visto como uma atitude contrarrevolucionária. Isso é o que se pode chamar de marketing agressivo!

A Collone de Juillet

Nada restou da sombria prisão. A praça onde ela estava situada tem, bem no centro, uma coluna, a Colonne de Juillet, no topo da qual há a figura do Génie de la Bastille, um fantástico ser alado que representa a Liberdade. A coluna não foi erguida em memória da derrubada da fortaleza, e sim em homenagem aos mortos na revolução de 1830.
Não se pode dizer que a Bastilha seja um bairro propriamente turístico, mas certamente ganhou atrativos com as inaugurações da Opéra Bastille, da Promenade Plantée e do Viaduc des Arts. Hoje, velhos imóveis estão sendo reformados e se misturam com outros de construção recente, provocando aumento no preço dos aluguéis, mudança no perfil dos moradores e a renovação do comércio.

Bastille, lugar de vida noturna e ponto de encontro em todas as manifestações de rua em Paris

Os pontos fortes da região são a vida noturna e as manifestações populares. Na rue de Lappe, seguindo a tradição começada por franceses do interior e imigrantes italianos, que organizavam bailes populares ao som de acordeão no começo do século XX, há várias danceterias. A mais antiga e tradicional é o Balajo, que existe no nº 9 desde a década de 1930 e hoje é considerada brega. Mais ao norte, principalmente nas ruas Oberkampf e Jean-Pierre Timbaud, proliferam cafés, restaurantes e bares dos mais variados. Muitos servem caipirinha; afinal, o Brasil está em alta por lá.

As Grandes festas de rua na Bastille

Grandes festas de rua acontecem na Bastilha, um bairro onde, aliás, manifestações da esquerda são comuns. A festa da música, no dia 21 de junho (o mais longo do ano) e a comemoração do 14 de julho ocorrem todos os anos pela cidade inteira, mas é na Bastilha que são mais animadas. É lá também que ocorre anualmente, no mês de junho, a parada do Orgulho Gay e Lésbico, evento concorridíssimo da comunidade GLS parisiense, muito alegre, um verdadeiro carnaval com muita gente fantasiada, carros alegóricos de grupos do mundo inteiro e até fanfarras brasileiras. O público tem atingido meio milhão de pessoas, em grande parte liberais de todas as tendências, não necessariamente homossexuais. Apesar de o desfile ter sido durante algum tempo considerado “alternativo”, ele se institucionalizou a ponto de ser hoje patrocinado por órgãos governamentais bem sisudos. A Anistia Internacional, a Liga dos Direitos do Homem, a Igreja Ecumênica e até o Partido Comunista Francês (que parece finalmente ter se libertado de seu ranço stalinista…) também têm dado uma força.

A Opéra Bastille

Opéra Bastille  2-6, pl. de la Bastille 75012 M Bastille
( 01/40011970. As visitas do interior da Opéra são sempre guiadas e devem ser reservadas com antecedência. O melhor para quem quer conhecê-la é ir a um dos espetáculos. O grande edifício modernista do arquiteto canadense Carlos Ott, de formas arredondadas com vidros em tons azulados, é um dos grands travaux (grandes obras) do governo de François Mitterrand, cheio de planos de obras monumentais (o que fez alguns bem-humorados apelidarem-no de Presidente-Sol, numa alusão a Luís XIV, o Rei-Sol…). Inaugurada por ocasião da comemoração dos 200 anos da queda da Bastilha, desbancou a Opéra Garnier e tornou-se a principal sala de espetáculos da cidade. Seu hall de entrada é decorado com esculturas modernas e o auditório principal, com capacidade para 2700 pessoas, é revestido de granito cinza azulado e carvalho. O palco, dotado de tecnologia ultramoderna, permite que cenários possam ser alternados rapidamente, sem necessidade de serem desmontados. Opéra

Port de Plaisance de Paris/Arsenal

Marina do Arsenal 75004/75012 M Bastille. É neste pequeno porto entre o Sena e a place de la Bastille que começa o Canal St-Martin, aberto em 1826. Lembrando-se de que o canal servira de proteção aos rebeldes do Faubourg St-Antoine na revolução de 1848, Haussmann mandou cobrir boa parte dele. O passeio de barco por esse canal atravessa a parte subterrânea, passando por baixo da place de la Bastille. No verão, o Port de l’Arsenal é um lugar muito alegre; nos dias frios e cinzentos, não deixa de ter um interessante ar melancólico. Dezenas de barcos, quase todos péniches (barcaças de fundo chato), ficam atracados nesse porto. Na maioria deles, pasme, moram pessoas, como você pode notar pelas roupas penduradas no varal, vasos de flores, e até casinhas de cachorro. Barcos como esses podem ser alugados por semana ou mesmo por períodos mais longos… Que tal?

Promenade Plantée e Viaduc des Arts

75012 M Bastille. Uma idéia criativa transformou um velho viaduto ferroviário numa deliciosa área de lazer que começa na avenue Dausmenil e vai até a Porte St-Mandé. Caminha-se no alto do viaduto, onde ficavam os antigos trilhos, entre canteiros e arbustos floridos, por passarelas suspensas, sobre um parque, sob túneis, e até no meio de prédios. É interessante e diferente de tudo o que você já viu. Diariamente, em especial nos domingos e feriados, centenas de pessoas de todas as idades vão à Promenade Plantée para caminhar, pedalar e patinar por esse espaço totalmente preservado da circulação motorizada. Quem não é chegado em esportes pode apenas ler ou tomar sol.

Os arcos sob o viaduto foram aproveitados para a instalação de diversos comércios, principalmente voltados para a decoração: é o chamado Viaduc des Arts. Há também cafés bem animados; nos dias de bom tempo, são colocadas mesas na calçada. Para chegar ao Viaduc, indo da pl. de la Bastille, entre na rue de Lyon, ao lado da Opéra, e vire à esquerda na Av. Daumesnil. Para chegar à Promenade Plantée, suba a escada em meio aos arcos do viaduto.

Cemitério Pére Lachaise

Um cemitério que virou atração turística: o Pére Lachaise

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Bois de Bologne, Paris
Bois de Bologne-Auteuil

Bois de Boulogne, a floresta preferida da aristocracia

Quem nunca ouviu falar do Bois de Boulogne?
O Bois de Boulogne é muito mais do que um parque; é um bosque de quase 900 hectares, uma pequena floresta cheia de atrações. É lindo, sobretudo no outono e na primavera, mas prepare-se, pois visitá-lo é um programa para o dia todo ou pelo menos para várias horas. Hoje é difícil imaginar que na floresta de Rouvray, em volta de Paris, havia lobos, cervos, javalis e até mesmo ursos vagando em liberdade.

Mapa do Bois de Boulogne e região

Bois de Bologne e sua história

O Bois de Boulogne conserva muitas historias e lendas. O atual bosque de Boulogne é só o que sobrou dessa antiga floresta, que foi o campo de caça favorito dos reis merovíngios. Na Baixa Idade Média, durante a guerra dos Cem Anos, tornou-se um perigoso refúgio de bandidos. A realeza interessou-se novamente pelo bosque a partir do reinado de Francisco I, que lá mandou construir o Château de Madrid, um castelo renascentista. Na época dos Luíses, Boulogne era um dos lugares preferidos dos nobres que, esbanjando dinheiro e frivolidade, lá mandavam construir mansões com extravagantes jardins — as chamadas “folies” — onde promoviam encontros alegres e libertinos.

Bois de Boulogne: ponto de partido dos primeiros balões tripulados durante a Guerra Franco-Prussiana

Foi também do Bois de Boulogne que levantaram voo os primeiros balões a ar quente, as montgolfières, em 1782, projetados pelos irmãos Joseph e Étienne Montgolfier.

As reformas de Humann no século XIX.

No século XIX, Haussmann remodelou o bosque por inteiro, dando-lhe mais ou menos o aspecto que tem hoje. O Bois de Boulogne possui grandes lagos, o Infèrieur e o Supèrieur, ligados por uma cascata. Lá podem ser alugados barcos e bicicletas, mas muita gente aproveita para simplesmente fazer seu piquenique. Por toda parte há campos, córregos, cascatas, grutas, muitos quilômetros de trilhas e estradinhas cortando a floresta.

O famoso bosque, que contém por sua vez parques e alguns dos mais belos jardins da cidade, fica um pouco fora de mão, mas merece uma visita se você tem um bom tempo para ficar em Paris. Ele é margeado por uma região residencial bastante sofisticada no extremo oeste da cidade; mais ao norte fica Passy, com a Avenue Foch, a Place Victor Hugo e outros endereços procurados pelos mais afortunados (nos dois sentidos!).

Dica

Comece sua visita com a cereja do bolbo: o Jardin d’Aclimatation que abriga diversos parques.

Jardin d’Acclimatation

O Jardin d’Acclimatation é hoje um parque de diversões muito querido pelas crianças mais novinhas: tem circo, teatro de marionetes, um pequeno zoológico, uma minifazenda, um relógio de flores, carrosséis, uma minimontanha russa, um riacho onde as crianças passeiam em barquinhos que deslizam sozinhos, carrinhos motorizados e o Exploradôme, um modernissimo espaço interativo dedicado às ciências, às artes e à multimídia. : www.jardindacclimatation.fr

Jardin des Serres d’Auteuil

3, Av. de la Porte d’Auteuil ou 1, Av. Gordon Bennett 75016 M Porte d’Auteuil. Abre das 9h ao por do sol. Para quem gosta de plantas, este é lugar ideal na capital francesa.

As atrações deste jardim botânico não se resumem à quantidade, à beleza e à variedade de suas plantas e flores, algumas das quais bem exóticas e originárias de países distantes, como a Nova Caledônia. As estufas de estrutura metálica do século XIX são também interessantes. Embora pouco central, o lugar é muito agradável para passear.

O Jardin d’Acclimatation, é um parque de diversões, onde também está instalado o Museu das Artes e das Tradições Populares. O Parc de Bagatelle é um belo jardim em estilo anglo-chinês. O Pré-Catelan, por sua vez, onde fica o chique restaurante de mesmo nome, é formado por dois jardins menores, o La Fontaine e o Shakespeare. Neste último, durante o verão, são encenadas ao ar livre peças do dramaturgo inglês. Diversas atividades esportivas são feitas no Bois: lá ficam dois hipódromos, o Estádio Parc des Princes e também o Roland Garros, onde o nosso tenista Guga faz sucesso. Perto do hipódromo de Longchamp, ainda há ruínas de um castelo medieval e da torre de uma antiga abadia. A oeste do Parque de Bagatelle, um marco comemorativo lembra a proeza de um brasileiro famoso em Paris que, em novembro de 1906, voou 220 metros em 21 segundos, um recorde para a época: Santos Dumont, é claro. O Jardin des Serres d’Auteil, um jardim botânico, completa as atrações do Bois. Se quiser organizar um programa de um dia todo, aproveite para amarrar seu passeio com uma visita a um dos museus próximos. Lembre-se, porém, de que, à noite, o Bois de Boulogne tornou-se ponto de encontro de travestis e prostitutas.

Bagatelle

Esse parque era um dos lugares destinados às festinhas da nobreza, que acabou sendo comprado em 1775 pelo Conde d’Artois, irmão de Luís XVI. Ele apostou com sua cunhada Maria Antonieta que construiria uma “folie” em dois meses, e ganhou a aposta. Numa época em que a maioria da população vivia miseravelmente, ninguém deve ter achado muita graça. Sem medir despesas, o conde fez um maravilhoso jardim em estilo anglo-chinês com cascatas, grutas e um luxuoso pavilhão, que custou dois milhões de libras da época. Uma “bagatela”! Percebeu de onde vem essa expressão?

