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Rockefeller Center em New York

New York de 1990 ao Terceiro Milênio

De 1990 para cá New York melhorou muito sua qualidade de vida, diversas áreas decadentes da Big Apple foram recuperadas e transformadas em seguros centros de lazer. O próprio Central Park recebeu uma atenção especial e tornou-se novamente um agradável lugar de recreação, de shows e espetáculos.

O primeiro prefeito negro

De 1990 a 1993, Nova York teve no democrata David Dinkins seu primeiro prefeito negro. Dinkins não teve muita sorte: no primeiro ano de seu mandato, a cidade registrou o recorde de 30,7 homicídios para cada 100.000 habitantes.

Os conflitos  raciais

Conflitos raciais no Brooklyn, habitado tanto por negros como por judeus, desencadearam-se com a morte de uma criança negra, atropelada por um judeu ortodoxo. Lojas e bens de judeus foram saqueados e a prefeitura foi obrigada a pagar mais de um milhão de dólares de indenização aos prejudicados.

O primeiro ataque terrorista contra o Wordl Trade Center

Em 1993, o World Trade Center sofreu o primeiro ataque terrorista. Embora de proporções incomparavelmente mais modestas que o atentado de 2001, a explosão de uma bomba caseira na garagem de um dos prédios causou seis mortes e chamou atenção para a falta de segurança do complexo, onde trabalhavam milhares de pessoas.

Rudolph Giuliani

John Gotti, o último dos grandes mafiosos, foi condenado a prisão perpétua em 1992, encerrando simbolicamente uma era na história da cidade. Um dos principais acusadores da máfia, o procurador federal Rudolph Giuliani, foi eleito prefeito para o mandato de 1994-1997, acabando com a hegemonia de vinte anos do Partido Democrata no City Hall. Foi reeleito e ficou com o abacaxi na mão quando, em 11 de setembro de 2001, a cidade passou por sua maior tragédia.

O Onze de Setembro

As imagens, transmitidas à exaustão pelas estações de TV, de dois aviões sequestrados por radicais islâmicos colidindo contra os edifícios do World Trade Center, dificilmente serão esquecidas por quem vive neste começo de século. Ao ver essas cenas pela primeira vez, houve quem se sentisse tentado a não acreditar em seus olhos. Seria aquilo realidade ou um filme, um típico disaster movie americano?
O atentado não afetou apenas o skyline de Nova York, modificado pela ausência das torres gêmeas, mas também matou aproximadamente 3 mil pessoas de oitenta nacionalidades diferentes, inclusive alguns brasileiros. Leia matéria especial sobre o atentado de Onze de Setembro

União e solidariedade humana

Os nova-iorquinos se uniram na maior demonstração de solidariedade humana em tempos de paz que já se viu. Voluntários se apresentaram para doar sangue, para ajudar bombeiros no resgate dos corpos e tudo o mais que fosse preciso. A coragem e a força dos cidadãos de Nova York nessa tragédia se deveu em parte ao espírito de liderança manifestado pelo seu Prefeito.

Pondo ordem no circo

Giuliani assumira a prefeitura resolvido a “limpar” Nova York e por ordem no circo. Primeiro, treinou e aumentou o contigente policial, recrutando policiais negros para trabalhar no Harlem e latino-americanos para atuar nos bairros hispânicos. Depois aplicou o princípio de tolerância zero, mesmo com relação às pequenas delinquências, como pichações, acreditando que a punição de pequenos delitos reduziria também os grandes.

Uma cidade mais segura e limpa

A administração linha-dura de Giuliani é propagada como causa da recente queda na criminalidade em Nova York, mas há quem entenda que isso foi conseqüência de uma melhora na situação econômica dos EUA. Seja como for, em 2005 os homicídios haviam sido reduzidos a 20% do patamar atingido na década anterior e Nova York tornou-se, sensivelmente, mais segura e limpa.
Mesmo com a oposição daqueles que o consideram autoritário, talvez Giuliani tivesse continuado à frente do poder executivo em Nova York se fosse permitido concorrer a um terceiro mandato. Seu sucessor foi o milionário Michael Bloomberg, reeleito para o mandato 2006-2009, que renunciou ao salário e recebe simbólico US$ 1 por ano.

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Central Park no inverno, em Manhattan, New York
Central Park no inverno, em Manhattan, New York 

New York no fundo do poço

Os decadentes anos 1970 em New York

Na década de 1970, New York não tinha o que comemorar. As finanças municipais se encontravam em estado calamitoso e as tensões raciais cresciam.

Uma prefeitura que não merecia créditos

A Prefeitura chegou a um ponto tão baixo que, em 1974, não conseguia mais crédito nos bancos. O Prefeito pediu ajuda financeira ao governo federal, mas o Presidente Gerald Ford recusou-se a dar dinheiro à cidade; poderia apenas emprestar. Quem salvou a situação foi o sindicato dos professores, que comprou títulos municipais com recursos do seu fundo de pensão, permitindo segurar as pontas até sair o empréstimo federal.

Conflitos raciais pipocavam

Além de graves conflitos de rua provocados por problemas raciais, e a criminalidade aumentou a ponto de se tornar um sério problema. Exemplo disso é o que aconteceu em 1977, quando um mega-apagão deixou a cidade no escuro.

As consequências do apagão

Com sinais de trânsito desativados, congestionamentos monstruosos, sem metrô, elevadores e tudo mais que depende de eletricidade, a delinqüência explodiu. Lojas e casas foram saqueadas. Assaltos, furtos, agressões e estupros ocorreram por toda parte, gerando enorme insegurança na população.

A era dos embalos de sábado à noite

Foi a era dos “embalos de sábado à noite”; crime, drogas e conflitos raciais faziam parte do cotidiano de personagens como o jovem suburbano do Brooklyn interpretado por John Travolta em Saturday Night Fever. Para os ricos e famosos, existia a versão chique: a apologia ao consumo de cocaína era marca registrada do badalado Studio 54, discoteca inaugurada em 1977 na W 54th St.

Os anos 80 não trouxeram boas novidades

A década de 1980 também não ajudou em nada esse cenário urbano. À crescente criminalidade somaram-se o desemprego e um déficit habitacional severo que fez surgir em New York moradores de rua.

