A imigração na Itália

Imigrantes - Foto takomabibelot CCBY

O problema da imigração na Itália

A situação geográfica do país agrava os problemas de imigração na Itália, uma península avançando Mar Mediterrâneo adentro, pode no passado ter facilitado muito as conquistas romanas e o domínio do mundo de então, limitado principalmente às regiões mediterrâneas e a costa atlântica.

Mapa da Itália

A proximidade com a África e o Oriente Médio é hoje um problema

Atualmente, entretanto, a proximidade com a África e o Oriente Médio transformou a Itália num dos países mais procurados por refugiados e por imigrantes clandestinos. Quase todo dia um barco sobrecarregado de pobres diabos naufraga e grande número de pessoas morrem afogadas na tentativa frustrada de chegar à Sicília pelo Mediterrâneo.

O avanço da extrema-direita

Como vem acontecendo em outros países do continente europeu, ocorre um preocupante avanço da extrema-direita na Itália, motivado em boa parte pela dificuldade dos partidos democráticos de lidar com o problema da imigração clandestina.

Os imigrantes

É verdade que, até há algum tempo, alguns desses imigrantes ilegais eram jovens homens sozinhos que se dedicavam a pequenos tráficos, tornavam-se camelôs e viviam de expedientes, embora  a maioria sempre tenha trabalhado pesado, pago seus impostos e feito aqueles serviços que os italianos não querem mais fazer (limpar bueiro, recolher lixo…). Todos, porém, sempre foram discriminados. O italiano comum se sente incomodado com camelôs, mendigos, traficantes e um monte de gente de uma cultura totalmente diversa da sua. Até os mais “politicamente corretos” começaram a reclamar. Agitando a bandeira do combate à criminalidade (como se todos os imigrantes fossem criminosos), a extrema-direita acaba transformando esse mal-estar em votos.

Os refugiados

A discriminação contra os estrangeiros se agravou neste início do século XXI com a chegada maciça de refugiados, que buscam, em geral acompanhados de suas famílias, a sobrevivência, que se tornou impossível em seus países de origem, sobretudo a Síria. É um novo perfil de imigrante, cuja recepção é uma questão humanitária.

A guerra na Síria

As diferenças geopolíticas entre os EUA e a Rússia na Síria, a situação do Afeganistão e outros países e, principalmente, o Estado Islâmico, compõem um quadro de difícil solução. Diga-se de passagem, a malfadada intervenção norte-americana no Iraque durante o governo George Bush filho apenas agravou  as rivalidades religiosas entre as duas principais facções religiosas muçulmanas – xiitas e sunitas. Também o apoio americano a Israel, governado por uma coalizão de extrema-direita, que se julga no direito de, desrespeitando resoluções da ONU, criar colônias nos territórios palestinos, bombardear escolas da ONU que abrigavam crianças palestinas, contribui para aumentar o ódio islâmico ao mundo ocidental e incentiva o antissemitismo. Os fanáticos sanguinários do Estado Islâmico e outros do gênero precisam ser detidos. E talvez não apenas com o uso de aviões, mas também de tropas terrestres. Mas, americanos e israelenses têm uma boa igualmente sua parcela de culpa nesse imbroglio que se transformou o Oriente Médio. O que podemos esperar nesse momento é que o repúdio à política do governo de Israel não transforme as pessoas em antissemitas. Também não é justo culpar toda a pacífica comunidade muçulmana pelas barbaridades cometidas pelo Estado Islâmico. Aliás, as principais vítimas dos ataques terroristas são muçulmanos, mais do que os cristãos e judeus.

Sobre o problema do conflito na Palestina, leia a matéria A paz no Oriente Médio

A Itália hoje