Bagatelle hoje

O Bagatelle é simplesmente lindo, cheio de pequenos caminhos, grutas, riachos e flores, além de um pavilhão no estilo do Trianon de Versalhes. Pássaros, alguns dos quais exóticos, andam soltos pelo parque. Com sorte, você dará de cara com um pavão. O pequeno lago tem ninfeias (como as dos quadros de Monet) e o imenso roseiral, a maior atração do parque, onde são realizadas exposições, possui nada menos do que mil espécies diferentes. A melhor época para visitá-lo é, evidentemente, a primavera.
Jardin d’Acclimatation M Les Sablons ou RER Porte Maillot ( 01/40679082. Abre de junho a setembro das 10h às 19h e de outubro a maio das 10h às 18h. 2,90 €. Na época de Napoleão III, cientistas tentaram aclimatar no Bois de Boulogne plantas e animais de outros países, criando um “jardim de aclimatação”. Milhares de bichos foram levados para lá, inclusive elefantes, cangurus e girafas, mas com o cerco de Paris durante a guerra franco-prussiana de 1870, a fome apertou e os animais – inclusive os mais exóticos – acabaram na panela.

Parc de Bagatelle M Porte Maillot + ônibus 244. Abre diariamente das 9h às 19h (das 11h à 19h para a galerie e o Trianon).

Atrações turísticas em Bologne e Auteil

Conheça museus e atrações nas proximidades.

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Louvre, visto do Pont des Arts
Louvre, visto da Pont des Arts

Palais Royal e Louvre, um bairro essencial a visitar em Paris

Bem no meio do 1º arrondissement, no centro de Paris, o bairro de Palais Royal e Louvre reúne heranças históricas e vários museus, a começar pelo insuperável Louvre.

O bairro, comercial e animado durante o dia, tem ruas pitorescas, charmosas passages do século XIX, butiques, perfumarias, antiquários, lojas de filatelia e numismática e lugares bem agradáveis para um passeio, como o jardim do Palais Royal. A agitação é maior na rue de Rivoli, onde existem muitas lojas de suvenires com toda a parafernália típica, de miniaturas da Torre Eiffel a camisetas (“Estive em Paris e lembrei de você”…).

À noite, a região é bem calma. Algum movimento fica por conta dos restaurantes e da Comédie Française, a mais antiga e célebre companhia de teatro francesa, que fica na rue de Richelieu. As ligações do bairro com o teatro, aliás, são fortes; na atual rue Molière, a uma quadra do Théatre de la Comédie, morou o famoso dramaturgo.

Esse bairro super central fica perto de mil outros lugares interessantes, é próximo do Sena e tem transporte para tudo quanto é canto. É difícil imaginar que, durante a Idade Média, ainda ficava fora do perímetro urbano de Paris!

As principais atrações do bairro Palais Royal e Louvre

• As incontáveis atrações artísticas e históricas do Museu do Louvre

• O prédio do Louvre e a polêmica pirâmide de vidro

• Os Jardins des Tuileries e a maravilhosa perspectiva que dali se tem da Av. des Champs-Élysées até o Arco do Triunfo

• Os jardins e as galerias do Palais Royal

• A galerie Vivienne, vestígio da Belle Époque

Jardins des Tuileries

Esse bem cuidado jardim de linhas clássicas se estende do Louvre em direção aos Champs-Elyseés.

Musée du Louvre

 O gigantesco acervo do Louvre é dividido em oito departamentos, espalhados em três alas (Sully, Denon e Richelieu). Portanto, o museu leva muito tempo para ser visitado. Leia tudo sobre o Museu do Louvre.

Musée des Arts Décoratifs (Museu de Artes Decorativas)

107, rue de Rivoli Este museu funciona numa ala do Louvre (mas com entrada totalmente independente), juntamente com o Musée de la Publicité e o de la Mode et du Textile. Seu acervo compreende objetos de arte e de decoração (louças, cerâmicas, bronzes, tapeçarias, mobiliário, pinturas), mostrando a evolução da decoração de interiores na vida cotidiana desde a Idade Média até os tempos modernos. Musée des Arts Décoratifs

Musée de la Publicité

 (Museu da Publicidade) 107, rue de Rivoli.  É talvez o único do mundo no gênero e intercala audiovisuais com cartazes de propaganda e outdoors que se tornaram famosos desde a Belle Époque até os tempos atuais. Um deles, que causou sensação na década de 1970, é o da moça de calcinha e sutiã que aparecia no metrô. “Dia tal, tirarei a parte de cima”. Assim aconteceu, no dia anunciado lá estava ela, desta vez com os seios à mostra. Depois: “Dia tal, tirarei a parte de baixo”. Todo mundo ficou aguardando. Ela de fato apareceu nua, mas meio de lado, sem mostrar nada… E embaixo o slogan do anunciante: “Nós sempre cumprimos nossas promessas!” Cada sala do museu tem por tema determinada década. Há sofás para você assistir confortavelmente aos vídeos de propaganda que passavam na televisão. Alguns deles, das décadas de 1950 e 1960, em branco e preto, são muito engraçados. Só tem um problema: quem não fala francês não vai dar risada…  Musée de la Publicité

Musée de la Mode et du Textile (Museu da Moda e do Tecido)

107, rue de Rivoli  É de interesse relativo para quem não é da área, mas apresenta uma rica coleção de todo tipo de tecidos, roupas e acessórios do século XII ao XX, inclusive criações mais importantes dos grandes estilistas.

Jardin du Carrousel

O pequeno jardim entre o Louvre e os Jardins des Tuileries tem como maior atrativo o Arco do Triunfo do Carrousel, um arco em estilo romano, bem ao gosto dos césares, construído em 1808 por Napoleão para celebrar suas glórias militares. Parece que nessa época suas intenções eram bem mais modestas do que quando ele resolveu fazer o imenso arco da Étoile, este sim conhecido como o verdadeiro Arco do Triunfo. O arco, que embora não seja grande, é exuberante, tem colunas de mármore cor-de-rosa e cópias dos cavalos que estão na Basílica de San Marco, em Veneza. (Na verdade, Napoleão havia pego para si os originais, que acabaram sendo restituídos aos venezianos algum tempo depois). É no Jardin du Carrousel que começa a chamada Voie Triomphale (“Via Triunfal”), o maravilhoso trajeto até a Étoile.

Palais Royal (Palácio Real)

Esse local, que teve importante papel na história da Revolução Francesa, é hoje sede do Conselho de Estado da França. Seu maior charme reside nas antigas lojas instaladas em suas galerias, no térreo. Leia mais sobre o Palais Royal.

Galerie Vero-Dodat

2, rue du Bouloi. Inaugurada em 1822, essa galeria foi uma das primeiras a receber iluminação pública a gás. Seu ar decadente não deixa de ser charmoso. Diversas lojas funcionam ali.

Rue Richelieu

Essa rua de imóveis antigos, cheia de restaurantes e cafés, tem um importante comércio de antiguidades, moedas e selos. É um bom lugar para você ir fuçar se for um colecionador ou se pretende encontrar um presente especial para aquele amigo que já tem tudo… No nº 40, fica a casa onde Molière viveu e, no nº 2, a Comédie Française. Para visitá-la, o melhor é comprar um bilhete e assistir a um dos clássicos. Você terá a oportunidade de ver a cadeira onde Molière morreu em 17 de fevereiro de 1673, interpretando, por uma ironia do destino, Le Malade Imaginaire (O Doente Imaginário). Essa é a versão mais corrente, mas há quem afirme que ele passou mal durante o espetáculo e morreu horas depois na sua casa. Na esquina com a rue Molière, fica a bonita fonte que o escultor Visconti dedicou ao dramaturgo.

Place des Victoires

A praça foi projetada por Mansart em 1686, a mando do marechal La Feuillade, para comemorar as vitórias das tropas reais nas últimas guerras. Decidido a agradar o rei Luís XIV, o marechal gastou ali a bagatela de 7 milhões de libras. A estátua equestre do Rei-Sol no centro da praça, fantasiado de César, é de 1822; a anterior foi fundida durante a Revolução. Hoje essa bela praça é um endereço de butiques famosas e de grandes criadores de moda.

Mapa do bairro Palais Royal e Louvre

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St-Germain-des-Près, um bairro cheio de charme e história

“Ils avaient vu la guerre ou étaient nés après et s’étaient retrouvés à St-Germain-des-Prés”
(“Eles viram a guerra ou nasceram depois e se reencontraram em St-Germain-de-Prés”)
Da canção Les Amis de Georges, de Georges Moustaki

Mapa de Saint-Germain des Prés

St-Germain-des-Près é um dos mais charmosos bairros de Paris, com uma famosa tradição boêmia e intelectual, e um dos melhores lugares para você ter uma ideia de como era a cidade nos tempos da Revolução. Sua origem remonta ao século VI quando, por orientação do bispo Germain, foi construída uma abadia com uma igreja e um mosteiro em volta do qual começou a se formar uma aldeia. Com a morte do bispo, a igreja passou a se chamar St-Germain, nome que se estendeu ao bairro.

A abadia de St-Germain foi muito rica e poderosa durante toda a Idade Média. No século XVII, o bairro tornou-se um importante centro intelectual e artístico, ponto de encontro dos iluministas e revolucionários. Lá, em 1686, foi fundado o primeiro café de Paris, o Procope, que deu início à tradição dos “cafés-literários” do bairro e foi frequentado, na época, por Rousseau, Diderot, D’Alembert, Voltaire, Benjamin Franklin, Danton e Marat. Diz-se que os esboços preliminares da Encyclopédie foram rabiscados lá. A antiga abadia foi destruída por um incêndio durante o período revolucionário, mas nem por isso St-Germain perdeu sua importância. A igreja e o palácio da abadia foram restaurados no século XIX — em parte graças a uma campanha promovida por Victor Hugo — e o bairro logo retomou sua vocação.

Vídeo dobre Saint-Germain-des-Prés

O bairro dos artistas

Diversos artistas frequentaram ou moraram em St-Germain-des-Prés no século XIX: escritores como Balzac e Georges Sand, poetas como Verlaine, Rimbaud e Baudelaire e pintores como Delacroix, Ingres e Manet. O filósofo Auguste Comte, criador do Positivismo, morou no nº 10 da rue Monsieur le Prince. Mais tarde, já no século XX, Picasso também acabou se instalando por lá e em 1937, no seu atelier no nº 7 da rue des Grands Augustins (frequentado por seu amigo Man Ray), terminou a obra-prima Guernica.

Mesmo durante a Segunda Guerra, St-Germain continuou sendo o lugar favorito dos intelectuais. Lembre-se de que Ernest Hemingway, mesmo vivendo pobremente, estava convicto de que Paris era uma festa. Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir iam todos os dias escrever, trocar ideias e se aquecer no Café de Flore. Curiosamente, os alemães não molestaram os filósofos do bairro. Talvez não os levassem a sério…

A onda existencialista

Quando Paris foi libertada, a arte teatral tomou impulso e obras de autores inovadores foram encenadas nos teatros de St-Germain, dentre elas Esperando Godot, de Samuel Beckett, e O Rinoceronte, de Eugène Ionesco. Embora Sartre não visse com bons olhos sua filosofia virar modismo, a onda existencialista tomou conta do bairro boêmio e escolheu Anne-Marie Cazalis, Juliette Gréco e Anabelle como suas musas inspiradoras. Quem não posasse de existencialista (mesmo que não tivesse ideia o que isso significava de fato) estava irremediavelmente out!