O assassinato de John Lennon

Em 1980, o ex-Beatle John Lennon foi assassinado em frente ao prédio em que morava, ao lado do Central Park: um fato terrível que encerrou uma década que não desperta saudades nos nova-iorquinos.

A militância pacifista de John Lennon e Yoko Ono em New York no início da década de 1970 atraiu a ira do governo Nixon, que fez de tudo para expulsá-los dos EUA. Sobre esse assunto, assista ao interessante documentário The US vs. John Lennon (2006), de David Leaf e John Scheinfield.

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Kennedy

New York nos anos 1960

No mundo todo, e, é claro também em New York, a década de 1960 era um prenúncio de uma nova era nos comportamentos nas vestimentas e mesmo na música.

Uma era de mudanças

A primeira visita dos Beatles a New York, em 1964, sinalizou o começo de uma era de mudanças. Os rapazes do grupo musical inglês, que usavam um corte de cabelo considerado bastante comportado hoje em dia e vestiam terno e gravata, eram tidos como extravagantes e rebeldes. Sua apresentação no programa de TV Ed Sullivan Show, em Nova York, fez 74 milhões de pessoas – metade da população do país – grudar os olhos na telinha. Nunca os americanos haviam visto ou ouvido algo semelhante.

Todo mundo às ruas

Jovens, negros, pacifistas, homossexuais, mulheres, enfim, todo mundo escolheu a década de 1960 para por a boca no mundo e Nova York foi cenário de vários dos fatos que marcaram a década.

O assassinato de Malcolm X

Polêmico ativista dos direitos dos negros, convertido ao Islã, socialista e considerado um psicopata paranóide pelo FBI, Malcolm X foi assassinado em Nova York em 1965 enquanto proferia um discurso.

Os protestos contra a Guerra do Vietnã

Em 15 de abril de 1967, uma passeata de protesto contra a guerra do Vietnã levou 400.000 pessoas do Central Park à sede da ONU.

O musical Hair

Nesse mesmo ano, o musical Hair estreiou no Public Theater. A montagem original, com cenas de nudez e de consumo de drogas, pregava amor livre e cabelos compridos, para horror dos conservadores.

Os protestos estudantis

Aos 23 de abril de 1968, os estudantes universitários de Nova York seguiram o exemplo dos colegas da Universidade de Brasília e anteciparam-se ao famoso movimento de maio de seus colegas da Sorbonne, entrando em greve e promovendo protestos no campus. De um lado, havia sido descoberta a existência de colaboração da direção da universidade com o Departamento de Defesa, o que significava apoio à abominada Guerra do Vietnã. De outro, o projeto de criação de uma entrada separada no novo ginásio da instituição para quem vinha do Harlem foi interpretado como segregacionista.

O assassinato de Marthin Luther King

Para completar, Martin Luther King Jr. fora assassinado no dia 4 daquele mês e o sentimento de revolta contra o racismo estava exacerbado. No dia 27 de abril, Coretta Scott King, viúva de Martin Luther, discursou para uma multidão no Central Park, reforçando as idéias pacifistas de seu marido. Com esse clima no ar, estudantes brancos e negros ocuparam em massa os prédios da universidade, que foram por fim violentamente evacuados pela polícia no dia 30. O resultado: quase 1.000 estudantes presos e dezenas de feridos.

A resistência gay no Stonewall

Em 1969, quando a polícia invadiu truculentamente o bar gay Stonewall, em Greenwich Village, o público presente decidiu reagir. O conflito, que durou cinco dias, atraiu centenas de simpatizantes que reforçaram a resistência, dentre eles gays, lésbicas, travestis, estudantes universitários heterossexuais e ativistas de direitos humanos. Conhecido como o “levante de Stonewall”, o evento marcou o início do movimento de defesa dos direitos dos homossexuais, até então desordenado e incipiente.

A beira da guerra nuclear

Também não é possível esquecer a mal fadada tentativa de invasão de Cuba, por mercenários cubanos pagos pela CIA, que só serviu para fortalezar a imagem de Fidel Castro. Pior, em plena Guerra Fria, levou o mundo à beira da guerra nuclear. Ela só não ocorreu porque os navios soviéticos armados com mísseis, tiveram o bom senso de tomar o caminho de volta. Claro que os americanos não queriam saber de misseis nucleares apontados para New York, esquecendo-se, por outro lado que cercaram a União Soviética de armas atômicas em bases na Turquia e outros países aliados.

Dica de filme

A vida de Malcolm X foi tema de um filme de Spike Lee em 1992, com Denzel Washington no papel principal.

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 Segunda Guerra

 

A Segunda Guerra

Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, em dezembro de 1941, o porto de Nova York passou a ter um importantíssimo papel militar, como ocorrera na Primeira Guerra. Dali partiam os navios aliados, sob a ameaçadora mira de U-boats alemães, carregados de armas e víveres para a Inglaterra que resistia sozinha o impacto dos bombardeios alemães.

New York sob blecaute

Com temor de bombardeios nazistas, Nova York fazia blecaute à noite. Nada de neon em Times Square era apagado. Dá para imaginar a cena?.

Mulheres nas fábricas

Com a população masculina chamada às armas, e o país mergulhado no esforço de guerra, muitos fábricas de armamento, como aconteceu na Inglaterra, passaram a empregar mão de obra feminina.

New York não parou

Mesmo assim, a cidade não parou durante a guerra. No final de 1942, o nova-iorquino Frank Sinatra, nascido em um subúrbio pobre, apresentou-se no Paramount Theater, consagrando-se como o cantor norte-americano por excelência e dando início a uma verdadeira “Sinatramania” entre as adolescentes. Essa foi uma época em que o jazz praticamente tomou conta da cidade.

O filme Casablanca

Ao mesmo tempo, estreiava em Nova York o filme Casablanca, que reforçava o sentimento anti-nazista na população. Esse filme, que, aliás, não teve nenhuma cena passada em Casablanca (Marrocos) tornou-se um clássico do cinema norte-americano.

Os beats

Antes do fim da guerra, Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William S. Burroughs já ensaiavam os primeiros passos do movimento beat. Livros como “On the Road” (publicado no Brasil com o título de “Pé na Estrada) e sua filosofia de liberdade fizeram sucesso nos Estados Unidos e também na Europa, tornando-se sinônimo de um certo estilo de vida.

A grande festa do V-E o Dia da Vitória

O Dia da Vitória, como os americanos chamam o dia 8 de maio de 1945, quando os nazista capturaram  e acabou a guerra na Europa, foi comemorado em Times Square por uma multidão até então jamais vista na cidade.

