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Jardin des Tuileries, Paris Foto Sylvain Collet
Atrações em Paris, Jardin des Tuileries, Paris Foto Sylvain Collet

Atrações em Paris

São inumeráveis as atrações em Paris, das antigas às modernas, das culturais às de lazer. Selecionamos neste post as principais de interesse turístico, que costumam agradar à maioria dos visitantes brasileiros.

A Rive Gauche

Perto do coração da cidade está o Quartier Latin, junto do rio Sena, bairro fundado pelos romanos e ponto de encontro de artistas, intelectuais, universitários e boêmios de todo gênero que se espalham pelos bistrôs e cafés dos boulevards St-Michel e St-Germain. A famosa universidade Sorbonne fica bem no meio do Quartier Latin e é tradicionalmente tida como um centro de agitação política e manifestações estudantis. Lá ficam também o Panthéon,  onde estão enterrados franceses ilustres, belas construções do século XVIII, igrejas antigas e o Museu da Idade Média, além de ruas e praças animadas, como a rue Mouffetard e a place de la Contrescarpe, cheias de lojas, bares e restaurantes.

Na mesma margem do Sena (Rive Gauche), além do famoso bairro boêmio, as principais atrações em Paris ficam por conta da Torre Eiffel, dos Invalides (edifício que abriga a capela onde está o túmulo de Napoleão), do Jardim de Luxemburgo, do Museu Rodin e do Museu d’Orsay, cujo prédio, uma antiga estação de trem, já é interessante por si. Nele estão reunidas muitas das principais obras do impressionismo francês.
Saiba mais sobre a Rive Gauche.

A Rive Droite

Dentre as atrações em Paris situadas do outro lado do Sena, na margem direita (Rive Droite), perto da Île de la Cité, está o rebuscado Hôtel de Ville (prefeitura) do século XIX e, não muito longe, o Centre Georges Pompidou no bairro de Les Halles-Châtelet todo em aço e vidro, que abriga um precioso acervo de arte moderna. Outro bairro antigo – e um dos mais encantadores – de Paris, na Rive Droite, é o Marais, que também tem bonitas praças (a mais famosa é a Place des Vosges, toda simétrica) e edifícios do século XVIII, recentemente restaurados.

Mapa de Paris

É no Marais que fica o Musée Carnavalet, sobre a história de Paris. Bastante animado, principalmente à noite, é o bairro da Bastille, onde ficava a famosa prisão atacada durante a Revolução Francesa. Ainda na Rive Droite há uma incrível sucessão de deslumbrantes atrações. Sim, é literalmente uma “sucessão”, pois onde uma termina já começa a outra: no bairro de Palais Royal e Louvre está o Museu do Louvre, os jardins des Tuileries, a place de la Concorde, a avenue Champs-Élysées, o Arco do Triunfo. Perto da Opéra Garnier, também na Rive Droite, está o Museu de Cera Grévin. Opera fica bem ao lado dos grands boulevards, largas artérias comerciais, repletas de cafés, lojas e restaurantes. Era também no sul de Paris, durante a Idade Média que se instalou a Ordem dos Templários. Mais ao norte, na Rive Droite existem dois bairros elegantes, cheios de lojas sofisticadas e belas praças: Madeleine e Concorde.

O Palais Chaillot, no Trocadéro, exatamente em frente à Torre Eiffel, na Rive Droite, é seguramente o melhor lugar para apreciar o maior símbolo de Paris.

De Montmartre, bairro charmosíssimo situado numa colina no norte da cidade, tem-se uma visão privilegiada da cidade nos degraus da imensa basílica de Sacré-Coeur.

No norte de Paris fica a Cité des Sciences, um projeto futurista interativo, com cine 3D e 180º, sensacional. Nos arredores da capital, o bairro moderno de La Défense, no qual foi construído um gigantesco “arco”, na verdade um prédio comercial, é um contraponto à Paris tradicional. Saiba mais sobre a  Rive Droite.

As ilhas de Paris

A cidade nasceu sobre duas ilhas no Sena. Na Île de la Cité ficam a mundialmente famosa catedral gótica Notre-Dame e muitos lugares históricos, como a Sainte-Chapelle e a Conciergerie. A Île St-Louis, por sua vez, é hoje o bairro mais chique da cidade, no qual moram celebridades da música e do cinema. Saiba mais sobre a Île de la Cité e a Île Saint-Louis.

Informações práticas

Transportes públicos em Paris

Curiosidades: você conhece a Marseillaise, o hino nacional Francês?

Saiba sobre sua história. Conheça a letra, ouça a música, assista ao vídeo.

Os melhores museus de Paris

Por Lúcio Martins Rodrigues

Não sei se é possível falar numa postagem sobre todos os museus de Paris. É museu que não acaba mais! E alguns, francamente falando, têm pouco interesse. De qualquer forma, novos museus serão ainda acrescentados a essa lista, já bem extensa. Aceitamos sugestões!

Certos museus são interessantes, mas pequenos. E podem ser visitados em menos de uma hora. Outros, como o Louvre é preciso, no mínimo, para conhecer o básico, um dia inteiro. Chegue cedo para escapar das filas, almoce por lá e passe a tarde toda curtindo suas coleções.

Dicas

Selecione os museus que você deseja visitar, organize um roteiro de visitas e compre sua entrada pelo próprio site do museu. Assim, você foge das filas. E, por falar em site de museus, é sempre bom dar uma navegada pelas páginas oficiais de cada um, saber as coleções que exibem, exposições temporárias, horários de abertura. Muitos têm entradas gratuitas certos dias do mês.

E, evite a todo custo o auge da alta temporada. A quantidade de turistas é tamanha que você não poderá apreciar nada com calma, principalmente quando o museu é tomado de assaltos por de turistas da Transilvânia Oriental, que acabaram de desembarcar de seus ônibus de excursão.

Mapa de Paris

Musée du Louvre

Esse é o chamado “imperdível”. Tem muitas seções diferentes, abrangendo pinturas, esculturas, arqueologia e todo tipo de antiguidade. Talvez você seja obrigado a selecionar alguns temas que o interessam particularmente e deixar o resto para uma próxima visita a Paris. Veja mais informações e dicas sobre o “Musée du Louvre“.

Musée de l’Orangerie

O Musée de l’Orangerie, além de expor pinturas de artistas como artistas como Renoir, Cézanne, Modigliani, Picasso e Matisse, acolhe importantes exposições temporárias. Imperdível. Musée de l’Orangerie na região de Madeleine-Concorde.

Musée d’Orsay

O Musée d’Orsay abriga principalmente pinturas, boa parte delas, obras dos mais famosos impressionistas. informações e dicas sobre o “Musée d’Orsay“.

Musée Rodin

O Musé Rodin, nos Invalides, é um museu super interessante, mas a visita não é demorada. Ele reúne as mais belas de esculturas do Auguste Rodin. Até mesmo no seu jardim, existem esculturas do artista. Vejas informações e dicas sobre o “Musée Rodin“.

Musée de Cluny (ou Museu da Idade Média)

O Musée de Cluny, no Quartier Latin, é um dos mais interessantes museus da Europa sobre a Idade Média. Conforme o dia há apresentações de música medieval. Veja mais informações sobre o “Musée de Cluny“.

Musée Carnavalet (Museu da História de Paris)

O Musée Carnavalet, no bairro do Marais, é um museu temático, centrado na História de Paris. Saiba mais sobre o “Musée Carnavalet“.

Musée de l’Homme

Visita imperdível para quem se interessa pelo tema. Seu acervo retrata a evolução da humanidade no planeta desde a pré-história, ou seja, nos últimos 3,5 milhões de anos. Você verá fósseis originais de hominídeos, utensílios paleolíticos, mostras de arte rupestre, embarcações, objetos, armas, instrumentos musicais e domésticos, cabanas e tendas de povos primitivos. Musée de l’Homme

Musée de la Marine 

Quem tem curiosidade sobre a historia da navegação vai adorar. O Museu da Marinha de Paris é talvez o mais completo do mundo, no gênero. Exibe maquetes de todo tipo de embarcações, da antiguidade aos tempos atuais, telas tendo a navegação como tema, objetos utilizados pelos navegadores, mapas antigos etc. Musée de la Marine

Cité de l’Architecture et du Patrimoine

Fica igualmente no Trocadéro, no Palais de Chayot, É enorme e inteiramente voltado para a arquitetura. Seu acervo é fabuloso e ocupa várias salas. A visita pode ser demorada. Saiba mais:  Cité de l’Architecture et du Patrimoine, na região de Trocadéro.

Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris – (Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris)

Esse museu, na região de Trocadéro, exibe obras da escola modernista desde o começo do século XX até os dias atuais. Entre as pinturas expostas estão as de Chagall, Matisse, Picasso, Raoul Dufy,  Braque,  Bonnard, De Chirico, Max Ernst e Modigliani. Saiba mais:  Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, no  bairro de Trocadéro.

Musée Guimet (Musée National des Arts Asiatiques)

Próximo do Palais de Chaillot, o Musée Guimet é um museu temático, voltado para as artes asiáticas de diferentes períodos históricos. Mais interessante do que podemos imaginar! Saiba mais: Veja mais informações sobre o Musée Guimé.

Musée du Monde Arabe

No Quartier Latin, de frente para o Sena,  o Musée du Monde Arabe abriga importantes coleções de peças oriundas dos países árabes, da Idade do Bronze até os tempos atuais. Possue restaurante que serve especialidades árabes. Saiba mais: Musée du Monde Arabe no Quartier Latin

Musée de la Contrefaçon  (Museu da Falsificação)

Esse curioso Musée de la Contrefaçon, em Porte Dhaupine, expõe uma enorme variedade de artigos autênticos, tendo ao lado uma réplica falsificada. Você distingue o produto verdadeiro do falso? Saiba mais:  Musée de la Contrafaçon.

Musée des Années Trente (Museu dos Anos Trinta)

Quem é apaixonado pelos anos trinta vai curtir a visita. Saiba mais:  Musée des Annés Trente.

Musée Picasso

O acervo do Musée Picasso, no Marais, é composto por mais de duzentas pinturas do mestre e também, algumas delas, de outros artistas, doadas por Picasso. Quem curte as telas do mestre espanhol vai se regalar. Saiba mais: Musée Picasso

Musée Cognacq-Jay

Expõe mobiliário e objetos do século XVIII, além  pinturas de artistas como Rembrandt, Canaletto, Fragonard, Boucher, e Greuze, e esculturas de Falconet.  Saiba mais: Musée Cognac-Jay, no bairro do Marais.

Musée de l’Histoire de France (Museu da História da França)

Museu temático sobre a História da França.  O Hôtel de Soubise,  onde funciona o museu, possui decoração de época e já é uma atração. Seu interior é decorado com reconstituições, lembrando um pouco as de Versalhes. Saiba mais: Musée de l’Histoire de la France, no Marais.

Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme

As coleções sobre a história do judaísmo mostra a evolução da sociedade judaica desde a Idade Média aos os tempos modernos. Saiba mais: Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme no Marais.

Musée de l’Armée (Museu do Exército)

O Musée de l’Armée, no bairro de Invalides, ocupa a maior parte do Hôtel des Invalides. Seu acervo é composto de documentos, fotos, armas, armaduras, uniformes e artefatos militares usados nas diferentes guerras através da História, até os dias de hoje. O maior destaque é para a Segunda Guerra Mundial. Saiba mais:  Musée de l’Armé

Musée Eugéne Delacroix

O pequeno Musée Delacroix, em Saint-Germain des Prés, exibe obras e objetos pessoais de Eugène Delacroix, um dos grandes nomes do Romantismo. Saiba mais: Musée Delacroix em Saint-Germain des Prés.

Musée Grévin

Museu de cera famoso, na região de Opera. A maioria dos personagens, inclusive o cenário, são bem retratados. Saiba mais: Musée Grévin

Musée Jacquemart André

O acervo de obras de arte do Musée Jacquemart André, no bairro de Champs-Elysées compreende pinturas da Renascença italiana, de grandes artistas flamengos e da Escola Francesa do século XVIII. Saiba mais: Jacquemart André.

Arco do Triunfo, Champs Elysées
Arco do Triunfo, Champs-Elysées, Paris

Localização do Arco do Triunfo

Arco do Triunfo, um dos ícones de Paris

Place Charles de Gaulle/Étoile e Arc de Triomphe M Charles de Gaulle/Étoile Subida ao topo do arco: de  abril a setembro das 10h às 23h e de outubro a março das 10h às 22h30.

A praça Charles De Gaulle-Étoile

No fim da Av. des Champs-Élysées, onde está o Arco do Triunfo, fica a praça Charles de Gaulle-Étoile, construída como parte do pacotaço de reformas de Haussmann. Dessa praça, tendo o arco por centro, partem doze largas avenidas, como pontas de uma estrela (daí o nome Étoile , (que significa estrela) que lhe foi atribuído na época, depois mudado para Place Charles De Gaule em honra ao general qu mais lutou para livrar a França do jugo naxista.

Vídeo sobre o Arco do TriunfoA Avenue des Champs-Elysées

A principal dessas avenidas é a própria Champs-Élysées, mas outras são bem conhecidas, como a avenue Foch, a mais luxuosa da cidade hoje em dia, onde certos políticos brasileiros costumam se hospedar em apartamentos (próprios ou de amigos) quando precisam mudar de ares.

O Arco do Triunfo, visitado por milhares de turistas, é uma obra monumental iniciada por Napoleão em 1806 para comemorar suas vitórias.

O Arco do Triunfo, visitado por milhares de turistas, é uma obra monumental iniciada por Napoleão em 1806 para comemorar suas vitórias.

O Arco do Triunfo, iniciativa de Napoleão

O Arco do Triunfo é uma obra monumental iniciada por Napoleão em 1806 para comemorar suas vitórias. Ele não imaginava que os trabalhos seriam terminados apenas trinta anos depois e não teve a glória de marchar sob o Arco do Triunfo com seus exércitos. E nem imaginaria que tropas de um de seus principais inimigos entrariam em Paris por ela, marchando em passo de ganso diante de uma multidão de franceses, muitos chorando ao ver a cena. Só as cinzas de Napoleão Bonaparte, trazidas da ilha de Santa Helena, fizeram esse trajeto em 1840, em um cortejo solene acompanhado por uma multidão.

O túmulo do Soldado Desconhecido

É sob o arco que está o Túmulo do Soldado Desconhecido da Primeira Guerra, onde uma chama é mantida acesa. Curiosamente, os alemães nunca implicaram com a pira durante a Ocupação.
O arco é recoberto de esculturas em baixo relevo, das quais a mais famosa é o Départ des Volontaires de 1792, mais conhecida como Marseillaise, do escultor François Rude.
Do topo do arco, onde você pode subir (há uma pequena tarifa para isso…) que tem 50m de altura, a vista é belíssima: de um lado estão a avenue des Champs-Élysées, a Place de la Concorde, o Jardin des Tuileries e o Louvre; de outro, a Grande Arche de La Défense e, ao redor, as elegantes avenidas que formam a Étoile. Pode-se subir de elevador. Para chegar lá, use uma das passarelas subterrâneas.

Importante:

Nem pense em atravessar a pé essa praça caótica, cheia de carros vindos de todas as direções e sem nenhum farol: além de ser proibido, você nunca chegará inteiro do outro lado. Se puder, não deixe de ver o arco iluminado à noite. É lindo!