Se a cantora dos existencialistas era Juliette Gréco, seu poeta era Jacques Prévert, que em 1947 havia lançado Paroles e visto sua fama se expandir subitamente de St-Germain para o mundo. A obra virou livro de cabeceira da juventude que, àquela altura, começava a se “transviar”.
Entre os grandes nomes da boa música popular francesa que moraram em Saint-Germain ou que frequentaram o bairro no século XX, estão Jacques Brel, Léo Ferré, Georges Brassens, Charles Aznavour, Charles Trénet e Serge Gainsbourg. Americanos como Miles Davis e Duke Ellington, por seu lado, ajudaram a divulgar o bom jazz no Blue Note e no Club St-Germain. Talvez tenha sido graças a eles que o jazz tornou-se tão conhecido e apreciado pelos franceses.

Até hoje, St-Germain-des-Prés faz o gênero “intelectual-chic” e é o lugar preferido de estudantes, professores, artistas, filósofos, pseudofilósofos, gauchistas-caviar e outros curiosos espécimes do folclore parisiense, mas também tem um lado bem “burguês” e vem sendo escolhido por estilistas famosos para a instalação de seus ateliers ou filiais. Seu comércio é variado e elegante: moda, livros, objetos de arte, antiguidades, tudo o que há de mais branché em Paris pode ser encontrado por lá.

Os famosos cafés

Dentre os estabelecimentos famosos, não é só o lendário Procope que resiste até hoje. Ainda existem famosos cafés queridos pelos existencialistas e por outras grandes cabeças do século XX: o Flore, no Bd. St-Germain, e o Les Deux Magots, bem em frente à igreja de St-Germain-des-Prés. A Brasserie Lipp, inaugurada em 1890 no bd St-Germain, também está em pé. Hoje, porém, é mais provável encontrar por lá turistas do que filósofos. C’est la vie!

O bairro é calmo, com exceção da agitação do Bd. St-Germain e do trânsito louco da rue des Saints-Pères. Nele, é gostoso passear a pé e esquecer da vida: parar num café perto da igreja de St-Germain, fuçar uma livraria, ver as vitrines dos antiquários, sentir o clima da Place St-Sulpice, comer bem numa brasserie, dar um pulo até a beira do Sena… E reconhecer que seus moradores e frequentadores famosos tiveram muito bom gosto! Uma curiosidade: o esquisito adjetivo germanopratine designa tudo o que é relativo ao bairro de St-Germain-des-Près.

Dicas de ruas e atrações mais badaladas

Saint-Germain tem ruas, passages e lugares badalados. Conheça-os

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Trocadero, Paris
Trocadéro, Paris

Trocadéro, o melhor do bairro

• A Torre Eiffel vista de frente, de trás, de lado, de cima, de baixo… e sobretudo vista do Palais de Chaillot • O Palais de Chaillot e o Jardin du Trocadéro • Os interessantíssimos museus deste bairro supercultural, como o Museu do Homem, o Museu Nacional de Artes Asiáticas e o Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris.

Localização da Tour Eiffel e Trocadéro

Neste bairro residencial novo e chique do oeste parisiense, todo haussmanniano, estão alguns dos mais importantes museus e monumentos da cidade, dentre os quais a mais famosa torre do mundo, símbolo da capital francesa: a Torre Eiffel (Pronuncia-se “eifél”). De outro lado do Sena, bem em frente à torre, há uma pequena colina, onde ficam o Palais de Chaillot e o Jardin du Trocadéro. É impossível ir a Paris e não passar por lá. Não é o lugar ideal para quem curte agitos e badalações, nem para fazer compras, mas é um dos bairros mais tranquilos e bonitos da cidade e, além das atrações culturais, tem vários bons restaurantes.

Video turístico sobre o bairro de Trocadéro-Tour Eiffel

Tour Eiffel

 (Torre Eiffel) Não é preciso dizer que é a principal atração do bairro. Por isso mesmo merece uma página especial. Leia a respeito.

Champs de Mars

 Aproveite para dar um giro pelos Champs de Mars, o imenso parque atrás da torre.

Dica

Para observar a torre de longe, o melhor lugar é o Trocadéro, do outro lado do rio.
Palais de Chaillot e Jardin du Trocadéro 75016 M Trocadéro. O imponente palácio de linhas sóbrias, construído em 1937 para uma das exposições universais de Paris, abriga museus e uma cinemateca. Ele é formado por dois grandes edifícios semicirculares, tendo no centro um pátio e escadarias que levam ao Jardin du Trocadéro.

Nesse pátio foi gravada a magnífica cena do filme Les uns et les autres, de Claude Lelouche (traduzido como Bolero no Brasil) em que Jorge Donn dança o Bolero de Ravel.

Trocadero, Paris

O Jardin du Trocadéro, com estátuas, espelhos d’água e fontes, iluminadas à noite, formam, com o Palais Chaillot, uma das mais espetaculares vistas de Paris. O terraço onde começam as escadarias é o lugar perfeito para você ver a Torre Eiffel e tirar fotos. A recíproca é verdadeira; da torre têm-se a visão panorâmica que permite melhor admirar a beleza desse conjunto.

Musée de l’Homme

Suas coleções nos permitem entender a evolução do homem desde a pré-história. Totalmente reformado após seis anos de trabalhos, foi reaberto em 2015. Apresenta reconstituições do modo de vida de povos de diferentes regiões do planeta e sua cultura, tais como os malgaxes, os esquimós, as populações árabes do Oriente Médio, os povos da Ásia Menor, as sociedades himalaianas, os povos do sudeste asiático e os índios americanos.  Musée de l’Homme

Musée de la Marine 

Para quem se interessa por navegação, é um prato cheio:  é o mais importante do gênero no planeta. Seu gigantesco acervo abrange quase 2000 maquetes de embarcações de todos os tipos e épocas: barcos egípcios, navios a vapor, galeões, navios de guerra. Esse é outro passeio que a criançada vai curtir (criança de 5 a 80 anos adoram barcos…)  Musée de la Marine

Musée Guimet ou Musée National des Arts Asiatiques

 Você se interessa em conhecer a arte dos países da Ásia? Então aproveite, pois no Brasil não há nada sequer parecido. O Guimet foi totalmente remodelado por dentro há poucos anos: são mais de 5000 m2 de galerias modernas, amplas e bem iluminadas nas quais está exposta uma das mais importantes coleções mundiais de arte asiática, englobando um enorme acervo de estátuas, pinturas, tecidos, objetos, móveis, cerâmicas, porcelanas e pergaminhos provenientes da China, Coreia, Japão, Afeganistão, Paquistão, Índia e de países do sudeste da Ásia, da Ásia Central e do Himalaia, desde a pré-história até épocas mais recentes. Musée Guimet.

Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris 

(Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris)  End. 11, av. du Président Wilson (Palais de Tokyo) Esse museu ocupa metade do Palais de Tokyo, construído em 1937 à beira do Sena. Ele abriga as principais tendências da arte moderna (cubistas, fauvistas, entre outras) e obras dos principais artistas desde 1905 até os dias atuais, como Matisse, Raoul Dufy, Picasso, Braque, Chagall, De Chirico, Max Ernst, Modigliani e Bonnard, chegando até os contemporâneos, representados principalmente por vídeos e instalações. Destacam-se no acervo pinturas que podem ser chamadas de monumentais pelo seu tamanho e importância na arte moderna: La Fee Électricité, de Raoul Dufy, composta por 250 paineis reunidos, e dois dos três trípticos de La Danse, de Matisse. Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

Musée de la Mode de la Ville de Paris (Musée Galliera)

 (Museu da Moda da Cidade de Paris) End.10, rue Pierre I de Serbie  No Palais Galliera, um palacete neorenascentista do século XIX em meio a um jardim com belas estátuas, funciona este museu cujo acervo de aproximadamente 80 mil peças, desde roupas do começo do século XVII até de estilistas contemporâneos, é apresentado alternadamente, apenas em exposições temporárias. Musée de la Mode de la Ville de Paris

Musée du Quai Branly

 – 27-37-51, quai Branly | 206,  rue de l’Université 75007  Inaugurado em 2006, este museu de etnologia instalado em um edifício ultramoderno é um sucesso. Seu acervo é composto por 3500 peças vindas da América, da Oceania, da Ásia e da África, produzidas pelas mais variadas culturas exógenas. Musée du Quai Branly

Cité de de l’Architecture et du Patrimoine

End. 1, Pl. du Trocadéro, Palais Chaillot Esse enorme museu aberto em 2007 é dividido em três seções que abrangem a história da arquitetura da França do século XII aos dias de hoje. A galerie de moulages é dedicada à arquitetura religiosa e civil entre o século XII e o XVIII; a seção voltada para arquitetura moderna é consagrada às tecnologias de construção desde a Revolução Industrial aos tempos atuais. Finalmente, há uma seção dedicada a murais e vitrais dos séculos XI a XVI. Maquetes e reproduções de fachadas de palácios e igrejas, baixos e altos relevos, esculturas e outras peças encantam o visitante e dão uma ideia dos sistemas utilizados para a construção de tão espetaculares edifícios. Para apreciar com calma as três seções do museu, reserve um dia inteiro. Cité de de l’Architecture et du Patrimoine

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Madeleine, Paris
Madeleine, Paris

Madeleine e Concorde, região de comércio elegante

Place de la Madeleine • Rue Royale • Place Vendôme • Obelisco da Place de la Concorde

Mapa do bairro de la Madeleine

Estátua de Shiva Natarâdja, Senhor da Dança, Mmusée Guimet, Foto Jean-Pierre Dalbéra CCBY
Este é um bairro elegante e relativamente novo, como outros da zona oeste da cidade. Hoje é bastante central, mas na Idade Média sequer ficava no perímetro urbano parisiense; pertencia à cidadezinha de Ville l’Éveque. A região só começou a ser valorizada no final do século XVII, quando Luís XIV mandou construir a Place Vendôme. Um século mais tarde, outra grande praça, a Luís XV (atual Place de la Concorde), foi construída ali perto, à beira do Sena, ao lado dos Jardins des Tuileries.

Desde o Segundo Império, a arquitetura do bairro foi padronizada com os mesmos prédios clássicos haussmannianos. A Place de la Madeleine e a rue Royale datam dessa época. No final do século XIX, a região assumiu uma vocação comercial que perdura até hoje; nela concentram-se grandes grifes, hotéis e restaurantes chiques e sofisticadas lojas dos mais variados produtos.
Place de la Madeleine e Rue Royale.

A praça grande e elegante, em cujo centro está a igreja de la Madeleine, tem um comércio fino e variado. Ela é um dos maiores paraísos gastronômicos do planeta: as lojas Fauchon e Hédiard, os restaurantes Lucas Carton e Caviar Kaspia, o chocolatier Marquise de Sevigné e muitos outros estabelecimentos de dar água na boca ficam lá.

Links afins Atrações, dicas

Rue Royale

Entre a Place de la Madeleine e a Place de Concorde, numa localização privilegiadíssima, fica a Rue Royale, uma das mais chiques de Paris, onde o comércio é tão sofisticado quanto na Madeleine, com a vantagem de que ela é ainda mais bonita e agradável para passear. É lá que ficam o lendário restaurante Maxim’s e a antiquíssima confeitaria Ladurée. Mesmo que você esteja de regime e não queira ou não possa comprar nenhum artigo de luxo, vai adorar ir da Madeleine à Concorde a pé e conhecer um lado muito elegante de Paris.

Madeleine

(igreja)  A igreja de Ste-Marie de la Madeleine, ou simplesmente Madeleine, como todo mundo a chama, é uma das mais famosas igrejas parisienses. Com seu frontão triangular e 52 colunas coríntias de 20 metros de altura, ela mais parece um imenso templo da Grécia clássica do que uma igreja católica. Uma curiosidade: repare que ela não tem nenhuma cruz no alto. Sua construção começou em 1763, durante o reinado de Luís XV, mas a planta original foi substituída pouco depois por outra, quando um novo arquiteto resolveu derrubar tudo e recomeçar os trabalhos, desta vez com um projeto neoclássico, semelhante ao do Panthéon. Com a Revolução, os trabalhos foram mais uma vez suspensos até 1806, quando Napoleão os retomou visando a transformar o edifício em um Templo da Glória em homenagem a seu exército. Em 1837, por pouco a Madeleine não virou uma estação ferroviária, até que em 1842, passou finalmente a ser uma igreja. Ao visitá-la, aproveite para desfrutar a vista da escadaria do lado sul: você verá a rue Royale, a Place de la Concorde, o Sena e, mais longe, do outro lado do rio, a Assembleia Nacional.