A guerra no Pacífico

A guerra tinha terminado na Europa, mas continua no Pacífico contra o Japão que iam perdendo todas as ilhas ocupadas no começo do conflito, mas com grandes baixas entre os combatentes.

O pós-guerra

Nova York retomou seu ritmo. Durante a guerra, havia se tornado o principal pólo econômico do mundo; no final do conflito, passou a sediar a recém criada ONU. Sua condição de “capital do planeta” não impediu, porém, que a Big Apple fosse se tornando suja e mal-cuidada. Nesse período era perigoso perambular pelo Central Park até durante o dia!

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Queda da Bolsa de New York - Foto www.history.com

 

A queda da Bolsa de New York em 1929

Durante a década de 1920, a Bolsa de Valores de Nova York, em Wall Street, havia se tornado a maior do mundo. Ações haviam se valorizado de modo vertiginoso; todos compravam e vendiam freneticamente. Surgiam milionários da noite para o dia. É preciso lembrar que os Estados Unidos nessa época viviam uma fase de grande crscimento econômico e industrial. Automóveis deixavam os milhares as linhas de montagem, o padrão de via da população estava em ascensão.

Não há festa que dure sempre

Era evidente que aquele delírio não podia continuar por muito tempo. Quando, em 1929, a Bolsa de Nova York quebrou, todo mundo tentou se desfazer o mais rapidamente possível dos “micos” acumulados nos anos de especulação. O resultado foi que o país parou. Bancos faliram, o desemprego atingiu índices altíssimos, a miséria chegou à classe média.

Todo o planeta foi abalado

Em uma escala menor, todo o planeta foi atingido, inclusive o Brasil, onde Getúlio Vargas mandou atear fogo em toneladas de café para tentar manter o preço do produto.

A crise na vida das pessoas

A Grande Depressão atingiu Nova York em cheio. Milionários arruinados meteram balas na cabeça. Pessoas foram internadas em hospitais com inanição. Grande parte da população passou a depender da assistência social do governo e de favores de instituições de caridade, que distribuíam sopa nas ruas.

Jimmy Walker

Em 1933, depois que o prefeito Jimmy Walker, acusado de corrupção e envolvimento com a máfia, renunciou e fugiu para a Europa, os nova-iorquinos elegeram Fiorello LaGuardia. Foi uma boa escolha; ele deu início a obras públicas municipais, como novas linhas de metrô e complexos de alojamentos populares, criando empregos sazonais capazes de atenuar um pouco os efeitos da recessão. Apesar da crise, no começo da década de 1930 Nova York ganhou edifícios como o Chrysler, o Manhattan Bank, o Empire State e o colossal conjunto do Rockefeller Center.

O fim da Lei Seca

Com o fim da Lei Seca, os speakeasies (bares clandestinos cujo nome significa “fale baixo”) perderam clientela e a máfia se enfraqueceu, para alegria de LaGuardia, nova-iorquino descendente de italianos que detestava ver a imagem de sua colônia associada ao crime.

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New York Anos 1920

História: New York nos anos 1920 e 1930

O período posterior à Primeira Guerra Mundial

A Grande Guerra, que teve seu início em 1914 e terminou em 1918, foi marcante na vida da cidade. A parcela rica de Nova York tinha meios para bancar as novidades do século XX: cinema, rádio, automóveis, telefone. Shows musicais de produção intrincada e cenários exuberantes, como as Zigfield Folies, causavam furor na Broadway. Nos salões, dançava-se foxtrote e charleston.

A proeza de Lindbergh

Em 1927, Charles Lindbergh decolou de Nova York em seu Spirit of St. Louis e aterissou em Paris, tornando-se o primeiro piloto a atravessar sozinho o Atlântico em um voo sem escalas.

Lights of New York

Rodado na cidade em 1928, foi o primeiro filme inteiramente falado da história do cinema (The Jazz Singer, de 1927, na verdade tinha apenas alguns trechos sonorizados). Tudo era novidade.

A Lei Seca

Curiosamente, essa era coincide com a vigência da Lei Seca, que proibiu a produção e o comércio de bebidas alcoólicas em todo o território dos EUA. Destilarias e bares clandestinos (speakeasies) viraram grandes negócios nas mãos de bandidinhos de gangues de bairros pobres, que se transformaram em poderosos chefões de quadrilhas altamente organizadas: a máfia.

Os mafiosos

Os mais notórios mafiosos que começaram suas carreiras em Nova York foram Al Capone, nascido no Brooklyn em 1899, e Lucky Luciano, que chegou à cidade em 1907, aos 10 anos de idade, e logo já fazia parte da Five Points Gang. Ambos ficaram milionários com a exploração da prostituição e da bebida, negócios que andavam juntos nos bares. Luciano tornou-se o capo di tutti i capi – o chefão dos chefões – de Nova York, depois de matar seus rivais Salvatore Maranzano e Giuseppe Masseria. Já Al Capone se fixou em Chicago.

As várias máfias

Não apenas ítalo-americanos participaram do crime organizado; durante a Lei Seca, houve em Nova York grande atividade das máfias judaica e irlandesa, que também se beneficiaram dos lucros da venda clandestina de bebidas alcoólicas.

As restrições à imigração

Em 1924, uma nova lei alterou as regras sobre imigração, restringindo o número de pessoas de cada país que poderiam entrar nos EUA e proibindo a entrada de estrangeiros de certas nacionalidades. A medida afetou sobretudo europeus e asiáticos. Consta que o autor desse projeto era um racista com intenções eugênicas, mas o que mais provavelmente contribuiu para a aprovação da lei foi a reserva de mercado que criava para quem já estava “dentro”, evitando que se acirrasse a concorrência por empregos.

Uma velha polêmica

Como você vê, polêmicas sobre imigração em países ricos não são novidade. Mesmo sem tanta imigração, a população nova-iorquina teve mais uma vez seu perfil alterado: recebeu na década de 1920 muitas famílias negras vindas do sul do país, onde eram mais fortemente discriminadas.

O Harlem

O bairro do Harlem foi o destino final da maioria desses afro-americanos que, trazendo consigo uma rica carga cultural, contribuíram para o movimento chamado Harlem Renaissance. Pela primeira vez no país surgia uma produção literária e intelectual de autores negros.