Informações práticas sobre Paris

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Tour Eiffel, bairro de Trocadéro, Paris

Tour Eiffel, bairro de Trocadéro, Paris

Visita às atrações turísticas em Paris

Mapa de Paris

Antes de visitar qualquer atração, leve em consideração o seguinte:

• Dias e horários de abertura e preços podem ser alterados sem prévio aviso. Portanto, devem sempre ser confirmados antes de você sair do hotel, para não correr o risco de dar com o nariz na porta. Além dos dias de fechamento semanal assinalados, muitas atrações também não abrem em feriados nacionais. O horário de funcionamento costuma ser reduzido — ou simplesmente pode não haver funcionamento — durante os meses mais frios.
• A venda dos ingressos costuma se encerrar de meia hora a uma hora antes do horário de fechamento.
• Exige-se o uso de trajes compatíveis. Em igrejas, por exemplo, não se pode entrar de bermudas, de minissaia ou de ombros de fora.
• Muitas vezes existem tarifas reduzidas para estudantes, jovens, crianças e idosos. (As mencionadas no GTB são as integrais).
• Em diversos lugares, a entrada é franca no primeiro domingo de cada mês – o que gera filas. Nada é perfeito!
• Geralmente não é permitido usar flash ou tripé para fotografar obras de arte. Em certos locais, não se autoriza tirar qualquer fotografia. Na dúvida, pergunte antes a um segurança.
• Em diversos locais, é proibido entrar portando volumes, inclusive bolsas, sacolas e mochilas; nesses casos, costuma haver um guarda-volumes na entrada. Essas precauções estão se tornando cada vez mais corriqueiras no mundo todo em razão do risco de atentados terroristas.
• Aliás, habitue-se à nova realidade mundial: qualquer bolsa, maleta ou pacote é suspeito. Se avistar bagagem abandonada avise imediatamente a segurança. E nos museus, da mesma forma que acontece aeroportos, nunca abandone, mesmo que por alguns minutos sua bagagem. Qualquer maleta ou pacote sem o dono do lado será levada embora pela segurança antiterrorista.
• É claro que você já deve saber disso: é rigorosamente proibido tocar em obras de arte e peças de valor histórico. Evite constrangimentos e fique de olho nas crianças.

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Pere Lachaise - Foto Jim Linwood CC BY
Pere Lachaise, Paris

Pére Lachaise, o cemitério dos famosos

Cemitério Père Lachaise  Bd. de Ménilmontant 75020 M Père Lachaise. Abre diariamente das 8h ou 9h até as 17h30 ou 18h, conforme a época do ano.

Mapa do Cemitério Père Lachaise

Visitar um cemitério?

Visitar um cemitério? Pois é, em Paris, até mesmo um cemitério acaba por se tornar uma atração procurada por milhares de visitantes todos os anos. (Afinal, as pirâmides do Egito não são também monumentos funerários?). O fato é que o Père Lachaise é provavelmente o mais famoso cemitério do mundo, não só por seus incríveis mausoléus e esculturas funerárias, como também pela celebridade de seus “moradores”. Quando foi o cemitério foi inaugurado, os parisienses mais abastados não se interessaram: era muito longe do centro e ficava em uma região habitada, na época, pela parcela mais humilde da população. Parece que, literalmente, “nem mortos” os ricos daquela época estavam dispostos a ficar perto dos pobres!

Até o começo do século XIX, só algumas centenas de pessoas se candidataram a adquirir jazigos. Em 1817, numa magistral jogada publicitária, foram levados para o Père Lachaise, não sem grande alarde, os restos mortais de Abelardo, Heloísa, La Fontaine, Molière e outros personagens famosos. Funcionou; muita gente começou a se interessar em ter na vida eterna vizinhos tão renomados. Poucos anos depois, já havia ali mais de 30 mil túmulos. Foi preciso expandir o cemitério por cinco vezes entre 1824 e 1850.

Vídeo sobre o Père Lachaise

Seus “moradores famosos”

Lá estão enterrados muitos homens e mulheres célebres, como Guillaume Apollinaire (o poeta), Honoré de Balzac (o autor de La Femme de Trente Ans), Sarah Bernhardt (a mais famosa atriz de teatro da sua época), Frédéric Chopin (o magistral compositor), Auguste Comte (o filósofo positivista), Gay Lussac (o responsável pelos graus GL das garrafas de vinho que você beberá em Paris), o barão de Haussmann (o homem que deixou Paris com a cara que tem hoje), Allan Kardec (o criador do espiritismo), Ferdinand Lesseps (o do canal de Suez), Amedeo Modigliani (o pintor), Édith Piaf (a cantora), Marcel Proust (autor de Em busca do tempo perdido), Oscar Wilde (o genial e sofrido escritor homossexual), e Jim Morrison (o vocalista do The Doors).

Abelardo e Heloísa, enfim juntos

É triste lembrar que Abelardo e Heloísa, depois de tragicamente separados durante a vida, só vieram a se reencontrar no Père Lachaise. Apesar de o cemitério ser bem vigiado, às vezes acontecem fatos lamentáveis. A lápide de Jim Morrison, por exemplo, foi roubada por algum fã maluco ou por algum espertalhão interessado em fazer dinheiro com ela.

Um cemitério que foi cenário de acontecimentos históricos sangrentos

O Père Lachaise é também conhecido por acontecimentos históricos sangrentos. Foi ali que, em março de 1814, inconformados pela abdicação forçada de Napoleão, estudantes entrincheiraram-se, enfrentando soldados russos, que só conseguiram tomar o cemitério numa terceira investida. Durante a Comuna de Paris, houve no cemitério combates que duraram uma semana, com os revolucionários acuados entre as tropas prussianas e as forças de Adolphe Thiers (chefe do poder executivo francês). Mais de mil pessoas morreram e os quase 150 sobreviventes capturados foram fuzilados.

Adolphe Thiers foi enterrado em 1877 nesse mesmo cemitério onde caíram aqueles que mandou executar. O Père Lachaise é hoje um luxo para poucos defuntos: é preciso ser habitante de Paris e ter dinheiro para ser enterrado ali. Um pedacinho de terreno de 2m2 está “pela hora da morte”: alguns milhares de euros. Não é fácil passar a eternidade em tão seleta companhia!

Saiba mais sobre o bairro de Bastille, onde fica o Pére Lachaise

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Os parques e jardins de Paris, belos em qualquer época

Os bonitos e bem cuidados parques e jardins parisienses, merecem ser visitados por quem tem tempo livre durante sua estada na cidade. Por serem frequentados principalmente pela população que mora nas suas redondezas, são lugares onde você pode se sentir menos “turista” ou, quem sabe, até um pouco parisiense, tomando sol, lendo, namorando e vendo crianças brincarem, longe da agitação do ambiente urbano.

Mapa de Paris

Parc Montsouris

 Boulevard Jourdan 75014 RER Cité Universitaire. Abre todos os dias. Criado por Haussmann, o Montsouris foi construído sobre um antigo terreno de extração de pedras calcárias. Ele é um dos maiores parques de Paris em superfície e certamente um dos mais bonitos e gostosos para passear. Repleto de grandes árvores, é todo em estilo inglês. Tem recantos particularmente agradáveis, um lindo e variado roseiral, cascatas e grutas e é muito florido na primavera. Um grande lago completa o cenário. Uma curiosidade: no dia da inauguração do parque, o lago esvaziou-se de repente e o engenheiro, desesperado, se matou. O parque é hoje cortado pela linha de RER, mas isso não chega a descaracterizá-lo, pois o trem passa discretamente em um nível mais baixo; uma ponte de madeira une os dois lados. Quem tem tempo (e algum dinheiro…) pode aproveitar para almoçar no chique Pavillon Montsouris, restaurante instalado em um pavilhão em ferro e vidro da década de 1880, dentro do parque.

