Atrações turísticas no Marais

Atrações turísticas no Marais

Mapa do Marais

Pontos turísticos no Marais

Place de l’Hôtel de Ville

Atrações turísticas no Marais é o que não falta. Comecemos pelo Hôtel de Ville (prefeitura) . O interior do prédio do Hôtel de Ville não é aberto ao público. A antiga sede da prefeitura de Paris, do século XVII, foi incendiada durante a Comuna; o prédio atual, inspirado no anterior, foi construído no final do século XIX. Muito imponente, em estilo neorenascentista, com paredes ornamentadas de estátuas, é um dos mais belos edifícios públicos da cidade, principalmente à noite, quando é todo iluminado. A praça do Hôtel de Ville chamava-se antigamente Place de Grève. Além de ter dado origem à palavra “greve” (pois lá ficavam trabalhadores vagando à busca de emprego, e estar “en Grève” significava não trabalhar), era local de execuções públicas: enforcamentos de plebeus, decapitações de nobres e fogueira para os acusados de heresia ou bruxaria.

Foi lá que Ravaillac, assassino de Henrique IV, foi desmembrado vivo com as pernas e braços amarrados a cavalos. Muito tempo depois, foi nessa mesma praça que De Gaulle comemorou a libertação de Paris em agosto de 1944. Passada a época de execuções e guerras, a Place de l’Hôtel de Ville é hoje um amplo pátio à beira do Sena, ponto de encontro dos parisienses, lugar onde crianças (e outros não tão jovens) vão brincar, andar de bicicleta e patinar.

Vídeo sobre o Marais, em Paris

Rue des Archives

(Rua dos Arquivos). Esta rua paralela ao Sena começa atrás do Hôtel de Ville. Seus edifícios mais interessantes são: o Cloître des Billettes (nº 24), único claustro medieval remanescente em Paris, aberto ao público, onde há exposições temporárias de arte; a Maison de Jacques Coeur (nº 40), uma das mais antigas casas de Paris, provavelmente do século XV; o Hôtel de Clisson (nº 58), construído em 1380 para ser residência do connéctable (condestável) de Clisson, que chama a atenção pelas duas torrezinhas medievais; e o Hôtel Guénegaud (nº 60), palacete do século XVII, obra do arquiteto François Mansart, onde hoje funciona o Musée de la Chasse et de la Nature.

Musée de la Chasse et de la Nature

 (Museu da Caça e da Natureza) <end./> 60, rue des Archives.  Instalado no Hôtel Guénegaud. Vale a visita pela riqueza arquitetônica do prédio, mas também reúne coleções de armas antigas e de animais empalhados.

Place des Vosges

A grande praça rodeada por edifícios absolutamente simétricos no coração do Marais é uma das mais famosas e elegantes do mundo. Leia página específica sobre a Place des Vosges.

Place du Marché Ste-Catherine

 (Praça do Mercado de Santa Catarina) . O nome dessa graciosa e tranquila pracinha, ocupada hoje por restaurantes com mesas ao ar livre nos dias de bom tempo, origina-se da antiga igreja de Sainte-Catherine, demolida no final do século XVIII. Um lugar que não deve passar batido.

Hôtel de Sully

End. 62, rue St-Antoine. Sully, que havia sido ministro de Henrique IV, comprou esse hôtel particulier para estabelecer sua residência. O edifício, que tem um belíssimo portal e fachada ricamente esculpida, com representação das quatro estações, é hoje sede do Centro de Monumentos Nacionais. Também é utilizado para exposições temporárias, mas pode ser visitado independentemente delas. Seu belo jardim à francesa dá acesso à Place des Vosges.

Musée Carnavalet ou Musée de l’Histoire de la Ville de Paris

 (Museu da História da Cidade de Paris). End. 23/29, rue de Sévigné O interessantíssimo Museu da História da Cidade de Paris mereceu uma página a parte. Dê uma olhada.

