O fascismo
Benito Mussolini - Foto Carlo Alfredo Clerici CCBY
Mussolini pouco depois de tomar o poder em Roma

O fascismo

A Itália chega atrasada ao banquete colonial

A Itália, em razão de sua reunificação tardia, chegou atrasada ao banquete colonial que se seguiu ao período das grandes navegações, quando outros países europeus, como Inglaterra, França, Portugal, Espanha e Holanda, já haviam há muito estabelecido colônias nas Américas, na Ásia e na África.

As sobras do colonialismo

No fim do século XIX, a monarquia italiana, ressentida, tentou amealhar alguma coisa do pouco que sobrou, com uma política extemporânea e de alto custo financeiro e político, ocupando a Somália e a Eritreia, dois países africanos paupérrimos. Mais tarde, a Itália ocuparia ainda a Líbia e, durante o governo fascista, a Etiópia – um fiasco.

A tensão política

Boa parte da população italiana era contrária a essas guerras e vivia miseravelmente. O operariado pouco se beneficiava da industrialização. Esse quadro favoreceu a luta de classes e o proselitismo político em torno de ideias revolucionárias, anarquistas em um primeiro momento, comunistas mais tarde. Em 1900, o rei Umberto I foi assassinado por um anarquista e sucedido por Vittorio Emmanuele III.

A Itália frustrada

A monarquia, que na Primeira Guerra Mundial havia se aliado à França, à Inglaterra e aos Estados Unidos contra o império alemão, no anos 20, se desiludiu. Quando a Primeira Guerra chegou ao seu término, a Itália encontrava-se mergulhada numa séria crise econômica e social. Greves e manifestações  eram frequentes. Apesar de estar do lado vitorioso, a Itália não obteve nenhum dos territórios que os aliados lhe haviam prometido.

O acirramento das tensões

A insatisfação reinante só contribuiu para o acirramento das tensões sociais, logo capitalizadas por grupos radicais, comunistas e, principalmente fascistas, cada vez mais poderosos, apoiadores de Benito Mussolini. O fascismo de Mussolini era uma doutrina totalitária de direita, nacionalista, militarista e racista, inimiga tanto da democracia, quanto do comunismo, seu grande rival.

A tomada do poder pelos fascistas

Sentindo-se cada vez mais fortalecido e com a Itália governada por uma monarquia  anêmica, Benito Mussolini formou grupo paramilitar: a Milizia Volontaria per la Sicurezza Nazionale, conhecidos como  camicie nere (camisas negras) conhecidos por suas ações violentas contra oponentes. Confiante em seu sucesso, decidiu em 1922, realizar uma Marcha sobre Roma para ocupar a cidade e tomar o poder. Funcionou. Mussolini, vitorioso, tornou-se Il Duce; em outras palavras, um ditador que por mais de vinte anos dominou a Itália.

Os novos aliados 

Rompendo com os antigos aliados, juntou-se à Alemanha hitlerista, formando as Potências do Eixo. A Itália foi tomada antes da Alemanha, numa guerra em que até o Brasil tomou parte.

O enforcamento de Mussolini

 Mussolini, capturado pelos partisani italianos (guerrilha anti-fascista), foi enforcado em praça pública e pendurado juntamente com sua amante, de ponta cabeça juntamente com sua amante sua amante Clara Petacci.

O Tratado de Latrão 

Com seu trabalho “diplomático” com a Igreja, conseguiu algo que há muito a Itália esperava: em 1929 foi assinado o Tratado de Latrão, por meio do qual o Vaticano foi declarado um Estado politicamente independente da Itália e o papa renunciou ao seu poder temporal sobre Roma.

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