Place Vendôme

Concebida em 1685, durante o reinado de Luís XIV, pelo arquiteto Jules Hardouin-Mansart, essa praça é um dos endereços mais chiques do mundo. Nela ficam lojas das mais caras e elegantes grifes, além do lendário Hotel Ritz, onde se hospedam a nobreza europeia, artistas famosos, ministros de Estado, milionários e outras personalidades do mundo todo. A princesa Diana e seu namorado estavam hospedados ali quando saíram de carro na madrugada, numa corrida em alta velocidade que os levou ao acidente fatal. No local da praça, havia antigamente a residência do Duque de Vendôme.

Os trabalhos de construção começaram com as fachadas e as arcadas padronizadas, mas foram interrompidos por falta de dinheiro. Inicialmente, apenas a estátua equestre de Luís XIV pôde ser inaugurada. Somente mais tarde, durante a regência do Duque de Orléans, graças a uma hábil manobra especulativa do banqueiro escocês John Law, as obras puderam ser terminadas. A enorme coluna central, de mais de 43 metros de altura, foi construída durante o reinado de Napoleão para comemorar suas vitórias militares. Durante o século XIX, a cada mudança política, uma estátua diferente era colocada no alto dessa coluna. Primeiro, foi Napoleão vestido de imperador romano; em 1814, foi a vez de Henrique IV; no reinado de Luís XVIII, uma gigantesca flor-de-lis e, mais tarde, sob Luís Felipe, mais uma vez Napoleão, mas de sobrecasaca. A estátua que existe hoje é uma réplica da primeira.

Place de la Concorde – A mais bela praça de Paris? Para muitos, sim. Leia a página sobre la Place de la Concorde.

Musée de l’Orangerie 

Fundado em 1927, o museu recebeu em 1965 a coleção Walter-Guillaume. Além de acolher exposições temporárias, tem um acervo permanente de pinturas do período de 1880 a 1930 de artistas como Renoir, Cézanne, Modigliani, Picasso e Matisse. Mas pode esquecer tudo isso: todo mundo vai lá para apreciar as embasbacantes Nymphéas, de Claude Monet, pintadas no jardim de sua casa em Giverny, que ocupam salas inteiras. Imperdível. Musée de l’Orangerie

Jardins des Tuileries

Os Jardins de Tuileries, na Rive Droite, entre o Louvre e a Avenue des Champs-Elysés, bem cuidado e repleto de estátuas é um lugar apreciado por parisienses e turistas, quando querem dar uma pausa em suas andanças. Nossa sugestão, se você for visitar o Louvre, dar uma espiada no Jardin. Saiba mais sobre o Jardin des Tuileries

Musée du Jeu de Paume

Jardins des Tuileries O Museu do Jeu de Paume, nos Jardins des Tuileries, do lado oposto ao Musée de l’Orangerie, fica em um edifício construído no reinado de Napoleão III. Durante muito tempo, o Jeu de Paume foi o mais importante museu parisiense de arte impressionista, até a transferência de seu acervo para o Musée d’Orsay, em 1986. Hoje em dia, lá são realizadas apenas exposições temporárias. Confira a programação. Musée du Jeu de Paume

Rue St-Honoré

 A St-Honoré, que começa no bairro de Les Halles com um comércio menos pretensioso, vai se tornando mais luxuosa à medida que se aproxima do Palais Royal e atravessa a av. de l’Opéra. No triângulo formado pelas praças da Madeleine, da Concorde e Vendôme fica a parte mais elegante da rua. Juntamente com a praça Vendôme e a rua Royale, ela reúne algumas das principais lojas de grifes famosas, joalherias e grandes nomes da alta costura.

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Opéra, Paris
Opéra de Paris

 

Opéra e Grands Boulevards: um bairro animado e comercial

• O lindo prédio da Opéra Garnier • As passages (galerias cobertas) Jouffroy, Verdeau, des Panoramas e des Princes • O famoso Museu de Cera Grévin • Os grands magasins Galeries Lafayette e Printemps • Os tradicionais Grand Café e Café de la Paix

O bairro de vocação comercial, que tem no extremo oeste a famosa Opéra Garnier, deve seu nome aos “grandes bulevares”, na verdade uma única avenida que começa na Place de la Madeleine e vai até a Place de la République, na região leste de Paris, mudando de nome seis vezes: Bd. de la Madeleine, Bd. des Capucines, Bd. des Italiens, Bd. Montmartre, Bd. Poissonnière, Bd. de Bonne Nouvelle e Bd. St-Martin. Ufa!

Mapa de l’Opéra e região

As origens dos Grands Boulevards

A origem dos boulevards é interessante: a partir de 1660, as antigas muralhas que cercavam Paris ao norte se tornaram inúteis, em parte em razão das vitórias obtidas por Luís XIV contra seus inimigos externos, em parte pelo poderio crescente das novas armas de fogo. Demolidas, as muralhas foram transformadas em alamedas arborizadas – os boulevards.

A pavimentação dos boulevards e a iluminação a gás

Embora fossem pavimentados desde a década de 1780, os boulevards, que até então ficavam praticamente na periferia de Paris, foram urbanizados na segunda década do século XIX por Haussmann, que introduziu a iluminação a gás e propiciou o crescimento comercial da região. O bairro foi se tornando elegante. Datam desse período luxuosas residências, teatros, cafés e passages. Estas últimas, numa Paris ainda cheia de lama nos dias chuvosos, foram a coqueluche do momento; por serem calçadas e iluminadas, serviam de abrigo da chuva, frio e neve, e seus cafés e restaurantes eram pontos de encontro agradáveis. A região desenvolveu-se tanto nesse período que há registros do aumento do trânsito diário no Bd. des Capucines de 9 mil veículos, em 1850, para 23 mil, em 1868. Estamos falando do número de veículos puxados por cavalos, é claro; automóveis não existiam!

Os cafés famosos

Ainda no século XIX, foram inaugurados nos grands boulevards e suas imediações diversos cafés, entre eles o Grand Café e o Café de la Paix, frequentados à época por Guy de Maupassant e Émile Zola. Também data dessa época o grand magasin Au Printemps, perto da Ópera. Bem ao lado, as Galeries Lafayette são do começo do século XX.

Do Segundo Império à Belle-Époque

Mais que qualquer outra região de Paris, os grands boulevards foram marcados pelas reformas do Segundo Império e pelas novidades da Belle Époque. No nº 14 do Bd. des Capucines, no Grand Café, no final do século XIX, foi aberta a primeira sala de cinema do mundo. A moda pegou e, nos anos seguintes, novas salas de projeção foram inauguradas. Até hoje existem vários cinemas no bairro, entre eles o famoso Rex. A animação, os cafés, as salas de cinema, de teatro e de espetáculo fizeram de muitos parisienses verdadeiros fãs do bairro e deram origem até mesmo a uma expressão para designar o espírito do lugar: boulevardier.

A região hoje

Atualmente, a região da Opéra e dos grands boulevards continua sendo um dos lugares mais movimentados da cidade. O comércio é variadíssimo. Existem, além dos grands magasins, muitas lojas frequentadas principalmente por turistas, onde se encontra de tudo. Diversão não falta, bem como bons cafés e restaurantes, mas as antigas passages continuam sendo lugares perfeitos para quem quer fugir da agitação.

Atrações, dicas

Opéra Garnier

End. Pl. de l’Opéra.  Durante as reformas promovidas pelo Barão de Haussmann, foi aberto um concurso para o projeto da nova ópera da cidade. O ganhador foi Charles Garnier, um jovem arquiteto até então desconhecido, que criou, mais do que uma obra-prima arquitetônica, um dos monumentos-símbolo de Paris. A construção da Opéra durou de 1860 a 1875 e tornou Garnier famoso. O prédio da Opéra, conhecido também como Palais Garnier, é exuberante, bem ao gosto do Segundo Império, e seu estilo peculiar, não se enquadrando na época em nenhum padrão já existente, foi definido pelo próprio arquiteto como “estilo Napoleão III”. Site:  Opéra Garnier

A sala de espetáculos, toda em vermelho e dourado, é o ponto alto da visita. Seu teto, pintado por Marc Chagall, tem no centro um gigantesco lustre de cristal de oito toneladas. Foi no prédio da Opéra que Gaston Leroux se inspirou para criar o clássico O Fantasma da Ópera. A plateia da Opéra Garnier pode acomodar 1900 pessoas; à primeira vista, pode parecer muito, mas ela é bem menor que a Opéra Bastille. Hoje em dia, o palco por onde já passaram cantores líricos do gabarito de Maria Callas (que fez sua última apresentação ali) apresenta principalmente balés. O museu da Opéra tem uma coleção de maquetes de cenários do século XIX e pinturas inspiradas na dança, entre elas Danceuse s’exerçant au foyer, de Degas.

Passages (Galerias)

Na região dos grands boulevards ficam algumas das mais encantadoras passages (galerias) da cidade, no estilo característico do final do século XIX e começo do século XX. Se você quer ter uma ideia do jeitão de Paris na Belle Époque, visite uma delas; a maioria se conserva como era em seu tempo, com seus telhados e lampiões da época da iluminação a gás. O ambiente também é peculiar, diferente de tudo o que você imagina; parece que a qualquer momento você vai dar de cara com a Sarah Bernhardt saindo de um café!

Passage Jouffroy

 Começa no no 10 do Bd. de Montmartre e termina na rue de la Grange Batelière. Foi construída em 1847 e, no final do século XIX, seus cafés eram frequentados por moças muito disponíveis e caras. Hoje isso acabou e seu comércio é bem variado e muito interessante: lojas de antiguidades, sebos, fotos e aparelhos fotográficos antigos, gravuras, artigos para bordados, selos, pôsteres antigos, cartões postais de coleção, brinquedos novos e antigos, artigos para casa, roupas, salão de chá e até um hotel bem no estilo Art Nouveau, o Chopin. É nela que fica o Museu de Cera Grévin.

Passage Verdeau

Do outro lado da rue de la Grange Batelière, bem em frente a onde termina a Jouffroy, começa a Passage Verdeau, da mesma época e estilo. Seu maior charme são as lojas de instrumentos musicais e máquinas fotográficas antigos.

Passage des Panoramas

 É também do século XIX, fica em frente à Jouffroy, no Bd. de Montmartre, do outro lado da rua. Ela tem também restaurantes, cafés e butiques, mas sua especialidade são as lojas de selos que fazem a alegria dos colecionadores. Entre o Bd. des Italiens, na altura do no 5, e a rue de Richelieu, fica a Passage des Princes, construída em 1860 e restaurada no começo do século XXI.

