A imigração na Argentina
Imigração italiana na Argentina
Imigração na Argentina

A imigração

A imigração na Argentina foi favorecida no século XIX, com a industrialização e o crescimento da capital. Isso aumentou a demanda de mão-de-obra, que foi suprida pela chegada ao país de milhões de imigrantes. A maioria vinha da Itália e da Espanha, mas houve também ingleses, alemães, suíços, franceses, portugueses, russos, sírios, libaneses e armênios. A imigração foi estimulada por uma política governamental que alçou, em 1853, à categoria de norma constitucional a proibição de barrar estrangeiros que quisessem entrar no país com intenção de trabalhar.

Metade da população de Buenos Aires  composta de estrangeiros

Em 1869, metade da população de Buenos Aires era composta por estrangeiros, dos quais, por sua vez, metade eram italianos vindos do sul e da região de Gênova. O bairro de La Boca, às margens do Riachuelo (“Riachinho”) transformou-se praticamente em uma comunidade genovesa. Seus habitantes eram tão ciosos de sua identidade nacional e cultural que, em 1882, diante da repressão de uma greve pelo governo argentino, decidiram que não mais seriam subordinados a outra autoridade que não o rei da Itália e proclamaram a República Independente de La Boca… Durou pouco, pois o Presidente da República Júlio Roca em pessoa compareceu ao local e, com um bom papo, conseguiu dissuadi-los dessa idéia – diga-se de passagem, tipicamente italiana.

Buenos Aires: o centro intelectual do país

Buenos Aires se consolidava como centro intelectual do país. Nessa época uma região se sobressaia: o antigo bairro Catedral Sur, preferido pelos portenhos mais abastados. Ali diversos prédios históricos tiveram grande importância cultural, formando um conjunto conhecido como Manzana de las Luces. O nome significa “Quadra das Luzes” (“luzes” no sentido de conhecimento ou sabedoria), já que entre esses edifícios está o Colegio Nacional, criado em 1863, a mais renomada instituição de ensino secundário do país. Foi instalado no antigo solar onde, até 1767, havia funcionado o Colegio Grande de San Ignacio, fundado pelos jesuítas. Nele estudaram grandes personagens da história argentina.

A chegada em massa de imigrantes

Imigrantes desembarcavam em número crescente, mas a certa altura já não havia postos de trabalho e moradia para todos. As últimas levas de imigrantes que chegaram a Buenos Aires foram precariamente alojadas em chamados conventillos, que não passavam de cortiços instalados em casarões abandonados.
Os europeus trouxeram consigo fortes influências não apenas culturais como também políticas, introduzindo na sociedade argentina conceitos como o socialismo, o anarquismo e a organização sindical, que viriam a amadurecer e revelar seus reflexos no século seguinte.

O surto de febre amarela de 1870

Em 1870, quando um surto de febre amarela assolou a cidade, matando quase 10% de seus habitantes, foram a pequena minoria negra e os imigrantes que mais sofreram. Os ricos se mudaram para áreas mais afastadas do centro, abandonando bairros até então abastados, como San Telmo, mas o povão pobre, sem poder contar com uma estrutura adequada de saúde pública e não tendo como fugir, ficou à própria sorte. O pânico se instalou. Hospitais lotaram; repartições públicas, escolas, lojas, bancos, tudo fechou. Comerciantes faliram. As ruas ficaram desertas. Passaram-se meses até a vida na cidade voltar ao normal.

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