Cité Universitaire Internationale

19/21, Bd. Jourdan 75014 RER Cité Universitaire. Embora a Cidade Universitária Internacional de Paris não seja propriamente uma atração turística, se você for ao Parque Montsouris, bem ao lado, vale a pena conhecê-la. Quem sabe você se anima e já vai planejando seu curso de mestrado? Fundada em 1926, ela é composta por casas que, em grande parte, seguem o estilo de seu país de origem, resultando numa arquitetura extremamente variada, espalhada por belos jardins arborizados. Na Cité Internationale moram cerca de 5.500 estudantes de 120 nações diferentes. Cada casa tem 20% das vagas destinadas a estudantes de outras nacionalidades; essa é uma forma de promover maior intercâmbio entre os universitários. A Casa do Brasil (Fondation Franco-Brésilienne), projetada por Le Corbusier, é muito procurada por ser confortável, por ter quartos com banheiros privativos e, segundo dizem, pelo charme das estudantes brasileiras! Cité Universitaire

Parc Georges Brassens

Rue des Morillons 75015 M Convention. Abre todos os dias. O parque dedicado ao compositor e cantor Georges Brassens, muito querido pelos franceses e falecido em 1981, é um dos mais novos de Paris e foi inaugurado em 1984, no lugar onde funcionava um abatedouro. Brassens morava ali perto, no nº 42 de uma rua que homenageia um brasileiro célebre: a rue Santos Dumont. Foram mantidos alguns elementos do abatedouro, como uma torre e uma estrutura metálica que, graças a um projeto bem-feito, integraram-se à paisagem. O parque possui um jardim «aromático», no qual todas as plantas têm aromas, um riacho artificial com uma pequena ponte, um espelho d’água e um belo roseiral. Uma feira de livros funciona nesse parque nos fins de semana pela manhã. Se você lê em francês, aproveite.

Parc André Citroën

 Quai André Citroën 75015 RER Javel/André Citroën. Abre todos os dias. Criado sobre uma enorme área de frente para o Sena, esse parque inaugurado em 1992 é resultado de uma inteligente política ambientalista que afastou de Paris as fábricas poluidoras e tornou as águas do rio novamente limpas e piscosas. Ele fica no terreno onde antigamente havia uma fábrica de automóveis Citroën, em um bairro chamado Javel, onde desde o século XVIII havia indústrias químicas e onde foi inventada a «água de Javel», ou seja, a água sanitária. Considerado futurista, o paisagismo do parque é realmente inovador, com estufas gigantescas de design moderno, espelhos d’água, cascatas, bosques e seis jardins que têm por temas diferentes cores.

Parc Buttes-Chaumont

 Rue Manin ou rue Botzaris 75019 M Buttes-Chaumont ou Laumière. Abre todos os dias. O lindo e imenso parque inaugurado durante a exposição universal de 1867 é uma das obras de Haussmann. Localizado num bairro que na época era habitado principalmente por operários, era a contrapartida popular do Parque Monceau e fez parte da política “social” de Napoleão III. Seus paisagistas souberam aproveitar o terreno acidentado de Belleville e construíram bosques, uma gruta com cachoeira, jardins, trilhas, um lago com uma ilha no meio, elevações artificiais ligadas por pontes (uma delas suspensa) e até um minitemplo em estilo greco-romano no alto, com uma linda vista das redondezas, que a é marca registrada do Buttes-Chaumont. O parque é tão bucólico e alegre que mal dá para imaginar que no lugar onde ele hoje existe ocorreram cenas dramáticas, como batalhas contra os invasores normandos, em 885; enforcamentos de criminosos e inimigos da realeza durante o fim da Idade Média no terrível Gibet de Montfaucon, que ficava na encosta da colina; e combates com os prussianos, em 1814.

Parc Monceau

Bd. de Courcelles M Monceau. Abre das 7h às 20h. O parque Monceau pertencia originalmente ao Duque d’Orléans, Philippe Égalité, e era bem exótico, com falsas ruínas de templos antigos, pirâmides e outras “invenções” das quais ainda restam vestígios. O parque atual é bem menor do que o antigo, uma vez que aproximadamente metade de sua área foi vendida por Haussmann para a construção de palacetes. A área restante foi transformada e ganhou um novo jardim em estilo inglês, com espelhos d’água, cascatas, gramados, muitas árvores floridas, colunas coríntias e estátuas. Bonito, bem cuidado e agradável, o Monceau é o parque predileto da burguesia parisiense, mas não por qualquer motivo ideológico… É que os ricos moram bem em frente! Algumas curiosidades: onde hoje é o parque Monceau existia uma aldeiazinha na qual Joana d’Arc acampou com suas tropas em 1429. Foi ali também que ocorreu o primeiro salto de pára-quedas da história, quando André Jacques Garnerin pulou de um balão em 22 de outubro de 1797 — e sobreviveu.

Jardins de Tuileries

Os Jardins de Tuillerie são os mais famosos e conhecidos de Paris e, inclusive palco de acontecimentos históricos. Ficam na Rive, Droite, são centrais e fácil de  serem visitados.  São lindos e decorados com bronzes artísticos. Saiba mais sobre os Jardins de Tuileries

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Veja a melhor época para conhecer os parques de Paris

Veja: “Melhor época para ir a Paris

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Vincennes - Foto Nikunj Lodhla - IMG 4726 CC BY

Château de Vincennes, um lugar histórico

Essa enorme floresta na periferia de Paris rivaliza até certo ponto com o Bois de Boulogne; tem jardins, quatro lagos (os dois maiores, o Daumesnil e o Minimes, têm até pequenas ilhas no meio), um parque floral, um jardim zoológico e uma fortaleza medieval. No Bois de Vincennes existe um centro budista com um curioso templo de telhados pontiagudos, construído para a Exposição Universal de 1937. O bosque é um bom lugar para passeios a pé, de bicicleta ou de barco e é muito procurado pelos parisienses nos fins de semana. Se quiser comer algo, além de quiosques, há cafés nas ilhas, no meio do verde.

Mapa de Vincennes

A visita ao Château de Vincennes

M Château de Vincennes Abre das 10h às 18h; de setembro a de abril, fecha às 17h. As visitas são guiadas. A primeira residência real em Vincennes foi construída por Felipe Augusto no século XII. No início, era apenas um pavilhão de caça, mas acabou se tornando um castelo-forte onde ocorreram muitos fatos ligados à História da França medieval. Pouca coisa sobrou do castelo primitivo além das muralhas e do donjon que, com 50m de altura, é a mais alta torre fortificada da Europa medieval. Em razão de suas dimensões, por estar cercado de muralhas e por ser rodeado por um fosso, era praticamente inexpugnável. Do final do século XVI ao século XIX, ele foi utilizado como prisão. O Marquês de Sade, o duque de Enghien e Fouquet foram alguns de seus “hóspedes” famosos. A Sainte-Chapelle, em estilo gótico, construída por São Luís para guardar relíquias trazidas das cruzadas, passou por uma reforma durante o reinado de Henrique II, quando foram acrescentados alguns detalhes renascentistas. Muitos de seus magníficos vitrais foram completamente destruídos pela tempestade que assolou Paris em 26 de dezembro de 1999, mas mesmo assim a capela pode ser visitada. Os pavilhões do rei e da rainha, que constituem a parte mais recente do castelo de Vincennes, foram construídos no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, pelo arquiteto Le Vau, e não são abertos ao público. Château de Vincennes

Zoo de Vincennes

(Jardim Zoológico) * 53, avenue St-Maurice M Porte Dorée Fechado para reformas até 2014. O jardim zoológico que fica no Bois de Vincennes tem uma enorme variedade de animais, sendo mais de 500 mamíferos, inclusive um raro urso panda, num quadro um pouco mais natural do que aquele de bichos fechados em jaulas, pois eles são separados do público por fossos. Um elevador panorâmico leva o visitante ao alto de um rochedo que tem uma bela vista dos arredores e em volta do qual aves de rapina constroem seus ninhos. 