Musée Picasso

 End. 5, rue Thorigny 75004. ste museu inaugurado em 1985 reúne um grande acervo de obras do genial pintor espanhol Pablo Picasso. Foi instalado no Hôtel Salé, construído em 1656 por Aubert de Fontenay, um coletor de impostos sobre o sal. O nome do hôtel particulier deriva desses impostos salés… Salgados, em português! O acervo reúne 203 pinturas, 158 esculturas e mais de 3 mil desenhos que foram herdados pelo Estado francês, a maioria deles posteriores aos anos 20. Porém algumas pinturas, como o Autorretrato, são do começo do século XX. A variedade do acervo permite acompanhar as diversas fases do artista; basta comparar o Autorretrato com O Beijo para ver o quanto seu estilo mudou. Musée Picasso

Musée Cognacq-Jay

 End. 8, rue Elzévir. O Museu Cognacq-Jay (assim como o Jacquemart-André) surpreenderá agradavelmente os amantes da arte que querem complementar o circuito mais convencional dos museus parisienses. Ele funciona no Hôtel Donon, construído em 1575, e reúne peças do século XVIII da coleção particular de Ernest Cognacq e Louise Jay, sua esposa, fundadores do grand magasin La Samaritaine. Dentre outras obras de arte e móveis e objetos do século XVIII, há pinturas de mestres famosos como Fragonard (como o famoso Portrait d’enfant), Rembrandt, Chardin, Boucher, Canaletto e Greuze, e esculturas de Falconet. Musée Cognaac-Jay

Rue des Francs-Bourgeois

 Os locais de interesse nesse longa rua que atravessa o Marais são os seguintes: a Maison de Jean Hérouet, com traços medievais (esquina com a rue Vieille du Temple); o Hôtel de Sandreville (nº 26); o Hôtel d’Albret (nº 31); a Passage des Arbalétriers (nº 38); e o Hôtel de Soubise (nº 60), lindo palacete do começo do século XVIII, onde hoje funciona o Museu da História da França.

Musée de l’Histoire de France (Museu da História da França)

 End. 60, rue des Francs-Bourgeois Instalado no Hôtel de Soubise, mais um dos belos hôtels particuliers do Marais, construído em 1705 para o Príncipe de Soubise, reúne principalmente documentos originais da história da França, desde a Idade Média: manuscritos, éditos reais, o testamento de Napoleão, o tratado de Westphalia, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, as últimas cartas de Maria Antonieta etc. Independentemente do acervo, o prédio é riquíssimo e os apartamentos anteriormente ocupados pela nobreza são inteiramente decorados com reconstituições da época, lembrando um pouco aqueles de Versalhes. Musée de l’Histoire de la France

Rue des Rosiers

 A Rue des Rosiers é o centro da região habitada pela comunidade judaica do Marais. Ali ficam bons restaurantes e lugares onde são servidos lanches tradicionais, como o falafel. O do l’As du Falafel é famoso. Não espere comer um filé a parmiggiana, mas você encontrará uma excelente comida judaica, não necessariamente casher. Você notará também — na rue de Rosiers e suas proximidades — diversas inscrições em ídiche (língua judaica da Europa Oriental) e verá judeus ortodoxos com suas roupas típicas.

Rue Pavée

No nº 10 dessa rua há uma sinagoga em estilo Art Nouveau, obra de Hector Guimard. No nº 24, funciona a Bibliothèque Historique de la Ville de Paris, instalada no belo Hôtel de Lamoignon, construído em 1584 pela Duquesa de Angoulême, Diana de França, filha de Henrique II. Fazendo alusão à deusa grega cujo nome portava, Diana quis que a fachada fosse adornada com arcos e flechas e cabeças de cães de caça. As pilastras em estilo grego complementam as linhas clássicas do edifício.

Rue Ste-Croix-de-la-Bretonnerie

Uma das mais agitadas ruas do Marais, de traçado medieval irregular, com trechos estreitos, outros mais largos, velhas casas, muito comércio, restaurantes e bares, principalmente de frequência gay.