Musée Grévin

 End. 10, Bd. de Montmartre (passage Jouffroy) Apesar do nome, o Grévin não tem propriamente cara de museu e é um lugar bem divertido. Sua origem é um museu de cera fundado em 1882, por inspiração de um criativo jornalista que contratou o escultor e chargista Alfred Grévin para reproduzir em tamanho natural celebridades da época. Com o passar das décadas, o museu foi crescendo e se atualizando; nele estão retratados centenas de personagens históricos, artistas, esportistas etc. Gente famosa, enfim, de Luís XIV a Elvis Presley. As reproduções de cenas históricas são bem realistas, com muito cuidado nos cenários e nas vestimentas. Há uma certa rotatividade nos personagens mais recentes; talvez porque, a cada dia que passa, a teoria de Andy Warhol sobre os quinze minutos de fama seja mais verdadeira… Site: Musée Grévin

Musée de la Parfumerie

End. 39, Bd. des Capucines Que outro lugar do mundo seria mais adequado para um museu da perfumaria que Paris? Esse museu, criado e mantido pela marca Fragonard, retrata a história da perfumaria desde a época dos egípcios até os dias atuais, mostrando as matérias-primas de onde são extraídas as essências, as técnicas de fabricação e objetos e pinturas sobre esse tema. Site: Musée de la Parfumerie

Paristoric

11 bis, rue Scribe. Quem se interessa pela história da cidade ou simplesmente quer saber um pouco mais sobre Paris vai gostar de assistir a este audiovisual muito bem-feito que mostra o desenvolvimento da cidade, sua história, sua arquitetura e seus personagens nos últimos dois milênios. A narração é feita com fones de ouvido, em várias línguas, inclusive em português. Site: Paristoric

Le Grand Rex

End. 1, Bd. Poissonnière. Construído em 1932, o Rex é o maior e talvez o mais famoso cinema da Europa, o delírio dos cinéfilos, um ícone da época em que a sétima arte concentrava todos os sonhos e fantasias da classe média (ainda não existia a novela das oito!). Ele é hoje classificado como monumento histórico com sua fachada Art Déco e sua cúpula estrelada. O Grand Rex, como é conhecido, tem lugar para nada menos do que 2800 pessoas distribuídas entre a plateia, o mezanino e o balcão (mais do que a moderníssima Opéra Bastille). O Rex abre ao público seus bastidores por meio de uma inusitada visita interativa cheia de efeitos especiais, chamada Les Étoiles du Rex (“As Estrelas do Rex”). Mesmo que você não entenda nada de francês, é divertido, mas se entender, vai aproveitar mais. É desaconselhável para crianças muito novas, pessoas com dificuldade de locomoção ou que sofram de labirintite ou problemas neurológicos. O único defeito dessa visita é que ela não inclui a famosa sala de espetáculos; para conhecê-la, é preciso assistir ao filme que estiver em cartaz. Confira a programação. Site: Le Grand Rex

Grands Magasins

 No Bd. Haussmann estão dois dos mais famosos grands magasins (lojas de departamentos) parisienses: o Printemps e as Galeries Lafayette. Ambos têm um intenso movimento de pessoas do mundo inteiro, que fazem filas diante de seus balcões, sobretudo nas seções de perfumes. Independente de sua intenção de comprar alguma coisa ou não, vale a pena dar uma olhada nesses templos do consumo instalados em lindos prédios Art Nouveau; não há nada mais parisiense! O Printemps tem uma enorme e imponente cúpula central com vitrais coloridos no seu agradável café, o Flo. Seu terraço tem uma vista maravilhosa da cidade e quem gosta de moda pode ainda assistir a um desfile. A arquitetura interior das Galeries Lafayette é interessante e lá também há uma linda cúpula da Belle Époque.

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Invalides, foto tirada da Tour Eiffel
Invalides, foto tirada da Tour Eiffel

Invalides: um bairro tranquilo e com bons museus

No 7ème, o mais fino arrondissement da Rive Gauche, o bairro dos Invalides é marcado pela grande quantidade de prédios públicos, principalmente ministérios. Palacetes do século XVIII e uma população abastada reforçam seu clima de sobriedade e elegância. Para o turista, o lugar tem inúmeras vantagens: segurança, tranquilidade, facilidade de visitar excelentes museus e proximidade da região central. Sem contar que, não importa onde você esteja, a Tour Eiffel está sempre visível!

Mapa do bairro des Invalides

O nome do bairro

O bairro tem esse nome porque foi onde foi construído o Hotel des Invalides,  por ordem de Luís XIV, a partir de 1670, para abrigar inválidos de guerra. É um edifício enorme, com fachada imponente, que dá de frente a uma vasta esplanada à beira do Sena. Seus jardins datam do começo do século XVIII e são decorados com antigos canhões. Destaca-se de longe o Dôme, imensa cúpula dourada junto da Igreja St-Louis, com 110m de altura, uma das mais belas obras da época de Luís XIV. Planejada pelo arquiteto Jules Hardouin-Mansart, o Dôme é conhecido principalmente por abrigar o túmulo de Napoleão, feito pelo escultor Visconti, e túmulos dos parentes do imperador e de grandes marechais da França, inclusive do Marechal Foch, que assinou o armistício no fim da Primeira Guerra. Por dentro, o Dôme, embora sóbrio, é igualmente bonito; repare nos afrescos barrocos no alto.

Musée de l’Armée (Museu do Exército)

Ocupa a maior parte do Hôtel des Invalides. Seu acervo é composto de documentos, fotos, armas, armaduras, uniformes e artefatos militares usados nas diferentes guerras através da História, até os dias de hoje. Mesmo que você não seja particularmente ligado em guerras (e muito menos em participar de uma!), vai achar este museu um dos mais impressionantes e interessantes. Musée de l’Armé.

Dicas de pontos turísticos

Musée d´Orsay

Desde sua inauguração, em 1986, o Orsay é um dos principais museus de arte da Europa e um enorme sucesso de público. Seu acervo é composto por obras, sobretudo pinturas, produzidas por artistas ocidentais de 1848 a 1914. Musée d´Orsay

Musée Rodin 

Auguste Rodin foi um dos mais importantes escultores do mundo, e é talvez, dentre os estrangeiros, o mais famoso e querido no Brasil. Musée Rodin

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Champs-Élysées
Champs Elysées visto do alto da Tour Eiffel

Champs-Élysées: um bairro chique


Os Champs-Élysées, um bairro relativamente novo, tem regiões residenciais bem elegantes, mas é predominantemente comercial e turístico. Os Champs-Élysées, um bairro relativamente novo, tem regiões residenciais bem elegantes, mas é predominantemente comercial e turístico. Sua história está muito ligada à da avenida que tem o mesmo nome. Nele ficam diversas embaixadas, escritórios, hotéis de alto padrão e muitas butiques de produtos de luxo.

Mapa do bairro des Champs-Elysées

Pontos turísticos

O mais importante para se ver em Champs-Elysées é o Arco do Triunfo (Arche du Triomphe). Leia postagem exclusiva sobre o Arco do Triunfo.

Triangle d’Or

Estas concentram-se principalmente no chamado Triangle d’Or (“triângulo de ouro”), formado pelas avenidas Montaigne, François I e Champs-Élysées, um verdadeiro delírio consumista para quem está com o bolso cheio.

Vídeo sobre Champs-Elysées

A Avenue des Champs-Élysées

Bons restaurantes, bares e cinemas ajudam a tornar o Champs-Élysées um bairro movimentado e, principalmente aos sábados à noite, um dos lugares preferidos dos parisienses. Tudo começou quando, em 1616, a rainha Maria de Medici mandou plantar árvores ao longo de um largo caminho de terra fora dos muros de Paris, na parte oeste da cidade, como uma continuação do Jardin des Tuileries. O nome Avenue des Champs-Élysées (Campos Elíseos) só lhe foi dado por volta de 1700 e apenas bem mais tarde, em 1828, a alameda começou a assumir ares de uma verdadeira avenida, com calçadas, iluminação a gás e fontes. Durante o século XIX e mesmo durante a primeira metade do século XX, foi o lugar mais elegante de Paris.

Os museus de Champs-Élysées

No bairro existem museus que recomendamos. Veja as dicas:

Musée Jacquemart André

Visitar este museu é uma boa chance de, não apenas conhecer um espetacular acervo de peças de arte, as mais diferentes, mas também visitar  um dos mais belo palácios renascentistas de Paris. Musée Jacquemart André 

Grand Palais de la Découvert

É mais uma das obras feitas para a Exposição Universal de 1900 que, em vez de serem demolidas, incorporaram-se definitivamente ao cenário da cidade. Seu grandioso estilo Belle Époque inclui, além do ferro forjado, muito em voga na época, colunas de alvenaria, uma cúpula de vidro e quadrigas (carros puxados por quatro cavalos) enfeitando a fachada. O prédio merece ser visto, mesmo que seja só por fora, pois boa parte dele não é acessível ao público a não ser durante exposições temporárias.
Grand Palais de la Découvert

Petit Palais e Musée de Beaux Arts

(Museu de Belas Artes) Nele funciona um museu que possui variado acervo de obras de arte de diversos estilos e períodos e promove exposições temporárias. Petit Palais e Musée de Beaux Arts

Pont Alexandre III

M/RER Invalides. Provavelmente a mais bela ponte de Paris, classificada como patrimônio histórico, a Alexandre III é também um dos monumentos mais representativos da arquitetura da Belle Époque parisiense. É considerada uma obra-prima da engenharia do começo do século XX, pois não tem nenhuma coluna de apoio no meio do rio. A ponte foi construída especialmente para a Exposição Universal de 1900 e seu nome foi dado em homenagem ao czar russo. Sua pedra fundamental foi colocada por Nicolau II, filho do czar, em uma época em que os dois países mantinham relações bem estreitas e os banqueiros franceses faziam grandes empréstimos à Rússia. Os empréstimos nunca chegaram a ser pagos, mas pelo menos Paris ganhou uma ponte magnífica. Ricamente decorada com esculturas de mármore e bronze e por 16 belos postes de iluminação em estilo Art Nouveau de cada lado, a ponte Alexandre III tem em cada margem duas colunas com majestosos cavalos alados em bronze dourado representando as Artes, as Ciências, o Comércio e a Indústria.

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Latin: um bairro com um perfil não conformista

Um bairro romano – Foi nesse bairro às margens do rio Sena, na Rive Gauche, ao lado da Île de la Cité que, no século I, os romanos se estabeleceram e construíram, segundo seu plano urbanístico padrão, casas, anfiteatros, fórum e termas. Pouca coisa sobrou, mas ainda há ruínas bem preservadas das termas, no Musée de Cluny, e alguns vestígios das Arenas de Lutécia.

Mapa do bairro de Quartier Latin

Um bairro de tradição acadêmica

O Quartier Latin é um dos poucos bairros de Paris de relevo irregular: nele está a Montaigne Ste-Geneviève, colina onde a padroeira de Paris teria sido enterrada na época do rei franco Clóvis e em cujo cume está o Panthéon. Foi nessa colina que, nos primeiros anos do século XII, bem depois da colonização romana e das invasões dos bárbaros, ocorreu um fato que acabaria determinando a história do bairro. Depois de romper com o bispo de Paris por motivos teológicos e filosóficos, Abelardo e outros professores se instalaram na poderosa abadia de Ste-Geneviève, levando consigo seus alunos. A presença da elite intelectual da época e a concentração de professores e alunos acabaram fazendo com que o Quartier Latin viesse a se tornar sede da mais conhecida universidade francesa, a Sorbonne, fundada, em 1257, por Robert de Sorbon.

Um bairro onde se falava latim 

Isso influiu decisivamente no desenvolvimento do bairro e na sua tradição universitária, que ainda persiste depois de mais de 700 anos. Nos estudos, falava-se o latim que, além de ser a língua oficial da Igreja Católica, era a única usada pelos “cultos”, distinta dos dialetos da plebe rude e analfabeta. Aulas, manuscritos e, mais tarde, livros impressos, tudo era em latim. Daí vem o nome “Quartier Latin” (bairro latino). Só em 1793, durante a Revolução, tornou-se obrigatório que, em toda a França, o ensino fosse feito em francês, justamente para proporcionar a todos o acesso à educação.