O jazz

Mas o que de fato marcou para sempre a cultura norte-americana e toda a música popular foi o florescimento do jazz, nascido no sul mas criado em Nova York. Billie Holiday, Duke Ellington, Count Basie, Louis Armstrong, Cab Calloway, Dizzy Gillespie e Ella Fitzgerald são alguns dos artistas afro-americanos que o Harlem Renaissance deu de presente para o mundo.

Os filmes sobre New York anos 1920 e 1930

The Great Gatsby

Considerado o livro que melhor retrata o espírito dos anos 20 nova-iorquinos, bem como uma obra-prima da literatura, The Great Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, foi adaptado para o cinema em 1974, com o galã Robert Redford no papel principal, e depois em 2013, com Leonardo Di Caprio como Gatsby.

Once Upon a Time in America

Esse outro belo filme (1984), de Sergio Leone, com Robert De Niro, retrata as origens da máfia judaica em NYC.

The Godfather

A espetacular trilogia The Godfather (1972, 1974 e 1990), de Francis Ford Coppola, com Marlon Brando, Al Pacino, Robert De Niro, Diane Keaton e outras feras do cinema, é outro filme que se tornou um clássico.  Conta a turbulenta trajetória de uma família de origem siciliana no mundo do crime organizado nova-iorquino.

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New York Antiga - Foto Ego Technique CC BY

New York se torna uma metrópole

Misérias à parte, o século XIX foi decisivo para consolidar Nova York como uma metrópole. Em 1811, Manhattan, então com 96 mil habitantes, recebeu um plano de urbanização: o Comissioner’s Plan, que definiu o traçado de ruas e avenidas ao norte do City Hall, numeradas e rigorosamente perpendiculares entre si.

O The New York Times

Em 1851 surgiu em Nova York uma das mais importantes referências mundiais no jornalismo: o The New York Times, que teve sua influência consagrada em 1871, ao denunciar o político William Tweed, chefe de uma rede de corrupção mafiosa que se banqueteava nos cofres da prefeitura. Tweed morreu na prisão. Nova York nessa época já era como o Brasil atual, onde, como se sabe, político desonesto sempre acaba preso…

O Central Park

O Central Park começou a ser construído em 1857 e a cidade ganhou instituições que a consolidaram como a capital cultural dos Estados Unidos, como o Metropolitan Museum of Art, que se mudou para novas instalações no parque em 1880.
A Guerra da Secessão não conseguiu deter o progresso: em 1868, foi inaugurado o primeiro trecho de metrô aéreo e a partir daí a rede de transportes públicos não parou de crescer. A primeira linha de metrô subterrâneo chegou em 1904.

 O American Museum of National History

Em 1869, a cidade ganhou o American Museum of National History e em 1883, sua primeira ópera, a Metropolitan Opera House, que ficava na Broadway entre a W 39th Street e a W 40th Street. O industrial Andrew Carnegie ajudou a firmar a tradição de Nova York como pólo cultural em 1891, quando inaugurou o Carnegie Hall.

O Black Friday

Já em 1869 Nova York era tão “moderna” que passou por seu primeiro (e traumático) crash: os especuladores Jay Gould e James Fisk fizeram manobras com a ajuda de Secretário do Tesouro, negociando grandes volumes de ouro, e provocaram pânico no mercado. Isso aconteceu no dia 24 de setembro, uma sexta-feira que ficou conhecida como Black Friday. O então presidente Grant chegou a intervir, vendendo ouro, mas era tarde demais.

Iluminação elétrica

Manhattan passou a ter iluminação elétrica nas ruas em 1882 e, em 1886, ganhou de presente da França a Estátua da Liberdade, que se tornaria um símbolo da cidade.

A fusão

Em 1898, Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island uniram-se sob uma mesma administração, criando a cidade de Nova York tal como é organizada hoje. Com 3,4 milhões de habitantes, a Greater New York era na época a segunda cidade mais populosa do mundo, perdendo para Londres.

Novos imigrantes 

Sempre impulsionada pela chegada de novos imigrantes, Nova York foi se firmando como um poderoso centro industrial, econômico e cultural. A acelerada urbanização fazia com que a cada dia arranha-céus mais altos surgissem em seu skyline. Mas quando o século XX chegou, a maioria da população ainda morava em tenements.

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 Guerra de Secessão americana

O fim da escravidão nos Estados Unidos

O fim da escavidão não aconteceu repentinamente.  Cada estado tinha suas leis a respeito. Em New York, por exemplo, a abolição já fora abolida em 1827, apesar de, como vimos, ter sido uma das principais cidades escravagistas do mundo e porta de entrada de milhares de negros.

New York antes da abolição: os ecravos eram 20% da população

Calcula-se de que antes da abolição em New York, sua população de escravos era de aproximadamente 20%. Apesar da escravidão ter sido abolida, escravagistas dos estados do sul mandavam seus asseclas, apelidados de blackbirders (traficantes de escravos), raptar negros livres, para serem vendidos nos Estados do sul do país. Até filmes a respeito já foram feitos.

A abolição da escravatura dividia americanos do sul e do norte

O problema da escravidão foi um sério foco de divergências entre os onze Estados agrícolas e escravagistas do sul dos EUA, que precisavam de muita mão-de-obra barata para suas lavouras de algodão, e o norte do país, mais industrializado.

A mãozinha inglesa

Nisso tudo há, mais uma vez, a mãozinha inglesa. De fato, a Inglaterra estava interessada em ter o sul escravagista como mercado para suas manufaturas em troca de algodão. Essa mesma relação não exista com o norte do país, já industrializado e produtor de manufaturas , e que sofriam com a concorrência de produtos ingleses.

Abraham Lincoln

Assim – a União, liderada pelo presidente Abraham Lincoln – apoiado pelos estados do norte, não aceitou que os estados sulistas abandonassem a União americana. Os sulistas revidaram, constituindo uma nação independente, os Estados Confederados. Era o começo de um longo e sangrento conflito:  a Guerra da Secessão (1861-1865). Nos filmes sobre a guerra de Secessão você o reconhece fácil os dois lados: os sulistas são os de uniforme cinza, enquanto os unionistas do norte utilizavam fardas azul-marinho.)