Rue Vieille du Temple

 (Rua Velha do Templo)  Antiga via de acesso ao Temple, é provavelmente anterior ao século XIII. Cheia de belos palacetes, é particularmente movimentada à noite. Nela, merecem ser vistos o Hôtel Ammelot de Bisseuil, do século XVII, no nº 47, e o Hôtel de Rohan, no nº 87. Este último edifício, com uma monumental fachada de elegantes colunas clássicas, foi construído no começo do século XVIII para um dos filhos do príncipe de Soubise, que foi bispo de Estrasburgo e depois cardeal de Rohan. Vários cardeais de Rohan moraram ali, onde tiveram uma vida faustosa. Depois da Revolução, em 1808, Napoleão mandou instalar no edifício a Imprimerie Impériale (Imprensa Imperial). Hoje o local é utilizado para exposições temporárias, que são boas ocasiões para visitá-lo. Confira a programação.

Square du Temple

 Mal dá para imaginar que, na Idade Média, o que hoje é uma pequena e tranquila praça entre a rue des Archives e a rue du Temple era sede da imponente fortaleza dos templários, uma poderosa ordem religiosa. As maquetes do Musée Carnavalet dão uma boa noção de como era o Temple. Levando-se em conta seu tamanho em proporção aos limites da cidade, pode-se ter idéia do poder dos templários à época. Na torre do Temple, transformada em prisão durante a Revolução Francesa, foram presos, em 1792, Luís XVI, Maria Antonieta (transferida em 1793 para a Conciergerie, depois da morte do marido na guilhotina) e os filhos do casal. No início do século XIX, a torre tornou-se ponto de peregrinação dos monarquistas mais saudosistas, o que desagradou Napoleão; consta que teria sido esse o motivo da demolição da torre em 1808. Em 1853, o palácio também foi derrubado e, em 1857, foram construídos no local a praça e um mercado coberto, por ordem de Haussmann.

Rue St-Paul

 A rua tem o mesmo nome desde meados do século XIV, quando a América nem tinha sido descoberta. A casa da esquina com a rue des Lions-St-Paul ainda conserva uma pequena torre medieval.

Village St-Paul

 A vila fica entre duas ruazinhas charmosas (a Jardins-St-Paul e a Charlemagne) e é formada por casas do século XVI, com um pátio central comum. Hoje o lugar é ocupado por lojinhas de antiquários. Ao lado, nos Jardins St-Paul, você verá os resquícios da antiga muralha que protegia Paris, construída por Felipe Augusto no século XII. É curioso pensar que o limite leste de Paris era ali, bem no meio do Marais, um bairro hoje considerado como super central.

Hôtel de Sens

O charmoso hôtel particulier inaugurado em 1519 foi residência do arcebispo de Sens e posteriormente da rainha Margot, primeira mulher de Henrique IV, conhecida por suas aventuras amorosas. (Quem viu o filme A Rainha Margot, com Isabelle Adjani?) Conta-se que uma imensa figueira (“figuier”) que deu nome à rua atrapalhava a passagem da carruagem da rainha e também, dizem as más línguas, de seus amigos íntimos… Irritada, Margot mandou cortá-la. O Hôtel de Sens é um dos poucos exemplos da arquitetura medieval ainda existentes na cidade. Nele funciona hoje a biblioteca Forney, de artes decorativas.

Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme

 O museu funciona no Hôtel St-Aignan, construído em 1650. Depois de ter sido residência de nobres e ocupado durante a Revolução, o edifício passou a ser habitado por artesãos judeus a partir da segunda metade do século XIX. Transformado em museu no fim do século XX, é um dos mais importantes no gênero. Seu acervo inclui a coleção Strauss-Rothschild, que mostra a história, as tradições e a evolução da arte e da sociedade judaica desde a Idade Média aos dias de hoje por meio de objetos religiosos, joias, móveis, fotos e documentos. As obras de arte incluem pinturas de Marc Chagall e de Amedeo Modigliani, ambos europeus de origem judaica. O museu possui também rica documentação sobre o caso Dreyfus. Para quem não sabe, Alfred Dreyfus, militar francês de origem judaica, foi injustamente acusado de espionagem no final do século XIX e deportado para a Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. O fato teve enorme repercussão e Émile Zola, escritor de renome, saiu em sua defesa, publicando uma carta aberta ao Presidente da República com o título “J’accuse!” (“Eu acuso!”).
Musée d’Art et d’Histoire du Judaïsme 