Tradição contestatória

Embora tenhamos a tendência de acreditar que manifestações estudantis sejam coisa recente, na verdade, desde a Idade Média, o Quartier Latin, com sua tradição universitária, tem sido palco de agitações. No final da Segunda Guerra, muitos estudantes participaram da insurreição e morreram nos combates pela liberação de Paris. A maioria deles estava armada com simples revólveres e velhas espingardas, em franca desvantagem com os soldados alemães. O bairro entrou em evidência em maio de 1968, quando um movimento estudantil paralisou as faculdades e obteve maior repercussão do que qualquer outro na história, estendendo-se pela França inteira, com reflexos em vários países, dentre os quais o Brasil.

O pós-68

Após o movimento de maio de 68, diversos cursos da Universidade de Paris foram descentralizados e são hoje ministrados em prédios em outros bairros. Em razão disso, a presença estudantil no Quartier é hoje bem menor, o que não impede que, à noite, os bistrôs, casas de jazz e discotecas estejam sempre lotados e que o bairro continue a ser um dos preferidos dos jovens — e dos turistas. Entre o Bd. St-Michel e a rue St-Jacques existem várias ruazinhas ainda de traçado medieval, algumas reservadas a pedestres, porém bem animadas, com cinemas, lojas, lanchonetes e um restaurante ao lado do outro (principalmente gregos e marroquinos). Apesar de o Quartier Latin ter passado por grandes transformações por volta de 1850, quando Haussmann mandou abrir os boulevards St-Germain e St-Michel, esse “miolo” do Quartier Latin (ruas de la Huchette, St- Séverin, de la Harpe etc.) ainda tem casas dos séculos XVIII e XIX.

Os nomes pitorescos de certas ruas

 Como acontece em certos bairros antigos de cidades europeias, os nomes originais e bastante pitorescos de algumas ruas foram mantidos: é o caso, por exemplo, da rue du Chat-qui-Pêche (“rua do gato que pesca”), perto da Petit Pont, e a da rue de la Parcheminerie (“rua da Pergaminharia”), onde eram feitos pergaminhos.

Atrações turísticas no Quartier Latin

O Quartier Latin tem muitas atrações, muita coisa para se visitar. Além disso é uma região bem agradável de Paris para se caminhar. Por isso mesmo reserve no mínimo um dia inteiro apenas para percorrer o bairro. Para visitar as atrações vai precisar de bem mais tempo.

Conheça as atrações no Quartier Latin

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Um bairro que conservou seu traçado medieval

• A magnífica Place des Vosges • O lindo prédio do Hôtel de Ville, à beira do Sena • O Museu Carnavalet, cujo acervo retrata a história de Paris • A pitoresca rue des Rosiers • Os hôtels particuliers construídos pela nobreza • O Museu Picasso

Mapa do bairro de Marais

“Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré…” Quem não se lembra dessa canção infantil? Pois é, o Marais, bairro parisiense, é o mesmo “marré” dessa música francesa que deve ter sido adaptada para o português há alguns séculos. (O “marré deci” da menina “rica, rica, rica” é a Mairie d’Issy, um subúrbio de Paris)

Uma região cheia de pântanos no passado

O Marais era uma região insalubre de pântanos (em francês, marais) na Rive Droite, próximo às duas ilhas do Sena. A partir do século XII, seus terrenos foram drenados e passaram a ser cultivados. Na mesma época, ali se estabeleceram os templários, em uma imensa propriedade fortificada conhecida como Temple, da qual nada restou.

A valorização do Marais 

A região era também habitada pela parcela mais pobre da população parisiense, que foi se mudando para a periferia no século XVI quando, com o crescimento da cidade, a aristocracia francesa começou a se interessar pelo bairro. Foi principalmente a partir da construção da Place des Vosges que nobres e comerciantes ricos decidiram se estabelecer ali, edificando hôtels particuliers (palacetes), muitos dos quais ainda existem.

Novo período de decadência

Quando a corte real mudou-se para Versalhes, começou um período de crescente decadência do Marais. Nesse meio tempo, o bairro ficou esquecido e foi quase totalmente poupado das reformas de Haussmann. Por isso, grande parte de suas ruas manteve o traçado medieval e muitos imóveis antigos subsistiram.

Um bairro de forte presença judaica

O Marais era então um bairro popular, bastante povoado e cheio de pequenos ateliês de confecção e ourivesaria, na sua maioria pertencentes a artesãos judeus. Essas características foram mantidas até a ocupação de Paris pelos alemães, quando grande parte dos moradores foi deportada ou fugiu. No pós-guerra, pouco a pouco os sobreviventes da população original foram retornando e reabrindo sua lojinhas e ateliês. A França estava, entretanto, exaurida; não havia dinheiro para nada, e pouco foi feito para se conservar os antigos e belos imóveis do Marais.

A recuperação do Marais

Sua recuperação começou somente em 1969, amparada por uma lei de proteção do patrimônio histórico e cultural da cidade. Os imóveis foram restaurados, com o compromisso de serem mantidas as suas linhas originais, e valorizaram-se enormemente, o que provocou muita gritaria em razão do aumento dos aluguéis. O Marais foi invadido pela pequena burguesia mais abastada, por livrarias, antiquários, restaurantes, bares e butiques mais sofisticadas. Museus passaram a funcionar em antigos palacetes e a comunidade GLS instalou-se maciçamente no bairro, como se pode ver pelas bandeiras coloridas hasteadas por toda parte.

As tristes memórias dos tempos da ocupação de Paris pelos nazistas

A história do Marais tem estreita relação com aquela dos judeus em Paris, pois boa parte da colônia judaica francesa, apesar das perseguições e expulsões em várias ocasiões, estabeleceu-se nesse bairro desde a Idade Média. Tristes lembranças da época da ocupação nazista estão presentes em vários lugares. A memória de atos de fraternidade e bravura está perpetuada na placa da “Allée des Justes”, ao lado do Memorial ao Mártir Judeu Desconhecido, indicando que tal rua, anteriormente chamada “Grenier sur l’Eau”, mudou de nome “en hommage aux justes qui sauvèrent les juifs durant l´occupation” (“em homenagem aos justos que salvaram os judeus durante a ocupação”). Ultimamente, a comunidade judaica tem se concentrado principalmente nas proximidades da rue des Rosiers, onde existem restaurantes típicos, casher (preparados segundo regras da religião judaica ou não), e sinagogas. Aliás, os pães pita recheados de falafel, vendidos em balcões que se abrem para a rua, são deliciosos!

Belos edifícios antigos

Nenhum outro bairro de Paris possui tantos belos edifícios antigos quanto o Marais, que é o melhor lugar para se ter idéia de como era a cidade antes da reforma de Haussmann. Mesmo que você não seja chegado em museus e não se interesse muito por História, andar pelas ruas desse bairro já é um grande programa que não pode deixar de ser feito por quem vai a Paris. Em cada canto há uma surpresa: uma fachada antiga, uma praça, uma lojinha, um bar à vin, um café… A maioria das ruas são bem tranquilas e reservadas aos pedestres, ou com pouco movimento de veículos, o que torna o passeio ainda mais agradável, de dia ou à noite, pois o local é seguro.

Bairro favorito da comunidade gay

Com relação à predominância GLS, sobretudo à noite, saiba que nem todos os bares de mulheres aceitam homens, mas muitos bares e a maioria dos restaurantes são frequentados também por heterossexuais, salvo raras exceções, em um clima de respeito: cada um na sua. Relaxe e sorria; no Marais todo mundo é alegre!

Atrações turísticas no Marais

O bairro possui não apenas museus, mas também ruas históricas,  palácios e muitas atrações. Conheça-as.

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Les Halles-Châtelet, um bairro central e prático

Mapa de Les Halles-Châtelet

Principais atrações, dicas

• O Museu Nacional de Arte Moderna, no Centre Georges Pompidou • Fontaine Stravinski, ao lado • A igreja de St-Eustache • A pitoresca rua Montorgueil • As vistas da Conciergerie, na Île de la Cité, e da Pont Neuf, do Quai de la Mégisserie

O bairro foi uma das primeiras regiões ocupadas pelos habitantes de Paris na margem direita do Sena, perto da Île de la Cité. Châtelet é como se chamava a antiga fortaleza medieval que protegia a entrada da cidade e também fazia as vezes de prisão, da qual nada restou. O nome Les Halles vem do enorme mercado que ali funcionava até algumas décadas atrás. Fundado na Idade Média, era enorme, estendendo-se por quase todo o bairro, na época ainda pantanoso e lamacento. Os comerciantes e artesãos agrupavam-se de acordo com o tipo de mercadoria que vendiam. Daí derivam os nomes de várias de suas antigas ruas, como a rue de la Ferronnerie (“rua das ferragens”), a rue de la Verrerie (“rua da vidraçaria”) e a rue des Orfèvres (“rua dos ourives”).
As primeiras estruturas do mercado a céu aberto, erguidas em 1181 por ordem do rei Felipe Augusto, eram reservadas ao comércio de tecidos. Com o tempo, surgiram várias novas alas, voltadas principalmente para o comércio de alimentos.

Os Halles existiram durante séculos. Em 1851, quando foram completamente remodelados por ordem de Napoleão III, suas atividades se concentraram em dez pavilhões de aço e vidro. Com o passar das décadas, o mercado já não atendia às necessidades da cidade e o movimento de veículos era indesejável na região central. Assim, em 1969, foi transferido para a periferia de Paris, pondo fim a uma época em que feirantes de avental se acotovelavam na brasserie “Pied de Cochon” com boêmios engravatados que iam tomar sopa de cebola de madrugada. Muita gente indignou-se contra a demolição dos pavilhões, que eram um belo exemplo da arquitetura do século XIX. No seu lugar, hoje existem o Forum e o Jardin des Halles.

Em 1977, o bairro sofreu mais uma inovação bastante significativa com a construção do moderníssimo Centre Georges Pompidou, mais conhecido como Beaubourg. Porém, a região continua sendo ocupada principalmente por velhos prédios e pequenas ruas de traçado medieval, muitas delas bastante movimentadas tanto durante o dia quanto à noite.
A parte mais agradável e segura do bairro é aquela entre a rue Berger e o Sena. Já a rue St-Denis, ao norte da Fontaine des Innocents, e suas travessas até a rue Étienne Marcel, têm frequência no mínimo duvidosa e devem ser evitadas em horários tardios, assim como o Forum e o Jardin des Halles.

Na rue de la Ferronnerie (onde Henrique IV foi assassinado por Ravaillac), e nas suas imediações, existem muitas opções para o público GLS mas, como no Marais, em muitos restaurantes e bares, todos são bem-vindos. Nessa região existe também uma certa concentração de lojas de roupas super modernas para os jovens mais alternativos. Se você quer se tornar alguém branché (in), já sabe onde montar seu guarda-roupas!

Caso você pare em um dos diversos cafés ou restaurantes do Square des Innocents, aproveite para prestar atenção nas pessoas que andam pela rua. Assim como o metrô, este é um ótimo lugar para observar a incrível diversidade dos tipos humanos de Paris e imaginar seu modus vivendi….  Não se surpreenda se um hindu de turbante, um cowboy e um punk passarem na sua frente em um papo animado.

Place du Châtelet

A praça atual, que data de 1860, fez parte das grandes reformas urbanas promovidas por Haussmann. No lugar da antiga prisão medieval, demolida no começo do século XIX, o arquiteto Davioud construiu o Théâtre du Châtelet e, do outro lado da praça, o Théâtre de la Ville, que foi dirigido por Sarah Bernhardt de 1898 a 1923. Por estar bem no centro de Paris, a praça, entre a rue de Rivoli e o Sena, é meio congestionada. Você verá que ali vale tudo para escapar do trânsito — até mesmo andar de patins.

Tour St-Jacques

  (Torre de Santiago)  Quem sai do metrô e depara com essa torre “solta” no meio do Square St-Jacques pode achar estranho. Com 52 metros de altura, ela é o que sobrou da igreja gótica de St-Jacques-de-la-Boucherie, destruída durante a Revolução. Na Idade Média, essa igreja havia sido um ponto de encontro dos peregrinos a caminho de Santiago de Compostela.