Palais de la Porte Dorée/Aquarium Tropical (Aquário)

293, av. Daumesnil 75012 M Porte Dorée. ( 01/53595860. Abre de terça a sexta-feira das 10h às 17h30 e aos sábados e domingos das 10h às 19h. Fecha às 2as. 4,50 €. PMP. No edifício construído em 1931 que abrigou o Musée National des Arts de l’Afrique et de l’Oceanie (cujo acervo foi transferido para o Musée du Quai Branly), permanecem em exposição o aquário tropical com peixes “exóticos” como piranhas e tubarões e um fosso de crocodilos. Palais de la Porte Dorée 

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Bois de Boulogne, Foto FotoLucrant 706 CC BY
Atrações turísticas no Bois de Boulogne, Foto FotoLucrant 706 CC BY

Atrações turísticas em Bologne e Auteil

Localização do Bois de Boulogne

Conheça museus e atrações nas proximidades

Musée Marmottan Monet

Este é o museu que possui a maior quantidade de obras de Monet no mundo inteiro e é o lugar certo para você ir se gosta de arte, mas quer ficar longe da agitação do Louvre e do Orsay. Montado num antigo pavilhão de caça do Duque de Valmy, foi doado em 1932 por Paul Marmottan, juntamente com diversas obras de arte, à Academia de Belas Artes, que o transformou num museu. O acervo foi mais tarde enriquecido por outras doações, algumas das quais feitas por Michel Monet, filho do pintor. Dentre as obras de Monet, predominam ninfeias e outras telas da fase de Giverny, mas ali está também Impression, soleil levant (Impressão do Sol Nascente), de 1872, uma das primeiras obras no gênero, que deu nome ao movimento impressionista.

Há ainda uma fabulosa coleção de iluminuras (páginas ilustradas de livros medievais, do século XIII ao século XVI), pinturas primitivistas flamengas, italianas e alemãs, tapeçarias renascentistas, móveis e objetos do Primeiro Império e obras de grandes mestres como Renoir, Rodin, Camille Pissarro, muitas das quais pertenceram a Claude Monet.
Musée Marmottan Monet

Musée de la Contrefaçon – (Museu da Falsificação)

O Musée de la Contrefaçon, montado por uma união de fabricantes de marcas famosas, apresenta centenas de produtos lado a lado com suas falsificações, desde os tempos dos romanos até os dias atuais. Você será desafiado a distinguir o verdadeiro do falso. (Diga-se de passagem, os franceses odeiam ver suas marcas falsificadas, e elas o são com frequência: quem nunca viu bolsas “Luiz Vuitão” sendo vendidas na rua?). O museu é divertido, mas sua intenção, mais do que distrair, é conscientizar as pessoas de certas coisas básicas da vida: por exemplo, que um Rolex de verdade não será encontrado no camelô da esquina (“La garantia soy yo!”). Sutilmente, também se fala das penalidades a que estão sujeitos os falsificadores. Não leve sua legítima caneta Monte Blanco no bolso da camisa!

Musée des Années Trente – (Museu dos Anos Trinta)

Para o deleite dos aficionados pelos anos 30, este museu tem cartazes de propaganda de automóveis e de outros produtos, objetos Art Déco, tapeçarias, móveis (inclusive uma mesa de vidro e metal projetada por Le Corbusier), cerâmicas, máquinas, aparelhos e até diversas tampas “artísticas” de radiadores de carros da época. Fazem parte do acervo pinturas de artistas da Escola de Paris, boa parte deles eslavos e judeus que saíram de seus países na Europa Oriental; outras são de inspiração neoclássica ou da chamada arte orientalista.
Musée des Annés Trente

Auteuil

Perto dali fica o bairro de Auteuil, que foi uma cidadezinha com uma fonte de água sulfurosa de qualidades medicinais antes de ser anexado à capital. Molière, Racine, Bonaparte e Marcel Proust foram alguns dos que se beneficiaram das fontes termais do bairro. Auteuil ainda conserva um certo jeitão provinciano. Sua igrejinha, a Notre-Dame d’Auteuil (* 1, pl. d’Auteuil), é do final do século XIX . Algumas de suas ruas têm imóveis Art Nouveau, assinados por Hector Guimard. Na rue La Fontaine existem vários imóveis do mesmo arquiteto, entre eles, no nº 14, o Castel Béranger, construído em 1895 com materiais de diferentes cores e premiado no primeiro concurso de fachadas de Paris. Nessa mesma rua, no no 96, nasceu Proust. Para ter uma ideia de como era o ambiente de sua infância e juventude, retratado em suas obras, basta passear pelas velhas ruas do bairro. Endereço: Bois de Boulogne 75016 M Porte Maillot, Porte Dauphine, Metrô Porte d’Auteuil ou Les Sablons.

Saiba mais sobre o Bois de Bologne

Leia sobre o Bois de Bologne e suas histórias

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Notre Dame, Paris
Catedral de Notre Dame, Paris

Catedral de Notre-Dame

A catedral de Notre-Dame, em Paris, obra-prima da arquitetura gótica, assim como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, é um dos ícones de Paris. Toda branca (na verdade, às vezes meio acinzentada nos intervalos entre as limpezas…), com suas duas torres inconfundíveis e a rosácea no meio, emociona até os ateus mais convictos e os não-cristãos que a vêem pela primeira vez.
No lugar da Notre-Dame, existia anteriormente outra igreja, que foi demolida para dar lugar à construção da catedral de Paris em 1163. As obras, que duraram quase duzentos anos, foram acompanhadas por sete diferentes arquitetos, sucessivamente.

Localização da Catedral de Notre-Dame

Notre Dame durante a Revolução Francesa -Quando a Revolução Francesa sacudiu Paris, a Notre-Dame sofreu depredações, foi transformada em “Templo da Razão” e até usada como depósito. Muitas de suas obras de arte foram destruídas, como as estátuas dos reis de Judá, “decapitadas” pelos revolucionários, que pensaram que as estátuas eram dos reis da França. As cabeças atuais na fachada da catedral de Notre Dame são cópias; as originais estão no Museu de Cluny, também em Paris.

Notre Dame de Paris na História – A Notre-Dame está ligada a muitos fatos históricos e pitorescos da vida de Paris e da própria França. Mesmo inacabada, serviu para abrigar a suposta coroa de espinhos de Cristo trazida por São Luís enquanto a Sainte-Chapelle estava em construção. Foi lá que o rei protestante Henrique IV, obrigado a se converter ao catolicismo para ser coroado, disse aquela célebre frase: “Paris vale uma missa”. Séculos depois, Napoleão foi coroado na Notre-Dame.

Um período de decadência

No século XIX, a mais bela igreja de Paris encontrava-se em um estado deplorável. Artistas e intelectuais promoveram uma campanha que conseguiu sensibilizar as autoridades e a Notre-Dame foi restaurada pelo renomado arquiteto Viollet-le-Duc, que aproveitou para colocar as famosas gárgulas, dando à catedral o aspecto que tem hoje.

A Notre-Dame serviu de inspiração para dois romances de Victor Hugo, um dos mais influentes escritores franceses: Notre-Dame de Paris e O Corcunda de Notre-Dame. Este último, por sua vez, acabou se tornando um desenho animado dos estúdios Disney de muito sucesso.

Vídeo sobre a catedral, em francês… Para aqueles que não entendem a língua, as imagens valem a pena

O interior da Catedral de Notre-Dame

O interior da catedral de Notre Dame é de extrema beleza. Sua nave imensa é iluminada por vitrais e pela impressionante rosácea feita em 1250 pelo artesão Jean de Chelles. Os arcos internos, formando ogivas, dão a ilusão de maior altura da nave, que parece dirigir-se ao céu. É inevitável olhar para o alto! Uma boa pedida é assistir a um concerto de órgão; eles acontecem aos domingos no fim da tarde.

Crypte Archéologique du Parvis de Notre-Dame – (Cripta Arqueológica do pátio da Notre-Dame)  1, pl. du Parvis Notre-Dame  M Cité ou St-Michel.  Abre de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Bem em frente à Notre-Dame, fica o seu parvis (pátio), onde está o marco zero de Paris. Lá existe uma cripta arqueológica subterrânea muito interessante, resultado de escavações feitas na década da 1960, que resultaram na descoberta de ruínas celtas, romanas e medievais de casas, ruas e muralhas. O solo de Paris é um verdadeiro sítio arqueológico. A exposição é feita de modo que você consegue visualizar e comparar a Île de la Cité de épocas remotas com seu aspecto atual. Na Idade Média, várias ruas terminavam junto à entrada da Notre-Dame e não se tinha uma perspectiva do conjunto. Foi Haussmann quem mandou derrubar tudo o que havia em frente à catedral, criando o parvis. www.notredamedeparis.fr

A subida às torres

O acesso até o alto das torres da Catedral de Notre Dame de Paris exige um mínimo de tempo, disposição e boa forma física: são 69 metros e muitos degraus… (Elevador? Que elevador?) Em compensação, a vista do Sena e da Rive Gauche é divina e você pode ver de perto as famosas gárgulas. Vista de fora, a catedral também é impressionante: dos fundos, onde há um jardim com uma graciosa fonte, o Square Jean XXIII, vêem-se os arcobotantes que sustentam sua enorme estrutura e a imensa torre-agulha.