Musée de la Curiosité et de la Magie

 End.11, rue St-Paul Museu muito original, com todo tipo de truque de magia, desde a Idade Média até hoje. Há espetáculos durante a visita, que agrada principalmente às crianças.
Musée de la Magie

St-Paul-St-Louis (igreja)

 End. 99, rue St-Antoine.  A igreja jesuíta, em estilo barroco, inspirado na igreja de Gesù em Roma, começou a ser construída em 1627 sobre um terreno doado por Luís XIII. Chamava-se originalmente St-Louis e foi uma das mais ricas igrejas da cidade, graças ao poder dos jesuítas durante a Contrarreforma. Era adornada por preciosos móveis e obras de arte. Todo esse verdadeiro tesouro foi saqueado durante a Revolução, quando a igreja, cujo nome evocava a monarquia (afinal, São Luís tinha sido rei) foi fechada, como todas as outras em Paris. É lamentável a quantidade de obras de artes destruídas nesse período. No começo do século XIX, ela foi restaurada e voltou a ser uma igreja católica, incluindo em seu nome o de St-Paul. No seu interior há um famoso quadro de Delacroix: Cristo no Jardim das Oliveiras.

St-Gervais-St-Protais

(igreja)  Pl. St-Gervais Situada atrás do Hôtel de Ville, esta igreja foi construída no século XVI sobre o lugar de um antigo santuário dedicado aos mártires cristãos Gervásio e Protásio. Sua imponente fachada em estilo clássico chama a atenção pelos três andares de colunas dóricas, jônicas e coríntias, enquanto a nave é gótica. Ao apreciar os belos vitrais, pinturas, esculturas e os órgãos do século XVIII, lembre-se de que por pouco a igreja escapou de ser totalmente destruída quando, no final da Primeira Guerra, foi atingida por um obus de longo alcance lançado pelos alemães, que matou dezenas de pessoas.

Notre-Dame des Blancs-Manteaux

 (igreja) End. 12, rue des Blancs-Manteaux.  Em 1685, construiu-se esta igreja no local do antigo mosteiro dos Blancs-Manteaux, monges que se vestiam com capas brancas (como conseguiam mantê-las brancas naquela época é uma boa pergunta!). Sua fachada não é atraentel, mas no interior há um púlpito ricamente esculpido em estilo barroco e um órgão do século XVII. Nela são realizados concertos.

Rue Volta

 A casa que fica no nº 3 é antiquíssima. É interessante observar em sua fachada características da Idade Média, quando as casas serviam, simultaneamente, como residência e loja. As janelas fechavam-se em duas folhas horizontais; a parte de baixo, quando dobrada para fora, servia de balcão de vendas.

Rue François Miron

É uma das mais antigas ruas da cidade, originada de uma estrada romana. Nos nos 11 e 13, há casas medievais com fachada de alvenaria intercalada com madeira (colombages), coisa rara de se ver hoje em Paris. Nos nos 36, 42 e 46, há outras construções bem antigas. No nº 68, fica o Hôtel de Beauvais, do século XVII, onde morou Catherine Bellier, uma senhora que, aos 40 anos, parece ter ensinado muita coisa a Luís XIV quando este tinha apenas 16… Ela e seu condescendente marido Pierre Beauvais foram bem recompensados pelos favores e tiveram uma rápida ascensão social, como atesta sua bela morada.

Saiba mais sobre o bairro do Marais

Veja informações e dicas sobre o Marais

Informações práticas sobre Paris

Como ir a Paris

Veja passagens aéreas e pacotes

Hotéis em Paris

O Booking.com é um meio fácil e seguro de reservar seu hotel ou apartamento em cidades no mundo todo. Você não paga nada a mais por isso. Você pode pesquisar ofertas entre uma enorme variedade de estabelecimentos

Escolha e reserve seu hotel em Paris

Maquina fotografica

Paris em imagens  Fotos dos lugares de especial interesse turístico.

A França  em imagens  Verdadeira viagem fotográfica pela França. Dezenas de fotos das regiões Sul, Norte e Centro da França.