Seiscentos mil mortos

Nesse conflito travado entre cidadãos de uma mesma nação morreram cerca de 600.000 norte-americanos – mais do que na Segunda Guerra Mundial. Os Confederados, que haviam declarado sua secessão (separação) dos Estados abolicionistas, foram vencidos, e três emendas foram acrescentadas à Constituição dos EUA: uma abolindo a escravidão e duas dispondo sobre a igualdade de diretos independentemente de raça.

E se a Secessão tive ocorrido?

É interessante lembrar que muitos norte-americanos em vários pontos do país e também em Nova York eram contrários à Guerra da Secessão e não se opunham à separação dos Estados Confederados. Se isso tivesse ocorrido, a história do mundo contemporâneo seria outra, pois os EUA teriam menor peso político, econômico e militar. Conservando-se como uma única nação, começaram abocanhando quase metade do México e exerceram uma influência sem igual na América Latina e no restante do mundo.

O racismo

O racismo não acabou com a vitória da União sobre os estados do sul. Até a segunda metade do século passado nos sul dos Estados Unidos havia escolas, áreas isoladas para negros nos transportes públicos e até banheiros e bebedouros separados para brancos e negros. Para a criação de escolas mistas no sul, o governo americano teve que enviar sua guarda-nacional para que a nova lei fosse cumprida, já que as autoridades locais não se dispunham a adota-las. E a resistência foi grande. Algumas famílias brancas preferiram retirar seus filhos da escola a vê-los ao lado de colegas negros.

Martin Luther King

E convém lembrar que Martin Luther King, lider negro dos direitos civis foi assassinado em abril de 1968 em Memphis, no Tennessee, por um branco racista, quando lutava por uma sociedade onde a igualde racial fosse uma realidade.
As palavras iniciais de um de seus discursos  “I have a dream” nunca forma esquecidas.

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New York, Século XIX

New York no Século XIX

Nova York cresceu desenvolveu-se bastante do Século XIX, mas enfrentou revoltas e conflitos, com o desembarque em seu porto de multidão de imigrantes europeus que, movidos pela fome em seus países de origem, buscavam uma nova via em solo americano.

Imigração, miséria e conflitos

No começo da década de 1820, Nova York já era o maior centro urbano dos Estados Unidos, com 120 mil habitantes. Em 1830, a população subiu para 200 mil pessoas. O crescimento acelerado acentuou-se a partir de então, com a chegada de enormes levas de imigrantes da Europa Ocidental, da Europa Oriental e da Ásia. O primeiro grande grupo de imigrantes, composto por milhares de irlandeses católicos fugidos da fome que assolava seu país, começou a mudar o perfil de uma população até então predominantemente protestante e descendente de ingleses.

Um acelerado processo de industrialização

Desde então, a cidade nunca mais seria a mesma. Nas décadas seguintes, chegariam poloneses, ucranianos, russos, alemães, gregos, italianos, chineses e judeus oriundos sobretudo da Europa Oriental. Essa imensa massa de mão-de-obra barata constituiria o operariado em uma cidade que se encontrava em pleno processo de industrialização. Seus raros componentes mais qualificados e aqueles poucos que tinham conseguido trazer consigo algum capital viriam a formar uma incipiente burguesia de artesãos e pequenos comerciantes.

Calçadas cobertas e ouro?

O fato é que muitos imigrantes chegavam aos Estados Unidos completamente iludidos. Os menos instruídos acreditavam cegamente na lenda de que as ruas de Nova York eram pavimentadas com ouro. Como escreveu Richard Gambino no livro Blood Of My Blood, ao chegar eles viam que as ruas não eram calçadas de ouro; que, aliás, nem eram calçadas; e que caberia a eles, imigrantes, o trabalho de calçá-las…

Para a maioria dos imigrantes, favelas insalubres

Nova York não estava estruturada para receber tantos novos moradores. A maioria da população morava em favelas insalubres que ocupavam toda a região ao norte do City Hall. Nem água corrente havia. No verão de 1832, a concentração urbana e a falta de saneamento básico favoreceram um violento surto de cólera que provocou a morte de mais de 4 mil pessoas.

O incêndio de 1845

Mal os nova-iorquinos haviam se refeito do terror da epidemia quando um devastador incêndio castigou a cidade em 1845. A boa vontade dos firemen nova-iorquinos não conseguiu evitar a destruição de mais de seiscentos imóveis de madeira no sudeste de Manhattan. Era dezembro, a temperatura era de 17ºC negativos, cisternas e poços estavam congelados. Foi então que o governo acordou para a realidade e começou a construir um aqueduto, inaugurado em 1842. Mesmo assim, a cidade não escapou de outros incêndios, de menores proporções mas com muitas vítimas.

O New York Police Department

O New York Police Department (NYPD) foi criado em 1845. Até então, o policiamento da cidade, resumido a pouco mais que alguns vigias noturnos, parecia ser o bastante, mas o rápido crescimento demográfico, que trazia consigo miséria, violência e conflitos, passou a exigir a existência de um órgão que zelasse pela ordem pública.

Metade da população formada por imigrantes

Em meados do século XIX, metade da população já era composta por imigrantes, boa parte dos quais moravam em tenements: prédios de poucos andares construídos especialmente para moradia proletária, com apartamentos minúsculos e banheiros de uso coletivo. O primeiro tenement de Nova York foi construído em 1833 pelo magnata do aço James Allaire nas proximidades de sua fundição na Water Street. Verdadeiros cortiços, os tenements eram quase tão propícios à propagação de doenças quanto as favelas que substituíam. E também eram um bom negócio, pois os moradores pagavam aluguel.

Um novo incêndio de 1860

Depois que 200 pessoas morreram em 1860 no incêndio iniciado em um tenement na Elm Street, a lei passou a obrigar os edifícios a possuírem pelo menos uma janela em cada moradia e fire escapes (escadas de incêndio, marca registrada dos prédios de Nova York e um dos cenários favoritos de perseguições policiais não-motorizadas em filmes norte-americanos). Isso não resolveu o problema; foram abertas janelas para dutos de ventilação, onde eram jogados detritos, tornando a situação pior do que antes. Somente em 1901 uma nova lei deixou claro: a janela tem que dar para a rua!