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Musée Rodin, Paris
Musée Rodin, Paris

Um dos museus de Paris preferidos dos brasileiros

Musée Rodin 77, rue de Varenne . Auguste Rodin foi um dos mais importantes escultores do mundo, e é talvez, dentre os estrangeiros, o mais famoso e querido no Brasil.

Localização do Museu Rodin


O Hotel Biron onde está instalado o museu Rodin teve um passado movimentado Em Paris, pertinho do Bd. des Invalides, um museu que leva seu nome está instalado desde 1919 numa magnífica mansão com três hectares de jardins. O Hôtel Biron, construído em 1728, teve uma história movimentada: seu primeiro proprietário, o Duque de Lauzun, foi guilhotinado na Revolução; depois, o palácio serviu como Embaixada da Rússia e, em 1820, tornou-se um rígido pensionato do Sagrado Coração de Jesus para moças “de boa família”.

Em 1905, o Hôtel Biron passou para as mãos do Estado Nesse período serviu de residência para um bom número de artistas além do próprio Rodin, como Matisse, Jean Cocteau e Isadora Duncan, que montou uma escola de dança numa construção anexa.

Rodin doou ao museu toda a sua obra

O escultor doou ao Estado a totalidade de sua obra. Ele pretendia vê-la reunida em um museu instalado no Hotel Biron. Seu plano só foi concretizado em 1919, dois anos após sua morte. Fazem parte do acervo do museu os principais trabalhos do artista (entre eles Le Penseur, La Porte de l’Enfer, La Main de Dieu, Le Baiser, Balzac, Orphée e Les Bourgeois de Calais), pinturas, desenhos, cerâmicas e objetos da coleção particular do próprio Rodin, além de algumas obras de pintores como Monet, Renoir e Van Gogh.

Como não poderia deixar de ser, o museu tem também obras muito representativas da escultora Camille Claudel, com quem Rodin manteve um longo e super tumultuado relacionamento. O jardim do museu, onde estão expostas obras importantes do acervo, é muito bonito e agradável, principalmente nos dias de sol. <comp./> www.musee-rodin.fr

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A Tour Eiffel: uma torre polêmica

Localização da Tour Eiffel

As críticas à Tour Eiffel

“Nós, escritores, pintores, escultores, arquitetos, amadores apaixonados pela beleza até agora intacta de Paris, vimos protestar com todas as nossas forças, com toda a nossa indignação, em nome do gosto francês ignorado, em nome da arte e da história francesa ameaçadas, contra a construção, em pleno coração de nossa capital, da inútil e monstruosa Torre Eiffel, que a maledicência pública, frequentemente imbuída de bom senso e espírito de justiça, já batizou como Torre de Babel…” 

Assim começava um manifesto de protesto contra a Torre Eiffel, endereçado ao Diretor das obras da Exposição Universal de 1889 e publicado no Jornal Le Temps logo que começaram os trabalhos de construção da torre.

A resposta de Eiffel

 O engenheiro Gustave Eiffel não deixou barato: “Creio, de minha parte, que a Torre terá sua beleza própria. Por sermos engenheiros, crê-se que a beleza não  nos preocupa nas nossas obras, e que se ao mesmo tempo nós as fazemos sólidas e duráveis, nós não nos esforçamos por fazê-las elegantes? Será que as verdadeiras condições da força não são sempre conformes às condições secretas da harmonia?… As curvas nas quatro arestas do monumento darão uma grande impressão de força e de beleza, pois traduzirão aos olhos a ousadia da concepção do conjunto… Existe no colossal uma atração, um charme próprio, aos quais as teorias comuns da arte não se aplicam.” Teria sido aí que começou a rivalidade entre engenheiros e arquitetos?

Eiffel estava certo

ou pelo menos a opinião pública mudou: em 1889, depois de exatos dois anos, dois meses e cinco dias de trabalho para juntar 18 mil peças de aço usando-se 2,5 milhões de rebites, o trabalho foi concluído e, durante a Exposição de 1889, enquanto se comemorava o centenário da Revolução, a torre recebeu dois milhões de visitantes. Hoje, esse número gira em torno de duzentos milhões. Construída para ser um monumento provisório, que seria desmontado, a torre acabou se incorporando de tal forma à paisagem e à história de Paris que tornou-se um emblema não só da cidade, mas da própria França.

Vídeo sobre a Tour Eiffel

Vários fatos pitorescos estão ligados à Torre Eiffel

Um deles diz respeito a um brasileiro muito famoso: Santos Dumont, que, em 1901, contornou a torre com um balão dirigível e ganhou um prêmio por isso. Depois dele, aventureiros de todo tipo já realizaram façanhas na torre: em 1912, um alfaiate dotado de excesso de imaginação estatelou-se pulando do primeiro andar com sua “capa paraquedas”. Se ele morreu? É claro! Teve um ataque cardíaco durante a queda, ao ver que sua invenção não funcionava.

Em 1923, um jornalista desceu a escadaria de bicicleta para ganhar uma aposta; em 1983, dois motociclistas fizeram a mesma coisa; e, em 1987, quando o bungee jump ainda era uma novidade, um neozelandês arriscou-se pulando de cabeça. Todos eles tiveram mais sorte do que o alfaiate… Por outro lado, uma moça que resolveu se suicidar e pulou do primeiro andar saiu viva da tentativa: caiu em cima de um Renault Dauphine. O proprietário do veículo ficou, entretanto, inconsolável, uma vez que a jovem afundou o teto do carro novinho que ele acabara de comprar.

E tem mais, um espertalhão já vendeu a Torre Eiffel duas vezes! Leia a matéria especial: O homem que vendeu a Tour Eiffel

Hoje uma rede de proteção impede que isso aconteça. (Se você conhece alguém que está pensando em se jogar de lá, desaconselhe-o: irá gastar 4 euros  por nada!). Embora os construtores de grandes arranha-céus nos Estados Unidos a chamassem de “a maior estrutura inútil do mundo”, Gustave Eiffel conseguiu achar utilizações práticas para a sua torre, que ele não queria ver demolida (sua demolição era prevista para 1909): ela serviu como torre de transmissão para o telégrafo sem fio e centro de meteorologia. Na Primeira Guerra, o telégrafo instalado na torre interceptou mensagens dos inimigos, o que ocasionou a prisão da espiã Mata Hari, cuja culpabilidade é até hoje discutida.

Hitler em Paris

Na Segunda Guerra, Hitler foi a Paris para, entre outras coisas, ser filmado no alto da torre, tendo a cidade aos seus pés. Não teve esse prazer: sabendo da indesejável visita, funcionários da torre cortaram os cabos dos elevadores. Só restava ao Führer a opção ridícula de subir a pé, o que o fez desistir. Teve de se contentar em ser filmado no Trocadéro com a torre ao fundo. Você já deve ter visto esse filme em algum documentário da TV. (Só não aparece a cena em que o ditador resmunga algumas palavras intraduzíveis). De qualquer forma, os parisienses tiveram de conviver com uma enorme bandeira nazista no alto de sua querida torre até a libertação.

A Torre Eiffel e a libertação de Paris na Segunda Guerra Mundial

Em junho de 1940, com a entrada das tropas alemãs em Paris, Raymond Sarniguet, um capitão do corpo de bombeiros, fora obrigado a retirar a bandeira francesa do alto da Torre Eiffel. Durante os combates para a libertação de Paris, em 1944, ele pode ter sua revanche: sob os tiros dos soldados alemães, conseguiu subir na torre carregando uma enorme bandeira feita com pedaços de lençois. Sabendo-se que a torre é visível de quase toda a cidade, imagine a emoção dos parisienses quando viram sua bandeira azul, branca e vermelha substituir a suástica nazista!