Quai de la Mégisserie (Cais do Curtume)

As margens do Sena entre a Pont Neuf e a Pont au Change, que sai em frente à place du Châtelet, são o melhor lugar de Paris para apreciar as vistas da Conciergerie, na Île de la Cité, e da Pont Neuf, principalmente ao pôr-do-sol, quando as luzes da cidade começam a se acender. Apesar de o nome mégisserie (curtume) referir-se à época em que lá funcionavam curtumes malcheirosos, hoje floriculturas e lojas de animais domésticos, uma ao lado da outra, dão um ar alegre e colorido ao lugar. Muitos bouquinistes têm suas bancas nesse cais.

Forum des Halles

Rue Lescot, esquina com rue Rambuteau Vários projetos foram analisados até que se decidiu construir no lugar dos antigos Halles essa enorme estrutura ultramoderna, com andares subterrâneos e um grande centro comercial e de lazer. Nela fica também a estação de metrô e RER Châtelet/Les Halles, a maior e mais movimentada da cidade, por onde passa tudo quanto é tipo de gente todos os dias. Imaginava-se que o Forum poderia valorizar a região, atraindo para lá um público mais sofisticado, mas não deu certo. As lojas mais elegantes e as grandes grifes esnobaram o lugar. Sua arquitetura é interessante e pode merecer uma olhada. O centro comercial também tem seus atrativos. Porém, não considere o Forum como uma atração turística ou irá se decepcionar.

St-Eustache

(igreja)  Pl. du Jour A origem dessa igreja está numa capela do começo do século XII, construída por Jean Alais, que havia emprestado dinheiro ao rei Felipe Augusto. Este, sempre metido em dificuldades financeiras e não tendo como pagar, autorizou seu credor a cobrar uma taxa de um denier (moeda da época) sobre cada cesto de peixe vendido nos Halles, ou seja, fez os outros pagarem sua dívida… Uma espécie de CPMF medieval, enfim. Parece que Jean Alais ganhou tanto dinheiro que se sentiu até culpado e resolveu construir a capela como um ato de penitência. St-Eustache é uma das mais bonitas igrejas de Paris e também uma das maiores, com 105 metros de comprimento, 43,5 metros de largura e uma cúpula de mais de 33 metros de altura.

Foi construída em estilo gótico, de 1532 a 1637, mas reformas posteriores mudaram seu interior, conferindo-lhe um ar renascentista. A fachada adquiriu um estilo neoclássico quando, por volta de 1754, foram acrescentadas colunas. Obras de arte como o Martyre de Saint Eustache, de Vouet, e uma escultura de Pigalle, a Vierge, podem ser vistas no interior. A igreja tem muitas histórias para contar, pois foi durante séculos a mais importante de Paris depois da Notre-Dame, principalmente em razão de sua localização bastante central. Nela foram batizados personagens históricos como o cardeal Richelieu, Molière e Jeanne Poisson, futura Marquesa de Pompadour, a favorita de Luís XV, cujo pai, Luís XIV, por sua vez, fez na St-Eustache sua primeira comunhão.

Durante a Revolução, a igreja foi transformada em Templo da Agricultura… (Era cada uma que inventavam!). Caso você tenha a oportunidade, assista a um concerto na St-Eustache; seu órgão é famoso e a acústica é excelente. Observe na praça ao lado da igreja a escultura L’Écoute (A Escuta), de Henri de Miller (não confunda com Henry Miller, o escritor!), uma enorme cabeça com uma mão ao lado. Ninguém sabe bem o que significa, mas as crianças adoram subir nela.

Rue Montorgueil 

Esta rua conseguiu manter a tradição dos tempos dos velhos Halles e continua especializada em alimentação. Agradável para se passear; é uma rua de pedestres, cheia de pequenos cafés, padarias, confeitarias, quitandas, lojas de vinhos e de queijos. A doceria Stoher, no número 51, é bastante antiga e seu fundador foi o confeiteiro particular da mulher de Luís XV. Caso você resolva tomar café da manhã em seu quarto de hotel ou tenha alugado um studio nas proximidades, já sabe onde fazer suas compras.

Rue  Quincampoix 

A estreita rua paralela ao Bd. Sébastopol, entre o Forum e o Centre Pompidou, é um dos lugares do bairro onde você poderá apreciar belas fachadas de casas antigas e hôtels particuliers. No no 65 funcionava o banco do escocês John Law, cujas ações da Companhia das Índias geraram uma grande especulação e a consequente quebra da maioria dos investidores. Na altura do no 82 começa a curiosa Passage Molière, pavimentada com antigos paralelepípedos; ela sai no no 159 da rue St-Martin, sob uma velha casa de dois andares. São vestígios de uma Paris que praticamente desapareceu.

Tour Jean Sans-Peur – (Torre João-sem-Medo)

20, rue Étienne-Marcel  É uma obra-prima da arquitetura francesa da Idade Média. Originalmente, havia sido construída no lugar, no final do século XIII, a residência de uma família nobre, junto às muralhas da cidade erguidas por Felipe Augusto. É interessante pensar que, na época, esse era o limite norte do perímetro urbano parisiense. Lá morou Jean-sans-Peur, Duque de Bourgogne. Malgrado seu apelido (que significa “João-sem-Medo”), por ter mandado assassinar o Duque de Orléans, Jean temia por sua própria vida. Assim, fez construir bem no meio do imóvel a torre que hoje leva seu nome, no alto da qual instalou seus aposentos. Ele teria de subir uma longa escadaria para chegar a seu quarto, mas pelo menos ali julgava estar a salvo. Acabou sendo morto em setembro de 1419 com um golpe de machadinha por partidários do delfim Carlos, herdeiro do trono, quando os dois se encontraram para uma tentativa de reconciliação.

Fontaine des Innocents – (Fonte dos Inocentes)

Square des Innocents. Há registros de que, desde 1182, já havia na região uma pequena fonte alimentada pelas águas do Pré St-Gervais. Possivelmente foi ela que deu origem à Fontaine des Innocents, de cuja existência se tem relatos a partir de 1265. Foi em 1550 que o arquiteto Pierre Lescot e o escultor Jean Goujon construíram os arcos da fonte, a única em estilo renascentista em Paris. Originalmente, ela tinha apenas três faces, pois era acoplada a uma das paredes externas da Igreja dos Innocents, que ficava no cemitério de mesmo nome, destruída em 1787.

Quando foi transportada para o local onde hoje está, a fonte ganhou uma quarta face. Examinando atentamente, você percebe que essa face é ligeiramente diferente das demais. O Square des Innocents foi construído, quase um século mais tarde em torno da fonte. Grande e movimentado, é rodeado por edifícios haussmannianos. O pequeno canteiro arborizado existente até algumas décadas atrás foi cimentado e, infelizmente, o local tem sido frequentado por adolescentes que chegam para andar de skate e deixam para trás um rastro de garrafas e latas de refrigerante vazias… Quel  dommage!

Centre Georges Pompidou/Beaubourg

(Musée National d’Art Moderne e Atelier Brancusi). É um dos principais centros culturais do Paris e também um que mais agrada nossos turistas. Veja página a respeito.

Fontaine Stravinski

(Fonte Stravinski) Dedicada ao compositor russo Igor Stravinski, autor de O Pássaro de Fogo, a moderna fonte é obra de Niki de Saint-Phalle e de Jean Tinguely. Suas esculturas coloridas são animadas por jatos d’água. O conjunto é alegre, extremamente original, e seu estilo combina com o do Centre Pompidou, que fica ao lado, mas faz um contraste no mínimo gritante com a igreja de St-Merry, ao lado. Mais uma das obras polêmicas da era Mitterrand sobre a qual os gostos não coincidem. Alguns acham o máximo, outros detestam. E você, o que pensa?

St-Merry (igreja)

76, rue de la Verrerie.  No local onde havia uma capela construída no século XIV, da qual resta apenas a torre, foi iniciada, em 1520, a obra da igreja atual. Note as casas grudadas no lado direito da fachada: isso era bastante comum na época. Os órgãos da St-Merry, construídos em 1647, são famosos e muito bonitos. A melhor maneira de apreciá-los é assistir a um dos concertos promovidos na igreja. Também costuma haver apresentações de canto gregoriano.

Musée des Arts et Métiers (Museu de Artes e Ofícios)

292, rue St-Martin 75003 M Arts et Métiers  01/53018200. Abre de terça-feira a domingo das 10h às 18h. 6,50 €. Este museu está instalado na linda abadia de St-Martin-des-Champs, do século XVIII, transformada, após a Revolução, em ateliê de artes e ofícios. Seu acervo é composto por milhares de máquinas, veículos e instrumentos criados desde o século XVI aos dias de hoje, possibilitando que se acompanhe a evolução da ciência e da tecnologia. www.arts-et-metiers.net

St-Germain l’Auxerrois -(igreja)

2, pl. du Louvre Perto do Louvre e do Sena, essa igreja chama a atenção por ser constituída de partes erguidas em diferentes épocas, numa arquitetura que mistura o romano ao gótico e ao renascentista; a torre é antiquíssima, do século XII, e os vitrais são do século XV. É uma das mais belas igrejas de Paris e foi a preferida dos reis da dinastia Valois. Nela costumam ser realizados concertos.

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Montmartre, Paris
Sacré Couer, Montmartre, Paris

Mapa de Montmartre

Montmartre, o bairro dos artistas em Paris

A excepcional vista de Paris em frente à Basílica do Sacré-Coeur • As pitorescas ruelas St-Rustique, Cortot e St-Vincent • Os moinhos desativados de la Galette e Radet • A Place du Tertre • A antiquíssima igreja de St-Pierre de Montmartre • O Moulin Rouge e o Lapin Agile

Um bairro no topo de uma colina

Montmartre é o único bairro parisiense localizado no topo de um monte.  Da Butte Montmartre pode-se desfrutar uma vista panorâmica de Paris: a cidade está literalmente aos seus pés. O nome Montmartre possivelmente é uma corruptela de “Mont des Martyrs” (“Monte dos Mártires”), pois diz a lenda que St-Denis e outros mártires teriam sido decapitados ali por volta do ano 250. Segundo outras versões, a denominação Montmartre pode ser ainda mais antiga e ter sua origem no nome dos deuses greco-romanos Marte ou Mercúrio, já que o monte é habitado desde a época dos gauleses.

Centro de peregrinação cristã durante a Idade Média

Por ser considerado o local do martírio de St-Denis, Montmartre tornou-se um centro de peregrinação cristã na Alta Idade Média. No século XII, foi construída ali uma abadia de freiras beneditinas, que teve muita importância até a Revolução, quando foi destruída.

Montmartre, uma região praticamente rural, com vinhedos e moinhos de vento para a produção de farinha, era uma vila à parte de Paris e só passou a fazer parte da cidade em 1860.

Montmartre durante a Comuna de Paris

Em 1871, a população do bairro recusou-se a entregar os canhões instalados na Place du Tertre ao governo francês de Thiers, que se rendera aos prussianos. Esse fato, aliado à posição estratégica da colina, teve uma grande relevância nos acontecimentos conhecidos como a Comuna de Paris, nos quais os moradores de Montmartre tiveram participação ativa. A principal liderança foi exercida por uma mulher, a anarquista Louise Michel.