As Draft Riots

Em 1863, durante a Guerra da Secessão, eclodiram as Draft Riots, revoltas das classes populares lideradas por imigrantes irlandeses. Embora a pobreza e as péssimas condições de vida e de trabalho fossem os motivos reais, o estopim da insurreição foi o alistamento para a guerra: os ricos podiam pagar US$ 300 e mandar alguém em seu lugar, o que os pobres não tinham como fazer. A sublevação despertou sentimentos xenófobos contra os irlandeses e acabou por ganhar contornos racistas quando, por meio de um raciocínio tortuoso e perverso, os negros foram considerados responsáveis pela guerra e, conseqüentemente, pelo recrutamento militar.

O racismo

Delegacias de polícia, centros de alistamento e residências de negros foram atacadas e muita gente morreu nos conflitos de rua. Negros foram linchados. Até um orfanato de crianças negras foi atacado. O máximo que se conseguiu foi conter os manifestantes até a retirada das crianças. Frente à impotência do NYPD em conter os distúrbios, que ocorreram principalmente no miserável bairro de Five Points, foram enviadas tropas militares a Nova York. Mesmo assim, seguiram-se quatro dias de violência até a ordem ser reestabelecida.

Dicas

As visitas a tenements restaurados organizadas pelo Lower East Side Tenement Museum permitem conhecer por dentro como eram essas moradias. (Mas nelas hoje tudo é arrumado e limpo; a realidade era bem diversa.)

As Draft Riots inspiraram o filme Gangs de New York

As revoltas foram pano de fundo do filme Gangs of New York (2002), de Martin Scorsese, com Leonardo di Caprio e Daniel Day-Lewis.

How The Other Half Lives (Como Vive a Outra Metade Um retrato realista das condições de vida dos moradores dos tenements nova-iorquinos foi traçado em 1890 pelo jornalista dinamarquês Jacob Riis, ele próprio um imigrante, no clássico trabalho fotojornalístico How The Other Half Lives (Como Vive a Outra Metade).

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 Guerra da Independência nos Estados Unidos

 

A independência dos Estados Unidos

Assim como, no Brasil, a derrama e os altos impostos cobrados por Portugal levaram à Inconfidência Mineira, as taxas excessivas que a coroa britânica impôs às colônias geraram descontentamento e criaram empecilhos ao comércio.

Os ideais iluministas

Motivada pela insatisfação e inspirada nos ideais iluministas franceses, a elite intelectual das colônias, em boa parte composta por membros da maçonaria, começou a se mobilizar em busca da independência criando a organização secreta de oposição ao domínio britânico Sons of Liberty (Filhos da Liberdade), que teve forte atuação em Nova York.

Uma guerra sangrenta

Mas ao passo que, ressalvado Tiradentes e alguns conflitos na Bahia, no Brasil tudo se resolveu pacificamente às margens plácidas do Ipiranga, a independência norte-americana foi resultado de batalhas sangrentas entre o exército britânico e os colonos, chamados pejorativamente pelos ingleses de yankees (nome hoje ostentado com orgulho pelo time de baseball nova-iorquino). Importantes conflitos armados das guerras da independência ocorreram em Nova York, como as Batalhas do Harlem e do Brooklyn.

Julho de 1976, a independência americana

Em 1775, o governador inglês foi afastado e, em julho de 1776, a independência americana foi proclamada, mediante a assinatura, por representantes de cada uma das treze colônias, do histórico documento elaborado pelos pesos-pesados Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e John Adams.

Os ingleses retomam Washington

Os britânicos não tardaram a reagir e os arredores de Nova York tornaram-se cenário de violentos combates. Após a tomada do estratégico Fort Washington, no norte de Manhattan, as tropas inglesas ocuparam a cidade, que só foi recuperada pelos americanos em 1783. Foi no Federal Hall, na Wall Street, que George Washington tomou posse como o primeiro Presidente dos Estados Unidos em 30 de abril de 1789.

New York capital americana durante um período curto

Durante um curto período, Nova York foi capital dos EUA. Sua população na época era de 33 mil habitantes.
Em 1792, a cidade ganhou sua primeira Bolsa de Valores, que funcionava na rua, à sombra de uma árvore. A rua? Wall Street, claro.

Nova guerra contra os ingleses

Uma interrupção no crescimento aconteceria no ano seguinte quando, em conseqüência de nova guerra, navios ingleses bloqueariam o porto de Nova York até 1814, afetando o comércio e o dia-a-dia da população.
Apesar das dificuldades impostas pelos britânicos, Nova York não tardaria a se tornar o principal porto dos Estados Unidos – e de toda a América do Norte.

O Canal Erie

O grande impulso ocorreu em 1825, quando o Canal Erie ligou o Rio Hudson aos Grandes Lagos, criando uma via fluvial que permitia a circulação de mercadorias e de pessoas entre o Oceano Atlântico e a região dos lagos, na fronteira com o Canadá, beneficiando localidades como Buffalo, Detroit e Chicago.

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Colonização inglesa - New Yor- www.hstry

História de New York: a colonização inglesa em New York

Apesar de os holandeses terem “comprado” aquele território aos índios, estes não entendiam muito bem como terra poderia ser vendida, já que era um dom da natureza, os nativos sempre foram uma preocupação para os colonos.

O muro

O muro erguido pelos holandeses onde fica hoje a Wall Street (“rua do muro”) impediu a entrada dos índios pelo norte, uma constante ameaça aos colonos, mas não evitou a tomada de Nova Amsterdã pela marinha britânica em 1664, que há já muito tempo cobiçava aquele porto estratégico no Atlântico.

A cidade passa ganha seu nome atual

A colônia foi rebatizada com seu nome atual em homenagem ao Duque de York, irmão do rei Carlos II da Inglaterra. De qualquer modo, a animosidade entre holandeses e ingleses continou até que fosse assinado o tratado de 1667 pôs fim à guerra.

Nova guerra

Os holandeses renunciaram à possessão, recebendo em troca o Suriname, na América do Sul. Insatisfeitos,  alguns anos depois depois tomaram de novo Nova York dos ingleses.

A colônia passa definitivamente às mãos dos ingleses

Apenas em 1674, com a assinatura de um novo tratado, os holandeses renunciaram às suas ambições e a disputada colônia passou definitivamente à coroa britânica.