Desde a libertação de Paris até o final da guerra, a torre foi utilizada para comunicação entre as tropas aliadas na Europa. Como se vê, são muitas as histórias que a torre tem para contar. Ela já foi até “vendida” na década de 1920 pelo estelionatário Victor Lustig a um ingênuo comerciante de sucata. O comprador, ou melhor, a vítima, ficou com tanta vergonha que não deu queixa na polícia — e Lustig vendeu a torre mais uma vez a outro incauto. Não pense em comprá-la; a torre pertence à Prefeitura de Paris!

A Torre Eiffel hoje

Com mais de cem anos, a torre Eiffel é hoje um microcosmos onde há transmissoras de rádio e TV, lojas de souvenires, exposições sobre a própria torre e seu construtor, restaurantes, e, é claro, uma vista excepcional da cidade. Cerca de 400 pessoas trabalham na torre, desde o pessoal dos restaurantes e butiques até os responsáveis por sua manutenção. Aliás, mantê-la dá trabalho: periodicamente ela deve ser pintada de alto a baixo para evitar a corrosão. Outra curiosidade: você sabia que, com o aquecimento provocado pelos raios solares, a torre se inclina? Mas não se assuste, pode subir tranquilo: a inclinação não ultrapassa 10cm.

Dicas sobre a visita à Torre Eiffel

  • Evite filas comprando seu ingresso com antecedência pelo site www.tour-eiffel.fr.
  • Subir a pé, pelas escadas, não tem uma boa relação custo/benefício, a não ser que você esteja a fim de perder uns quilinhos, mesmo porque, ao 3º andar, de onde a vista é melhor, só se chega de elevador.
  • Não se pode subir portando grandes volumes – e não há onde guardá-los.
  • Aproveite para dar um giro pelos Champs de Mars, o imenso parque atrás da torre.
  • Para observar a torre de longe, o melhor lugar é o Trocadéro, do outro lado do rio. (Metrô Trocadéro). O imponente palácio de linhas sóbrias, construído em 1937 para uma das exposições universais de Paris, abriga museus e uma cinemateca. Ele é formado por dois grandes edifícios semicirculares, tendo no centro um pátio e escadarias que levam ao Jardin du Trocadéro.

Veja matéria especial : “O Homem que vendeu a Tour Eiffel

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Versalhes (Versailles): o mais luxuoso palácio da França

Mapa de Versailles

Como ir

A 21 km a sudoeste de Paris.
De RER: Linha C, estação Versailles Rive Gauche/Château de Versailles.
De trem: Gare Montparnasse. Descer na estação Versalhes-Chantiers.
De carro: pela A13 (direção Rouen) até a saída Versailles-Château.

O palácio símbolo do Absolutismo

Versalhes (ou, em francês, Versailles), palácio de sonho e glória dos últimos reis franceses do Ancien Régime (Antigo Regime), não é apenas uma das maiores maravilhas do mundo ocidental, classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, mas também o maior símbolo do Absolutismo. Foi construído para mostrar com grandeza e pompa a autoridade de uma realeza de direito divino, modelo para as monarquias absolutas de outros países da Europa. O rei manda pela vontade de Deus, não deve explicações a ninguém e está sempre certo…

Um luxo único

Seus salões, corredores e galerias decorados com mármores, madeiras ricamente trabalhadas, bronzes, ouro (sobretudo muito ouro!), pinturas nos tetos, tapeçarias, quadros e estátuas são algo de deixar boquiaberto mesmo quem já visitou diversos outros palácios. Se Luís XIV, o Rei-Sol, e seus sucessores queriam impressionar, conseguiram. Boa parte da simbologia que você verá em quadros, estátuas e ornamentos é inspirada na mitologia grega. Para Luís XIV, Versalhes era simplesmente o Olimpo dos deuses gregos, e ele Apolo, o deus do Sol.

Residência preferida dos reis

Em maio de 1682, Versalhes tornou-se residência quase permanente da corte. De um lado, para o rei era prático ter seus ministros à mão e sob seus olhos. De outro, evitaria as malcriações da plebe mal-humorada de uma Paris suja e pobre, mas estaria suficientemente perto no caso de uma intervenção se fazer necessária.
Uma nobreza fútil e bajuladores interessados tão-somente nas intrigas da corte e nas magníficas festas, recepções, espetáculos e partidas de caça gravitavam em volta do rei. Este, por sua vez, vivendo naquele mundo irreal, parecia mais preocupado com seu universo de luxo do que com o país.

O cerimonial diário

Em Versalhes, o dia-a-dia do Rei-Sol era um verdadeiro cerimonial. Quando ele se levantava de manhã, dezenas de cortesãos se comprimiam na antesala de seu quarto para assistir ao monarca dedicar- se a certas necessidades naturais, ser banhado, penteado, escovado, perfumado, vestido… À noite, quando o sol se punha, isto é, quando o rei ia se deitar, havia um outro tanto de rapapés.
Curiosamente, qualquer súdito poderia ser recebido pelo rei nos horários de audiência, desde que portasse uma espada e um chapéu. Quem não os tivesse podia alugá-los na entrada do palácio.

Versalhes durante a Revolução Francesa

Durante a Revolução Francesa, o palácio de Versalhes sofreu danos e tentativas de invasão. Maria Antonieta escapou de cair nas mãos dos revoltosos em outubro de 1789 fugindo por uma passagem secreta. Foi presa mais tarde, em outras circunstâncias.
Enquanto duraram os tumultos revolucionários, Versalhes ficou quase abandonado. Sua recuperação efetiva só começou quando Napoleão foi se instalar ali em 1810, após se casar com Maria Luísa, filha do imperador da Áustria.

Restauração fidedigna de Versalhes

Hoje, a decoração interior do palácio não é exatamente a mesma do dia em que Luís XVI e Maria Antonieta o deixaram, mas a restauração é a mais fidedigna possível e ele continua sendo deslumbrante. Os franceses não brincam com essas coisas! O governo gasta uma fortuna com a conservação de Versalhes. Mas vale a pena, já que mais de quatro milhões de pessoas o visitam todos os anos.

Como tudo começou

O palácio de Versalhes começou como um pequeno pavilhão de caça construído por Luís XIII, caçador inveterado. Dez anos depois, achando muito modestas suas instalações, ele incumbiu seu arquiteto, Philibert le Roy, de executar algumas ampliações no velho castelo. Este inicialmente era composto apenas das construções em volta da atual Cour de Marbre (Pátio de Mármore). Mais tarde, Versalhes tornou-se um lugar onde o jovem Luís XIV gostava de trazer suas amiguinhas.

Ampliações e reformas

Querendo tornar o lugar mais agradável, mandou executar algumas reformas, mas elas logo se revelaram insuficientes para aquele que seria chamado de Rei-Sol. Suas pretensões eram bem menos modestas! A ampliação do palácio foi então entregue ao arquiteto Le Vau e, em 1678, a Jules Hardouin- Mansart, que projetou a Galerie des Glaces (Galeria dos Espelhos) e as alas norte e sul, com os Grands Appartements (Grandes Apartamentos) envolvendo o antigo castelo. Seguiu-se a construção da Orangerie (estufa de árvores frutíferas), das Écuries (cavalariças) e da capela, terminada em 1710.

Até a morte de Luís XIV, em 1715, as construções e os jardins foram sendo embelezados, reformados e expandidos por uma legião de arquitetos, paisagistas, decoradores, pintores e escultores, boa parte deles estrangeiros, principalmente italianos. A decoração interior foi confiada a Le Brun.

Trinta e cinco mil trabalhadores participaram dos trabalhos

As obras de Versalhes, que absorviam em 1680 mais de 35 mil trabalhadores, provocaram também o desenvolvimento de diversas indústrias cuja produção era direcionada às necessidades do palácio e de outras propriedades da corte: dentelles (rendas), trabalhos em ouro e outros metais, extração de mármores, tapeçarias e objetos de arte. Depois, no reinado de Luís XV, boa parte das fachadas foi refeita em estilo clássico, enquanto o Salão de Hércules, o gabinete do rei e os quartos de seus filhos foram decorados no estilo rococó, em moda na época.

