Viaje por conta própria para o Peru

Peru: as vantagens de viajar por conta própria

Ir para o Peru ou para a Bolívia por conta própria não é nenhum bicho-de-sete-cabeças, mas é bom ter em mente que, sem planejamento, é inviável (a não ser que você tenha todo o tempo e dinheiro do mundo…). As vantagens de viajar com liberdade podem compensar o trabalho de planejamento: você visita o que quer, come onde tem vontade, usa o meio de transporte que prefere etc.

Mapa do Peru

Prepare seu roteiro de viagem

Este guia virtual pode ajudá-lo a preparar seu roteiro de viagem.  Peru pode ajudá-lo. Selecione no guia o que você gostaria de visitar. Dê uma navegada no site manualdoturista.com.br e veja as fotos; isso ajuda muito.

Trace no mapa seu itinerário

Considere quantos dias pretende ficar em cada lugar e, sobretudo, como chegará de um lugar a outro. Seja realista: o tempo que gastará nos deslocamentos pode ser maior do que você imagina. O dia em que se encaram longas horas dentro de um ônibus ou de um trem não deve ser incluído naqueles que você reservou para visitar uma determinada cidade. O dia em que se toma avião também não é bem aproveitado. Você terá que fazer a mala, ir para o aeroporto, encarar a fila do check-in, retirar a bagagem ao chegar a seu destino, trocar dinheiro, instalar-se no hotel etc. Quando tomou um banho, deu uma respirada, já é noite.

Cronograma de viagem

O segundo passo é bolar um cronograma a partir do dia do embarque até o dia da volta ao Brasil, e distribuir seu tempo. É aí que você terá um quadro mais palpável de sua viagem. Verá que poderá ficar um ou dois dias em algum lugar que gostou mais ou que seu tempo é insuficiente para visitar tudo o que incluiu no roteiro e que será obrigado a cortar alguma coisa.
Um erro comum é, percebendo que o tempo é insuficiente, insistir em manter todas as cidades do roteiro, diminuindo o tempo que poderá ficar em cada uma. Você vai para todo lugar, mas não tem tempo de ver nada. Outro erro é, vendo que tem tempo de sobra, “esticar” a permanência em cidades de pouco interesse.
Fica mais fácil incluir uns “coringas” no itinerário: dias que poderá tanto optar por seguir viagem, como ficar um pouco mais em uma cidade.

Documentação

Passaporte ou rg

O cidadão brasileiro que ingressa no Peru como turista não precisa apresentar seu passaporte; pode optar por exibir  seu RG original, em perfeito estado de conservação, expedido nos últimos 10 anos. Nenhum documento, exceto o passaporte, substitui a via original do RG. Não serve cópia autenticada, nem carteira profissional (OAB, CRM etc.).

O Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela (CIV)

É necessário. : o país tem focos de febre amarela. A vacina é aplicada gratuitamente em postos da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária em todo o território nacional, muitos dos quais localizados em aeroportos. Para obter a relação completa dos postos, consulte o site da ANVISA (www.anvisa.gov.br). Para garantir a imunização, quem nunca tomou antes essa vacina deverá tomá-la no mínimo 10 dias antes do embarque e quem já tomou pode reforçá-la até o dia do embarque, apresentando seu CIV.

Desembarcando

Serviço de imigração

Quer você chegue por terra ou de avião, não deixe de exigir que seu passaporte seja carimbado (a não ser que exiba o RG). Os funcionários às vezes se esquecem de fazê-lo e isso pode lhe causar problemas mais tarde. Guarde com cuidado o seu comprovante de entrada, que deve ser devolvido na saída. Em razão do tráfico internacional de drogas, a revista é um procedimento de rotina em certos aeroportos. Um pouco constrangedor, mas nada pessoal!

Alfândega

Depois de seu passaporte ter sido carimbado no serviço de imigração, você tem ainda a alfândega pela frente. Eventualmente, suas malas serão abertas e revistadas. Atenção, moçada: pode acontecer de a alfândega fuçar a fundo a bagagem de viajantes de ar “descontraído”.

Dinheiro

Que moeda levar?

Reais podem ser trocados no Peru, mas a taxa de câmbio não é boa e não é em todo lugar que a moeda brasileira é aceita. O ideal é levar dólares, mais fáceis de serem trocados em qualquer lugar desde que as cédulas estejam em ótimo estado. É comum serem recusadas cédulas de dólares que contenham riscos, carimbos ou rasgos, ainda que minúsculos. Dólares que você está acostumado a trocar em qualquer parte do mundo são recusados sob pretextos que beiram o absurdo.

O ideal é diversificar

Tenha consigo dinheiro vivo, mas leve também cartão de crédito internacional e uma quantia em cheques de viagem. Estes últimos, porém, não são facilmente trocados: o câmbio é desenvantajoso e a operação de troca nos bancos é demorada. Cheques de viagem são pouco práticos nesses países e funcionam mais como uma reserva de segurança se você for roubado.

Cartão de Crédito

Já os cartões de crédito internacional são aceitos na maioria dos hotéis de duas ou mais estrelas, nos bons restaurantes e em lojas mais turísticas. Verifique a validade do seu cartão e renove-o, se for o caso, antes de viajar. Prefira cartões com chip e senha.

Precauções

Não troque dinheiro em qualquer lugar: peça uma indicação no hotel ou no escritório oficial de turismo. Apesar de as moedas peruanas e bolivianas não serem valiosas como dólares e euros, há muitas cédulas falsificadas em circulação. Na fronteira ou no aeroporto, troque apenas o suficiente para as despesas mais imediatas, pois a taxa de câmbio não é boa. Depois, na cidade, você terá oportunidade de pesquisar com mais tranquilidade as melhores taxas. Procure pegar algumas notas de menor valor e moedas. Serão sempre úteis.

Embora seja possível “destrocar”, no aeroporto, o dinheiro bolivia-no ou peruano que sobrar, você perde um pouco no câmbio. Por isso mesmo, evite trocar somas elevadas nos últimos dias de viagem.

A moeda do Peru é o nuevo sol

Ele é dividido em 100 centavos. Há notas de 100, 50, 20, 10 e 5 nuevos soles e moedas de 1, 2 e 5 nuevos soles e de 50, 20, 10 e 5 centavos. Apesar da denominação, costuma-se falar soles e não nuevos soles.