O crescimento de New York sob os ingleses

Sob domínio inglês, a cidade cresceu, novos colonos foram chegando e estabelecendo-se quando os índios deixaram de ser uma ameaça. Assim New York cresceu e desenvolveu-se, casas foram construídas, comerciantes abriram seus empórios, pequenas oficinas abriram suas portas. New York tornou-se um dos mais importantes portos do comércio inglês da América do Norte. A página triste da história foi que a cidade se tornou a  porta de entrada de escravos africanos. A maioria desses escravos, eram encaminhados para fazendas produtoras de algodão e cana-de açúcar no sul da colônia.

New York no século XVIII

No na segunda metade do século XVIII New York já se tornara um dos principais centros inglês na América do Norte, com um comércio próspero.
Em 1754 foi criado pelo rei George II o King’s College, que deu origem à Columbia University, hoje uma das mais famosas dos Estados Unidos. No mesmo ano, inaugurou-se a primeira biblioteca nova-iorquina, a New York Society Library.

O primeiro jornal

Prenunciando a vocação da cidade para o jornalismo, em 1725 surgiu o primeiro jornal de Nova York, a New York Gazette. Em 1733, foi fundado o New York Weekly Journal, cuja oposição ao governador levou seu proprietário John Peter Zenger ao banco dos réus. A absolvição de Zenger foi um marco na história da liberdade de imprensa nos Estados Unidos.

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Continue acompanhando a história de New York

Os primeiros tempos  A colonização inglesa em New York
A independência  New York no Século XIX  O fim da escravidão
New York se torna uma metrópole  New York dos anos 1920 e 1930
A queda da Bolsa de New York  A Segunda Guerra  New York nos anos 1960
New York no fundo do poço  New York dos anos 1990 ao Terceiro Milênio

Holandeses em New York

Os primeiros tempos

O primeiro europeu a avistar a foz do rio Hudson, em 1524, foi o florentino Giovanni da Verrazzano, contratado pelo rei da França, Francisco I, para tentar encontrar um caminho marítimo para as Índias. Sem imaginar que séculos mais tarde, a então maior ponte do mundo seria batizada com seu nome, Giovanni manteve-se prudentemente a bordo.

Henry Hudson

A segunda incursão foi feita por Henry Hudson, um inglês a serviço da Companhia das Índias Orientais, empresa comercial holandesa. Hudson já navegara por boa parte da costa da América do Norte quando chegou a Manhattan e deparou com o grande estuário do rio que hoje leva seu nome. Avançou cerca de 240 km, da foz até o local em que hoje fica a cidade de Albany. Nessa época, a área que viria a ser ocupada por Nova York era habitada pelos índios lenapes.
Voltando a Londres, Hudson foi encarcerado por ter servido aos holandeses e liberado posteriormente, mediante a promessa de trabalhar unicamente para a Inglaterra.

A expedição de 1610

Assim, em 1610, dessa vez financiado por um grupo inglês, ele partiu a bordo do Discovery, comandando nova expedição destinada a encontrar um caminho para o Oceano Pacífico pelo norte do atual Canadá. Não teve sorte. Em novembro daquele ano, seu navio ficou preso no gelo. A tripulação, com fome e frio, amotinou-se em junho de 1611. Hudson, seu filho e alguns tripulantes leais a ele foram embarcados num bote salva-vidas e abandonados no mar. Nunca mais foram encontrados. Uns poucos amotinados sobreviveram para contar a história e conseguiram regressar à Inglaterra, onde foram presos.

Em 1624 trinta famílias holandesas chegam a Manhattan

Os holandeses não haviam desistido de criar a colônia de Nova Holanda (New Netherland) na América. Em 1624, cerca de trinta famílias holandesas de comerciantes de peles se estabeleceram na Governor’s Island, onde fundaram o povoado de Nova Amsterdã.
No ano seguinte, outras 125 famílias chegaram a Manhattan (cujo nome deriva da palavra indígena mannahatta), onde foi construído um forte para proteção do território holandês.

Manhattan comprada aos índios por 24 dólares

Segundo a lenda, Manhattan foi comprada dos lenapes em 1626 pelo holandês Peter Minuit, que teria pago 60 guilders (ou 24 dólares) em miçangas de vidro. A venda teria sido um “mal-entendido”; os índios, para os quais a terra é um bem comum, consideraram que em troca dos presentes estariam apenas aceitando compartilhar a ilha.

Peter Stuyvesant

Em 1647, foi nomeado governador da Nova Holanda Peter Stuyvesant, um durão radical e metido a puritano, que tentou moralizar na marra os hábitos um tanto desregrados da colônia, onde, dizia-se, os botecos eram tão numerosos quanto as residências. Uma de suas primeiras medidas foi expulsar o antigo governador Willem Kieft e mexer com a “vida noturna” da futura Nova York, impondo o fechamento das tavernas às 21h. Nessa época a pequena aglomeração era uma bagunça, sem nenhum planejamento urbano. Cada um construía sua casa onde bem lhe apetecia.

Nova Amsterdã adquire o status de cidade em 1653

Parte de seus primeiros habitantes foi composta por imigrantes saídos do Brasil. Acontece que, para escapar da Inquisição em Portugal, muitos judeus haviam fugido para o Brasil, onde se estabeleceram em Recife. Porém, mesmo deste lado do oceano, foram impedidos de praticar sua religião até a invasão de Pernambuco pelos holandeses, quando Maurício de Nassau autorizou a liberdade de culto.

Judeus brasileiros deixam Pernambuco por causa da perseguição religiosa e vão para Manhattan

Com a expulsão dos holandeses do Brasil, a próspera colônia judaica de Recife viu-se obrigada a fugir novamente e acabou indo parar – quem diria! – na futura Nova York. O perna-de-pau Stuyvesant (cuja perna direita fora arrancada por um tiro de canhão em 1644 em uma batalha contra os espanhóis no Caribe), além de mal-humorado, era intolerante, e só aceitou a presença de colonos judeus porque a Companhia das Índias exigiu.

Uma curiosidade: A sinagoga Kahal Zur Israel, que funcionou até 1645 e hoje é atração turística no Recife, tinha em sua comunidade gente com sobrenomes como Alves, Serra, Cardoso, Nunes, Rodrigues, Andrade… Será que você tem parentes em Nova York?).

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A Independência dos Estados Unidos: uma guerra sangrenta

Mas ao passo que, ressalvado Tiradentes e alguns conflitos na Bahia, no Brasil tudo se resolveu pacificamente às margens plácidas do Ipiranga, a independência dos EUA foi resultado de batalhas sangrentas entre o exército britânico e os colonos, chamados pejorativamente pelos ingleses de yankees (nome hoje ostentado com orgulho pelo time de baseball nova-iorquino). Importantes conflitos armados das guerras da independência ocorreram em New York, como as Batalhas do Harlem e do Brooklyn.