Os pontos altos da visita

A Galeria dos Espelhos, com sua decoração de mármores, espelhos, bronzes dourados e belas estátuas da coleção de Luís XIV, impressiona o visitante. Ali foi assinado, em 1919, o Tratado de Versalhes, firmado entre as potências aliadas vencedoras e a Alemanha após o final da Primeira Guerra.

Outros pontos altos da visita ao Palácio são o Grand Appartement de Luís XIV, o quarto da rainha, hoje recuperado e decorado como nos tempos de Maria Antonieta, o Petit Appartement (Pequeno Apartamento), os gabinetes do rei e da rainha e o quarto do rei. Enquanto os quartos e salas da parte central do palácio conservam a decoração da época dos Bourbons, com obras de arte do século XVIII, as alas norte e sul foram transformadas em galerias do Musée de l’Histoire de France (Museu de História da França), em 1837, durante o reinado de Luís Felipe.

Na ala norte do museu estão as salas dos Cruzados, as salas do século XVII, e as do século XIX ao começo do século XX. Na ala sul estão a Galerie des Batailles (Galeria das Batalhas), a maior do castelo, com 120 metros de comprimento, e as salas dedicadas à Revolução Francesa e à era Napoleônica. O museu é dedicado “à toutes les gloires de la France” (a todas as glórias da França); enquanto você aprecia algumas obras-primas da pintura, estará acompanhando a história dos reis franceses de Clóvis ao imperador Napoleão I e de todas as suas grandes vitórias — apenas as vitórias. Será que um quadro do jogo contra o Brasil na Copa do Mundo de 98 fará parte da coleção um dia?

A capela do palácio, à direita da Cour Royale (Pátio Real), em estilo barroco, é dedicada a São Luís. Preste atenção no chão de mosaicos de mármore e nas pinturas da abóbada. A Opéra, com 712 lugares, foi construída por ocasião do casamento de Luís XVI com Maria Antonieta, em 1770, e em uma acústica perfeita. Uma curiosidade: eu salão possui um sofisticado sistema mecânico capaz de deixar o assoalho da sala no mesmo nível do palco.

Grand Trianon e Petit Trianon (Grande Trianon e Pequeno Trianon)

Ficam a 20 minutos a pé do palácio (ou 10 minutos de trenzinho). Dá para ir de carro; a entrada é pelo portão de la Reine, e custa 7 € por carro. Para o Hameau de la Reine, as condições são as mesmas, mas a pé demora um pouco mais: uns 30 minutos. O interesse de Versalhes não se limita ao Palácio principal; nos jardins, há dois palacetes, o Grand Trianon e o Petit Trianon.

O Grand Trianon

O primeiro foi construído por Luís XIV, que queria ter certa privacidade e poder se afastar de vez em quando dos protocolos da corte. Embora ele declarasse “Trianon pour ma famille” (“Trianon para minha família”), o lugar servia principalmente para seus encontros com a amante, Madame de Maintenon.

O Petit Trianon

O Petit Trianon, de estilo neoclássico, foi construído em 1763 sob o reinado de Luís XV (diga-se de passagem, também para encontros com a sua amante, a Madame de Pompadour). Luís XVI o daria mais tarde de presente à sua mulher, Maria Antonieta.

O Hameau de la Reine

Perto dos Trianons, o visitante pode conhecer um exemplo das futilidades da rainha, que a corte encarava com certa ironia: o Hameau de la Reine, uma aldeiazinha rústica totalmente artificial e estilizada, com casinhas de interior cuidadosamente decorado, à beira de um lago. Lá a rainha instalou em 1784 um casal de fazendeiros da Touraine, encarregados da produção de leite fresco, queijo e ovos.

Jardins e Parque

Passear pelos jardins de Versalhes com seus espelhos d’água, canteiros, fontes, estátuas e gramados é tão emocionante quanto visitar as dependências do palácio. A Le Nôtre, descendente de uma famosa linhagem de jardineiros a serviço da corte, foi entregue a tarefa de transformar os cem hectares de um terreno pantanoso e irregular em um dos mais belos jardins do mundo.

Pondo as mãos à obra, ele remodelou os desníveis, drenou os pântanos, aproveitou da melhor maneira possível as fontes existentes e criou bosques, jardins em diferentes níveis e espelhos d’água. No Grand Canal, de 1.650m, havia gôndolas (acredite, verdadeiras, presente dos venezianos!). Hoje você pode passear de barco pelo canal. Nos tempos de Luís XIV, empregados do palácio assobiavam avisando que o rei estava se aproximando, para que as fontes fossem ligadas. (Como o chafariz do filme de Jacques Tati, Mon Oncle…)

Fontes decoradas com magníficas estátuas de bronze, como o Bassin Central com Latona e seu filhos, o Bassin d’Appolon e o Bassin de Netune, inspirados na mitologia grega, decoram os espelhos d’água.

Musée des Carrosses (Museu das Carruagens)

Quando Luís XIV transferiu-se para Versalhes, Jules Hardouin-Mansart construiu dois pavilhões para abrigar os 600 cavalos do rei e os empregados do palácio. As écuries ou “cavalariças”, apesar do nome, são construções sofisticadas. Na Grande Écurie funciona hoje o Musée des Carrosses (Museu das Carruagens). Entre elas estão as carruagens do casamento de Napoleão com Maria Luísa, a de Carlos X e o carro fúnebre de Luís XVIII.

Orangerie

Parcialmente mergulhada na terra, ao lado do Palácio, a Orangerie, um grande pavilhão de 13 metros de altura, obra de Jules Hardouin-Mansart, funcionava como uma espécie de estufa para plantas de climas mais quentes, como limoeiros, pés de café e outras árvores.

Jeu de Paume

Fica a 10 minutos a pé do palácio. Abre só aos sábados e domingos, de abril a outubro, das 12h30 às 18h30. Entrada franca. Este pavilhão, construído durante o reinado de Luís XIV para o jeu de paume (um jogo com alguma semelhança com o tênis atual), tem principalmente interesse histórico: foi ali que os deputados do Terceiro Estado (o povo) assumiram o compromisso de não se separarem antes de darem uma constituição ao país. No Palácio de Versalhes, um quadro de David, o Serment du Jeu de Paume, retrata esse grande momento da Revolução.
www.chateauversailles.fr.

Dicas sobre Versalhes

Para escapar das filas de bilheteria – Use o Paris Museum Pass (PMP) ou compre seu bilhete antecipadamente pelo site. Sobretudo nos meses de junho, julho e agosto, multidões provocam filas homéricas na bilheteria. O Bilhete “Passeport”,  dá direito a ingresso em todas as atrações.

Use sapatos confortáveis para visitar Versalhes- Há muito (muito mesmo!) a andar no enorme complexo do palácio e nos jardins e o piso externo é meio irregular. O passeio pode ser cansativo para crianças muito pequenas, pessoas idosas e de modo geral para quem não está em boas condições físicas. Use sapatos confortáveis; salto alto para as mulheres, nem pensar!

Leve o mínimo possível – Mochilas, guarda-chuvas, carrinhos de bebê etc. devem ser deixados em um guarda-volumes na entrada do palácio.

Onde comer – Dentro do palácio, na Cour de la Chapelle, há uma lanchonete, e nos jardins funcionam restaurantes. Para economizar na alimentação, tome um lanche em um dos quiosques ou leve seu sanduíche e faça um piquenique na Pièce d’Eau des Suisses, perto da Orangerie, o único lugar onde isso é permitido.

Dica – No final da visita existe a indicação “sortie” junto com “jardins“. À esquerda fica o caminho para estação do RER para Paris, mas não há indicações. Os jardins ficam à direita. Vale a pena visitá-los. Depois refaça o caminho até o castelo para seguir para a estação.

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