Sarmiento
Cidadela dos índios quilmes, norte da Argentina
Cidadela dos índios quilmes, norte da Argentina

Sarmiento

Na segunda metade do século XIX, boa parte da Argentina ainda era ocupada por tribos indígenas, hostis à presença do homem branco. Um dos primeiros presidentes a se preocupar seriamente com o problema foi o sucessor de Bartolomé Mitre, Domingos Faustino Sarmiento, que assumiu o poder em 1868 disposto a substituir a população índia do país por colonos brancos. Seu pensamento se reflete no seguinte texto: “Pode ser muito injusto exterminar selvagens, sufocar civilizações nascentes, conquistar povos que possuem um território privilegiado, mas, graças a essa injustiça, a América, em vez de permanecer abandonada aos selvagens, incapazes de progresso, hoje está ocupada pela raça caucásica mais perfeita, a mais inteligente, a mais bela e progressista das que povoam a terra. (…) Assim, pois, a população do mundo está sujeita a revoluções que obedecem a leis imutáveis; as raças fortes exterminam as fracas, os povos civilizados substituem, na posse da terra, os selvagens”*.

A construção da Argentina branca

Coerente com esse pensamento, Sarmiento incentivou a imigração européia para povoar os territórios tomados dos índios. A bem da verdade, a colonização na Argentina não foi, nesse ponto, diferente da brasileira, da norte-americana ou de outros territórios na América. Se é fato que os Estados Unidos nunca teriam se tornando a nação poderosa que são sem homens como o general Custer; que o Brasil não seria tão grande sem os bandeirantes; e que homens como Sarmiento efetivamente construíram a Argentina moderna, também é verdade que os colonizadores brancos em toda a América praticaram um dos maiores genocídios da história da humanidade. Sua justificação ideológica era idêntica à do Lebensraum ou “espaço vital” defendida por Adolf Hitler em Mein Kampf: “raças superiores” têm o direito natural de exterminar as mais fracas…

O general Rocca e a Campanha do Deserto

Ao assumir o posto de Ministro da Guerra em 1878, o general Julio Argentino Roca estabeleceu como meta a expansão das fronteiras até o Rio Negro e a ocupação dos territórios ainda em poder dos índios: a Patagônia e a parte desértica do Noroeste. Sua Campanha do Deserto, realizada com um exército poderoso e bem armado, venceu as tribos que ocupavam a região, e realizou uma verdadeira “limpeza étnica”, matando 20 mil índios; se fosse nos dias de hoje, o massacre lhe renderia julgamento pelo Tribunal de Haia. Cerca de 3 mil nativos capturados foram mandados para Buenos Aires; as mulheres, separadas dos homens, foram empregadas em serviços domésticos, em regime de semi-escravidão, ou prostituídas. Todos os homens, confinados na ilha de Martín Garcia, morreram.
Os mapuches da Patagônia e as tribos da Terra do Fogo sofreram o mesmo destino. Suas terras foram entregues a colonizadores europeus, entre eles ingleses que chegaram ao sul do continente para criar carneiros. Como os nativos que restaram, tendo suas áreas de caça destruídas, haviam passado a matar e comer os carneiros, os ingleses instituíram recompensa de uma libra por índio morto.

Rocca chega à presidência

Roca, o mais jovem presidente da história argentina, foi eleito aos 37 anos, em 1880, e governou o país até 1886. Durante esse período acelerou a entrada de imigrantes europeus, modernizou a nação, instituiu a obrigatoriedade do ensino laico e impulsionou as exportações. Apesar desses progressos, seu governo foi abalado por escândalos de corrupção. Em 1898, Roca foi novamente eleito presidente por mais seis anos, depois de abafar levantes comandados pela União Cívica Radical, partido apoiado por boa parte das classes médias.

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