Vídeo sobre a guerra de independência dos EUA

Julho de 1776: a independência americana foi proclamada

Em 1775, o governador inglês foi afastado e, em julho de 1776, a independência dos EUA foi proclamada, mediante a assinatura, por representantes de cada uma das treze colônias, do histórico documento elaborado pelos pesos-pesados Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e John Adams.
Os britânicos não tardaram a reagir e os arredores de Nova York tornaram-se cenário de violentos combates. Após a tomada do estratégico Fort Washington, no norte de Manhattan, as tropas inglesas ocuparam a cidade, que só foi recuperada pelos americanos em 1783.

George Washington,  o primeiro Presidente dos Estados Unidos

Foi no Federal Hall, na Wall Street, em New York, que George Washington tomou posse como o primeiro Presidente dos Estados Unidos em 30 de abril de 1789.
Durante um curto período, Nova York foi capital dos EUA. Sua população na época era de 33 mil habitantes.
Em 1792, New York ganhou sua primeira Bolsa de Valores, que funcionava na rua, à sombra de uma árvore. A rua? Wall Street, claro.

Uma nova guerra contra os ingleses em 1814; a independência dos EUA ameaçada

Uma interrupção no crescimento aconteceria no ano seguinte quando, em consequência de nova guerra, navios ingleses bloqueariam o porto de New York até 1814, afetando o comércio e o dia-a-dia da população. Mas a ameaça britânica foi afastada pelos norte-americanos.
Apesar das dificuldades impostas pelos britânicos, a cidade não tardaria a se tornar o principal porto dos Estados Unidos – e de toda a América do Norte. O grande impulso ocorreu em 1825, quando o Canal Erie ligou o Rio Hudson aos Grandes Lagos, criando uma via fluvial que permitia a circulação de mercadorias e de pessoas entre o Oceano Atlântico e a região dos lagos, na fronteira com o Canadá, beneficiando localidades como Buffalo, Detroit e Chicago.

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Al Capone
Estados Unidos: a Lei Seca

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Adiantou proibirem o álcool?

Bebida alcoólica deve ser proibida? Nos Estados Unidos, tentou-se fazê-lo e não deu certo. A 18ª Emenda à Constituição, que proibia a produção, o consumo, a comercialização e a estocagem de bebidas alcoólicas entrou em vigor em janeiro de 1920 e só foi revogada quase quatorze anos depois, em dezembro de 1933.

Nunca se bebeu tanto como durante a Lei Seca – Durante o período que vigorou a Lei Seca (Prohibition), nunca se bebeu tanto na terra do Tio Sam. Boa parte das bebidas produzida por destilarias de fundo de quintal não passava de coquetéis nocivos, que faziam muito mais mal à saúde do que a bebida legalizada. Bebia-se até água de colônia! Quem vivia próximo ao México e ao Canadá simplesmente cruzava a fronteira, enchia a cara e voltava aos Estados Unidos devidamente embriagado.

O contrabando e a máfia

Contrabandear bebidas de outros países ou fabricá-las clandestinamente tornou-se um negócio lucrativo que logo atraiu a Máfia. Gângsteres fizeram fortunas e o dinheiro fácil favoreceu a corrupção. Policiais fechavam os olhos ao comércio e venda ilegal de bebidas ou avisavam os donos de destilarias e bares – todos controlados pela Máfia – sobre quando ocorreria uma batida. Quando a polícia fechava um bar em uma rua, logo outro abria na quadra vizinha. O assunto inspirou o filme The Untouchables (1987), passado em Chicago da década de 1930, no qual Kevin Costner faz o papel do policial Eliott Ness, que combate o mafioso Al Capone, interpretado por Robert De Niro.

Os speakeasies

O esquema montado pela Máfia abastecia os speakeasies (bares clandestinos) de Nova York e de outras cidades americanas. A expressão speak easy significa “fale baixo”: o que os proprietários de bares recomendavam aos freqüentadores que perguntavam se tinham bebidas para servir por baixo do pano. A bebida de pior qualidade era vendida pelos irmãos pobres dos speakeasies, estabelecimentos conhecidos como blind pigs (porcos cegos). Calcula-se que existiram nos EUA pelo menos duzentos mil desses bares, que sobreviviam graças a expedientes, como passagens secretas e saídas de emergências para clientes dando para ruas vizinhas. Um deles, no nº 86 da Bedford Street, em Greenwich Village, existe até hoje. Foi conservado como era na época: sem letreiro na porta.
No fim, a Lei Seca tornou-se tão impopular que acabou abolida pelo presidente Franklin D. Roosevelt – para tristeza da Máfia.

As lições do fracasso da Lei Seca

O fracasso da Lei Seca está fazendo com que um número crescente de países esteja liberando a maconha, muito menos perigosa do que o álcool (e também muito mais inofensiva do que o cigarro, que provoca forte dependência).

A proibição da maconha – A proibição apenas coloca adolescentes em contato com traficantes. É possível imaginar o diálogo: “Maconha não temos no momento… mas estamos com um ckack de primeira. Por que não experimenta?” Ora, o crack é considerada uma droga que vicia com extrema facilidade e é perigosíssima. Por isso mesmo mais de 15 estados norte-americanos liberaram a maconha para uso médico, já que a droga tem ação benéficas em várias doenças, inclusive contra a pressão alta. A maioria dos países europeus hoje em dia, no mínimo a tolera. Ninguém é preso porque fuma maconha e nem mesmo no Brasil o usuário vai para a cadeia por ser pego fumando.

A luta pela descriminalização da cannabis – O ex-presidente Fernando Henrique e políticos brasileiros mais liberais defendem o uso medicinal e a descriminalização da cannabis. Aliás a lei brasileira é hoje muito mais tolerante com relação a maconha. Alguns países já preferem que o usuário plante apenas um pé para consumo próprio. Não defendemos droga alguma, fique isso claro. Nossa posição é que o ideal seria que ninguém consumisse nenhum tipo de droga, legal, ou ilegal, mas é verdade que o consumo da maconha sob supervisão médica seria um golpe fatal no tráfico e no crime organizado.

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