Bairro dos artistas no final do século XIX

No final do século XIX, Montmartre foi se tornando um lugar procurado por muitos artistas, em razão de os alugueres serem mais baratos do que no centro. Isso rendeu ao bairro algumas pinturas célebres, como Le bal du Moulin de la Galette, de Renoir (1876) e Les jardins de la Butte Montmartre, de Van Gogh (1887). Até a Primeira Guerra, impressionistas, cubistas, fauvistas, futuristas e surrealistas literalmente se esbarravam em suas ruelas e usavam como ateliê um imóvel conhecido como Bateau-Lavoir, infelizmente destruído por um incêndio em 1970. Pintores como Modigliani, Picasso, Toulouse-Lautrec, Van Gogh e Renoir habitaram ou instalaram seus ateliês em Montmartre e alguns deles expuseram suas obras na charmosa e animada Place du Tertre.

As boas descobertas em suas ruazinhas charmosas

Cheio de ruazinhas pitorescas como a St-Rustique, a Cortot e a St-Vincent, com algumas casas bem antigas, o bairro conserva ainda um pouco seu jeitão de velha aldeia, apesar da multidão de turistas que o visita todos os dias.

No número 22 da rue de Saule fica um dos mais antigos cabarés de Paris, o Lapin Agile, no mesmo local onde desde a Belle Époque funcionava o Cabaret des Assassins (brrrr….), ponto de encontro de artistas. Visto de fora, lembra mais uma casa de região rural do que um café. Por dentro, nada parece ter mudado.

Como ir a Montmartre

Para quem chega pela região de Pigalle, os metrôs mais próximos para subir até Montmartre são o Lamarck Caulaincourt ou o Anvers. Nesse caso você pode utilizar a escadaria ou tomar o funicular. Também existe a possibilidade de descer no metrô Blanche e ir subindo pela velha rue Lepic para apreciar dois dos moinhos que sobraram por ali (o de la Galette, retratado por Renoir, e o Radet) e dar uma olhada na casa onde morou Van Gogh entre 1886 e 1888, no nO 54. Uma outra ideia é descer no metrô Abbesses.

Diversas ruas são ligadas entre si por pitorescas (e um tanto cansativas!) escadarias que o levarão até a Place du Tertre, no alto.

Atrações em Montmatre: principais pontos de interesse

Veja as diversas atrações de Montmartre

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Île Saint-Louis e Île de la Cité, onde Paris começou

Berthillon • Pont Neuf • Notre Dame • Saint Chapelle • Conciergerie

Mapa das ilhas do Sena em Paris

Île de la Cité

A Île de la Cité é o coração de Paris, onde a cidade nasceu a partir de um povoado celta. Linda e impregnada de História, foi durante séculos sede do poder na França.
Você pode chegar à Île de la Cité por muitos meios: o mais charmoso será atravessar a Pont Neuf a pé; o mais emocionante, ir do Quartier Latin pela estreita rua St-Julien-le-Pauvre e chegar ao quai de Montebello, dando de frente com a vista da Notre-Dame. Na Île de la Cité estão concentrados atrações turísticas imperdíveis: a Conciergerie, a Saint-Chapelle, Notre Dame e o Pont Neuf.

Conciergerie

O edifício da Conciergerie, no norte da Île de la Cité, face à Rive Droite, ao lado da Pont au Change, faz parte do conjunto do Palais de Justice. Construída por ordem de Felipe, o Belo, no começo do século XIV, para ser um anexo ao Palais de la Cité, é uma edificação imponente à beira do Sena, com quatro torres medievais: a Tour de l’Horloge (“Torre do Relógio”), a Tour de César (“Torre de César”), erguida sobre fundações romanas, a Tour d’Argent (“Torre de Prata”), onde eram guardados os tesouros reais, e a Tour Bombée ou Bon-Bec (“Torre Bom Bico”, assim chamada porque ali, sob tortura, todo mundo acabava abrindo o bico!). Conciergerie

Saint-Chapelle

Construída no século XIII, a mando de São Luís, para ser a capela real destinada a guardar a suposta coroa de espinhos de Cristo, a Sainte-Chapelle é uma obra-prima da arquitetura gótica. É na capela superior, onde se chega por uma escadinha, que estão os maravilhosos vitrais de motivos bíblicos e a famosa rosácea. Os vitrais difundem uma suave luminosidade pela nave, tornando o ambiente meio mágico, sobretudo quando o sol os atravessa. Saint-Chapelle.

Notre Dame

É umaobra-prima da arquitetura gótica e um dos símbolos de Paris. Toda branca (na verdade, às vezes meio acinzentada nos intervalos entre as limpezas…), com suas duas inconfundíveis torres e uma espetacular rosácea no meio, emociona até os ateus mais convictos e os não-cristãos que a veem pela primeira vez. Notre Dame

Pont Neuf

 (Ponte Nova) Apesar do nome, a ponte que começou a ser construída em 1578 por Henrique III é a mais antiga existente em Paris e compete em beleza com a ponte Alexandre III. Concluída em 1607, durante o reinado de Henrique IV, a obra foi inovadora na época por ser a primeira ponte da cidade a não ter casas, como era costume. Elegante e romântica, essa ponte já deu nome para filme (Les Amants du Pont Neuf) e foi usada em muitas cenas de cinema. Dentre as mais recentes está a do finalzinho de Todos dizem eu te amo, de Woody Allen.

Pont des Arts

 Conhecida também como “Pont des amoureux” ou “Ponte dos apaixonados” (é romântica mesmo, devemos reconhecer!), foi construída por ordem de Napoleão. É mais exatamente uma passarela para pedestres, ladeada por elegantes lampiões, de onde se pode desfrutar de uma das melhores vistas do Sena e da Île de la Cité e tirar ótimas fotos. O pôr-do-sol lá é lindo de se ver. Nos dias de calor, estudantes da École dês Beaux-Arts aproveitam para expor seus quadros aos passantes.

Place Dauphine

M Pont Neuf. Atrás da estátua equestre do Vert Galant, a estreita rue Henri Robert leva à Place Dauphine, um recanto muito charmoso mas tão discreto que poderia passar despercebido pelos mais afoitos. Ao entrar na praça e sentir seu clima de tranquilidade quase provinciana, é estranho pensar que se está no centro de uma das maiores capitais europeias. A Place Dauphine só tomou a aparência que tem hoje no começo do século XVII, ou seja, na mesma época em que a Place Royale ou des Vosges, quando foram construídos, lado a lado, formando um triângulo, graciosos prédios de tijolos aparentes, e deixando livre o pátio interno. Seu nome de cunho “monarquista”, que vem de “delfim” (filho do rei), foi mudado durante a Revolução: em 1792, a praça passou a se chamar Place de Thionville e apenas em 1814, quando Napoleão abdicou, retomou seu nome original.

Île Saint-Louis

Inicialmente habitada por funcionários públicos, o lugar começou a despertar o interesse da nobreza, que ali construiu vários belos hôtels particuliers (palacetes). Desses edifícios, que infelizmente não podem ser visitados por dentro, o Hôtel Lambert, no nº 1 do quai d’Anjou, é talvez o mais bonito, mas o mais famoso é o Hôtel de Lauzun, no nº 17, onde moraram Baudelaire, Théophile Gautier, Richard Wagner e Balzac. No século XIX, o prédio foi sede do “Club des Hachischins” (“Clube dos fumadores de haxixe”…).

Cafés badalados e uma sorveteria famosa: a Berthillon

A Île St-Louis não se compara à Île de la Cité em monumentos e igrejas; seu ponto forte é, diriam os franceses, le savoir-vivre! O melhor a fazer por lá é flâner (flanar) e apreciar a vista (em especial a da Île de la Cité), o que muitos preferem fazer no café Le Flore en l’Île (no quai d’Orléans), na Brasserie de l’Île St-Louis (no quai de Bourbon), em mesinhas na calçada, ou mesmo em pé, saboreando um sorvete Berthillon. A sede dessa sorveteria, a mais concorrida de Paris, é na rue St-Louis-en-l’Île. Mas não se iluda com o clima aparentemente despretensioso do lugar; cada metro quadrado coberto e acarpetado dessa ilha é disputadíssimo pelo beautiful people e custa uma fortuna. Georges Moustaki, Claudia Cardinale e Catherine Deneuve são alguns dos que escolheram a Île St-Louis para morar.

Mémorial de la Déportation

(Memorial da Deportação) 75004 M St-Michel/Notre-Dame ou Maubert-Mutualité. Abre das 10h às 12h e das 14h às 19h; durante o inverno, fecha às 17h. No extremo leste da Île de la Cité, o memorial dedicado aos 200 mil franceses deportados pelos nazistas durante a Segunda Guerra convida a um momento de reflexão.

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Bairros de Paris: informações e dicas

Mapa de Paris

Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés

Foi nesses dois bairros às margens do rio Sena, na Rive Gauche, ao lado da Île de la Cité que, no século I, os romanos se estabeleceram e construíram, segundo seu plano urbanístico padrão, casas, anfiteatros, fórum e termas. Os dois bairros vizinhos têm famosa tradição boêmia e intelectual.  Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés

Marais

O Marais era uma região insalubre de pântanos (em francês, marais) na Rive Droite, próximo às duas ilhas do Sena.A partir do século XII, seus terrenos foram drenados e passaram a ser cultivados. Um pouco a oeste do Marais fica Bastille. O nome Bastille vem da famosa prisão da Bastilha, construída na segunda metade do século XIV, onde eram trancados os opositores do regime e os desafetos dos reis da França. Marais

Les Halles-Châtelet

O bairro foi uma das primeiras regiões ocupadas pelos habitantes de Paris na margem direita do Sena, perto da Île de la Cité. Châtelet é como se chamava a antiga fortaleza medieval que protegia a entrada da cidade e também fazia as vezes de prisão, da qual nada restou. Les Halles-Châtelet

Champs-Élysées

Os Champs-Élysées, um bairro relativamente novo, tem regiões residenciais bem elegantes, mas é predominantemente comercial e turístico. Os Champs-Élysées, um bairro relativamente novo, tem regiões residenciais bem elegantes, mas é predominantemente comercial e turístico. Champs-Élysées

Invalides

No 7ème, o mais fino arrondissement da Rive Gauche, o bairro dos Invalides é marcado pela grande quantidade de prédios públicos, principalmente ministérios. Palacetes do século XVIII e uma população abastada reforçam seu clima de sobriedade e elegância. Invalides

Trocadéro

Neste bairro residencial novo e chique do oeste parisiense, todo haussmanniano, estão alguns dos mais importantes museus e monumentos da cidade, dentre os quais a mais famosa torre do mundo, símbolo da capital francesa: a Torre Eiffel (Pronuncia-se “eifél”). Trocadéro

Opéra e Madeleine

Os bairros de vocação comercial, que tem no extremo oeste a famosa Opéra Garnier, deve seu nome aos “grandes boulevares”, na verdade uma única avenida que começa na Place de la Madeleine e vai até a Place de la République.  Opéra e Madeleine

Île St-Louis e Île de la Cité

Île de la Cité é o coração de Paris, onde a cidade nasceu a partir de um povoado celta. Linda e impregnada de História, foi durante séculos sede do poder na França. Por isso, lá estão concentrados, em uma área relativamente pequena, edifícios públicos de grande importância histórica e a famosíssima catedral de Paris: a Notre-Dame. A atual Île St-Louis, hoje vizinha à Île de la Cité, não existia até o comecinho do século XVII. Em seu lugar, havia duas ilhotas: a Île Notre-Dame e a Île aux Vaches (“Ilha das Vacas”), que não passava de um pasto. A união de ambas em uma única ilha formou a Île St-Louis, ligada ao Marais pela Pont Marie. Île St-Louis e Île de la Cité

Montmartre

Montmartre é o único bairro parisiense localizado no topo de um monte. Da Butte Montmartre pode-se desfrutar uma vista panorâmica de Paris: a cidade está literalmente aos seus pés. O nome Montmartre possivelmente é uma corruptela de “Mont des Martyrs” (“Monte dos Mártires”), pois diz a lenda que St-Denis e outros mártires teriam sido decapitados ali por volta do ano 250. Montmartre

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